Você está na página 1de 30

GRIPE AVIÁRIA

Profº Edilson Soares


INFLUENZA AVIÁRIA
AGENTE ETIOLÓGICO

Orthomyxovírus tipo A
(Influenza H5N1) – POSSUI RNA

H – HEMAGLUTININA
N – NEURAMINIDASE

INFLUENZA: “INFLUÊNCIA DOS ESPÍRITOS”

(MATA CERCA DE 30% DOS PACIENTES)


TIPOS DE VÍRUS

A - Afeta humanos, aves, suínos,


eqüinos, e algumas espécies de
mamíferos aquáticos.

B e C - Acometem apenas
humanos.
Orthomyxovírus tipo A
CONTAMINAÇÃO EM AVES

Ovos contaminados

Ração, água, equipamentos, veículos e roupas.

Os vírus respiratórios, quando inalados, podem


propagar-se de ave para ave.

O período de incubação da Influenza


aviária é de 21 dias.
Os sintomas, em geral, aparecem 3 dias após
a infecção pelo vírus da influenza, podendo
ocorrer a morte da ave
Os vírus podem sobreviver por muito tempo no
ambiente especialmente em temperaturas
baixas.

Os equipamentos contaminados, veículos,


forragem (pasto, alimento), viveiros ou roupas
(principalmente sapatos) podem carrear o
vírus de uma fazenda para outra.

O vírus também pode ser carreado nos pés e


corpos de animais, como roedores, que atuam
como “vetores mecânicos” para propagar a
doença.

As fezes de aves selvagens infectadas podem


introduzir o vírus nas aves comerciais e
domésticas
PROPAGAÇÃO ENTRE PAÍSES
Comércio de aves domésticas vivas.

Aves migratórias

Aves aquáticas migratórias


(Principalmente patos selvagens - podem
carrear o vírus por grandes distâncias e
eliminando nas fezes).
CONTAMINAÇÃO EM HUMANOS

Exposição a animais infectados

Contato com excrementos, vísceras ou


penas de aves infectadas

Contato com ar (poeira)/solo


contaminado com fezes

Contato com doentes terminais ou


em recuperação
SUÍNOS

Funcionam como “panela de mistura”


do material genético entre estirpes
humanas e aviária

Resulta na emergência de novos


subtipos de vírus.
CAUSAM NAS AVES

Problemas respiratórios e fraqueza.

SUBTIPOS H5 e H7
(Vírus de alta patogenicidade)

Problemas neurológicos
Edema da crista e barbela, nas juntas, nas pernas,
hemorragia nos músculos
(Resulta na alta mortalidade das aves)

Em alguns casos, as aves morrem repentinamente.


(Nesses casos, a letalidade ocorre em 50 a 80%)

Ocorre diminuição na produção de ovos


(altera na casca dos mesmos - finas ou ausentes).
CAUSAM EM HUMANOS
• Dificuldade de respirar
• Conjuntivite
• Febre
• Dor muscular
• Diarréia
• Pneumonia, hemorragia, infecção
generalizada, encefalite, insuficiência
renal.
1997- 1º foco do H5N1
(causou infecção em pessoas, transmitindo-
se diretamente da ave para o homem).

2003 - O fato se repetiu.

2006 – Um gato foi encontrado morto ao


norte da Alemanha, e em seu corpo foi
encontrado uma das formas mais agressivas
do H5N1.
(Primeiro caso em mamífero)
Outros subtipos do vírus de influenza
aviária, tais como H5N2, H7N2 e H9N2
foram diagnosticados em humanos,
(não causaram doença grave nem
mortalidade)
Cientistas reconhecem que os vírus da influenza
aviária e humana podem trocar material genético
quando uma pessoa é infectada simultaneamente
com vírus de ambas espécies.

Este processo de troca genética no organismo pode


produzir um subtipo completamente diferente de
vírus influenza para o qual poucos humanos teriam
imunidade natural.

As vacinas existentes, desenvolvidas


para proteger os humanos durante
epidemias sazonais, não seriam
Eficazes contra um vírus influenza
completamente novo.
Se o vírus novo contiver genes da
influenza humana, pode ocorrer a
transmissão direta de pessoa a pessoa
(e não apenas de aves para o homem).

Quando isto acontecer, estarão


reunidas as condições para o início de
uma nova pandemia de influenza.

Grande pandemia de influenza


(Gripe Espanhola)
(1918 - 20 - 40 MILHÕES DE MORTES)
ATUALMENTE

o tempo médio entre a identificação de


uma nova cepa e a produção de uma
vacina específica é de 4 a 6 meses.

O vírus da IA sofre mutações


constantes e por isso facilmente ilude
as defesas do organismo ou mesmo a
proteção conferida pelas vacinas.
APÓS A INFECÇÃO
Galinhas - eliminam o vírus nas fezes
por cerca de 10 dias
Aves silvestres - por cerca de 30 dias

Após este período


Aves que não morreram pela infecção
podem desenvolver imunidade contra
a doença.
O VÍRUS É SENSÍVEL:
Calor (56ºC por 3h ou 60ºC por 30min)
desinfetantes comuns.

O VÍRUS PODE SOBREVIVER:


Em temperaturas baixas,
Em esterco contaminado por pelo menos
três meses.
Na água, o vírus pode sobreviver por até 4
dias à temperatura de 22ºC e mais de 30
dias a 0ºC.
RECOMENDAÇÕES (OMS)
. Utilização de equipamento adequado
(Roupas de proteção, luvas de borracha,
máscaras, óculos de proteção e botas de
borracha ou de poliuretano).

. Cozinhar os alimentos
(o vírus morre se a ave for cozida em até 3h
durante 56ºC, em até meia hora a 60ºC.
Porém dura até um mês se congelada)
O IDEAL É FERVER A AVE A 100ºCO.
. Tomar vacina contra a gripe comum
(segundo alguns médicos)
. Evitar destinos onde há humanos e aves
contaminados.
. Lavagem das mãos com água e sabão.

. Limpeza do ambiente.
. Monitorar pessoas expostas a aves
infectadas.
· Monitoramento sanitário de trabalhadores
envolvidas no abate de aves e dos membros
de suas famílias.
Segundo Secretário geral da ONU, Kofi Annan:

“Quando ocorrer a primeira transmissão de


homem para homem, teremos apenas algumas
semanas para evitar sua disseminação.
Milhares de pessoas morrerão, os sistemas de
saúde ficarão sobrecarregados, famílias serão
dizimadas, transportes e comércio serão
interrompidos, o progresso econômico e social
regredirá. É a isso que se chama pandemia”.
Segundo ministro da saúde , Saraiva Felipe:
“Tentar impedir a chegada da gripe aviária ao
nosso país é bobagem.”

Segundo a Embrapa: Chega ao Brasil em setembro.


SEGUNDO A OMS:
Registro de 174 casos da doença em Humanos
(94 deles com morte).

PAÍSES DE OCORRÊNCIA:
•TURQUIA (2 MORTES)
•IRAQUE (2 MORTES)
•CHINA (8 MORTES)
•TAILÂNDIA (14 MORTES)
•CAMBOJA (4 MORTES)
•INDONÉSIA (20 MORTES)
•VIETNÃ (42 MORTES)
SEGURANÇA NACIONAL
O governo federal comprou 90 milhões de doses
de Tamiflu (fosfato de oseltamivir).
(Único medicamento contra GA – não é
totalmente eficaz).
Esta quantidade atende apenas 5% da
população brasileira.
Registro de 174 casos da doença em Humanos
(94 deles com morte).
(até o dia 2 de março de 2006)