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Métodos gráficos para análise de múltiplos estágios em cascata

Última Aula:
•Destilação Multicomponente

Esta Aula terá como foco principal:


•Aspectos gerais para o processo de absorção

Lição 12: Absorção e Stripping 1


Absorção e Stripping de Misturas diluídas
Absorção e Stripping são métodos comuns para: a) remover impurezas de um
gás (absorção) ou b) remover impurezas de um liquido (stripping). Isto é obtido
com um líquido absorvente fluindo em contra corrente com o vapor (absorção) ou
um vapor estripador em contra corrente com a mistura líquida (stripping).

Absorção Stripping
L0 (absorvente) V1 LN+1 (líquido a ser separado) VN

1 N
2 N–1

N–1 2
N 1
VN+1 (vapor a ser
LN separado) L1 V0 (stripper)

O líquido absorvente absorve,


preferencialmente, certo Vapor preferencialmente vaporiza
componente do fluxo de vapor. certos componentes do fluxo líquido.
Lição 12: Absorção e Stripping 2
Absorção
Geralmente, se o fator de absorção A=L/KV é maior que 1 para um componente, então
qualquer grau de separação pode ser alcançada. O A maior implica em poucos estágios (ou
bandejas) para alcançar um determinado nível de separação, embora a taxa de fluxo
absorvente pode ficar muito grande.

Processo típico de absorção


Para o processo de absorção considere o
Óleo absorvente 90º F Lean gas
L0 lbmol/hr exemplo ao lado, note que o fluxo de
n-butano 0.05 V1 vapor saindo teve quase todas as
n-pentano 0.78 1 lbmol/hr
Óleo 164.17 2 Methano 155.0
espécies menos voláteis removidas e
L0=165.00 Etano 323.5 transferiu para o fluxo absorvente. As
Propano 155.4
n-butano 3.02
quantidades que cada componente deixa
n-pentano 0.28 em cada fluxo foi determinado
6 V1 =637.3
usando o método de grupo.
LN lbmol/hr
Metano 5.0
Etano 46.5
VN+1 lbmol/hr Note que quase todo metano permanece
Propano 84.6
Metano 160.0
n-butano 22.0
Etano 370.0 no fluxo de vapor.
n-pentano 5.5
Propano 240.0
LN=327.7
n-butano 25.0
n-pentano 5.0 Note que quase todo do n-pentano foi
LN=800.0 transferido para o fluxo absorvente.
Lição 12: Absorção e Stripping 3
Absorção (MECANISMO DO TRANSPORTE DE MASSA)

O movimento de determinada substância química de uma região para outra


pode ser observada quando se coloca um cristal de KMnO4 dentro de um
becker com água. O cristal começa a se dissolver na água e, em
determinado instante pode ser visto a cor púrpura escura concentrada de
KMnO4 próximo ao cristal e clareando à medida que nos afastamos do
cristal. Então, podemos afirmar:

“Devido ao gradiente de concentração que se estabelece no meio, o


KMnO4 se difunde pelo líquido”.

“Esta difusão pode ser vista pelo aumento da cor escura próxima ao
cristal”.

Este movimento causado pelo gradiente de concentração é denominado de


Difusão.

Lição 12: Absorção e Stripping 4


Outros Tipos de Difusão

Difusão térmica: causado por gradiente de temperatura;

Difusão de pressão: causado por gradientes de pressão total

Difusão forçada: causada por força externa.

Em Absorção estamos interessados em difusão por gradiente de


concentração (Difusão ordinária).

Lição 12: Absorção e Stripping 5


TRANSFERÊNCIA DE MASSA ENTRE FASES

O gradiente de concentração existente entre duas fases é o


responsável pelo movimento através das mesmas.

Se o gradiente for nulo, dizemos que o sistema está em


equilíbrio.

Lição 12: Absorção e Stripping 6


Transferência de Massa

 taxa de massa   area   diferente 


Flux    /    k  
 transferid a   interfacia l  concentraç ão 

CI

CL
pG

pI

(fluxo global)
Cussler, “Diffusion”, Cambridge U. Press, 1991.

Lição 12: Absorção e Stripping 7


Transferência de Massa

Fluxo : J  M / A  k Ci  C 
mass
J: fluxo (
area  time
)

k: coeficiente de massa transferida

Teoria dos dois filmes (visão microscópica)

(fluxo na fase gasosa) J k G  pG  pI 


(fluxo na fase líquida) J k L CI  CL 

pI  HCI

J
1
 pG  HC L 
1 / kG  H / k L

Lição 12: Absorção e Stripping 8


Transferência de Massa

J  KOL C*  CL 
Coeficiente de transferência de
TM global para o líquido:

Coeficiente de transferência de
TM global para o gás:  KOG  pG  p* 
Concentração equivalente para o pG
Volume de gás pressurizado C* 
H
Concentração equivalente para o
Volume de líquido pressurizado p*  HC L
1
K OL 
1 / k L  1 / kG H
1
K OG 
1 / kG  H / k L
Lição 12: Absorção e Stripping 9
EQUILÍBRIO FÍSICO

Análise da mistura NH3-Ar.

Solubilidade de NH3 em água

O fluxo de NH3 para fase líquida = fluxo de NH3 para fase gasosa 
equilíbrio dinâmico.

É importante observar que mesmo em um sistema gás-líquido em equilíbrio


como este de Amônia-Água, as concentrações de NH3 em cada fase são
diferentes.

A operação industrial de absorção envolve então a transferência de massa


de um gás solúvel da fase gasosa para a fase líquida (ou vice versa, na
desorção).

Em regime laminar, a difusão do gás para fase líquida é muito lenta.


Porém em regime turbulento esta velocidade de transferência de gás para
fase líquida pode se tornar muito rápida - denominada difusão turbilhonar.

Lição 12: Absorção e Stripping 10


DIFUSÃO ENTRE DUAS FASES

O processo de absorção leva em consideração portanto o fenômeno de


difusão de determinados compostos em duas fases distintas e insolúveis.

A propriedade envolvida neste fenômeno é a solubilidade.

Os processos de absorção são divididos em duas categorias:

a) Absorção sem reação química - O fenômeno é apenas físico.

b) Absorção com reação química - O fenômeno envolvido é a absorção


de determinados componentes na fase líquida seguida de uma reação
química com o componente absorvido. Neste caso, a reação irá influenciar a
velocidade de absorção. É necessária neste caso a inclusão da equação do
balanço de energia.

Lição 12: Absorção e Stripping 11


Equipamentos de Absorção e Stripping

Torre de bandejas Coluna de recheio Torre de spray


Liquido entrando Vapor saindo Liquido entrando Vapor saindo Liquido entrando Vapor saindo

1
2

N–1
N
Líquido Líquido
Líquido saindo Vapor entrando saindo Vapor entrando saindo Vapor entrando

Coluna de borbulhamento
Liquido entrando Vapor saindo Contactor centrífugo
Vapor saindo Liquido entrando

Vapor entrando
Líquido
saíndo
Líquido saindo
Vapor entrando
Lição 12: Absorção e Stripping 12
Equipamentos de Absorção e Stripping

Torre de bandejas Configuração da bandeja


Líquido Vapor
entrando saíndo represa
1
2
campanula

N–1 campanula aberturas


N

Líquido Vapor
saíndo entrando
prato prato perna prato espelho

represa
Três tipo de aberturas de bandeja: perfurado, válvula,
e borbulhador.

prato Fluxo líquido mostrado por setas azuis.


Fluxo de vapor através de setas vermelhas.

Os regimes do fluxo vapor-líquido para uma bandeja de contatando incluem: spray, espuma, emulsão, bolha, e espuma celular.
Lição 12: Absorção e Stripping 13
Contato de fase em uma Bandeja de Contato

represa

espuma

Vapor flui (exibido em vermelho)


pratos borbulha para cima através da
espuma. Corrente líquida flui
através da espuma e por cima
da represa.

As condições de espuma são variadas, dependendo do tipo de regime do fluxo líquido-vapor.


Inclui: spray, espuma , bolha de emulsão e espuma celular.

Lição 12: Absorção e Stripping 14


Equipamentos de Absorção e Stripping
torre Spray Saída de gás limpo torre de recheio
Saída de gás limpo contracorrente

Eliminador
de mistura
Spray
Liquido
Spray
recheio

Entrada Entrada
de gás de gás
Redistribuidor Saída de Liquido
Q: Limitações da
torre spray? Q: O que é o redistribuidor? Mycock et al., 1995
Lição 12: Absorção e Stripping 15
Equipamentos de Absorção e Stripping

Lição 12: Absorção e Stripping 16


Equipamentos de Absorção e Stripping

Torre de recheio
com fluxo cruzado
em três leitos

Recheio

celas celas anéis


anéis anéis
Tellerette
Berl Intalox Raschig
Pall Lessing
Q: Quais os critérios para uma boa escolha dos materiais?
Mycock et al., 1995

Lição 12: Absorção e Stripping 17


Dados de recheio

Lição 12: Absorção e Stripping 18


Especificações de Projeto

Especificações:

1. Fluxo de gás ou líquido que entra: composição, temperatura e pressão


2. Grau de separação desejado
3. Escolha do agente absorvente (ou stripper)
4. Pressão operacional, temperatura e queda de pressão permitida
5. Fluxo mínimo de absorvente
6. Número de estágios de equilíbrio
7. Efeitos de térmicos e necessidade de resfriamento
8. Tipo de equipamento de absorção ou stripper
9. Altura do equipamento
10. Diâmetro do equipamento

Lição 12: Absorção e Stripping 19


Especificações de Projeto

Propriedades do absorvente:

1. Ter um alto grau de solubilidade para o soluto (minimiza a quantidade de absorvente


requerido)
2. Ter baixa volatilidade (aumenta a recuperação de soluto e reduz a perda de
absorvente)
3. Ser estável (reduz a reposição de absorvente)
4. Não corrosivo (diminui os custos com equipamentos resistentes a corrosão)
5. Ter baixa viscosidade (reduz a queda pressão e exigências de bomba, assim como,
aumenta o fluxo de massa)
6. Não forme espuma quando em contato com gás (reduz o tamanho do equipamento)
7. Não seja tóxico e inflamável (segurança)
8. Esteja disponível do processo (reduz custo, reduz a necessidade de fontes externas)

Lição 12: Absorção e Stripping 20


Métodos Gráficos para Estágios de Equilibrio em Torres de Pratos

Absorption Absorção em contra corrente com torres de pratos


X0, L’(absorvente) Y1, G’ Condições de operação:
A) Isobárico
1 B) Isotérmico
2 C) Contínuo
D) Estado Estacionário
n

N Admita o equilíbrio entre os fluxos vapor e líquido que


XN, L’ YN+1, G’ deixam a bandeja e que o único componente transferido
de uma fase para o outra é o soluto.

L ' = Fluxo molar de absorvente livre de soluto (constante pela torre)


G ' = Fluxo molar de gás livre de soluto (constante pela torre)
X = Razão molar de soluto por absorvente livre de soluto no líquido
Y = Razão molar de soluto por gás livre de soluto no vapor
Lição 12: Absorção e Stripping 21
Métodos Gráficos para Estágios de Equilibrio em Torres de Pratos
Absorption Para converter de frações molares para razões molares
X0, L’(absorvente) Y1, G’

1
Razão molar do soluto para base livre de soluto
2
Moles do soluto N
n
nN nN nGN  nN YN
yN   / 
N
nGN  n N nGN nGN 1  YN
XN, L’ YN+1, G’

N° total de moles excluindo N


Fração molar do soluto N

 Y 
 N
1  Y 
Usando a relação anterior entre fração molar e Razão
yN 
molar em uma base livre de soluto, nós substituímos na  N 
KN   
X N 
condição de equilíbrio entre o líquido e vapor para achar:
xN

1  X 
 N 

Lição 12: Absorção e Stripping 22


ESTIMATIVA DAS CONDIÇÕES DE OPERAÇÃO

O balanço material pode ser feito em qualquer secção da torre.


Considere aqui que apenas o componente A é absorvido de uma mistura
gasosa, e que o solvente seja inerte não passando para a fase gasosa.

A composição de A pode ser expressa como: Absorption


X0, L’(absorvente) Y1, G’
- Para fase vapor:
Fração molar de A Razão molar de A: 1
2
mol A mol A mol A yA
A  y A YA   
mol total mol inerte mol total  mol A 1  y A n

N
- Para a fase líquida:
XN, L’ YN+1, G’
Fração molar de A: Razão molar de A:
xA
A  xA XA 
1  xA
Desta forma:
XA YA
xA  yA 
1 X A 1  YA
Lição 12: Absorção e Stripping 23
Projeto
Seja G (lbmol total/h ft2) a corrente gasosa em qualquer ponto da torre e G’ a vazão
de inertes. Analogamente temos L (lbmol total/h ft2) e L’ (lbmol de inerte/h ft2) para
líquido.
Considerando um sistema contracorrente,
conforme mostrado ao lado, podemos
escrever, num balanço: Absorption
Xe, L’, Le (absorvente)
Global
Ys,
Le+ Ge = Ls + Gs ; 1 Gs,
Ye, 2Ge,
G’,
G’,
Parcial (ou por componente) n
Lexe + Geye = Lsxs + Gsys N
Ye, Ge,
Xs, L’, Ls G’,
Por inerte fase líquida
Le(1-xe) = Ls(1-xs) = L’ .

Por inerte fase gasosa


Ge(1-ye) = Gs(1-ys) = G’ ;
Lição 12: Absorção e Stripping 24
Projeto
Substituindo o balanço de inertes, fases líquida e gasosa, na expressão do
balanço por componentes, obtém-se:

 L   G   L   G 
  . xe    . ye    . xs    . ys
 1  x e  1  y e  1  x s  1  y s

x y Absorção
como: X e Y
1 x 1 y Xe, L’, Le (absorvente)
Ys,
L’Xe + G’Ye = L’Xs + G’Ys . 1
Ye, Ge,
2 Gs,
G’, G’,
Fazendo o balanço de inertes numa seção X, n Y,
intermediária da torre até o topo, conforme L’ G’
figura ao lado, obtém-se: N
Xs, L’, Ls
L’Xe + G’Y = L’X + G’Ys

rearranjando:
L’(Xe - X) = G’(Ys - Y). L
Assim: Y .  X  X e   Ys
G
Lição 12: Absorção e Stripping 25
Projeto

Equação de uma reta de coeficiente angular L’/G’ representada nas figuras


abaixo:

L
Y .  X  X e   Ys
G
Y
Ys (gas entra) Base
 Y 
 N
inclinação L’/G’ yN 1  Y 
 N 
KN   
xN X N 
Topo 
1  X 
Equilíbrio  N 
Ys (gas sai)

Xe Xs X
(líquido entra) (líquido sai)

A linha operacional está acima da linha de


equilíbrio porque para cada estágio há
mais soluto no vapor que no equilíbrio para
qualquer que seja a concentração de soluto
no líquido.
Lição 12: Absorção e Stripping 26
Métodos Gráficos para Estágios de Equilibrio em Torres de Pratos

Stripping L ' = Fluxo molar de absorvente livre de soluto (constante pela


torre)
XN+1, L’ YN, G’
G ' = Fluxo molar de gás livre de soluto (constante pela torre)
N
X = Razão molar de soluto por absorvente livre de soluto no
líquido
n Y = Razão molar de soluto por gás livre de soluto no vapor
2
1
YE, G’
Balaço de massa sobre os n primeiros estágios (onde n é um
XS, L’
estágio arbitrário no interior da coluna, numerado a partir do
topo) dados:

Soluto que entra no estágio N Soluto que sai do estágio 1


X n 1 L'  YE G '  X E L'  YnG '
Soluto que entra no estágio 0 Soluto de sai do estágio n

Lição 12: Absorção e Stripping 27


Métodos Gráficos para Estágios de Equilibrio em Torres de Pratos
Stripping
XN+1, L’ YN, G’
A linha operacional está
N abaixo da linha de equilíbrio
porque para cada estágio há
n mais soluto no líquido que
2 no equilíbrio para qualquer
1 que seja a concentração de
soluto no vapor.
XS, L’ YE, G’

Y Equilíbrio
Topo
 L'   L ' 
 
Yn  Xn1  '   Y0  X1
G' 
Slope L’/G’ G
   

 Y 
 N
Y0 (gas entra) Base
yN 1  Y 
 N 
KN   
xN X N 

1  X 
X1 (líquido sai) X  N 

Lição 12: Absorção e Stripping 28


Quantidade mínima de absorvente
Para alcançar um determinado grau de separação existe a quantidade mínima de
absorvente que deve ser usada
O balanço de massa na torre nos fornece que:

X0 L'  YN1G'  X N L'  Y1G'


 Y 
 N 
1  Y 
Resolvendo para L’: '
L 
G '
YN1  Y1 
KN 
yN 
 
N 
XN  X0  xN X N 

1  X 

 N 
Resolvendo para L'min e substituindo XN da relação de equilíbrio.
Fazendo isto nós obtemos:

G' YN 1  Y1 
L' min 
 
YN 1 /YN 1KN  1  KN   X0

Lição 12: Absorção e Stripping 29


Quantidade mínima de absorvente

Linha de operação
Quantidade Infinita
de Absorvente
Base
L '  L' min 
Yn1  Xn   Y1  X0 
 G'   G' 
min
Y 
   
Y1 (gás sai)

Inclinação

Topo
L’/G’
 L'   L ' 
Yn1  Xn 
G' 
  Y1  X0 
G' 
Equilíbrio
Y1-X0(L’/G’) 
X    
X0 (liquido que entra)

Assim a quantia mínima de absorvente para alcançar um grau desejado de


separação depende da fração de soluto removida, da vazão do vapor, e do
coeficiente de distribuição.

Lição 12: Absorção e Stripping 30


EXEMPLO
Razões econômicas e ambientais indicam a necessidade de recuperar uma corrente
de gás contendo 35% de amônia e 65% de ar, em volume. Para tal, um engenheiro
químico pretende utilizar uma torre de absorção que opera em contracorrente com
água limpa, a uma pressão de 1 bar. Considerando os dados da figura abaixo, calcule
o número mínimo de moles de água necessário, para cada 100 moles de gás de
entrada, para recuperar 99% da amônia.

Lição 12: Absorção e Stripping 31


EXEMPLO

Balanço Global para a amônia:

GBYB + LTXT = GTYT + LBXB

No caso presente, YB = 0,35

O valor correspondente de XB lido no diagrama de


equilíbrio (condição para a vazão mínima de água), é
aproximadamente igual a 0,075.

Conforme dados do problema:

GB = 100 moles
XT = 0 (água pura)
Lição 12: Absorção e Stripping 32
EXEMPLO

Como para cada 100 moles de entrada, 35 são de amônia, dos


quais são removidos 99%, então, removemos 34,65 moles de
amônia, restando
GTYT = 0,35 moles de amônia.
Por conseguinte, LB = LT + 34,65.
Substituindo no balanço global para a amônia:
100 x 0,35 + 0 = 0,35 + (LT + 34,65) x 0,075
Então, LT = 427 moles de água para cada 100 moles de gás
que entram na torre de absorção.

Lição 12: Absorção e Stripping 33


Determinação do Número de Estágios de Equilíbrio

Xn-1 Yn Xn-1 Yn

n n

Xn Yn+1 Xn Yn+1
Y
Base

Balanço de Massa YN+1


Linha de operação
Estágio 3

X0 L'  Yn1G'  Xn L'  Y1G' Equilíbrio


inclinação L’/G’  Y 
 n
Estágio 2 1  Y 
yn  n 
KN  
Correntes de passagens x n  Xn 

1  X 
 n 
Topo

Y1 (gas sai) Estágio 1


Correntes existentes
Y1-X0(L’/G’)

XN
X0 (liquido entra) X

Lição 12: Absorção e Stripping 34


Determinação Gráfica de N para Absorção

Absorção
X0, L’(absorvente) Y1, G’

1
2
Y Base
Linha de Operação
n
YN+1 Estágio 3
N

XN, L’ YN+1, G’

inclinação L’/G’ Estágio 2

Topo
Equilíbrio
Y1 (gas sai) Estágio 1
Y1-X0(L’/G’)

XN
X0 (liquido entra) X

Lição 12: Absorção e Stripping 35


Determinação Gráfica de N para Stripping

Stripping
XN+1, L’ YN, G’

n Y

2
YN+1
1
Equilíbrio
X1, L’ Y0, G’

inclinação L’/G’

Linha de Operação
Estágio 3
Estágio 2
Topo
Estágio 1
Y0 (líquido entra)
Y1-X0(L’/G’) Base

X1 (gas sai) XN
X

Lição 12: Absorção e Stripping 36


Estudo de casos

Um efluente contendo 0.15% em volume de um gás A,


bastante solúvel, é lavado em contracorrente com água pura,
em uma coluna de recheio que opera a pressão atmosférica.
Por questões ambientais sua concentração deve ser reduzida a
0,01 %. Encontre o número teórico de pratos da coluna e o
fluxo de água para uma condição operacional de 1,7 vezes o
valor de operação mínimo. Assuma os dados de equilíbrio
como sendo y* = 0.03x

Lição 12: Absorção e Stripping 37


Estudo de casos
Considerando uma solução diluída: i.e. G1 » G2» G e L1 » L2 » L
L (x1 - x2) = G (y1 - y2)
y1 = 0.0015, y2 = 0.0001
Soluto contido no solvente (água) de entrada x2 = 0
O gradiente mínimo para a linha de alimentação, que cruza a linha de equilíbrio,
possui as seguintes condições:
Neste caso,temos que x1* seria (0.0015 ¸ 0.03 =) 0.05
L y y 0,0015  0,0001
   1* 2   0,028
 G  min x1  x2 0,05  0
L L
   1,7   1,7  0,028  0,0476
 G  atual  G  min
y1  y2 0,0015  0,0001
0,0476  
x1  x2 x1  0
0,0014
x1   0,0294 moles Fração molar de A
0,0476
Lição 12: Absorção e Stripping 38
Estudo de casos

Mínimo

Real

A linha de operação é representada traçando uma reta entre os pontos


(0, 0.0001) e (0.0294, 0.0015). Assim, para obtermos a separação desejada,
serão necessários quatro estágios de equilíbrio.
Lição 12: Absorção e Stripping 39