Você está na página 1de 39

Tribunal de Contas do Estado de São Paulo

“FUNDAMENTOS DO CONTROLE INTERNO”

35º Congresso dos Contabilistas e Orçamentistas


Públicos do Estado de São Paulo – ACOPESP
São Sebastião/SP

Novembro/2014
Escola Paulista de Contas Públicas
CONTROLE INTERNO

SU C O
CINTO

ATEGÓRICO

BJETIVO

“Direto ao ponto”

Escola Paulista de Contas Públicas


AGENDA

 Por quê e para que deve-se implantar controles internos?


 Controle Interno X Sistema de controle interno X Auditoria Interna
 A estrutura, competência e atribuições
 Perfil do Controlador
 Ramos de atuação
 Periodicidade
 O que verá o TCE
 Plano de atuação
 Planejamento
 Métodos

Escola Paulista de Contas Públicas


CONTROLE INTERNO

 CONHEÇO.
 ACREDITO.
 CONFIO.

CORAGEM
Escola Paulista de Contas Públicas
CONTROLE INTERNO

Por quê e para que


controles internos?

Escola Paulista de Contas Públicas


CONTROLE INTERNO. SISTEMA DE CONTROLE INTERNO. AUDITORIA
INTERNA

 Controle Interno: conjunto de recursos, métodos, procedimentos e


processos, adotados pelas gerências do setor público, com vista a
salvaguardar ATIVOS; dar conformidade ao REGISTRO CONTÁBIL;
propiciar a obtenção de INFORMAÇÃO OPORTUNA E ADEQUADA;
estimular adesão às NORMAS E DIRETRIZES; contribuir para
EFICIÊNCIA OPERACIONAL; impedir o ERRO, a FRAUDE,
INEFICIÊNCIA, IRREGULARIDADES e ILEGALIDADES.
 Sistema de Controle Interno: conjunto de unidades técnicas
articuladas a partir de um Órgão Central de Coordenação, orientadas
para o desempenho das atribuições de controle interno indicados na
Constituição e normatizados em cada nível de governo.
 Auditoria Interna: atividade de controle, realizada consoante normas e
procedimentos de auditoria, compreendendo o exame detalhado, total,
parcial ou pontual dos atos administrativos e fatos contábeis.

Escola Paulista de Contas Públicas


Estrutura do CI – Algumas questões

 Hábito e cultura.

 O argumento do custo da implantação.

 Complexidade dos procedimentos. Desvios de recursos


públicos.

 Conveniência do Administrador.

 Atribuições do C.I. Divulgação. Aceitação. Reconhecimento.

 Não extrapolação das prerrogativas do C.I.

 Ênfase no caráter preventivo.

Escola Paulista de Contas Públicas


Estrutura do CI – Algumas questões

 Porte dos municípios. Funcionamento do C.I.

 Criação e regulamentação do C.I.. Lei ou Resolução?

 Único servidor. Amostragem. Relevância e reincidência.

 Formação acadêmica.

 Designação do cargo efetivo. Desvio de função. Transição.

 Pequenas Câmaras e entes da Administração Indireta. Caso a


caso.

 Comissionados. Terceirizados. Função de estado. Atividade fim.

 Ideal. Cargo efetivo e concurso. Artigo 41, CF.

Escola Paulista de Contas Públicas


ESTRUTURA. COMPETÊNCIAS. ATRIBUIÇÕES

DIRETRIZES E RECOMENDAÇÕES

 UMA BOA ESTRUTURAÇÃO


 Estrutura de pessoal: em cada Poder e órgão dependerá da
estrutura administrativa e do volume das atividades a serem
controladas.
 Designação: servidores efetivos e bem treinados.
 Perfil do Controlador: ético, bem relacionado, independente.
 Instituição do C. I.: Lei ou Resolução (Legislativo).
 Prerrogativas: de acesso a quaisquer documentos e informações
para o desempenho das funções e para encaminhamentos
necessários ao cumprimento da legislação.
 Ligado a mais alta instância de governo.
 ATUANTE: Não pode ser uma mera folha de papel.

Escola Paulista de Contas Públicas


ESTRUTURA. COMPETÊNCIAS. ATRIBUIÇÕES

COMPETÊNCIAS E ATRIBUIÇÕES
 Avaliar o cumprimento das metas previstas no PPA, a execução dos
programas de governo e dos orçamentos (CF)
 Comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência
da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos públicos, bem
como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado (CF)
 Apoiar o Controle Externo (CF)
 Efetuar a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e
patrimonial de todas as entidades da Administração Direta e Indireta,
quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, finalidade, motivação,
moralidade, publicidade e interesse público, aplicação de subvenções e
renúncia de receitas (CE)
 Assinar o Relatório de Gestão Fiscal (LRF)
 Acompanhar o atingimento das metas da LDO (LRF)
 Cumprir os limites e condições de operações de crédito e inscrição em RP
(LRF)
 Acompanhar as medidas de recondução para o retorno ao limite legal das
despesas com pessoal, dívida consolidada e mobiliária (LRF)

Escola Paulista de Contas Públicas


ESTRUTURA. COMPETÊNCIAS. ATRIBUIÇÕES

COMPETÊNCIAS E ATRIBUIÇÕES

 Acompanhar a destinação de recursos obtidos com a alienação de


ativos.
 Acompanhar o cumprimento do limite dos gastos totais do legislativo.
 Efetuar, a qualquer tempo, levantamento, prestação ou tomada de
contas de todos os responsáveis por bens ou valores públicos.
 Certificar a regularidade da tomada de contas antes do
pronunciamento dos responsáveis da Administração.
 Elaborar relatórios e pareceres, mantê-los arquivados, à disposição do
Tribunal de Contas.
 Atestar a regularidade do processo de tomada de contas. (Parág.
Único, art. 38 da LOTCESP)
 Encaminhar ao TCE, no caso de ocorrência de ofensa aos princípios
consagrados no artigo 37 da CF, em até 03 (três) dias da conclusão do
relatório ou parecer.
 Acompanhar os setores da administração na observância dos
procedimentos e prazos regulamentares.
Escola Paulista de Contas Públicas
FATORES CONDICIONANTES E LIMITAÇÕES DO CONTROLE INTERNO

FATORES QUE AFETAM O CONTROLE INTERNO


 Estrutura organizacional: Uma boa estrutura serve como molde à
direção e controle de suas atividades, permitindo comunicação e
delegação de autoridade, a definição e extensão das
responsabilidades.
 Supervisão administrativa: À administração cabe elaborar e
manter em operação o CI.
 Supervisão periódica deve avaliar a adequação dos controles
internos, assegurando sua efetiva operação.
 Quadro de funcionários: O bom funcionamento do SCI depende da
competência e da honestidade daqueles que o operam.
 Aspectos importantes: qualificações, seleção e treinamento e,
características pessoais dos funcionários.

Escola Paulista de Contas Públicas


RAMOS DE ATUAÇÃO

 Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas ao Setor Público –


NBC T 16.8 – Controle Interno
 Classificação (4)
 Operacional
 Contábil
 Normativo

(a) operacional - relacionado às ações que propiciam o alcance


dos objetivos da entidade;

(b) contábil - relacionado à veracidade e à fidedignidade dos


registros e das demonstrações contábeis;

(c) normativo - relacionado à observância da regulamentação


pertinente.

Escola Paulista de Contas Públicas


RAMOS DE ATUAÇÃO

Categoria Áreas/Setores Temas/Assuntos


 Audiências elaboração e aprovação das peças
 Prazos de entrega e apreciação das peças
 Anexos obrigatórios das peças
 Levantamentos setoriais
existentes/Diagnósticos
 Dotações vinculadas a limites legais observados
 Dotações de programas continuados e
investimentos da LOA previstos no PPA/LDO
Operacional Planejamento  Indicadores compatíveis com as métricas ou
unidades de medidas
 Metas das ações quantificadas corretamente
 Metas das ações congruentes com os
indicadores dos programas
 Indicadores de programas coerentes com os
diagnósticos
 Indicadores passíveis de mensuração
 Programas e ações compatíveis com o plano
Planejamento/ municipal da saúde
Saúde  Dotação mínima observada (limite legal)
Escola Paulista de Contas Públicas
RAMOS DE ATUAÇÃO

Categoria Áreas/Setores Temas/Assuntos


 Levantamento dos indicadores finalísticos da educação
(taxa de evasão, demanda creches, ciclos da educação
fundamental, rendimento escolar...)
 Plano municipal de educação (elaboração e revisão)
 Infra-estrutura (tecnologia, água, esgoto)
 Dotação mínima observada (limite legal)
Processos/  Demanda X capacidade do transporte escolar
Ensino  Registro de frotas do transporte escolar
 Conselho de alimentação escolar instituído
 Cardápio avaliado pelo conselho
Operacional  Programa de desenvolvimento de competências
 Conselho Municipal estruturado e atuante
 Pareceres do conselho municipal
 Pareceres do CACS/FUNDEB
 Responsabilidades, competências e atribuições
definidas em ato normativo ou administrativo
Processos/  Salvaguarda das informações
Receita/Dívida  Segregação das funções de lançamento, arrecadação,
baixa correspondidas nos procedimentos do sistema
ativa
 Existência de registros de alterações no sistema
 Procedimentos de conciliação observados

Escola Paulista de Contas Públicas


RAMOS DE ATUAÇÃO

Categorias Áreas/Setores Temas/Assuntos

 Códigos das dotações orçamentárias


correspondem aos códigos do plano
Planejamento de contas adotado internamente e das
estruturas exigidas pelos órgãos de
controle (TC’s, STN, SIOPs, SIOPE)
 Decreto de abertura do orçamento
 Programação Financeira e
Contábil Cronograma de execução mensal de
desembolso
 Execução orçamentária equilibrada ou
Execução
de acordo com as metas fiscais
 Conciliações bancárias realizadas
regularmente
 Registros pendentes há mais de um
mês

Escola Paulista de Contas Públicas


RAMOS DE ATUAÇÃO

Categoria Área Temas/Assuntos


 Registros observam a fidedignidade,
clareza e oportunidade dos fatos
contábeis (receitas a classificar por
mais de um mês, despesas não
contabilizadas)
 Classificações indevidas das contas nas
demonstrações contábeis
Contábil Registros
 Omissões ou redações falhas de notas
explicativas
 Dívidas não reconhecidas (precatórios,
dívidas de longo prazo, restos a pagar)
 Procedimentos de encerramento
parciais e finais de exercício não
realizados ou realizados erroneamente

Escola Paulista de Contas Públicas


RAMOS DE ATUAÇÃO

Categoria Áreas/Setores Temas/Assuntos


 Serviço de Informação ao cidadão
instituído (físico e eletrônico)
 Prazo legal de atendimento a pedido
Transparência de informação observado pelo SIC
 Portal criado e funcionando
 Conteúdo mínimo atendido
 Limite Ensino 212 CF
 Limite de aplicação do FUNDEB
 Limite de aplicação na remuneração
do magistério
Normativo  Despesas com pessoal / Recondução
 Despesas com dívida consolidada
líquida
Limites legais  Repasse das câmaras de vereadores
 Remuneração de vereadores
 Despesa com folha de pagamento na
Câmara
 Taxa de administração / entidades de
previdência

Escola Paulista de Contas Públicas


RELATÓRIO DO CONTROLE INTERNO

PRAZOS DE ELABORAÇÃO

 Periodicidade: dependerá de vários fatores, que devem ser levados


em conta no planejamento das atividades do Controle Interno.

 Tamanho da entidade

 Riscos operacionais: avaliação da probabilidade de riscos de seu


impacto, entre os quais:

 Risco humano: ocorrência de erro não intencional, incapacidade


técnica, fraude.

 Risco de processo: afeto à forma que determinada ação é realizada


(modelagem, transação, conformidade, controle, técnico).

 Riscos tecnológicos: qualidade de equipamentos, sistemas,


confiabilidade da informação produzida).

Escola Paulista de Contas Públicas


RELATÓRIO DO CONTROLE INTERNO

FINALIDADES BÁSICAS

 Fornecer ao gestor dados para tomada de decisões sobre a


política de área supervisionada.

 Atendimento, pela gerências executivas, das recomendações


sobre as operações de sua responsabilidade.

 Correção de erros detectados pelos responsáveis pela execução


das tarefas.

 Atendimento de outras autoridades interessadas, dependendo do


tipo ou forma de procedimento realizado.

Escola Paulista de Contas Públicas


RELATÓRIO DO CONTROLE INTERNO

 Criticidade: precariedade dos pontos de controle com riscos


operacionais latentes.
Exemplo: Controle interno sem estrutura ou insuficiente; servidores
não-treinados.

 Relevância: importância e consequência de um ato ou fato para


Administração e gestores.
Exemplo: Dispensa ou fracionamento licitatório: embora sem danos
materiais, a prática tem alto potencial ofensivo (crime, improbidade).

 Materialidade: avaliação do caráter relativo dos valores envolvidos.


Exemplo: Valores processados de compras, obras e serviços
(licitações/dispensas/inexigibilidades).

Escola Paulista de Contas Públicas


RELATÓRIO DO CONTROLE INTERNO

Estatística Resumida

Prefeituras
que fizeram
Modalidade Valor Total % do Total
despesa

OUTROS/NÃO APLICÁVEL 8.298.559.362,33 24,22% 421

DISPENSA DE LICITAÇÃO 7.719.940.503,40 22,53% 604

PREGÃO 7.457.783.435,42 21,77% 577

CONCORRÊNCIA 6.203.962.480,87 18,11% 364

CONVITE 1.436.613.719,54 4,19% 632

TOMADA DE PREÇOS 1.527.477.118,68 4,46% 607

INEXIGÍVEL 1.223.631.733,17 3,57% 447


BEC-BOLSA ELETRÔNICA DE COMPRAS 239.385.156,43 0,70% 49

CONCURSO 152.059.491,33 0,44% 50


Total Geral 34.259.413.001,17 100,00% 644

Escola Paulista de Contas Públicas


RELATÓRIO DO CONTROLE INTERNO

 Redação clara e simples: objetividade e possibilidade de entendimento


por qualquer pessoal. Informações tem que ser:
 Precisa: Limitar-se aos fatos, devidamente evidenciados, nem além, nem
aquém.
 Oportuna: divulgada em tempo hábil para medidas corretivas
tempestivas e efetivas.
 Imparcial: fiel aos fatos; neutra; sem juízo de valor.
 Completa: embora objetiva, deve estar inteira, sem omissões ou
supressões.
 Conclusiva: deve permitir a formação de opinião sobre os fatos
relatados.
 Construtiva: visa melhorar a gestão financeira e operacional; sem
expressões duras, depreciativas ou inoportunas.

Escola Paulista de Contas Públicas


RELATÓRIO DO CONTROLE INTERNO

ALGUNS EXEMPLOS DE PRAZOS

Licitações: atuação prévia (edital); concomitante ou posterior


(habilitação, julgamento); execução contratual (concomitante, posterior)

Operação de crédito: atuação concomitante

Limite de despesas com pessoal: atuação quadrimestral

Operações da contabilidade, conciliação bancária: atuação mensal

Alerta: conciliação deve ser diária, sob pena de descontrole.

Contratações: por amostragem, prazo depende dependerá dos riscos,


da materialidade, da quantidade e dos pontos fracos.

Escola Paulista de Contas Públicas


TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SÃO PAULO

RELATÓRIO DO CONTROLE INTERNO

CONTEÚDO

Escola Paulista de Contas Públicas


RELATÓRIO DO CONTROLE INTERNO

CONTEÚDO - ALGUNS ITENS


 Análise operacional
 Execução orçamentária
 Manutenção e desenvolvimento do ensino
 Precatórios judiciais
 Ações e serviços da saúde
 Repasses a entidades do terceiro setor
 Encargos sociais
 Exame da despesa geral
 Repasse à Câmara de Vereadores
 Editais de licitações e contratos
 Dívida ativa
 Restrições fiscais de último ano de mandato
 Restrições no período eleitoral
 Tesouraria
 Cargos em comissão
 Transparência e Lei de Acesso à Informação

Escola Paulista de Contas Públicas


SISTEMA AUDESP

Acesso ao Sistema AUDESP no perfil de Controle Interno:

COMUNICADO SDG nº 011/2014. DOE de 29.04.14

 Comprovação da função ou cargo relacionado ao


Controle Interno

 Solicitação à Divisão AUDESP

 Após a análise, a carta com login e senha será


encaminhada a uma das Divisões de Fiscalização para
retirada pessoal.

Escola Paulista de Contas Públicas 27


DESMISTIFICANDO O CONTROLE INTERNO

BENEFÍCIOS DA IMPLANTAÇÃO DO S.C.I.

 Maior tranquilidade aos administradores e funcionários;

 Contribui para o atingimento de resultados;

 Permite a otimização das rotinas internas (aumento da eficácia)

 Possibilita a identificação de pontos cruciais e de prioridades;

 Diminui o risco de restrições por parte do TCE;

 Reduz improvisos e influencia a qualidade.

Escola Paulista de Contas Públicas


DESMISTIFICANDO O CONTROLE INTERNO

T O N E M

A Í

Escola Paulista de Contas Públicas


DESMISTIFICANDO O CONTROLE INTERNO

BENEFÍCIOS DA IMPLANTAÇÃO DO S.C.I.

C O N T R O L E

I N T E R N O

Escola Paulista de Contas Públicas


ALERTAS DO TCE E A FICHA LIMPA

Em 21.12.2012, o TCESP noticiou em sua página eletrônica:

“O Tribunal Superior Eleitoral - TSE, no julgamento do Recurso


Especial RESPE nº 8502, considerou que a inobservância aos alertas
emitidos pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo – TCESP
configura dolo a ensejar a declaração de inelegibilidade de candidato
à prefeitura municipal por improbidade administrativa, nos termos do
art. 1º, inciso I, alínea g, da Lei Complementar nº 64/1990.

A decisão monocrática, proferida pelo ministro Marco Aurélio,


consignou que “(...) o dolo fica evidenciado pelo desrespeito às
leis e princípios administrativo, como também pela inobservância
à alerta do próprio Tribunal de Contas (fl. 1.580)”. ”

Escola Paulista de Contas Públicas


O TCE E O CONTROLE INTERNO

 O que verá o TCE:

 A entidade regulamentou seu sistema de controle interno?

 O responsável pelo controle interno ocupa cargo efetivo na


Administração Municipal?

 O Controle Interno produz relatórios?

 Qual o conteúdo dos relatórios?

 Qual a periodicidade?

 Foi encaminhado ao Prefeito e aos setores relacionados à


falha?

 O Prefeito determinou providências?

Escola Paulista de Contas Públicas


O TCE E O CONTROLE INTERNO

DADOS DO TCE-SP DE 2011/2012:

Prefeituras Favorável Desfavorável Total

2011 439(68,17%) 205 (31,83%) 644 (100%)

2012 287(50,09%) 286 (49,91%) 573 (88,98%)

 A maior incidência de irregularidades formais de natureza


grave ocorre por deficiência, ou pela própria inexistência do
controle interno

 O Controle Interno exerce papel preponderante, tanto na


prevenção, quanto na descoberta de fraudes ou erros na
repartição, devendo ser periodicamente, revisto e fortalecido,
para estar sempre apto a atender os fins estabelecidos na
Constituição.

Escola Paulista de Contas Públicas


O TCE E O CONTROLE INTERNO

RECOMENDAÇÕES – CONTROLE INTERNO

“Com relação à reclamada ausência de regulamentação do controle


interno, é oportuno esclarecer à Origem que a designação de servidor
para a função, e o desempenho de atos próprios do Controle Interno,
não supre a essencialidade da formalização do sistema, nos termos
do que preconiza o núcleo do Comunicado SDG nº 32/2012. É
necessária a normatização protocolar das atribuições, competências,
rotinas, procedimentos, prazos e responsabilidades.

Nesta conformidade, cabe RECOMENDAR à Câmara Municipal de


............que promova a regulamentação do sistema de controle
interno, de forma a cumprir na íntegra o disposto no artigo 74 da
Constituição Federal. “ (TC-002731/026/12)

Escola Paulista de Contas Públicas


O TCE E O CONTROLE INTERNO

RECOMENDAÇÕES – CONTROLE INTERNO

“Recomendações serão transmitidas pela Unidade Regional de


Andradina para que o Legislativo aprimore e regulamente o sistema
de controle interno........” (TC-002452/026/12 )

“Recomende-se ao gestor que providencie a regulamentação do


sistema de controle interno, nos termos do Comunicado SDG
32/2012 e artigos 31, 70 e 74 da Constituição Federal, bem como dê
atendimento às Instruções desta Corte quanto ao prazo de remessa
de documentos.” (002104/026/12)

Escola Paulista de Contas Públicas


O TCE E O CONTROLE INTERNO

COMUNICADO SDG Nº 32/2012

Apenas servidores do quadro efetivo deverão compor o sistema de


controle interno.
Nesse contexto, tal normatização atentará, dentre outros aspectos, para
as funções constitucionais e legais atribuídas ao controle interno:

1- Avaliar o cumprimento das metas físicas e financeiras dos planos


orçamentários, bem como a eficiência de seus resultados.
2- Comprovar a legalidade da gestão orçamentária, financeira e
patrimonial.
3- Comprovar a legalidade dos repasses a entidades do terceiro setor,
avaliando a eficácia e a eficiência dos resultados alcançados.
4- Exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem
como dos direitos e haveres do Município.
5- Apoiar o Tribunal de Contas no exercício de sua missão institucional.
6- Em conjunto com autoridades da Administração Financeira do
Município, assinar o Relatório de Gestão Fiscal.
7- Atestar a regularidade da tomada de contas dos ordenadores de
despesa, recebedores, tesoureiros, pagadores ou assemelhados.

Escola Paulista de Contas Públicas


PLANOS DE ATUAÇÃO - MÉTODOS

 Planos plurianuais de atuação


 Planos operativos anuais
 Matriz de planejamento
 Matriz de risco

Escola Paulista de Contas Públicas 37


CONTROLE INTERNO

- Por quê e para que


controles internos?
R: Minimiza riscos, auxilia no
atendimento à legislação,
contribui para a efetividade
da gestão e alcance dos
objetivos da entidade.

Escola Paulista de Contas Públicas


TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SÃO PAULO

OBRIGADO E BOA TARDE.

Paulo Massaru Uesugi Sugiura


<psugiura@tce.sp.gov.br >

Escola Paulista de Contas Públicas 39