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Ovidio F. G.

Duarte
8° Período
Michely dos Santos Oliveira
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Sumário
Introdução
Geologia
Lavra
Beneficiamento
• Britagem
• Rebritagem
• Moagem
• Flotação
• Espessamento e Filtragem
Dados Operacionais
Conclusão
Referências Bibliográficas

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Introdução

O depósito da mina Caraíba foi descoberto no ano de


1874, no Vale do Curaçá, área do atual município de Jaguarari
(BA) que se localiza à 450 Km de Salvador.

Em 1974, a empresa estatal Caraíba Metais S.A. iniciou a


exploração comercial da mina, se tornando a única fabricante de
cobre eletrolítico do Brasil.

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A Planta tem capacidade de produzir 5.000 toneladas de
placas de cátodo por ano, com teor de 99,99 % de cobre.
De coloração laranja-avermelhada, presente na história da
civilização desde 8000 antes de Cristo, o cobre é um dos metais
de maior importância para a indústria moderna.

Figura 1 – Dendritos de Cobre 4


Não é exagero dizer que o cobre ajuda a moldar o mundo
que conhecemos hoje. O cobre é empregado na geração e na
transmissão de energia, em fiações e em praticamente todos
equipamentos eletrônicos – como a sua televisão, seu computador
e o seu smartphone.
Entre suas propriedades se destacam:
 Condução de calor e de energia (superam as de qualquer outro
metal explorado comercialmente).
 Maleável
 Reciclável
 Resistente à corrosão e a altas temperaturas

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Geologia

O corpo mineralizado pertence a uma sequência


litoestratigráfica que compreende rochas que foram submetidas a
alto grau de metamorfismo.
As mineralizações de Cobre estão associadas a corpos
máficos, sob a forma lentícular alongada, onde se encontram os
sulfetos de cobre.

No capeamento dos depósitos sulfetados, normalmente,


encontram-se minerais oxidados de cobre que nem sempre
apresentam valor comercial, devido ao seu pequeno volume.

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Lavra
A lavra da mina é composta de duas etapas.
• No período de 1978 a 1996, a lavra da jazida foi feita,
unicamente, pelo método de lavra a céu aberto, utilizando
bancadas de 15 m de altura até a profundidade de 300 m.
Caminhões fora-de-estrada transportavam o minério
desmontado com explosivos até a britagem primária.

Paralelamente à lavra a céu aberto, iniciou-se a


subterrânea em outubro 1996, utilizando o método realce aberto
(sublevel stopping), a partir da profundidade de 350 m.

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• A segunda etapa foi iniciada em setembro de 1998, passou-se a
utilizar o método modificado VCR (vertical crater retreated),
que utiliza o processo de avanços invertidos comparado ao
método anterior.
Vantagens deste método são:
 Maior recuperação,
 Maior segurança
 Menor custo

Adicionalmente, é possível obter um produto lavrado mais


homogêneo, facilitando a operação da usina de concentração, sem
a necessidade de pilha de homogeneização.

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Figura 2 - Exemplo de Lavra por sublevel stoping 10
Figura 3 – Vertical Crater Retreat (VCR)
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scavenger do rougher

Figura 4 - Circuito de beneficiamento da Mineração Caraiba 13


Britagem

Carregadeiras LHD (low hall dump) transportam o minério


lavrado até o britador primário de mandíbulas, instalado a 570 m de
profundidade. O produto da britagem (abaixo de 15 cm) segue por
correia transportadora até o skip, numa extensão de 800 m.

O minério é conduzido à superfície sendo descarregado em


uma pilha intermediária que alimenta a rebritagem.

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Rebritagem
O minério proveniente da pilha intermediária é
classificado em duas peneiras vibratórias, com abertura de 3,18
cm, operando em paralelo. A fração retida alimenta dois
britadores cônicos. O produto da britagem junto ao passante
(abaixo de 3,18 cm) nas peneiras é conduzido aos silos de
estocagem e desses, por meio de alimentadores vibratórios, ao
estágio de peneiramento secundário.
Esse é constituído por sete peneiras vibratórias, com
aberturas de 1,59 cm, que operam em paralelo. O material retido
é britado em circuito fechado com peneiras secundárias, em
quatro britadores cônicos operando em paralelo. O passante em
1,59 cm (95% < 1,2 cm) é estocado em um silo com capacidade
de 4.500 t, que alimenta o circuito de moagem.

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Moagem
A alimentação do moinho é levada a efeito por correias
transportadoras, a partir dos silos de estocagem. O moinho
trabalha em circuito fechado com dois hidrociclones Krebs,
cuja fração fina com 70% abaixo de 106 µm constitui a
alimentação do circuito de flotação. A fração grossa forma a
carga circulante (300%) de moagem.
Caracteristicas:
 Alimentação com 82% de sólidos
 Moinho de bolas ( 71% da sua velocidade crítica)
 Volume de carga interna de 38%
 Produto final com um P80 de 420 µm.

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Peneiramento secundário

Figura 5 – Britagem Primária e Secundária 17


Coletor e
espumante (MIBC)

Modulador de pH
scavenger
Cal - pH aprox. 10,8
do rougher

Figura 6 - Moagem, Flotação, espessamento e Filtragem 18


Flotação

Rougher Scavenger Cleaner Recleaner Scavenger


do Rougher do Cleaner

12 células 12 células 6 células 2 células 10 células

14,15 m³ 14,15 m³ 8,5 m³ 8,5 m³ 8,5 m³

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Características dos produtos obtidos no processo de flotação da mina Caraíba.

Etapa Produtos % de sólidos Densidade de polpa Teor de Cu (%) % de sólidos

Alimentação 33 - 35 1,35 2,12 - 2,50 -

Rougher Concentrado 28 - 30 1,36 7,00 - 10,00 94,06

Rejeito 20 - 28 1,36 0,12 - 0,25 5,94

Concentrado 24 - 25 1,2 20 - 30 81,4


Cleaner
Rejeito 46 1,48 4,66 18,6

Concentrado 14 - 16 1,42 34 - 42 84,99


Recleaner
Rejeito 45 1,47 7,5 15,01

Concentrado 32 1,32 8,1 41,82


Scavenger
Rejeito 27 - 30 1,35 1,7 - 4,2 58,18

Tabela 1 – Características de cada etapa da flotação


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Espessamento e Filtragem

No espessamento do concentrado final da flotação utiliza-


se um equipamento com sistema automático de levantamento do
rake.

Características:
• O concentrado com 15% de sólidos
• Vazão de alimentação 9,5 t/h
• Overflow retorna à usina como água de recirculação
• O underflow, contendo 65% de sólidos segue para um filtro de
disco, gerando uma torta com 10% de umidade. A água
removida durante a filtragem, também é reutilizada pela usina.

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O rejeito final do circuito de flotação é bombeado para
dois espessadores, sem sistema de levantamento automático de
rake.
Para acelerar a sedimentação dos sólidos, adiciona-se o
floculante NALCO7174 (15 g/t).
Caracteristícas:
• Contém 25% de sólidos em peso
• Overflow constitui a água de recirculação
• Underflow, com 65% de sólidos e 0,1-0,2% de Cu (barragem
de rejeitos)
• Vazão de alimentação é de 190 t/h.

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Dados Operacionais

• A usina apresenta uma recuperação de cobre da ordem de 92%,


com concentrado de 34-37% de cobre e MgO mais SO2
(refratários ao processo metalúrgico) inferiores a 17,5%.
• A usina de beneficiamento utiliza 1.000 m³/dia de água,
correspondendo 40% desse total à água de recirculação da usina, e
o restante de água nova, captada no rio São Francisco (86 Km)
• A moagem é responsável por cerca de 30% do consumo mensal de
energia da usina

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• O controle da flotação é feito através de uma amostragem
automática em seis pontos do circuito: alimentação da
flotação, concentrado rougher, concentrado cleaner, rejeito
scavenger, concentrado recleaner e rejeito final.
• As amostras coletadas automaticamente no circuito são
analisadas em forma de polpa em um analisador contínuo por
fluorescência de raios X
• A capacidade nominal de processamento atual da usina da
mina Caraíba é de 4.800 toneladas por dia de minério

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Pontos de amostragem 25
Consumo e origem dos reagentes utilizados na etapa de flotação

Função Reagente Origem Consumo (g/t)

Coletor SF 632 Chile 35

Coletor AERO 4037 Chile -

Espumante MIBC Rhodia, Brasil 35

Modulador de pH Leite de Cal Sergipe 950

Tabela 2 – Reagentes e suas origens

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Conclusão

A Mineração Caraíba se destaca pelo seu projeto, não só


por ser uma das poucas minas de cobre no Brasil mas também
por se tratar de uma lavra subterrânea e principalmente pelo seu
reduzido impacto ambiental.

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Referências Bibliográficas

Disponível em: http://www.mineracaocaraiba.com.br. Acesso em 15 de Jun. 2015.


Disponível em: https://www.pinterest.com/pin/358810295282513365/. Acesso em 15 de Jun.
2015.
Disponível em: http://www.vale.com/PT/business/mining/copper/Paginas/default.aspx.
Acesso em 21 de Jun. 2015.
Disponível em: http://imagens.tabelaperiodica.org/dendritos-de-cobre-2/. Acesso em: 21 de
Jun. de 2015.
Sampaio, J. A.; Carvalho, E. A.; Andrade, D. G. Cobre - Mineração Caraíba. CETEM. 2002
Disponível em: http://www.desrizal.com/reading-142-Vertical-Crater-Retreat-Underground-
Mining-Method.html. Acesso em: 19 de Set. de 2015

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