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OBTENÇÃO DE MATÉRIA PELOS ORGANISMOS

AUTOTRÓFICOS
O2
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Usando uma fonte de energia


SERES (luz), água, dióxido de carbono e
AUTOTRÓFICOS sais minerais, conseguem
produzir matéria orgânica.

 Contém carbono (C);


 Quimicamente é um açúcar
(glícido): GLICOSE
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Cianobactérias Euglena

REINO MONERA
REINO PROTISTA
REINO DAS
PLANTAS
Panta
Algas
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FOTOAUTOTRÓFICOS QUIMIOAUTOTRÓFICOS
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Processo que converte ENERGIA LUMINOSA em ENERGIA


QUÍMICA!!

Durante o processo de
fotossíntese é produzidoATP.
ATP – Principal transportador de
energia
• ATP:
• Adenina
• Ribose
• Três grupos fosfatos

• ATP - Fonte privilegiada de energia química


• As ligações entre os grupos fosfato são muito frágeis e
rompem-se por hidrólise
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Trata-se de um processo fundamental para o bom funcionamento dos


ecossistemas!!

É com a fotossíntese, e nos produtores, que se inicia o processo


de transferência de energia ao longo dos níveis tróficos!!
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Durante o processo da fotossíntese é produzido e


libertado oxigénio (O2).
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Para que o processo ocorra


é necessária a presença de
CLOROFILA!!

Pigmento fotossintético
produzido pelas próprias
células!!
(para tal necessitam de Mg e N2)

Os pigmentos fotossintéticos funcionam


como pequenas antenas – conseguem
captar de forma eficaz a radiação solar
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PIGMENTOS
FOTOSSINTÉTICOS
(cloroplastos)
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Libertado para a
Capturada pelos atmosfera através de
pigmentos poros existentes nas
fotossintéticos folhas (estomas)

Retirado da atmosfera Absorvida do solo Distribuída a todas as


e absorvido pelo ser através das raízes células das plantas através
vivo do sistema vascular
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ESTOMAS
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* Moléculas marcadas
radioativamente
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Principalmente nas células das folhas,


mais concretamente nos cloroplastos.
Cloroplasto – organelo celular
delimitado por uma dupla
membrana. Internamente possui
sáculos empilhados, os
tilacóides, em cuja membrana
se localizam os pigmentos
fotossintéticos. Um conjunto de
tilacóides empilhados designa-
se granum. O espaço no
interior do cloroplasto está
preenchido por fluidos e
designa-se de estroma.
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As cianobactérias ocupam
também, o posto de
produtoras de matéria
orgânica nos
ecossistemas.
Realizam a fotossíntese
apesar de não
apresentarem cloroplastos.
A estrutura que garante a
realização da fotossíntese é
muito primitiva
– lamelas ou membranas
fotossintéticas.
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 A luz propaga-se através


de pequenas partículas
que apresentam um
movimento ondulatório e
que carregam alguma
energia.
 Os pigmentos
fotossintéticos têm a
capacidade de absorver luz
/ radiação solar.
 A radiação solar pode ser
decomposta …
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A radiação / luz emitida pelo sol


apresenta vários comprimentos
de onda, no entanto só uma
pequena parte consegue ser
percecionada pelo Homem (luz
visível).

A luz visível encontra-se entre os


comprimentos de onda dos 380 nm
aos 750 nm.
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Ao incidir sobre o pigmento


(fotossintético), há radiação
solar que é absorvida e outra
que é refletida.

Por exemplo a clorofila a


absorve radiação no espetro
do azul e do vermelho,
refletindo o verde.
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ESPETRO DE AÇÃO DA
FOTOSSÍNTESE

ESPETRO DE ABSORÇÃO
DA FOTOSSÍNTESE

Facilmente se verifica que a


fotossíntese atinge uma maior
eficácia a comprimentos de onda
onde as clorofilas* têm também
maior capacidade de absorção.
* São os pigmentos mais importantes no processo fotossintético!!
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 Os diferentes pigmentos fotossintéticos, como têm estruturas diferentes,


complementam-se na captação de radiação de diferentes comprimentos
de onda.
 Nas plantas superiores, as clorofilas a e b são os pigmentos mais
eficazes.
 As radiações mais eficazes para a fotossíntese são as absorvidas pelos
pigmentos nas faixas vermelho-alaranjadas e azul-violetas.
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Quando uma molécula


absorve luz (fotões) diz-se
que fica excitada.
Em consequência, os seus
eletrões passam para uma
orbital mais energética
(afastam-se do núcleo, ficam
menos atraídos para ele e
podem até sair daquele átomo
e passar para outros –
acetores de electrões)!!

Se tal não acontecer e os eletrões voltarem ao


seu estado /valência normal , liberta-se calor ou,
em alternativa, radiação luminosa (fluorecência)… (molécula acetora de eletrões)
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Quando uma molécula


perde eletrões diz-se que
ficou oxidada; quando
recebe eletrões diz-se que
ficou reduzida!!

REDUÇÃO Receção de eletrões

OXIDAÇÃO Cedência de eletrões


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Recebeu e- Perdeu e-

FORMA FORMA
REDUZIDA OXIDADA
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• FASE DEPENDENTE DA LUZ /


FOTOQUÍMICA
(ocorre na membrana do tilacóide)

• FASE INDEPENDENTE DA LUZ /


QUÍMICA
(ocorre no estroma dos tilacóides)
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Nos cloroplastos (membrana


dos tilacóides) existem
pigmentos (dão cor à planta e
conseguem ABSORVER LUZ /
FOTÕES) – funcionam como
antenas.
Estes pigmentos
encontram-se organizados
em dois fotossistemas:
Absorvem diferentes tipos de luz (com
diferentes comprimentos de onda). • FOTOSSISTEMA I
Ambos têm no centro clorofila a. • FOTOSSISTEMA II
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Quando os fotões incidem nos fotossistemas,


são aborvidos pelas clorofilas e transferidos
para a clorofila a que se encontra no centro
de reação dos fotossistemas. A clorofila
fica excitada e perde eletrões para uma
molécula acetora de eletrões.
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Na membrana dos tilacóides, o fotossistema II (P 680) absorve fotões. A clorofila a


que está no centro do fotossistema fica excitada e vai ceder dois eletrões fica por
isso oxidada (P 680). Mas estes eletrões irão ser transferidos para uma cadeia de
eletrões, os quais vão ficando sucessivamente oxidados e reduzidos. Durante este
transporte de eletrões liberta-se energia que vai servir para fosforilar o ADP em
ATP!!!
Mas, entretanto como também
ocorreu fotólise da água, os dois
eletrões originados por este
processo irão reduzir o
fotossistema II (P 680) que estava a
precisar de eletrões para voltar ao
… estado normal e poder novamente
absorver fotões para que todo o
processo de conversão da energia
luminosa em química continue …
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Ao mesmo tempo, e no fotossistema I (P700) ocorre também a absorção de


fotões. A clorofila a que está no centro do fotossistema fica excitada e vai ceder
dois eletrões. Fica por isso oxidada (P700). Os eletrões irão ser transferidos para
uma cadeia transportadora de eletrões mais curta. Quem os vai receber é a
molécula de NADP+. Esta molécula irá receber estes dois eletrões, bem como um
protão H+ proveniente da fotólise da água. Vai transformar-se em NADPH!!!

Para voltar ao estado inicial, o fotossistema I


(P700) vai receber os eletrões libertados durante
o processo que ocorreu no fotossistema II e volta
a ficar reduzido, podendo absorver mais fotões.
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FOTOFOSFORILAÇÃO ACÍCLICA
Este tipo de
fosforilação
designa-se por
acíclica. Os
eletrões
perdidos pelo
fotossistema II já
não regressam a
ele – servirão
para reduzir a
clorofila a do
fotossistema I.
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FOTOFOSFORILAÇÃO ACÍCLICA

NADP+
+ H+
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LOCALIZAÇÃO da FOTOFOSFORILAÇÃO ACÍCLICA

Estroma do cloroplasto
FOTOSSISTEMA II

FOTOSSISTEMA I

Lúmen do tilacóide
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FOTOFOSFORILAÇÃO CÍCLICA
 Só intervém o fotossistema I.
 Apenas se produz ATP e não NADPH.
 Não entra em jogo a fotólise da água,
logo não é libertado oxigénio.
O fotossistema I capta fotões, a clorofila a fica
excitada e perde eletrões (fica oxidada),
Esses eletrões são encaminhados para uma
cadeia transportadora onde ocorrem
sucessivas reações de oxidação-redução.
Durante estas reações o ADP é fosforilado em
ATP. No entanto, o destino final dos eletrões é
http://highered.mcgraw- retornar à clorofila a do fotossistema I,
hill.com/sites/dl/free/0072437316/12 reduzindoa-a. Este processo é cíclico, os
0072/bio12.swf eletrões voltam novamente ao fotossistema I!
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1.1. Preenche os 3 rectângulos da


figura com os termos adequados.

1.2. Completa a afirmação


seguinte, com os termos: água;
electrões; hidrogénio; oxigénio.
Os perdidos pela
clorofila são repostos pela molécula
de , que é desdobrada
por acção da luz, o que permite a
separação dos átomos de
, de onde provêm os
para neutralizar a
clorofila, e de , que é
libertado pela planta para o meio
ambiente.
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• Fixação do dióxido de
carbono
• Obtenção de glicose /
compostos orgânicos,
com gasto de ATP’s e de
NADPH’s
•Regeneração da ribulose
difosfato (para que novo ciclo
possa ter lugar). Tudo isto ocorre através de um
conjunto de reações (ciclo de Calvin),
as quais são controladas por enzimas.
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1 – Qual a molécula que


se combina com o CO2 e
o incorpora?
2 – Qual é o papel do
ATP e do NADPH neste
ciclo?
3– Quantas moléculas
de CO2, ATP e NADPH
são necessárias para a
síntese de cada
molécula de glicose?
4– Quantas moléculas
de PGAL são
necessárias para:
5 - Que substâncias se poderia fornecer a uma planta -Sintetizar glicose;
para que sobrevivesse na obscuridade durante algum - regenerar a RUDP.
tempo?
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1 – Qual a molécula que se combina com o CO2 e o incorpora?


R: É a RUDP (ribulose difosfato).
2 – Qual é o papel do ATP e do NADPH neste ciclo?
R: O ATP fornece energia eo NADPH fornece hidrogeniões (H+).
3 – Quantas moléculas de CO2, ATP e NADPH são necessárias para a
síntese de cada molécula de glicose?
R: 6CO2, 18 ATP, 12 NADPH.
4 – Quantas moléculas de PGAL são necessárias para:
-Sintetizar glicose; R: 2 PGAL.
- regenerar a RUDP. R: 10 PGAL.
5 - Que substâncias se poderia fornecer a uma planta para que
sobrevivesse na obscuridade durante algum tempo?
R: A planta poderia sobreviver na obscuridade, pois continuaria a produzir
glicose, desde que lhe fossem fornecidas as substâncias produzidas na fase
fotoquímica: ATP e NADPH.Em alternativa também sobreviveria porque
continuaria a produzir glicose se lhe for fornecido diretamente o PGAL.
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O ciclo de
Calvin
regenera o
NADP+ e o
ADP
necessários
às reações
fotoquímicas.

Muitas vezes a glicose produzida fica armazenada sob a forma de amido (longos
polímeros de glicose); podem também formar-se outros compostos orgânicos.
ALTERAÇÕES QUE OCORRAM EM QUALQUER UMA DAS FASES IRÃO
INFLUENCIAR A OUTRA!!
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A LUZ PERMITE A FORMAÇÃO DE A fase química não se realiza na


ATP E DE NADPH, ELEMENTOS ausência da luz, mas depende
ESSENCIAIS PARA A FASE indiretamente da mesma, devido à
QUÍMICA E CONSEQUENTE: necessidade de ATP e NADPH
OBTENÇÃO DE GLICOSE!!! produzidos durante a fase fotoquímica.
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A quimiossíntese é um processo de síntese de compostos orgânicos


que utiliza, tal como a fotossíntese, o dióxido de carbono como fonte de
carbono, mas, em vez da energia solar, usa a energia proveniente da
oxidação de substâncias inorgânicas, como a amónia, os nitritos, o
enxofre e o ferro.
Enquanto na fotossíntese é
utilizada energia solar e os
protões e eletrões provem
da água, na quimiossíntese,
os protões e os eletrões têm
origem nos compostos
minerais que são oxidados.
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Na quimiossíntese, tal como na fotossíntese, é possível distinguir duas fases:


•Produção de moléculas de ATP e
NADPH – a apartir da oxidação de
compostos minerais (amoníaco, sulfureto de
hidrogénio, carbonatos e sulfatos de ferro)
obtêm-se protões (H+) e eletrões (e-) que
vão ser transportados ao longo de uma
cadeia, ocorrendo a fosforilação de ADP em
ATP e a redução do NADP+ em NADPH.
•Redução do CO2. Esta fase corresponde
à fase química da fotossíntese, ocorrendo,
também aqui, um ciclo idêntico ao de
Calvin, onde intervêm as moléculas de ATP
e de NADPH produzidos na fase anterior.
Neste ciclo verifica-se a fixação de CO2, que
é reduzido, permitindo a formação de
moléculas orgânicas.
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É um processo alternativo –
bactérias que vivem nas
profundezas oceânicas, como não
conseguem absorver luz,
desenvolveram esta outra forma de
obterem produtos orgânicos.

Algumas bactérias que intervêm no ciclo do azoto também usam este


processo (oxidam os átomos deste elemento, libertando óxidos de
azoto).

Durante a quimiossíntese é usado dióxido de carbono (CO2) e


são produzidos compostos orgânicos tal como na fotossíntese,
no entanto não se liberta oxigénio (O2).
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/NADPH.

… FIM!!