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TECNOLOGIAS DE

COMUNICAÇÃO DE DADOS
Erros de Transmissão

Prof. Dr. Wagner Luiz Zucchi


DEGENERAÇÃO DE SINAL
• Durante a transmissão de dados, podem ocorrer certos efeitos indesejáveis que
provocam a degeneração do sinal transmitido induzindo a ERROS DE
TRANSMISSÃO.
• Tais Efeitos podem ser classificados da seguinte maneira:
– Atenuação: perda de intensidade do sinal transmitido.
– Distorção: alteração do sinal devido à resposta imperfeita do
sistema ao sinal desejado. Diferentemente do ruído e da
interferência, a distorção desaparece com a ausência do sinal.
Em princípio, sempre existem maneiras de compensar o sistema
de modo a reduzir a distorção.
– Interferência: contaminação do sinal por outros sinais estranhos,
usualmente do mesmo tipo do sinal transmitido.
– Ruído: sinais aleatórios gerados por fontes naturais internas ou
externas ao sistema. Tais sinais podem mascarar o sinal
transmitido totalmente e são dificilmente eliminados.
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TIPOS DE DEGENERAÇÃO DE SINAL
• Podem-se relacionar os seguintes tipos de degeneração
de sinal:
– ATENUAÇÃO
– DISTORÇÃO DE AMPLITUDE
– DISTORÇÃO DE RETARDO
– TRANSLAÇÃO DE FREQUÊNCIA
– RUÍDO BRANCO
– RUÍDO IMPULSIVO
– ECO
– DISTORÇÃO HARMÔNICA
– DROP-OUT
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ATENUAÇÃO E DISTORÇÃO DE AMPLITUDE
• Atenuação é a perda de intensidade do sinal de modo homogêneo para todas as
frequências.
• Distorção de Amplitude é a alteração da intensidade do sinal de modo diferente
ao longo de uma faixa de frequência.

No caso da rede telefônica, tem-se um par de fios trançados que apresentam


distorção de amplitude dependendo do seu comprimento e espessura. Tais fios,
que podem constituir um canal de comunicação, possuem
4 parâmetros primários:
• R - Resistência de Enlace por Km, considerando ida e volta.
• C - Capacitância por Km, provocada pela proximidade dos fios.
• L - Indutância de Enlace por Km, provocada pelo campo
magnético entre os fios.
• G - Condutância por Km, provocada por fuga de corrente
pelos isolantes dos fios. 4
ATENUAÇÃO E DISTORÇÃO DE AMPLITUDE
EQUALIZADORES
Os Equalizadores de Atenuação são malhas de resistores, capacitores e
indutores que inseridos no circuito geram uma atenuação maior para
baixas frequências e quase nenhuma atenuação em altas frequências. Ou
seja, apresentam um comportamento oposto ao da própria linha.

LINHAS CONDICIONADAS OU PUPINIZADAS


Para compensar a distorção de amplitude dos pares de
fios trançados, Michael Pupin propôs equalizar a resposta
em frequência inserindo bobinas regularmente espalhadas
ao longo da linha.
As bobinas compensam a distorção de amplitude numa
certa faixa de frequência, depois disso provocam uma
distorção ainda mais acentuada. Esta faixa de frequência
situa-se entre 300 Hz e 3.400 Hz, ou seja, na faixa de voz. 5
ATENUAÇÃO E DISTORÇÃO DE AMPLITUDE
LINHAS CONDICIONADAS OU PUPINIZADAS
Para compensar a distorção de amplitude dos pares de fios trançados, Michael
Pupin propôs equalizar a resposta em frequência inserindo bobinas
regularmente espalhadas ao longo da linha.
As bobinas compensam a distorção de amplitude numa certa faixa de frequência,
depois disso provocam uma distorção ainda mais acentuada. Esta faixa de
frequência situa-se entre 300 Hz e 3.400 Hz, ou seja, na faixa de voz.

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TÉCNICAS DE DETECÇÃO DE ERROS
• Existem métodos para verificar os dados e sua integridade
• Tais métodos variam em complexidade oferecendo ao sistema menor ou
maior confiabilidade. Quanto maior a complexidade, maior a confiabilidade
(capacidade de detectar erros) e maior o custo
• Dentre tais métodos, destacam-se:
– PARIDADE PAR OU ÍMPAR
– PARIDADE COMBINADA
– POLINOMIAL OU CRC
– HAMMING
– FEC - Forward Error Correction - Algoritmo de Viterbi
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PARIDADE
É o método pela qual se adiciona um bit de paridade, PAR ou ÍMPAR, para
cada caracter transmitido. No caso de caracteres ASCII, são utilizados 7
bits para a codificação e 1 bit de paridade.
Se a PARIDADE utilizada for PAR, o total de bits 1s mais o bit de paridade
devem resultar num número PAR de 1s. Se utilizada a paridade ÍMPAR,
esse total deve ser ÍMPAR.
Transmissor e receptor devem estar configurados para
utilizar a mesma paridade. Ao receber um caracter com
seu bit de paridade o receptor verifica se a paridade está
sendo respeitada. Se não estiver é porque ocorreu um
erro em algum bit.
0 1 1 1 0 1 0 0

caracter
Paridade par
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MÉTODO DE PARIDADE COMBINADA
Consiste em enviar um conjunto / bloco de caracteres de dados seguido de
caracteres especiais, denominados BCC (Block Check Character), que são
constituídos dos bits de paridade de cada caracter de dado.
Ao chegar a mensagem no destino, o receptor obtém o bit de paridade de cada
caracter recebido gerando os BCCs. Ao final da recepção, os BCCs gerados são
comparados com aqueles recebidos da linha. Se tais caracteres não coincidirem
é sinalizada uma situação de erro.

Os BCCs podem ser gerados de duas maneiras:

a) horizontalmente, e tem-se o LRC


(Longitudinal Redundancy Check)
b) verticalmente, e tem-se o VRC
(Vertical Redundancy Check)

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MÉTODO DE PARIDADE COMBINADA
Exemplo
Texto Transmitido
BIT
Bloco de Mensagem LRC
1 0 0 1 1 1 0 1 1 0 1 0 1 1 0 0 1 0 0 1 1 0 1
2 0 0 0 0 1 1 0 0 1 1 0 1 0 0 0 1 0 0 0 0 1 1
D
3 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 1 1 0 1 1 1 1 0 0 0 0 0
A
4 0 1 0 1 1 0 1 0 0 0 1 1 1 1 0 1 1 0 1 1 1 1
D
5 0 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 0 0 0 0 1 1 0 0 0 1
O
6 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 1 0 1 0 0 0 1 0 0 1 1
7 0 1 0 1 1 0 1 1 0 0 1 1 1 1 0 0 1 1 1 0 0 0
VRC 0 0 1 0 1 1 1 0 0 0 1 1 1 0 1 0 0 1 1 1 1

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Soma Verificadora da Internet

Veja mais detalhes: RFC 1071


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MÉTODO POLINOMIAL OU CRC
Este método é bastante eficiente e permite detectar quase todos os
tipos de erros. É um dos métodos mais utilizados.
Dados a ser Polinômio
transmitido Gerador
G(x) DR(x)/G(x)

Polinômio
Dados Grau de G(x)
D(x) GG(x)
R’(x)

M(x)=D(x)*GG(x) M(x)/G(x)
Se R’(x)=0
não houve erro de transmissão
R(x)

D(x) R(x)

TRANSMISSÃO RECEPÇÃO
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MÉTODO POLINOMIAL
Polinômios Geradores Padronizados
CÓDIGO Polinômio Detecção de
Aplicações
CRC Gerador G(x) Erros

 16 erros simultâneos
 Sistemas síncronos
CRC-16 x16+x15+x2+1  99% com + 16 erros
 Caracteres de 8 bits
simultâneos

 Sistemas síncronos
CRC-12 x12+x11+x8+x+1  12 erros simultâneos
 Caracteres de 6 bits

 16 erros simultâneos
 Sistemas síncronos
CRC-ITU x16+x12+x5+1  99% com + 12
 Caracteres de 8 bits
erros simultâneos

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MÉTODO DE CORREÇÃO DE ERROS (I)
Os métodos de correção de erros podem ser classificados basicamente em:
• ECOPLEXING:
Os dados transmitidos pelo receptor são comparados com os dados originais.
– Vantagem: simplicidade.
– Desvantagem: erros na retransmissão;
tempo de retransmissão e comparação.
• REAÇÃO POR SOLICITAÇÃO:
O receptor envia um ACK ao transmissor, quando receber os
dados corretamente, e, em caso contrário, envia um NACK
solicitando a retransmissão dos dados.
– Vantagem: mensagem ACK menor
– Desvantagem: método de detecção de erro
tempo de verificação e transmissão de ACK
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MÉTODO DE CORREÇÃO DE ERROS (II)
• CORREÇÃO AUTOMÁTICA: O receptor detecta e corrige erros
nos dados recebidos. Isso é possível a partir de transmissão
de dados a mais, fruto de processamento.

– Vantagem: inexistência de mensagem entre


receptor e transmissor.
– Desvantagem: informação adicional
( em torno de 30%)
complexidade dos algoritmos

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TECNOLOGIAS DE
COMUNICAÇÃO DE DADOS
Erros de Transmissão

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