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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil


Centro de Tecnologia e Geociência (CTG)

ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE A


NBR 6122:2010 E O EUROCODE 7
Disciplina: Fundações
Professor: DSc. Roberto Quental Coutinho
Discentes: Ana Karine Dantas e Bruno Diego de Morais
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
2. GENERALIDADES
3. FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS
4. FUNDAÇÕES PROFUNDAS
5. CONCLUSÃO
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
ABNT NBR 6122:2010 - Projeto e execução de fundações

• Substitui à antiga norma de fundações, ABNT NBR 6122:1996;


• A Comissão Revisora da norma foi o Eng. Jaime Marzionna (Diretor
da Engeos Engenharia e Geotecnia Ltda. e Professor da Poli-USP);
• O processo de revisão foi iniciado em maio de 2003;
• O objetivo era atualizar o conteúdo, aproximando-o dos novos
métodos e técnicas;
INTRODUÇÃO
ABNT NBR 6122:2010 - Projeto e execução de fundações
• O texto utiliza como plano de fundo a antiga norma e inclui
novos conceitos que aproximam a norma brasileira do Eurocode;
• Agrega também maior segurança às obras;
• A norma é mais clara e organizada trazendo a divisão do texto
entre as duas principais partes da fundação – projeto e execução;
• Inserção do conceito de coeficiente de segurança parcial,
aproximando-se assim do conteúdo de outras normas (NBR 8681
e 6118);
INTRODUÇÃO
ABNT NBR 6122:2010 - Projeto e execução de fundações

• Introdução do conceito de região representativa do terreno;


• Fixação das situações onde é obrigatório o acompanhamento do
comportamento das estruturas e a fixação de critérios claros para a
verificação do desempenho das fundações em estacas;
• Atualmente a norma está em processo de revisão (quase finalizado)
desde 2016;
• Sendo a equipe de revisão coordenada por Frederico Falconi (sócio-
diretor da empresa ZF e Engenheiros Associados);
Melhor
definição das
cargas
envolvidas

Critérios para
Atrito
a limpeza da
negativo
ponta

MUDANÇAS
2019
Revisão de
Item para
Cálculo da
novas estacas
capacidade

Especificação
Simbologia
do concreto
INTRODUÇÃO
EUROCODE 7: Projeto geotécnico

• A presente Norma foi elaborada pelo European Committee for


Standardization (CEN/TC 250);
• O CEN/TC 250 é responsável por todos os Eurocódigos Estruturais;
• Esta Norma destina-se a ser utilizada como base geral para os aspectos
geotécnicos do projeto de edifícios e de outras obras de engenharia
civil.
INTRODUÇÃO
EUROCODE 7: Projeto geotécnico

• Os trabalhos para a elaboração do Eurocode foram iniciados em 1975;


• O objetivo do programa era a eliminação de entraves técnicos ao
comércio e a harmonização das especificações técnicas;
• O Eurocode 7 estabelece princípios e requisitos de segurança e de
aptidão para utilização, descreve bases para o dimensionamento e
aspectos relacionados a confiabilidade;
• Parâmetros determinados a nível nacional – Anexo Nacional.
INTRODUÇÃO

EN 1990 Eurocódigo: Bases para o projeto de estruturas;


EN 1991 Eurocódigo 1: Ações em estruturas;
EN 1992 Eurocódigo 2: Projeto de estruturas de concreto;
EN 1993 Eurocódigo 3: Projeto de estruturas de aço;
EN 1994 Eurocódigo 4: Projeto de estruturas mistas aço-concreto;
EN 1995 Eurocódigo 5: Projeto de estruturas de madeira;
EN 1996 Eurocódigo 6: Projeto de estruturas de alvenaria;
EN 1997 Eurocódigo 7: Projeto geotécnico;
EN 1998 Eurocódigo 8: Projeto de estruturas para resistência a
sismos;
EN 1999 Eurocódigo 9: Projeto de estruturas de alumínio.
INTRODUÇÃO
EUROCODE 7: Projeto geotécnico

• Descreve como projetar estruturas geotécnicas, usando a filosofia de


projeto de estado limite;
• É publicado em duas partes: "Regras gerais" e "Investigação e teste do
solo“;
• Em uma mesma norma estão concentradas orientações de projeto para:
Aterros, rebaixamento freático e melhoramento ou reforço do terreno /
Fundações superficiais / Fundações por estacas / Ancoragens /
Estruturas de suporte / Ruptura hidráulica / Estabilidade global / Aterros
GENERALIDADES
INVESTIGAÇÃO GEOTÉCNICA
• A investigação geotécnica preliminar deve ser realizada para qualquer
edificação, caso seja necessário, deve ser realizada uma investigação
complementar em função das peculiaridades do subsolo e do projeto.
• NBR 6122 recomenda no mínimo a sondagem a percussão (SPT).
• EN 1997 recomenda que os requisitos mínimos no que diz respeito a
quantidade e a qualidade dos estudos de caracterização geotécnica
estão associados à complexidade e aos riscos de cada projeto
(Categoria Geotécnica).
Categoria Geotécnica Requerimentos de Projeto Procedimento de Projeto Exemplo

Riscos de instabilidade global ou de


movimentos do terreno desprezável;
As condições do terreno simples e
1 - Abrange estruturas Consisti em métodos de rotina Estruturas e obras de
conhecidas;
pequenas e relativamente para o dimensionamento e para a terraplenagem de reduzida
Não houver escavações abaixo do
simples construção de fundações. complexidade e risco
nível freático (buscar conhecer a
experiência local).

2 - Abrange os tipos
correntes de estruturas e de Poderão ser utilizados – Fundações superficiais;
Deverá incluir dados geotécnicos de
fundações que não envolvam procedimentos de rotina quer nos – Radier;
natureza quantitativa e uma análise
nem risco fora de comum ensaios de campo e de laboratório – Fundações por estacas;
que assegure que são satisfeitos os
nem condições difíceis de quer no dimensionamento e na – Pilares e encontros de pontes;
requisitos fundamentais.
solo ou carregamento construção

- Estruturas de grande dimensão


ou pouco comuns;
3 – Abrange as estruturas ou Nos projetos de estruturas da Categoria Geotécnica 3 deverão - Envolvam riscos fora do
partes de estruturas não normalmente ser utilizadas disposições e regras alternativas às da comum;
abrangidas em 1 e 2 presente Norma. - Estruturas em áreas com
provável instabilidade local
AÇÕES EM FUNDAÇÕES
NBR 6122:2010
Devem ser fornecidos pelo projetista da estrutura
Ações provenientes da superestrutura
de forma individualizada entre os esforços para

Ações decorrentes do terreno verificação do ELU e ELS;


As ações devem ser separadas de acordo com suas
Ações decorrentes da água superficial e subterrânea naturezas:
a) ações permanentes (peso próprio, sobrecarga
Ações excepcionais
permanente, empuxos etc.);
Interação fundação-estrutura b) ações variáveis (sobrecargas variáveis,
impactos, vento etc.);
Peso próprio das fundações
c) ações excepcionais.
Atrito negativo
AÇÕES EM FUNDAÇÕES
NBR 6122:2010

Ações provenientes da superestrutura


Devem ser considerados os empuxos de terra e
Ações decorrentes do terreno empuxos de sobrecargas atuantes no solo.

Ações decorrentes da água superficial e subterrânea

Ações excepcionais

Interação fundação-estrutura

Peso próprio das fundações

Atrito negativo
AÇÕES EM FUNDAÇÕES
NBR 6122:2010

Ações provenientes da superestrutura

Ações decorrentes do terreno

Devem ser considerados os empuxos de água,


Ações decorrentes da água superficial e subterrânea
tanto superficial quanto subterrânea.
Ações excepcionais

Interação fundação-estrutura

Peso próprio das fundações

Atrito negativo
AÇÕES EM FUNDAÇÕES
NBR 6122:2010

Ações provenientes da superestrutura


a) alteração do estado de tensões causadas
Ações decorrentes do terreno por obras nas proximidades (escavações,
aterros, túneis etc.);
Ações decorrentes da água superficial e subterrânea
b) tráfego de veículos pesados e
Ações excepcionais equipamentos de construção;
c) carregamentos especiais de construção;
Interação fundação-estrutura
d) explosão, incêndio, colisão de veículos,

Peso próprio das fundações enchentes, sismos etc.

Atrito negativo
AÇÕES EM FUNDAÇÕES
NBR 6122:2010

Ações provenientes da superestrutura

Ações decorrentes do terreno

Ações decorrentes da água superficial e subterrânea

Ações excepcionais
Quando a deformabilidade das fundações
Interação fundação-estrutura pode influenciar na distribuição de esforços.

Peso próprio das fundações

Atrito negativo
AÇÕES EM FUNDAÇÕES
NBR 6122:2010

Ações provenientes da superestrutura

Ações decorrentes do terreno

Ações decorrentes da água superficial e subterrânea

Ações excepcionais

Interação fundação-estrutura
• Peso próprio de blocos de coroamento
Peso próprio das fundações ou sapatas;
• Ou no mínimo 5 % da carga vertical
Atrito negativo permanente.
.
AÇÕES EM FUNDAÇÕES
NBR 6122:2010

Ações provenientes da superestrutura

Ações decorrentes do terreno

Ações decorrentes da água superficial e subterrânea

Ações excepcionais

Interação fundação-estrutura

Peso próprio das fundações


• Deve ser considerada no dimensionamento;
• Solicitações de valor significativo deve ser
Atrito negativo
determinada através de provas de carga.
EN 1997 - Ações ou à abertura de cavidades ou túneis;
– a expansão ou a retração devidas à vegetação, ao
– os pesos do solo, da rocha e da água; clima ou a variações da humidade;
– as tensões no terreno; – os movimentos devidos à fluência, ao
– as pressões de terras; deslizamento ou ao recalque dos terrenos;
– as pressões da água livre, incluindo as pressões – os movimentos devidos à degradação, à
das ondas; dispersão, à decomposição, à densificação devida
ao peso próprio e à dissolução;
– as pressões na água do terreno;
– os deslocamentos e as acelerações devidos a
– as forças de percolação; sismos, a explosões, a vibrações e a forças
– as cargas permanentes e as cargas impostas dinâmicas;
transmitidas pelas estruturas; – os efeitos térmicos, incluindo a acção do gelo
– as sobrecargas; intersticial;
– as forças de amarração; – as cargas devidas ao gelo;
– a remoção de carga ou a escavação do terreno; – o pré-esforço imposto em ancoragens e escoras;
– as cargas devidas ao tráfego; – o atrito negativo
– os deslocamentos devidos a exploração mineira
SEGURANÇA NAS FUNDAÇÕES
NBR 6122:2010 e EN 1997
Deve ser feita a verificação para que não sejam excedidos os estados
limites último e de utilização

Associados a colapso
parcial ou total da obra
Estados-limites
últimos (ELU)
Situações de
projeto Estados-limites
de serviço
(ELS) Associados deformações,
fissuras etc. que
comprometem o uso da obra
SEGURANÇA NAS FUNDAÇÕES
NBR 6122:2010
Verificação dos estados-limites últimos (ELU)
Os seguintes mecanismos podem caracterizar o estado-limite último que conduzem ao colapso da
fundação:
a) perda de estabilidade global;
b) ruptura por esgotamento da capacidade de carga do terreno;
c) ruptura por deslizamento (fundações superficiais);
d) ruptura estrutural em decorrência de movimentos da fundação;
e) arrancamento ou insuficiência de resistência por tração;
f) ruptura do terreno decorrente de carregamentos transversais;
g) ruptura estrutural (estaca ou tubulão) por compressão, flexão, flambagem ou cisalhamento.
SEGURANÇA NAS FUNDAÇÕES
NBR 6122:2010 e EN 1997
Verificação dos estados-limites de serviço (ELS)

A verificação dos estados limites de serviço em relação ao solo de fundação ou ao elemento estrutural
de fundação deve atender a:

Ek (valor do efeito das ações) ≤ C (valor-limite de serviço)

Limites de serviço a serem considerados


a) recalques excessivos;
b) levantamentos excessivos decorrentes, por exemplo, de expansão do solo ou outras causas;
c) vibrações inaceitáveis.
SEGURANÇA NAS FUNDAÇÕES
NBR 6122:2010

Utiliza fatores de
segurança global
Valores
Métodos de Admissíveis
cálculo Valores de
Projeto Utilização de fatores
parciais
SEGURANÇA NAS FUNDAÇÕES
NBR 6122:2010
SEGURANÇA NAS FUNDAÇÕES
NBR 6122:2010
BASES DO PROJETO GEOTÉCNICO
EN 1997
Requisitos de projeto

Para cada situação de projeto geotécnica deve ser feita a verificação de que nenhum estado limite
relevante, é excedido.
Os estados limites podem ocorrer quer no terreno quer na estrutura quer ainda por rotura envolvendo
conjuntamente a estrutura e o terreno.
Os estados limites deverão ser verificados recorrendo a uma das seguintes abordagens, ou respectiva
combinação:

Utilização de cálculos

Adoção de medidas prescritivas

Utilização de modelos experimentais e de ensaios de carga

Utilização do método observacional


BASES DO PROJETO GEOTÉCNICO
EN 1997
Dimensionamento geotécnico com base no cálculo

O dimensionamento com base no cálculo implica a consideração de:


• ações, que poderão ser quer forças impostas quer deslocamentos impostos;
• propriedades de solos, de rochas e de outros materiais;
• grandezas geométricas;
• valores limites das deformações, da largura de fendas, das vibrações, etc.;
• modelos de cálculo:
- modelo analítico;
- modelo semi-empírico;
- modelo numérico.
BASES DO PROJETO GEOTÉCNICO
EN 1997

Valores de cálculo das ações

Valores de cálculo dos parâmetros geotécnicos


FUNDAÇÕES SUPERFICIAL
FUNDAÇÃO SUPERFICIAL
NBR 6122:2010

Coeficiente de
Tensão admissível
segurança global
Grandeza
Fundamental
Tensão resistente de
Fatores parciais
projeto

Estas tensões devem obedecer simultaneamente aos estados-limites últimos (ELU) e de serviço (ELS),
para cada elemento de fundação isolado e para o conjunto.
FUNDAÇÃO SUPERFICIAL
NBR 6122:2010
Fatores de segurança na compressão
γf coeficiente de majoração das ações características ou fator de majoração das ações
γm coeficiente de minoração da tensão de ruptura (última) para sapatas ou tubulões ou da carga de ruptura (última) para
estacas
FUNDAÇÃO SUPERFICIAL
NBR 6122:2010
Determinação da tensão admissível ou tensão resistente de projeto – ELU/ELS
Para o ELS A tensão admissível ou tensão resistente de projeto é o valor máximo da tensão aplicada ao
terreno que atenda às limitações de recalque ou deformação da estrutura.
Prova de carga sobre Métodos semi-
Métodos teóricos
placa empíricos
• ABNT NBR 6489; • Teorias de capacidade • Utilizam resultados
de carga, obersevando: de SPT, CPT;
• Interpretação: • Domínios de validade
• Considerar a relação • Observar: domínios
de sua aplicação; de validade,
(escala) modelo • Particularidades do
protótipo; dispersões dos dados
projeto; e as limitações
• Camadas • Natureza do regionais;
influenciadas de solo. carregamento (drenada
/ não drenada).
FUNDAÇÃO SUPERFICIAL

NBR 6122:2010
Casos particulares

Fundação sobre rocha


• Deve-se considerar as suas descontinuidades: falhas / fraturas / xistosidades etc.

Solos Expansivos
• Ocorrer o levantamento da fundação e a diminuição de resistência devido à sua
Expansão;

Solos Colapsíveis
• Deve ser considerada a possibilidade de ocorrer o encharcamento (devido a, por exemplo,
vazamentos de tubulações de água, elevação do lençol freático etc.)
FUNDAÇÃO SUPERFICIAL
NBR 6122:2010
Dimensionamento geométrico

A área da fundação deve ser tal que as tensões transmitidas ao terreno


Cargas centradas (uniformemente distribuídas), sejam menores ou iguais à tensão
admissível ou tensão resistente de projeto do solo de apoio.

Ocorre quando a fundação é solicitada por forças que incluam ou gerem


Cargas excêntricas momentos na fundação;
Considerar que o solo é um elemento não resistente à tração;

Para equilibrar a força horizontal que atua sobre uma fundação, pode-se contar
Cargas horizontais com o empuxo passivo;
O valor calculado do empuxo passivo deve ser reduzido por um coeficiente de
no mínimo 2,0, visando limitar deformações.
FUNDAÇÃO SUPERFICIAL
NBR 6122:2010
Critérios adicionais

Dimensão mínima:
• Devem ter dimensões inferiores a 0,60 m.

Profundidade mínima
• Nas divisas com terrenos vizinhos, tal profundidade não deve ser inferior a 1,5 m;
• Fundações com dimensões inferiores a 1,0 m, podem ter a profundidade mínima
pode ser reduzida;

Lastro
• Fundação concretada sobre lastro de concreto não estrutural com no mínimo 5 cm;
FUNDAÇÃO SUPERFICIAL
NBR 6122:2010
Critérios adicionais

Fundações em cotas diferentes


• No caso de fundações próximas, porém situadas em cotas diferentes, a reta de maior declive que
passa pelos seus bordos deve fazer, com a vertical, um ângulo α com os seguintes valores:
FUNDAÇÃO SUPERFICIAL
EN 1997
Estados limites
- perda de estabilidade global;
- rotura por insuficiência de capacidade resistente do terreno ao carregamento, rotura por
punçoamento, esmagamento;
- rotura por deslizamento;
- rotura conjunta do terreno e da estrutura;
- rotura estrutural devida a movimentos da fundação;
- recalques excessivos;
- expansão excessiva devido à expansão, ao gelo intersticial ou a outras causas;
- vibrações inadmissíveis.
FUNDAÇÃO SUPERFICIAL

EN 1997
Considerações de projeto e de construção

Profundidade da fundação
Largura da fundação
Levar em consideração economia e espaço de trabalho;
Métodos utilizados para dimensionamento
Direto;
Indireto;
Prescritivo
FUNDAÇÃO SUPERFICIAL
EN 1997
Considerações para definir a profundidade da fundação
FUNDAÇÃO SUPERFICIAL
EN 1997
Métodos para o dimensionamento de fundações

Método Descrição Restrições


Direto O são efetuadas análises ELU - mecanismos de rotura
separadas para cada um dos adoptados
estados limites ELU, ELS ELS - cálculo de assentamentos;
Indireto Usa experiência comparável com As ações correspondentes aos
resultados de medições de campo estados limites de utilização,
e laboratório e observações deve satisfazer os requisitos
relativos a todos os estados
limites relevantes;
Prescritivo Usa regras de projeto Utilizada a capacidade resistente
convencionais e conservadoras e presumida do terreno
especifica o controle da
construção
FUNDAÇÃO SUPERFICIAL

EN 1997
Dimensionamento do ELU

Estabilidade Global
Deve ser verificada em: talude, proximidade de uma escavação, proximidade de um curso
de água, proximidade de minas;

Capacidade resistente do terreno


Deve satisfazer: Vd (carga vertical) ≤ Rd (capacidade resistente)
Método analítico
Método semi-empírico (ensaio pressimétrico)
Método prescritivo utilizando a capacidade resistente ao carregamento presumida do terreno
FUNDAÇÃO SUPERFICIAL

EN 1997
Capacidade resistente do terreno – Método analítico

Para a determinação do valor de cálculo da capacidade resistente vertical do terreno poderão ser
utilizadas expressões aproximadas, deduzidas da teoria da plasticidade e de resultados experimentais
FUNDAÇÃO SUPERFICIAL

EN 1997
Capacidade resistente do terreno – Método semi-empírico

O valor de cálculo da capacidade resistente do terreno ao carregamento, Rd, de uma fundação


submetida a uma carga vertical está relacionada com a pressão limite do solo por meio da função
linear.
FUNDAÇÃO SUPERFICIAL
EN 1997
Dimensionamento do ELU

Capacidade resistente ao deslizamento


• Sempre que o carregamento não seja normal à base da fundação deve ser feita a
verificação da segurança relativamente ao deslizamento da fundação.

Cargas com grandes excentricidades


• Devem ser tomadas precauções especiais sempre que a excentricidade da carga exceda
1/3 da largura de uma sapata retangular, ou 0,6 do raio de uma sapata circular (adotadas
tolerâncias até 0,10 m).

Rotura estrutural por movimento das fundações


• Devem ser considerados os deslocamentos diferenciais verticais e horizontais da fundação
tendo em vista assegurar que tais deslocamentos não conduzem à ocorrência de um estado
limite último na estrutura.
FUNDAÇÃO SUPERFICIAL

EN 1997
Dimensionamento do ELS

Assentamento
• Os cálculos devem contemplar os recalques imediatos e diferidos;
• Solo parcial ou totalmente saturado considerar: recalque imediato,
consolidação e fluência;
• Especial atenção aos solos, tais como os solos orgânicos e as argilas moles;
• A profundidade do estrato de solo compressível = duas vezes a largura da
fundação;
FUNDAÇÃO SUPERFICIAL

EN 1997
Dimensionamento do ELS

Expansão
• Redução da tensão efetiva / expansão volumétrica (SNS) / estrutura adjacente
(SS)

Análise de vibração
• As fundações de estruturas submetidas a vibrações ou a cargas vibratórias devem
ser dimensionadas de forma a que as vibrações não causem recalques excessivos.
• Deverão ser tomadas as devidas precauções para assegurar que não ocorrerá nem
ressonância entre a frequência da carga dinâmica e uma frequência própria do
sistema fundação-terreno, nem liquefação no terreno.
FUNDAÇÃO SUPERFICIAL

EN 1997
Considerações adicionais

Fundações em rocha
• A deformabilidade e a resistência do maciço rochoso e o recalque
admissível da estrutura a suportar;
• Quaisquer estratos de baixa resistência, tais como, por exemplo, zonas de
dissolução e zonas de falhas;
• Presença de planos de estratificação ou de outras descontinuidades e as
respectivas características;
• O estado de alteração, de decomposição e de faturação da rocha.
FUNDAÇÕES PROFUNDAS
FUNDAÇÃO PROFUNDAS
NBR 6122:2010

Valores Carga / Tensão


característicos admissível
Grandeza
Fundamental
Carga / Tensão
Valores de projeto
resistente
FUNDAÇÃO PROFUNDAS
NBR 6122:2010
Determinação da carga admissível ou carga resistente de projeto de estacas

Provas de carga
Executadas de acordo com a ABNT NBR 12131;
Durante a prova de carga o atrito lateral deve ser sempre positivo;
A capacidade de carga deve ser considerada definida quando ocorrer ruptura nítida;
As vezes pode não ocorrer a ruptura nítida sendo necessário extrapolar a curva carga recalque;

Métodos estáticos
Podem ser teóricos ou semi-empíricos;
Em estacas escavadas, a carga admissível deve ser de no máximo 1,25 vez a resistência do atrito lateral;
Logo no máximo 20 % da carga admissível pode ser suportada pela ponta da estaca.
Quando superior a 20%, a limpeza da ponta deve ser especificado pelo projetista e ratificado pelo executor
FUNDAÇÃO PROFUNDAS
NBR 6122:2010
Determinação da carga admissível ou carga resistente de projeto de estacas

Métodos dinâmicos
São métodos de estimativa de carga de fundações profundas baseados na previsão e/ou verificação do
seu comportamento sob ação de carregamento dinâmico.

Fórmulas dinâmicas
As fórmulas dinâmicas baseadas na nega ou repique elástico visam principalmente assegurar a
homogeneidade das estacas cravadas.

Ensaios de carregamento dinâmico


O ensaio de carregamento dinâmico visa à avaliação de cargas mobilizadas na interface solo-estaca,
fundamentada na aplicação da Teoria da Equação da Onda Unidimensional, conforme ABNT NBR
13208.
FUNDAÇÃO PROFUNDAS
NBR 6122:2010
Determinação da carga admissível ou carga resistente de projeto de estacas
FUNDAÇÃO PROFUNDAS
NBR 6122:2010
Resistência calculada por método semi-empírico

O fator de segurança para determinação da carga admissível é 2,0;


O fator de segurança para determinação carga resistente de projeto é de 1,4;
FUNDAÇÃO PROFUNDAS
FUNDAÇÃO PROFUNDAS
NBR 6122:2010
Resistência obtida por provas de carga executadas na fase de elaboração ou adequação do projeto

Para que se obtenha a carga admissível (ou carga resistente) de estacas, a partir de provas de carga, é
necessário que:
a) a(s) prova(s) de carga seja(m) estática(s);
b) a(s) prova(s) de carga seja(m) especificada(s) na fase de projeto e executadas no início da obra,
de modo que o projeto possa ser adequado para as demais estacas;
c) a(s) prova(s) de carga seja(m) levada(s) até uma carga no mínimo duas vezes a carga admissível
prevista em projeto.

O fator de segurança para determinação da carga admissível é 1,6;


O fator de segurança para determinação da carga resistente de projeto é de 1,14.
FUNDAÇÃO PROFUNDAS
FUNDAÇÃO PROFUNDAS
NBR 6122:2010
Determinação da carga admissível ou carga resistente de projeto a partir do estado limite de
serviço

Nesse caso a determinação pode ser feita por prova de carga ou através de cálculo por método teórico
ou semi-empírico, sendo as propriedades do solo obtidas em ensaios de laboratório ou in loco
(eventualmente através de correlações), e levando-se em consideração as modificações nessas
propriedades causadas pela instalação do elemento de fundação.
FUNDAÇÃO PROFUNDAS
NBR 6122:2010
Determinação da carga admissível ou carga resistente de projeto de tubulões

Aplicam-se considerações idênticas às descritas em fundações superficiais;

Critérios adicionais
Dimensionamento da base

Tubulão comum: base com altura máxima de 1,8 m;


Tubulões a ar comprimido: base com altura máxima de alturas de até 3,0 m;
Havendo base alargada, esta deve ter a forma de tronco de cone (com base circular ou de falsa
elipse), superposto a um cilindro de no mínimo 20 cm de altura, denominado rodapé.
FUNDAÇÃO PROFUNDAS
NBR 6122:2010
Dimensionamento da base
FUNDAÇÃO PROFUNDAS
NBR 6122:2010
Efeito de grupo

O efeito de grupo é o processo de interação dos diversos elementos que constituem uma fundação ao
transmitirem ao solo as cargas que lhes são aplicadas.
A interação acarreta uma superposição de tensões, de tal sorte que o recalque do grupo seja, em geral,
diferente daquele do elemento isolado.
A carga admissível ou carga resistente de projeto de um grupo de estacas ou tubulões não pode ser
superior à de uma sapata hipotética de mesmo contorno que o do grupo seja assente a uma
profundidade acima da ponta das estacas ou tubulões igual a 1/3 do comprimento de penetração na
camada de suporte.
O espaçamento mínimo entre estacas ou tubulões deve levar em consideração a forma de
transferência de carga ao solo e o efeito do processo executivo nas estacas adjacentes.
Em particular deve ser feita uma verificação de recalques, que são mais importantes quando houver
uma camada compressível abaixo da camada onde se apoia a ponta das estacas ou bases dos tubulões
FUNDAÇÃO PROFUNDAS
NBR 6122:2010
Efeito de grupo
FUNDAÇÃO PROFUNDAS
NBR 6122:2010
Outras solicitações
Deve ser considerado o eventual
Tração
comportamento diferente entre o atrito
lateral à tração e o atrito lateral à
Esforços transversais
compressão.

Atrito negativo

Efeito de carregamento assimétrico sobre solo mole

Efeito de camada espessa de argila mole-estacas pré-moldadas


FUNDAÇÃO PROFUNDAS
NBR 6122:2010
Outras solicitações

Tração
Quando estacas ou tubulões estão
Esforços transversais submetidos a esforços horizontais ou
momentos, pode ocorrer
Atrito negativo a plastificação do solo ou do elemento
estrutural, o que deve ser considerado no
Efeito de carregamento assimétrico sobre solo mole projeto com as respectivas deformações.

Efeito de camada espessa de argila mole-estacas pré-moldadas


FUNDAÇÃO PROFUNDAS
NBR 6122:2010
Outras solicitações

Tração

Esforços transversais

Deve ser considerado em projeto quando


Atrito negativo
houver a possibilidade de sua ocorrência.

Efeito de carregamento assimétrico sobre solo mole

Efeito de camada espessa de argila mole-estacas pré-moldadas


FUNDAÇÃO PROFUNDAS
NBR 6122:2010
Outras solicitações

Tração

Esforços transversais

Atrito negativo Estacas ou tubulões implantados através de


camada de argila mole, submetidos a
Efeito de carregamento assimétrico sobre solo mole carregamento de aterro assimétrico, ficam
sujeitos a esforços horizontais que devem ser

Efeito de camada espessa de argila mole-estacas pré-moldadas considerados no dimensionamento das fundações.
FUNDAÇÃO PROFUNDAS
NBR 6122:2010
Outras solicitações

Tração

Esforços transversais No caso de ocorrência de espessa camada


de argila mole, devem ser utilizadas estacas
Atrito negativo com características estruturais mínimas em
função dos comprimentos cravados,
Efeito de carregamento assimétrico sobre solo mole considerados a inércia do elemento, o
número de emendas, a axialidade e os
Efeito de camada espessa de argila mole-estacas pré-moldadas momentos de segunda ordem.
FUNDAÇÃO PROFUNDAS
NBR 6122:2010
Orientações gerais

Deslocamento de estacas Densificação do solo Pré-furo Escavação para os blocos de estacas

• Quando as estacas fizerem parte de grupos, devem ser considerados os efeitos


desta execução sobre o solo, a saber: seu levantamento e deslocamento lateral e
suas consequências sobre as estacas já executadas.
• Tais efeitos devem ser reduzidos, pela escolha da estaca, seu espaçamento, técnica
e sequência executiva.
• Providências para evitar que tais ocorrências: reprogramar a sequência executiva,
executar pré-perfurações, reforçar a estrutura da estaca.
• Constatada a ocorrência, torna-se obrigatório o monitoramento topográfico
vertical e horizontal das estacas já cravadas e do terreno adjacente.
FUNDAÇÃO PROFUNDAS
NBR 6122:2010
Orientações gerais
Deslocamento de estacas Densificação do solo Pré-furo Escavação para os blocos de estacas

• Os aterros e as areias fofas, sofrem densificação (compactação) pela cravação de


estacas.
• Deve-se evitar a formação de um bloco de solo compacto que possa impedir a
cravação das demais estacas.
• Portando, a sequência de execução deve ser do centro do grupo para a periferia ou
de uma lateral a outra.
FUNDAÇÃO PROFUNDAS
NBR 6122:2010
Orientações gerais
Deslocamento de estacas Densificação do solo Pré-furo Escavação para os blocos de estacas

• Camadas resistentes podem ser pré-perfuradas ou a cravação pode ser auxiliada


com jato d'água ou ar (processo denominado "lançagem"), tendo-se o cuidado de
não desconfinar as estacas já executadas.
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NBR 6122:2010
Orientações gerais

Deslocamento de estacas Densificação do solo Pré-furo Escavação para os blocos de estacas

Na escavação para execução do bloco sobre as estacas com auxílio de máquinas


(retroescavadeira ou similar), devem ser observadas as seguintes condições:
a) todas as estacas dos blocos assim escavados devem ser rigorosamente
inspecionadas após as escavações, no intuito de serem avaliadas quanto à
integridade estrutural;
b) caso haja alguma dúvida quanto à integridade estrutural de alguma estaca, depois
de efetuada inspeção, esta deve ser reavaliada;
c) as caçambas (conchas) dos equipamentos utilizados para tal operação não devem
possuir largura superior a 50 % do espaço disponível entre as estacas no bloco a ser
escavado.
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NBR 6122:2010
Orientações gerais

Preparo da cabeça de estacas Excentricidade Desaprumo de estacas

Para cada tipo de estaca devem ser atendidos os seguintes critérios:


a) deve-se garantir a integridade da cabeça da estaca;
b) a recomposição das estacas até a cota de arrasamento deve garantir a sua continuidade
estrutural;
c) a seção resultante do preparo da cabeça da estaca deve ser plana e perpendicular ao seu
eixo;
d) a ligação estaca-bloco de coroamento deve ser especificada em projeto, de modo a
assegurar a transferência dos esforços;
e) é obrigatório o uso de lastro de concreto magro com espessura não inferior a 5 cm para
execução do bloco de coroamento. A estaca deve ficar pelo menos 5 cm acima do lastro
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NBR 6122:2010
Orientações gerais
Preparo da cabeça de estacas Excentricidade Desaprumo de estacas

Face às características executivas dos diversos tipos de fundações, excentricidades


são inevitáveis.
Para estacas isoladas de qualquer dimensão, é aceitável, um desvio entre o eixo da
estaca e o ponto de aplicação da resultante das solicitações do pilar de 10 % da
menor dimensão da estaca.
Para estacas em conjuntos são toleradas, excentricidades de até 10 % do diâmetro
das estacas do conjunto. Quando a excentricidade for superior a esse valor, as cargas
devem ser verificadas, aceitando-se, sem correção, um acréscimo de até 15 % sobre
a carga admissível ou carga resistente de projeto da estaca.
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NBR 6122:2010
Orientações gerais
Preparo da cabeça de estacas Excentricidade Desaprumo de estacas

Não há necessidade de verificação de estabilidade e resistência, nem de medidas


corretivas para desvios de execução, em relação ao projeto, menores do que 1/100.
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Desempenho das fundações

O desempenho das fundações é verificado através de pelo menos o monitoramento dos recalques
medidos na estrutura, sendo obrigatório nos seguintes casos:
a) estruturas nas quais a carga variável é significativa em relação à carga total, tais como silos
e reservatórios;
b) estruturas com mais de 60 m de altura do térreo até a laje de cobertura do último piso habitável;
c) relação altura/largura (menor dimensão) superior a quatro;
d) fundações ou estruturas não convencionais.
Pode também ser necessário o monitoramento de outras grandezas, tais como: deslocamentos
horizontais, desaprumos, integridade ou tensões.
O resultado das medições deve ser comparado com as previsões de projeto.
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NBR 6122:2010
Desempenho dos elementos de fundação

Fundações em sapatas ou tubulões


O solo de apoio de sapatas e tubulões deve ser aprovado por engenheiro antes da concretagem.
Em caso de dúvida, devem ser programadas provas de carga em placas (ou nos tubulões) que
simulem o comportamento destes elementos, desde que se considere o efeito de escala.

Fundação em estacas
Quando o número total de estacas for superior ao valor da coluna (B) da Tabela 6, deve ser executado
um número de provas de carga igual a no mínimo 1 % da quantidade total de estacas, arredondando-
se sempre para mais.
É necessária a execução de prova de carga, qualquer que seja o número de estacas da obra, se elas
forem empregadas para tensões médias (em termos de valores admissíveis) superiores aos indicados
na coluna (A) Tabela 6
FUNDAÇÃO PROFUNDAS
NBR 6122:2010
Interpretação da prova de carga

O desempenho é considerado satisfatório quando forem simultaneamente verificadas as seguintes


condições:
a) fator de segurança no mínimo igual a 2,0 com relação à carga de ruptura obtida na prova de
carga ou por sua extrapolação.
b) recalque na carga de trabalho for admissível pela estrutura.

Caso uma prova de carga tenha apresentado resultado insatisfatório, deve-se elaborar um programa
de provas de carga adicionais que permita o reexame dos valores de cargas admissíveis (ou
resistentes de projeto).
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NBR 6122:2010
Quantidade de ensaios dinâmicos

Para comprovação de desempenho as provas de carga estáticas podem ser substituídas por ensaios
dinâmicos na proporção de cinco ensaios dinâmicos para cada prova de carga estática em obras que
tenham um número de estacas entre os valores da coluna B (Tabela 6) e duas vezes esse valor.
Acima deste número de estacas será obrigatória pelo menos uma prova de carga estática, conforme
ABNT NBR 12131
FUNDAÇÃO PROFUNDAS
EN 1997
Estados limites
Devem ser considerados os seguintes estados limites e deve ser feita uma compilação apropriada dos
estados limites a considerar:
– perda de estabilidade global;
rotura da fundação por estacas por insuficiência de capacidade resistente do terreno relativamente à compressão das
estacas;
– rotura da fundação por estacas por levantamento global ou por insuficiência de capacidade resistente do
terreno relativamente à tração das estacas;
rotura do terreno devida a carregamento transversal da fundação por estacas;
– rotura estrutural da estaca por compressão, tração, flexão, encurvadura ou corte;
– rotura conjunta do terreno e da fundação por estacas;
– rotura conjunta do terreno e da estrutura;
– recalque excessivo;
– expansão excessiva;
– deslocamento lateral excessivo;
– vibrações inadmissíveis.
FUNDAÇÃO PROFUNDAS
EN 1997
Ações e situações de projeto

Ações devido o deslocamento do terreno;


Carregamento devido atrito negativo;
Expansão do terreno;
Carregamento transversal;
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EN 1997
Método de dimensionamento e considerações

O dimensionamento deve basear-se num dos seguintes procedimentos:


– a utilização de resultados de ensaios de carga estática cuja coerência com outras
evidências experimentais relevantes haja sido demonstrada mediante cálculos ou por outros
meios;
– a utilização de métodos de cálculo empíricos ou analíticos cuja validade haja sido
demonstrada através de ensaios de carga estática em situações comparáveis;
– a utilização de resultados de ensaios de carga dinâmica cuja validade haja sido
demonstrada através de ensaios de carga estática em situações comparáveis;
– a consideração do comportamento observado de uma fundação por estacas
comparável, desde que tal procedimento seja sustentado pelos resultados da prospecção
geotécnica e de ensaios do terreno.
FUNDAÇÃO PROFUNDAS
EN 1997
Ensaio de carga de estacas

Ensaio de carga estática


Procedimentos
Estacas experimentais
Estacas de obra

Ensaio de carga dinâmica


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EN 1997
Estacas Carregadas Axialmente

• Dimensionamento em relação aos estados limites


• Estabilidade global
• Capacidade resistente do terreno para estacas à
• Compressão
• Tração
• Deslocamentos verticais
FUNDAÇÃO PROFUNDAS
EN 1997
Capacidade resistente do terreno para estacas à Compressão
Para todos os casos de carga e combinação de ações:
Fcd ≤ Rcd
- Valor de cálculo de capacidade resistente deve ser o menor dos valores:
- Capacidade resistente de estacas consideradas individualmente e do conjunto formado pelas estacas
com o solo contido entre elas (como um bloco)
- Estrato onde as estacas estão fundadas.
- Capacidade resistente última à compressão com base em:
- Ensaios de Carga Estática;
- Ensaios no terreno;
- Ensaios dinâmicos de Impacto;
- Fórmulas de cravação de estacas;
- Na análise de propagação de ondas;
- Recravação:
FUNDAÇÃO PROFUNDAS
EN 1997
Capacidade resistente do terreno para estacas à Tração

Para todos os casos de carga e combinação de ações:


Ftd ≤ Rtd
- Capacidade resistente última à compressão com base em:
- Ensaios de Carga;
- Ensaios no terreno;
- Capacidade resistente última à compressão com base em:
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EN 1997
Estacas Carregadas Transversalmente

Para todos os casos de carga e combinação de ações:


Ftrd ≤ Rtrd
Capacidade resistente ao carregamento transversal com base em
• Ensaios de carga de estacas
• Ensaios de terrenos e parâmetros de resistência da estaca
• Deslocamento transversal
CONCLUSÃO
OBRIGADO!