Você está na página 1de 101

CONSTRUÇÕES DE AÇO

PROFº ELSIMAR SOUZA

PROPRIEDADES DOS MATERIAIS; AÇÕES E


SEGURANÇA EM ESTRUTURAS METÁLICAS;
PEÇAS TRACIONADAS; PEÇAS COMPRIMIDAS;
FLEXÃO; PEÇAS SUBMETIDAS A FLEXO-
COMPRESSÃO; LIGAÇÕES; AÇÃO DO VENTO.
BREVE HISTÓRICO
• Produção do Ferro
• 1720 – Obtenção de ferro por fundição com coque e
início da produção de ferro de primeira fusão em
grandes massas.
• Conformação do ferro
• Meados do Séc.XVIII – Laminação de chapas de ferro.
• 1830 – Laminação dos primeiros trilhos de trem.
• Utilização do ferro
• 1779 – Primeira obra importante de ferro, ponte sobre
o Severn em Coalbrookdale, na Inglaterra,projetada
por Abraham Darby com vão de 30m.
BREVE HISTÓRICO
• Coalbrookdale
• Localização da Ponte
• Strucutures, The way things are built. Macmillan Plubishing Company, Nova Iorque,
• 1990
BREVE HISTÓRICO
• Ponte Firth of Forth
BREVE HISTÓRICO
• Ponte Firth of Forth

Esquema da ponte
BREVE HISTÓRICO
• Edifício Empire State
BREVE HISTÓRICO
• Edifício Empire State

http://www.nypl.org/research/chss/spe/art/photo/hinex/empire/connecting.html
APLICAÇÕES

Pontes e viadutos

Escadas e passarelas
APLICAÇÕES

Edifícios comerciais
Galpões industriais
APLICAÇÕES

Telhados
VANTAGENS
• Os elementos de aço são fabricados em usinas,
oficinas; e sua montagem é bem mecanizada,
permitindo com isso diminuir o prazo final
daconstrução;
• Os elementos de aço podem ser desmontados e
substituídos com facilidade, o que permite
reforçar ou substituir facilmente diversos
elementos da estrutura.
• Possibilidade de reaproveitamento do material
que não seja mais necessário à construção
(valores que chegam a 100% de aproveitamento).
DESVANTAGENS
• Limitação na execução em fábrica em função do
transporte até o local de sua montagem final.
• Necessidade de tratamento superficial das peças
contra oxidação devido ao contato com o ar
atmosférico.
• Necessidade de mão-de-obra e equipamentos
especializados para sua fabricação e montagem.
• Limitação de fornecimento de perfis estruturais.
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• 1-INTRODUÇÃO
• Dentre os materiais encontrados no nosso dia-a-dia, muitos
são reconhecidos como sendo metais, embora, em quase
sua totalidade, eles sejam, de fato, ligas metálicas.
• METAL – O conceito de metal está relacionado a certo
número de propriedades facilmente reconhecíveis, como
por exemplo, o brilho metálico, opacidade, boa
condutibilidade elétrica e térmica, ductilidade, etc.
• LIGA METÁLICA - consiste da união íntima de dois ou mais
elementos químicos onde pelo menos um é um metal e
onde todas as fases existentes tem propriedades metálicas.
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• AÇO – DEFINIÇÃO
• O aço é uma liga metálica composta
principalmente de ferro e de uma pequena
quantidade de carbono (entre 0,002% e 2%),
além de outros elementos como silício,
manganês, fósforo e enxofre.
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• 2 CLASSIFICAÇÃO DOS AÇOS
• 1. Aço-carbono são ligas de Ferro-Carbono
contendo geralmente de 0,008% até (1,7)% de
carbono, além de certos elementos residuais
resultantes dos processos de fabricação;
• 2. Aço-liga são os aços carbono que contém
outros elementos de liga, ou apresenta os
elementos residuais em teores acima dos que
são considerados normais.
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• Esses aços podem ser subdivididos em:
• 1. Aços de baixo teor de carbono, com [C] < 0,3%, são
aços que possuem grande ductilidade, bons para o
trabalho mecânico e soldagem (construção de pontes,
edifícios, navios, caldeiras e peças de grandes
dimensões em geral). Estes aços não são temperáveis;
• 2. Aços de médio carbono, com 0,3 < [C] < 0,7%, são
aços utilizados em engrenagens, bielas, etc.. São aços
que, temperados e revenidos, atingem boa tenacidade
e resistência;
• 3. Aços de alto teor de carbono, com [C] > 0,7%. São
aços de elevada dureza e resistência após a tempera.
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
LIMITE USUAL
CLASSIFICAÇÃO DE RESISTENCIA CARACTERISTICA PRINCIPAIS APLICAÇÕES
(MPA)
PONTES, EDIFÍCIOS,
BOA TENACIDADE,
NAVIOS, CALDEIRAS,
BAIXO CARBONO <440 CONFORMABILIDADE E
TUBOS, ESTRUTURAS
SOLDABILIDADE,
INDUSTRIAIS, ETC
ESTRUTURAS
PARAFUSADAS DE
MEDIAS
NAVIOS E VAGÕES,
MEDIO CARBONO 440 A 590 CONFORMABILIDADES E
TUBOS,ESTRUTURAS
SOLDABILIDADES
MECANICAS,
IMPLEMENTOS
MÁS CONFORMABILIDADE PEÇAS MECANICAS,
E SOLDABILIDADE, ALTA IMPLEMENTOS
ALTO CARBONO 590 A 780
RESISTENCIA AO AGRÍCOLAS, TRILHOS E
DESGASTE RODAS FERROVIARIAS
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• Os aços-liga, por sua vez, podem ser
subdivididos em dois grupos:
• 1. Aços de baixo teor de ligas, contendo
menos de 8% de elementos de liga;
• 2. Aços de alto teor de ligas, com elementos
de liga acima de 8%.
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
2.1 AÇO CARBONO
Os aços-carbono têm como requisitos
fundamentais para estrutura:
-ductilidade e homogeneidade;
-valor elevado da relação entre limite de
resistência e limite de escoamento;
- soldabilidade;
-susceptibilidade de corte por chama, sem
endurecimento;
- resistência razoável a corrosão.
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• O aumento do teor de carbono eleva a
resistência do aço, porem diminui a
ductilidade (capacidade de se deformar).
• Em estruturas usuais de aço, utilizam-se de
preferência aços de teor de carbono baixo até
moderado, os quais podem ser soldados sem
precauções especiais.
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• Principais tipos de aço-carbono utilizados em
estrutura:
• ASTM - American Society for Testing & Materials
ESPECIFICAÇÃO TEOR CARBONO LIMITE DE RESISTENCIA A
ESCOAMENTO RUPTURA fu
fy (Mpa) (Mpa)
ASTM A7 240 370 - 500
ASTM A36 0,25 - 0,29 250 400 - 500
DIN St 37 (norma 0,17 - 0,20 240 370 - 450
alemã)
Obs.: O tipo A36 substituiu o A7 que foi o aço mais utilizado nos
Estados Unidos até 1960.
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• 2.2-Aços carbono de baixa liga (Alta resistência)
• Aços carbono acrescidos de elementos de liga (Cromo
colúmbio, cobre, manganês, molibdênio, níquel, fósforo,
vanádio, zircônio), os quais melhoram algumas propriedades
mecânicas:
• Ex:
ESPECIFICAÇÃO PRINCIPAIS LIMITE DE RESISTENCIA A
ELEMENTOS DE ESCOAMENTO RUPTURA fu
LIGA fy (MPa) (MPa)
ASTM A242 C<0,22% 290 - 350 435 - 480
Mn<1,25%
DIN St 52 C<0,20% 360 520 - 620
Mn<1,5%
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• 3-AÇOS COM TRATAMENTO TÉRMICO
• Desvantagens:
• Soldagem mais difícil
• Emprego pouco usual
• Obs: aplicável a parafusos de alta resistência
utilizados como conectores fabricados com aço de
médio carbono. (especif. ASTM A325)
• Aplicável também a aços de baixa liga empregados
na fabricação de barras de aço para protenção
(especif. ASTM A490)
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• 5- TENSÕES E DEFORMAÇÕES
• DIAGRAMA TENSÃO-DEFORMACÃO

Deformação em um corpo de
prova submetido à tração

Até certo nível de tensão aplicada, o material trabalha


no regime elástico-linear, isto é, segue a lei de Hooke e
a deformação linear específica é proporcional ao
esforço aplicado.
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
Diagrama tensão-deformação dos aços
estruturais, em escala deformada.
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
Para efeito de projetos, os aços podem ser designados
por números que exprimem os respectivos limites de
escoamentos em Mpa. Precedida das letras MR(media
resistência) e AR (alta resistência):

LIMITE DE RESISTENCIA A
TIPO CARACTERISTICA ESCOAMENTO RUPTURA fu
fy (MPa) (MPa)
AÇO COMUM
MR 240 240 370
(COMERCIAL)
AÇO ASTM A36 MR 250 250 400
AÇO DE ALTA
AR 345 345 450
RESISTENCIA
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
6- AÇOS ESTRUTURAIS:
Aços estruturais são todos os aços que, devido à sua
resistência, ductibilidade, e outras propriedades, são
adequados para uso em elementos que suportam
cargas.
Os aços estruturais podem ser classificados em três
grupos principais, conforme a tensão de escoamento
mínima especificada na Tabela, logo abaixo:
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
Classificação dos aços estruturais. (www.cbca-ibs.org.br)

LIMITE DE
TIPO ESCOAMENTO fy
(Mpa)
Aço carbono de média
195 a 259
resistência
Aço de alta resistência e
290 a 345
baixa liga
Aços ligados tratados
630 a 700
termicamente
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• Existem diversas normas nacionais e
adventícias que especificam os aços usados no
Brasil; as siderúrgicas criaram, para alguns
aços, denominações comerciais próprias. Para
facilitar a escolha do aço mais adequado a
cada utilização.
• Na tabela, a seguir, um resumo dos principais
aços estruturais, características e resistências
fazendo referência à denominação da ASTM.
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• 7- PROPRIEDADES DOS AÇOS
• Ductilidade
• É a capacidade que alguns materiais possuem de se
deformarem antes da ruptura, quando sujeitos a tensões
elevadas.
• Fragilidade
• Oposto da ductilidade.
• Resiliência
• Capacidade de absorver energia mecânica em regime elástico.
• Tenacidade
• É a capacidade de absorver energia mecânica com
deformações elásticas e plásticas.
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• Dureza
• Resistência ao risco ou abrasão.
• Fadiga
• É quando as peças metálicas trabalham sob efeito de
esforços repetidos.
• Elasticidade
• Capacidade que o material possui de retornar ao seu
estado inicial após o descarregamento, não apresentando
deformações residuais.
• Plasticidade
• Deformação provocada por tensão igual ou superior ao
limite de escoamento.
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• Ensaio de tração
• A resistência de um material depende de sua capacidade de
suportar uma carga sem deformação excessiva ou ruptura.
• Essa propriedade é inerente ao próprio material e deve ser
determinada por métodos experimentais, como o ensaio de
tração ou compressão.
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• O diagrama tensão–deformação
• A tensão nominal, ou tensão de engenharia, é
determinada pela divisão da carga aplicada P pela área
original da seção transversal do corpo de prova, A0.
• σs=P/A0
• A deformação nominal, ou deformação de
engenharia, é determinada pela divisão da variação
no comprimento de referência do corpo de prova, pelo
comprimento de referência original do corpo de prova,
L0.
• ε=δ/L0
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• Comportamento elástico
• A tensão é proporcional à deformação.
• O material é linearmente elástico.
• Escoamento
• Um pequeno aumento na tensão acima do limite de elasticidade resultará
no colapso do material e fará com que ele se deforme permanentemente.
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• Endurecimento por deformação
• Quando o escoamento tiver terminado, pode-se
aplicar uma carga adicional ao corpo de prova, o que
resulta em uma curva que cresce continuamente, mas
torna-se mais achatada até atingir uma tensão máxima
denominada limite de resistência.
• Estricção
• No limite de resistência, a área da seção transversal
começa a diminuir em uma região localizada do corpo
de prova.
• O corpo de prova quebra quando atinge a tensão de
ruptura.
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• Diagrama tensão–deformação real
• Os valores da tensão e da deformação calculados por
essas medições são denominados tensão real e
deformação real.
• A maioria dos projetos de engenharia são feitos para
que as peças trabalhem dentro da faixa elástica.
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• O comportamento da tensão–deformação de
materiais dúcteis e frágeis
• Materiais dúcteis
• Material que possa ser submetido a grandes
deformações antes de sofrer ruptura é
denominado material dúctil.
• Materiais frágeis
• Materiais que exibem pouco ou nenhum
escoamento antes da falha são denominados
materiais frágeis.
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• Lei de Hooke
• A lei de Hooke define a relação linear entre a
tensão e a deformação dentro da região elástica.
• E pode ser usado somente se o material tiver
relação linear–elástica.
• σ = Eε
• σ = tensão
• E = módulo de elasticidade ou módulo de Young
• ε = deformação
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• Endurecimento por deformação
• Se um corpo de prova de material dúctil for carregado na
região plástica e, então, descarregado, a deformação elástica
é recuperada.
• Entretanto, a deformação plástica permanece, e o resultado é
que o material fica submetido a uma deformação
permanente
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• Energia de deformação
• Quando um material é deformado por uma carga externa,
tende a armazenar energia internamente em todo o seu
volume.
• Módulo de resiliência
• Quando a tensão atinge o limite de proporcionalidade
elástico, a densidade da energia de deformação é
denominada módulo de resiliência, ur.
1 σ²
• Ur=1/2.σ.ε =
2 𝐸
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• Módulo de tenacidade
• Módulo de tenacidade, ut, representa a área inteira
sob o diagrama tensão-deformação.
• Indica a densidade de energia de deformação do
material um pouco antes da ruptura.
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• Coeficiente de Poisson
• Coeficiente de Poisson, v (nu), estabelece que
dentro da faixa elástica, a razão entre essas
deformações é uma constante, já que estas são
proporcionais.
• v=-εlat/εiong
• A expressão acima tem sinal negativo porque o
alongamento longitudinal (deformação positiva)
provoca contração lateral (deformação negativa)
e vice-versa.
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• Falha de materiais devida à fluência e à fadiga
• Fluência
• Quando um material tem de suportar uma carga por muito tempo, pode
continuar a deformar-se até sofrer uma ruptura repentina.
• Essa deformação permanente é conhecida como fluência.
• De modo geral, tensão e/ou temperatura desempenham um papel
significativo na taxa de fluência.
• A resistência à fluência diminuirá para temperaturas mais altas ou para
tensões aplicadas mais altas.
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• Fadiga
• Quando um metal é submetido a ciclos repetidos de tensão ou
deformação, sua estrutura irá resultar em ruptura.
• Esse comportamento é chamado fadiga.
• Limite de fadiga é um limite no qual nenhuma falha é detectada após a
aplicação de uma carga durante um número específico de ciclos.
• Esse limite pode ser determinado no diagrama S-N
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• 8- PRODUTOS SIDERURGICOS ESTRUTURAIS
• As usinas produzem aços para utilização estrutural sob diversas formas:
• Chapas
• Chapas grossas – de espessura igual ou superior a 3/16¨= 4,76mm; a espessura é
fornecida em polegadas ou milímetros.
• Chapas finas – a espessura das chapas finas é em geral fornecida em bitolas, sendo
usual no Brasil bitola MSG (Manufacturer´s Standard Gauge).

MSG n° 9 10 11 12 13 14 15 16
espessura (mm) 3,80 3,42 3,04 2,66 2,28 1,90 1,71 1,52
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• Barras
• São laminadas em seção circular, quadrada ou
retangular alongada; estas ultimas chamam-se
vulgarmente barras chatas.
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• Perfis laminados
• Peças que apresentam grande eficiência
estrutural podendo ser encontradas sob
diversas geometrias, sendo algumas
apresentadas nas figuras abaixo.
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• Perfis soldados
• São elementos que surgiram de forma a suprirem as
limitações impostas pelos perfis
• laminados tipo I. Podendo ser encontrados sob diversas
geometrias, como H, I, L. A nomenclatura é dada pelo símbolo
do perfil utilizado seguido pela sua altura em mm e a massa
em kg/m.
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• Perfis de chapas dobradas
• São perfis formados a frio, padronizados sob as
formas L, U, UE, Z, ZE. Porém, oferecem grande
liberdade de criação ao projetista. O seu dobramento
deve obedecer a raios mínimos (não muito
pequenos) evitando a formação de fissuras nestes
pontos.
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS

– NBR14762:
Dimensionamento de estruturas de aço constituídas por perfis formados
a frio – Procedimento 45
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• Fios, cordoalhas, cabos
• Fios ou arames – obtidos por trefilação. Fabricam-se
fios de aço doce e também de aço duro (aço de alto
forno)
• Aço duro – aplicado em molas, cabos de protensão,
...etc.
• Cordoalhas são formadas por três ou sete fios
arrumados em forma de hélice. O módulo de
elasticidade é quase tão elevado quanto o de uma
barra maciça.
• Cabos de aço – são formados por fios trefilados finos.
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
• 9-PERFIS FABRICADOS E PERFIS COMPOSTOS
• Os perfis fabricados são formados pela
associação de chapas ou de perfis laminados
simples, sendo a ligação, em geral, soldada.
• A Companhia Siderúrgica Nacional, produz tres
linhas de perfis padronizados:
• Perfis CS (colunas soldadas)
• Perfis VS (vigas soldadas)
• Perfis CVS (colunas e vigas soldadas)
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
Aços estruturais designados por composição e tratamento. (www.cimm.com.br)
Por Composição e Tratamento
Aço carbono A36/A36M , A53/A53M , A500 , A501, A529, A529M
Aço de alta resistência e baixa A441 , A572/572M , A618
liga
Aços de alta resistência e A242/A242M , A588/A588M
baixa liga resistência à
corrosão
Aços de liga temperados e A514/A5514M , A517
revendidos

Aços estruturais designados por utilização. (www.cimm.com.br)


Por Utilização
Formas estruturais laminados A36/A36M, A529/A529M, A572/A572M, A588/A588M,
a quente A709/A709M, A913/A913M, A922/A922M
Tubos A500, A501,A618, A847
Tubos de seção circular A53/A53M
Placas e chapas grossas A36/A36M, A242/A242M, A283/A283M, A514/A514M,
A529/A529M, A572/A572M, A588/A588M, A709/A709M,
A852/A852M, A1011/A1011M
Barras e vergalhões A36/A36M, A529/A529M, A572/A572M, A615/A615M, A616,
A617, A706/A706M, A709/A709M
Chapas A606, A1011/A1011M
AÇÕES E SEGURANÇA EM ESTRUTURAS
METÁLICAS
• Métodos de Cálculo
• 1-Projeto Estrutural e Normas
• Os objetivos de um projeto estrutural são:
• Garantia de segurança -colapso
• Garantia de desempenho –grandes deslocamentos
• Etapas de um projeto estrutural:
• Anteprojeto
• Dimensionamento
• Detalhamento
• Regras e recomendações:
• Critérios de garantia de segurança
• Padrões de testes para caracterização de materiais
• Definição de carregamento
• Limites de tolerância para imperfeições na execução
• Regras construtivas etc.
AÇÕES E SEGURANÇA EM ESTRUTURAS
METÁLICAS
• 2-Estados Limites
• Estados limites últimos:
• perda de equilíbrio como corpo rígido;
• plastificação total de um elemento estrutural;
• ruptura de uma ligação ou seção;
• flambagem em regime elástico ou não;
• ruptura por fadiga.
AÇÕES E SEGURANÇA EM ESTRUTURAS
METÁLICAS
• 2-Estados Limites
• Estados limites de utilização:
• deformações excessivas;
• vibrações excessivas;
AÇÕES E SEGURANÇA EM ESTRUTURAS
METÁLICAS
• 3-Método das Tensões Admissíveis
• Equação de conformidade para flexão:
• σmax < σadm = fyk/γ
• O coeficiente de segurança γ significa que
existem incertezas quanto:
• à magnitude e distribuição do carregamento;
• às características mecânicas dos materiais;
• à modelagem estrutural;
• às imperfeições na execução da estrutura;
AÇÕES E SEGURANÇA EM ESTRUTURAS
METÁLICAS
4-Teoria Plástica de Dimensionamento das Seções
Equação de conformidade do método:
γQserv<Qu

Onde γ é o coeficiente de segurança único aplicado às cargas de serviço Qserv


comparada a carga Qu que produz colapso.
AÇÕES E SEGURANÇA EM ESTRUTURAS
METÁLICAS
• 5-Método dos Estados Limites
• Equação de conformidade do método:
• 𝐒𝐝Sd = S(ƩγfiFi) <𝐑d = R( fk/γm)
• Onde a solicitação de projeto Sd é menor que
a resistência de projeto Rd.
AÇÕES E SEGURANÇA EM ESTRUTURAS
METÁLICAS
• 5-Método dos Estados Limites
• As normas brasileiras que se ocupam das cargas sobre as
estruturas são:
• NBR 6120 –Cargas para cálculo de estruturas de edificações;
• NBR 6123 –Forças devidas ao vento em edificações;
• NBR 7188 –Carga móvel em ponte rodoviária e passarela de
pedestres.

• As solicitações de projeto Sd podem ser representadas como


combinações de solicitações S devidas às ações Fik:
• Sd=Ʃγf3.S[(γf1.γf2.Fik )]
AÇÕES E SEGURANÇA EM ESTRUTURAS
METÁLICAS
• 5-Método dos Estados Limites
• Tipos de combinações de ações para verificações nos estados limites últimos:
• Combinação normal
• Combinação de construção
• Combinação especial
• Combinação excepcional

• As combinações normais de ações para estados limites últimos são escritas em


função de valores característicos das ações permanentes G e variáveis Q:
• Fd=ƩγgiGi+γqiQ1+Ʃγqjψ0jQj

• Ações truncadas são consideradas ações variáveis cuja distribuição de máximos é


truncada por um dispositivo físico de modo que o valor dessa ação não pode
superar o limite correspondente. O coeficiente de ponderação mostrado na tabela
4 se aplica a esse valor limite.
AÇÕES E SEGURANÇA EM ESTRUTURAS
METÁLICAS
AÇÕES E SEGURANÇA EM ESTRUTURAS
METÁLICAS
AÇÕES E SEGURANÇA EM ESTRUTURAS
METÁLICAS
5-Método dos Estados Limites
A resistência de projeto Rd é igual à resistência última Ru
dividida pelo coeficiente parcial de segurança γm:
Rd=Ru(fk)/γm
AÇÕES E SEGURANÇA EM ESTRUTURAS
METÁLICAS
AÇÕES E SEGURANÇA EM ESTRUTURAS
METÁLICAS
• Exemplo 1:
• Um montante tracionado de uma treliça em tesoura
utilizada na cobertura de um galpão industrial, está
sujeito à solicitação axial, oriunda as seguintes cargas,
com seus respectivos valores:
• - peso próprio da treliça Ng1 = 5 kN
• - peso das telhas e elementos de fixação Ng2 = 10 kN
• - sobrecarga de manutenção do telhado Nq = 15 kN
• - vento (sucção) Nv = 12 kN
• Calcular a solicitação axial de projeto Nd.
PEÇAS TRACIONADAS
• TIPOS CONSTRUTIVOS
• Denominam-se peças tracionadas as peças
sujeitas a solicitações de tração axial, ou tração
simples.
• tirantes ou pendurais;
• contraventamentos de torres (estais):
• travejamentos de vigas ou colunas, geralmente
com dois tirantes em forma de X;
• tirantes de vigas armadas;
• barras tracionadas de treliças
PEÇAS TRACIONADAS
Elementos tracionados
do contraventamento

Tirante de viga
Haste tracionada armada
PEÇAS TRACIONADAS

(a) (b) (c) (d)

Tipos de perfis utilizados em peças tracionadas: (a)


barra redonda; (b) barra chata: (c) perfil laminado
simples (cantoneira); (d) seções compostas de dois
perfis laminados (dupla cantoneira com faces opostas
ou cantoneiras opostas pelo vértice).
PEÇAS TRACIONADAS
• As ligações das extremidades das peças
tracionadas com outras partes da estrutura
podem ser feitas por diversos meios, a saber:
• soldagem;
• conectares aplicados em furos;
• rosca e porca (caso de barras rosqueadas).
PEÇAS TRACIONADAS
Elementos estruturais típicos:
Contraventamentos, chumbadores, tirantes e treliças.
PEÇAS TRACIONADAS
• A Fig. abaixo mostra o desenho de um nó de
treliça, cujas barras são formadas por
associação de duas cantoneiras. As barras são
ligadas a uma chapa de nó, denominada
gusset (palavra da língua francesa, também
utilizada em inglês), cuja espessura t é igual ao
espaçamento entre as cantoneiras.
• As ligações das barras com a chapa gusset são
feitas por meio de furos e conectares.
PEÇAS TRACIONADAS
Gusset
PEÇAS TRACIONADAS
• Nó de uma treliça metálica, com barras
formadas por cantoneiras duplas ligadas a
uma chapa gusset.
• O banzo superior e a diagonal à esquerda
estão comprimidos enquanto a diagonal à
direita está tracionada.
PEÇAS TRACIONADAS
• Não suscetíveis a instabilidade;
• Nas ligações a área de trabalho é inferior à
área total da seção transversal devido a:
• a) presença de furos
• b) distribuição não uniforme de tensões
causada por concentração de tensões nas
regiões onde se situam parafusos e soldas.
PEÇAS TRACIONADAS
Página 37 da norma, item 5.2 – barras prismáticas
submetidas a força axial de tração.
PEÇAS TRACIONADAS
Página 37 da norma, item 5.2 – barras prismáticas submetidas a
força axial de tração.
Nas peças com furos, a resistência de projeto é dada pelo menor
dos seguintes valores:
PEÇAS TRACIONADAS
Página 23 da norma
PEÇAS TRACIONADAS
Área bruta Ag x Área líquida An
PEÇAS TRACIONADAS
• γα1 = 1,10 para esforço normal solicitante
decorrente de combinação normal de ações
(ver Tabela)
• γα2 = 1,35 para esforço normal solicitante
decorrente de combinação normal de ações
(ver Tabela)
PEÇAS TRACIONADAS
• Peças com Extremidades Rosqueadas
• As barras com extremidades rosqueadas,
consideradas neste item, são barras com
diâmetro igual ou superior a 1 2 mm ( 1 /2"),
nas quais o diâmetro externo da rosca é igual
ao diâmetro nominal da barra. O
dimensionamento dessas barras é
determinado pela ruptura da seção da rosca.
PEÇAS TRACIONADAS
Considerando-se que, com os tipos de rosca usados na indústria,
a relação entre a área efetiva à tração na rosca (Aef) e a área
bruta da barra (Ag) varia dentro de uma faixa limitada (0,73 a
0,80), é possível calcular a resistência das barras tracionadas em
função da área bruta Ag, com um coeficiente médio 0,75. Nessas
condições, a resistência de projeto de barras rosqueadas pode ser
obtida com a expressão:

com γα1 e γα2 dados na Tabela 1 .7.


PEÇAS TRACIONADAS
• Limitações de Esbeltez das Peças Tracionadas
• Denomina-se índice de esbeltez de uma haste a relação entre seu
comprimento l entre pontos de apoio lateral e o raio de giração
mínimo i mín da seção transversal
• Nas peças tracionadas, o índice de esbeltez não tem importância
fundamental, uma vez que o esforço de tração tende a retificar a
haste, reduzindo excentricidades construtivas iniciais. Apesar disso,
as normas fixam limites superiores do índice de esbeltez de peças
tracionadas (ver Tabela 2. 1 ), com a finalidade de reduzir efeitos
vibratórios provocados por impactos, ventos etc.
• Valor de Esbeltez Limite em Peças Tracionadas Peças tracionadas,
exceto tirantes de barras redondas pré-tracionadas AISC. NB=300
PEÇAS TRACIONADAS
• Diâmetros dos Furos de Conectores
• Quando as seções recebem furos para permitir ligações
com conectores (rebites ou parafusos), a seção da peça é
enfraquecida pelos furos. Os tipos de furos adotados em
construções metálicas são realizados por puncionamento
(punção)ou por broqueamento (broca).
• No caso de furos-padrão (Fig. 3.5a), o diâmetro total a
reduzir é igual ao diâmetro nominal do conector (d)
acrescido de 3,5 mm, sendo 2 mm correspondentes ao
dano por puncionamento e 1 ,5 mm à folga do furo em
relação ao diâmetro do conector. Para mais detalhes, ver
Item 3.2. 1 .
PEÇAS TRACIONADAS
• Área da Seção Transversal Líquida de Peças
Tracionadas com Furos
• Numa barra com furos (Fig. 2.5a), a área
líquida (An) é obtida subtraindo-se da área
bruta (Ag) as áreas dos furos contidos em uma
seção reta da peça.
PEÇAS TRACIONADAS
PEÇAS TRACIONADAS
• No caso de furação enviesada (Fig. 2.5b), é necessário pesquisar
diversos percursos ( 1 - 1 - 1 , 1 -2-2- 1 ) para encontrar o menor
valor de seção líquida, uma vez que a peça pode romper segundo
qualquer um desses percursos. Os segmentos enviesados são
calculados com um comprimento reduzido, dado pela expressão
empírica g+ S² /4g
• onde s e g são respectivamente os espaçamentos horizontal e
vertical entre dois furos.
• A área líquida An,ef, de barras com furos pode ser representada
pela equação An = [ b - Ʃ(d + 3 , 5 mm) + Ʃ S² /4g ] t
• adotando-se o menor valor obtido nos diversos percursos
pesquisados.
PEÇAS TRACIONADAS
PEÇAS TRACIONADAS
Área da Seção Transversal Líquida Efetiva

Quando a ligação é feita por todos os segmentos de um perfil, a


seção participa integralmente da transferência dos esforços. Isto
não acontece, por exemplo, nas ligações das cantoneiras com a
chapa de nó da Fig. 2.3, nas quais a transferência dos esforços se dá
através de uma aba de cada cantoneira. Nesses casos as tensões se
concentram no segmento ligado e não mais se distribuem em toda
a seção. Este efeito é levado em consideração utilizando, no cálculo
da resistência à ruptura [Eq. (2. l a)], a área líquida efetiva dada por:
PEÇAS TRACIONADAS
• onde Ct é um fator redutor aplicado à área líquida An, no
caso de ligações parafusadas, e à área bruta Ag no caso de
ligações soldadas (peças sem furacão). Quanto maior o
comprimento da ligação, menor é a redução aplicada às
áreas. Nos perfis de seção aberta (Fig. 2.6) tem-se para Ct
(NBR 8800) :
• Ct=1-(ec /l)>=0,6
• onde ec é a excentricidade do plano da ligação (ou da face
do segmento ligado) em relação ao centro geométrico da
seção toda ou da parte da seção que resiste ao esforço
transferido: l é o comprimento da ligação, igual ao
comprimento do cordão de solda em ligações soldadas, e
em ligações parafusadas é igual à distância entre o primeiro
e o último parafusos na direção da força.
PEÇAS TRACIONADAS

Plano da ligação
(a) (b) (c) (d)
Fig. 2.6 Coeficiente para cálculo da área líquida efetiva em seções com furos.
PEÇAS TRACIONADAS
• Área líquida efetiva

Coeficiente para cálculo da área líquida efetiva em seções com ligação soldada.
PEÇAS TRACIONADAS
• Nas ligações em que só há um plano de ligação (Figs. 2.6a, b), a
excentricidade e, é a distância entre este plano e o centro de
gravidade da seção. Em perfis com um eixo de simetria, as ligações
devem ser simétricas em relação a esse eixo (Figs. 2.6c, d). Nas
ligações pelos flanges (ou mesas) de perfis I ou H (Fig. 2.6c),
considera-se a seção dividida em duas seções T, cada uma
resistindo ao esforço transferido pelo respectivo plano de ligação. Já
na ligação pela alma, a seção é dividida em duas seções U. Essas
considerações se aplicam tanto a ligações parafusadas quanto
soldadas. No caso de ligações parafusadas devem-se prever no
mínimo dois parafusos por linha de furação na direção da força.
• Para peças tracionadas ligadas apenas por soldas transversais (Fig.
2.7a) tem-se:
• Ct = Ac/Ag
• onde Ac é a área do segmento ligado
PEÇAS TRACIONADAS
• Cisalhamento de Bloco
• No caso de perfis de chapas finas tracionados e
ligados por conectores, além da ruptura da seção
líquida o colapso por rasgamento ao longo de
uma linha de conectores pode ser determinante
no dimensionamento. Nesse tipo de colapso,
denominado cisalhamento de bloco, conforme
ilustrado na Fig. 2.8, ocorre ruptura do segmento
do perfil que recebe a ligação, envolvendo
cisalhamento nos planos paralelos à força (áreas
Av) e tração no plano normal à força (área At).
PEÇAS TRACIONADAS
Rd = 1/γα2 (0,60.fu.Anv+Cts.fu.Ant)<=1/ γα2 (0,60 fy.Agv+Cts.fu.Ant

Área tracionada A1

Área cisalhada

(a) (b)

Fig. 2.8 Colapso por cisalhamento de bloco.


PEÇAS TRACIONADAS
• onde 0,60fu e 0,60fy são respectivamente as tensões de
ruptura e escoamento a cisalhamento do aço;
• Anv e Agv são respectivamente as áreas líquida e bruta
cisalhadas;
• Ant é a área líquida tracionada;
• Cts = 1,0 quando a tensão de tração na área Ant é
uniforme, caso das Figs. 2.8, 3. 1 1 e 9.9;
• Cts = 0,5 para tensão não uniforme.
• Observa-se na Eq. (2.9) que a resistência Rd é obtida com
a soma das resistências à ruptura das áreas cisalhadas
Anv e da área tracionada Ant, sendo que a resistência da
área cisalhada deve ser limitada pelo escoamento a
cisalhamento.
PEÇAS TRACIONADAS
EXERCÍCIOS
1-Calcular a espessura necessária de uma chapa de I 00 mm de largura, sujeita a um
esforço axial de 1 00 kN ( 1 0 tf). Resolver o problema para o aço MR250 utilizando o
método das tensões admssíveis (Item 1.1 0.3) com σt = 0,6fy: .

N = 1 00 kN
1 00 mm

Sol ução
Para o aço MR250, temos a tensão admssível (referida à área bruta):
σs = 0,6 X 250 = 1 50 MPa = 1 5 kN/cm2
Área bruta necessária:
Ag=N/ σs ; Ag=100/15 = 6 67 cm²
PEÇAS TRACIONADAS
• Espessura necessária:
• 6,67
• t =6,67/10= O, 6 7cm ≈6,7mm (adotar 7,94 mm = 5/1 6")

2-Repetir o Problema anterior, fazendo o dimensionamento com o método dos


estados limites, e comparar os dois resultados:
• Solução:
• Admitindo-se que o esforço de tração sej a provocado por uma carga variável de
utilização, a solicitação de cálculo vale
• Nd = γq.N = 1 ,5 X 1 00 = 1 5 0 Kn
• Ag = Nd/(fy/γα1) = 150/(25/1,10)= 6,60cm²
• t= 6 60 /10 = 0,66cm (adotar 7. 94 mm = 5 / 1 6")

• Verifica-se que, no caso de tração centrada devida a uma carga variável, o método
dos Estados Limites e o de Tensões Admissíveis fornecem o mesmo
dimensionamento.
PEÇAS TRACIONADAS
3-Duas chapas 22 X 300 mm são emendadas por meio de talas com 2 X 8 parafusos ø= 22 mm (7 /8").
Verificar se as dimensões das chapas são satisfatórias, admitindo-se aço MR250 (ASTM A36).
• Solução
• Área bruta:
• Ag = 30 X 2,22 = 66,6 cm2
• A área líquida na seção furada é obtida deduzindo-se quatro furos com diâmetro 22 +3,5 = 25,5
mm.
• An = (30 - 4 X 2,55) X 2,22 = 44,04 cm2
• Admitindo-se que a solicitação seja produzida por uma carga variável de utilização, o esforço
solicitante de cálculo vale: Nd = yqN = 1 ,5 X 300 = 450 kN
• Os esforcos resistentes são obtidos com as Eqs. 2. l a e 2 . 1 b.
• Área bruta: Ndres = 66,6 X 25/ 1 , 1 0 = 1 5 1 3 kN
• Área líquida: Ndres = 44,0 X 40/ 1 ,35 = 1 304 kN

• Os esforços resistentes são superiores aos esforços solicitantes, concluindo-se que as dimensões
• satisfazem com folga.