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TEORIA

ECONÔMICA
(DEMANDA, OFERTA E EQUILÍBRIO DE
MERCADO)
DEMANDA, OFERTA E EQUILÍBRIO DE MERCADO

Lembremo-nos que definimos bem econômico como aquele que possui três
características: útil, satisfaz necessidades e é escasso.

O termo útil que a priori parecia até sobressalente adquire importância pois da
concepção de utilidade deriva a Teoria do Valor Utilidade.

Utilidade: grau de satisfação que os consumidores atribuem aos bens e serviços que
podem adquirir do mercado.
Temos então que Teoria do Valor Utilidade : pressupõe que o valor de um
bem se forma através da utilidade que representa para o seu consumidor.
Forma-se pela sua demanda. São os critérios subjetivos ( ex. gosto pessoal)
que determinam o grau de satisfação de um consumidor que varia para cada
um, é portanto uma teoria subjetiva. Observa o lado da demanda.

O valor utilidade é aquele que vai diminuindo em função do consumo do


bem.

A teoria do valor-utilidade é uma concepção subjectiva do valor utilizada


na teoria neoclássica. Segundo esta, o valor das mercadorias tem origem na
satisfação que elas proporcionam aos consumidores. Portanto, nesta teoria,
a distinção entre valor de uso e valor de troca não tem sentido, visto que os
preços relativos são determinados a partir de uma concepção subjectiva do
valor.

Por exemplo, vc está com sede, bebe um copo de água, sua satisfação é
enorme no primeiro copo, aí vc toma o segundo copo, sua satisfação já é
menor do que no primeiro copo, quando vc tomar o terceiro, a satisfação já
é menor q o primeiro e o segundo e assim vai...
A Teoria do Valor-Utilidade rivaliza com a Teoria do Valor-Trabalho. Esta
última considera que o valor de uma bem se forma através dos custos do trabalho
incorporado ao bem, varia, portanto conforme agrega mais ou menos trabalho
medido pelo tempo necessário para a produção do bem. O valor depende dos
custos, é uma teoria objetiva. Observa o lado da oferta.

Utilidade Total e Utilidade Marginal:

a) quanto mais se adquire de um bem maior é a satisfação total ou seja maior a


utilidade total ? Sim. Logo a utilidade total é sempre crescente.

b) há um ponto de saciedade que é atingido quando uma quantidade a mais do


bem, ou seja, quando sua utilidade marginal já não acresce à utilidade total? Sim.
Em outras palavras o acréscimo marginal (de mais uma unidade) é indesejável.
A Lei da utilidade marginal expressa que em uma relação econômica a
utilidade marginal decresce à medida que se consome mais uma unidade.

A utilidade total de um bem cresce quando se consome maiores quantidades


dele, mas seu incremento da utilidade marginal é cada vez menor.

O consumidor tem satisfação com um bem, mas a unidade seguinte já não lhe
proporciona tanto prazer como a anterior.

O chamado paradoxo da água e do diamante ilustra a importância do conceito


de utilidade marginal. Por que a água, mais necessária é tão barata, e o
diamante, supérfluo, tem preço tão elevado? Ocorre que a água tem grande
utilidade total, mas baixa utilidade marginal (é abundante), enquanto o
diamante, por ser escasso*, tem grande utilidade marginal.
Demanda de Mercado

De quais fatores depende a demanda/quantidade procurada


de certo bem? Preço do bem, preço de bens substitutos, da renda e das
preferências pessoais. Apesar de vários fatores influenciarem a demanda
de um bem só podemos observar a atuação de um de cada vez para o que
supomos que todas as outras condições sejam constantes assim que vamos
analisar a influência do preço sobre a demanda supomos que todos os
outros fatores não se alteram. Essa é a chamada condição coeteris
paribus.

Lei Geral da Demanda: quantidade e preço são inversamente proporcionais


Função Demanda:

A curva da demanda pode ser assim representada:

Preços Quantidades
Demandadas
1,00 11.000
3,00 9.000
6,00 6.000
8,00 4.000
10,00 2.000
Característica da Curva de Demanda: é negativamente inclinada
porque expressa a relação inversa entre preço e quantidade
ocasionada pelo efeito conjunto de dois fatores:

a) efeito renda: se o preço de um bem aumenta, coeteris paribus,


diminui a renda real disponível de forma que diminui a quantidade
demanda.

b) efeito substituição: se o preço de um bem aumenta, coeteris


paribus, e existe disponível bens similares que satisfaça a mesma
necessidade o consumidor passa a adquirir o bem substituto.
A demanda dos bens é afetada pelas característica dos mesmos:

a) Bem de Giffen: cai o preço do bem e cai o seu consumo, coeteris


paribus. É uma exceção a Lei Geral da Demanda. Nesse caso o
aumento da renda disponível faz com que o consumidor prefira outro
bem a esse.

b) Segundo variações na renda os bens podem ser:

Bem Normal: atende a lei geral da demanda, nesse caso se aumenta a


renda aumenta a demanda do bem. Ex. iogurte
Bem Inferior: não atende a lei geral da demanda, se aumente a renda o
consumidor diminui o consumo desse bem. Ex. carne de segunda

c) Segundo variações nos preços de outros bens:

Bem Substituto ou bem concorrente: quando varia o preço de um


similar afeta o bem em questão, pois o consumidor pode migrar. Ex:
margarina/mantega
Bens complementares: são consumidos conjuntamente por isso a
variação em um deles afeta outro. Se o preço de um bem aumenta
diminui a demanda de outro. Ex: carro/combustível.
A curva da quantidade demanda é aquela que trata da relação entre um
preço é uma quantidade específica, por isso tem um formato diferente da
curva de demanda que trata de todas as relações possíveis entre preços e
quantidades de um bem. É com essa curva que trabalharemos.
As alterações na curva de demanda, alterações ao longo de curva é
alteração na quantidade demandada e deslocamento da curva é alteração na
demanda.

Distinção entre demanda e quantidade demandada

Por demanda entende-se toda a escala ou curva que relaciona os


possíveis preços a determinadas quantidades
Por quantidade demandada A quantidade demandada depende
de variáveis que influenciam a escolha do consumidor pela compra ou não de
um bem ou serviço: o seu preço, o preço dos outros bens substitutos ou
complementares, a renda do consumidor e o gosto ou preferência do
indivíduo. Devemos compreender um ponto especifico da curva relacionando
um preço a uma quantidade.
Oferta de Mercado

De quais fatores depende a oferta de mercado? Preço, demais


preços (preços dos concorrentes), preço dos fatores de produção,
preferências do empresário e da tecnologia.

Lei geral da oferta: relação direta entre preço e quantidade


ofertada.

Observação: segue a mesma lógica da demanda a Curva de


Oferta e a Curva da Quantidade Ofertada.
A curva da oferta pode ser assim representada:
A curva da oferta pode ser assim representada:

Função Oferta:

Quantidades
Preços
Ofertadas

1,00 1.000

3,00 3.000

6,00 6.000

8,00 8.000

10,00 10.000
A oferta refere-se á escala (ou toda a curva).
Quantidade Ofertada diz respeito a um ponto especifico da curva de oferta
Equilíbrio de Mercado

É a intersecção entre as curvas da oferta e demanda, o ponto onde


ocorre a intersecção estabelece o preço e a quantidade de equilíbrio, é o
chamado ponto de equilíbrio. O deslocamento de uma delas a partir de um
situação de equilíbrio

Quantidades Quantidades
Preços Relações Situação do Mercado
Procuradas Ofertadas
1,00 11.000 1.000 QP > QO Excesso de procura (escassez de oferta)
3,00 9.000 3.000 QP > QO Excesso de procura (escassez de oferta)
6,00 6.000 6.000 EQUILÍBRIO EQUILÍBRIO de MERCADO
8,00 4.000 8.000 QP< QO Excesso de oferta (escassez de procura)
10,00 2.000 10.000 QP< QO Excesso de oferta (escassez de procura)
Interferência do governo no equilíbrio de mercado: através dos
tributos que se dividem em impostos, taxas e contribuições. A idéia é que
os tributos altera a oferta das empresas e o preço. O produtor sempre
tenta repassar os impostos, no caso os indiretos, para os consumidores e
faz opções mediante essa opção a depender da sensibilidade do
consumidor aos preços.
O Mercado, os Preços e a Elasticidade
A curva de demanda de um bem é traçada mantendo constantes todos
os fatores que incidem sobre a demanda, exceto o preço do bem
considerado. Por exemplo ao determinar que quantidade de CD’s se
deseja demandar a diferentes preços suponhamos que os fatores -
com exceção do preço – que afetam a demanda de CD’s permaneçam
constantes. Na realidade, é freqüente que os demais fatores não
permaneçam inalterados, o que motivará deslocamento da curva de
demanda de CD’s. Os fatores mais importantes são:

1) As rendas ou receitas dos consumidores


2) Os preços dos bens relacionados
3) As mudanças nos gostos ou preferências dos consumidores
Conceito de elasticidade
Cada produto tem uma sensibilidade especifica com relação as
variacoes dos precos e da renda. Esta sensibilidade ou relação
pode ser medida por meio do conceito De elasticidade.
Genericamente a elasticidade reflete o grau de relação ou
sensibilidade
De uma variável quando ocorrem alterações em outra variável,
coeteris paribus.
• Renda dos Consumidores : Se aumenta a renda de um
consumidor, este normalmente desejará gastar mais e
demandará maior quantidade de bens ( mas não todos).

• Bem Inferiores é aquele cuja quantidade demandada


diminui quando aumenta a renda. Ex. mortadela,
margarina transporte coletivo.

• Bem normal é aquele cuja quantidade demandada


aumenta quando aumenta a renda.

No caso dos bens normais, o aumento da renda dos


consumidores eleva a quantidade demandada para cada
preço. Ou seja quando acontece um aumento na renda
das famílias, estas podem consumir mais CD’s para
cada um dos preços possíveis de CD’s fazendo a curva
de demanda deslocar para a direita.
A nova curva de demanda D2 encontra-se em todos os seus pontos à
direita da antiga D1.
Exemplo:
Preço $ Qtd. Demandada Renda Média Familiar
$ 10,00 2 milhões $ 80.000,00
$ 10,00 3 milhões $ 90.000,00
Bens de Luxo e Bens de Primeira Necessidade

• Um bem é de primeira necessidade quando, ao aumentar a renda ,


a quantidade demandada do bem aumenta em menor proporção.
Ex. leite, pão.

• Um bem é de luxo quando, ao aumentar a renda, a quantidade


demandada do bem aumenta em maior proporção. Ex. automóveis
esportivos ou CD’s.

Os Preços dos Bens Relacionados

Variação dos preços das fitas cassete afetaram a quantidade


demandada de CD’s, já que as fitas e os CD’s são dois bens que
podem satisfazer a mesma necessidade de consumo. Por exemplo
uma elevação no preço das fitas induzirá alguns consumidores a
demandar mais CD’s e menos fitas.
Bens Substitutivos e Complementares

• Os bens são substituídos se a majoração do preço de um deles eleva a


quantidade demandada do outro, qualquer que seja o preço.

• Os bens são complementares se a majoração do preço de um deles


reduz a quantidade demandada do outro.
Ex. carne bovina e suína, o chá e o café, os táxis e os ônibus, manteiga
e margarina.

Mudança nos Gostos ou Preferências dos Consumidores

• Gostos também experimentam alterações que podem ocasionar


deslocamentos na curva de demanda para a direita.

Deslocamentos da Curva de Oferta


A curva de oferta de um bem, mostra exclusivamente os efeitos de
variações nos preços sobre a quantidade oferecida.
• Os preços dos fatores de produção
• A tecnologia disponível.
Os Preços dos Fatores de Produção
Na analise da oferta de CD’s, se estão reduzindo os salários que se
pagam aos trabalhadores, os custos de produção de CD’s
diminuirão e as empresas contratarão mais trabalhadores e serão
oferecidos mais CD’s a cada preço.
A Tecnologia Existente
Qualquer melhora da tecnologia permite produzir e vender a
quantidade dada de um bem a um preço menor, permitindo que as
empresas elevem a quantidade oferecida deste bem a qualquer
preço. Em termos gráficos podemos dizer que os avanços
tecnológicos deslocam a curva de oferta para a direita.

As Variações nos Preços e a Elasticidade da Demanda

Todas as empresas sabem que, dada uma curva de demanda, a


quantidade demandada será maior se baixarem os preços. Porém,
se estes sobem, a quantidade demandada reduzirá. Uma
informação de grande interesse ás empresas é como as mudanças
de preços afetam a receita total.
Elasticidade-preço da Demanda
A elasticidade-preço da demanda (EP) mede o grau em que a quantidade
demandada responde ás variações de preço de mercado e se expressa
como quociente entre a variação percentual da quantidade demandada do
bem, produzida por uma variação de seu preço em 1% mantendo-se
constante todos os demais fatores que afetam a quantidade demandada.

Para calcular a elasticidade da demanda (EP), pode-se utilizar a seguinte


expressão.

Q
* 100
Variação percentual da quantidade demandada Q
Elasticida de da Demanda  
Variação percentual do preço P
* 100
P
1. ELÁSTICOS
Se a elasticidade-preço do bem for maior que 1,0 diz-se que a demanda
por esse bem é elástica. A variação percentual na quantidade excede a
variação percentual no preço. Ou seja, os consumidores são bastante
sensíveis a variações no preço.

2. INELÁSTICOS
Se a elasticidade-preço do bem for menor que 1,0 diz-se que a demanda
por esse bem é inelástica. A variação percentual na quantidade é menor
que a variação percentual no preço. Ou seja, os consumidores são
relativamente insensíveis a variações no preço.

3. ELASTICAMENTE UNITÁRIOS
Se a elasticidade-preço do bem for igual a 1,0 diz-se que a demanda por
esse bem é de elasticidade neutra. A variação percentual na quantidade é
igual à variação percentual no preço.
Exemplo – Elasticidade da demanda da Empresa Balas Sul S.A
Elásticos

Preço Unitário Quantidade Variação percentual Variação Elasticidade da


das Balas demandada da quantidade percentual do demanda
(milhares de demandada preço
R$ unidade) (EP)
(Q/Q * 100) (P/P *100)
(Q)

0,05 100 80 0,02 80/100


* 100 * 100 2
100 0,05 0,02/0,05
0,03 180

Para o caso da empresa Balas Sul S.A., quando o preço das balas se
reduz de R$ 0,05 para R$ 0,03 a unidade a quantidade vendida
aumenta de 80 mil unidades, passando de 100 mil para 180 mil
unidades. Estas variações de preços e quantidades, dão uma
elasticidade da demanda igual a 2
PREÇO Qtd.
P1 0,05 Q1 100
P2 0,03 Q2 180

0,03 - 0,05  0,02


P   0,4 ou - 40%
0,05 0,05
180  100 80
Q   0,8 ou 80%
100 100
Variação percentual de Qd 80%
EPd    2,0
Variação percentual de P  40%
Exemplo – Elasticidade da demanda da Empresa Balas Sufur S.A

ELASTICAMENTE UNITÁRIOS.

Preço Unitário Quantidade Variação percentual Variação Elasticidade da


das Balas demandada da quantidade percentual do demanda
(milhares de demandada preço
R$ unidade) (EP)
(Q/Q * 100) (P/P *100)
(Q)

0,03 15 5 0,01 5/15


* 100 * 100 1
15 0,03 0,01/0,03
0,02 20
Exemplo – Elasticidade da demanda da Empresa Balas Ácidas S.A.

INELÁSTICOS
Preço Quantidade Variação Variação Elasticidade da
Unitário demandada percentual percentual demanda
das (milhares da do preço
Balas de unidade) quantidade (EP)
demandada (P/P *100)
R$ (Q)
(Q/Q *
100)

0,05 100 10 0,10 10/100


* 100 * 100  0,5
100 0,50 0,10/0,50
0,04 110
Demanda elástica quando uma variação percentual do preço
gera maior aumento percentual de quantidade. Ex. Balas Sul
(EP = 2).

A Elasticidade da Demanda é Unitária quando uma redução


percentual no preço produz um aumento igual ao da
quantidade. Ex Balas Sufur (EP = 1).

A Demanda inelástica quando uma variação percentual do


preço produz menor aumento percentual de quantidade. Ex
Balas Àcidas (EP = 0,5).
A demanda de cigarro, um produto que causa dependência, também
é inelástica. A elasticidade de 0,3 indica que um aumento de 10%
em seu preço causa diminuição de 3% na quantidade demandada.
Uma vez não existem bens substitutivos ao café, a demanda de café é
inelástica(0,3).

Mas, considerando que marcas diferentes de café são bens


substitutivos entre si, a demanda de uma marca especifica de café é
muito elástica (entre 5,6 e 8,9).

Uma elasticidade de 5,6 significa que um aumento de 10% no preço


de uma marca específica diminuíra sua quantidade demandada de
56%. A mudança e grande porque os Consumidores podem passar a
utilizar facilmente outras marcas.
A Elasticidade da Demanda: Casos Extremos

A demanda é perfeitamente inelástica – isto é, sua elasticidade é


zero quando, ao variar o preço, a demanda não mostra nenhuma
resposta na quantidade demandada.

Ex: o Sal a quantidade procurada fica inalterada apesar de


uma variação no preço.
A demanda é perfeitamente elástica, ou infinita, quando os
compradores não estão dispostos a pagar mais que determinado
preço, qualquer que seja a quantidade do bem.

Os consumidores estão dispostos a comprar qualquer quantidade ao


preço de R$ 100,00, mas nada ao preço acima desse nível.
Assim, o vendedor pode vender tudo o que desejar sem que isso afete o
preço do produto.

Ex. Produtor de cereal (individual). Ele pode vender todo o cereal que lhe
é possível produzir a esse preço.
Questões para Revisão

1. Conceitue a função demanda. Que diferenças há entre demanda e


quantidade demandada.
2. Conceitue e função oferta. De que variáveis depende a oferta de uma
mercadoria.
3. No raciocínio econômico, qual a importância da hipótese do Coeteris
paribus.
4. Conceitue: bens de capital, bens de consumo, bens intermediários e
fatores de produção,

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