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ANOREXIA E BULIMIA

UFCD 6580
Formadora: Enfª Maria Clara Ventura
Formanda: Rita Silva nº14
Setembro/2018
ANOREXIA
O QUE É ANOREXIA?

Existem 2 tipos de anorexia: a Anorexia e a Anorexia Nervosa.

Ambas as anorexias são distúrbios alimentares, que provocam uma perda de peso acima
do que é considerado saudável para a idade e altura, e são caracterizadas por uma distorção
da sua imagem corporal, na qual a pessoa não consegue aceitar seu corpo da forma como
ele é, ou tem a sensação de estar obesa. Isso pode levar a um quadro de ansiedade, que faz
a pessoa ir procurar maneiras de perder peso rapidamente.

A só chamada de “Anorexia” corresponde à perda ou ausência de apetite.

Na “Anorexia Nervosa” as pessoas recusam a ingestão de alimentos mesmo quando


sentem fome, pois têm um grande medo de ganhar peso, mesmo quando estão abaixo do
peso normal.
CAUSAS
 Doenças: alcoolismo, hepatites, Doença de
Addison, pneumonia, infeção pelo VIH/SIDA,
depressão, ansiedade, cancro, insuficiência
renal, insuficiência cardíaca, doença de Crohn,
tuberculose, colite ulcerosa;

 Medicação: antidepressivos, opiáceos,


anfetaminas, alguns antidiabéticos, a
suspensão súbita de fármacos estimulantes do
apetite e os corticosteroides;

 Fatores genéticos e hormonais;

 Fatores psicológicos (ex: problemas familiares, mudança de escola, fim de um


relacionamento).
CAUSAS
 Atitudes sociais que promovem tipos de corpos muito magros e consideram a obesidade
pouco atraente;

 Fatores genéticos e hormonais;


 Fatores psicológicos (ex: problemas familiares, mudança de escola, fim de um
relacionamento).
FATORES DE RISCO
• A mulheres têm mais hipóteses de desenvolver a doença do que homens, apesar de o
número de homens com anorexia ter aumentado ao longo dos anos. Este situação deve-se
à comunicação social e à publicidade, que estão a influenciar o padrão ideal de beleza das
pessoas em geral;

• A adolescência é uma fase crítica devido a todas as mudanças que ocorrem no corpo e na
mente dos jovens nestas idades. É considerado raro em pessoas com idades acima dos 40
anos;

• Estudos mostram que alguns genes possam estar diretamente relacionados ao


desenvolvimento da anorexia;

• Histórico familiar - ter um parente que apresenta ou apresentou algum distúrbio alimentar
pode aumentar as hipóteses de desenvolver anorexia também;

• O ato de perder ou ganhar peso pode desencadear em reações das mais variadas, desde
elogios até críticas. Elas podem incentivar uma pessoa a recorrer a dietas cada vez mais
extremas e ao surgimento da anorexia.
SINAIS E SINTOMAS
 Sentir muito medo de engordar ou ficar acima do peso ideal, mesmo quando a pessoa está
abaixo do peso normal – preocupação e ansiedade;
 Recusar-se a manter o peso que é considerado normal ou aceitável para sua idade e altura
(geralmente, pessoas com anorexia estão no mínimo 15% abaixo do peso normal);
 Ter uma imagem corporal muito distorcida, ser muito focada no peso ou na forma corporal e
se recusar a admitir a gravidade da perda de peso;
 Deixar de menstruar e perda de apetite sexual;
 Limitar gravemente a quantidade de comida que ingerem;
 Cortar a comida em pequenos pedaços ou movê-los no prato em vez de comê-los;
 Exercitar-se o tempo todo, mesmo quando está mau tempo, a pessoa está doente/lesionada
ou ocupada;
 Usar comprimidos para urinar (diuréticos), evacuar (laxantes) ou reduzir o apetite
(comprimidos para perda de peso);
SINAIS E SINTOMAS
 Recusar-se a comer perto de outras pessoas;
 Pele manchada ou amarelada, seca e coberta por pelos finos;
 Pensamento confuso ou lento, junto com memória ou julgamento deficientes;
 Depressão;
 Desidratação;
 Extrema sensibilidade ao frio (vestir várias camadas de roupas para ficar aquecido);
 Perda de resistência óssea;
 Desgaste dos músculos e perda de gordura corporal;
 Recusa de tratamento;
 Frequência cardíaca lenta, pressão arterial baixa.
TRATAMENTO

O tratamento da anorexia requer acompanhamento psicológico e físico, realizado por


endocrinologistas e por nutricionistas. É essencial envolver no processo toda a família.
A maioria das pessoas consegue recuperar, embora muitas delas tenham diversas recaídas.
Uma minoria mantém uma forma cónica da doença.
Geralmente, o tratamento faz-se em duas fases: a primeira é a restauração do peso corporal
normal; a segunda é a psicoterapia, muitas vezes completada com fármacos.
PREVENÇÃO

A melhor prevenção da anorexia passa


pela identificação precoce dos primeiros
sinais deste distúrbio e pela sua rápida
correção.

Uma perda de autoestima, insatisfação


com a aparência, alteração nos hábitos
alimentares são motivos para abordar este
tema.

O suporte, a atenção e o diálogo são,


neste caso, boas ferramentas que devem
ser exploradas.
O QUE É BULIMIA ?

A bulimia é um distúrbio alimentar, no qual o


paciente não consegue aceitar seu corpo da
forma como ele é, e a pessoa oscila entre a
ingestão exagerada de alimentos, com um
sentimento de perda de controle sobre a
alimentação, e episódios de vómitos ou abusos
de laxantes para impedir o ganho de peso.

A apetência para o vómito pode tornar-se de tal


modo intensa que este é induzido mesmo após
uma refeição ligeira.

Pessoas com bulimia estão sempre


preocupadas com a aparência, principalmente
com o peso.
CAUSAS

Desconhece-se a causa exata da


bulimia. Provavelmente, para
esta condição contribuem
múltiplos fatores genéticos,
psicológicos, traumáticos,
familiares, sociais ou culturais,
podendo estas serem
semelhantes às da anorexia.

A bulimia provavelmente ocorre


devido a mais de um fator.
FATORES DE RISCO

• Ser do sexo feminino;


• Estar na fase da adolescência ou adulto jovem;
• Hereditariedade: maior risco quando existem familiares em primeiro grau com perturbações
alimentares;
• Fatores psicológicos ou emocionais: autoestima reduzida, perfecionismo, comportamento
impulsivo, depressão, ansiedade ou presença de um distúrbio obssessivo-compulsivo;
• Pressão Social: a pressão exercida pelas pessoas próximas e pela comunicação social é
importante, sobretudo nas mulheres jovens. As pessoas com profissões em contacto com o
público apresentam maior risco de desenvolver perturbações como a bulimia;
• Pressão resultante da prática desportiva: as perturbações alimentares são comuns nos
atletas. Os treinadores e familiares podem contribuir para esta doença ao encorajarem o
atleta a perder peso e a restringir a sua alimentação em prol de um melhor desempenho
desportivo.
• Acredita-se também que a deficiência de serotonina, um neurotransmissor diretamente
relacionado à sensação de prazer, pode estar relacionada à bulimia.
SINAIS E SINTOMAS

• Preocupação excessiva com o corpo e com o peso, com medo constante de ganhar
peso;
• Prática de exercício em excesso;
• Uso excessivo de laxantes, diuréticos e clisteres ou uso de suplementos dietéticos
para perder peso;
• Deterioração dos dentes e gengivas;
• Irregularidades menstruais;
• Problemas digestivos;
• Desidratação;
• Hemorróidas;
• Lesões no esófago devido ao excesso de vómitos;
• Inflamação na garganta.
TRATAMENTO
Para este tipo de pacientes é feita uma abordagem
passo a passo.
O tratamento vai depender da gravidade da doença.
Normalmente são experimentadas várias terapias até
que o paciente consiga superar este distúrbio.
É comum existirem recaídas, e o processo exige um
trabalho árduo da parte do paciente e de sua família.

De um modo geral, o tratamento da bulimia requer


uma combinação de medicamentos e de psicoterapia.

Grupos de apoio podem ser úteis para pacientes em


condições estáveis, mas a terapia cognitivo-
comportamental (TCC) e a terapia nutricional são os
melhores tratamentos para a bulimia que não
responde a grupos de apoio.

Medicamentos como os antidepressivos são


geralmente usados para este tratamento.
PREVENÇÃO

 A prevenção da bulimia passa pela


manutenção de hábitos de vida
saudáveis;
 Identificação precoce de qualquer
sinal desta condição;
 Avaliação pediátrica regular permite
uma identificação precoce de
distúrbios alimentares;
 Criação de uma perceção adequada
da imagem corporal por parte dos
pais;
 Falar com o médico se souber que
algum familiar já teve ou tem algum
tipo de distúrbio alimentar, para ele
poder ajudar, a aprender desde cedo,
a lidar com a situação.
ANOREXIA BULIMIA

Em Portugal, estima-se uma prevalência Estima-se que a bulimia nervosa afete,


de anorexia na ordem dos 0,3% a 0,4%, anualmente, cerca de 13 em cada 100.000
ocorrendo 90% dos casos no género pessoas.
feminino. A incidência da bulimia em mulheres dos 15
As adolescentes costumam apresentar aos 24 anos, o grupo de maior risco, tem
uma perturbação da imagem corporal aumentado ao longo dos últimos 50 anos.
desejando perder peso.
A bulimia, à semelhança da anorexia
A anorexia afeta sobretudo pessoas de nervosa, está muito relacionada com a
classe socioeconómica média e alta. Na perceção da imagem corporal.
sociedade ocidental o número de pessoas
A bulimia pode levar a morte pois os vómitos,
com esta perturbação tem vindo a
o uso de laxantes e diuréticos, baixam o
aumentar.
nível de potássio e levam ao desequilíbrio
Esta doença pode ser ligeira e transitória electrolítico do corpo, o que pode
ou grave e duradoura, sendo fatal em desencadear sintomas como a letargia,
10% a 20 % dos casos. batimentos cardíacos irregulares e morte,
além insuficiência renal.

Geralmente, estas doenças começam na adolescência, embora possam por vezes


começar antes, mas mais raramente na idade adulta.