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SAÚDE DA PESSOA IDOSA:

CUIDADOS BÁSICOS
UFCD 3538
ÍNDICE

1. Prestação de cuidados básicos


2. Agente em Geriatria
3. Processos de comunicação e observação
4. Conforto da pessoa idosa
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

1.1. Envelhecimento da população


1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 À semelhança das sociedades desenvolvidas, também em Portugal, ocorre um envelhecimento


da população a um ritmo acelerado, decorrente do declínio da mortalidade e da redução da
natalidade, com repercussões a nível económico, sociológico, cultural e político, apesar de,
durante muito tempo se ter pensado que o envelhecimento demográfico era característica,
apenas, dessas sociedades, pela redução da natalidade e pelas condições de saúde.

 As estruturas populacionais, as formas e os padrões de interação social sofreram por isso


também alterações consideráveis.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 Se em 1960 Portugal era um país jovem, do ponto de vista demográfico, hoje a realidade
apresenta-se muito grisalha, pois manifesta já uma estrutura etária muito envelhecida (pela
primeira vez o número de jovens foi superado pelo número de idosos no ano 2000), apesar de,
no quadro comunitário, ocupar ainda um lugar intermédio.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 Em 2005, os nascimentos foram pouco mais


do que as mortes e o fluxo de imigrantes
diminuiu. Perante este cenário, a conclusão
é óbvia: a população portuguesa está a
estagnar, a envelhecer e com falta de ativos
para suportar os custos do envelhecimento.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 O Instituto Nacional de Estatística estima


que existam 10 569 592 de pessoas a residir
em Portugal, mais 40 337 do que em 2004,
um crescimento ligeiro e com tendência para
ser cada vez menor. No futuro, prevê-se
uma diminuição dos residentes no País,
situação que já acontece nas regiões do
Tâmega, do Douro e do Baixo Mondego.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 No total, nasceram mais 137 crianças em 2005, o que não compensou o acréscimo de 5 532
mortes. O saldo natural (diferença entre os nados-vivos, 109 399, e os óbitos, 107 462) passou
de 7186 (2004) para 1937 (2005), decréscimo que foi compensado com o número de
estrangeiros que escolheram Portugal para viver.

 Mas são cada vez menos os imigrantes. A diferença entre os que saíram e os que entram no
País passou de um número a rondar os 70 mil em 2002 para 38 400 no último ano. Registe-se
que entre 1992 e 2005 houve um crescimento notório da população residente em Portugal,
sobretudo nos finais dos anos 90, o que deixou de acontecer a partir de 2002.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 Os jovens, entre os 0 e 14 anos, constituem 15,6% dos


habitantes, enquanto que os idosos - 65 anos e mais de idade -
representam 17,1% (15,8% em 2004). Em Dezembro de 2005
havia 110 idosos para cada 100 jovens, mais um do que no ano
anterior. A longevidade feminina é maior do que a masculina -
81,4 anos contra 74,9 -, o que faz com que a situação deste sexo
seja mais preocupante, até porque, em geral, auferem as
remunerações - leia-se "reformas" - mais baixas.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 O Alentejo é a região mais envelhecida, 171 pessoas com 65 anos e mais por cada 100 jovens,
seguindo-se o Centro do país (140 idosos) e o Algarve (126 velhos). No lado oposto estão os
Açores (63 idosos), e a Madeira, com 72 idosos por cada 100 jovens.

 O envelhecimento da população portuguesa deve-se ao contínuo decréscimo da taxa de


natalidade, à redução da taxa de mortalidade e ao aumento da esperança média de vida.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 O aumento da esperança média de vida resulta:

o Da melhoria das condições de vida.


o Dos progressos da medicina.
o Da melhoria da assistência médica
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 A esperança média de vida está diretamente relacionada com o grau de desenvolvimento dos
países, o que significa que quanto mais desenvolvido for o país, maior será o número de anos
que o indivíduo terá, à nascença, probabilidade de viver.

 Em Portugal, a esperança média de vida era, em 1960, de apenas 61 anos para os homens e 67
anos para as mulheres, enquanto em 2005 atingia 81 anos para as mulheres e 75 para os
homens. Assim, a esperança média de vida à nascença tem vindo a aumentar, sendo sempre
superior nas mulheres, devido à sobremortalidade masculina.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 Segundo o último relatório anual do


Conselho da Europa sobre a «Evolução
demográfica recente na Europa», os
portugueses serão menos um milhão em
2050 e a população estará ainda mais
envelhecida, havendo perto de 2,5 idosos
por cada jovem.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 A população idosa deverá praticamente duplicar ao longo dos próximos 40 anos, prevendo-se que
venha a pesar 32% do total da população residente em Portugal em 2050, enquanto a população
jovem só deverá vir a representar cerca de 13%, de acordo com as estimativas do INE.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 A população portuguesa deverá


começar a decrescer a partir de
2010, atingindo os 9.302.500
habitantes em 2050.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

homem mulher

 O aumento da esperança média de


vida reflete-se diretamente no índice
de envelhecimento, pois este
indicador aumentou de 109 indivíduos
idosos por cada 100 jovens, em 2004,
para cerca de 110, em 2005. O
fenómeno do envelhecimento é
superior entre as mulheres.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 Assim, a tendência crescente do índice


de envelhecimento fica a dever-se:

o Ao aumento da esperança média de vida,


com consequente crescimento da
percentagem de população idosa.
o Ao facto de o aumento da natalidade verificado
não ter conseguido compensar o declínio da
percentagem de jovens na população.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 O aumento do índice de envelhecimento tem reflexos nos índices de dependência. Assim,


verifica-se que o índice de dependência total diminuiu de 50 indivíduos, em 1991, para 48, em
2001, situando-se, em 2005, em 48,6 indivíduos.

 No entanto, este declínio deveu-se exclusivamente à diminuição do número de jovens. Assim, o


índice de dependência jovem foi de 23,1 indivíduos, uma vez que a relação de idosos na
população potencialmente ativa passou para 25,4 indivíduos.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 Em consequência deste aumento da esperança média de vida, prevê-se que a idade média da
população aumente cerca de 2 anos para as mulheres e 2,5 para os homens, em 2005, o que
poderá traduzir-se numa esperança média de vida de 84,7 anos para as mulheres e 79 anos
para os homens.

 É a crónica de uma morte anunciada, isto é, se os portugueses e os europeus nada fizerem.


1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

1.2. Promoção da qualidade de vida – metas da Organização Mundial de Saúde


1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 O fenómeno do aumento do envelhecimento populacional teve início nos países desenvolvidas


mas mais recentemente é nos países em desenvolvimento que tem evoluído de forma mais
acentuado, de tal forma que, segundo a Organização Mundial da Saúde (WHO, 2002), o
envelhecimento global no século XXI causará um aumento significativo da procura de respostas
sociais e económicas em todo o mundo.

 É neste contexto, que o debate atual em torno do envelhecimento se centra, entre outras
questões, nas políticas de saúde, no papel da família e no peso que esta evolução demográfica
representa para o sistema de segurança social.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 Uma das principais consequências desta transformação, com fortes


implicações estruturantes, dá-se a nível do sector da saúde. De facto,
a emergência de forma acelerada do envelhecimento tem levado à
procura de novas estratégias de resolução dos problemas quer ao
nível da saúde, porque as doenças próprias do envelhecimento vão
adquirindo maior expressão no conjunto da sociedade com o
consequente aumento do recurso aos serviços de saúde.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 O aumento da prevalência de doenças crónicas e


incapacitantes estão na base de uma mudança de
paradigma na saúde que já não é medida apenas pela
presença ou não de doenças, mas sim pelo grau de
preservação da capacidade funcional.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 As doenças se não forem devidamente tratadas e acompanhadas ao longo dos anos,


comprometerão a independência e a autonomia do indivíduo e os fatores que podem
determinar um envelhecimento saudável, com boa capacidade funcional, estão na base das
novas propostas para a saúde pública que pretendem, sobretudo, apostar na prevenção e
promoção da saúde, enquanto “processo que visa aumentar a capacidade dos indivíduos e das
comunidades para controlarem a sua saúde, no sentido de a melhorar” (OMS, 1986).
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 O conceito de envelhecimento saudável, dentro desta lógica, passará por


ser o resultado da interação multidimensional entre saúde física, saúde
mental, suporte familiar, independência económica e integração social.

 A nível conceptual, o termo promoção da saúde tem evoluído no sentido


de uma redefinição mais abrangente e positiva que coloca a saúde como
uma preocupação central para o desenvolvimento e salienta a capacitação
pessoal para agir em prol da própria saúde, sendo a última um recurso no
ciclo de vida.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 Os estilos de vida surgem como um dado importante neste processo e que pode influenciar
positiva ou negativamente a qualidade de vida dos indivíduos e que, no caso dos idosos, pode
acarretar situações mais gravosas num período de mais.

 Daí que os novos desafios da saúde pública passem pela aposta em mecanismos capazes de
atuar ao nível não só da capacidade física dos indivíduos, mas também do bem-estar mental e
social, onde os fatores psicológicos e psicossociais associados a fatores de ordem social
assumem um papel fundamental.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 A conceção do envelhecimento ativo introduzido pela


Organização Mundial de Saúde define-o como “ o processo
pela qual se otimizam as oportunidades de bem-estar físico,
social e mental durante toda a vida com o objetivo de
aumentar a esperança de vida saudável, a produtividade e
a qualidade de vida na velhice” (WHO, 2002).
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 A palavra “ativo” para a OMS (WHO, 2002), refere-se à


participação contínua nas questões sociais, económicas,
culturais, espirituais e civis, e não apenas à capacidade de
o indivíduo estar fisicamente ativo ou de fazer parte da
força de trabalho.

 O idoso tem que continuar a participar na sociedade de


forma útil. È importante que sinta que continua a fazer
parte dela, intervindo e contribuindo para o seu
desenvolvimento.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

1.3. Envelhecimento físico e psicológico


1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 Envelhecer: processo de diminuição orgânica e funcional, não decorrente de acidente ou


doença e que acontece inevitavelmente com o passar dos anos. (O envelhecimento por si só
não é uma doença, mas pode ser agravado ou acelerado pela doença).

 Envelhecer é um processo multidimensional que comporta mecanismos de reparação e de


destruição desencadeados ou interrompidos em momentos e a ritmos diferentes para cada ser
humano.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 Envelhecimento biológico

 Os problemas associados ao envelhecimento biológico não têm que


ser necessariamente corrigidos médica, cirúrgica ou
farmacologicamente, visto fazerem parte do processo de adaptação.
Embora os efeitos do envelhecimento sejam múltiplos e complexos
podem, por vezes, serem modificados.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 Para isso é necessário:

o Reconhecer as principais mudanças associadas ao envelhecimento biológico.


o Retardar os seus efeitos negativos ou diminuir o seu alcance.
o Evitar complicações mantendo uma higiene de vida revitalizante para o organismo.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 Os idosos devem integrar os seus problemas físicos e as suas limitações na nova perceção de si
próprios, e modificar o seu estilo de vida.

 A prevenção é extremamente importante: os idosos têm de conservar uma atitude positiva


quanto ao seu potencial de saúde, e as ajudantes de lar devem ajudá-los nesse sentido.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 O envelhecimento diferencial envolve preferencialmente os órgãos efetores e resulta de


processos intrínsecos que se manifestam a nível dos órgãos, tecidos e células:

o A pele envelhece mais rapidamente que o fígado.


o As complicações vasculares afetarão principalmente o sistema cardíaco.
o A arteriosclerose acumulada por má alimentação, pelo stress e contaminação bacteriana, poderá
ocorrer mais cedo ou mais tarde, de acordo com hábitos prevalecentes e resistência orgânica.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 Seja qual for o mecanismo e o tempo de envelhecimento celular, este não


atinge simultaneamente todas as células e, consequentemente, todos os
tecidos, órgãos e sistemas.

 Cada sistema tem o seu tempo de envelhecimento, mas sem a


interferência dos fatores ambientais há alterações que se dão mais cedo e
se tornam mais evidentes quando o organismo é agredido pela doença.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 A diminuição de função renal em cerca de 50% aos 80 anos condiciona a farmacoterapia do


idoso", "as alterações orgânicas a nível das mucosas digestivas, indiciam frequentemente
problemas nutricionais.

 A nível do sistema nervoso, existe fundamentalmente perda de neurónios substituídos por


tecido glial, a diminuição do débito sanguíneo, com consequente diminuição da extração da
glicose e do transporte do oxigénio e a diminuição de neuromodeladores que condicionam a
lentificação dos processos mentais, alterações da memória, da atenção, da concentração, da
inteligência e do pensamento.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 Para além de tudo isto, temos ainda a considerar as diminuições


orgânicas e funcionais, que originam significativas alterações na forma
e na composição corporal com o decorre dos anos. Talvez as
condições mais relevantes a ter em consideração para a sobrevivência
do idoso e para a sua qualidade de vida sejam, no entanto, a
diminuição da sua reserva fisiológica e a consequente dificuldade na
reposição do seu equilíbrio homeostático quando alterado.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS
ALTERAÇÕES ALTERAÇÕES
ESTRUTURAIS FUNCIONAIS
Sistema cardiovascular
Células e tecidos Sistema respiratório
Composição global do Sistema renal e urinário
 As modificações fisiológicas que se produzem corpo e peso corporal
no decurso do envelhecimento resultam de Músculos ossos e Sistema gastrointestinal
interações complexas entre os vários fatores articulações
intrínsecos e extrínsecos e manifestam-se Pele e tecidos Sistema nervoso e
através de mudanças estruturais e funcionais: subcutâneos sensorial
Tegumentos Sistema endócrino e
metabólico
Sistema imunitário
Ritmos biológicos e sono
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 Com todo este leque de alterações, há inevitavelmente entidades


patológicas que se tornam mais frequentes nos idosos.

 Apesar de uma importante parcela deste grupo etário relatar estar


bem de saúde e de se verificar alguma variabilidade de opinião
relativamente às alterações mais prevalentes nos idosos, persiste a
ideia que a maioria dos problemas de saúde são de carácter crónico
e que, portanto, vão perdurar 15, 20 ou mais anos.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 Outra ideia comum, e que tem sido confirmada por vários estudos, é que em relação a outras
faixas etárias os idosos consomem muito mais do nosso sistema de saúde e que este maior
custo não tem revertido em seu benefício.

 Isto leva-nos a pensar que o modelo existente de assistência aos idosos não se adequa à
satisfação das suas necessidades. Os problemas de saúde dos mais velhos, além de serem de
longa duração, requerem pessoal qualificado, equipas multidisciplinares, equipamentos próprios
e exames complementares mais esclarecedores.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 O conhecimento desta problemática permite-nos perceber que os clássicos modelos de


promoção, prevenção, recuperação e reabilitação, não podem ser mecanicamente transportados
para os idosos sem que significativas e importantes adaptações sejam executadas.

 Nesta perspetiva, torna-se urgente que as instituições promotoras de saúde se organizem no


sentido de responder adequadamente às necessidades de saúde da população idosa.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 Envelhecimento psicológico

 O processo de envelhecimento envolve alterações ao nível


dos processos mentais, da personalidade, das motivações,
das aptidões sociais e aos contextos biográficos do sujeito.

 Quer isto dizer que o envelhecimento, do ponto de vista


psicológico, vai depender de fatores de ordem genética,
patológica (doenças e/ou lesões), de potencialidades
individuais (processamento de informação, memoria,
desempenho cognitivo, entre outras), com interferência do
meio ambiente e do contexto sociocultural.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 Segundo esta perspetiva, é necessário perceber a importância das


formas de compensação, que cada um de nós utiliza/prepara para
fazer face às perdas associadas ao envelhecimento, pois estas vão
influenciar significativamente a qualidade de vida e o bem-estar
psicológico do idoso.

 A emoção é uma reação súbita de todo o nosso organismo, com


componentes fisiológicas, cognitivas e comportamentais que permite
ao sujeito se libertar das suas tensões.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 Emoções de Fundo

 São detetadas através de pormenores como a


velocidade dos movimentos ou até a contração
dos músculos faciais, pois comporta
interferências de incitadores internos. Estas
podem ser relatadas como o entusiasmo,
tensão, calma, bem-estar e mal-estar
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 Emoções Primárias

 São universais e estão associadas a estados físicos. Podem


ser relatadas como a alegria, tristeza, felicidade, medo,
cólera, surpresa, raiva e repugnância.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 Emoções Sociais

 Emergem devido à relação sociocultural e podem


manifestar-se como a simpatia, compaixão,
embaraço, vergonha, culpa, orgulho, inveja,
ciúme, admiração e desprezo.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 Caraterísticas do envelhecimento emocional:

o Redução da tolerância a estímulos.


o Vulnerabilidade à ansiedade e depressão.
o Acentuação de traços obsessivos.
o Sintomas hipocondríacos, depreciativos ou de passividade.
o Conservadorismo de carácter e de ideias (rigidez mental)
o Atitude hostil diante do novo.
o Diminuição da vontade, das aspirações, da iniciativa.
o Estreitamento da afetividade.
1. PRESTAÇÃO DE CUIDADOS BÁSICOS

 É frequente que os idosos associem à idade avançada a melancolia e a


tristeza devido a perdas afetivas, económicas, sociais e doenças crónicas.
2. AGENTE EM GERIATRIA
2. AGENTE EM GERIATRIA

2.1. Características inerentes ao Agente em Geriatria


2. AGENTE EM GERIATRIA

 2.1.1.Relações humanas

 Os recursos humanos constituem um elemento fundamental para o sucesso ou insucesso de


qualquer organização. Por razões que se prendem com a natureza do serviço prestado pela
estrutura residencial, atrevemo-nos a considerá-los absolutamente decisivos para o
cumprimento da missão deste tipo de organizações.

 Independentemente da estrutura residencial estar inserida numa organização lucrativa ou não,


o trabalho desenvolvido ultrapassa claramente a mera obtenção do lucro ou a simples prestação
de um serviço, na medida em que implica afeto, respeito e empenho no bem-estar do outro.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 A qualidade dos cuidados prestados estão intimamente ligados à


qualidade humana daqueles que os prestam. Assim, para além das
capacidades técnicas e académicas, devem ser igualmente valorizadas
e atendidas características pessoais como a sensibilidade, afetividade,
idoneidade, abertura e disponibilidade para interagir com o outro.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 Objetivos da Geriatria:

o Manutenção da Saúde em idades avançadas.


o Manutenção da funcionalidade.
o Prevenção de doenças.
o Deteção e tratamento precoce.
o Máximo grau de independência.
o Cuidado e apoio durante doenças terminais.
o Tratamentos seguros.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 O Agente em geriatria tem como tarefa fundamental prestar cuidados de apoio direto a idosos,
no domicílio e em contexto institucional, nomeadamente, lares e centros de dia, zelando pelo
seu bem-estar físico, psicológico e social, de acordo com as indicações da equipa técnica e os
princípios deontológicos.

 Manter boas relações com os residentes e os colegas é fundamental para a realização


profissional. As relações que um colaborador estabelece no âmbito da estrutura residencial -
com colegas, residentes, diretores e outros - devem basear-se na confiança e no
reconhecimento mútuo.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 As relações de colaboradores com residentes são relações profissionais. Tratando-se uns e


outros de pessoas, é possível que se criem laços de amizade. Estes não devem, porém, fazer
esquecer a nenhuma das partes que a relação de base é profissional e exige o cumprimento de
todos os valores, princípios e regras do cuidar.

 A deteção precoce de situações de tensão ou desconforto entre colaboradores, ou entre estes e


os residentes, pode prevenir futuras situações de conflito desde que devidamente
acompanhadas.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 É muito importante que tenhamos uma abordagem positiva com os residentes.


 Devemos encorajá-los a exercer os seus direitos, a tomar as suas próprias decisões, a ser tão
independentes e responsáveis por si mesmos quanto possível. Para tal, é essencial respeitá-los
enquanto indivíduos, tratá-los de modo justo, afetivo e excluir todo e qualquer comportamento
discriminatório.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 Por vezes é difícil aplicar a abordagem positiva. As melhores


decisões são as que contam com a vontade do próprio
residente. Em casos difíceis, é bom partilhar as dúvidas com a
equipa de trabalho. Devemos sempre considerar que temos
atitudes, ideias, crenças e valores que influenciam a forma como
nos relacionamos e desempenhamos o nosso trabalho.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 2.1.2.Cuidados a ter em consideração relativos

 2.1.2.1. À higiene pessoal

 Para uma prestação adequada e segura aos idosos é necessário ter em conta alguns aspetos
relativos à higiene e apresentação pessoal do prestador de cuidados de saúde:
o Tomar banho diariamente.
o Apresentar identificação adequada (nome, fotografia e função).
o Cabelos limpos, apanhados e protegidos (sem tocar no uniforme).
2. AGENTE EM GERIATRIA

o Homens: evitar a barba e bigode.


o Não usar adornos (anéis, brincos, relógio, pulseiras, colares, piercing, etc. –aliança).
o Evitar trabalhar com ferimentos nas mãos ou se estiver doente (diarreia,
febre, vómitos, contacto com pessoas com doenças infectocontagiosas,
infeções os olhos, garganta, nariz ouvidos pele, etc.).
o Comunicar situação de doença.
o Promover Saúde Oral.
o Colocar sinalização de alerta em locais estratégicos.
2. AGENTE EM GERIATRIA

o Unhas curtas (não roídas), limpas e sem vernizes coloridos.


o Promover a integração correta de novos elementos.
o Mãos e antebraços limpos. Manter pés secos.
o Evitar falar, cantar, tossir ou espirrar sobre os outros ou alimentos.
o Não utilizar utensílios que foram colocados na boca.
o Não mascar pastilhas elásticas ou fumar durante o trabalho.
o Evitar passar as mãos no nariz, orelhas, cabeça, boca ou outra parte do corpo durante a
prestação de cuidados.
o Assoar o nariz em lenços de papel e posteriormente rejeitar e lavar as mãos.
2. AGENTE EM GERIATRIA

o Promover consultas de rotina


o Não manusear dinheiro
o Utilizar equipamento de proteção individual
o Não enxugar suor com as mãos, panos ou uniforme (mas sim em
toalha descartável)
o Evitar maquilhagem e perfumes com cor e/ou odor intenso
(utilizar desodorizante sem cheiro ou com odor suave)
o Colocar haveres pessoais e roupa civil em local adequado (cacifo,
vestiário, etc.)
2. AGENTE EM GERIATRIA

 Lavagem de mãos

 Os auxiliares de idosos devem manter as mãos


limpas, lisas e sem fissuras onde os
microrganismos se possam alojar e desenvolver.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 A lavagem das mãos deve ser frequente e de forma correta. Deve ser realizada num lavatório
de uso exclusivo para esse fim, com comando não manual. Junto a este deverá estar disponível
um sabonete líquido bactericida (ou um sabonete líquido e um desinfetante), assim como
toalhas de papel descartáveis.

 O lavatório deverá ser provido de água quente e fria. Cada funcionário deverá possuir a sua
escova de unhas para que as possa lavar de forma conveniente.
2. AGENTE EM GERIATRIA
 Quando lavar as mãos:

o Sempre que iniciar o trabalho.


o Sempre que se apresentarem sujas.
o Sempre que mudar de tarefa.
o Sempre que tossir, espirrar ou mexer no nariz.
o Sempre que utilizar as instalações sanitárias.
o Depois de mexer no cabelo, olhos, boca, ouvidos e nariz.
o Depois de comer.
o Depois de fumar.
o Depois de manipular e/ou transportar lixo.
o Depois de manipular produtos químicos (limpeza e desinfeção).
2. AGENTE EM GERIATRIA

 Como lavar as mãos:

o Molhar muito bem as mãos e antebraços com água corrente, quente e potável.
o Ensaboar bem as mãos com o sabão líquido, lavando bem os espaços interdigitais, as palmas
das mãos, os polegares e os antebraços.
o Lavar as unhas com escova própria (que deverá ser mantida limpa e seca entre as utilizações).
o Passar por água corrente, quente e potável para remover todo o sabão.
o Deitar o líquido desinfetante nas mãos e espalhar bem pelas próprias e pelos antebraços
(esta operação deverá demorar entre 20 a 30 segundos).
o Passar abundantemente por água quente, corrente e potável.
o Secar as mãos com toalhetes de papel descartável.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 2.1.2.2. À apresentação pessoal

 No dia-a-dia de trabalho nas Instituições, surge a


necessidade de utilização de farda/uniforme, por vários
motivos, nomeadamente para identificar e proteger os
Profissionais e também para proteger os Clientes.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 Regras e cuidados a ter com o uniforme:

o Bom estado de limpeza (diária/ SOS)


o Bom estado de conservação
o Confortável
o Adequado à tarefa a desempenhar
o Cores claras
o Resistente a lavagens frequentes
o Exclusivos para local de trabalho
o Vestir/despir em local adequado
o Calçado confortável, antiderrapante, resistente e
fechado (com meias de preferência de algodão)
2. AGENTE EM GERIATRIA

o Apanhar primeiro o cabelo e só depois vestir o uniforme.


o Usar avental de plástico para tarefas com água, mas nunca perto no fogão ou forno.
o Não utilizar panos ou sacos de plástico para proteção do uniforme.
o Não carregar os bolsos do uniforme de canetas, batons, cigarros, isqueiros, relógios, etc.
(apenas o essencial).
o Adaptar/trocar uniforme de acordo com a tarefa (confeção de alimentos, limpeza, prestação
de cuidados de higiene, etc.).
o Evitar vestir roupa que não pertença ao uniforme, nomeadamente por baixo do mesmo. Se
for necessário usar peças de algodão e de cor branca.
o Identificação do Funcionário.
o Não lavar roupa na cozinha.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 A apresentação pessoal não se trata apenas na aparência em si


mesmo, mas também da postura e comportamentos que poderão
colocar em causa o desempenho profissional e/ ou prejudicar o
Utente ou outros Profissionais.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 2.1.2.3. À linguagem

 As palavras são o meio primário pelo qual as pessoas se comunicam. Quando eliminadas as
palavras que podem ser consideradas ofensivas, estarão sendo reduzidas as opções para a
transmissão de mensagens do jeito mais claro e acurado possível. De maneira geral, quanto
maior o vocabulário utilizado pelo emissor e pelo recetor, maior a probabilidade de transmissão
precisa das mensagens.

 Alguns conselhos para melhorar a comunicação com residentes com dificuldades ao nível:
2. AGENTE EM GERIATRIA

 Visual

o Dirija-se ao residente pelo nome, falando-lhe à medida que se aproxima, para que ela o
possa conhecer, sentir a sua presença e localização. assim reforçará o contacto humano e
reduzirá a sensação de isolamento.
o Conduza a pessoa, oferecendo-lhe o braço como guia, uma vez que pode antecipar os seus
movimentos, caminhando ligeiramente atrás de si, enquanto remove eventuais obstáculos físicos.
o Explique sempre o que está a fazer, minimizando o medo do desconhecido.
o Promova um contacto físico cuidadoso e frequente, para aumentar a estabilidade e a segurança.
o Use uma linguagem verbal clara e simples, segundo a idade do residente e evitando
referências visuais.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 Auditiva

 A maioria das pessoas com dificuldades auditivas, faz alguma leitura dos
lábios, mas nem o “melhor leitor de lábios” consegue decifrar mais de 1/4
da mensagem transmitida. Assim a captação da mensagem também se
baseia na expressão facial e linguagem corporal do interlocutor.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 Para uma boa comunicação com residentes com deficiência auditiva, deve-se receber claridade
no rosto, para evidenciar as suas expressões faciais. Deve estar em frente da pessoa, ao mesmo
nível dos olhos, e:

o Falar claramente, devagar e com linguagem simples.


o Não gesticular de forma exagerada.
o Minimizar os sons provenientes do exterior, pois podem mascarar o discurso.
o Não falar alto porque os sons agudos são de perceção difícil para as pessoas idosas.
o Perguntar ao residente qual o seu meio de comunicação preferencial. por exemplo utilizar imagens.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 Linguagem Corporal

 Não só de palavras vive a comunicação, como já


vimos. A linguagem corporal é um elemento
essencial do ato de comunicar, porque, quando
correta, transmite atenção, interesse e confiança.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 Durante uma conversa, podemos e devemos adotar uma postura que facilite a comunicação:

o Olhar o interlocutor de frente enquanto se fala.


o Falar ao nível do olhar: se o residente se encontra sentado, sentamo-nos ou colocamo-nos
de cócoras para falar com ele, nunca falar de cima para baixo.
o Adotar uma postura relaxada, levemente inclinada, que ajuda à concentração.
o Mudar de tom de voz de acordo com os sentimentos expressos.
o Usar expressões faciais - sorrir, franzir o sobrolho, fazer cara de espanto - para
o Reforçar o que se está a dizer, ou a reação ao que se ouve.
o Acenar com a cabeça e dar sinais encorajadores com “sim” ou “hmm”. evitar rufar dedos,
bocejar ou mostrar tédio.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 Outro elemento de comunicação é o contacto físico. Um abraço ou uma


festinha na mão, de forma natural e não infantilizante, podem exprimir
solidariedade e reforçar a relação.

 Atos como apoiar um residente com problemas de visão ou mobilidade,


ou ajudá-lo em atividades quotidianas como o banho ou a alimentação,
são também formas de comunicar e estabelecer relações de confiança,
se realizadas afetuosamente.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 Todavia, é bom não esquecer que nem todas as pessoas aceitam da mesma maneira o contacto
físico. Como se sentiria se alguém que não conhece o tocasse? Ou imagine que a sua religião só
permitia o contacto físico entre parentes próximos? Ou que tinha sofrido abusos sexuais?

 Nestes casos, o contacto físico pode inibir a comunicação em vez de ajudá-la. Para usar o
contacto físico na relação com os residentes, temos de ter a certeza de que teremos a sua
permissão para o fazer e sentimos o à-vontade necessário. Devemos usar palavras e gestos que
transmitam respeito, confiança e segurança.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 O toque é especialmente útil para


residentes que têm problemas de
vista ou audição. A linguagem
gestual, os textos em Braille ou o
equipamento vibratório, são apoios
que devem ser utilizados de acordo
com as situações e as preferências de
cada residente.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 2.1.2.4. À atitude

 Atitudes a cultivar pelo agente em geriatria:

 Privacidade/ Sigilo profissional

o Respeitar o espaço e a intimidade de cada pessoa, guardando segredo da informação


confidencial.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 Interesse e disponibilidade pelas pessoas


 Por mais diferentes que possam ser, todos queremos que se interessem por nós, e pelos nossos
problemas. Para os outros a nossa vida pode parecer uma comédia, mas para nós que a
sentimos, é uma tragédia.

 Pontualidade/ Assiduidade
 Chegar a horas e não faltar.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 Escuta ativa
o As pessoas precisam de tempo para falar sobre si mesmas, seus interesses e problemas.
Portanto precisamos ouvir com atenção, interesse e respeito, escutando com todos os nossos
sentidos.

 Evitar preconceito/ Ideias preconcebidas


o Afastar ideias preconcebidas ou julgamentos precipitados.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 Evitar orgulho ou presunção


o Por mais que possamos conhecer sobre um assunto, mesmo que vivamos mil anos, ainda
assim haverá muitos aspectos com relação a ele que desconhecemos, sempre haverá algo
mais a aprender, uma maneira diferente de ver, portanto nunca se considere o único capaz.

 Perguntar
o Para descobrir problemas, desejos e necessidades das pessoas. Mas faça perguntas abertas e
não perguntas que levem a um "sim" ou "não" ou que sejam invasivas na vida do outro.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 Exclusividade
o Cada um é como cada qual, cada situação é distinta de outra, em tempos diferentes e locais
diferentes, por isso os Utentes possuem necessidades distintas e nós deveremos ter a atitude
a este adaptada.

 Inovar
o Fazer diferente e fazer melhor, quebrar a rotina, mudar hábitos no sentido de melhorar os
cuidados.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 Manter contacto visual


o Os olhos são a janela da alma, através dele comunicamos muito de
forma não-verbal.

 Tolerância/ Compreensão
o Ter paciência e compreender as situações dos diferentes pontos de
vista, para cuidar melhor.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 Não interromper para corrigir


o Corrigir sim, mas em local e tempo oportunos e adequados.

 Educação
o Transmitir valores e incutir hábitos saudáveis.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 Adaptar
o Utentes e/ou contextos diferentes levam a comportamentos distintos.

 Empatia
o Arte de comunicar no seio de uma relação de ajuda, num ambiente agradável, onde há bem-
estar do emissor e recetor.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 Sentido positivo
o Reforço positivo, elogiar, falar na forma afirmativa e não na negativa, mesmo quando algo
não está bem, procurar um ponto positivo.

 Segurança/Confiança
o Transmitir estabilidade e equilíbrio, demonstrar calma, mesmo em situação de tensão.
2. AGENTE EM GERIATRIA

 Estimular a autonomia
o Ajudar a fazer sozinho, estimular a independência.

 Silêncio
o Respeitar o silêncio, o silêncio é de ouro e a palavra é de prata, mesmo no silêncio podemos
comunicar.

 Refletir para melhorar


o Ninguém é perfeito e se tivermos a humildade de assumir os erros e dificuldades, procurando
aprender e melhorar, iremos sempre crescer.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

3.1. Características da comunicação e observação


3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 A comunicação é um aspeto central da vida de qualquer estrutura residencial. Os seus membros


têm de saber comunicar entre si e com o exterior. É essencial que o façam de forma eficaz, já
que não se podem prestar bem os cuidados necessários sem conhecer os sentimentos, desejos,
necessidades e preocupações dos residentes.

 Antes da prestação de qualquer cuidado ou da realização de qualquer atividade deve ser dada
informação suficientemente clara sobre o que se vai fazer e qual a participação que se espera
do residente. No caso deste recusar a intervenção, deve-se tentar conhecer a razão da sua
atitude e, se conveniente para o residente, tentar motivá-lo, sempre com respeito pela sua
opção.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 A forma mais natural de saber o que pensa, quer ou sente um residente é junto do próprio.
Devemos privilegiar o residente enquanto fonte direta de informação. Ao fazê-lo, respeitando
sempre a sua privacidade, não só mostramos interesse por ele, como lhe damos sinais de que
acreditamos na sua capacidade de avaliar e exprimir os seus problemas e desejos. Isto reforça a
relação de confiança que tem de estar na base do nosso trabalho.

 Embora a comunicação possa ocorrer com vários intervenientes ao mesmo tempo, é importante
escutar cada residente individualmente. A estrutura deve criar mecanismos que promovam a
comunicação a dois.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 A comunicação deve ser cultivada. Não é admissível que, por exemplo, a diretora técnica, só
fale isoladamente com o residente na altura do acolhimento e depois não volte a fazê-lo
periodicamente.

 Na comunicação há que ter em conta as capacidades de expressão de cada um dos residentes e


utilizar todos os meios possíveis para que essa expressão resulte clara e o residente se sinta à
vontade e confiante. Podem ajudar à comunicação algumas técnicas e aparelhos ou pessoas de
apoio, como por exemplo: imagens, linguagem gestual, Braille, aparelhos auditivos ou
intérpretes.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Os residentes podem ter dificuldade em referir-se a


certos assuntos - porque são dolorosos ou
traumáticos, porque causam medo ou vergonha ou por
recearem não ser levados a sério. Nesse caso, podem
esconder o que sentem ou abordar tais assuntos de
forma indireta, através de eufemismos ou alusões.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Para entender estas pistas, há que saber ler nas entrelinhas. No entanto, temos de ter muito
cuidado ao fazer esta leitura. As interpretações que fazemos têm de ser prontamente
verificadas com toda a delicadeza e rigor. É bom não esquecer que o nosso estado de alma
também influencia a forma como percebemos as coisas.

 Existem outras fontes para obter informação sobre o residente, sobre os seus problemas,
angústias, gostos e preferências. São eles a família, os amigos, outros profissionais que
convivem com ele, porém sempre com respeito pela intimidade do residente.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Só vale a pena encorajar os


residentes a expressarem-se se
soubermos ouvi-los. O nosso
comportamento ao comunicar
influencia o do interlocutor, e
vice-versa.
 A postura física, o tipo de
discurso, a atenção que
prestamos, a empatia que
transmitimos, são fatores que vão
determinar a informação que
conseguimos obter e fazer passar,
podendo estimular o residente a
exprimir-se ou, pelo contrário,
intimidá-lo e desmotivá-lo.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Como estimular a comunicação

o Falar claramente e fazer-se entender.


o Usar palavras e expressões compreensíveis por todos.
o Falar com volume e rapidez adequados.
o Usar um tom de voz adequado.
o Usar linguagem corporal que demonstre interesse e atenção.
o Usar formas de comunicação apropriadas às pessoas (ex.: escrita, imagens).
o Ajudar as pessoas a comunicar entre si.
o Respeitar as condições, preferências e expectativas dos residentes ao comunicar com eles.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Como afastar a comunicação

o Murmurar, resmungar, balbuciar.


o Usar termos técnicos, gírias e calão.
o Falar muito depressa, muito baixo ou muito alto.
o Falar sem ter em atenção o momento emocional do residente.
o Ter um ar maçado e ansioso por ir embora.
o Usar meios de comunicação que não se dominam.
o Não promover a comunicação entre as pessoas.
o Falar com todos da mesma forma, sem atender ao género, idade e história da pessoa.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

3.2. Elementos do processo de comunicação


3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 A comunicação é um processo que envolve a troca de informações e o intercâmbio de informação.

MENSAGEM
EMISSOR Codificação Descodificação RECETOR
Meio

Ruido

Feedback Resposta
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 A comunicação interpessoal é um método de comunicação que promove a troca de informações


entre duas ou mais pessoas. Onde há um emissor que codifica a mensagem, que pode ser
submetida a ruídos, até chegar ao recetor, através de um canal, que por sua vez irá descodificar
a mensagem e emitir o feedback.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Existem tipos/canais de comunicação distintos:

o Verbal/Oral (palavras, frases, escrita, etc.)


o Não-verbal (linguagem gestual, mímica, linguagem corporal, entoação da voz, expressão
facial, olhar, gestos e movimentos posturais, contacto corporal, roupas, aspeto físico e outros
aspetos da aparência).
o Mediada: meios de comunicação (T.V., rádio, jornais, telefone, revistas,
o Internet, disquetes, CD-ROM, etc.), comunicação de massa (publicidade, fotografia, cinema, etc.).
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 A comunicação eficaz é essencial para a eficácia de qualquer organização ou grupo. No entanto,


a comunicação torna-se difícil quando há barreiras que impedem as pessoas de se expressar.

 Pesquisas indicam que as falhas de comunicação são as fontes mais frequentemente citadas de
conflitos interpessoais. Uma das principais forças que podem impedir o bom desempenho de um
grupo é a falta de comunicação eficaz.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Outro grande obstáculo à comunicação eficaz é que algumas pessoas sofrem de um debilitante
medo da comunicação. Esse medo da comunicação é a tensão ou ansiedade em relação à
comunicação oral ou escrita, sem motivo aparente. O emissor deve estar consciente que, em
uma organização ou grupo, pode ter pessoas que sofram desse medo da comunicação.

 Precisa-se tomar cuidado com os sentimentos das pessoas. Certas palavras expressam
estereótipos, intimidam e ofendem as pessoas. É necessário prestar atenção nas palavras e
gestos que podem ser ofensivos.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Assim, os colaboradores de uma estrutura residencial têm de


prestar especial atenção às barreiras que dificultam a
comunicação e contribuir para eliminá-las. Não nos esqueçamos
que muitas dessas barreiras estão em nós próprios.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Como atuar em situações de:

 Problemas emocionais, preocupação, stress


o Ser sereno, paciente, mostrar compreensão e solidariedade, saber ouvir.

 Línguas diferentes
o Usar um tradutor ou intérprete ou aprender a comunicar na língua do residente.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Calão, gíria profissional


o Explicar o significado das palavras ou usar alternativas mais compreensíveis.

 Ambiente incómodo e dificuldades de vista e/ou audição


o Tentar melhorar o ambiente e assegurar-se de que os aparelhos auditivos e óculos estão em
bom estado.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

3.3. Princípios da observação


3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 O ser humano é dotado de cinco sentidos (visão, audição, tato, olfato e paladar) que lhe
permite receber a informação sobre o seu meio ambiente. O processo de senescência e certas
doenças crónicas alteram o funcionamento dos órgãos que servem para a comunicação e
afetam a necessidade de comunicar.

 Deste modo, cabe à Equipa Multidisciplinar utilizar como principal instrumento de recolha de
dados, a observação, ou seja, ver de forma atenta e cuidada todos os aspetos envolventes do
Idoso, de forma a prevenir ou detetar alterações, promovendo a saúde e o bem-estar.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Uma atitude essencial é evitar e vencer os preconceitos. Os


valores, crenças e necessidades pessoais afetam a forma
como nos relacionamos com os outros.

 Todos conhecemos pessoas com as quais nos identificamos,


bem como outras cuja forma de ver o mundo e estar na vida
não nos agrada. Pessoas diferentes geram empatias
diferentes, o que é natural e não deve constituir um problema.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Contudo, devemos estar conscientes de que essas preferências interferem com o nosso
desempenho profissional e que, por isso, devemos esforçar-nos por controlá-las, impedindo que
prejudiquem a qualidade do serviço que prestamos.

 Acima de tudo, não podemos confundir simpatias pessoais - ou falta delas - com preconceitos.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 É preciso acabar com estereótipos, que levam a que não se


respeite cada pessoa e a sua circunstância. Temos de promover
mudanças de comportamentos e atitudes face ao
envelhecimento. ele tem de ser aceite como um fenómeno
natural, que faz parte do ciclo da vida.

 Só assim poderão as pessoas idosas viver com dignidade e


participar plenamente em atividades educativas, culturais,
espirituais, sociais e económicas como titulares que são de
cidadania plena, fundada na sua dignidade como pessoa.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Atitudes incorretas:

o Gerontofobia: medo irracional de tudo o que relaciona com o envelhecimento e a velhice.


o “Agismo”: todas as formas discriminatórias com base na idade.
o Infantilização: cuidar do Idoso como se este fosse uma criança, tratamento por “tu”,
simplificação demasiada das atividades sociais ou recreativas e pela organização de
programas de atividades que não respondem às necessidades dos Idosos ou às suas
capacidades de funcionamento.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Atitudes corretas:

o Aceitar a pessoa como ela é.


o Agir de modo sereno e competente.
o Chamar o Idoso pelo nome que mais gosta de ser tratado.
o Identificar-se pelo nome e especialidade.
o Não empregar linguagem infantil.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

o Respeitar a individualidade dos Idosos.


o Estar disponível para escutar.
o Incentivar as suas próprias decisões.
o A conversa deverá ser sem pressa e sem pressões, com tempo suficiente para obter respostas.
o Responder às perguntas de forma simples, breve e lentamente.
o Manter o contacto visual e táctil com o Idoso.
o Não elevar a voz, a menos que apresente diminuição da audição.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

3.4. Jogos e simulações


3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 O jogo

 O jogo tem um papel essencial na educação e na animação,


sendo bastante importante no processo de socialização e de
desenvolvimento intelectual, social e motor.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Com o jogo consegue-se:

o Aumentar o grau cultural e o compromisso coletivo.


o Aumenta o número de amizades e relacionamentos.
o Canalizar a criatividade.
o Divertir.
o Libertar tensões e emoções.
o Obter integração inter-geracional.
o Orientar positivamente as angústias quotidianas.
o Refletir.
o Ter predisposição para realizar outros trabalhos.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Os jogos são bastante utilizados na animação de idoso em todas as instituições.


3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 A importância da estimulação do Idoso

 Muitas famílias e instituições não compreendem a importância de estimular o idoso, deixando-o


parado, inerte, sem participar em nenhuma atividade que o ocupe e o ajude a manter as suas
capacidades ativas.

 Estimular significa excitar, incitar, instigar, ativar, animar, encorajar. Para além de tudo isto,
estimular é também criar meios de manter a mente, as emoções, as comunicações e os
relacionamentos em atividade.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 O Homem, à medida que envelhece vai sofrendo um desgaste normal a


idade. Esse desgaste não é apenas físico, mas também nas relações sociais
e na autoestima, que vão diminuindo em função do seu grupo, que fica cada
vez mais reduzido devido às perdas, às dificuldades para sair de casa, à falta
de estímulo e às limitações físicas e psíquicas.

 Por estes motivos, o trabalho da estimulação deve compreender estes três


aspetos: físico, psicológico (cognitivo) e social.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Quando é estimulado, o idoso ganha autoestima, fica mais


esperto, mais participativo, começa a envolver-se em questões
que o rodeiam, reivindica, reclama.

 Para que o idoso tenha uma velhice saudável é preciso que este
esteja ativo e desenvolva diversas atividades em várias áreas.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 A estimulação faz com que os idosos vivam mais a vida, que vivam
o hoje, que usem mais a memória e a criatividade para criar
situações, atividades, alegria e felicidade.

 A estimulação é uma das práticas mais importantes para manter os


idosos com vida e com saúde.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 A estimulação física

 Com o passar dos anos o nosso corpo apresenta algumas alterações relacionadas com a força, a
resistência, a flexibilidade, a coordenação motora e o equilíbrio.

 O processo natural do envelhecimento diminui a função de cada órgão de nosso corpo (coração,
pulmão, rins, cérebro, fígado etc.). À medida que o tempo passa, cada órgão vai, pouco a
pouco, quase sem percebermos, perdendo um pouco de função. A este processo chamamos de
perda da capacidade funcional ou capacidade de funcionamento.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Além desse desgaste natural de cada órgão, o próprio


progresso no tratamento da saúde tem contribuído
para o aumento no número de pessoas idosas
incapacitadas.

 A relação entre atividade física, saúde, qualidade de


vida e envelhecimento têm sido cada vez mais
discutidos e analisada cientificamente.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Segundo a Organização Mundial de Saúde (1997) a prática da


atividade física está associada a melhorias na qualidade de vida
dos idosos, e que, através desta, obterão benefícios significativos
a níveis fisiológicos, psicológicos e socioculturais.

 O que se destaca como objetivo principal da atividade física na


terceira idade, é o retardamento do processo inevitável do
envelhecimento através da manutenção de um estado
suficientemente saudável que possibilite a normalização da vida dos
idosos e os afaste dos fatores de risco comuns na terceira idade.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 O idoso médio passa 10 ou mais anos a


sofrer de um grau crescente de
deficiência física e apresenta um
declínio na capacidade de viver
independente, pelo que a atividade
física regular tem uma forte influência
sobre as capacidades funcionais,
qualidade de vida e saúde mental do
cidadão idoso beneficiando de um
aumento de 6 a 10 anos na expectativa
de vida ajustada à qualidade de vida.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Estudos indicam que se verifica uma significativa


melhora funcional por meio da estimulação psicomotora
em idosos hospitalizados, momento em que a
tendência é de fragilidade e propício à dependência.

 Todas as atividades diárias, de rotina ou ocupacionais,


devem privilegiar o conforto do utente. Deve ter-se
especial atenção ao posicionamento e mobilidade.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Alguns idosos/doentes, incapazes de se movimentar sozinhos, dependem completamente da/o


técnica/o para mudar de posição.

 Movimentos delicados e seguros da parte da/o técnica/o baseados em conhecimentos de


mecânica corporal, não só ajudam o idoso/doente a se movimentar mais facilmente, como lhe
proporcionam uma sensação de confiança na ajuda que recebe.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

3.5. Reflexão sobre a pessoa idosa


3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 A dependência é um estado transitório ou de longa duração em que, por


razões ligadas à falta ou perda de autonomia física, psíquica ou
intelectual, as pessoas têm necessidade de assistência para realizar atos
da vida quotidiana.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Todas as pessoas têm necessidades básicas - físicas, intelectuais, emocionais, sociais e


espirituais:

 Necessidades físicas
o Alimentação equilibrada.
o Higiene.
o Prevenção da doença.
o Habitação.
o Segurança.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Necessidades intelectuais
o Comunicar.
o Relacionar-se com o meio envolvente.
o Raciocinar.
o Cultivar-se.

 Necessidades emocionais
o Amar e ser amado.
o Autoconfiança.
o Autoestima.
o Ser valorizado e respeitado.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Necessidades sociais
o Sentimento de pertença
o Relações sociais, familiares e de amizade

 Necessidades espirituais
o Reflexão sobre o Se humano e o mundo.
o Crenças religiosas ou metafísicas
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Para além destas necessidades básicas comuns a toda a humanidade, qualquer pessoa pode ter
necessidades específicas, temporárias ou permanentes, decorrentes de situações como por
exemplo:

o Estar fisicamente dependente devido a uma queda, trombose ou outro.


o Ter dificuldades auditivas ou de visão.
o Sofrer de demência, ou de outra doença mental.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 As necessidades específicas têm uma repercussão sobre as necessidades básicas, na medida em


que impedem ou limitam a possibilidade de a pessoa as satisfazer sozinha.

 Vemos assim que a dependência física ou psíquica não é determinada pela idade, mas por
múltiplos fatores relacionados com a pessoa e com o meio. Numa estrutura residencial dedicada
a pessoas idosas, não se pode confundir as características próprias das pessoas em idade
avançada com as limitações que qualquer pessoa pode vir a sofrer.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Acima de tudo, os residentes são pessoas. As limitações que


possam sofrer não devem sobrepor-se à sua individualidade.
Não devemos falar de dependentes, doentes ou deficientes,
mas sim de “pessoas com...”. É bom lembrar que a linguagem
traduz atitudes e mentalidades, e que estas afetam aqueles
com quem lidamos.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Para além de fazer juízos de valor sobre as pessoas com necessidades e características
especiais, a sociedade frequentemente dificulta ou impossibilita que vivam de acordo com as
suas escolhas.

 Uma prestação de cuidados de qualidade a pessoas em situações de dependência implica


sempre o respeito pelos Princípios, Valores e Direitos do cuidar. O residente tem que estar no
centro do processo de planeamento, execução e avaliação dos cuidados.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Ajudar os residentes a lutar pelos seus desejos

o Quando prestamos atenção ao que as pessoas contam sobre a sua vida, ouvimo-las recordar
experiências e episódios, relatar os seus êxitos e deceções, exprimir medos, ansiedades,
Açõessofrimentos
facilitadorase da integração de idosos dependentes:
alegrias.

o Podem também revelar-nos os seus desejos e projetos para o futuro. Não só por palavras,
mas também pelo tom de voz, a linguagem corporal e a expressão facial. É nossa função
escutá-los e estimulá-los, delicadamente, a acreditar e a lutar pelo que ambicionam e a
confiarem em toda a colaboração possível que nos solicitarem.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 A nossa realização profissional, enquanto colaboradores de uma estrutura residencial, deve


passar também por vermos atingirem seus objetivos aqueles a quem prestamos cuidados. É
bom constatar que gerem positivamente as suas limitações, se tornam mais autónomos,
capazes e independentes, e que se sentem realizados com as suas novas conquistas.

 Quem presta cuidados deve ajudar os residentes a acreditar que vale a pena estabelecer novas
metas, e que serão capazes de atingi-las.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Ajudar os residentes nas relações sociais

o Todos precisamos de amar e ser amados. Quem está em


acolhimento residencial também. É especialmente
importante não perder o contacto com as pessoas de
quem gosta - família e amigos -, com os animais de
estimação e os objetos de valor sentimental.

o As visitas da família e dos amigos são um momento de


fortalecimento de laços do residente com aqueles que
ama. Devemos, pois, estimulá-las e ajudar a organizá-las.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Quando um residente recebe visitas, todos os colaboradores da estrutura residencial devem


recebê-las com a maior gentileza e nunca fazer-lhes sentir - nem ao residente - que estão a
mais. Pelo contrário, devem pô-los à vontade, oferecer-lhes, por exemplo chá ou café, e
respeitar a sua privacidade com o visitado. O residente pode também querer visitar familiares
ou amigos, no que deve ser encorajado e se necessário acompanhado.

 Mas o acolhimento residencial é também uma oportunidade para fazer novas amizades, de
falarmos sobre nós próprios e de nos sentirmos apreciados. Os sentimentos de pertença são
importantes para o nosso bem-estar. Como colaboradores de uma estrutura residencial,
podemos ajudar o residente a sentir-se bem no novo meio.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Ajudar os residentes a participar em atividades

o Ter interesses e participar em atividades é saudável. Preenche a vida, ocupa o pensamento,


ajuda a relaxar e exercita as capacidades.

o Devemos pois, descobrir o que os nossos residentes gostam de fazer, aquilo para que têm jeito, as
atividades em que já têm experiência e as que gostariam de aprender, como por exemplo:
jardinagem, pintura, leitura, música, desporto, atividades manuais, jogos. A sua adesão pode
fortalecer-se com a sua participação na programação e organização das atividades.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 A participação dos residentes nas atividades e eventos que tenham lugar na comunidade -
festas, passeios, sessões de teatro, de cinema, desporto, visitas a museus - incentiva as boas
relações entre a estrutura residencial e a comunidade e o bem-estar dos residentes. Deve-se
por isso informar os residentes e facultar-lhes o acesso a elas.

 Outra forma de reforçar essa relação é a disponibilização de espaços da estrutura residencial


para os organismos da comunidade desenvolverem atividades.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 A estrutura residencial deve ser reconhecida pela comunidade como uma mais-valia e é
importante que os residentes disso se apercebam e para tal colaborem.

 A própria estrutura residencial também pode promover atividades que vão ao encontro dos
interesses dos residentes e da comunidade. Para encorajar os mais tímidos ou relutantes - mas
respeitando sempre a sua vontade de participar ou não - os colaboradores podem e devem
participar nas atividades.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Ajudar os residentes a manter a mobilidade

 A independência e a autonomia - cuja importância já aqui


sublinhámos - passa por sermos capazes de ir onde queremos.
Depender de outros para se movimentar penaliza a autoestima. A
estrutura residencial deve permitir a mobilidade a quem nela vive.
3. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E OBSERVAÇÃO

 Como podemos assegurá-lo?

o Retirando obstáculos à mobilidade, como por exemplo tapete soltos.


o Providenciando ajudas técnicas (por exemplo: cadeiras de rodas e andarilhos) aos residentes.
o Ensinando a utilizar as ajudas técnicas.
o Assegurando que as ajudas técnicas se mantêm em boas condições.
o Acompanhando os residentes em saídas e visitas, garantindo que estão seguros e
confortáveis, mas sobretudo que mantêm a sua dignidade.
o Encorajando os residentes a planear e realizar saídas e visitas.
4. CONFORTO DA PESSOA IDOSA
4. CONFORTO DA PESSOA IDOSA

4.1. Sono e repouso


4. CONFORTO DA PESSOA IDOSA

 O sono e o repouso são funções


restauradoras necessárias à preservação
da vida. É comum - e correto - afirmar-se
que passamos cerca de dois terços da
vida a dormir. No entanto, estamos a falar
de uma média, o que quer dizer que nem
todas as pessoas estão dentro deste valor.
4. CONFORTO DA PESSOA IDOSA

 Com o avançar da idade, a qualidade do sono tende a deteriorar-se. Muitas pessoas com mais
de 65 anos sofrem de alguma perturbação do sono: dificuldade em adormecer, sono
entrecortado, sono demasiado leve ou estar acordado durante a noite e sonolento de dia.

 No entanto, as pessoas tiveram hábitos de sono diferentes ao longo da vida, o que


necessariamente determina também padrões de sono diferentes. Um dos sintomas mais
frequentes da degradação da qualidade do sono é a alteração da hora de acordar, que na
velhice tende a ocorrer mais cedo.
4. CONFORTO DA PESSOA IDOSA

 As perturbações do sono causam uma sensação de cansaço


durante o dia (hipersónia), muitas vezes traduzida em períodos
de sonolência ou até sestas involuntárias. Estas alterações
podem determinar irritabilidade e mal-estar e podem ter de ser
objeto de avaliação e prescrição médicas.

 Mas podem ter outros efeitos, como dores musculares e das


articulações, tendinites, torcicolos, refluxo gastro-esofágico,
entre outros. Ora estes problemas podem, por sua vez, afetar o
sono das noites seguintes, criando uma espécie de ciclo vicioso.
4. CONFORTO DA PESSOA IDOSA

 Os fatores que contribuem para os problemas de sono


nas pessoas idosas podem ter que ver com múltiplos
aspetos, como a presença de dor ou desconforto físico,
distúrbios emocionais ou fatores ambientais, ruídos ou
presença de outras pessoas no quarto.
4. CONFORTO DA PESSOA IDOSA

 Perturbações do sono

 Um dos principais distúrbios do sono é a insónia, dificuldade em adormecer ou em manter o


sono, ou a sensação de que o sono que se teve foi insuficiente.

 Insónia não é apenas não dormir ou dormir pouco. Há quem durma pouco e não se queixe
durante o dia. Falamos de insónia quando o facto de se dormir pouco tem consequências
negativas durante o dia: fadiga, cansaço fácil, ardência nos olhos, irritabilidade, ansiedade,
fobias, incapacidade de concentrar-se, dificuldades de atenção e memória, mal-estar e
sonolência.
4. CONFORTO DA PESSOA IDOSA

 A insónia tem efeitos psíquicos e sociais, mais do que


biológicos. Um dos riscos que acarreta para as
pessoas mais velhas é o de terem acidentes, uma vez
que passam o dia menos despertas e atentas. A
insónia é mais frequente nas mulheres do que nos
homens, e também nas pessoas que vivem sós.
4. CONFORTO DA PESSOA IDOSA

 Causas da insónia

oA insónia pode ser causada por substâncias que ingerimos. A


cafeína e a teína, o álcool, os corticóides e outros medicamentos
podem causar transtornos do sono.

oA insónia pode também ser causada pelas dores e incómodos


associados a doenças crónicas das pessoas idosas (doenças das
articulações, asma, problemas cardíacos, digestivos ou urinários,
bronquite, entre outros). Mas a insónia verifica-se também em
pessoas que não têm qualquer doença.
4. CONFORTO DA PESSOA IDOSA

 O stress é suficiente para causá-la em qualquer idade, e mais


acentuadamente nas pessoas mais velhas. Acontecimentos tristes
como a morte de um amigo, perda do cônjuge, perda do espaço
social, dificuldades financeiras, sentimentos de abandono, limitações
físicas próprias da idade, mudanças no estatuto social ou perceção da
própria condição de saúde podem causar distúrbios do sono.
4. CONFORTO DA PESSOA IDOSA

 As três situações de saúde mental mais associadas à insónia na pessoa idosa são, por ordem
decrescente de frequência: ansiedade, depressão e demência. A ansiedade dificulta o
adormecer e pode levar a que a pessoa acorde várias vezes durante a noite. Já uma
consequência da depressão pode ser acordar cedo ou dormir demais. No caso da demência,
ainda em estágios iniciais, pode haver muitas vezes inversão do ciclo circadiano (dia-noite/
sono-vigília).
4. CONFORTO DA PESSOA IDOSA

 A insónia pode ainda ter causas ambientais. As pessoas que se


deitam tarde, ou ficam a ver televisão ou a ler até de
madrugada, podem ficar com o ciclo do sono desregulado. Este
tipo de insónia adquirida afeta pessoas que trabalham em
turnos noturnos ou que atravessam frequentemente fusos
horários, como os pilotos de avião.
4. CONFORTO DA PESSOA IDOSA

 O que fazer perante perturbações do sono das pessoas idosas?

 A estrutura residencial deve procurar conhecer as causas das perturbações de sono dos seus
residentes mesmo quando resultam de situações anteriores ao acolhimento.
4. CONFORTO DA PESSOA IDOSA

 Eis algumas situações frequentes:

o Problemas ou conflitos familiares, com amigos, colaboradores da estrutura residencial.


o Ou outros residentes.
o Más notícias.
o Medicação com efeitos no padrão normal de sono.
o Falta ou excesso de alimentos ou líquidos à hora de deitar.
o Ambiente com luz ou ruído excessivos.
o Parceiro de quarto com hábitos de sono diferentes.
4. CONFORTO DA PESSOA IDOSA

 Consoante as causas dos problemas de sono, há soluções e fatores que favorecem um sono
confortável e tranquilo, nomeadamente:

o Comer ou beber algo ligeiro antes de deitar (quando não exista contraindicação médica).
o Gozar de um ambiente calmo, obscurecido e sem ruído, à temperatura adequada.
o Evitar assistir a programas de televisão violentos ou situações excessivamente dramáticas.
o Ouvir música suave e ler um texto agradável.
o Evitar discussões ou debates empolgantes.
o Tomar a medicação prescrita.
4. CONFORTO DA PESSOA IDOSA

4.2. Cama simples e cama articulada


4. CONFORTO DA PESSOA IDOSA

 As camas articuladas são camas especiais que foram desenhadas com o intuito de auxiliar todas
as pessoas com mobilidade reduzida, como no caso de um idoso ou de um acamado.

 As camas articuladas são uma ferramenta muito útil para as pessoas que cuidam de um idoso
ou de um acamado pois com o mínimo de esforço conseguem mudar a sua posição e, ao
mesmo tempo, para o próprio idoso ou acamado é sinónimo de um maior conforto, segurança e
descanso.
4. CONFORTO DA PESSOA IDOSA

 As camas articuladas começaram a ser utilizadas nos


hospitais, pois prestavam um melhor auxílio às
pessoas que apresentavam um determinado problema
de saúde, aos idosos e a todos os acamados. Porém,
graças à sua versatilidade e comodidade, uma vez
que um idoso ou um acamado precisa de apoio e
cuidados constantes, as camas articuladas depressa
se estenderam a todos os lares em geral.
4. CONFORTO DA PESSOA IDOSA

 As camas articuladas são compostas por secções


articuladas que podem ser levantadas através da
utilização de manivelas ou motores elétricos
específicos que possibilitam a colocação de um idoso
ou de um acamado em várias posições diferentes.
4. CONFORTO DA PESSOA IDOSA

 Esta garantia de mobilidade é excelente para um


idoso ou acamado na medida em que as tarefas mais
básicas do dia-a-dia como dar banho, comer, sentar-se
e levantar-se de uma cama estarão salvaguardadas.

 Existem vários tipos de camas articuladas que podem


ser adquiridas. São elas: as camas articuladas
manuais, as elétricas e as rotacionais.
4. CONFORTO DA PESSOA IDOSA

 As camas articuladas manuais

 As camas articuladas manuais possuem estrados articulados com secções que podem ser
levantadas através da utilização de uma manivela que permite levantar as costas e as pernas de
um acamado ou de um idoso que tenha dificuldades de movimentos.

 Este tipo de cama requer a ajuda de uma segunda


pessoa, na medida em que é exigida que uma outra
parte dê à manivela de forma a posicionar a cama para
um melhor conforto do idoso ou do acamado.
4. CONFORTO DA PESSOA IDOSA

 As camas articuladas elétricas

 As camas articuladas elétricas têm o mesmo funcionamento


que as manuais, com a enorme vantagem de serem
automáticas. O idoso ou o acamado não necessita de uma
segunda pessoa para mudar de posição e para mudar a
posição da cama, basta pressionar os botões
correspondentes no comando que, automaticamente, a
cama faz o resto.
4. CONFORTO DA PESSOA IDOSA

 As camas articuladas rotacionais

 As camas articuladas rotacionais, além de serem elétricas,


permitem mudar o acamado ou o idoso para a posição de
sentado na cama através da rotação do próprio estrado e
colchão, o que faz com que o acamado ou o idoso fique
sentado com as costas apoiadas no colchão.
4. CONFORTO DA PESSOA IDOSA

 Como se tratam de camas elétricas, não é necessário o


auxílio de uma terceira parte, na medida em que o idoso ou o
acamado consegue ser autónomo. É uma das ferramentas
mais eficientes e bem conseguidas, pois simplificam (e muito)
a vida de um idoso ou de um acamado.
4. CONFORTO DA PESSOA IDOSA

 Os Elementos Que Compõem As Camas Articuladas

 Na composição das camas articuladas, existem outros elementos que possibilitam uma
segurança adicional e um maior usufruto no descanso/repouso de uma pessoa com limitações
físicas e/ou de um idoso. Como por exemplo:

o As grades: No caso de um acamado e/ou idoso é recomendável usar guardas laterais ou


grades nas camas articuladas de forma a evitar que o acamado caia da cama ao mudar de
posição ou mesmo quando está a dormir.
o Os colchões: Existem colchões especiais anti-escaras para utilizar numa cama articulada.
Estes colchões garantem o alívio das áreas de pressão e facilitam a circulação sanguínea no
idoso ou no acamado, mesmo que estes se mantenham na mesma posição.
4. CONFORTO DA PESSOA IDOSA

o As almofadas especiais: As almofadas especiais ou em cunha podem ser colocadas sob as


pernas para elevar os pés e as pernas, ou sob as costas de um idoso ou de um acamado, o
que possibilita um maior conforto e relaxamento. Não acumulam germes ou odores e têm
fácil higienização.

o Os rolos especiais: Os rolos especiais podem ser colocados por debaixo dos joelhos, ou em
outras áreas do corpo e a sua utilização garante ao idoso e ao acamado um melhor
posicionamento e desempenho na realização de uma determinada tarefa.
3538. SAÚDE DA PESSOA IDOSA – CUIDADOS BÁSICOS