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CAPÍTULO II: Imagens (08 HORAS)

2.1. Reflexão e refracção


2.2. Espelhos planos e esféricos
2.3. Formação de imagens
2.4. Lentes
2.5. Instrumentos ópticos
REFLEXÃO DA LUZ
Leis da Reflexão

Reta normal
Raio Raio
incidente refletido

1ª lei da reflexão: O raio de luz incidente, o raio de luz refletido e a reta


normal à superfície que passa pelo ponto de incidência da luz estão no
mesmo plano.
2ª lei da reflexão: O ângulo de incidência é igual ao ângulo de
reflexão.
 Para que um observador consiga ver a
imagem refletida pelo espelho é preciso que
raios provenientes do objeto sejam refletidos
pelo espelho e alcancem seu olho. Isto pode
acontecer para diferentes posições do
observador.
 A imagem pode ser localizada aplicando as leis da
reflexão. Precisamos de apenas 2 raios luminosos para
obtê-la.
Em um espelho plano, a
distancia da imagem ao
espelho é igual a distância do
objeto a este espelho.

Características da imagem
 Virtual, Simétrica, mesmo tamanho,
direita.
RETROVISOR
 O índice de refração absoluto n de um meio,
para determinada luz monocromática, é a
razão entre a velocidade da luz no vácuo (c) e
a velocidade da luz no meio em questão (v):
Meio material Índice de refração (n)

Ar 1,00

Água 1,33

Vidro 1,50

Glicerina 1,90

Álcool etílico 1,36

Diamante 2,42

Acrílico 1,49

1 Refração da luz
 Primeira lei:
O raio incidente I, o raio refratado R e a
normal N à superfície de separação S
pertencem ao mesmo plano.
 Segunda lei (lei de Snell-Descartes):
Numa lâmina de espessura e, o desvio
lateral d depende dos ângulos de incidência
i e de refração r, de acordo com a expressão:
São compostos basicamente de duas lâminas de faces
não paralelas, as faces laterais.
Abertura A: ângulo entre as duas lâminas de um prisma
Desvio angular da luz

Secção principal do prisma mostrando os elementos


necessários ao cálculo do desvio total.

A partir da figura acima, é possível demonstrar


que o desvio total a é dado por:
 Ângulo limite (L = ) é o valor do ângulo de
incidência ao qual corresponde uma
emergência rasante (por 90°), quando a luz
se propaga do meio mais refringente para o
meio menos refringente:
Reflexão total

2 Reflexão total
Redução do campo de visão

2 Reflexão total
 Ângulo limite do vidro: cerca de 42° (depende do material)
 Em ângulos de incidência maiores  reflexão total da luz
Periscópio
Um periscópio é um instrumento para a observação de uma posição
escondida.
IV. Prismas

O prisma reto pode ser posicionado para produzir um desvio de 90º (A) ou de 180º (B) na luz incidente.
 As fibras ópticas são fibras
(fios) de vidro ou de plástico
transparente, muito flexíveis
e finas (por vezes mais finas
do que um cabelo humano),
em que a luz se propaga
através de sucessivas
reflexões totais.
KEVIN CURTIS/SCIENCE PHOTO LIBRARY/LATINSTOCK

Núcleo
Casca
Bainha Isolamento Capa

2 Reflexão total
2 Reflexão total

KEVIN CURTIS/SCIENCE PHOTO LIBRARY/LATINSTOCK


Mais sobre
FIBRAS ÓPTICAS
INTRODUÇÃO

• A fibra óptica é um filamento de vidro


transparente e com alto grau de
pureza.

• É tão fino quanto um fio de cabelo,


podendo carregar milhares de
informações digitais a longas
distâncias sem perdas significativas.
ESTRUTURA

• As fibras ópticas são


constituídas basicamente de
materiais dielétricos (isolantes)
que permitem total imunidade a
interferências eletromagnética;
uma região cilíndrica composta
de uma região central,
denominada núcleo, por onde
passa a luz; e uma região
periférica denominada casca
que envolve o núcleo.
ESTRUTURA

- Núcleo: O núcleo é um fino filamento de vidro ou plástico, medido


em micra (1 μm = 0,000001m), por onde passa a luz. Quanto maior
o diâmetro do núcleo mais luz ele pode conduzir.
- Casca: Camada que reveste o núcleo. Por possuir índice de
refração menor que o núcleo ela impede que a luz seja refratada,
permitindo assim que a luz chegue ao dispositivo receptor.
- Capa: Camada de plástico que envolve o núcleo e a casca,
protegendo-os contra choques mecânicos e excesso de curvatura.
- Revestimento externo: É uma capa que recobre o cabo de fibra
óptica.
Núcleo

Capa Casca
O que há de errado com o cobre?
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Ruído e interferências

Monitor
Câmera
Coaxial

Longa distancia

27/05/08
Utilizando Fibra ótica
35

Monitor
Câmera
coaxial Transmissor coaxial
Receptor
Fibra Óptica
Receptor

Muito
longaLonga distancia
distancia

27/05/08
Vantagens da Fibra Ópticas nas comunicações
36

• Grande Banda passante Varias sinais transmitidos simultaneamente


• Baixas perdas grandes distancias sem uso de repetidores

• Totalmente dielétrica Imune a interferências & Linhas cruzadas

• Segurança nos dados Dificuldade de efetuar grampos

• Isolação elétrica Material não condutor de eletricidade

• Leve e pequena Economia de espaço e baixo peso

27/05/08
FIBRA ÓPTICA
São algumas utilidades da fibra óptica:

Na medicina:
-Nos equipamentos médicos que examinam o interior do
corpo humano, como a câmera do endoscopista.
- Como ponta de bisturi óptico para cirurgias a
laser.

Na engenharia nuclear: vistoriar operações que se


realizam nos núcleos dos reatores.
APLICAÇÕES

Rede Telefônica
Uma das aplicações pioneiras das fibras ópticas em sistemas de
comunicação corresponde aos sistemas troncos de telefonia,
interligando centrais de tráfego interurbano.

Cabos Submarinos
Os sistemas de transmissão por cabos submarinos, parte integrante
da rede internacional de telecomunicações, é uma outra classe de
sistemas onde as fibras ópticas cumprem atualmente um papel de
fundamental importância.
APLICAÇÕES

Uso de Fibras Ópticas em Telecomunicações


A Fibra monomodo é a opção preferida para comunicação a longa
distância. Ela permite que a informação seja transmitida a altas taxas
sobre distâncias de dezenas de quilômetros sem um repetidor.

Comunicações
Uma das aplicações militares pioneira no uso da tecnologia de fibras
ópticas consiste na simples substituição de suportes de transmissão
metálicos nos sistemas de comunicação de voz e dados de baixa
velocidade em instalações militares. Além de um melhor desempenho
em termos de alcance, banda passante e imunidade ao ruído, as fibras
ópticas oferecem a esses sistemas vantagens exclusivas.

Televisão por Cabo (CATV)


A transmissão de sinais de vídeo através de fibras ópticas é uma outra
classe de aplicações bastante difundida. As fibras ópticas têm sido
utilizadas, por exemplo, para interligar, em distâncias curtas.
APLICAÇÕES DA
FIBRA ÓPTICA
Oftalmologia:
Na área de oftalmologia é
necessário trabalhar com várias
freqüências de lasers, pois cada
tipo de célula absorve melhor
uma determinada freqüência em
detrimento das demais.
Geralmente são usados na
fotocoagulação sangüíneos em
tratamento de tumores, cirurgias
de cataratas, glaucomas e
úlceras de córnea.
Luz branca Menos do que

GEORGE B. DIEBOLD/CORBIS/LATINSTOCK
24º, de modo
que toda luz é
refratada.

Mais do que
24º, de modo que
toda luz é refletida
Internamente.

2 Reflexão total
2 Reflexão total
2 Reflexão total

D. LEVESQUE/SCIENCE PHOTO LIBRARY/LATINSTOCK


2 Reflexão total
2 Reflexão total

MAXIMILIAN WEINZIERL/ALAMY/LATINSTOCK
Posição
aparente

Atmosfera

1 Refração da luz
 A densidade do ar diminui com a altura. Observe
esquema a seguir:
Imagem

Objeto
 Ilusão da existência de poças d’água
 A dispersão luminosa é a decomposição de
uma luz policromática ao sofrer refração.
Na dispersão da luz solar, a componente
que sobre o maior desvio é a luz violeta, e a
que sofre o menos desvio é a luz vermelha.
EDUARDO SANTALIESTRA/CID

4 Dispersão da luz / prismas

SCIENCE PHOTO LIBRARY/LATINSTOCK


As gotas de água da chuva funcionam como prismas,
dispersando a luz branca em um arco colorido.

A
SHIGEJI ASANO/CORBIS/LATINSTOCK

SCIENCE PHOTO LIBRARY/LATINSTOCK


C
• COMO SE FORMA O ARCO-ÍRIS

Gota de
Chuva
•Formação de uma faixa colorida
do Arco-Íris
Faixa colorida violeta do arco-íris. Gota de Chuva

Todas as gotas que enviam uma determinada cor


de luz ao olho do observador estão sobre uma
circunferência. Devido a isso, ele vê o arco-íris de
forma circular.
•Formação do Arco-Íris

Vermelho
Alaranjado
Amarelo

Verde

Azul

Anil

Violeta
ALEXANDER FEDIACHOV/SHUTTERSTOCK
Épossível
produzir
um arco-
íris mesmo
sem chuva?
ESPELHOS PLANOS
Os espelhos planos são usados no dia-a-dia para que as pessoas vejam o
próprio reflexo e também para fins decorativos.
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r

ESPELHOS ESFÉRICOS
Espelho Esférico
Espelho Esférico

Calota

Plano de
Superfície corte
Esférica
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r
Tipos de Espelhos Esféricos
1 - Espelho Côncavo

Superfície
Refletora www.fisicaatual.com.b
r
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r

2 - Espelho Convexo

Superfície
Refletora
Elementos Geométricos de um Espelho Côncavo
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r

R
a Eixo Principal
C V
R
C: centro de curvatura
V: vértice Espelho
R :raio de curvatura Côncavo
a :ângulo de abertura
Elementos Geométricos de um Espelho Cônvexo

R
a
Eixo Principal V C
R
Espelho
Convexo
R :raio de curvatura
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a :ângulo de abertura
r
As leis da refração são as mesmas para todos os tipos de espelhos.

Numa superfície esférica,


a reta normal é a reta que
vai do ponto de incidência
ao centro de curvatura da
esfera.

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r
Foco de um espelho côncavo

R
f
2

O foco de um espelho côncavo é real:


f>0
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r
Construção Gráfica das Imagens
CONSTRUÇÃO DAS IMAGENS
(em Espelhos
Posição Côncavos)
do Objeto: Antes do ponto C

C F V

Características da Imagem
Posição da Imagem
• Real
• Menor que o Entre F e C
objeto
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• Invertida r
Posição do Objeto: No ponto C www.fisicaatual.com.b
r

C F V

Características da Imagem
Posição da Imagem
• Real
• Mesmo tamanho que o No ponto C
objeto
• Invertida
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Posição do Objeto: Entre C e F r

C F V

Características da Imagem Posição da Imagem


• Real
Antes do ponto C
• MAIOR que o
objeto
• Invertida
Posição do Objeto: Coincidente com F

C F V

Características da Imagem
• Imagem Imprópria ( se forma no infinito)
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r
Posição do Objeto: Entre F e V

C F V

Características da Imagem Posição da Imagem


• Virtual Atrás do espelho
• MAIOR que o
objeto www.fisicaatual.com.b
r
Imagem real formada por espelho côncavo

frente atrás

Imagem virtual formada por espelho côncavo

frente atrás
Foco de um espelho convexo

V F C
Foco Principal
Virtual

O foco de um espelho convexo é virtual:


F<0
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r
CONSTRUÇÃO DAS IMAGENS
(em do
Posição Espelhos
Objeto:Convexos)
Qualquer posição

V F C

Características da Imagem
• Virtual Posição da Imagem
• menor que o Atrás do espelho
objeto (Entre V e F)
Imagem virtual formada por espelho convexo

frente atrás

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r
ESPELHOS RETROVISORES
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r

Os automóveis são equipados, na sua maioria, com espelhos retrovisores convexos.


O problema que se apresenta é que, com a convexidade, tem-se a ilusão de que o
objeto refletido no espelho esteja em distância superior à real.
Generalizações

 Toda imagem real é invertida;


 Toda imagem virtual é direta;
 Apenas o espelho côncavo forma imagem real, embora ele
também possa formar imagem virtual;
 A imagem virtual pode ser formada por qualquer espelho. Se
for ampliada, o espelho é côncavo; se for reduzida, o espelho é
convexo; e se for do mesmo tamanho que o objeto o espelho é
plano.

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r
Equações

f = distância focal do espelho


di= distância da imagem ao espelho
do= distância do objeto ao espelho
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r
Convenção de Sinal

 f > 0 côncavo
 f < 0 convexo

 di > 0 imagem real


 di < 0 imagem virtual

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r
Aumento linear

Hi - d i
A H
o d o

 A= aumento linear
 Hi = altura da imagem
 Ho= altura do objeto
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r
a) Espelhos cóncavos:-
b) Espelhos convexos:-
As antenas parabólicas são espelhos. Elas são construídas para refletir ondas de
radiofrequências, que têm comprimento de onda muito maior que o da luz, com
valores que variam de algumas centenas de metros até o mínimo de cerca de 0,3 m.
Para esses comprimentos de onda, quase todas as superfícies são espelhos, mesmo
que sejam cheias de buracos, como uma tela de arame. Para um refletor esférico
refletir as ondas para um ponto, o foco terá que se localizar a uma distância muito
grande do refletor, o que torna sua construção inviável. Se as ondas
eletromagnéticas emitidas por um satélite, atingirem a antena parabólica, ocorrera a
reflexão desses raios a um ponto chamado foco da parábola, onde está um aparelho
receptor que convertera as ondas eletromagnéticas em um sinal que a TV
transformara em ondas, que serão os programas que passam e as pessoas assistem
diariamente.

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r
Um exemplo de aplicação de espelhos parabólicos é o forno solar
de Odeillo, nos Pirineus franceses, um colossal espelho parabólico (formado
por 9.500 espelhos planos individuais), com a altura de um edifício de sete
andares, focaliza os raios solares em um forno dentro da torre do coletor,
fazendo-o alcançar temperaturas de até 3.800 ºC, o suficiente para abrir um furo
de 30 cm de diâmetro numa chapa de aço de 3/8 de polegada de espessura, em
apenas 60 segundos. A potência é de 1 MW.

Torre do coletor
heliostatos
Sessenta e três espelhos planos (heliostatos), instalados em oito terraços, refletem a radiação solar
sobre os sete andares do refletor parabólico. Cada posição dos heliostáticos é calculada de modo
que a luz refletida seja paralela ao eixo de simetria do parabolóide. O refletor em seguida,
concentra a energia na zona focal de cerca de 18 metros na frente do parabolóide ( torre de coleta)

Torre de
coleta

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r heliostatos