Você está na página 1de 74

UNIBRA

FARMACOLOGIA

ANTIMICROBIANOS
DROGAS QUE INTERFEREM NOS AGENTES
CAUSADORES DAS DOENÇAS

ANA KARINA MOTA


HISTÓRICO

 Alexander Fleming (1928), bacteriologista


do St. Mary's Hospital, de Londres =
isolou a PENICILINA (penicilium)

 Sir Howard Florey e Ernest Chain (1940), da Universidade


de Oxford = produziram PENICILINA para fins
terapêuticos, dando início a “era dos antibióticos”
INTRODUÇÃO

ANTIBIÓTICO
Do grego anti = contra e bio = vida  Selman Abraham – biológo
russo (1888 a 1973), definiu como substâncias químicas produzidas
por microorganismos

 Antibióticos - substâncias produzidas por diferentes espécies de


microrganismos (fungos, bactérias, actinomicetos), que inibem o
crescimento (bacteriostáticos) ou destroem (bactericidas) os
microrganimos

 Quimioterápicos - substâncias produzidas por síntese laboratorial


CONCEITOS GERAIS

 Antibiótico semi-sintético: produzido em laboratório


acrescentando-se um radical químico ao núcleo ativo de uma
antibiótico isolado a partir de um microorganismo.
Ex.: Penicilina semi-sintética (amoxicilina, ampicilina, etc)

 Antibiótico biossintético: é aquele obtido a partir da cultura


de microrganismos, na qual se acrescentam substâncias
capazes de alterar a estrutura molecular do antibiótico que
está sendo produzido.
Ex.: Penicilina V (fenoximetilpenicilina)
CONCEITOS GERAIS

 Sintobiótico: antibiótico produzido exclusivamente por


síntese laboratorial, porém obtido a partir de
precursores de microrganismo. (caiu em desuso)
USO DOS ANTIMICROBIANOS NA MEDICINA VETERINARIA

Antimicrobianos inespecíficos

• Desinfetantes
Para auxiliar na limpeza e desinfecção de instalações zootécnicas
Desinfecção de equipamentos materiais

Produtos de origem animal


(indústria de alimentos) Material cirúrgico
USO DOS ANTIMICROBIANOS NA MEDICINA VETERINARIA

Antimicrobianos específicos

• Uso terapêutico e profilático

Controlar a infecção Medida preventiva


(cirurgias)

• Metafilaxia
Tratar os animais de
contato (risco)
USO DOS ANTIMICROBIANOS NA MEDICINA VETERINARIA

Antimicrobianos específicos
• Aditivo zootécnico melhorador do desempenho (*promotor de
crescimento)

Diminuir a mortalidade Melhorar o crescimento

Melhorar a conversão
alimentar

* Questionado devido ao uso em baixas concentrações e períodos


prolongados – resistência bacteriana
CLASSIFICAÇÃO DOS ANTIMICROBIANOS

 Antibacterianos – atividade sobre bactérias


 Antifúngicos – sobre fungos
 Antivirais – sobre vírus
CLASSIFICAÇÃO DOS ANTIMICROBIANOS

Antibacterianos

 Derivados de aminoácidos
 Estrutura química  “ de açúcares
 “ de acetato e propianato

 Bacteriostático
 Ação biológica  Batericida

 Curto,
 Espectro de ação bacteriana  Largo

 Inibição da síntese da parede celular


 Dano na função da membrana celular
 Inibição da síntese ou função dos ácidos
 Mecanismo de ação nucleicos
 Inibição da síntese das proteínas
 Inibição da síntese de ácido fólico
 QUANTO A ESTRUTURA QUÍMICA

1. Derivados de aminoácidos:

 Monopeptídeos (ciclosserina)
 Dipeptídeos – β-lactâmicos (penicilina,
cefalosporina)
 Poliptídeos (polimixina, bacitracina)
 Glicopeptídeos (vancomicina)
 QUANTO A ESTRUTURA QUÍMICA

2. Derivados de açúcares:

 Cloranfenicol
 Aminoglicosídeos
 Lincosaminas
 Novobiocinas
 QUANTO A ESTRUTURA QUÍMICA

3. Derivados de acetato e propianato:

 Macrolídeos
 Aminoglicosídeos
 Rifamicina
 Tetraciclinas
 Griseofulvina
 Nistatina
 QUANTO A ESTRUTURA QUÍMICA

4. Diversos:

 Fosfomicina
 Quinolonas
 Sulfas
 QUANTO AO MECANISMO DE AÇÃO
1. Inibem a síntese da parede celular microbiana:

 β-lactâmicos (penicilina, cefalosporina)


 Vancomicina, cicloserina, fosfomicina
 QUANTO AO MECANISMO DE AÇÃO

2. Interferem na atividade da membrana celular


microbiana:
 polimixina
 nistatina
 QUANTO AO MECANISMO DE AÇÃO

3. Interferem na replicação genética:

 Formação de proteínas defeituosas (aminoglicosídeos)


 Pertubação da tradução da informação genética
(cloranfenicol)
 QUANTO AO MECANISMO DE AÇÃO

4. Interferem no cromossomo:
 quinolona
 griseofulvina
5. Drogas antimetabólicas:
 sulfas
 nitrofuranos
CLASSIFICAÇÃO
 QUANTO AO ESPECTRO DE AÇÃO

 Bactérias GRAM-POSITIVAS:
 Penicilina, Macrolídeos, Bacitracina

 Bactérias GRAM-NEGATIVAS:
 Aminoglicosídeos, Polimixina

 Bactérias GRAM-POSITIVAS e GRAM-NEGATIVAS:


 Cloranfenicol, Cefalosporina, Tetraciclinas, Fluorquinolonas

 Micobactérias:
 Estreptomicina, Rifamicina

 Micoplasma:
 Tetraciclinas, Fluorquinolonas, Eritromicina, Tilosina
 QUANTO AO ESPECTRO DE AÇÃO

 Riquétsias:
 Tetraciclinas, cloranfenicol

 Clamídias:
 Tetraciclinas, eritromicina, fluorquinolonas

 Espiroquetas:
 Penicilina, cefalosporina, tetraciclinas, eritromicina

 Fungos:
 Nistatina, grisiofulvina

 Protozoários:
 Tetraciclinas, eritromicina
 QUANTO A AÇÃO BACTERICIDA, BACTERIOSTÁTICA
FUNGICIDA OU FUNGISTÁTICA

 Bactericida:
 Penicilina, cefalosporina, quinolonas, aminoglicosídeos, polimixina,
peptídeos

 Bacteriostática:
 Tetraciclinas, cloranfenicol, sulfas, trimetropin

 Fungicida:
 Nistatina

 Fungistática:
 Grisiofulvina
RESISTÊNCIA BACTERIANA

 FATORES QUE FAVORECEM A RESISTÊNCIA

 Utilização abusiva
 Uso indiscriminado e incorreto
 Uso empírico (sem cultura e antibiograma)
 Associação de antibióticos de forma incorreta
 Doenças virais
 Pacientes imunossuprimidos
 Uso em rações animais
RESISTÊNCIA BACTERIANA

 MUTAÇÃO
 TRANSDUÇÃO
 TRANSFORMAÇÃO
 CONJUGAÇÃO
ASSOCIAÇÃO DE ANTIBIÓTICOS

 INDICADA:

 Infecções graves
 Infecções mistas
 Retardar ou evitar o aparecimento de resistência
 Aumentar a eficiência terapêutica
 Tratamento de pacientes imunossuprimidos
ASSOCIAÇÃO DE ANTIBIÓTICOS

 AÇÃO BIOLÓGICA:

 Bactericida + Bactericida= Sinergismo


Efeito aditivo
 Bactericida + Bacteriostático= Sinergismo
Efeito aditivo Antagonismo

 Bacteriostático + Bacteriostático= Sinergismo


Antagonismo
 MECANISMO DE AÇÃO:

 Parede celular + Parede celular = Sinergismo

 Parede celular + Membrana citoplasma = Sinergismo

 Parede celular
+ = Sinergismo
Formação de proteínas defeituosas

 Parede celular + pertubação da tradução = Antagonismo


QUIMIOTERÁPICOS ANTIMICROBIANOS

1. SULFONAMIDAS

 CLASSES
 Sulfonamidas padrão – sulfatiazol, sulfametazina,
sulfametoxazol, succinilsulfatiazol

 Sulfonamidas potencializadas – sulfametoxazol + trimetropin,


sulfadiazina ou sulfadoxina + trimetropin

 Sulfonamidas usadas topicamente – sulfacetamida, sulfatiazol


SULFONAMIDAS
 CARACTERÍSTICAS

 Mecanismo de ação: atuam como antimetabólicos do


PABA, impedindo seu uso

 Efeito bacteriostático, em altas concentrações é


bactericida

 São mais eficientes em infecções agudas  atuam em


gram+ e gram- (ex. algumas clamídias e protozoários)
QUIMIOTERÁPICOS ANTIMICROBIANOS
2. NITROFURANOS

 CLASSES

 Nitrofurantoína ou Furadantina: infecções do trato


urinário. Absorção e eliminação rápida

 Nitrofurazona: ferimentos, mastites, metrite, aditivo


alimentar para controlar bactérias entéricas e infecções
coccidianas.

 Furazolidona: tratamento de infecções entéricas


 CARACTERÍSTICAS

 Mecanismo de ação: inibem enzimas bacterianas

 Efeito bacteriostático, em altas concentrações é bactericida

 São + eficientes em bactérias gram –

 Bacteriostático, doses altas é bactericida

 São ativos em pH ácido

 São usados tópico ou oralmente, devido a solubilidade em


água ser baixa
QUIMIOTERÁPICOS ANTIMICROBIANOS
3. QUINOLONAS

 CLASSES

 Norfloxacina
 Ciprofloxacina
 Enrofloxacina
 Ofloxacina
QUIMIOTERÁPICOS ANTIMICROBIANOS
3. QUINOLONAS

 CARACTERÍSTICAS

 Mecanismo de ação: são inibidoras da DNA-GIRASE


 Efeito bactericida
 Eliminação renal
 Amplo espectro de ação
 São usados por via oral ou parenteral
QUIMIOTERÁPICOS ANTIMICROBIANOS
4. NITROIMIDAZÓIS (Metronidazol, Tinidazol)

 CARACTERÍSTICAS

 São ativos somente em bactérias anaeróbicas obrigatórias


 Tratamento de tricomoníase, giardíase, amebíase
 Nefrotóxica em cães
 Não deve ser usado em animais prenhez (teratogênico)
 Produz urina de coloração castanho-clara
ANTIBIÓTICOS
ANTIBIÓTICOS

1. PENICILINAS
 CARACTERÍSTICAS

 Classe de antibióticos que possuem núcleos β-lactâmicos,


que sofrem hidrólise por uma enzima β-lactamase
(penicilinase)
 Inibem a síntese da parede celular bacteriana
 Efeito bactericida
 Espectro de ação: gram + (penicilina G e V, penicilinas semi-
sintéticas de pequeno espectro: Oxacilina, Cloxacilina) e
gram + e – (amoxicilina, ampicilina e penicilinas semi-
sintéticas de amplo espectro e potencializadas
ANTIBIÓTICOS
1. PENICILINAS
 CARACTERÍSTICAS

 Boa distribuição nos tecidos (exceto próstata e SNC)


 Boa penetração em tecidos inflamados
 Maior eficácia em gram +
 Para ruminantes: via oral é inibida pelas bactérias do
rúmen, usar só via IM
ANTIBIÓTICOS

2. CEFALOSPORINAS
 CLASSES

 1ª geração (Cefapirina, Cegazolina, Cefalotina)


 2ª geração (Cefoxitina, Cefotian, Ceforanida)
 3ª geração (Ceftriaxina, Cefalexina, Cefoperazona
2. CEFALOSPORINAS
 CARACTERÍSTICAS

 São uma classe de antibióticos β-lactâmicos


 Mecanismo de ação: inibem a parede celular bacteriana
 São bactericidas
 Espectro de ação gram + e gram - (2ª e 3ª geração)
ANTIBIÓTICOS
3. AMINOGLICOSÍDEOS
 CLASSES

 Pequeno espectro (gram -): Estreptomicina e


Diidroestreptomicina

 Amplo espectro (ação gram + e gram -): Neomicina,


Kanamicina, Gentamicina, Tobramicina, Amicacina,
Apramicina
3. AMINOGLICOSÍDEOS
 CARACTERÍSTICAS

 Mecanismo de ação: interferem na síntese proteíca,


atuando diretamente no ribossomo
 Bactericida
 Sua ação é favorecida em pH alcalino
 Ação sinérgica quando associado com β-lactâmicos
 Indicados para septicemias, infecções urinárias, entéricas,
infecções oculares, de pele
 Nefrotóxicos e pode causar bloqueio neuromuscular
4. TETRACICLINAS
 CLASSES

 NATURAIS: Oxitetraciclina, Clortetraciclina,


Dimetiltetraciclina

 SINTÉTICAS: Tetraciclina, Rolitetraciclina, Metaciclina,


Minociclina, Doxiciclina, Limeciclina
4. TETRACICLINAS

 CARACTERÍSTICAS

 Mecanismo de ação: interferem na síntese proteíca


 Bacteriostática, porém em altas contentraçoes pode ser
bactericida
 Espectro de ação: gram + e -, micoplasma, riquétsias,
clamídias, protozoários
4. TETRACICLINAS
 CARACTERÍSTICAS

 Absorção oral é variada, oxitetraciclina tem pior absorção.


Doxiciclina melhor, porém produtos lácteos, antiácidos e
alimentos prejudicam a absorção
 São excretadas pela urina e pela bile, excetuando-se a oxi e
tetraciclina, cuja eliminação é renal
 São adicionadas a ração animal como promotores de
crescimento
 São altamente nefrotóxicas, inibem a calcificação
5. CLORANFENICOL
 CLASSES

 É um agente antimicrobiano único

 Existem dois derivados:Tianfenicol (- ativo) e o Florfenicol


5. CLORANFENICOL
 CARACTERÍSTICAS

 Mecanismo de ação: inibem a síntese protéica


 Bacteriostáticos - altas doses podem ser bactericidas em
algumas espécies
 Cloranfenicol é inativado no rúmen e retículo
 Amplo espectro de ação
 No homem o cloranfenicol pode causar aplasia medular
óssea, em recém-nascido a chamada “síndrome cinzenta”
 Não fazer uso concomitante com penicilinas, cefalosporinas
e aminoglicosídeos
ANTIBIÓTICOS

6. MACROLÍDEOS
 CLASSES

 Antibióticos classificados como lactonas macrocíclicas (membros


contendo 12-20 átomos de carbono “C”)

 Grupo cujo anel possui 14C: Eritromicina

 Grupo com 15C: Azitromicina (primeiro fármaco da classe das


azalidas, que são derivadas da eritromicina)

 Grupo cujo anel possui 16C: Espiramicina,Tilosina


6. MACROLÍDEOS
 CARACTERÍSTICAS

 Mecanismo de ação: interferem na síntese protéica


 Bacteriostáticos, eritromicina em altas concentrações é
bactericida
 Espectro de ação: ativos contra gram +, geralmente inativos
contra gram -
 São considerados como alternativas às Penicilinas (infecções
por estreptococos e estafilococos)
 Azitromicina: melhor absorção VO, bem tolerada, meia-vida
mais longa, espectro de ação mais amplo do que eritromicina
7. LINCOSAMIDAS

 CLASSES

 Grupo de antibióticos monoglicosídeos


 Lincomicina e clindamicina
7. LINCOSAMIDAS
 CARACTERÍSTICAS

 Mecanismo de ação: inibem a síntese protéica


 Assim como os macrolídeos - são consideradas alternativas
às Penicilinas (infecções por estreptococos e estafilococos) –
intolerância ou resitência
 Lincomicina: frangos e suínos (premix oral); cães e gatos
(xarope oral e comprimidos)
 Clindamicina: melhor absorção VO
 Pequenos animais: clindamicina é bem utilizada para bactérias
anaeróbicas
8. POLIPEPTÍDEOS

 CLASSES

 Possuem uma estrutura molecular formada por uma cadeia


de polipeptídeos

 Polimixina, Bacitracina,Tirotricina
7. POLIPEPTÍDEOS
 CARACTERÍSTICAS

 Mecanismo de ação: interferem na atividade da parede


microbiana
 Bactericida
 Espectro de ação: mais ativos contra gram + do que contra
gram -
 Agem sinergicamente quando conbinados com Sulfonamidas
potencializadas e Tetraciclinas
 São nefrotóxicas e neurotóxicas, altas concentrações
podem causar bloqueio neuromuscular
ANTIBIÓTICOS
8. VANCOMICINA
 CARACTERÍSTICAS

 Mecanismo de ação: inibem a síntese da parede microbiana


 É glicopeptídeo bactericida
 Espectro de ação: atua principalmente contra gram +
ANTIBIÓTICOS

9. RIFAMICINA

 CARACTERÍSTICAS

 Mecanismo de ação: inIbem a síntese protéica


 Bactericidas
 Atuam contra gram + e micobactérias
 Também inibem a síntese de proteína viral in vitro.
 In vivo é necessário doses muito altas para essa ação
ANTIFÚNGICOS
ANTIFÚNGICOS

 QUANTO AO AGENTE ETIOLÓGICO:

 MICOSES SUPERFICIAIS

 DERMATOFITOSE e ONICOMICOSE: pele, pêlos, unhas e garras


(Microsporum,Trichophyton, Epidermophyton)

 CANDIDÍASE: pele e mucosas ( orofaringe, vulva e ânus) e TGI


(Candida sp)

 INFECÇÕES CUTÂNEAS - por malassezia - cães e gatos


(Malassezia pachydermatis – Pityrosporum canis)
ANTIFÚNGICOS

 QUANTO AO AGENTE ETIOLÓGICO:

 MICOSES SUBCUTÂNEAS

 ESPOROTRICOSE: Sporotrichum shenkii

 MICETOMAS: Pseudolleschria boydii

 RINOSPORIDIOSE: Rhinoporidium seeberi

 ENTOMOFTOROMICOSE: Canidiobolus coronatas

 PROTOTECOSE: Prototheca wickerhamii


ANTIFÚNGICOS

 QUANTO AO AGENTE ETIOLÓGICO:

 MICOSES SISTÊMICAS

 HISTOPLASMOSE: Histoplasma capsulatum

 ASPERGILOSE: Aspergillus sp

 BLASTOMICOSE: Blastomyces dermatidis

 CRIPTOCOCOSE: Cryptococcus sp

 COCCIDIOMICOSE: Coccidioides immitis


ANTIFÚNGICOS

 CLASSIFICAÇÃO DAS DROGAS

 Antibióticos Macrolídeos poliênicos


 Fármacos antifúngicos Azólicos (Imidazóis e Tiazóis)
 Flucitosina
 Griseofulvina
 Iodetos
 Outros
ANTIBIÓTICOS MACROLÍDEOS POLIÊNICOS

 Anfotericina B, Nistatina, Natamicina


 São obtidos de cepas de Actinomyces
 Mecanismo de ação: interferem na atividade da
parede microbiana
 Fungicidas
ANFOTERICINA B

 Espectro de ação: Dermatofitoses, Candidíase,


Micoses sistêmicas
 É droga de escolha para infecções sistêmicas
 Via de administração: IV e tópica
 Nefrotóxica, hepatotóxica, arritimias
 Fungicidas
NISTATINA

 Espectro de ação: Dermatofitoses (microsporum),


Candidíase mucocutâneas e estomacais
 É droga de escolha para candidíase
 Via de administração: oral e tópica
 Pode levar a anorexia e distúrbios GI
 Fungicidas
NATAMICINA (PIRAMICINA)

 Espectro de ação: Ceratite micótica, Tricomoníase,


Candidíase
 É droga de escolha para ceratites micóticas
 Via de administração: tópica
 Fungicidas
ANTIFÚNGICOS AZÓLICOS

 Cetoconazol, Miconazol, Econazol, Clotrimazol,


Tiabendazol
 Possuem atividade antibacteriana, antifúngica,
antiprotozoária e anti-helmíntica (Tiabendazol)
 Mecanismo de ação: inibem a síntese da membrana
celular fúngica
 São bacteriostáticos – porém possuem ação fungicida
em algumas interações
 CETOCONAZOL

 Espectro de ação: Micoses superficiais e sistêmicas


 Via de administração: oral e tópica
 Fungicidas
 Irritação gástrica, fotofobia, prurido
 Solúveis em ácidos - não utilizar com alcalinizantes
(antiácidos, omeprazol, ranitidina)
 Administrar juntamente com alimento
 Inibidor do citocromo P-450  inibir o metabolismo de
outros fármacos
 ITRACONAZOL

 Espectro de ação: Micoses superficiais e sistêmicas


 Via de administração: oral
 5-100 x mais potente que o cetoconazol
 Biodisponibilidade de 40% após jejum - para 99,8% quando
administrada com alimento
 Solução oral é melhor absorvida em estômago vazio, do que
cápsulas
 Poucos efeitos colaterais adversos - Menos gástrico
 Não inibe enzimas hepáticas
 FLUCONAZOL

 Espectro de ação: Micoses superficiais e algumas sistêmicas


 Via de administração: oral
 100 x mais potente que o cetoconazol
 Biodisponibilidade não muda quanto a administração: jejum,
alimento, solução oral, cápsulas.
 Capacidade de atingir altas concentrações no LCE (meningite
fúngica)
 Eliminado pelo rim
 Gatos – além do LCE, atinge o humor aquoso
 Equinos – boa absorção e 100% de biodisponibilidade
 MICONAZOL/ ECONAZOL/ CLOTRIMAZOL

 Espectro de ação: Dermatofitoses


 Via de administração: tópica
 Fungicidas
 TIABENDAZOL

 Espectro de ação: Aspergiloses e Penicilases nasais,


Dermatofitoses (fraco)
 Via de administração: tópica e oral
 Fungicidas
FLUCITOSINA (5-FLUOROCITOSINA)

 Espectro de ação: Micoses sistêmicas, Candidíase e


Esporotricose
 Mecanismo de ação: interferem na síntese protéica e de
RNA
 Fungistática
 Agem sinergicamente com Anfotericina B e cetoconazol
 Pode ocorrer depressão da medula óssea, anemia e
trombocitopenia
GRISEOFULVINA

 Antibiótico fungistático – produzido pelo Penicillium


griseofulvin
 Espectro de ação: Dermatofitoses
 Mecanismo de ação: inibem a síntese do ácido nucléico
 Sempre associar terapia tópica
 Hepatotóxica, teratogênica
IODETOS (SÓDIO E POTÁSSIO)

 Espectro de ação:

 Iodeto de Sódio solução a 20% (esporotricose


eqüina, canina e felina VO/IV)
 Iodeto de Potássio (micoses superficiais)
OUTRAS SUBTÂNCIAS

 Espectro de ação: micoses superficiais

 Preparação à base de Iodo


 Preparação à base de Cobre
 Preparação à base de Enxofre
 Fenóis: Fenol e Timol
 Ácidos orgânicos: Ácido salicílico, ácido benzôico
 Nitrofuranos: Nitrofuroxina
 Sulfato de Selênio
 Pergamanato de Potássio
OBRIGADA!!!!

Você também pode gostar