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FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICOS DA

EDUCAÇÃO
EMENTA

Estudo e análise dos fundamentos políticos, epistêmicos,


econômicos, sociais e legais da educação. A Pedagogia
Moderna. A escola como instituição cultural e social. Escola e os
mecanismos de controle social e educacional. A nova escola.
Metodologias e práticas de ensino que permeiam a educação
(positivismo, tecnicismo, construtivismo e sócio-interacionismo).
Estudo das ideias pedagógicas. Planejamento participativo,
projeto político pedagógico e gestão democrática.
FUNDAMENTO

Alicerce
Princípios
Sustentáculo
Norma
EPISTEMOLOGIA

Επιστήμη (epistimi)= ciência


Segundo Lalande:
“É essencialmente o estudo crítico dos
princípios, das hipóteses e dos resultados das
diversas ciências, destinado a determinar sua
origem lógica, seu valor e seu alcance objetivo.”
Fundamentos Ético-Políticos da Educação
no Brasil de Hoje

MORAL - se fundamenta na obediência a costumes e hábitos


recebidos.
ÉTICA - busca fundamentar as ações morais exclusivamente pela
razão.
POLÍTICA - conceituação moderna, é a ciência moral normativa do
governo da sociedade civil.
Os fundamentos ético-políticos da educação
assumem a educação como condição de prática
humana intervencionista, intencional, eficiente e
histórico-social, constituídas por ações que
visem à transformação social.
No Brasil Colônia e Império a educação seguia
a concepção escolástica de formação humana,
fundamentada no ideal dos jesuítas, com fins
evangelizadores, reprodutores da ideologia
dominante nos moldes europeus.

A ética era voltada à moral individual formadora


que garantia a moral coletiva.
Com o capitalismo emerge a burguesia urbano-
industrial, com a divisão de classes: burguesia e
proletariado, com fortes alterações do perfil
político-social do país, a educação tem por
finalidade formar trabalhadores para as
indústrias e serviços, tendo a educação como
meio de propagação da ideologia liberal como
universal.
Após 1964 a educação é instrumentalista,
alicerçada no positivismo e organizada em
função do crescimento econômico do país.
No neoliberalismo a orientação do
comportamento social perde suas referências
ético-políticas, desacreditando a educação,
manipulando os valores e critérios, pondo fim as
utopias e esperanças de futuro, prevalecendo os
critérios de eficiência e produtividade, opressão
da vida social e alienação cultural.
Para Antônio Joaquim SEVERINO
a educação possui a responsabilidade de construir uma nova
sociedade:

 Desenvolvimento do conhecimento científico e tecnológico;

Desenvolvimento da sensibilidade ética e estética, a


sensibilidade à vida humana;

 Desenvolvimento da racionalidade filosófica, ou seja, a


instauração e consolidação da cidadania.
Fundamentos Econômicos da Educação

Desde a formação das primeiras sociedades primitivas, a


educação sempre esteve subordinada à economia.
Nos primeiros aglomerados humanos, os indivíduos eram
treinados conforme as necessidades do grupo, na pesca ou na
caça, por exemplo.
Enquanto sociedades, com natureza econômica mais
desenvolvida, direcionavam o sistema educacional para suprir
estas necessidades.
Entre os gregos:
Atenas, cidade ligada ao comércio, construiu um sistema
educacional voltado ao desenvolvimento intelectual de novos
conhecimentos, fazendo nascer à filosofia.

Esparta, cuja principal atividade econômica era o saque de bens


acumulados por outros povos, o sistema educacional foi pensado
para formar guerreiros.
No Renascimento, entre o século XII e XV

Os humanistas propuseram um sistema educacional mais amplo,


que possibilitasse uma formação geral, sem a preocupação com
as funções necessárias para suprir a economia.

Os humanistas pensaram uma educação que formasse pessoas


em busca de um aprimoramento das capacidades humanas e
não necessariamente técnicas ou teóricas.
Revolução Francesa - com seu ideal de
igualdade, liberdade e fraternidade -, é que a
educação formal começou a ser popularizada
Revolução Industrial, a partir do século XVIII, a
necessidade de suprir com mão de obra
especializada o sistema capitalista, massificou a
educação, adequando-a, mais do que nunca, as
exigências econômicas.
No século XX, com o fordismo, o sistema
educacional passou a ter a obrigação não só de
treinar a mão de obra, como também fazer girar
a economia, formando mercado consumidor,
elevando parcialmente o poder de consumo,
através de indivíduos melhor qualificados
tecnicamente.
Fordismo, termo criado por Henry Ford, em
1914 refere-se aos sistemas de produção em
massa (linha de produção) e gestão idealizados.
Trata-se de uma forma de racionalização da
produção capitalista baseada em inovações
técnicas e organizacionais que se articulam
tendo em vista, de um lado a produção em
massa e, do outro, o consumo em massa.
No Brasil, a ampliação do acesso a educação
não é acompanhada da manutenção da
qualidade, entre outros fatores, conduzindo a
formação de uma mão de obra barata, a qual
substitui a mais qualificada para reduzir custos.
Os BAIXOS SALÁRIOS DOS PROFESSORES
conduzem os bons profissionais, educadores
por vocação, desistirem da área, deixando, na
maior parte das vezes, as escolas entregues
aos docentes de meio expediente, aqueles que
enxergam na educação o que chamamos “bico”.
O Sistema Educacional é sempre pensado por
políticos e não por especialistas em educação,
fazendo as reais necessidades do sistema
educacional não serem atendidas.
A Constituição de 1988, estabelece, na seção I,
do Capítulo III, Título VIII:

Artigo 211: “A União, os Estados, o Distrito


Federal e os Municípios organizarão em regime
de colaboração seus sistemas de ensino”.
1º. “A União organizará e financiará o sistema
federal de ensino e dos territórios e prestará
assistência técnica e financeira aos Estados, ao
Distrito Federal e aos Municípios para o
desenvolvimento de seus sistemas de ensino e
o atendimento prioritário à escolaridade
obrigatória”.

2º. “Os municípios atuarão prioritariamente no


ensino fundamental e pré-escolar”.
Artigo 212: “A União aplicará, anualmente,
nunca menos que dezoito, e os Estados, Distrito
Federal e os Municípios vinte e cinco por cento,
no mínimo, da receita resultante de impostos
(...) na manutenção e desenvolvimento do
ensino”.
Pela lei, o repasse dos valores da União, dos
Estados e Municípios deveria ocorrer
imediatamente ao órgão responsável pela
educação, sempre com um intervalo máximo de
20 dias entre a arrecadação e o repasse.

O atraso implica em correção monetária e


responsabilização civil e criminal das
autoridades competentes.
As leis são muito bonitas, mas, na verdade, a
corrupção e a burocracia atrapalham todo o
processo.

Para mudar a educação no Brasil é preciso


alterar a ótica de pensamento e reformular as
políticas públicas pensadas também no âmbito
econômico.
A Pedagogia Moderna

Apoia-se numa visão filosófica baseada na existência,


na vida, na atividade.
A Pedagogia Moderna
Parte do:
 intelecto para as vivências;
 lógico para o psicológico;
 conteúdos para os métodos;
 professor para o aluno;
 esforço para o interesse;
 disciplina para a espontaneidade;
 direção do professor para a iniciativa do aluno;
 quantidade para a qualidade;
A Pedagogia Moderna

Abandona a pedagogia de inspiração filosófica


centrada na ciência da lógica
e vai em direção à pedagogia experimental
baseada na biologia e na psicologia.
A escola como instituição cultural e social

A escola como instituição cultural e social tem importante papel no


processo de renovação do ensino, fazendo um resgate entre o
“aprender para a escola” e o” aprender para a vida”, desta
forma, a escola deixa de ser um mundo à parte, inserindo-se no
mundo real dos discentes.
A escola como instituição cultural e social

A adoção da interdisciplinaridade como “atitude de superação de


toda e qualquer visão fragmentada e/ou dicotômica que ainda
mantemos quer de nós mesmos, quer do mundo, quer da
realidade” parece ser um passo em busca da ressignificação
dos conteúdos.
A escola como instituição cultural e social
Para Frigotto, a escola é uma instituição social que, mediante sua
prática
no campo do conhecimento, dos valores, atitudes e, mesmo por
sua desqualificação,
articula determinados interesses e desarticula outros. Nessa
contradição existente no
seu interior, está a possibilidade da mudança, haja vista as lutas
que aí são travadas.
Portanto, pensar a função social da escola implica repensar o seu
próprio papel, sua
organização e os atores que a compõem.
Escola e os mecanismos de controle social
e educacional

A palavra controle, não é bem vista, pois passado o período


militar, onde a liberdade se elevou como grande valor social,
controlar é restringir o ser humano.
Escola e os mecanismos de controle social
e educacional

Na Constituição Federal de 1988, o termo Controle Social adotou


outro significado, mais amigável, não ligado a um Estado
opressor do indivíduo e sim ao controle do Estado pelo
Cidadão.
Escola e os mecanismos de controle social
e educacional

O Controle Social hoje é formado pelos CONSELHOS que são


órgãos definidos legalmente e que funcionam como instrumento
da atuação da comunidade.
A Nova Escola

A Escola Nova, também chamada de Escola


Ativa ou Escola Progressiva, foi um movimento
de renovação do ensino, que surgiu no fim do
século XIX e ganhou força na primeira metade
do século XX.
A Nova Escola

Chegou ao Brasil em 1882, pelas mãos de Rui


Barbosa, e exerceu grande influência nas
mudanças promovidas no ensino na década
de 1920, quando o país passava por uma
série de transformações sociais, políticas e
econômicas.
A Nova Escola
O mundo vivia, na época, um momento de
crescimento industrial e de expansão urbana
e, nesse contexto, um grupo de intelectuais
brasileiros sentiu necessidade de preparar o
país para acompanhar esse desenvolvimento.
A educação era por eles percebida como o
elemento-chave para promover a remodelação
requerida.
A Nova Escola

Inspirados nas ideias político-filosóficas de


igualdade entre os homens e do direito de
todos à educação, esses intelectuais viam
num sistema estatal de ensino público, livre e
aberto, o único meio efetivo de combate às
desigualdades sociais da nação.
A Nova Escola

Os alunos deveriam assumir as


responsabilidades da ordem social escolar
para que mais tarde pudessem enfrentar
devidamente os problemas da ordem política
do país.
A Nova Escola

No Brasil, O movimento ganhou impulso na


década de 1930, após a divulgação do
Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova
(1932). Nesse documento, defendia-se a
universalização da escola pública, laica e
gratuita.
A Nova Escola

Os críticos da Escola Nova acusaram o


movimento de abrir mão dos conteúdos
tradicionais e de não exigir nada dos alunos,
aceitando apenas a sua espontaneidade.
Metodologias e práticas de ensino:
POSITIVISMO

Segundo Condorcet, a ciência estava sendo controlada e


submetida aos interesses de senhores feudais, aristocracia e
clero e carecia de objetividade. Portanto, era necessário tirar o
controle das ciências destas classes para que uma ciência
natural pudesse se desenvolver.
Metodologias e práticas de ensino:
POSITIVISMO

No séc XIX Comte falou da importância do conhecimento


científico, apresentando uma maneira de pensar e de realizar as
transformações sociais.
“O pensamento positivista poderia garantir a organização racional
da sociedade”
Metodologias e práticas de ensino:
POSITIVISMO

Nas escolas, a influencia do positivismo se fez sentir com força


devido à influência da Psicologia e da Sociologia, ciências
auxiliares da Educação.
Metodologias e práticas de ensino:
POSITIVISMO

No Brasil, o movimento republicano apoiou-se em idéias


positivistas para formular sua ideologia da ordem e do
progresso, graças particularmente à atuação de Benjamim
Constant (1836-1891).
Metodologias e práticas de ensino:
POSITIVISMO

O positivismo admite apenas o que é real, verdadeiro,


inquestionável, aquilo que se fundamenta na experiência.
Assim, a escola deve privilegiar a busca do que é prático, útil,
objetivo, direto e claro. Os positivistas se empenharam em
combater a escola humanista, religiosa, para favorecer a
ascensão das ciências exatas.
Metodologias e práticas de ensino:
POSITIVISMO

As idéias positivistas influenciaram a prática pedagógica na área


das ciências exatas e das ciências sustentadas pela aplicação
do método científico: seleção, hierarquização, observação,
controle, eficácia e previsão.
Metodologias e práticas de ensino:
POSITIVISMO

Os ideais de “ORDEM E PROGRESSO” na educação aparecem


sob forma de disciplina e educação, respectivamente, como
processo evolutivo.
Por progresso entende-se que o aluno, como membro da
sociedade, deve passar por fases evolutivas.
Metodologias e práticas de ensino:
POSITIVISMO

A presença do planejamento visando alcançar objetivos


também ilustra os ideais de ordem e progresso. Além do
planejamento, fez-se uso da tecnologia, ensino
profissionalizante e aplicação do conhecimento científico.
Metodologias e práticas de ensino:
POSITIVISMO

A educação tecnicista apoiada nos ideais positivistas não deve


reduzir-se apenas ao ensino técnico, mas deve preocupar-se
também em buscar a razão do próprio procedimento técnico e
incentivar o desenvolvimento do pensamento crítico
Metodologias: Tecnicismo

A partir dos anos 50, ganha força entre nós a influência


behaviorista americana (comportamentalista), introduzindo
alterações na organização da escola e o currículo, e culminando
no tecnicismo que se instala oficialmente no sistema
educacional brasileiro na década de 70, com a Lei n. 5.692/71.
Metodologias: Tecnicismo

Na Escola Nova os meios são controlados e definidos por


professores e alunos, na tecnicista o processo racionalizado é
que define o que farão professores e alunos, como e quando.
Preocupação com a objetividade e a operacionalidade do
ensino.
Metodologias: Tecnicismo

Visão Produtivista da Educação:


A maior produtividade do indivíduo (capital cultural individual)
conduz à maior produtividade da sociedade (visão
desenvolvimentista). A educação subordina-se à sociedade
(reduzida a mercado) em sua função de formar recursos
humanos (mão-de-obra) em primeiro lugar e não seres
humanos plenos, cidadãos.
Metodologias: Construtivismo

Construtivismo é uma das correntes teóricas empenhadas em


explicar como a inteligência humana se desenvolve partindo do
princípio de que o desenvolvimento da inteligência é
determinado pelas ações mútuas entre o indivíduo e o meio.
Metodologias e práticas de ensino: Sócio-
interacionismo

Para Vygotsky e seus colaboradores, o desenvolvimento é


impulsionado pela linguagem. Eles acreditam que a estrutura
dos estágios descrita por Piaget seja correta, porém diferem na
concepção de sua dinâmica evolutiva.
Metodologias e práticas de ensino: Sócio-
interacionismo

Enquanto Piaget defende que a estruturação do organismo


precede o desenvolvimento, para Vygotsky é o próprio processo
de aprendizagem que gera e promove o desenvolvimento das
estruturas mentais superiores.
Estudo das Ideias Pedagógicas (Saviani)

No primeiro período as ideias pedagógicas dos jesuítas no


Brasil, especialmente no chamado Período Heróico não se
definem por simples derivação da concepção religiosa (católica)
do mundo, sociedade e educação. Deram origem a práticas
educativas que concretizaram o necessário ajuste entre as
ideias educacionais e a realidade específica da colônia
brasileira
Estudo das ideias pedagógicas

O segundo período, que vai de 1759 a 1932, e em que ocorre a


"coexistência entre as vertentes religiosa e leiga da
Pedagogia Tradicional", tem início com a expulsão dos jesuítas
pelo Marquês de Pombal, e o término marcado pela divulgação
do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova.
Estudo das ideias pedagógicas

O terceiro período (1932-1969) é aquele em que a Pedagogia


Tradicional convive com a Pedagogia Nova e depois cede
lugar a ela. Esta última predomina com ampla margem nesse
intervalo de tempo. Já no final dos anos 60, a Pedagogia
Tecnicista começa a articular-se.
Estudo das ideias pedagógicas

No quarto período (1969-2001), configura-se a denominada


concepção produtivista, mas também são examinadas as
concepções pedagógicas, as contribuições e o papel histórico
de Paulo Freire "referência de uma pedagogia progressista e
de esquerda"
PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO

O planejamento é um instrumento que


possibilita perceber a realidade, através de um
processo de avaliação, baseado em um
referencial futuro.
PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO

Deve ser elaborado de acordo com o contexto


social e os fatores externos do ambiente.
PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO
O planejamento participativo visa:
 democratizar as decisões,
 estabelecer as prioridades para as pessoas
envolvidas no processo,
 constitui-se em um ato de cidadania, na
medida em que esse processo possibilita a
definição da concepção de educação.
PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO
Outra forma de planejamento adotado nas
escolas públicas é o Planejamento
Estratégico, que deve estabelecer um
conjunto de providências a serem tomadas
pelo gestor para reduzir a incerteza envolvida
nesse processo, o que possibilita uma maior
probabilidade no alcance de objetivos,
desafios e metas estabelecidos pela
instituição.
PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO
As características entre o planejamento
estratégico e participativo são distintas:

No planejamento participativo envolve a


colaboração do Diretor, dos Professores,
Alunos e Funcionários da escola.
O planejamento estratégico é concentrado em
uma única pessoa, geralmente na figura do
gestor.
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO -
PPP

Um projeto é um esforço temporário


empreendido cujo objetivo é criar um novo
produto, serviço ou processo.
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO -
PPP

É através do Projeto Político Pedagógio que a


comunidade escolar pode desenvolver um
trabalho coletivo, cujas responsabilidades
pessoais e coletivas são assumidas para
execução dos objetivos estabelecidos.
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO -
PPP

Condições indispensáveis para se ter pessoas responsáveis e


competentes na construção da proposta da escola:

 qualificação profissional,
 salários dignos,
 jornada de trabalho que inclua tempo livre para os estudos
 atuação dos professores em atividades extraclasses
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO -
PPP

Artigos 12, 13 e 14 da LDB:


a escola tem autonomia para elaborar e executar sua proposta
pedagógica, porém, deve contar com a participação dos
profissionais da educação e dos conselhos ou equivalentes na
sua elaboração
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO -
PPP
as unidades escolares se diferenciam entre si:
cada instituição tem suas necessidades e
princípios específicos.
Outro ponto que as escolas diferem é a região
em que cada escola se situa, bem como os
desejos de cada membro envolvido na
construção do projeto educativo.
Gestão Democrática

A Gestão Democrática é uma forma de gerir


uma instituição de maneira que possibilite a
participação, transparência e democracia.
Gestão Democrática
Constituição Federal de 1988 definiu a “gestão
democrática do ensino público, na forma da
lei” como um de seus princípios (Art. 2006,
Inciso VI). A Lei de Diretrizes e Bases da
Educação (LDB) de 1996, reforça esse
princípio, acrescentando apenas “e a
legislação do sistema de ensino” (Art. 3º, Inc.
VIII).
Gestão Democrática - LDB

Art. 14 - Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão


democrática do ensino público na educação básica, de acordo
com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios:
I. Participação dos profissionais da educação na elaboração do
projeto pedagógico da escola;
II. Participação das comunidades escolar e local em conselhos
escolares ou equivalentes.
Gestão Democrática - LDB

Art. 15 - Os sistemas de ensino assegurarão às unidades


escolares públicas de educação básica que os integram
progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e
de gestão financeira, observadas as normas de direito financeiro
público.
Gestão Democrática - LDB
Elementos Básicos da Gestão Democrática:
 constituição e atuação do Conselho escolar;
 elaboração do Projeto Político Pedagógico, de modo coletivo e
participativo;
 definição e fiscalização da verba da escola pela comunidade
escolar;
 divulgação e transparência na prestação de contas;
 avaliação institucional da escola, professores, dirigentes,
estudantes, equipe técnica;
 eleição direta para diretor
1. Como otimizar a escola como instituição cultural?
2. Como se dá a relação da família com a escola e da escola com a
família?
3. Como a tecnologia pode renovar a educação?
4. Como estabelecer diálogos entre cultura e educação na escola?
5. Como conciliar conhecimento com o mercado?
6. Como melhorar o Ensino Médio?
7. Como conscientizar os pais para exigir um ensino de qualidade?
8. Como coibir os desvios da educação?
9. Que medidas tomar para responsabilizar de gestores e políticos?
10. Como aumentar o acesso ao ensino superior?
11. Como valorizar as provas e avaliações?
12. Como manter melhorias a cada troca de governo?
13. Como introduzir a educação financeira no currículo?