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3. Os demônios na cultura pagã.

Definição da expressão “Demônio”.

• Daemon (em grego δαίμων, transliteração daímôn, tradução "divindade", "espírito"), no


plural daemones (em grego δαίμονες) é um tipo de ser que em muito se assemelha
aos gênios da mitologia árabe.
• A palavra daímôn se originou com os gregos na Antiguidade; no entanto, ao longo da História,
surgiram diversas descrições para esses seres. O nome em latim é daemon, que veio a dar o
vocábulo em português demônio
• A palavra Daemon teve sua origem na antiguidade, com os gregos, entretanto, com o passar dos
anos a história fez com que surgissem diferentes descrições para esses seres.
• O termo "daímôn" o gênio pessoal, foi usado por Sócrates quando ao contrário de seus colegas
sofistas não abriu escola assim como não cobrou dinheiro por seus ensinamentos. Ele dizia que
apenas falava em nome do seu "daímôn", do seu gênio pessoal.
• A palavra "daímôn", da qual se originou o termo demônio, não era, na Antiguidade, tomada à parte
má, como nos tempos modernos. Não designava exclusivamente seres malfazejos, mas todos os
Espíritos, em geral, dentre os quais se destacavam os Espíritos Superiores, chamados de Deuses,
e os menos elevados, ou Demônios propriamente ditos, que se comunicavam diretamente com os
homens.
Definição da expressão “Demônio”.

• As suas funções eram, nada mais do que fazer a intermediação entre os Theoi e os seres
humanos.

• Os Theoi nada mais são do que uma das categorias de deuses do Panteão grego que representam
três diferentes gerações de deuses governantes do Universo. Além dessas três existem ainda mais
seis Theoi que representam emoções, ideias abstratas entre outras coisas.

• Seu temperamento liga-se ao elemento natural ou vontade divina que o origina. Não se fala em
“bem" ou “mal". Um mesmo daemon pode apresentar-se "bom" ou "mau" conforme as
circunstâncias do relacionamento que estabelece com aquele ou aquilo que está sujeito à sua
influência.
Definição da expressão “Demônio”.

• No plano teleológico, os gregos falavam de eudaemon (εὐδαίμων, eu significando "bom",


"favorável") e cacodaemon (κακοδαίμων, kakos significando "mau"): por isso, a palavra grega que
designa o fenômeno da felicidade é ”eudamonia” (εὐδαιμονία). Ser feliz para os gregos é viver sob
a influência de um bom daemon.. Assim é a forma como Sócrates se refere a seu daemon.

• Aos elementos da natureza, surgidos em seguida aos deuses primordiais. Assim, há daimones
do fogo, da água, do mar, do ´ceu, da terra, das florestas, etc.

• Havia espíritos que regem ou protegem um lugar, como uma cidade, fonte, estrada, etc.

• Às afetações humanas, de corpo e de espírito, tendo sido estes daimones criados depois. Entre
eles estão: Sono, Amor, Alegria, Discórdia, Medo, Morte, Força, Velhice, Ciúmes etc
Lista de alguns daemones

• Agon (Ἀγών) era a personificação dos concursos, desafios e disputas solenes, presente nos Jogos
Olímpicos, nas peças teatrais e também nos debates e discussões filosóficas.
• Aleteia (Ἀλήθεια) era a personificação da verdade, da honestidade e da sinceridade. Seus
opostos eram Dolos, a trapaça, Apate, o engano, e Pseudos, a mentira. Criada por Prometeu.
• Comos (Κώμος) era um Daemon ou Sátiro que personificava os festejos e as orgias, companheiro
de Gelos, o riso. Filho de Dioniso.
• Cratos (Κράτος) era a personificação da força e da violência, filha de Palas e Estige, irmã de Zelos,
disputa, Bia, violência, e Nice, vitória, faziam parte do cortejo de Zeus.
• Diceosine (Δικαιοσύνη) era a personificação da conduta justa e correta dos homens em sua vida
diária, diferente de Dice, a justiça legal, baseada em leis propostas por uma sociedade. Filha de
Nomos, a lei, e Eusebia, a piedade, ou possivelmente uma filha de Zeus.
• Hipnos (Ὕπνος) era personificação do sono. Sua mãe era Nix, e era irmão gêmeo de Tânato,
a morte. Vivia em um palácio na Trácia ou junto de sua mãe e irmão em um palácio no reino do
mortos. Era pai dos Oniros, sonhos, com a Cárite Pasiteia.
I – ORIGEM DOS DEMÔNIOS
1. Os anjos caídos e os demônios.

Os Oráculos Sibilinos: As Sibilas.


• Sibilas: entre os antigos, mulher a quem se atribuíam o dom da profecia e o
conhecimento do futuro. Uma profetisa, bruxa, feiticeira.
As sibilas – já há quatro mil anos anunciavam aquilo que aconteceria com o
mundo.
• Estas sibilas antigas, em geral eram consideradas mulheres loucas, viviam
isoladas, e se prestavam a oráculos, muitas vezes pagos e sacados a dinheiro, e
por isso não se dava muito crédito ao que diziam, uma vez que toda profecia é
dom gratuito de Deus.
• O Cristianismo tentou provar por meio de pesquisas, a existência de indicações
sobre o aparecimento do Cristo nos Oráculos dos tempos bárbaros. O escritor
bíblico Dactantius, que morreu no ano 330, foi quem mais pesquisou sobre o
aparecimento do Cristo nessas escritas Sibilinas. (...)
Sibila Itálica (Cimeriana)

• A primeira Sibila, a Sibila pérsica, também chamada Caldea, de nome


Sambethe, predisse a história de Alexandre "O Grande".
• Conforme o Oráculo Sibilino, Sambethe tinha trinta anos quando
profetizou que o Senhor nasceria no círculo da Terra e do corpo de uma
virgem. A Sibila pérsica profetizou também viagens interplanetárias a
catástrofe do Juízo Final e uma Nova era de paz para o Mundo.
Uma raça Titânica em Busca do Espaço Sideral
A Sibila Sambeth é a única que fez profecias a respeito da conquista do
espaço por seres humanos, superiores. Mencionou uma raça superior e
mais forte, de seres semelhantes a nós. Estes seres, de natureza
arrogante, tentariam conquista o máximo de poder e assim apressariam a
sua destruição, lutando com força bruta contra o céu, estrelado. Depois
viria contra eles um dilúvio gigantesco de força incalculável.
Sibila Líbia

• A Sibila líbia, ergue em sua mão a tocha que ilumina o mundo.


Na idade de vinte e quatro anos, muitos séculos antes de
nossa Era, ela profetizou sobre o Cristo, ao dizer que eles (os
homens) poderiam ver o rei dos vivos.
"E ele governaria e doutrinaria com misericórdia. O corpo de
sua mão seria a balança de toda a humanidade." (...)
• Nas profecias da Sibila líbia amontoam-se as descrições de
imagens sobre os acontecimentos mundiais do Apocalipse.
Como sinal dos acontecimentos trágicos ela anunciava o
seguinte: Ler: Thesbite. Ap 10.7.
Sibila Eritréia

As profecias da Sibila Eritréia foram confirmadas pelo Apolodoro


da Eritréia. Atribui-se a ela também a predição da guerra troiana.
Em representação simbólica ela tem em uma das mãos, um anel
de noivado, e na outra uma rosa branca. Diz-se que esta Sibila
nasceu na Babilônia e ela anunciou:

"O filho de uma virgem judia nos últimos dias, no berço terrestre,
nascerá."
Sibila de Cumas

• Na idade de dezoito anos profetizou ela:


"Agora vem o cantado novo tempo. Começará agora uma nova
organização do mundo. Virá de novo a virgem, também virá o
reino de saturno. Uma nova raça descerá do céu. Você seja
amável com a criança que nascerá. Através da qual o tempo
férreo terminará. E uma nova era dourada em todo mundo se
iniciará."
Sibila Frígia

• A Sibila Frígia é muito mais velha do que a helespontina. Diz-se que já


era idosa quando profetizou:

"Cristo nascerá em Belém e será anunciado em Nazaré,(...). A mãe


bendita, ao seio o amamentará. Na madeira o pendurarão e o
matarão, mas de nada lhes adiantará porque no terceiro dia ele
ressuscitará. E aos jovens Ele se mostrará, na presença dos mesmos
aos céus subirá, e sua Regência nunca fim terá."(10)
O livro de Enoque

• O mais popular é Henoc Etíope, ou 1Henoc. É uma das maiores obras


literárias de pouco antes de Cristo. É chamado de "etiópico" porque foi
conservado inteiramente somente nessa língua. Mesmo assim foram
encontrados fragmentos em diversas línguas, até mesmo nas grutas de
Qumran, no Mar Morto.
• Esse grande livro, na verdade, é composto por 5 livros menores: Livro dos
vigiantes (capítulso 1-36), livro dos luminares celestes (36-71), livro das
parábolas (72-82), livro das visões (83-90), apocalipse das semanas (91-
105).
• Esse é o livro mais antigo atribuído a Henoc e a sua composição pode ser
datada por volta do II século antes de Cristo. Na verdade, cada um dos 5
livros citados tem uma história independente. Ler Enoc 25.
II – A BATALHA NO CÉU
2. A expulsão de Satanás (v8).

• “Como caíste do céu, ó estrela da manhã”. Agora o rei caído é comparado a uma
estrela que antes brilhava no céu, a saber, a "estrela da manhã" ou doador da
luz, traduzido por "Lúcifer" na Vulgata Latina.

• O texto se refere a soberba das nações em especial ao grande rei da Babilônia,


esse estava coberto de soberba, muito mais do que os outros reis que tinham
sido projetados ao Sheol.
• Mas quando o tirano morreu, a música parou e os gusanos da morte tomaram
conta de tudo. Antes ele tinha um repouso excelente, porem agora sua cama é
em meio aos vermes, as larvas serão a sua coberta!

• -Dentro da mitologia Cananéia (ugarítica) havia uma divindade que era o deus
do alvorecer, ou seja, a estrela da manhã, de nome Shanar.
A expulsão do querubim ungido, Is 14.13-15.

• “Tu dizias em teu coração: Eu subirei até o céu”. O tirano se jactava


doentiamente de que subiria ao céu, rivalizando com os deuses,
postando-se mais alto que as estrelas de Elohym.
- Lá em cima ele colocaria o seu trono. A expressão no "monte da
congregação" é uma referência pagã aos deuses que habitariam as
regiões celestes no Norte, em torno das quais girariam as
constelações.
- No cume desse monte, estava o trono do Deus Altissímo (vs 14).
"A passagem diante de nós preserva a forma Cananéia do mito da
natureza, que fala na tentativa de a estrela da manhã escalar as
alturas celestes, ultrapassando em altura todas as outras estrelas,
somente para ser lançada de volta à terra pelo Sol vitorioso" (R. B.
Y. Scott, in loc).
A expulsão do querubim ungido, Is 14.13-15.

• Essa história ilustra, pois, como as divindades secundárias


tentam melhorar sua posição, chegando a atingir o céu dos
mais elevados deuses (vs 14). Em algum ponto lá em cima,
havia o mais elevado deus habitando em esplendor singular,
presumivelmente desfrutando de sua companhia.

- Mas o tirano não foi capaz de concretizar suas aspirações.


Algo tão simples como a morte física fê-lo tombar às partes
mais inferiores do abismo (sheol). Era isso o que ele merecia
em sua arrogância.
A expulsão do querubim ungido

• Essa história assemelha-se à história de Lúcifer nas lendas judaicas, as quais,


como é claro, baseavam-se neste texto. Mas conforme se pode ver,
originalmente não havia uma referência ao principal anjo caído, a quem
chamamos Satanás ou diabo.
A história judaica posterior passou para a interpretação cristã, como se aqui
tivéssemos uma descrição da queda de Satanás. O quadro de Satanás preso no
Sheol é diferente do que sabemos acerca dele. Ele "está" lá fora, causando todo
dano que puder....
Naturalmente, podemos ver uma referência primária a Satanás, de quem o tirano
da Babilônia era imitador. Mas isso não concordaria com o contexto; antes é uma
explicação interpretativa da história.
A verdade é que este texto nada diz acerca de Satanás, nem a respeito de sua
queda, nem sobre a ocasião de sua queda, conforme muitos interpretes
deduzem com tanta confiança" (Adam Clake).
III – O MAIORAL DOS DEMÔNIOS
A Serpente. O termo “dragão”

• Muitas vezes esses dois termos se confundem do texto bíblico.


• O (‫)ל ְוי ָָתן‬
ִ Livyatan é uma espécie de serpente marinha, Ele é muitas vezes
identificado com a baleia, e algumas versões refletem esta noção, embora
dragão seja mais comum. Às vezes é mais para uma figura mitológica do que
real. Ler: Is 27.1
• O (‫)תנין‬- Crocodilo, Tannin.
• Ler Sl 89.10. Às vezes Tannin é comparado com (‫)רהַ ב‬- ַ Rahab, outro monstro
marinho que identificado com rio Nilo.
• Se Raabe fez a vontade de Deus então porque Deus a feriu de morte?
• Isso se dá pelo fato de que o termo aqui não se refere a meretriz Raabe,
mulher de Deus, e sim a um monstro marinho.
• Já a septuaginta traduziu como: A LXX traz κῆτος Jn 1.17. Em hebraico a
expressão é: (‫)דג ג ָ֔דֹול‬
ָּ֣ ָ
• Ler: Sl 89.10- Js 2.3- Jó 9.13, 26.12- Is 30.7.
Esse tipo de linguagem chamamos de:

• Assim, os homônimos são palavras que possuem a mesma


pronúncia (às vezes, a mesma escrita) e significados distintos.
• Ex:
• Os alpinistas estão escalando o morro. (monte)
• Eu morro de medo de altura! (verbo morrer)
• Vamos tomar banho de rio? (substantivo – curso de água
fluvial)
• Eu rio de suas piadas porque você é hilariante! (verbo rir)
• Como vemos, Raabe é um ser do mal, e é difícil negar a sua
ligação simbólica com a própria figura de Satanás.
III – O MAIORAL DOS DEMÔNIOS

• 2. Satanás. Não é possível descrever todos os nomes do


inimigo de Deus e do seu povo.

• Todo pentecostal tem a tentação de nomear demônios.

• 3. O Diabo. O termo grego diabolôs “caluniador”


• Ler: 2Tm 3.3-Tt 2.3
IV – O PODER DE JESUS SOBRE OS DEMÔNIOS

• 1. O contexto bíblico.
• Eles são malévolos, podem entrar nas pessoas (Lc 11.24-26) e causam todo o
tipo de doença (Lc 9.39-42), embora nem todas enfermidades sejam de origem
demoníaca (Lc 13.32).

• 2. O triunfo de Cristo.

• Diabo já está derrotado preliminarmente (Jo 12.31).


• Mesmo assim, ele continua se opondo à obra de Deus. Satanás causou
• diversos infortúnios ao apóstolo Paulo, com o espinho na carne (2 Co 12.7) e o
• impedimento nas jornadas missionárias (1Ts 2.18).
• O que seria da tua vida sem Satanás e seus demônios?
Referencias

• https://www.slideshare.net/
• file:///C:/Users/cleve/Downloads/19-130-1-PB.pdf
• https://www.gotquestions.org/Portugues/Rei-de-Tiro.html
• http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/2004/As-/