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Grupo de Estudos em Metodologias Ativas

O Júri Simulado

Grupo
 Débora Felten

 Eduardo Miguel Prata Madureira

 Patricia Barth Radaelli


O Conceito

Trata-se de uma metodologia de ensino que pode ser


adotada a partir de um conteúdo novo ou de um
problema proposto; é indicada, principalmente, diante de
temas polêmicos, que perceptivelmente, dividem
opiniões.

Durante a metodologia, são apresentados argumentos


de defesa e acusação para serem debatidos por dois
pontos de vistas antagônicos; o que proporcionará ao
grupo a oportunidade de exposição de opiniões
diferentes a respeito do assunto estudado.

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Os Objetivos

 Promover a articulação de assuntos polêmicos ao


cotidiano do processo de aprendizagem do acadêmico;

 Gerar a problematização e o debate sobre o assunto;

 Incentivar a busca por novos conhecimentos;

 Fomentar nos acadêmicos o espírito investigativo;

 Proporcionar momentos para que os alunos possam


expor seus argumentos, dialogar e interagir.

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Estrutura da Metodologia

A coordenação da atividade fica a cargo do professor, que


deverá:

 Expor o tema (aula expositiva dialogada com sugestões de


leitura);
 Explicar a encenação do Júri Simulado;
 Dividir a turma para a composição dos atores.

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Exemplo de Estrutura para a Metodologia:
1 O Réu – Tema;
2 O Juiz (o professor ou um aluno);
3 O Escrivão (com a responsabilidade de fazer o
relatório);
4 O promotor (com mais 3 alunos apoiando-o nas
discussões);
5 O advogado de defesa (com mais 3 alunos apoiando-o
nas discussões);
6 Testemunhas;
7 Jurados (5 ou mais alunos, que após ouvirem os
argumentos de ambas as partes, apresentam sua
decisão final);
8 Plenária (demais alunos).
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Exemplo de Sequência Temporal

Tempo:
 Aula expositiva (30 min.);
 Organizar o grupo (10min.);
 Tempo de preparação (15min.);
 Encenação do Júri Simulado (duas rodadas para
defesa e acusação - 20 min.);
 Intervalo 5 min. para definição do jurados);
 Sentença proferida pelo Juiz (decisão);
 Encerramento com os comentários finais feitos
pelo professor – 15 a 20 min.

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Habilidades e Competências

Valer-se da linguagem para assumir a condição de


protagonista do seu processo de aprendizagem, sendo
capaz de expressar experiências, ideias e opiniões, bem
como de acolher, interpretar e considerar os discursos
alheios, contrapondo-os quando necessário.

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Habilidades para a Competência Argumentativa

 Utilizar a linguagem na produção de textos orais e escritos


de modo a atender a múltiplas demandas sociais e
responder a diferentes propósitos comunicativos e
expressivos;
 Apropriar-se, gradativamente, da articulação adequada das
palavras, observando pronúncias, entonação e ritmo;
 Sintetizar e sistematizar ideias;
 Reconhecer os elementos contextuais da produção do
discurso exposto;
 Analisar criticamente os diferentes discursos, inclusive o
próprio, desenvolvendo a capacidade de avaliação dos
argumentos.

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Avaliação do Desempenho dos Alunos

“A avalição deve abranger as mudanças de


comportamentos do discente no que diz respeito às
atitudes, conhecimentos e habilidades que determinado
contexto ativo propicia em seu processo educativo, pois
os comportamentos se modificam quando se aprende
alguma coisa” (BORDENAVE, 2007)

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Avaliação
Critérios claros Instrumentos organizados

Avaliação do desempenho dos alunos


Avaliação feita pelo professor Avaliação feita pelos alunos

Avaliação do processo – da Metodologia


Pesquisa Questionário

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Avaliação do Desempenho dos Alunos

Exemplos de critérios:

 Os apresentadores se prepararam adequadamente para


transmitir o conteúdo? (2,5)

 A apresentação foi clara no que diz respeito à organização de


ideias seguindo raciocínio lógico? (2,5)

 Os dados apresentados na argumentação foram pertinentes


com base em dados científicos? (2,5)

 O tempo foi usado adequadamente? (2,5)

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Avaliação da Metodologia

 Qual a importância da atividade para a aquisição de


conhecimentos?

 Qual a importância da atividade para a formação


profissional?

 Deve haver a manutenção da atividade como


estratégia de ensino?

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Em ampla revisão recentemente feita na Inglaterra
sobre o Ensino Médico, o julgamento simulado foi
descrito como uma estratégia especial que traz
benefícios ao aprendizado imediato, sendo
positivamente avaliada pelos estudantes de medicina
dos trabalhos examinados, conforme ocorreu com
os participantes da presente pesquisa” (SAVARIS et
al., 2013)

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No Cinema

O Júri Simulado

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No Cinema

Filme: O Vento será tua Herança (Inherit the Wind) 1960.

O filme aborda um caso real ocorrido em 1925 no Estado


norte americano do Tennesse em que o Prof. John
Thomas Scopes foi preso e julgado por ensinar a Teoria
Darwinista em uma escola pública.

O julgamento, que ficou conhecido como o “Julgamento


do Macaco”, foi o primeiro julgamento transmitido via
rádio e mostra-se uma aula sobre a Teoria do
Criacionismo apresentada pela Promotoria e uma aula
de Teoria da Darwinista efetuada pela Defesa.

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Referências

BORDENAVE, J. E. D. Alguns Fatores Pedagógicos. In: OPAS/OMS.


Desenvolvimento Gerencial de Unidades Básicas do Sistema Único de Saúde.
Brasília: Representação do Brasil, 2007.

GOSSENHEIMER, A. N.; CASTRO, M. S.; CARNEIRO, M. L. F. Dinâmica de Grupo


de “Júri Simulado Virtual” em disciplina no curso de Farmácia. Revista Novas
Tecnologias da Educação v. 12, p. 1-10, 2014.

RUIZ-MORENO, L.; RIVAROSA, A. BATISTA, N. A. Júri Simulado como


instrumento de estratégia de ensino-aprendizagem de políticas indutoras da
formação profissional em saúde: o caso do programa mais médicos. São Paulo:
Cadernos de Teorias e Práticas Educativas em Saúde. Vol II, 2015.

SANTOS, F. G.; SANTANA, A. L. B. D. Júri Simulado como estratégia didática para


debater as consequências das queimadas. In: XIII Jornada de Ensino, Pesquisa e
Extensão – JEPEX. Recife: UFRPE, 09 a 13 de Dezembro de 2013.

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Referências

SAVARIS, P. K.; REBERTE, A.; BORTOLUZZI, M. C.; SCHLEMPER JÚNIOR, B.;


BONAMIGO, E. L. Julgamento Simulado como estratégia de ensino da Ética Médica.
Rev. Bioét. v. 21, n. 1, p. 150-157, 2013.

SILVA, B. V. C.; MARTINS, A. F. P. Júri Simulado: um uso da história e filosofia da


ciência no ensino da óptica. Física na Escola. v. 10, n. 1, p. 17-20, 2009.

VIEIRA, R. D.; MELO, V. F.; BERNARDO, J. R. R. O Júri Simulado como recurso


didático para promover argumentações na formação de professores de física: o
problema do “gato”. Revista Ensaio. Belo Horizonte: v. 16, n. 3, p. 203-225, 2014.

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