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[Micologia Clínica]

 
Ágata Giuseppe e Thayana Tabarkiewicz
 Agente causador é Pneumocystis jirovecii
 Moo eucarioto e extracelular
 Tropismo pulmonar - alvéolos pulmonares
 Presença de β-1,3-glucano leveduras
o Possui PC de peptideoglicano ao invés de ergosterol
o Tratamento:
• antimicrobianos
• antifúngicos

 Semelhança com Protozoários


Cistos ASCOS
Corpos intracísticos ESPOROS
Trofozoítos Céls Leveduriformes
 Agente patogênico oportunista em pacientes
o Infectados pelo HIV
o Imunossuprimidos
o Quimioterapia
 Transmissão por CONTATO DIRETO
o Aéreo, inalação de esporos no ambiente ou da pessoa já contaminada
 Período de Incubação – 3 a 12 semanas
 Fatores de Risco
o CD4+ < que 14%
o Antecedente de PCP
o Pneumonia bacteriana recorrente
o Perda de peso e alta carga viral plasmática de HIV.
Esporos Adesão aos Multiplicação
RESPOSTA
INALAÇÃO alcançam os pneumócitos no espaço INFLAMATÓRIA
alvéolos extracelular

INSUFICIÊNCIA
RESPIRATÓRIA

FISIOLÓGICO PATOLÓGICO
 Formas tróficas livres (1,5 a 5 µm de diâmetro)
 Esporocisto unicelulado (entre 4 a 5 µm)
 Cisto (5 µm)
o Esféricos ou elípticos
o Até 8 núcleos
o É a forma mais abundante e observada nas colorações
1000x 1000x

- Material - lavado broncoalveolar - Material - lavado broncoalveolar. - Material - lavado broncoalveolar


- Coloração Giemsa (GMS) - Coloração GMS - Coloração GMS
- Cistos típicos intactos e outros - Formas intracísticas - Trofozoíto de paciente com HIV
colapsados

Fonte: Centers for Disease Control and prevention (CDC)


 Início –
o Febre baixa ou ausente
o Respiração acelerada
o Tosse seca (sem secreção)
 Evolução –
o Dispnéia
o Perda de peso
o Fadiga
Candidose oral
(casos graves)
 Clínico – febre alta e tosse seca (pacientes HIV)
 Radiografia do tórax – derrame pleural, lesões nodulares, infiltrado
intersticial
 Testes de função pulmonar – gasometria arterial (gravidade do caso)
 EXAME DIRETO
 Material Clínico
o Lavado bronco-alveolar (LBA) – sensibilidade ~ 100%
o Escarro
o Biópsia parênquima pulmonar COLORAÇÕES
~ Giemsa
~ Prata
~ GRAM
~ Azul de toluidina
 Microscopia de Imunoflorescência
o Utilizando anticorpos monoclonais pode identificar os organismos
com maior sensibilidade do que a microscopia convencional.
 Microscopia Molecular – Padrão ouro
o PCR e RT-qPCR

A – Cistos corados pela téc de metanamina prata (x1000)


B – Cistos corados pela téc de Imunoflorecência (x1000)
 NÃO RESPONDEM AOS ANTIFÚNGICOS CONVENCIONAIS.

 Escolha: sulfametoxazol-trimetoprim

 Drogas alternativas:
o Pentamidina (inalatória)
o Dapsona (inalatória)
 A mortalidade de pacientes não tratados atinge 100% e em
tratados em torno de 15%
 Para diminuir a incidência de pneumocistose, têm-se usado
a quimioprofilaxia para prevenir a doenças, isso se deve ao
fato ao alto índice de mortalidade.
 Nos pacientes imunossuprimidos que não apresentam a
doença, deve-se evitar o contato com os portadores da
micose, pois o fungo já foi detectado no ar exalado por
pacientes com pneumocistose.
 Objetivo
o Caracterizar o perfil epidemiológico e clínico de pacientes
infectados pelo HIV do sudoeste de Goiás, no período de 2005 a
2015.
 Resultado
o 539 pacientes/203 foram internados por pneumonias oportunistas
o Com nº expressivo causada por Pneumocystis jirovecii.
o 50% morreram com causas relacionadas a PCP entre outras.
 Conclusão
o A pneumonia causada por P. jirovecii foi a infecção oportunista mais
prevalente identificada em pacientes infectados pelo HIV.
 Mezzari, Adelina; Fuentefria, Alexandre Meneghello. Micologia no Laboratório Clínico. Editora Manole
Ltda.

 Murray, Rosenthal, Pfaller. Microbiologia médica.8ª Edição.Elsevier.

 Pneumocystis.Disponível em:
<https://www.cdc.gov/dpdx/pneumocystis/> Acesso em:20/10/2018.

 Pneumocystis e pneumocistose: o agente patogénico e a doença. Revista Portuguesa de Doenças


Infecciosas Órgão Oficial da Sociedade Portuguesa de Doenças Infecciosas e Microbiologia Clínica,
Janeiro - Abril 2014.

 Denys Tomio, Rosemeri Maurici da Silva. Pneumocistose. Arquivos catarinenses de medicina Vol. 34,
n 86 o . 4, de 2005.