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Ciclo de Recuperação Química

Caldeira de Recuperação
CRQ - Caldeira de Recuperação

Caldeira

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Vaso que trabalha com pressão maior que a pressão
atmosférica, que através da queima de um combustível
produz calor.

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Caldeira
Classificam-se de acordo:

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Classes de pressão (Categoria):

o A = superior 20kgf/Cm²;

o C= inferior ou igual a 6,0 kgf./Cm²;

o B= outras

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Caldeira
Classificam-se de acordo:

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Automação:

o Manuais;

o Semi-automáticas;

o Automáticas.

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Caldeira
Classificam-se de acordo:

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Energia empregada:

o Combustível sólido;
o Combustível líquido;
o Combustível gasoso;
o Caldeira elétrica.

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Tipos de caldeiras
Referente a localização da água/gases

Flamotubular ou fogotubular

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Gases quentes da combustão circulam no interior dos
tubos, ficando por fora a água a ser aquecida ou
vaporizada.
Aquatubular

Os gases da combustão circulam por fora dos tubos e a


água a ser vaporizada por dentro.

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Tipos de caldeiras
Mistas

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São caldeiras flamotubulares que possuem ante-
fornalha com parede de água.

Elétrica

Transformam energia elétrica em térmica,gerando


vapor.

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CRQ - Caldeira de Recuperação

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CRQ - Caldeira de Recuperação

Flamotubular

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Caldeira Flamotubular

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Chaminé H2 O
Saída vapor

Tubos

Gases quentes
Fornalha

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Vapor

Gases quentes

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Vantagens:

• Custo de aquisição baixo;

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• Exigem pouca alvenaria;
• Aumento instantâneos demanda de vapor

Desvantagens

• baixo rendimento térmico;


• partida lenta devido ao volume de água;
• limite de pressão ;
• capacidade de produção limitada.

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Aquatubular
Vantagens
• Tamanho reduzido;

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• Não necessita de grandes tubulações;
• Rápida geração de vapor;
• Pouca incrustações nos tubos.

Desvantagens
• Parada constantes, com alto custo de manutenção;
• Alto custo capital.

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Vapor Caldeiras flamotubular
Mistas
aquatubular

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Caldeiras Elétricas

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Caldeira de recuperação

São caldeiras aquatubulares

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Objetivo principal
Recuperar produtos químicos, ou seja,
Transformar o Sulfato de sódio
em
sulfeto de sódio
Na2SO4  Na2S
Redução química

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Objetivos secundários

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• Recuperar energia , na forma de calor ;

• Abater e eliminar poluição ambiental.

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Constituição básica

Fornalha

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Local onde ocorre a combustão do licor preto concentrado.

Para ter combustão devemos injetar :

Licor preto;
Ar de combustão.

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Constituição básica

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Fornalha
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Saída de Smelt

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Injeção do licor

Ocorre através de maçaricos, que são projetados para

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pulverizar o licor na entrada da fornalha formando um
leque de gotículas.

Introduzido acima da entrada do ar secundário.

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Injeção do licor

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Tamanho das gotas de LP

Gotas Pequenas
Secam rapidamente, podendo ser arrastadas pelos gases da

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Combustão,causando incrustações nos tubos da caldeira.

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Tamanho das gotas de LP


Gotas Grandes
Podem cair úmida, causando resfriamento,perda de

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combustão por abafamento da camada.

O tamanho da gota é controlado pela


pressão nos bicos, temperatura e sólidos do licor preto.

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Aquecimento do licor preto

Essencial para uma boa combustão;

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Está relacionada com a concentração de sólidos.
Pode ser por trocadores de calor de :

• contato direto – perda na concentração de sólidos;


- muito eficiente.

• contato indireto – não há perda de concentração;


- entupimento dos trocadores de calor.

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Aquecedor de contato indireto
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Quantidade de bicos

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É de acordo com a capacidade de queima
da caldeira , normalmente expressa em
toneladas de sólidos secos (TSS).

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Ar de combustão

Ar primário

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- Introduzido com temperatura entre 140 -160 oC;
- Admitido com baixa pressão e velocidade ;
- Quantidade menor que a necessária para
combustão completa ( ambiente redutor).

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Ar de combustão
Ar primário
Responsável :

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- Ambiente redutor:
Redução do sulfato para sulfeto
Na2SO4  Na2S

- Queima dos sólidos que caem na camada;


- Temperatura da camada;
- Confinamento e arraste das partículas da camada;
- Forma da camada;
- Qualidade do licor verde.

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Ar de combustão

Ar Secundário

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- Introduzido com temperatura entre 140 -160 oC;

- Admitido com média pressão e velocidade .

Responsável :

- Altura e simetria da camada;


- Pirólise do licor;
- Combustão dos compostos gasosos;
- Arraste das partículas não queimadas.

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Ar de combustão

Ar Terciário

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- Introduzido com temperatura ambiente;

- Admitido com alta pressão e velocidade.

Responsável pela:

- Completa o processo de combustão;


- Queima os compostos gasosos da pirólise;
- Cria uma selagem na fornalha ( cortina);
- Define o excesso de ar.

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Ar de combustão

Aquecedores de ar

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Aquece o ar primário e secundário através da troca
de calor com vapor saturado de baixa ou média pressão

Entrada
Vapor
Saída
Condensado

AR
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Ar de combustão

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Ar primário Ar secundário Ar terciário

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Ar de combustão

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3o
1o 2o

Aquecedores

Exaustor
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Reações na queima

Desidratação:

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• Evaporação das moléculas de água causada pelo
aquecimento do Licor Preto;

• Durante a desidratação, ocorre o desprendimento


dos gases voláteis.

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Reações na queima

Pirólise ( piro = calor , lise = quebra)

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• Reações irreversíveis de degradação das moléculas
Causadas por efeitos térmicos;

• Não requer oxigênio, somente um ambiente quente;

• Geração de gases voláteis de complexos orgânicos

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Reações na queima

Queima dos compostos voláteis

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• Combustão dos compostos voláteis produzidos pela
Pirólise ;

• Reação muito rápida;

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Reações na queima

Queima da camada

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Após a pirólise : 75% de inorgânicos na camada
(Na2SO4 , Na2CO3 , Na2S e sais de K)
• Consiste em duas etapas
Primeiro
Conversão C fixo em CO e CO2 = fusão do smelt;
Segundo
Troca do estado de oxidação dos compostos de enxofre
para Na2S .
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Reações na queima

Oxidação dos compostos Inorgânicos

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 Reação exotérmica;
 Ocorre prontamente quando o smelt
é exposto ao oxigênio.

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PRINCIPAIS REAÇÕES

CO2+Na2O Na2CO3 (incrustação)


Sulfatação
SO2+Na2O Na2SO4 (incrustação)

SO2+ ½ O2  SO3

Zona oxidante H2S+ 3/2 O2 H2O+SO2


2Na+ ½ O2 Na2O ( alta temperatura)
Zona de secagem Pirólise (Emissão de gases)
Zona Redutora Na2O+CO2  Na2CO3 (Smelt)
Na2CO3+H2S CO2+ H2O + Na2S (Smelt)
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Proteção especial na fornalha

Devido a alta temperatura da fornalha (1150oC), os tubos


dessa região recebem tratamento especial para minimizar

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seu desgaste.

Revestimento especial pode ser através de:

• studs = Pinos de aço especial;

• Overlay weld = capa sobre o tubo do lado da queima ;

• Composite tube = tubos compostos.

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Proteção especial na fornalha

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Studs = pinos
Para caldeiras com pressão até 75 kgf/Cm2

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Proteção especial na fornalha

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Proteção especial na fornalha

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overlay
Caldeira de alta pressão

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Proteção especial na fornalha

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Composite tube = tubos compostos
Caldeiras de alta pressão

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Canaletas de fundido = Bicas de smelt

Encontram-se instaladas na região inferior da fornalha;

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Saída do material inorgânico fundido (smelt);

São refrigeradas com água através de circulação por vácuo


ou por pressão;

Smelt escorre pelas bicas com temperatura ao redor de 850 oC

A quantidade de bicas varia de acordo com o tamanho da


Fornalha.

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Bicas de smelt

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Bicas de smelt 75
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Camada

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Tanque de dissolução de smelt


Tanque de Licor verde

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O smelt (fundido inorgânico do LP) , é altamente
solúvel em água .

O tanque de LV , recebe o smelt (850oC) da fornalha,


que e dissolvido em um liquido ( 50-60 oC);
Líquido= ( licor verde, branco fraco ou água)

O smelt é atomizado (pulverizado) com vapor antes de


tocar no liquido de dissolução;
( evitar choque térmico)

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Tanque de dissolução de smelt


Tanque de Licor verde

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Lavador de gases = scrubber

São lavadores de gases , que carregam consigo partículas

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que causam poluição ambiental.

Os gases que saem do tanque de LV , passam por esse


tipo de lavagem antes de serem descartados para atmosfera
ou serem re-introduzidos na caldeira (ar terciário).

A lavagem pode ser feita com água ou Licor branco fraco.

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Lavador de gases- scrubber

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Make-up de sulfato

Como a redução de sulfato para sulfeto de sódio

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não é 100%,é preciso repor essa perda para manter
a sulfidez (Na2S) do licor cozimento.

Essa reposição ocorre pela remoção das partículas


de sulfato de sódio incrustadas nos tubos da caldeira
pelos sopradores de fuligem e pela captação dessa
partículas no precipitador eletrostático.

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Circulação de água

Economizador

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Região onde a água é alimentada na caldeira;

Recebe esse nome porque troca calor com os gases


quente que estão saindo da caldeira;

Sua função é aquecer a água para melhorar a eficiência


de troca térmica.

Construído por painéis de tubos lisos.

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Economizador
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Circulação de água e vapor

Balão de vapor = balão superior = tambor de vapor

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Recebe a água do economizador e o vapor gerado pelos
tubos da parede da fornalha;

Recebe esse nome porque 50% de seu volume é água e


outro 50% é vapor;

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Circulação de água e vapor

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São construídos por vários tubos mandriados
( banco da caldeira = tubos de convecção = feixe tubular).

Esses tubos interligam-se a outro balão (balão de água);

São divididos em feixes descendentes e ascendentes.

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Vista externa do balão de vapor 89
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Vista interna do balão de vapor
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Circulação de água e vapor

Balão de água = balão inferior = tambor de água

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Recebe a água do balão superior.

Está totalmente cheio de água.

Em caldeiras modernas , estão sendo descartados;

Dessa balão, a água desce para a constituir a fornalha


através dos tubos de descida (dow-commers).

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Vista externa – balão de água 92
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Tambor de vapor

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Tubos ascendentes
Tubos descendentes

Gases da combustão

Tambor de água

Banco da caldeira

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Visor de nível

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Circulação de água e vapor

Tubos de descida ( dow-commers)

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São responsáveis por levar a água para os tubos que
constroem a parede e o fundo da fornalha.

Estão localizados na parte externa da caldeira.

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Tubos de descida
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Tambor de vapor

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Tambor de água

Tubos de descida

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Coletor 98
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Circulação de água e vapor

Fornalha

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A água recebe calor radiante da combustão do licor preto,
e retorna ao balão superior na forma de vapor.

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Circulação de água e vapor

Balão de vapor

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Recebe o vapor vindo das paredes e da fornalha e efetua
a separação mecânica do vapor / água, através de filtros.

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Circulação de água e vapor

Super-aquecedor

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 Recebe o vapor saturado do balão de vapor , que
através de um conjunto de serpentinas ,recebe o calor da
queima do LP na fornalha,superaquecendo o vapor ;

 Resfria os gases da fornalha;

 Resfria as partículas que são arrastadas, para evitar


acumulo nos tubos do banco da caldeira.

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Super-aquecedor
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Super-aquecedor 104
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Super-aquecedor 105
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Super-aquecedor 106
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Circulação de água e vapor

Nariz

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São tubos que fazem proteção aos tubos do super-aquecedor,
contra a irradiação da fornalha e contra as partículas da
combustão do LP.

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ECONOMIZADOR
BALÃO DE VAPOR

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BANCO
BALÃO DE ÁGUA

TUBOS DE DESCIDA
PAREDE E FORNALHA
BALÃO DE VAPOR
SUPER-AQUECEDOR

NARIZ

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Sopradores de fuligem

Efetuam a limpeza nos tubos da caldeira ,para melhorar

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a eficiência na troca térmica.

Mecanismo

• Injeção de vapor através de um tubo com perfurações


na sua extremidade.

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Sopradores de fuligem

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• Existem dois tipos de sopradores: fixos e retráteis.

• O tubo faz movimento rotatório passando entre os tubos


da caldeira, quebrando e desprendendo as incrustações, a
através de pressão de impacto e vibração dos tubos.

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Sopradores de fuligem

• A quantidade de sopradores de fuligem é determinada de

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acordo com a produção da caldeira (tamanho);

•As incrustações (Na2CO3 e Na2SO4) são removidas através


de roscas sem fim ou válvulas rotativas;

• Essas são re-introduzidas como reposição de sulfato no


licor preto concentrado.

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Soprador de fuligem

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Soprador de fuligem
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Evaporador -Banco
Economizador

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Válvulas
rotativas

Cinzas do PE

Tanque de mistura Desvio de cinzas


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Circulação dos gases

São retirados da caldeira através de ventiladores de

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tiragem induzida ( exaustores).

Os gases são removidos da fornalha, sofrem um desvio:

Nariz da caldeira;
Super-aquecedores;
Banco da caldeira / evaporador;
Economizadores;

Até entrarem no precipitador eletrostático.

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Precipitador eletrostático

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Tem como função, captar as partículas de sulfato de
sódio (Na2SO4) presentes nos gases de combustão.

Essas partículas devem ser retidas devido aspectos


ambientais e econômicos.

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Precipitador eletrostático
Mecanismo de atuação

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Se dá através de campo elétrico formado por eletrodos

Eletrodo de emissão (descarga) :carregados


negativamente;

Eletrodo de coleta (placa): carregados positivamente.

Um precipitador é formado por três diferentes


campos elétricos.

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Precipitador eletrostático

Mecanismo de atuação

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As partículas de sulfato de sódio , ao passarem pelo campo
elétrico formado, são atraídas pelo eletrodo de coleta
(placas (+)) ;

Quando os gases saem desse campo, estão livres de 98 –


99,9% das partículas de sulfato de sódio.

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Precipitador eletrostático
Mecanismo de atuação

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As partículas captadas pelo eletrodo + , são descarregadas
através de um sistema de pancadas (martelos);

Esse sal (Na2SO4) é removido do precipitador através de


um sistema de raspadores para o tanque de licor preto
Concentrado para repor as perdas de sulfato (make-up).

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Eletrodo descarga
Eletrodo coletor (placa) – carregados (+)
(-)
+ + + + + + +

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- - -
Gases

+ + + + + + +
Gases Eletrodo coletor (placa) – carregados (+)
com
Na2SO4

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Eletrodo captor

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(placa)

Eletrodo de emissão
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Martelo

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Precipitador
Precipitador

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Chaminé

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Tem a função de promover a dispersão dos
gases na atmosfera;

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