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I SEMESTRE 2018

INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE TECNOLOGIAS E CIÊNCIAS


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SEMESTRE 2018/I

DET- Departamento de Engenharia e


Tecnologia
Fenómenos de Transporte III

Aula nº 1 – Apresentação do Docente


considerações iniciais sobre a cadeira.
26 de MARÇO de 2018
SEMESTRE 2017/I 3

ADRIANO DA SILVA MATEUS


Licenciatura em Engenharia Química, Universidade Agostinho
Neto.
Técnico colaborador do Laboratório de Catálise, Química fina e
Energias Renováveis da Faculdade de Engenharia, Universidade
Agostinho Neto.
Nacionalidade: Angolana
Morada: Rua Unidade e Luta, bairro Cassenda, Casa nº 19 Pr.
269, Zona 6, Distrito da Maianga, Luanda.
Contacto telefónico: 930013317
E-mail: Dasyllva@gmail.com / dasyllva2010@hotmail.com
Resumo introdutório 4

A Área de pesquisa e ensino hoje conhecida como


fenómenos de transferência ou fenómenos de
transporte formou-se aos poucos, ao longo do século
XX, a medida em que se compreendiam as analogias
existentes entre os processos de transporte de
quantidade de movimento, energia, e massa, em
meios contínuos.
Esta visão unificada instalou-se inicialmente nos
cursos de engenharia química e mecânica, mas esta
cada vez mais presente em outros ramos das áreas
tecnológicas e cientificas.
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Fig.1 - Processos comuns onde se verificam escoamentos


associados a diferentes áreas
Resumo introdutório 6

E para tal efectuou-se a divisão da mesma em 3 partes, sendo que duas


delas foram estudadas em fenómenos de transporte 1 e 2
respectivamente.

Deste modo, em fenómenos de transferência estuda-se os processos por


meio dos quais três propriedades físicas fundamentais são transportadas
de um ponto a outro do espaço: quantidade de movimento, energia, e
massa.

No aspecto “quantidade de movimento” apresentou-se a lei da viscosidade


de Newton, enquanto que para os processos de transferência de energia
recorreu-se a lei de Fourier da condução de calor.
FIG.2 - EXEMPLO DE FLUIDOS
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PRINCÍPIOS ASSOCIADOS A TRANSFERÊNCIA DE 8
QUANTIDADE DE MOVIMENTO OU MOMENTUM

Desenvolvimento
do perfil laminar
permanente de
velocidades para
um fluido contido
entre duas placas.
Princípios associados a transferência de 9
quantidade de movimento ou momentum

• Quando o estado final do movimento for


atingido, uma força constante F é necessária
para manter o movimento da placa inferior.
Estudos indicam que esta força pode ser
expressa como :
A força deve ser proporcional à
área e à velocidade e inversamente
proporcional à distancia entre as
placas. A constante de
proporcionalidade μ, é uma
propriedade do fluido designada
Viscosidade.
Princípios associados a transferência de 10
quantidade de movimento ou momentum

• Reescrevendo na forma diferencial obtém-se


a expressão abaixo, onde se nota que força
cisalhante por unidade de área é
proporcional ao negativo do gradiente de
velocidade, é conhecida como a lei de
Newton da viscosidade.
CONCEITO DE 11

ESCOAMENTO
• O escoamento de um fluido é a deformação
contínua de um fluido que sofre a acção de
uma força tangencial, por menor que ela seja.

A descrição do escoamento dos fluidos sem se


preocupar inicialmente com as forças que
originam estes movimentos, requer identificar
os seus regimes de escoamento.
Escoamento Laminar 12

Fig.3 – Esquema de um fluido em


escoamento Laminar
Escoamento Laminar 13

Características:

• As camadas de fluido deslizam umas sobre as


outras (lâminas); não há mistura macroscópica de
fluido.
• A velocidade do escoamento em um
determinado ponto não varia com o tempo.

• Ocorre quando o fluido escoa em baixas


velocidades em um tubo com diâmetro pequeno.
Escoamento Laminar: Exemplo 14

Fig.4 – lubrificante do motor


Escoamento Turbulento 15

Fig.5 – Esquema de um fluido em


escoamento turbulento
Escoamento Turbulento 16

• Características:

• Aparecimento de turbilhões no seio do fluido,


provocando a mistura.

• A velocidade num ponto oscila com o tempo ao


redor de um valor médio.

• Irregularidade, Difusividade, Altos números de


Reynolds, Flutuações tridimensionais
(vorticidade), Dissipação de energia.
Escoamento turbulento:
17
Exemplo

Fig.6 - Água numa tubagem


Número de Reynolds 18

• Quando a velocidade de um fluido que escoa em um tubo excede


certo valor crítico, o regime de escoamento passa de laminar para
turbulento, excepto em uma camada extremamente fina junto à
parede do tubo, chamada camada limite, onde o escoamento
permanece laminar.

• Além da camada limite, onde o escoamento é turbulento, o


movimento do fluido é altamente irregular, caracterizado por
vórtices locais e um grande aumento na resistência ao
escoamento.

• O regime de escoamento, se laminar ou turbulento, é


determinado pela seguinte quantidade adimensional, chamada
número de Reynolds.
Número de Reynolds 19

O número de Reynolds é a relação entre as forças de


inércia (Fi) e as forças viscosas (Fμ):

Onde :
Número de Reynolds 20

Fig. 7 - Visualização de Escoamentos Laminar e


Turbulento em Tubos
Número de Reynolds 21

A importância fundamental do número de Reynolds é a


possibilidade de se avaliar a estabilidade do fluxo podendo
obter uma indicação se o escoamento flui de forma laminar ou
turbulenta. O número de Reynolds constitui a base do
comportamento de sistemas reais, pelo uso de modelos
reduzidos.
PRINCÍPIOS ASSOCIADOS A 22
TRANSFERÊNCIA DE CALOR
PRINCÍPIOS ASSOCIADOS A TRANSFERÊNCIA DE
CALOR 23
GARRAFA TÉRMICA
A garrafa térmica não permite a
transferência de calor por nenhum dos três
processos, isolando com isso o líquido
colocado em seu interior. Para evitar
a radiação, a parede interna é espelhada
nos dois lados .

O vácuo existente entre as paredes evita


a condução e convecção. Dessa forma, a
temperatura do líquido em seu interior não
se altera por um longo período.

Mas, como a vedação não é perfeita, com


o tempo o líquido vai esfriando ao entrar
em equilíbrio térmico com o meio exterior:
PRINCÍPIOS ASSOCIADOS A 24
TRANSFERÊNCIA DE CALOR

• Regimes de
transferência de
calor:

• (a) – regime
permanente.

• (b) - regime
transiente.
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PRINCÍPIOS ASSOCIADOS A TRANSFERÊNCIA DE
CALOR
PRINCÍPIOS ASSOCIADOS A TRANSFERÊNCIA
26
DE CALOR
PRINCÍPIOS ASSOCIADOS A TRANSFERÊNCIA DE CALOR

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PRINCÍPIOS ASSOCIADOS A TRANSFERÊNCIA DE CALOR

• O factor de proporcionalidade k (conductividade


térmica ) que surge da equação de Fourier é uma
propriedade de cada material e vem exprimir a maior
ou menor facilidade que um material apresenta à
condução de calor.

• Os valores numéricos de k variam em extensa faixa


dependendo da constituição química, estado físico e
temperatura dos materiais. Quando o valor de k é
elevado o material é considerado condutor térmico
e, caso contrário, isolante térmico.
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PRINCÍPIOS ASSOCIADOS A 29
TRANSFERÊNCIA DE CALOR

• O número de Nusselt proporciona uma medida da


transferência convectiva de calor na superfície,
sendo definido como:
PRINCÍPIOS ASSOCIADOS A TRANSFERÊNCIA
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DE CALOR
E para a transferência de massa???

Exemplo esquemático de uma indústria química


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E para a transferência de massa???

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E para a transferência de massa???

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E para a transferência de massa???

• FT3 apresenta os conhecimentos necessários a


montagem dos balanços de massa
(transferência de massa) em equipamentos
como separadores, reactores, colunas de
destilação entre outros.

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Grato pela atenção.

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