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PANORAMA DO SETOR

DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE FRUTAS E HORTALIÇAS


Ementa

▪ Conhecimento do setor de frutas e hortaliças

▪ Composição química e propriedades de frutas e hortaliças

▪ Pós-colheita de frutas e hortaliças

▪ Alterações químicas, físicas e microbiológicas

▪ Técnicas de conservação

▪ Processamento de frutas e hortaliças

▪ Principais equipamentos utilizados nos produtos derivados de frutas e hortaliças


Avaliações

▪ 1º Bimestre

Prova (7,0 pts)

Trabalhos e relatórios (3,0 pts)

Nota bimestral: Soma direta

▪ 2º Bimestre

Prova (7,0 pts)

Trabalhos e relatórios (3,0 pts)

Nota bimestral: Soma direta


Influência do setor de frutas e hortaliças na
economia brasileira

▪ O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frutas com cerca de 45 milhões


de toneladas ao ano;

▪ 65% são consumidas internamente;

▪ 35% são destinadas ao mercado externo.

Fonte: EMBRABA (2018)


Disponível em: https://www.embrapa.br/grandes-contribuicoes-para-a-agricultura-brasileira/frutas-e-hortalicas
Influência do setor de frutas e hortaliças na
economia brasileira

▪ O mercado brasileiro de hortaliças é altamente diversificado e segmentado;

▪ Volume de produção concentrado em seis espécies – batata, tomate, melancia,


alface, cebola e cenoura;

▪ Agricultura familiar responsável por mais da metade da produção.

Fonte: EMBRABA (2018)


Disponível em: https://www.embrapa.br/grandes-contribuicoes-para-a-agricultura-brasileira/frutas-e-hortalicas
Produção de frutas no Brasil

Fonte: IBGE (s/d)


Influência do setor de frutas e hortaliças na
economia brasileira

Tecnologias possibilitam ao produtor viabilizar economicamente a produção


mesmo em condições adversas de clima.

Produção de uvas Duas safras de


no Semiárido manga no ano

Fonte: EMBRABA (2018)


Disponível em: https://www.embrapa.br/grandes-contribuicoes-para-a-agricultura-brasileira/frutas-e-hortalicas
Influência do setor de frutas e hortaliças na
economia brasileira

A tecnologia aplicada aos cultivos de frutas e hortaliças representa uma


característica importante.

As agroindústrias processadoras de frutas possuem um papel importante e


dinamizador dentro de um polo frutícola

Agregação de valor

Redução de desperdícios

Aproveitamento dos excedentes de safra

Geração de empregos permanente

Interioriza o desenvolvimento
Comercialização de frutas e hortaliças
processadas

Minimamente Sucos, néctares, Polpas de frutas


processados refresco congeladas
Comercialização de frutas e hortaliças
processadas

Alimento pronto Frutas em calda, Vegetais em


para crianças geleias, doces conserva
Comercialização de frutas e hortaliças
processadas

▪ Melhoria dos produtos ofertados

▪ Maior número de mulheres trabalhando fora de casa

▪ Maior número de pessoas morando sozinhas

▪ Aumento da renda

▪ Maior facilidade para adquirir produtos prontos para o consumo


CEPEA/ESALQ/USP (Agosto, 2018)

Principais tendências que vão nortear o consumo de


frutas e hortaliças

 Conveniência e praticidade
 Bem-estar como símbolo de status
 Consumo tecnológico
 Idade em foco
 Millennials
 Dieta à base de vegetais
 Os influenciadores de consumo
 Redução de desperdício (sustentabilidade
 Comer consciente
 Valorização da produção local

Fonte: CEPEA (2018)


Disponível em: www.cepea.esalq.usp.br/hfbrasil
▪ “Mindfulness” é a palavra para 2018, segundo a revista Forbes.

▪ O termo pode ser resumido como “o estado de ser consciente ou informado” ou,
ainda, “atenção plena”.

▪ Traduzindo essa tendência para o setor de alimentos, tem-se o “mindful eating”,


ou “o comer consciente”.

▪ O consumidor atual quer ter a informação para garantir uma alimentação


saudável, com propósitos de melhor qualidade de vida e com consciência plena
do impacto do seu consumo no mundo, sobretudo no meio ambiente.
Aliar qualidade e sustentabilidade (redução de perdas, menor geração de resíduos e
impacto ambiental);
▪ Programas de boas práticas agrícolas aliados à rastreabilidade ou indicação geográfica;
▪ Comunicação com esse consumidor mais antenado – Rótulos/embalagens
▪ Comunicação com esse consumidor mais antenado – Redes sociais
▪ A tendência de conveniência e praticidade foi citada pela primeira vez em 2010,

no estudo Brasil Food Trends, e, desde então, vem ditando inovações no setor

de alimentos – de produtos (praticamente) prontos para o consumo.


▪ Empresas se especializando em entregas de refeições com propósito saudável (como

saladas e refeições completas), ideais para os que se alimentam fora de casa.


▪ Empresas oferecerem frutas já cortadas e embaladas, prontas para o consumo.
▪ Entre 2015 e 2020, as vendas de chips de vegetais (batata, batata-doce, cenoura,
beterraba) podem crescer a uma taxa média anual (surpreendente) de 33,5% e as de
snacks, de 2,5%.
De acordo com o estudo “Comprador de alimentos engajado digitalmente”, realizado pelo
Food Marketing Institute e da Nielsen, dos EUA, e publicado em janeiro de 2018, 70% dos
consumidores farão compras no supermercado on-line nos próximos 6 a 7 anos.
Em dezembro de 2015, o site e o aplicativo “Supermercado Now”, uma plataforma de venda
on-line, foi lançado em São Paulo, que em 2017 registrou crescimento de quase 10 vezes
frente a 2016.
A produção local costuma atrair a preferência do consumidor consciente, devido, especialmente, à
associação ao frescor do alimento (que tem um “caminho mais curto” em relação à venda convencional).

A tendência de valorização da produção local, no Brasil, é traduzida principalmente pelas feiras de


produtores, que vendem o HF diretamente ao consumidor.
O crescimento da demanda por frutas e hortaliças a partir de pessoas vegetarianas e veganas é uma
grande oportunidade ao setor;

Em 2012, segundo pesquisa do Ibope, 8% da população brasileira (cerca de 16 milhões de habitantes) se


declarava vegetariana;

O mercado de alimentos vegetarianos e veganos cresce cerca de 40% ao ano (Folha de S. Paulo);
Mais do que uma propaganda, as empresas hortifrutícolas tem que formular estratégias para que os
influenciadores e os consumidores avaliem/comentem sobre seus produtos – é uma estratégia importante
de aproximação (gerando confiança) e agregação de valor.
Anualmente, 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são perdidos ou desperdiçados na
alimentos, o que corresponde a 30% do produzido no mundo (FAO/ONU)

No Brasil, apenas nos supermercados, o prejuízo com perdas e desperdícios chega a R$ 7,1 bilhões ao
ano (o equivalente a mais da metade do valor total da produção de frutas e hortaliças produzidas na
roça), sendo o segmento de FLV (frutas legumes e verduras) o líder das perdas
Ao final de 2017, mais de um quarto da população mundial esteve acima dos 50 anos (número recorde).

Esses consumidores vêm mudando a forma como encaram o envelhecimento e seu estilo de vida,
influenciando também o mercado.
Mercado de consumo infantil e merendas escolares

Papinhas infantis Merenda escolar


Millennials (ou geração Y) - Pessoas que nasceram entre 1980 e 1999 (18 e 38 anos de idade)

Até 2025, os Millennials serão o maior “extrato populacional” do Brasil – 76% dos consumidores serão
compostos por esta geração e parte da geração Z (nascidos a partir de 2000).

• Possuem maturidade financeira tendo em vista a busca por qualidade de vida;

• Valoriza a qualidade do alimento, a experiência de consumo e o relacionamento com o fabricante;

Elena Ozeritskaya
Consultora na área de tendências de consumo dos setores de
alimentos
Trabalho 1

Componentes: 2 alunos
Data de entrega: 05/03

Para cada uma das principais tendências apontadas para o consumo de frutas e hortaliças
listados abaixo, dê um exemplo de uma empresa ou marca, que vocês conheçam ou consomem,
e que atendem essas características desse mercado consumidor

1. Conveniência e praticidade 7. Os influenciadores de consumo


2. Bem-estar como símbolo de status 8. Redução de desperdício e sustentabilidade
3. Consumo tecnológico 9. Comer consciente
4. Idade em foco 10. Valorização da produção local
5. Millennials
6. Dieta à base de vegetais
"O processamento de frutas e hortaliças além de estender a
vida pós-colheita e comercial dos vegetais, também lhes
agrega valor, uma vez que são transformados em produtos de
grande procura e com evidente importância econômica em
muitas regiões do Brasil.

Além disso, pode-se constituir em fonte de renda para


pequenos produtores, com possibilidades de geração de
emprego.”