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Matriz Conceptual Decreto-Lei

Princípio Organizador Princípio Orientador

Diferenciação
Pedagógica:
Flexibilidade
curricular: TODOS OS Operacionalizar
atividades, avaliação…
Promover o acesso ALUNOS
dos alunos
APRENDEM Desenvolver
Atentos às diferenças competências e
individuais otimizar
desempenhos com
vista ao sucesso

(Dias, J. 2014, pp. 174-175) 1


Aspetos Inovadores

Modelo não categorial que assume uma Visão Universal

Abordagem Multinível de acesso ao currículo


(integrada e articulada, dimensões individuais e contextuais)

Visão de Escola centrada na resolução de problemas


Enfoque na promoção do sucesso de todos os alunos
Direito de todos à certificação da conclusão da escolaridade
obrigatória
Reforço da intervenção dos docentes de educação especial
Equipa Multidisciplinar de apoio à educação inclusiva
Centro de Apoio à Aprendizagem
Aspetos Inovadores

Abandona os sistemas de categorização de alunos, incluindo


a “categoria” necessidades educativas especiais;
Abandona o modelo de legislação especial para alunos
especiais;
Estabelece um continuum de respostas para todos os alunos;
Coloca o enfoque nas respostas educativas e não em
categorias de alunos;
Perspetiva a mobilização, de forma complementar, sempre
que necessário e adequado, de recursos da saúde, do
emprego, da formação profissional e da segurança social.

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Acomodações curriculares
Medidas de gestão escolar curricular que permitem o acesso ao currículo e às
atividades de aprendizagem na sala de aula através da diversificação e da
combinação adequada de vários métodos e estratégias de ensino, da utilização
de diferentes modalidades e instrumentos de avaliação, da adaptação de
materiais e recursos educativos e da remoção de barreiras na organização do
espaço e do equipamento, planeadas para responder aos diferentes estilos de
aprendizagem de cada aluno promovendo o sucesso educativo.

Facilitam a utilização, por parte do aluno, dos materiais impressos,


grafismos padrão ou linguagem oral bem como outras.

Facilitam o acesso a símbolos abstratos, conceitos ou ideias, à


aprendizagem.

Permite a participação com equidade nas ações de ensino/instrução e


avaliação.

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Componentes das Acomodações

Que competências (saberes e


saberes fazer) o aluno
necessita integrar e que não
consegue fazer de forma
independente?
ALUNO
Quais as necessidades do
aluno relativamente a
determinada componente de
preocupação curricular?
Quais as forças,
competências, motivações e
expectativas do aluno?

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Componentes das Acomodações

De que materiais e equipamentos


dispomos?
Que tipo de acomodações/alterações
físicas? Existem preocupações especiais?
Que tipo de acomodações/alterações no
ato de ensino/instrução? As alterações são
CONTEXTOS FISICOS, TÉCNICOS E possíveis?
PESSOAIS Os suportes de apoio e recursos estão
disponíveis e acessíveis tanto para o aluno
como para outros atores educativos?
Quais são as atitudes e as expectativas da
equipa, família e outros atores?
Quais são as questões específicas relativas
ao acesso à tecnologia, ambiente físico e
atividades de ensino/instrução?

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Componentes das Acomodações

Que tarefas ocorrem naturalmente no


contexto de sala de aula durante a ação de
ensino/instrução?
Que atividades de ensino/instrução e
avaliação apoiam os objetivos curriculares
do aluno?
TAREFAS QUE O ALUNO DEVE Quais são as componentes essenciais das
DESENVOLVER tarefas?
Como poderão ser alteradas as tarefas
para acomodar as necessidades especificas
do aluno?
Como pode a tecnologia ou outras
estratégias serem usadas para apoiar a
participação ativa do aluno nessas tarefas?

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Componentes das Acomodações

Que ferramentas / tecnologias podem ser


consideradas e integradas na ação de
ensino para que o aluno possa aprender?
Como podem estas
ferramentas/tecnologias ser usadas com o
aluno nos ambientes naturais de
FERRAMENTAS QUE AJUDAM O ALUNO A aprendizagem?
APRENDER O tipo estratégias de ensino/instrução
podem ser usadas para aumentar o
desempenho dos alunos?
Em que outras alterações /acomodações,
serviços e apoios é necessário envolver o
aluno de a progredir nas aprendizagens?

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Adaptações curriculares não significativas

As medidas de gestão curricular que não comprometem as aprendizagens previstas nos


documentos curriculares, podendo incluir adaptações a nível dos objetivos e dos
conteúdos, através da alteração na sua priorização ou sequenciação, ou na introdução de
objetivos específicos de nível intermédio que permitam atingir os objetivos globais e as
aprendizagens essenciais de modo a desenvolver as competências previstas no Perfil dos
alunos à saída da escolaridade obrigatória.

Adaptações curriculares significativas

As medidas de gestão curricular que têm impacto nas aprendizagens previstas nos
documentos curriculares, requerendo a introdução de outras aprendizagens substitutivas
e estabelecendo objetivos globais ao nível dos conhecimentos a adquirir e das
competências a desenvolver, de modo a potenciar a autonomia, o desenvolvimento
pessoal e o relacionamento interpessoal.

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PROCESSO DE IDENTIFICAÇÃO DAS NECESSIDADES DE MEDIDAS DE SUPORTE À
APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO (art.º 20.º, Capítulo IV)

IDENTIFICAÇÃO/ SINALIZAÇÃO/ REFERENCIAÇÃO


• A identificação é feita ao diretor da escola por iniciativa dos pais ou encarregados
de educação, dos serviços de intervenção precoce, dos docentes ou de outros
técnicos ou serviços que intervêm com a criança ou aluno.
• Explicitação das razões que levam à necessidade de medidas de suporte,
acompanhada de documentação considerada relevante.
3 dias úteis

DIRETOR
Solicitar à EMAEI a elaboração de um RTP.

EMAEI
A determinação das medidas de suporte à aprendizagem e inclusão é feita pela equipa
multidisciplinar a partir da análise da informação disponível.

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MEDIDAS UNIVERSAIS MEDIDAS SELETIVAS OU ADICIONAIS
• A EMAEI determina a necessidade de • A EMAEI determina a necessidade de
medidas universais de suporte. medidas seletivas ou adicionais de
• Devolve o processo ao Diretor suporte.

10 dias úteis 30 dias úteis

MOBILIZAÇÃO DE MEDIDAS MOBILIZAÇÃO DE MEDIDAS SELETIVAS OU


UNIVERSAIS ADICIONAIS
O Diretor devolve o processo ao A EMAEI elabora RTP, ouvidos os pais ou
educador/ professor titular de encarregados de educação.
turma ou diretor de turma, para Sempre que sejam propostas adaptações
comunicação da decisão aos pais curriculares significativas é elaborado um PEI.
ou encarregados de educação, e
para efeitos de mobilização das
medidas.
O RTP é submetido à aprovação dos pais e
encarregados de educação do aluno
5 dias úteis
O RTP e, se aplicável, o PEI são homologados pelo
diretor, ouvido o Conselho Pedagógico
10 dias úteis
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Relatório Técnico-Pedagógico (RTP) Programa Educativo Individual (PEI)
(art.º 21.º e 22.º) (art.º 24.º)
Documento que fundamenta a mobilização de Para os alunos com adaptações curriculares
medidas seletivas e ou adicionais de suporte à significativas (art.º 21.º, ponto 6)
aprendizagem e à inclusão
• Identificação dos fatores que facilitam e • Identificação e operacionalização das
dificultam o progresso e o desenvolvimento adaptações curriculares significativas
do aluno, nomeadamente fatores da escola, • Integra as competências e as
do contexto e individuais do aluno aprendizagens a desenvolver pelos alunos
• Identificação das medidas de suporte à • Identifica as estratégias de ensino e as
aprendizagem e à inclusão a mobilizar adaptações a efetuar no processo de
• Operacionalização de cada medida, avaliação
incluindo objetivos, metas e indicadores de • Integra ainda outras medidas de suporte à
resultados inclusão, a definir pela EMAEI
• Identificação do(s) responsável(eis) pela Deve conter ainda:
implementação das medidas de suporte à -Total de horas letivas do aluno (de
aprendizagem e à inclusão acordo com o respetivo nível de
• Definição dos procedimentos de avaliação educação ou de ensino)
da eficácia de cada medida e, quando -Produtos de apoio, sempre que sejam
existente, do Programa Educativo Individual adequados e necessários para o
• Indicação da articulação com os recursos acesso e participação no currículo
específicos de apoio à inclusão -Estratégias para a transição entre ciclos
e níveis de educação e ensino,
quando aplicável
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Relatório Técnico-Pedagógico (RTP) Programa Educativo Individual (PEI)
(art.º 21.º e 22.º) (art.º 24.º)
A EMAEI pode solicitar a colaboração da equipa de O PEI e o plano individual de intervenção precoce são
saúde escolar dos ACES/ ULS complementares
Quando o RTP propõe a implementação plurianual de O PEI e o plano de saúde individual são
medidas deve definir momentos intercalares de complementares, no caso de crianças com
avaliação da sua eficácia necessidades de saúde especiais
A implementação das medidas depende da Programa Individual de Transição (PIT)
concordância dos pais/ EE (art.º 25.º)
Complementa o PEI, no sentido de preparar a vida
Aprovação pelos pais/ EE: até 5 dias úteis da sua
pós-escolar e, sempre que possível, para o exercício
conclusão
de uma atividade profissional
Não concordância dos pais/ EE: devem fazer constar, em Implementado três anos antes da idade limite da
anexo ao RTP, os fundamentos da discordância escolaridade obrigatória
Orienta-se pelos princípios da educabilidade
Datado e assinado pelos pais/ EE e, se possível, pelo
universal, da equidade, da inclusão, da flexibilidade e
aluno
da autodeterminação
Datado e assinado por todos os profissionais que
Submetido à homologação pelo diretor, ouvido o CP participam na sua elaboração, pelos pais/ EE e,
sempre que possível, pelo aluno
Homologação pelo diretor: até 10 dias úteis
Coordenador: professor titular/ DT
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Medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão

Frequência do ano de escolaridade por


Contínuo de disciplinas
intervenções (tipo, Adaptações curriculares significativas
Nível 3 Plano Individual de transição
intensidade,
Metodologias e estratégias de ensino
frequência) Medidas
estruturado
Adicionais Competências de autonomia pessoal e
social
Percursos curriculares diferenciados
Adaptações curriculares não significativas
Nível 2 Apoio psicopedagógico
Antecipação e reforço das aprendizagens
Medidas Seletivas Apoio tutorial

Diferenciação pedagógica
Acomodações curriculares
Nível 1 Enriquecimento curricular
Promoção do comportamento pró-social
Medidas Universais Intervenção com foco académico ou
comportamental em pequenos grupos

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MEDIDAS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO (CAPÍTULO II)
UNIVERSAIS (art.º 8.º) SELETIVAS (art.º 9.º) ADICIONAIS (art.º 10.º)
• Para todos os alunos (incluindo os • Colmatar as necessidades • Colmatar dificuldades
que necessitam de medidas seletivas de suporte à aprendizagem acentuadas e persistentes ao nível
e adicionais) não supridas pelas medidas Da comunicação, interação,
• Promover a participação e a universais cognição ou aprendizagem
melhoria das aprendizagens • Exigem recursos especializados
• Promoção do desenvolvimento de apoio
pessoal, interpessoal e de intervenção
social
a) Diferenciação pedagógica a) Percursos curriculares a) Frequência por disciplinas
b) Acomodações curriculares diferenciados b) Adaptações curriculares signif.
c) Enriquecimento curricular b) Adaptações curriculares c) PIT
d) Promoção do comportamento pró- não significativas d) Desenvolvimento de
social c) Apoio psicopedagógico metodologias e estratégias de
e) Intervenção com foco académico ou d) Antecipação e reforço das ensino estruturado
comportamental em pequenos aprendizagens e) Desenvolvimento de
grupos e) Apoio tutorial competências de autonomia
pessoal e social
Operacionalizadas com os Operacionalizadas com os recursos
------------------------------ recursos materiais e humanos materiais e humanos disponíveis na escola,
disponíveis na escola privilegiando-se o contexto de sala de aula
Monitorização e avaliação: Monitorização e avaliação: pelos
pelos responsáveis pela sua responsáveis pela sua
----------------------------
implementação, de acordo implementação, de acordo com o
com o definido no RTP definido no RTP
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RECURSOS ESPECÍFICOS DE APOIO À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO
(CAPÍTULO III)
Recursos humanos específicos Recursos organizacionais Recursos da comunidade
(art.º 11.º, ponto 1) específicos (art.º 11.º, ponto 2) (art.º 11.º, ponto 3)
 Docentes de educação  Equipa multidisciplinar de  Equipas locais de
especial apoio à educação inclusiva intervenção precoce
 Técnicos especializados (EMAEI)  Equipas de saúde escolar
 Assistentes operacionais  Centro de apoio à dos ACES/ ULS
(preferencialmente com aprendizagem (CAA)  Comissões de proteção de
formação específica)  Escolas de referência no crianças e jovens
domínio da visão  Centros de recursos para a
 Escolas de referência para a inclusão (CRI)
educação bilingue  Instituições da
 Escolas de referência para a comunidade: segurança
intervenção precoce social, serviços de emprego
 Centros de recursos de e formação profissional,…
tecnologias de informação  Estabelecimentos de
e comunicação para a educação especial
educação especial (CRTIC)

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RECURSOS ESPECÍFICOS DE APOIO À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO
(CAPÍTULO III)
DOCENTE DE EDUCAÇÃO ESPECIAL
 Apoia, de modo colaborativo e numa lógica de corresponsabilização, os demais docentes do aluno:
 Na definição de estratégias de diferenciação pedagógica;
 No reforço das aprendizagens;
 Na identificação de múltiplos meios de motivação, representação e expressão.
(art.º 11.º, ponto 4)
 A aplicação das medidas adicionais que requerem a intervenção de recursos especializados deve convocar a
intervenção do docente de educação especial enquanto dinamizador, articulador e especialista em
diferenciação dos meios e materiais de aprendizagem (DUA- Desenho Universal da Aprendizagem)
(art.º 10, ponto 5)
 Intervenção proeminente no CAA (art.º 13.º, ponto 3)

EQUIPA MULTIDISCIPLINAR DE APOIO À EDUCAÇÃO INCLUSIVA (EMAEI)


(art.º 12.º, Capítulo III)
ELEMENTOS PERMANENTES ELEMENTOS VARIÁVEIS
 Um dos docentes que coadjuva o diretor  Docente titular/ DT do aluno
 Um docente de educação especial  Outros docentes do aluno
 Três membros do CP com funções de  Técnicos do CRI
coordenação pedagógica de diferentes  Outros técnicos que intervêm com o aluno
níveis de educação e ensino
 Um psicólogo
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EQUIPA MULTIDISCIPLINAR DE APOIO À EDUCAÇÃO INCLUSIVA (EMAEI)
(art.º 12.º, Capítulo III)
Competências da equipa:
 Sensibilizar a comunidade para a educação inclusiva
 Propor medidas de suporte à aprendizagem e inclusão
 Acompanhar e monitorizar a aplicação de medidas de suporte à aprendizagem e
inclusão
 Prestar aconselhamento aos docentes na implementação de práticas pedagógicas
inclusivas
 Elaborar o RTP (art.º 21.º)
 Elaborar o PEI (art.º 24.º)
 Elaborar o PIT (art.º 25.º)
 Acompanhar o funcionamento do centro de apoio à aprendizagem (CAA)
Competências do coordenador da equipa:
 Identificar os elementos variáveis da equipa
 Convocar os membros da equipa para as reuniões
 Dirigir os trabalhos
 Adotar os procedimentos necessários de modo a garantir a participação dos pais ou
encarregados de educação
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CENTRO DE APOIO À APRENDIZAGEM (art.º 13.º, Capítulo III)
OBJETIVOS GERAIS:
 Apoiar a inclusão das crianças e jovens no grupo-turma e nas rotinas e atividades da escola  diversificação de
estratégias de acesso ao currículo
 Promover e apoiar o acesso à formação, ao ensino superior e à integração na vida pós-escolar
 Promover e apoiar o acesso ao lazer, à participação social e à vida autónoma
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Promover a Apoiar os Apoiar a criação Desenvolver Promover a Apoiar a
qualidade da docentes da de recursos de metodologias de criação de organização do
participação dos turma a que os aprendizagem e Intervenção Ambientes processo de
alunos nos vários alunos pertencem instrumentos de interdisciplinares estruturados, transição para a
contextos de avaliação para as que facilitem ricos em vida pós-escolar
aprendizagem Diversas aprendizagem, comunicação e
componentes do autonomia, interação,
currículo adaptação ao fomentadores da
contexto escolar aprendizagem
 Acolhem as “unidades especializadas”
 Prestam apoio pedagógico aos docentes das turmas de pertença dos alunos
 Respostas complementares ao trabalho de sala de aula para os alunos com as medidas adicionais:
 Adaptações curriculares significativas
 Metodologias e estratégias de ensino estruturado
 Competências de autonomia pessoal e social
(art.º 13.º, ponto 5)

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OUTROS INTERVENIENTES
PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO (art.º 4.º do capítulo I)
 Podem fazer a identificação da necessidade de medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão
ao Diretor do Agrupamento (SINALIZAÇÃO)
Têm direito a:
 Participar nas reuniões da equipa multidisciplinar.
 Participar na elaboração e na avaliação do PEI;
 Solicitar a revisão do PEI
 Consultar o processo individual do seu filho ou educando
 Ter acesso a informação adequada e clara

DOCENTES TITULARES DE GRUPO/ TURMA E DIRETORES DE TURMA


 Podem fazer a identificação da necessidade de medidas de suporte à aprendizagem e à
inclusão ao Diretor do Agrupamento (SINALIZAÇÃO) (art.º 20.º, ponto 1)

DOCENTES TITULARES DE GRUPO/ TURMA E DIRETORES DE TURMA COM CRIANÇAS OU


ALUNOS ENQUADRADOS EM RTP
 São elementos variáveis da EMAEI (art.º 12.º, ponto 4)
 Coordenador da implementação das medidas propostas no RTP (art.º 21.º, ponto 10)
 Comunicação aos EE da decisão da EMA, no caso de alunos referenciados serem, apenas,
abrangidos pelas medidas universais (art.º 20.º, ponto 6)
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DIRETOR
 Preparar a implementação da nova lei (art.º 5.º).
 Providenciar a inserção de linhas de atuação inclusiva nos documentos orientadores (art.º
5.º).
 Promover a criação das EMAEI nos 30 dias após a entrada em vigor do DL, designar os seus
elementos permanentes e nomear o respetivo coordenador (art.º 35.º).
 Assegurar o funcionamento de grupos, ou turmas, com n.º de alunos inferior ao legalmente
previsto, de acordo com o recomendado pelos RTP (requerendo autorização à tutela se estes
procedimentos implicarem um n.º de grupos ou de turmas excedentário ao determinado
superiormente).
 Definir o espaço para o funcionamento do CAA.
 Receber a referenciação de alunos como eventualmente necessitados de medidas de
suporte e enviar, a mesma, no prazo de 3 dias úteis para a EMAEI.
 Sempre que a EMA determinar, apenas, a sujeição às medidas universais, devolver o
processo ao docente titular de grupo ou turma, ou ao DT (conforme o caso) para
comunicação da decisão aos EE.
 Nos casos em que a EMA elabore RTP e - quando aplicável PEI – estes são submetidos ao
Diretor para homologação que deve acontecer num prazo de 10 dias e após ouvido o CP.
 Requerer, superiormente, recursos adicionais, se recomendado nos RTP.
 Criar as condições necessárias à oferta da área curricular específica (art.º 23.º, ponto 3).
 Assegurar as adaptações ao processo de avaliação interna e externa (art.º 28.º)
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Pais ou Encarregados de Educação (artigo 4.º)
Direitos e Deveres
Participar nas reuniões da equipa Cooperar com os professores no
multidisciplinar desempenho da sua missão pedagógica, ou
Participar na elaboração do relatório com outros agentes educativos, em especial
técnico-pedagógico na implementação de medidas de suporte à
aprendizagem
Participar e acompanhar a definição e
implementação das medidas a aplicar Disponibilizar toda a informação relevante
Participar na elaboração e na avaliação do para efeitos de determinação de medidas
programa educativo individual de suporte à aprendizagem
Receber uma cópia do relatório técnico- Acompanhar ativamente a vida escolar do
pedagógico e, se aplicável, do programa seu educando
educativo individual e do plano individual
de transição Respeitar a autonomia pessoal do seu filho
ou educando, nomeadamente o direito a ser
ouvido e a participar ativamente em todos
os assuntos do seu interesse, tomando em
consideração os seus interesses e
preferências

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Pais ou Encarregados de Educação
Direitos e Deveres

Solicitar a revisão do programa educativo


individual

Consultar o processo individual do seu filho Fundamentar a necessidade de revisão do


ou educando programa educativo individual

Ter acesso a informação compreensível Solicitar junto da escola informação sobre o


relativa à educação do seu filho ou processo educativo do seu educando
educando

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MATRÍCULA, AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS, PROGRESSÃO E CERTIFICAÇÃO
(CAPÍTULO V)
MATRÍCULA (art.º 27.º)
 A EMAEI pode propor ao Diretor o ingresso antecipado ou o adiamento da matrícula (art.º 8.º
do DL n.º 176/ 2012, de 2 de agosto)
 Os alunos com PEI têm prioridade na matrícula ou renovação de matrícula na escola de
preferência dos pais ou EE
 No ensino básico, as adaptações ao processo de avaliação externa são da competência da
escola, devendo ser fundamentadas, constar do processo do aluno e ser comunicadas ao JNE

AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS (art.º 28.º)


 ADAPTAÇÕES AO PROCESSO DE AVALIAÇÃO:
a) Diversificação dos instrumentos de recolha de informação
b) Enunciados em formatos acessíveis
c) Interpretação em LGP
d) A utilização de produtos de apoio
e) O tempo suplementar para a realização da prova
f) A transcrição das respostas
g) A leitura de enunciados
h) A utilização de sala separada
i) As pausas vigiadas
j) O código de identificação de cores nos enunciados 24
As adaptações ao processo de avaliação interna são da
competência da escola, sem prejuízo da obrigatoriedade de
publicitar os resultados dessa avaliação nos momentos definidos
pela escola para todos os alunos.

No ensino básico, as adaptações ao processo de avaliação externa


são da competência da escola, devendo ser fundamentadas,
constar do processo do aluno e ser comunicadas ao Júri Nacional
de Exames.
PROGRESSÃO (art.º 29.º)
ALUNOS ABRANGIDOS POR MEDIDAS UNIVERSAIS E SELETIVAS DE SUPORTE À
APRENDIZAGEM
• Progressão realiza-se nos termos definidos na lei
ALUNOS ABRANGIDOS POR MEDIDAS ADICIONAIS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM
• Progressão realiza-se nos termos definidos no RTP e no PEI

CERTIFICAÇÃO (art.º 30.º)


• No final do seu percurso escolar, todos os alunos têm direito a um certificado e
diploma de conclusão da escolaridade obrigatória.
• No caso dos alunos com adaptações curriculares significativas, no certificado deve
constar:
 O ciclo ou nível de ensino concluído e a informação curricular relevante do PEI,
bem como as áreas e as experiências desenvolvidas ao longo da
implementação do PIT
• O modelo de certificado é regulamentado por portaria do Governos

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ACOMPANHAMENTO, MONITORIZAÇÃO E AVALIAÇÃO (art.º 33.º)

Escolas IGEC ME ME
• Relatórios de • Prática de • A cada 5 anos • Avaliação
autoavaliação – educação promove intercalar da
resultados da inclusiva de avaliação da implementação
monitorização cada escola – aplicação da lei no prazo de 2
da relatório de anos após
implementação meta-análise entrada em
das medidas vigor
curriculares,
dos recursos e
estruturas de
suporte

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CONSTITUIÇÃO DE TURMAS
(Despacho Normativo n.º 10-A/ 2018, de 19 de junho)
• Aos alunos com necessidades específicas que estejam em efetiva permanência na
turma, em dinâmicas de verdadeira inclusão, continua a ser garantido o acesso a
turmas com 20 alunos…
• Sempre que no RTP seja identificada como medida de acesso à aprendizagem e à
inclusão a necessidade de integração do aluno em grupo reduzido, não podendo
incluir mais de dois alunos nestas condições.
• A redução fica dependente do acompanhamento e permanência na turma em pelo
menos 60% do tempo curricular.

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