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REVISÃO

Rádio e TV
Diretrizes Curriculares
COMPETÊNCIAS
• Competências cognitivas
• Competências pragmáticas
• Competências comportamentais

“Em função do perfil do egresso e de suas


competências, a organização do currículo deve
contemplar, no Projeto Pedagógico, conteúdos
que atendam a seis eixos de formação:
• Eixo de fundamentação humanística
(Formação Geral)
• Eixo de fundamentação específica
• Eixo de fundamentação contextual
• Eixo de formação profissional
• Eixo de aplicação processual
• Eixo de prática laboratorial”
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Eixos de Fundamentação
Rádio e TV
Eixo de formação profissional
• Conhecimento teórico e prático dos processos de gestão,
produção, métodos e técnicas de apuração, redação e edição
jornalística
Eixo de formação processual
• Ferramentas técnicas e metodológicas
• Coberturas em diferentes suportes: radiojornalismo,
telejornalismo e outras demandas do mercado de
trabalho.
Eixo de formação laboratorial
• Conhecimento e habilidades inerentes à profissão
• Projetos editoriais definidos e orientados a públicos reais.

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Aproximações temáticas
EIXO COMUM
Configuração do mercado audiovisual brasileiro, suas dimensões
institucionais, legislativas, comerciais, profissionais, éticas e
deontológicas, questões de linguagem, cultura e produção de
sentido
Possíveis chaves de leitura
• Conformação do rádio e da televisão e a concentração
econômica das empresas de comunicação
• Relações entre teorias do jornalismo e a prática radiofônica e
televisiva (valores-notícia, critérios de noticiabilidade,
objetividade e imparcialidade aplicadas à vivência do jornalista)
• A dimensão das gramáticas audiovisuais
• Questões de deontologia e ética relacionadas aos processos
práticos do rádio e da televisão

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Panorama histórico-social
RÁDIO
• Anos 40 – período de modernização do país
• Investimentos estatais para comunicação: criação de ferrovias e
o sistema de radiodifusão;
• Comunicação direta – a notícia como o gênero cotidiano;
• Rádio e a indústria fonográfica: produção de bens simbólicos
nacionais (sentido de identidade brasileira);
• Programas de auditório e as radionovelas –estrelas do rádio ou
star system brasileiro;
• Revistas sobre a programação,
ouvintes e as cartas, valor comercial
para as agências;
• Diários Associados: maior conglome-
rado de comunicação nos anos 40
• 1941 - Repórter Esso: modelo ameri-
cano patrocinado;
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Panorama histórico-social
TELEVISÃO
• Primeiro telejornal: Imagens do Dia, TV Tupi,SP,
setembro/1950
• Janeiro de 1952 - TV Tupi SP lança Telenotícias Panair
• Em 1952 - Repórter Esso, na TV Tupi do Rio
• Em 1953, TV Tupi SP também transmite, com apresentação de
Gontijo Teodoro, notícias nacionais e internacionais em filmes
(público restrito)
• O Repórter Esso oferecia mais matérias ilustradas (UPI)
• Transmissão direta, ao vivo do estúdio
• Amadorismo na linguagem : câmera de 16mm, cenário pobre,
sem captação de som direto
• Linguagem : presença dos patrocinadores, interesses e
estratégias, herança do rádio - estilo telegráfico, forte e vibrante
• Condições técnicas: atraso de 12 h para exibir imagens

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Panorama histórico-social
EMISSORAS DE TV
TV Record: criada em 1953 (a mais antiga)
TV Paulista: 1952, vendida para Roberto Marinho, em 1965
TV Excelsior: concessão de um deputado paulista, em 1960,
vendida para o grupo Simonsen (faliu em 1970)
TV Band: fundada por João Saad, em 1967
TV Cultura: fundada em 1969 pela FIESP
SBT: começa com canal 11, TV Rio, em 1975

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Panorama histórico-social
FORMAÇÃO TELEJORNALISMO
• Formação de redes de TV: chegada dos equipamentos de
microondas e transmissão via satélite
• Jornal Nacional (1969): transmissão ao vivo, em rede: RJ, SP, BH,
CWB, POA, BSB
• Interesses políticos e mercadológicos da Rede Globo: parceria
com regime militar, apoio para acordo Time-Life, apuro técnico e
tecnológico
• Padrão Globo de Qualidade: planejamento, rigor, qualidade das
produções, crescimento econômico do país
• Fantástico - o show da vida, criado em 1973, combinando
entretenimento e jornalismo
• Câmeras portáteis de videoteipe substituíram as câmeras
cinematográficas
• Respeito aos horários dos programas, cenário, entonação e visual
dos locutores, ritmo na notícia – conformação dos estilos dos
programas e da grade televisiva
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Radio All News
• Anos 60 – primeiras emissoras 100%
notícia nos EUA;
• No Brasil, surge com a segmentação do
público: - contexto de globalização;
expansão do sistema FM
• 1991: Central Brasileira de Notícias (CBN)
• 1995: CBN no sistema FM

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Linguagem no Rádio All News
• Segmentação do público
• Rádio como ferramenta de organização do
tempo do ouvinte;
• Busca por conteúdos que variam entre a
informação e a análise;
• Programação em formato relógio;
• Narrativa da programação cria unidade;

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Linguagem no Rádio All News
• Boletins intercalados por programetes;
• Presença de quadros (política, ciência e
saúde, gastronomia, dicas culturais)
• Comentários e críticas – jornalismo opinativo
• Quadro educativos e de responsabilidade
social;
• Programação interrompida por programas
especializados;

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A notícia no radiojornalismo
• Notícia: unidade mínima de significação
da linguagem para o discurso radiofônico;
• Entre a informação e o aprofundamento
• Formato informativo estrutura o discurso
radiofônico
• Descrevendo a notícia no rádio: macro e
micro textos, macro e micro estruturas

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Macrotextos do Rádio
• A grade de programação (linear): estratégia da
emissora em dominar os acontecimentos exteriores e
submetê-los a rotina de produção. A grade funciona
também como um controle discursivo, estabelecendo
os conteúdos e as abordagens possíveis;
• O fluxo da programação (all news- circular):
sequencialização dos programas para organização
dos conteúdos, cria-se um fluxo contínuo de produção
estruturado de forma circular, em torno de uma
unidade de tempo que se repete infinitamente. O clock
tem uma duração temporal arbitrária, em função das
24 horas do dia, dos 60 minutos de cada hora, ou até
períodos menores, de 30 minutos. Programação
passa a ter uma estrutura curva;

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RELÓGIO (FLUXO) BANDNEWS FM 20 minutos
ciclo completo

60 minutos
3 ciclos por hora

24horas
72 ciclos
+ mil microtextos
Microtextos do Rádio
• Gêneros informativos heterogêneos
aplicados à lógica do fluxo em relógio
• A unidade textual da informação no rádio:
notícia, reportagem, transmissão ao vivo,
relato, entrevista
• “A informação abstrata (externa) se
especifica de tal modo que, para os
acontecimentos e ações totais, se apliquem
descrições detalhadas para a identidade e as
consequências da ação, o lugar, o modo dos
acontecimentos e diferentes tipos de
circunstâncias” (MEDITSCH, 2007).
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Linguagem televisiva
• Linguagem televisiva:
• AUDIÇÃO + VISÃO + EMOÇÃO
• O telejornalismo cria o vínculo com aquilo que é visto, e o off também
vai ajudar a interpelar os telespectadores
• Se a televisão se impõe pela informação visual, ela prende a atenção
do telespectador pela informação sonora
• Matriz radiofônica da televisão – presença do texto falado
• Transmitir a informação :
 acontecimentos cotidianos;
 estruturas próximas da conversa;
 palavras simples e fortes, elegantes e apropriadas para a
informação (PATERNOSTRO, 2006)
 O texto da reportagem cria sentidos narrativos a partir das
convenções do jornalismo – contar histórias dos fatos (narração
objetiva, imparcial, ética do jornalista e do repórter cinematográfico
que preze pela cobertura dos fatos)
 As convenções (normas e regras dos meios) não podem aprisionar
o repórter, mas ele precisa dosar entre a racionalidade de contar os
fatos (horizonte de expectativa do mercado e do publico) e
subjetivar o texto
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ESTRUTURA DA NOTÍCIA NA TV
• Uso da pirâmide invertida na reportagem televisiva:
a) Institucionalidade do jornalismo
b) Proximidade com o cotidiano pela tv através do jornalismo
• O texto telejornalístico deve equilibrar o papel construído do
jornalismo e a linguagem mais próxima do seu público
• OFF – Texto escrito lido pelo repórter
• PASSAGEM – Assinatura do repórter dentro da reportagem
• CABEÇA – Anúncio da matéria lido pelos apresentadores no
estúdio
• NOTA-PÉ – Texto escrito lido pelo apresentador,
complementa informação após exibição da matéria
• ENTRADA AO VIVO - aparição do repórter através de
transmissão de sinal via satélite em tempo real
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PASSAGEM
• A passagem funciona como espécie de prova, de
testemunho não do fato em si, mas da autenticação do
relato sobre o ocorrido.
• A reportagem, encarnada no corpo do repórter, nos
espaços sociais que representam a cobertura do fato,
funda um SENTIDO DE PRESENÇA:

O TEMPO DOS O TEMPO DA


FATOS PRODUÇÃO DE
A cobertura de um evento
específico em tempo e lugar
SENTIDO
O momento de exibição do telejornal;
cria sua presença num tempo distinto
do fato
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Questão discursiva
ENADE 2006
QUESTÃO 35 – DISCURSIVA
Um provérbio muito antigo diz que “uma imagem vale mais que mil
palavras”. Vale? A escritora, jornalista e artista plástica Marina
Colasanti responde sem titubear: “não vale”. Afinal, diz, “até para
louvar a imagem foi preciso fazer uma frase”. Paternostro afirma
que “é preciso respeitar a força da informação visual e descobrir
como uni-la à palavra, porque a TV funciona a partir da relação
texto/imagem”.

Considerando os argumentos contidos no texto acima, redija um


texto acerca das relações adequadas entre texto e imagem na
elaboração de produtos midiáticos. Apresente um exemplo dessa
relação aplicada ao seu curso.

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Questão discursiva
ENADE 2006
QUESTÃO 35 – PADRÃO DE RESPOSTA

PADRÃO DO INEP
O aluno deve analisar a relação texto/imagem, tanto no âmbito de conteúdos
de mídia impressa (jornal, revista, boletim etc.), quanto nos contextos de
telejornalismo e web-jornalismo. O aluno deve elaborar um texto que
evidencie relações de complementaridade ou oposição, de superposição ou
redundância.

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Questão discursiva
QUESTÃO 35 – OUTRAS OPÇÕES DE RESPOSTA
POSSIBILIDADE 1
Valores jornalísticos e critérios de noticiabilidade não definem o texto – narrativa dos
acontecimentos;
Linguagem audiovisual: sedução inerente (matriz cinematográfica)
Noções de vigilância, serviço público, credibilidade conformam a produção – a
recepção busca informar-se através de histórias.
Atratividade: manter o espectador até o fim (a imagem torna-se o próprio
acontecimento televisivo)

POSSIBILIDADE 2
Linguagem televisiva: AUDIÇÃO + VISÃO + EMOÇÃO
Transmitir a informação :
acontecimentos cotidianos; (registro cinematográfico)
estruturas próximas da conversa; (narração do fato)
A imagem é o signo mais acessível à compreensão humana.
O off vai ajudar a interpelar os telespectadores – importancia texto + imagem
O texto da reportagem cria sentidos narrativos a partir das convenções do jornalismo

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Questão discursiva
ENADE 2009
QUESTÃO 40 – DISCURSIVA
Como todos sabem, não existe este tipo de coisa chamada
net.radio, mas uma variedade de ideias e experiências em torno do
som na Internet.
(1.º Encontro Internacional de Projetos Experimentais. Berlim, 1998.)

Considerando a afirmação acima e as características intrínsecas


ao veículo rádio, tais como instantaneidade, mobilidade, baixo
custo de produção e dos equipamentos e de recepção, e a não-
exigência de alfabetização digital para compreensão de suas
mensagens, redija um texto argumentativo respondendo, de forma
justificada, à seguinte questão.

Existe rádio na Internet?

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Questão discursiva
QUESTÃO 40 – PADRÃO DE RESPOSTA
PADRÃO DO INEP
A resposta a essa questão está intimamente ligada à experiência que os alunos têm
em relação a ouvir ou não rádio na Internet. As justificativas podem ser muito
variadas, incluindo-se a de que o rádio na Internet é um veículo híbrido, ainda não
consolidado, o que dificulta as afirmações taxativas a esse respeito.
Padrão “Sim”. O Rádio na Internet pode limitar-se à transposição do que é veiculado
tradicionalmente, tal como fazem a CBN, a Globo e outras emissoras, ou pode apresentar
programação própria, segmentada e destinada a determinados públicos. Quanto às
características próprias do veículo, como instantaneidade, mobilidade, baixo custo de produção e
dos equipamento de recepção, e a não exigência de alfabetização digital para compreensão de
suas mensagens, elas não se perdem na Internet.
Padrão “Não”. Sem a garantia de manutenção de suas características intrínsecas, como
instantaneidade, mobilidade, baixo custo de produção e dos equipamentos de recepção e a não
exigência de alfabetização digital para compreensão de suas mensagens, o que se ouve na
Internet não é rádio, é um banco de dados. O rádio deixa de ser móvel na Internet. Ele volta a
necessitar de conexões, mesmo quando sem fio. Embora na Internet o custo de produção e
emissão possa, eventualmente, ser baixo, o mesmo não se pode afirmar com relação à recepção
das emissões “radiofônicas” por computador.

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Questão discursiva
ENADE 2012
QUESTÃO 3 – DISCURSIVA

QUINO. Toda Mafalda. 7 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003.


Considerando a tirinha da Mafalda reproduzida acima, elabore um texto
dissertativo analisando cada quadro da tirinha, desde a afirmação de que
a TV é um veículo de cultura até a conclusão a que chega a personagem.
No seu texto, cite autores e (ou) teorias e conclua explicando porque
concorda ou discorda da personagem.

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Questão discursiva
QUESTÃO 3 – PADRÃO DE RESPOSTA

PADRÃO DO INEP
O estudante deve elaborar um texto dissertativo, respeitando a norma culta, a
clareza e a coerência das ideias, no qual discorra sobre a afirmação de que a
televisão é um veículo de cultura, de modo a analisa-la com base na Sociologia da
Comunicação e/ ou nas Teorias da Comunicação e seus diversos autores, citando
ao menos um deles. O estudante deve, ainda, se posicionar favoravelmente ou não
em relação à afirmação de que a televisão não é adequada para disseminar a
cultura

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Questão discursiva
QUESTÃO 3 – OUTRAS OPÇÕES DE RESPOSTA
POSSIBILIDADE 1
Afirmação – vínculos televisão e cultura – possibilidade sim e não
Sim – proximidade, regionalidade, dimensões identitárias e pedagógicas
Não – a historia da tv e o apelo visual – audiência, exploração da imagem,
empobrecimento das massas
Sim – aproximar das teorias da recepção e estudos culturais (cultura popular
massiva)
Não – Industria Cultural e a cultura de massa (Adorno & Horkheimer)

POSSIBILIDADE 2
Afirmação – vínculos telejornalismo e cultura – possibilidade sim e não
Sim – matrizes culturais da telejornalismo com o rádio (programas policiais) –
presença histórica dos gêneros narrativos na vida cotidiana
Não - o paradigma da informação versus entretenimento – aspectos da
linguagem e empobrecimento da linguagme
Sim – história do rádio e da tv, estudos culturais (cultura popular massiva)
Não – Teorias da comunicação e do jornalismo (teoria do espelho, newsmaking,
agenda setting)

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