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Prof.

ª Débora Pereira da Silva

Jataí
2019
 Os canais apresentam superfície livre em contato com a
pressão atmosférica;
 Pressão atuante = pressão atmosférica;
 Seção fechada e aberta.
Figura 1 – Conduto livre em seção fechada (A) e aberta (B).

A B
 Canais naturais
 A superfície livre pode variar no espaço e no tempo, logo os
parâmetros hidráulicos também podem variar.
 Apresentam variação na forma e rugosidade da parede.

 Canais artificiais
 A seção do conduto é constante ao longo de toda a sua
extensão e as características hidráulicas não variam ao
longo do espaço e tempo.
Figura 2 – Tipos de formas da seção.
 Área molhada (𝐴𝑚 )
B
 Perímetro molhado (𝑃𝑚 )
h  Raio hidráulico (𝑅ℎ )
𝐴𝑚
𝑅ℎ =
𝑃𝑚
 Altura d’água (ℎ )
 Largura do topo (𝐵 )
 Altura hidráulica (𝐻𝑚 )
𝐴𝑚
𝐻𝑚 =
𝐵

 Declividade de fundo (𝐼𝑜 )


Foram efetuadas medições em um curso d’água como
indicado na figura abaixo. Calcule os parâmetros
geométricos e hidráulicos característicos.
Uniforme
Profundidade e velocidade
constantes.

Permanente Variado
Gradualmente
Acelerado ou
Vazão constante
retardado Bruscamente
Escoamento
Não permanente
Vazão variável
Figura 3 – Tipos de escoamentos: permanente, uniformes e variados.
 Classificação dos regimes de escoamento com base no
número de Reynolds.
 Laminar Rey < 2000
 Turbulento Rey > 4000
 Transição 2000 < Rey < 4000

𝑉. 𝑅ℎ
𝑅𝑒𝑦 =
ʋ
Onde
V = Velocidade média da seção (m/s);
𝑅ℎ = Raio hidráulico (m);
υ = Viscosidade cinética da água (m²/s).
 No dimensionamento de condutos, considera-se canal de
escoamento uniforme e utiliza-se a equação a seguir:
Equação da continuidade

Q= 𝐴𝑚. 𝑉
Onde:
Q = Vazão (m³/s);
Am = Área da seção molhada (m²);
V = Velocidade de escoamento (m/s).
Após o cálculo da área molhada em cada seção do curso
d’água, conforme apresentado a seguir e utilizando os
dados das velocidades de escoamento. Calcule a vazão do
canal utilizando a equação da continuidade.

AI = 10,5 m2 AIV = 93 m2
AII = 66 m² AV = 13,5 m²
AIII = 44 m² ATOTAL = 227 m²
 A distribuição da velocidade na seção transversal não é
uniforme em condutos livres devido ao atrito entre a
superfície livre e o ar e resistência das paredes do
conduto.

𝑉𝑚é𝑑 = 𝑉0,6
𝑉0,2 +𝑉0,8
𝑉𝑚é𝑑 =
2
𝑉0,2 +𝑉0,6 +𝑉0,8
𝑉𝑚é𝑑 =
4
Figura 4 – Velocidades da seção transversal de canais artificiais (A) e
naturais (B).
A B
 A Velocidade máxima foi determinada em função da
erodibilidade do material pertencente às paredes do
canal.
Figura 5 – Valores máximos recomendáveis para a velocidade média do
canal.
 Velocidade mínima deve ser verificada no
dimensionamento de projetos para evitar depósitos de
partículas.

Figura 6 – Valores mínimos recomendáveis em função do fluído que escoa


no canal.
 A energia da seção transversal de um canal é dada pela
soma das cargas: Cinéticas, Altimétrica e Piezométrica.

Energia total

H=z+y+
2. g
Energia específica

E=y+
2. g
 No dimensionamento para escoamento permanente
uniforme utiliza-se a fórmula de Manning.
Fórmula de Manning

1
V= .𝑅ℎ 2/3 . 𝐼1/2
n

Onde:
V = Velocidade de escoamento (m/s).
𝑅ℎ = Raio hidráulico (m);
I = declividade do fundo do canal (m/m);
n = coeficiente de manning.
 Borda livre corresponde a uma folga que deve ser
deixada além da cota do nível máximo operacional para
evitar extravasamentos.

Folga ≥ 20 cm
Folga de 20 a 30% de h
Determine a velocidade do canal de seção composta
constituído de concreto com revestimento liso (n = 0,012)
e declividade longitudinal de 0,01%. Utilize a fórmula de
manning.
 Atividade avaliação com valor de 10,0 pontos referente
aos conteúdos a seguir:
 Introdução de condutos livre;
 Elementos geométricos de canais;
 Tipos de escoamento;
 Distribuição de velocidade;
 Energia específica;
 Dimensionamento de canais.
Prof. ª Débora Pereira da Silva

Jataí
2019