Você está na página 1de 153

SISTEMA CARDIOVASCULAR E

EXERCÍCIO

Prof. Me. Marcus Vinícius Patente Alves


Adaptações Circulatórias ao
Exercício
• Qual o principal desafio da homeostasia causado
pelo exercício?
– Aumento das demandas de O² pelos músculos

• Qual o principal objetivo do sistema


cardiorespiratório?
– Liberar quantidade suficientes de O² e remover produtos de degradação dos
tecidos do organismo.

• O que deve ser feito para que sejam satisfeitas as


demandas musculares aumentadas durante o
exercício?
– Aumento do débito cardíaco e redistribuição do fluxo sanguíneo

2
Sistema Circulatório

É um sistema fechado
constituído por:
 Coração; órgão propulsor;

 Vasos sanguíneo; asseguram a


distribuição do sangue.

 Sangue; tecido líquido viscoso


que assegura o equilíbrio
fundamental entre os vários
sistemas do corpo humano.
Sistema Cardio-Respiratório
As nossas células necessitam de:
 Oxigênio;
 Nutrientes;
 Eliminar Dióxido de Carbono;
 Entre outros.

O nosso organismo realiza as


trocas de substâncias com o
meio extracelular através de um
sistema baseado na circulação
de um fluído:
 SANGUE
Função do Sistema Cardiovascular
 Manutenção da Homeostasia Corporal
– Repouso;
– Exercício.

 Variantes Cardiovasculares

– Pressão Arterial;
– Débito Cardíaco;
– Distribuição do Fluxo Sanguíneo (hemodinâmica).
Coração

Centro do Sistema Cardiovascular


Cardio = coração
Vascular= vasos sanguíneos
• Em repouso o coração
bombeia 30x seu peso
por minuto em torno de
5l de sangue.
• O sistema cardiovascular
proporciona esta bomba
para a circulação
continua de sangue
“novo” através de
aproximadamente
100,000Km de vasos.
Estrutura
Estrutura

Pequena Circulação

Grande Circulação
PRINCIPAIS ESTRUTURAS ANATÔMICAS DO
CORAÇÃO

veia cava superior


AORTA
artérias pulmonares
direita artérias pulmonares
esquerda

veias pulmonares veias pulmonares esquerda


direita átrio esquerdo
átrio direito válvulas semilunares

válvula atrioventricular
válvula atrioventricular
esquerda (mitral)
direita (tricúspide)

cordas tendíneas
ventrículo esquerdo
ventrículo direito

veia cava inferior


septo ventricular
Coração

Bomba Mecânica

- 72 batimentos por minuto,

- 103.680 batimentos por dia,

- 37.843.300 batimentos por ano

- ~ 2.649.024.000 batimentos em 70 anos


Localização

• Entre os dois pulmões


no mediastino (esterno
até a coluna vertebral).
• Possui o tamanho
aproximado de uma
mão fechada e seu
ápice repousa no
diafragma.
Paredes do Coração
• Composta de três camadas:
1. Pericárdio (externa), camada visceral, lâmina
externa fina, fina e transparente
2. Miocárdio que é o tecido muscular cardíaco,
perfaz a maior parte do coração, é
responsável pela ação de bombeamento do
coração
Discos estruturas densas que
intercalados conectam as fibras

Túbulos T SINCÍCIO
(transverso)

trocas
capilar-miócito

mitocôndrias
junções
núcleo Comunicantes
facilitam a
sarcolema (gap juctions)
condução do
Impulso cardíaco
3. Endocárdio é a camada fina de epitélio
escamoso simples,reveste o interior do
miocárdio e recobre as valvas do coração e as
cordas tendíneas.
Coração
PERICÁRDIO E PAREDE DO CORAÇÃO
Endocárdio
Miocárdio

Pericárdio
Epicárdio

 Pericárdio fibroso: evita o estiramento excessivo do coração e o


ancora no mediastino;

 Pericárdio seroso: camada dupla (lâmina parietal e visceral)

As câmaras do coração apresentam diferença na espessura do


miocárdio de acordo com a fisiologia de cada câmara
Câmaras do Coração
• O coração é dividido em quatro câmaras que
recebem e bombeiam o sangue
• Duas câmaras superiores que são os átrios
direito/esquerdo, separados por uma parede
divisória chamada de septo interatrial.
• Duas câmaras inferiores que são os ventrículos,
separados pelo septo interventricular.
• As paredes dos átrios são mais finas do que as dos
ventrículos.
• As paredes do ventrículo esquerdo é mais espessa
do que a do ventrículo direito.
Configuração Interna:
CÂMARAS DO CORAÇÃO
Septo interatrial
Veias pulmonares

Átrio direito (AD) Átrio esquerdo


Seio coronário (AE)

Septo
atrioventricular
Ventrículo Ventrículo

direito (VD) esquerdo (VE)

Tronco pulmonar Aorta

Septo interventricular
Átrio Direito
Cavidade superior
direita ligada às
veias cavas. Recebe
Átrio Esquerdo
o sangue vindo do Cavidade superior
corpo. esquerda ligada às
veias pulmonares.
Recebe o sangue vindo
dos pulmões.

Ventrículo Direito Ventrículo Esquerdo


Cavidade inferior Cavidade inferior
direita. Recebe o esquerda. Recebe o
sangue do átrio direito sangue do átrio
e envia-o para as esquerdo e envia-o
artérias pulmonares.
para a artéria aorta.
ÁTRIO DIREITO

Músculos pectíneos: parede anterior dos átrios

 Desembocam as veias cavas superior e inferior, e seio coronário


VENTRÍCULO DIREITO

Valva do tronco
pulmonar:

Formada por 3
válvulas
semilunares

Valva atrioventricular direita: 3 válvulas + cordas tendíneas + músculos


papilares

 Presença de trabéculas cárneas

 Saída do tronco pulmonar


ÁTRIO ESQUERDO

Músculos pectíneos: no átrio esquerdo

 Desembocam as veias pulmonares (4)


VENTRÍCULO ESQUERDO

Valva atrioventricular esquerda: 2 válvulas + cordas tendíneas +


músculos papilares

 Presença de trabéculas cárneas

 Saída da aorta
VENTRÍCULO ESQUERDO
Esqueleto Fibroso do Coração
• Além do tecido muscular cardíaco, a parede
do coração contém tecido conjuntivo denso
que forma o esqueleto fibroso do coração.
Essencialmente, o esqueleto fibroso consiste
em quatro anéis de tecido conjuntivo denso
que circundam as valvas do coração, unem-se
uns aos outros e se fundem com o septo
interventricular.
• Além de formar a fundação estrutural para as
valvas do coração, o esqueleto fibroso evita o
estiramento excessivo das valvas à medida
que o sangue passa por elas.
• Atua também como ponto de inserção para os
feixes de fibras musculares cardíacas e age
como isolante elétrico entre átrios e
ventrículos.
TIPOS DE CIRCULAÇÃO

Pequena circulação
ou
Circulação pulmonar

Grande circulação
ou
Circulação sistêmica
Veias
Artérias pulmonares
pulmonares
Aorta

Capilares
Veia
pulmonares
cava

Coração Coração
direito Artérias
esquerdo
Sistêmicas

Veias
sistêmicas

Conteúdo de O2: 145 ml/l Conteúdo de O2: 200 ml/l


Conteúdo de CO2: 490 ml/l
Conteúdo de CO2: 540 ml/l

Capilares sistêmicos
Fig 13.2 – O sistema circulatório pode ser dividido em alça pulmonar e alça sistêmica que, juntas, formam um circuito completo. Todo o sangue bombeado pelo coração
esquerdo passa pela alça sistêmica, retornando ao coração direito como sangue venoso sistêmico, que é rico em CO2 e parcialmente depletado de O2. O coração direito
bombeia o sangue para a alça pulmonar, onde algum CO2 é perdido e é adquirido O2 pela troca gasosa com a atmosfera. Esse sangue retorna ao coração esquerdo para
outra volta pelo circuito. 35
CORAÇÃO DIVIDIDO

DOIS CIRCUITOS COM PRESSÕES DIFERENTES

VANTAGENS DA ALTA PRESSÃO (Circuito sistêmico)


Tempo de trânsito menor
 Obtenção de alterações súbitas de fluxo em leitos específicos
 Filtração de fluidos nas paredes capilares

DESVANTAGENS:
Necessidade de extensa rede linfática

VANTAGENS DA BAIXA PRESSÃO (circuito pulmonar)


 Rede linfática menor
 Evita o extravasamento de fluidos dos capilares formando espaços que poderiam
dificultar a troca de gases

DESVANTAGEM DO SISTEMA

DÉBITO CARDÍACO TEM QUE SER IGUAL NOS DOIS LADOS,


INDEPENDENTE DA NECESSIDADE DE CADA CIRCUITO

Prof. Marcus Vinícius Patente


Alves
36
Coração - Propriedades
Automatismo
É a capacidade do músculo
cardíaco de produzir sinais
elétricos com um ritmo
determinado. Isto ocorre porque
as membranas de algumas células
são naturalmente permeável aos
íons sódio. O sódio penetra na
célula até que seja atingido o
limiar necessário para a
despolarização, que ocorre pela
abertura de canais rápidos de
cálcio. As células capazes de
geração de estímulos estão
localizadas no nodo sino-atrial
(SA), no nodo átrio-ventricular
(AV) e nas fibras de Purkinje.
Coração - Propriedades

Condutibilidade
É a capacidade do músculo
cardíaco de conduzir estímulos.
Ocorre de maneira rápida nas
fibras especializadas: vias
internodais, feixe AV (ou Feixe
de His) e fibras de Purkinje. A
condução também ocorre em
todo o músculo atrial e
ventricular, pelos discos
intercalares.
Coração - Propriedades
Contratibilidade

É a capacidade do músculo cardíaco de se


contrair. Atende ao princípio do tudo ou nada.

– Contração = Sístoles

– Relaxamento = Diástoles
Coração - Propriedades
Excitabilidade
É a capacidade do músculo cardíaco de se
excitar quando estimulado. A excitabilidade é
variável de acordo com a fase da atividade
cardíaca. Por exemplo, durante o repouso, a
excitabilidade do músculo cardíaco é alta.
Entretanto, durante a despolarização e a
repolarização, a excitabilidade é nula ou muito
baixa.
Potencial Cardíaco
O potencial do músculo cardíaco é em platô. Isto
ocorre porque durante a despolarização, ocorre a
abertura de canais lentos de cálcio, além da abertura
dos canais rápidos de sódio. O influxo de cálcio inicia
após o fechamento dos canais de sódio e perdura por
0,2 a 0,3 segundos. Este influxo de cálcio inibe a
abertura dos canais de potássio, portanto a
repolarização também é retardada por 0,2 a 0,3
segundos, que é o tempo de duração do platô. Após
este tempo, os canais lentos de cálcio se fecham e a
repolarização procede normalmente, através do efluxo
de íons potássio.
Potencial Cardíaco
Ao se excitar o
músculo cardíaco, o
potencial de membrana
passa de aproximadamente
–90mV (repouso) para +
20mV. Ou seja, ele aumenta
110mV (potencial de ação).
É esse platô que faz
com que a contração
muscular dure 0,2 s no átrio
e 0,3 s no ventrículo; 15
vezes mais que no
músculo esquelético.
Potencial Cardíaco
Sistema de Condução Cardíaca
• Gera seu próprio sinal elétrico (autocondução).
• Impulso inicia no nodo-sinoatrial (marcapasso ritmo
sinusal), dissemina-se através de ambos os átrios e atinge
o nó atrioventricular que leva o impulso do átrio ao
ventrículo (retardo de 0,13s), o feixe AV percorre ao
longo do septo interventricular e, em seguida, divide-se
em ramos direito e esquerdo em ambos os ventrículos
que enviam o impluso ao ápice do coração e para o
exterior. Estes ramos se subdividem em ramos menores e
se difundem através de toda a parede ventricular (fibras
de Purkinge).

Prof. Marcus Vinícius Patente


Alves
59
SISTEMA INTRÍNSECO
DE CONDUÇÃO

60
61
VIAS DE DESPOLARIZAÇÃO

62
SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO - CONTROLE INTRÍNSECO

SISTEMA DE CONDUÇÃO DO CORAÇÃO

63 (WILMORE & COSTILL, 2001)


Controle Intrínseco do Ciclo Cardíaco
• Estruturas específicas garantem que as
câmaras cardíacas contraiam e movam o
sangue na direção correta.
• O tecido muscular juntamente com o tecido
nervoso especializado inerva as fibras
musculares geram o próprio impulso para a
contração (automatismo cardíaco).
Controle Externo do Ciclo Cardíaco
• Responsável pelo ajuste da FC, como exemplo
a bradicardia de repouso, induzida pelo
treinamento e o aumento da FC em função da
realização da atividade física.
Componentes Simpáticos
• Chegam aos nós SA e AV e miocárdio, são
aceleradores cardíacos.
• Liberam noradrenalina tendo como aumento
da FC.
• Aumenta a força de contração que
consequentemente aumenta o volume de
sangue bombeado pelo coração em cada
batimento.
Componente Parassimpático
• Inervam os nós AS e AV se originam no bulbo,
liberam acetilcolina que diminui as atividades
em ambos os nós (bradicardia)
SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO
CONTROLE EXTRÍNSECO

• Sistema Nervoso Parassimpático

• Nervo Vago – em repouso, tônus vagal depressor diminuição da

FC através da diminuição do impulso. Pode reduzir a FC para 20 à

30bpm. Reduz a força da contração cardíaca

• Sistema Nervoso Simpático

• Nervo Simpático – efeitos opostos. Aumento da FC de até 250bpm

(stress físico ou emocional)

• Sistema Endócrino

• Catecolaminas (Adrenalina e Noradrenalina)


68 (WILMORE & COSTILL, 2001)
SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO - CONTROLE EXTRÍNSECO

69 (POWERS & HOWLEY, 2000)


Controle da FC
• No repouso ou na atividade física a FC é
controlada em grande parte pelo balanço
entre as estimulações simpáticas e
parassimpáticas.
Espessura das paredes cardíacas
• Com a atividade física principalmente de força,
ocorre um aumento significativo da espessura da
parede cardíaca principalmente do ventrículo
esquerdo:
• Limite máximo de 13 mm (adaptação fisiológica)
• > 13 mm hipertensão crônica (adaptação patológica)
• Adaptação fisiológica aumento vascular
coronariano
• Adaptação Patológica não ocorre aumento da
vascularização coronariana.
Ciclo Cardíaco
• Padrão de contração e de relaxamento da
contração e relaxamento do coração.
• Contração – sístole
• Relaxamento – diástole
• Contração (sístole atrial) ocorre durante o
relaxamento (diástole ventricular)
• Em repouso a contração dos ventrículos durante a
sístole ejeta 2/3 do sangue contido nos ventrículos
permanecendo 1/3 nas cavidades ventriculares
Prof. Marcus Vinícius Patente
Alves
72
ELETROCARDIOGRAMA
• É a representação gráfica de um coração
funcionando normalmente a atividade elétrica
que precede a contração sequencial das câmaras
cardíacas.
• Movimento de íons que ocorre durante a
contração e relaxamento muscular
• A altura da onda representa a quantidade de
atividade elétrica e, indiretamente a quantidade
de músculo cardíaco contraindo e relaxando.
• O componente horizontal representa o tempo.
SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO - CICLO CARDÍACO

ELETROCARDIOGRAMA I

Onda T
Onda P QRS Segmento ST
(WILMORE & COSTILL, 2001)
• A 1ª deflexão, ou onda é a P, que representa a
contração atrial depois um intervalo de tempo de
1/10s durante o qual não se detecta sinal, em
seguida o complexo QRS, contração dos
ventrículos (o intervalo é provocado pelo nó
AV).Em seguida vem a onda T que representa o
relaxamento e a repolarização ventricular. ST é o
período após a contração ventricular e o início do
seu relaxamento.
• Intervalo PR onde começa a contração atrial e
termina início da contração ventricular.
• O ECG também pode ser usado para ver o
funcionamento do coração.
• Ex. Num exercício de teste de esforço aparece
uma depressão no segmento ST pode indicar
isquemia miocárdica (+ comum placa de
gordura o que ocasiona aumento da
arterosclerose) no interior dos vasos
sanguíneos coronários.
Ritimo Sinusal Normal
Pulso Formado no Nó SA
Despolarização Atrial
Delay no Nó AV
Condução nos Ramos
Condução nas Fibras de Purkinje
Despolarização Ventricular
Tempo para Repolarização
Repolarização Ventricular
Automaticidade
Logo que uma célula inicia um impulso, as células
vizinhas seguem imediatamente, como dominós.
Potencial de Ação de uma célula cardíaca
Fase 0
5 Fases – Despolarização rápida ascendente
com um fluxo de íons de sódio para o
interior da célula
Fase 1
– Repolarização precoce rápida com
uma movimentação transitória de íons
de potássio
Fase 2
– Fase “plateau”: fluxo de sódio
contínuo e fluxo lento de Cálcio para
dentro da célula
Fase 3
– Repolarização: fluxo de Potássio para
fora da célula
Fase 4
– Fase de repouso
Potencial de Ação de uma célula cardíaca
Fase 0
5 Fases – Despolarização rápida ascendente
com um fluxo de íons de sódio para o
interior da célula
Fase 1
– Repolarização precoce rápida com
uma movimentação transitória de íons
de potássio
Fase 2
– Fase “plateau”: fluxo de sódio
contínuo e fluxo lento de Cálcio para
dentro da célula
Fase 3
– Repolarização: fluxo de Potássio para
fora da célula
Fase 4
– Fase de repouso
Potencial de Ação de uma célula cardíaca
Fase 0
5 Fases – Despolarização rápida ascendente
com um fluxo de íons de sódio para o
interior da célula
Fase 1
– Repolarização precoce rápida com
uma movimentação transitória de íons
de potássio
Fase 2
– Fase “plateau”: fluxo de sódio
contínuo e fluxo lento de Cálcio para
dentro da célula
Fase 3
– Repolarização: fluxo de Potássio para
fora da célula
Fase 4
– Fase de repouso
Potencial de Ação de uma célula cardíaca
Fase 0
5 Fases – Despolarização rápida ascendente
com um fluxo de íons de sódio para o
interior da célula
Fase 1
– Repolarização precoce rápida com
uma movimentação transitória de íons
de potássio
Fase 2
– Fase “plateau”: fluxo de sódio
contínuo e fluxo lento de Cálcio para
dentro da célula
Fase 3
– Repolarização: fluxo de Potássio para
fora da célula
Fase 4
– Fase de repouso
Potencial de Ação de uma célula cardíaca
Fase 0
5 Fases – Despolarização rápida ascendente
com um fluxo de íons de sódio para o
interior da célula
Fase 1
– Repolarização precoce rápida com
uma movimentação transitória de íons
de potássio
Fase 2
– Fase “plateau”: fluxo de sódio
contínuo e fluxo lento de Cálcio para
dentro da célula
Fase 3
– Repolarização: fluxo de Potássio para
fora da célula
Fase 4
– Fase de repouso
Potencial de Ação de uma célula cardíaca
Fase 0
5 Fases – Despolarização rápida ascendente
com um fluxo de íons de sódio para o
interior da célula
Fase 1
– Repolarização precoce rápida com
uma movimentação transitória de íons
de potássio
Fase 2
– Fase “plateau”: fluxo de sódio
contínuo e fluxo lento de Cálcio para
dentro da célula
Fase 3
– Repolarização: fluxo de Potássio para
fora da célula
Fase 4
– Fase de repouso
Potencial de Ação de uma célula cardíaca
Períodos Refratários
• ERP – Período Refratário Efetivo
– AKA: Período Refratário Absoluto
– Fases 0, 1, 2, e início da fase 3
– Uma despolarização não pode ser
iniciada por um impulso de qualquer
intensidade

• RRP – Período Refratário Relativo


– Fase 2 tardia e início da fase 3
– Um impulso suficientemente forte
pode causar a despolarização,
possivelmente com aberrância
– Fenômeno “R em T”
SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO - CICLO CARDÍACO

ELETROCARDIOGRAMA II

96 (POWERS E HOWLEY, 2000)


SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO - CICLO CARDÍACO

SÍSTOLE E DIÁSTOLE

98 (POWERS E HOWLEY, 2000)


Alterações da Pressão Durante o
Ciclo Cardíaco
• A pressão no interior das câmaras cardíacas
sobe e desce.
• Átrios relaxados = sangue (circulação venosa)
flui para seu interior.

99
Terminologia da Função Cardíaca

• Ciclo Cardíaco
• Volume de Ejeção
• Fração de Ejeção
• Débito Cardíaco

Prof. Marcus Vinícius Patente


Alves
100
Ciclo Cardíaco
• Eventos que ocorrem entre dois batimentos
cardíacos consecutivos.
• Uma fase de relaxamento (diástole) e uma de
contração (sístole) de todas as câmaras
cardíacas.

Prof. Marcus Vinícius Patente


Alves
101
Débito Cardíaco (Q )
• Função do coração = bombear o sangue.
• Volume de sangue bombeado por minuto pelo coração
é chamado de débito cardíaco, expresso em l.min-1 ou
ml.min-1.
• O Q é determinado tanto pela FC quanto pelo volume
de ejeção que é o volume de sangue bombeado por
contração dos ventrículos, normalmente expresso em
mililitros.
• Volume total de sangue bombeado pelo ventrículo por
minuto ou simplesmente o produto entre a frequência
cardíaca FC e o Volume de Ejeção VE
• O débito pode ser determinado pela equação
• Q = Fc(bpm) x Vej(ml)
• Q = débito cardíaco em mililitros
• FC = batimento por minuto
• VEj = volume ejetado em mililitros
SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO - DÉBITO CARDÍACO (Q)

(POWERS E HOWLEY, 2000)


Regulação do Q
• Se o VEj permanece inalterado, aumentando
ou diminuindo a FC aumentando ou
diminuindo o Q respectivamente, assim
controlar a FC é uma maneira de alterar o Q
no repouso ou em atividade física o mesmo
ocorre se a FC permanece a mesma e
alterarmos o Vej.
Volume de Ejeção
• Quantidade de Sangue ejetado do ventrículo
esquerdo ou volume de sangue bombeado por
sístole, volume diastólico final(VDF) e volume
sistólico final (VSF),
• É afetado por diversos mecanismos importantes,
um deles é o volume de sangue nos ventrículos
antes da contração e depois dela.
• Volume de Ejeção é a mera diferença entre o VDF
e o VSF *LEI DE FRANK-STARLING
106
LEI DE FRANK-STARLING
• Retorno venoso aumentado elevará o VDF e
estirará lentamente o ventrículo que resulta
em uma força contrátil aumentada,
permitindo assim que o ventrículo alcance um
VSF menor.
• Outro fator que aumenta a força contrátil
ventricular é a estimulação simpática do
miocárdio aumentada que eleva a FC e a força
produzida pelo miocárdio.
SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO - VOLUME DE EJEÇÃO (VE)

REGULAÇÃO DO VE

• Volume Diastólico Final


*LEI DE FRANK-STARLING

•Pré-Carga

• Pressão Aórtica Média (Pressão Arterial Média)

•Pós-Carga

• Força Contração Ventricular

(POWERS E HOWLEY, 2000)


Fração de Ejeção (FE)
• É a razão entre o volume de sangue disponível
para ser ejetada pelo ventrículo (VDF) e o
volume de sangue efetivamente bombeado
(VE).
• FE = VDF/VE x 100, isto revela quanto do
sangue que entra no ventrículo é realmente
ejetado durante a contração.
• A FE é em média 60% no repouso, ou seja 60%
é ejetado e 40% fica.

110
SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO - RETORNO VENOSO

MECANISMOS QUE INFLUENCIAM O


RETORNO VENOSO

VENOCONSTRICÇÃO BOMBA MUSCULAR BOMBA RESPIRATÓRIA

(POWERS E HOWLEY, 2000)


SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO - REGULAÇÃO DO Q

FATORES QUE REGULAM O DÉBITO CARDÍACO

112 (POWERS E HOWLEY, 2000)


Pressão Arterial
• Sangue exerce pressão em todo o sistema
vascular, mais é maior na artéria
• PA – Força do sangue contra as paredes
arteriais determinada pela quantidade de
sangue bombeado e pela resistência do fluxo
• PA normal – homem adulto 120/80
– mulher adulta 110/70

113
Pressão Arterial Sistólica e Diastólica
• A pressão mais alta
está no ventrículo
esquerdo, a partir
daí vai perdendo a
pressão que é
menor no sistema
venoso
Pressão Arterial Média
• Pressão média exercida pelo sangue quando
ele circula através das artérias. Ela pode ser
estimada pela PAD e PAS da seguinte maneira:
PAM = PAD + [0,333 x (PAS –PAD)]
Treinamento aeróbio e de peso podem reduzir
significativamente a PAD e PAS de repouso em
3 à 7 mmHg para treinamento aeróbico e 3 à 4
mmHg para treinamento com peso.
SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO - HEMODINÂMICA

PRESSÃO ARTERIAL( PA) - TERMINOLOGIA

P = FLUXO X RESISTÊNCIA

RESISTÊNCIA = COMPRIMENTO X VISCOSIDADE

R4

PRESSÃO PULSO = PRESSÁO SISTÓLICA - PRESSÃO DIASTÓLICA

PAM = PD + 0.33 (PS - PD)

“MAIOR RESISTÊNCIA VASCULAR AO FLUXO SANGÜÍNEO OCORRE


NAS ARTERÍOLAS”
116 (POWERS E HOWLEY, 2000)
SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO - HEMODINÂMICA

AUMENTO AUMENTO DA FC AUMENTO DO VE


VOLUME SANGÜÍNEO

FATORES QUE INFLUENCIAM O AUMENTO PA

AUMENTO AUMENTO
VISCOSIDADE SANGÜÍNEA RESISTÊNCIA PERIFÉRICA

117 (POWERS E HOWLEY, 2000)


SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO - HEMODINÂMICA

118
(POWERS E HOWLEY, 2000)
SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO - HEMODINÂMICA

ALTERAÇÕES DA LIBERAÇÃO DE O2 AOS MÚSCULOS


DURANTE EXERCÍCIO

REDISTRIBUIÇÃO DO FLUXO SANGÜÍNEO


AUMENTO DO Q DA REGIÃO DE ÓRGÃOS INATIVOS
PARA MUSCULATURA ESQUELÉTICA ATIVA

119 (POWERS E HOWLEY, 2000)


SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO - HEMODINÂMICA

120 (POWERS E HOWLEY, 2000)


SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO - HEMODINÂMICA

REGULAÇÃO DO FLUXO SANGÜÍNEO DURANTE O EXERCÍCIO

REMOÇÃO DO AUTO REGULAÇÃO:


FLUXO
SIMPÁTICO TENSÃO DE O2; PH; POTÁSSIO;
(INÍCIO) ADENOSINA; ÓXIDO NÍTRICO

122 (POWERS E HOWLEY, 2000)


Princípio de Fick
• o princípio de Fick e a equação de Fick são
nomeados em homenagem a A. Fick, um
fisiologista cardiovascular que desenvolveu o
princípio nos anos 1870. O princípio de Fick
declara que a quantidade de substância removida
do sangue que passa por um órgão por unidade
de tempo pode ser calculada multiplicando-se o
fluxo sanguíneo através do órgão pela
concentração arterial menos a concentração
venosa dessa substância.
• O princípio de Fick pode ser utilizado para
calcular o consumo de oxigênio (ver seção
"Fornecimento de oxigênio = fluxo sanguíneo
x dif a-v 0₂) para o corpo inteiro ou para um
tecido ou órgão específico. No caso do
consumo de oxigênio pelo corpo inteiro, o
princípio de Fick resulta na seguinte equação:
• VO₂ = Q X (DIF A-V O2)
SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO - HEMODINÂMICA

EQUAÇÃO DE FICK:

VO₂ = Q X (DIF A-V O2)

“A DIFERENÇA ARTERIOVENOSA DE OXIGÊNIO

CORRESPONDE A QUANTIDADE DE OXIGÊNIO CAPTADA

DE 100 ML DE SANGUE PELOS TECIDOS DURANTE UMA

PASSAGEM PELO CIRCUITO SISTÊMICO”

125 (POWERS E HOWLEY, 2000)


SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO - ADAPTAÇÕES

TRANSIÇÃO REPOUSO - EXERCÍCIO - RECUPERAÇÃO

126 (POWERS E HOWLEY, 2000)


SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO -
AVALIAÇÃO DA INTENSIDADE DO ESFORÇO

• % VO2max

• FCmax = 220 - idade ( +/- 20 batimentos)

• FCR =FCmax -FCrepouso

• FCtreino = % (FCmax - FCrepouso) + FCrepouso

• DUPLO PRODUTO = FC X PAS

• CARGA DE ESFORÇO DO MIOCÁRDIO

127 (McARDLE, KATCH & KATCH, 1998)


SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO - DUPLO PRODUTO (DP)

128 (POWERS E HOWLEY, 2000)


SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO - DUPLO PRODUTO

DUPLO PRODUTO EM DIFERENTES ATIVIDADES

129 (GUORAYEB & BARROS, 1999)


SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO - EXERCÍCIO BRAÇO X PERNA

130 (POWERS E HOWLEY, 2000)


SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO - EXERCÍCIO BRAÇO X PERNA

131 (McARDLE, KATCH & KATCH, 1998)


Quem sabe responde!

O infarto é incapacidade de um
músculo específico contrair. Qual?

Meu avô teve um infarto do miocárdio e


inicialmente, os médicos queriam que
ele limitasse a quantidade de trabalho
que ele realizava com os braços. Por
que?
SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO - ADAPTAÇÕES FC, VE, Q

EXERCÍCIO PROLONGADO DE INTENSIDADE CONSTANTE

133 (POWERS E HOWLEY, 2000)


SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO - ADAPTAÇÕES FC, VE, Q

EXERCÍCIO PROLONGADO DE INTENSIDADE CONSTANTE

AUMENTO • Aumento da temperatura corporal


DA
FC na vasodilatação cutânea

• Desidratação - diminuição do
DIMINUIÇÃO
volume plasmático
DO
VE
* DESVIO CARDIOVASCULAR

134 (POWERS E HOWLEY, 2000)


SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO - ADAPTAÇÕES FC, VE, Q

FC, VE, Q EM DIFERENTES POSTURAS

135 (WILMORE & COSTILL, 2001)


SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO -
ADAPTAÇÕES PA, VE, Q, FC, Dif a-v O2

EXERCÍCIO PROGRESSIVO

136 (WILMORE & COSTILL, 2001)


SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO -
ADAPTAÇÕES MORFOLÓGICAS

AUMENTO DO CORAÇÃO

137 (WEINECK, 1991)


SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO -
ADAPTAÇÕES MORFOLÓGICAS

ALTERAÇÃO NA FORMA DO CORAÇÃO

138 (WEINECK, 1991)


EFEITOS DO TREINAMENTO
SOBRE O ORGANISMO
 EFEITOS DO TREINAMENTO SOBRE O SANGUE
• do no. total de eritrócitos, da quantidade de hemoglobina e
do volume do sangue.
• da capacidade de neutralização e de tamponamento.
• de níveis elevados de triglicérides e colesterina no sangue.
• do gradiente arteriovenoso de O2.
• do nível de lactato e da concentração hidrogeniônica
EFEITOS DO TREINAMENTO SOBRE O
APARELHO CÁRDIO-RESPIRATÓRIO
 ADAPTAÇÕES NO SISTEMA CARDIOVASCULAR
• Tamanho do coração
– peso e volume
– espessura das paredes do ventrículo esquerdo
– tamanho do calibre
– Hipertrofia cardíaca
EFEITOS DO TREINAMENTO SOBRE O
APARELHO CÁRDIO-RESPIRATÓRIO
 ADAPTAÇÕES NO SISTEMA CARDIOVASCULAR
• Volume de Ejeção
– em repouso, durante exercício submáximo e
máximo
– FC em repouso e durante exercício, permitindo um
aumento no tempo do preenchimento diastólico.
– flexibilidade das paredes dos ventrículos.
Adaptações no repouso por ocasião do treinamento de endurance e de força
Adaptação Treinamento de Treinamento de
Endurance Força
Massa ventricular esquerda Aumentada Aumentada
Espessura da parede ventricular Aumentada Aumentada
esquerda
Volume diastólico final (vent esquerdo) Aumentado Pouca mudança
Volume de Ejeção Aumentado Pouca mudança
Débito cardíaco Pouca mudança Pouca mudança
Pressão arterial sistólica Diminuída Diminuída
Pressão arterial diastólica Diminuída Diminuída
Volume plasmático Aumentado Pouca mudança
Massa de hemácias Aumentada Pouca mudança
Hematócrito Pequeno decréscimo Pouca mudança
Volume sanguíneo Aumentado Pouca mudança
Capacitância das grandes artérias Aumentada Incerta
Volumes de ejeção típicos de
diferentes estados de treinamento
Indivíduos VE em repouso VE máximo (ml)
(ml)

Não treinados 55-75 80-110

Treinados 80-90 130-150

Altamente 100-120 160-220


treinados
EFEITOS DO TREINAMENTO SOBRE O
APARELHO CÁRDIO-RESPIRATÓRIO
 ADAPTAÇÕES NO SISTEMA
CARDIOVASCULAR
• Frequência Cardíaca
– Em Repouso
• significativamente com o
treinamento aeróbio
– Exercício submáximo
EFEITOS DO TREINAMENTO SOBRE O
APARELHO CÁRDIO-RESPIRATÓRIO
 ADAPTAÇÕES NO SISTEMA CARDIOVASCULAR
• Frequência Cardíaca
– Exercício máximo
• Nenhuma modificação
– Na recuperação
EFEITOS DO TREINAMENTO SOBRE O
APARELHO CÁRDIO-RESPIRATÓRIO
 ADAPTAÇÕES NO SISTEMA CARDIOVASCULAR
• Débito Cardíaco
EFEITOS DO TREINAMENTO SOBRE O
APARELHO CÁRDIO-RESPIRATÓRIO
 ADAPTAÇÕES NO SISTEMA CARDIOVASCULAR
• Fluxo Sanguíneo
– capilarização dos músculos treinados
– calibre dos capilares existentes nos músculos
treinados
– > efetividade na redistribuição do sangue
– volume sanguíneo.
EFEITOS DO TREINAMENTO SOBRE O
APARELHO CÁRDIO-RESPIRATÓRIO
 ADAPTAÇÕES NO SISTEMA CARDIOVASCULAR
 Volume Sanguíneo
 com treinamento de resistência aeróbia e, esse
efeito é maior com o treinamento intenso.
 Glóbulos vermelhos
EFEITOS DO TREINAMENTO SOBRE O
APARELHO CÁRDIO-RESPIRATÓRIO
 ADAPTAÇÕES NO SISTEMA CARDIOVASCULAR
 Volume Sanguíneo
INDIVÍDUOS IDADE EST. PESO VOLUME VOLUME VOLUME
SANGUÍNEO PLASMA (L) GLÓBULOS
TOTAL (L) VERMELHOS
(L)

Altamente 25 180 80,1 7,0 4,2 2,8


treinados

Destreinados 24 178 80,8 5,6 3,2 2,4


EFEITOS DO TREINAMENTO SOBRE O
APARELHO CÁRDIO-RESPIRATÓRIO
 ADAPTAÇÕES NO SISTEMA CARDIOVASCULAR
• Pressão Arterial
– Poucas modificações
• Pressão arterial [Sistólica (aprox. 10mmHg) e Diastólica
(aprox. 8 mmHg)] em repouso em indivíduos
moderadamente hipertensos.
SISTEMA CARDIOVASCULAR E EXERCÍCIO -
ADAPTAÇÕES VASCULARES

CAPILARIZAÇÃO E AUMENTO DE COLATERAIS

153 (WEINECK, 1991)