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GESTÃO ESTRATÉGICA DO PROJETO PROFESSOR ROMES ARAÚJO

EDUCACIONAL
TEMPLATE LABORO SUBTÍTULO E

DIVISOR DE CONTEÚDO COMPLEMENTAÇÃO


EMENTA
Educação e gestão. A gestão de instituições de ensino hoje: desafio
pedagógico; Complexidade e multidimensionalidade da gestão,
planejamento e organização do trabalho pedagógico. A administração da
educação e suas implicações no plano pedagógico; O processo
administrativo/decisório: pressupostos político-filosóficos, planejamento,
organização, direção, coordenação, informação/comunicação, controle,
avaliação. Aspectos subjetivos dos Programas e projetos educativos na
política educacional brasileira; Projetos Políticos Pedagógicos das Instituições
de Ensino: diretrizes curriculares e estrutura e funcionamento dos cursos.
OBJETIVO
Compreender conceitos e as especificidades da
Gestão Escolar, destacando os fatores intangíveis
que a diferenciam de outros modelos de gestão,
sob uma perspectiva teórico-prática da ação.
CONTEÚDOS
Gestão escolar: impasses e compromissos; A complexidade, a
contemporaneidade e a Gestão Escolar; Gestão Educacional:
dinâmicas de planejamento e ação participativas; Projeto
Pedagógico: dispositivos e fundamentos legais, trabalho coletivo e
instrumentos institucionais de acompanhamento e avaliação;
Gestão democrática da educação e as novas dimensões da
prática educativa.
SOBRE A DISCIPLINA
1. DA ADMINISTRAÇÃO PARA A GESTÃO;
2. ADMINISTRAÇÃO/GESTÃO ESCOLAR;
3. CONCEPÇÕES ORGANIZAÇÃO E DE GESTÃO ESCOLAR;
4. PRINCÍPIOS E CARACTERÍSTICAS DOS DIFERENTES TIPOS DE
GESTÃO;
5. A GESTÃO NO ENSINO SUPERIOR.
AVALIAÇÃO

Avaliação
final do curso
Atividades em (50%)
grupo
Autoavaliação (30%)
e Participação
(20%)
REFERÊNCIAS
VIEIRA, Sofia Lerche. Política(s) e Gestão da Educação Básica: revisitando
conceitos simples. RBPAE v. 23, n. 1, p. 53-69 jan – 2007
SANTOS, Pricila Kohls dos Avaliação da aprendizagem / Pricila Kohls dos
Santos, Joelma Guimarães – Porto Alegre : SAGAH, 2017
SILVA, Josias Benevides da Silva. Um olhar histórico sobre a gestão escolar.
Educação em Revista. v.8 n.1, 2007
PERCURSO HISTÓRICO
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DAS EMPRESAS
MODELO ARTESANAL (+/- 1780) – Regime de produção artesanal, reduzido e
familiar, geralmente limitado a pequenas oficinas;
PRÉ-INDUSTRIAL (1780-1860) – Período em que ocorreu a Primeira Revolução
Industrial, surgindo as Fábricas e a forte preocupação com o produto. Mecanização
e Industrialização.
DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL (1860-1914) – Produção nas Fábricas. Foco na
produção em massa.
GIGANTISMO (1914-1945) – Foco nas vendas. Alta competitividade.
MODERNA (1945-1980) – Tecnologia Avançada, Foco na produção. Novas fontes de
energia e em novos materiais.
GLOBALIZAÇÃO (1980 - ) – Concorrência acirrada. Incerteza e imprevisibilidades
no mercado. Foco na aprendizagem empresarial e no diferencial.
MOTIVAÇÃO

Administração Relações Motivação e


Clássica: Homo Humanas: Homo Liderança: Homo
Economicus Socialis Complexus
EM BUSCA DE UMA TEORIA GERAL DA
ADMINISTRAÇÃO EMPRESARIAL
Qual é o tipo de organização que
dispomos? Conceitos
Administração, gestão, gerência
Eficiência, eficácia
Organizações
Teorias da Administração
Escolas e teorias administrativas
Trabalho e sociedade
CONCEITOS
Administração é o processo de conjugar recursos
humanos e materiais de forma a atingir fins
desejados, através de uma organização

Organização é uma combinação de esforços


individuais que tem por finalidade realizar
propósitos coletivos

Funções Administrativas: planejamento,


organização, liderança ou direção, avaliação e
controle
Cinco Variáveis Básicas
da Teoria Geral de Administração

ESTRUTURA PESSOAS
ORGANIZAÇÃO

TECNO-
AMBIENTE
LOGIA

Fonte: Chiavaneto, I. Introdução à TGA, Makron Books, 1998 .


Teorias da Administração
ANO TEORIA ÊNFASE
1903 ADM. CIENTÍFICA TAREFAS
1916 CLÁSSICA ESTRUTURA
1932 RELAÇÕES HUMANAS PESSOAS
BUROCRACIA E
1947 ESTRUTURA
ESTRUTURALISTA
CIBERNÉTICA E
1951 AMBIENTE
SISTEMAS
1954 NEOCLÁSSICA ESTRUTURA
1957 COMPORTAMENTAL PESSOAS
1972 CONTINGÊNCIA AMBIENTE E TECNOLOGIA
1982 NEO-SCHUMPETERIANA TECNOLOGIA
ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA
Destaque: Frederick Taylor (1903)
Ênfase: Na tarefa
Termos mais utilizados
Organização racional
Divisão das tarefas
Simplificação
Especialização
Tempos e movimentos
ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA
Organização Racional do Trabalho
SELEÇÃO PLANO DE
CIENTÍFICA DO INCENTIVO
TRABALHADOR SALARIAL

DETERMINA
TEMPOS E PADRÃO DE SUPERVISÃO MÁXIMA
ÇÃO DO
MOVIMENTOS PRODUÇÃO FUNCIONAL EFICIÊNCIA
“BEST WAY”

CONDIÇÕES
LEI DA
AMBIENTAIS LUCROS E
FADIGA
TRABALHO SALÁRIOS
TEORIA CLÁSSICA DA ADMINISTRAÇÃO
Destaque: Henri Fayol (1916)
Ênfase: Na estrutura
Classificação das atividades da empresa:
Funções técnicas, comerciais, de segurança, contábeis,
financeiras, e administrativas
Função Administrativa paira sobre todas as outras
Consiste em: prever, organizar, comandar, coordenar, e
controlar
TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS
Década de 30
Ênfase: Nas pessoas
Pressupostos:
Incentivo econômico não é a única forma motivadora
O trabalhador não se comporta como um ser isolado
A especialização funcional não cria necessariamente a
organização mais eficiente
TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS
Questões Abordadas
 Integração social
 Comportamento social
 Recompensas e punições
 Grupos informais
 Relações intergrupais
 Motivação
 Liderança
 Comunicação
 Organização Informal
 Dinâmica de Grupo
 Processo Decisório
 Mudança Organizacional
TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS
As Necessidades Humanas Básicas

Desenvolvimento
INTELECTUAL e
AUTO-
REALIZAÇÃO ESPIRITURAL
Status / Prestígio
Afeição
Pertença PSICOLÓGICAS
Segurança

FISIOLÓGICAS
TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS
Apreciação Crítica
Confronto das Ideias Clássicas
Crença na possibilidade de superação do conflito
Ingenuidade
Enfoque manipulador: colocar a
organização informal a serviço da
organização formal
BUROCRACIA - 1947
Destaque: Max Weber Características:
Ênfase: Na estrutura  Caráter legal e normativo
 Formalidade das comunicações
Origens da Burocracia:  Racionalismo e divisão do trabalho
 Racionalidade  Impessoalidade e hierarquia
 Ética Protestante  Rotinas e procedimentos padronizados
 Meritocracia
 Profissionalização
 Especialização da administração
 Previsibilidade
BUROCRACIA
Dilemas e disfunções:
 Tendência de organizações burocráticas transformarem-se em carismáticas
ou tradicionais
 Dificuldade de cumprimento irrestrito de regras
 Apego exagerado a regulamentos
 Formalismo e papelório
 Resistência a mudanças
 Impessoalidade e categorização
 Abusos de autoridade
 Conflitos com o público
TEORIA ESTRUTURALISTA
Destaques: Abordagem Estruturalista inclui:
 Levi-Strauss  a organização formal e a informal, e suas inter-
 Karl Marx relações
 Max Weber  o objetivo e o alcance dos grupos informais e as
relações de tais grupos dentro e fora da
Ênfase: organização
 Na estrutura
 os níveis mais altos e os níveis mais baixos
Origens:  as recompensas materiais e as não materiais
 Teoria Clássica  a interação da organização com o seu ambiente
X  as organizações de trabalho e as de natureza
diferenciada
 Recursos Humanos
TEORIA ESTRUTURALISTA
Apreciação Crítica:
Convergência de outras teorias
Ampliação da abordagem
Indivíduo  grupo
Indústria  outras organizações
Teoria da Crise e
da Mudança
Teoria dos Sistemas
“Qualquer entidade, conceitual ou física, composta de partes inter-
relacionadas, inter-atuantes ou inter-dependentes”
Década de 50
Ênfase: No ambiente Componentes e características de um
Sistema
Fechados ou Abertos  1. Insumos (entradas, inputs)
 2. Processamento (througput)
 3. Exsumos (produto, output)
 4. Entropia
 5. Homeostase (entropia negativa)
 6. Retroalimentação (feedback)
 7. Decomposição do sistema em
subsistemas
TEORIA DOS SISTEMAS
Organização como Sistema Aberto
 Subsistema inserido em um sistema social maior, que o engloba,
composto de partes interdependentes
Organização como Sistema Sócio-Técnico
 Subsistema Técnico
 Infra-Estrutura física
 Máquinas e Equipamentos ESTRUTURA
 Tecnologia
s. técnico
 Especificidades das Tarefas
 Subsistema Social
INSUMOS EXSUMOS
 Pessoas / Relações sociais
 Habilidades / Competências
s. social
 Necessidades / Aspirações
ESTRUTURA
TEORIA NEOCLÁSSICA
Década de 50 Princípios Básicos da
Organização
Ênfase: Na estrutura  Divisão do Trabalho, Especialização,
Hierarquia, Autoridade e
Características : Responsabilidade
 ênfase na prática da Administração
 reafirmação relativa dos postulados
clássicos Centralização
 ênfase nos princípios gerais da X
Administração
Descentralização

Funções do Administrador
 Planejar, Organizar, Dirigir, Controlar
TEORIA NEOCLÁSSICA
Administração por Objetivos (APO)
 Consecução dos objetivos e obtenção de resultados
 Planos Estratégicos Planos Táticos (departamentais)  Resultados  Avaliação e
Retroação
Decorrências:
 Tipo de organização: linear, funcional, staff, comissões
 Departamentalização:
 Funcional,
DIRETORIA
 por Produtos ou Serviços,
 Geográfica,
Depto Depto Depto
 por Clientela,
Feminino Masculino Infantil
 por Processos,
 por Projeto
Perfumaria Lingerie Modas
TEORIA COMPORTAMENTALISTA

Década de 50 Auto-realização

Ênfase: Nas pessoas Ego

Indivíduos Sociais

Dimensão motivacional Segurança

Homem Administrativo Fisiológicas

Resgate da pirâmide de
necessidades (Maslow)
Hierarquia de Necessidades de Maslow
5
Auto-
Realização
( desenvolvimento e
realização pessoal)
Estíma
4 (auto-estima,
reconhecimento, status)
Necessidades Sociais
3 (sensação de pertencer)
Necessidade de Segurança
2
(segurança, proteção)
Necessidades Fisiológicas
1 (comida, água, abrigo)
TEORIA COMPORTAMENTALISTA
Conflito entre indivíduo e organização
Função da administração: compatibilizar objetivos organizacionais
com objetivos individuais

FATORES MOTIVACIONAIS FATORES HIGIÊNICOS


O trabalho, as rotinas Condições de trabalho
Auto-realização no trabalho Administração da empresa
Reconhecimento (prestígio) Relações com o supervisor
Progresso na carreira Benefícios/serviços sociais Salário
Responsabilidade
DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL
Ênfase: Nas pessoas “Empowerment”
 mais poder aos funcionários
Mudança Organizacional
Planejada Pesquisa-ação
 Mudança na estrutura   Diagnóstico
 Mudança na tecnologia   Validação do Diagnóstico com os
 Mudança nas tarefas Participantes
(produtos / serviços / clientes)   Planejamento Participativo
 Mudança na cultura organizacional   Execução

Administração participativa
DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL

Sistemas Mecânicos Sistemas Orgânicos


 Ênfase individual  Confiança e crença recíprocas,
 Relacionamento do tipo interdependência e
autoridade-obediência responsabilidade multigrupal
 Adesão à delegação e à  Participação e responsabilidade
responsabilidade dividida Compartilhamento de
responsabilidades
 Supervisão hierárquica rígida
 Solução de conflitos através de
 Solução de conflitos por meio solução de problemas
de repressão ou arbitramento
TEORIA DA CONTINGÊNCIA
Década de 70
Ênfase: Ambiente e Tecnologia
Contingência:
 Tarefa, Estrutura, Pessoas, Tecnologia = f (Ambiente)

Organização como um sistema orgânico

Complexo inter-relacionamento entre as variáveis


TEORIA DA CONTINGÊNCIA
Ambiente Geral
 Condições Tecnológicas, legais, políticas, econômicas, demográficas, ecológicas,
culturais

Ambiente de Tarefa
 Fornecedores, clientes, concorrentes, entidades reguladoras

Impactos do Ambiente
Integração das teorias mecanicistas e orgânicas
Integração de novos enfoques:
 Qualidade Total H. Adm.
 Reengenharia H.
 Readministração Social
H. Econômico
NOVOS ENFOQUES
Qualidade Total:
 “Agir de forma planejada e sistêmica para implantar e implementar um
ambiente no qual o aprimoramento seja contínuo e em que todas as relações
fornecedores/clientes da organização, sejam elas internas ou externas, exista
satisfação mútua.” (ISO 9000)

Reengenharia:
 “A Reengenharia é o repensar fundamental e a reestruturação radical dos
processos empresariais que visam alcançar drásticas melhorias em indicadores
críticos e contemporâneos de desempenho, tais como custos, qualidade,
atendimento e velocidade. Esta definição encerra quatro palavras-chaves:
fundamental, radical, drástica e processos.” (Hammer e Champy, 1994)
NOVOS ENFOQUES
Readministração:
 Forma de gerir as organizações contemporâneas,
de tal sorte que consigamos organizações
 Eficientes
 produtivas
 Eficazes:
 que atinjam os resultados
 Efetivas:
 responsabilidade pública
 ética em seu desempenho
 Relevantes:
 indivíduos satisfeitos e recompensados com e pelo que
fazem (Caravantes e Bjur, 1995)
Social

Organizacional
Político

Gerencial ORGANIZAÇÃO Conhecimento

Ecologia
Tecnológico

Valorização do
homem
ABORDAGENS ADMINISTRATIVAS
Administração Científica de Taylor Teoria
da Burocracia de Weber
(TAREFAS) (ESTRUTURA)
Estudo das rotinas produtivas e Normas e regulamentos garantem
seleção do trabalhador consistência
Incentivo salarial e condições Racionalidade e formalidade da
ambientais de trabalho comunicação
Homem Econômico Impessoalidade e profissionalismo

Teoria
Clássica de Fayol Teoriadas Relações Humanas de
(ESTRUTURA) Mayo (PESSOAS)
Divisãodo trabalho gerencial Estudo da Organização Informal

Funções administrativas e “técnicas” (Homem Social)


Importância da Motivação, Liderança e

Coordenaçãoadministrativa Comunicação
Conceito de Linha e Staff Dinâmica de Grupo e Mudança
Organizacional
ABORDAGENS ADMINISTRATIVAS
Teoria Neoclássica (ESTRUTURA) Teoria
Cibernética e de Sistemas
Integração de Conceitos Clássicos (AMBIENTE)
com PESSOAS e AMBIENTE Sistema: entrada, processo, saída e
Eficiência e Eficácia Organizacional retroação
Administração por Objetivos Organização como Sistema Aberto

Subsistema técnico e subsistema


Teoria Estruturalista (ESTRUTURA) social
Integração de conceitos da Burocracia Visão Sistêmica é a lente que a teoria
com PESSOAS e AMBIENTE contingencial usará para interpretar as
Análise Interorganizacional demais teorias
Visão positiva dos conflitos
organizacionais
TeoriaNeoSchumpeteriana
Teoria Comportamental (PESSOAS) (TECNOLOGIA)
Maslow e Herzberg: Análise da Motivação Destruição criadora das inovações

Estilos de Administração: autocrático e Importância do Empreendedor


democrático Evolucionismo: sobrevivência dos
Homem Administrativo melhor adaptados
EXERCÍCIO TEORIA ‘X’ E ‘Y’
Existem 10 pares de afirmações. Dê um peso de 0 a 10
para cada afirmação para mostrar a força relativa de
sua crença nas afirmações de cada par. Os pontos dados
a cada par devem somar 10 em todos os casos. Seja
honesto consigo mesmo quanto puder, e resista a tentação
natural de responder como você "gostaria de pensar que
as coisas fossem".
ITEM CARACTERÍSTICA VALOR
X É da natureza humana que as pessoas façam tão pouco
trabalho quanto puderem fazer sem serem punidas.
Y Quando as pessoas evitam trabalhar, normalmente é
porque seu trabalho perdeu seu significado
TOTAL 10
ITEM CARACTERÍSTICA VALOR
X Se os empregados tiverem acesso a qualquer informação
que desejarem, eles tenderão a ter melhores atitudes e a
comportar-se mais responsavelmente.
Y Se os empregados tiverem acesso a mais informação do
que precisarem para realizar suas tarefas imediatas,
normalmente a usarão mal.
TOTAL 10
ITEM CARACTERÍSTICA VALOR
X Quando se solicita idéias aos empregados, suas
sugestões são de pouco valor prático, pois suas
perspectivas são muito limitadas.
Y Solicitar idéias dos empregados amplia suas
perspectivas e resulta no desenvolvimento de sugestões
úteis.
TOTAL 10
ITEM CARACTERÍSTICA VALOR
X Se as pessoas em geral não usam muita imaginação e
engenhosidade no seu trabalho, provavelmente é porque
poucas têm grande dose de qualquer uma dessas
qualidades.
Y A maioria das pessoas é imaginativa e criativa, mas não
pode mostrar isso devido a limitações impostas pelo
trabalho e pela supervisão.
TOTAL 10
ITEM CARACTERÍSTICA VALOR
X As pessoas tendem a elevar seus padrões se forem
responsáveis pelos seus próprios comportamentos e pela
correção de seus próprios erros.
Y As pessoas tendem a rebaixar seus padrões se não
forem punidas por seus erros e mau comportamento.
TOTAL 10
ITEM CARACTERÍSTICA VALOR
X É melhor das às pessoas tanto as boas quanto as más
notícias, porque a maioria dos empregados quer saber
toda a história, não importa quão dolorosa seja.
Y É melhor não divulgar as notícias desfavoráveis sobre os
negócios porque a maioria dos empregados na verdade
deseja ouvir apenas as boas novas.
TOTAL 10
ITEM CARACTERÍSTICA VALOR
X Enfraquece o prestígio do supervisor admitir que um
subordinado está certo ou errado, porque ao supervisor
deve-se maior respeito que aqueles que lhe são
subordinados na organização.
Y Como as pessoas em todos os níveis deve-se igual
respeito, o prestígio de um supervisor aumenta quando
ele sustenta esse princípio pelo reconhecimento de que
um subordinado está certo ou errado.
TOTAL 10
ITEM CARACTERÍSTICA VALOR
X Se você der suficiente dinheiro às pessoas, elas
provavelmente estarão menos preocupadas com aspectos
intangíveis como responsabilidade e reconhecimento.
Y Se você der às pessoas trabalho estimulante e interessante,
é menos provável que se queixem a respeito de coisas como
pagamento e benefícios suplementares.
TOTAL 10
ITEM CARACTERÍSTICA VALOR
X Se se permitir que as pessoas estabeleçam seus próprios
objetivos e padrões de desempenho, elas tenderão a colocá-
los mais alto do que o chefe o faria.
Y Se se permitir que as pessoas estabeleçam seus próprios
objetivos e padrões de desempenho, elas tenderão a colocá-
los mais baixo do que o chefe o faria.
TOTAL 10
ITEM CARACTERÍSTICA VALOR
X Quanto maior o conhecimento e a liberdade que uma pessoa
tem a respeito de seu trabalho, maior o controle necessário
para mantê-la na linha.
Y Quanto maior o conhecimento e a liberdade que uma pessoa
tem a respeito de seu trabalho, menor o controle necessário
para mantê-la na linha.
TOTAL 10
ITEM CARACTERÍSTICA VALOR
X O trabalho é por natureza desagradável para a maioria das
pessoas, por isso elas procuram evitá-lo na medida do
possível.

Em razão disso, as pessoas, em sua maioria, precisam ser


controladas, dirigidas e ameaçadas de punição, se se quer
conseguir delas esforços adequados, com o intuito de atingir
os objetivos organizacionais.

Os seres humanos, de uma maneira geral, preferem ser


dirigidos; desejam evitar responsabilidades; possuem pouca
ambição; e, acima de tudo, querem segurança.
ITEM CARACTERÍSTICA VALOR
Y O dispêndio de energia física ou mental no trabalho é tão
natural quanto divertir-se ou descansar.
O controle externo e a ameaça de punição não são os únicos
meios de produzir esforços em direção aos objetivos
organizacionais. O homem colocará em prática a auto-
direção e o auto-controle, a serviço de objetivos nos quais ele
confie.
O comprometimento com os objetivos da organização é uma
função gratificante, associada a recompensas advindas da
conquista dos mesmos.
O ser humano, de modo geral, aprende sob condições
adequadas, não só a aceitar, mas também a assumir
responsabilidades. A capacidade para exercer, em grau
relativamente alto, a imaginação e a criatividade na solução
de problemas organizacionais é amplamente, e não
restritamente, distribuídas entre os seres humanos. Sob as
condições da moderna vida industrial, as potencialidades
intelectuais do ser humano em geral são utilizadas só
parcialmente.
TEORIA DA CONTINGÊNCIA DA MOTIVAÇÃO DE
MCCLELLAND
Teoria da Contingência
da Motivação

Necessidade de Necessidade de Poder Necessidade de


Realização (Power) Afiliação
(Achievement) (Affiliation)
GESTÃO DE PESSOAS
Job enrichment – enriquecimento do cargo
Controle delegado à própria pessoa (Drucker e Administração por objetivos)
Uma corrente de democracia industrial – a organização como ambiente
político – valores de comunidade, igualdade, debate e consenso
Implementada na Volvo nos anos 60 na Suécia: grupos autônomos de
produção, co-gestão, rodízio de tarefas e negociação
Influencia e é influenciada pelo movimento da Toyota
POLÍTICA EDUCACIONAL E
POLÍTICAS EDUCACIONAIS
Demandas
sociais

Políticas
educacionais
Política
Educacional
POLÍTICA EDUCACIONAL
A Política Educacional (assim, em maiúsculas) é uma, é a Ciência
Política em sua aplicação ao caso concreto da educação, porém as
políticas educacionais (agora no plural e em minúsculas) são
múltiplas, diversas e alternativas. A Política Educacional é,
portanto, a reflexão teórica sobre as políticas educacionais (…) se
há de considerar a Política Educacional como uma aplicação da
Ciência Política ao estudo do setor educacional e, por sua parte,
as políticas educacionais como políticas públicas que se dirigem a
resolver questões educacionais (PEDRO; PUIG, 1998. Grifos meus).
a(s) política(s) representa(m) o espaço onde se manifesta
a “politicidade inerente à educação”, na medida em que
traduzem expectativas de ruptura ou de continuidade.
GESTÃO EDUCACIONAL E GESTÃO
ESCOLAR
ADMINISTRAÇÃO X GESTÃO
Administração Gestão
A realidade é previsível A realidade é imprevisível
A crise deve ser evitada A crise é condição de aprendizagem
Experiências positivas são a base Experiências positivas são referência
para as mudanças para reflexão em busca de soluções
próprias
As mudanças ocorrem pela As mudanças ocorrem pela construção
importação de ideias de consenso
A objetividade garante bons A sinergia coletiva garante bons
resultados resultados
ADMINISTRAÇÃO X GESTÃO
Administração Gestão
A estrutura das organizações é a base para As interações contínuas entre as pessoas são
bons resultados motivadas para a realização dos objetivos
A disponibilidade de recursos é condição para Na maximização do uso dos recursos
melhoria das ações existentes, ocorre a proatividade
Uma vez localizados, os problemas podem ser Por serem sistêmicos, os problemas são
eliminados interligados e difíceis de serem localizados
O poder, centralizados, é limitado O poder é compartilhado e possibilita o
crescimento
Um município da região metropolitana de Porto Alegre realiza um
processo de eleição de diretores nas escolas municipais a cada
quatro anos. Nesse processo, todos os professores e funcionários
da escola podem exercer o direito ao voto. Além disso, qualquer
professor concursado há mais de três anos e com graduação pode
se candidatar ao cargo de diretor da instituição. Portanto, essa
forma de organização da escola está fundamentada em um
sistema aberto (ciências sociais), que não apenas reconhece, mas
sabe que o ambiente é algo inerente à organização e à gestão
escolar.
ELEMENTOS FUNDAMENTAIS DE GESTÃO ESCOLAR

Gestão Escolar

• Gestão Administrativa
• Gestão Econômico-Financeira
• Gestão Acadêmica
• Gestão Aplicada aos Segmentos
Gestão Administrativa
•Planejamento Estratégico
•Avaliação institucional
•Gestão da Qualidade
•Ações de Marketing
Gestão Econômico-
Financeira
•Educação como negócio
•Administração econômico-
financeira
Gestão Acadêmica
•Formação permanente
•Tecnologias Educacionais
•Gestão Aplicada aos
Segmentos
APRESENTAÇÃO
Concepção de Estado: condensação material de uma relação de forças em tensões
permanentes como “chave interpretativa”;
Pressuposto político-social: do Controle do Estado sobre a Sociedade para o
Controle do Estado pela Sociedade;
Princípios orientadores da Gestão Democrática: Participação, Descentralização,
Autonomia
Eixos viabilizadores da Gestão Democrática do Ensino: Representação Livre, Eleições
de Dirigentes e Definições Colegiadas
Histórico: Conselhos Deliberativos, Conselhos de Acompanhamento e Controle Social;
Algumas Constatações
UMA VISÃO MAIS SOFISTICADA DO
CONCEITO DE ESTADO
É o único que pode garantir DIREITOS!!
Não “paira” acima das classes sociais, mas é fruto da luta de
classes;
As classes sociais têm interesses antagônicos;
As classes não são homogêneas, têm frações de classes com
interesses conflituosos;
Não é o “gabinete da burguesia” nem é neutro, mas se orienta
segundo os interesses da fração de classe que conquista
hegemonia;
Realiza suas políticas de acordo com o campo de forças que
sofre.
ALGUNS “VALORES” DE FRAÇÕES DA ELITE
NACIONAL SOBRE AS MASSAS
Democracia não é um valor a ser preservado se os seus
interesses estiverem contrariados;

Educação das massas não é entendida como um


processo amplo de formação para a cidadania, mas é
simplesmente um serviço público de formação de mão
de obra barata e sem questionamento (e que deve
custar também bem barato).
CONTRADIÇÕES DA CONSTRUÇÃO DEMOCRÁTICA
EM NOSSO PAÍS
Portanto, a democracia em nosso país é ainda uma construção incipiente e
muito difícil, em função das ações sistemáticas de dissuasão, desqualificação,
de falta de participação, de dispersão e de ocultamento que as elites
praticaram, como meio de realização material e simbólica de seus interesses;
Portanto, a concretização de uma perspectiva democrática é obra de muito
esforço e de ações organizadas por movimentos, partidos, sindicatos etc.
vinculados às camadas menos privilegiadas da população;
Portanto, se pensar e se efetivar a educação de todos numa perspectiva
democrática é uma tarefa complexa, arriscada e deve contar com a
participação de todos interessados.
PRESSUPOSTO POLÍTICO-SOCIAL: DO CONTROLE DO ESTADO SOBRE
A SOCIEDADE PARA O CONTROLE DO ESTADO PELA SOCIEDADE

O caráter autoritário e centralizador que caracterizou o


funcionamento do Estado brasileiro durante o regime militar
(1964 - 1985) passou a ser questionado por meio da defesa do
aumento de sua permeabilidade ao controle público e às
demandas sociais. A ênfase numa necessária publicização do
Estado expressava-se em reivindicações, principalmente por
parte dos movimentos populares e sindicais, pela instalação de
procedimentos mais transparentes e de instâncias de caráter
participativo as quais visavam a democratização da gestão do
próprio Estado.
RESGATANDO A HISTÓRIA DA GESTÃO
DEMOCRÁTICA
Princípio educacional que pareceu pela primeira vez na
Constituição Federal de 1988 (outros já existiam, ex: gratuidade,
obrigatoriedade etc.);
Clima de época: movimentos sociais e sindicais com forte presença
na cena política (CEBs, Movimentos “Diretas já”, “Contra a
Carestia”, operários, estudantes, professores, pessoal da saúde,
bancários etc.);
Bandeira Política do Movimento dos Docentes;
Construção de uma perspectiva de uma Educação Democrática.
PRINCÍPIOS E EIXOS NORTEADORES DA GESTÃO
DEMOCRÁTICA
Princípios: Eixos Norteadores:

DESCENTRALIZAÇÃO REPRESENTAÇÃO LIVRE DIANTE DO


PODER

PARTICIPAÇÃO
PARTICIPAÇÃO E DECISÃO
COLEGIADA E DEMOCRÁTICA
AUTONOMIA

ELEIÇÕES DE DIRIGENTES
INDEFINIÇÕES E AVERSÕES PARA A GESTÃO DEMOCRÁTICA
NO PROCESSO CONSTITUINTE
Havia indefinições no campo progressista do setor público e dos
movimentos do significado (até onde avançava) a perspectiva da
gestão democrática (por ex: a eleição de dirigentes);
Havia forte aversão do setor privatista estrito senso (que no
processo constituinte se aliou ao setor filantrópico, comunitário e
confessional) contra a perspectiva da gestão democrática (por ex:
contra conselhos deliberativos);
POR ISSO, UMA “MEIA VITÓRIA” MAS UMA VITÓRIA...

Configura-se na CF/88 o princípio da GD no Artigo 206:


VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei;

Na LDB (em 1996) a GD aparece mais explicitamente nos artigos 3, 14 e 15:


Art. 3 VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de
ensino;
Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na
educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios:
I - participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola;
II - participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes.
Art. 15. Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas de educação básica que os
integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão financeira,
observadas as normas gerais de direito financeiro público.
O PAPEL DOS CONSELHOS
As implicações para a escola da ESCOLARES
implementação dos CEs e de
outras práticas democráticas remetem a alterações no próprio
significado do que nela se vivencia, uma vez que pressupõe
entendê-la como uma confluência de espaços cujo sentidos se
interpenetram: um espaço informativo – na medida em que se
ampliam as informações sobre os processos educacionais e
participativos; um espaço educativo – quando oportuniza a
todos os envolvidos refletirem e agirem em torno de questões de
interesse geral; um espaço organizativo – pois além de
estabelecer relações institucionais de representação frente ao
poder e à própria sociedade, pode ter sua forma de
organização expandida para outras ações coletivas; enfim um
espaço político e de construção de cidadania.
CONFIRA AS DEZ METAS DO GOVERNO SERRA, NAS PALAVRAS DE SUA PRIME IRA
SECRETÁRIA MARIA HELENA GUIMARÃES DE CASTRO:
1. Todos os alunos de oito anos plenamente alfabetizados;
2. Redução de 50% das taxas de reprovação da 8ª série.
3. Redução de 50% das taxas de reprovação do Ensino Médio.
4. Implantação de programas de recuperação de aprendizagem nas séries finais de todos os
ciclos (2ª, 4ª e 8ª séries do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio).
5. Aumento de 10% nos índices de desempenho dos ensinos fundamental e médio nas avaliações
nacionais e estaduais.
6. Atendimento de 100% da demanda de jovens e adultos de Ensino Médio com oferta
diversificada de currículo profissionalizante.
7. Implantação do Ensino Fundamental de nove anos, em colaboração com os municípios, com
prioridade à municipalização das séries iniciais (1ª a 4ª séries).
8. Utilização da estrutura de tecnologia da informação e da Rede do Saber para programas de
formação continuada de professores integrados em todas as 5.300 escolas com foco nos
resultados das avaliações; estrutura de apoio à formação e ao trabalho de coordenadores
pedagógicos e supervisores para reforçar o monitoramento das escolas e apoiar o trabalho do
professor em sala de aula, em todas as DEs; e programa de capacitação dos dirigentes de ensino
e diretores de escolas com foco na eficiência da gestão administrativa e pedagógica do sistema.
9. Descentralização e/ou municipalização do programa de alimentação escolar nos 30 municípios
ainda centralizados.
10 - Programa de obras e infra-estrutura física das escolas.
CONDICIONANTES DA PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE NA GESTÃO
ESCOLAR. (PARO, 1995)
Ideológicos;

Institucionais;

político-sociais e

materiais
CONDICIONANTES DA PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE NA GESTÃO
ESCOLAR I

Condicionantes ideológicos dizem respeito às “concepções e


crenças sedimentadas historicamente, na personalidade de cada
pessoa, que movem suas práticas e comportamentos no
relacionamento com outros.” (Paro, 1995, p.304) A amplitude e os
graus de participação, verificados nas escolas, são influenciados
pelas concepções que os profissionais da escola possuem a
respeito da comunidade, das instâncias de decisão e da natureza
do que “pode” ou não ser decidido coletivamente.
CONDICIONANTES DA PARTICIPAÇÃO DA
COMUNIDADE NA GESTÃO ESCOLAR II
Condicionantes institucionais entenda-se o conjunto de fatores
vinculados à existência formal da escola que influem na qualidade
e no tipo de gestão que nela será vivenciada. Como exemplo,
Vitor Paro indica-nos: o caráter hierárquico da distribuição da
autoridade existente no interior da escola, o modelo de
provimento para o cargo ou função dirigente adotado, a natureza
e os limites de intervenção dos mecanismos de ação coletiva, entre
outros.
PROBLEMAS DA GESTÃO DEMOCRÁTICA NA EDUCAÇÃO
BÁSICA

Excesso de simples formalismo para a realização de discussão e tomada de decisão


colegiada;
Falta de politização sobre as questões educacionais;
Falta de recursos financeiros e de outros para a tomada de decisão coletiva de fato;
Pouca discussão sobre as questões pedagógicas que devem nortear o trabalho na escola;
Falta de compreensão sobre as formas de utilização dos recursos financeiros
descentralizados que chegam à escola, bem como excesso de burocracia e impedimentos
para os seus usos;
“Concentração de poder” e de informação no cargo de Diretor de Escola;
Concurso para Diretor e Supervisor (em São Paulo);
Falta de formação para os processos de participação coletiva e democrática nas escolas e
nos demais conselhos de educação;
CONDICIONANTES DA PARTICIPAÇÃO DA
COMUNIDADE NA GESTÃO ESCOLAR III
Condicionantes político-sociais internos da participação da
comunidade na gestão da escola referem-se “aos múltiplos
interesses dos grupos que interagem na unidade escolar” (Paro,
1995, p.300). Interesses esses que tendem a expressar
necessidades imediatas, na maior parte das vezes, contraditórias
originando conflitos e demonstrando a impossibilidade de práticas
“harmoniosas”, muitas vezes enaltecidas como um padrão
esperado para a gestão escolar.
CONDICIONANTES DA PARTICIPAÇÃO DA
COMUNIDADE NA GESTÃO ESCOLAR IV
Condicionantes materiais dizem respeito “às condições objetivas
em que se desenvolvem as práticas e relações no interior da
escola.” (Paro, 1995, p.301) Para Paro, o que “parece se dar na
realidade de nossas escolas públicas é que, na medida em que
faltam recursos de toda ordem, o esforço despendido para
remediar tais insuficiências têm competido com o esforço que se
poderia empregar para modificar as relações autoritárias que
vigem dentro da instituição escolar.”
PROPOSTAS PARA SUPERAÇÃO DE
CONDICIONANTES IDEOLÓGICOS:

estimular um ambiente escolar que favoreça a identificação dos


trabalhadores da escola com os interesses da comunidade usuária;
criar mecanismos que favoreçam a superação do sentimento de
desinformação e incompetência que, por vezes, acompanha pais e
funcionários operacionais em reuniões;
incentivar a construção da autonomia dos diferentes segmentos para
o exercício da tomada de decisão.
PROPOSTAS PARA SUPERAÇÃO DE CONDICIONANTES
INSTITUCIONAIS:

divulgar sistematicamente as reuniões e seus resultados (por meio de boletins, murais, jornais,
rádio-escola, assembléias etc.);
utilizar diferentes instrumentos e formas para chamar a comunidade a participar da gestão da
escola: promovendo discussões, manifestações culturais, mudando o funcionamento das reuniões
que já são realizadas, acolhendo de maneira prazerosa os sujeitos envolvidos;
organizar as reuniões, com pauta previamente definida e divulgada, horário para começar e
acabar, delegação de trabalhos por meio de comissões etc., pois a sensação de improdutividade
é um dos fatores que gera as abstenções nos encontros;
adotar a sistemática de rodízio para a coordenação das reuniões, dado ser esta uma habilidade
que se adquire ao exercê-la;
assumir o caráter político da gestão da escola como não contraditório ao exercício da direção da
mesma;
PROPOSTAS PARA SUPERAÇÃO DOS
CONDICIONANTES POLÍTICO-SOCIAIS

procurar enfrentar os conflitos, não impedindo que os mesmos surjam. Tal postura permitirá a
manifestação dos diferentes interesses e percepção do problema ou questão gerando, também, a
possibilidade de que diferentes e interessantes soluções apareçam. Além de garantir o exercício
da prática democrática no interior dos CEs;
realizar, sempre que necessário, uma decodificação das leis, normas, portarias e demais
documentos formais, pois se nem todos dominam a linguagem burocrática, enquanto outros se
“escondem” por trás dela;
avaliar coletiva e permanentemente as ações desenvolvidas no interior da escola – avaliação
enquanto processo contínuo de toda a instituição e não só dos alunos – principalmente, embora
não exclusivamente, daquelas ações e projetos que emanaram das decisões coletivas;
PROPOSTAS PARA SUPERAÇÃO DOS
CONDICIONANTES POLÍTICO-SOCIAIS
estabelecer coletivamente prioridades e distribuir, também de maneira coletiva, as responsabilidades pela
sua operacionalização. Tanto a definição quanto a execução das prioridades devem pressupor aqueles
elementos das práticas dialógicas, nas quais os consensos são necessariamente precários e resultam da
negociação possível;
definir prioridades e metas pode e deve pressupor a seleção dos recursos e prazos para serem atingidas,
caso contrário a sensação será de incapacidade;
propiciar e valorizar as discussões prévias entre representantes e representados para subsidiar o processo de
tomadas de decisão, contribuindo para a diminuição da sensação de despreparo e falta de legitimidade que
caracteriza a ação dos representantes dos diferentes segmentos que compõem os diferentes mecanismos de
ação coletiva;
valorizar a participação organizada de todos os segmentos e de todas as formas, considerando todos os
participantes como interlocutores válidos e imprescindíveis, principalmente quando organizados em Grêmios,
Sociedades Amigos de Bairro, Clube de Mães, Sindicatos, Partidos, outros Conselhos etc.).
PROPOSTAS PARA A SUPERAÇÃO DOS
CONDICIONANTES MATERIAIS

procurar destinar todos os recursos existentes na escola para o favorecimento


das práticas a serem adotadas pelo CE;
explicitar as carências existentes e experimentar soluções, mesmo que
conjunturais, que favoreçam o maior envolvimento dos diferentes segmentos na
resolução dos problemas;
incorporar experiências populares e locais na resolução de problemas, como
tática para o incentivo aos encontros coletivos, embora responsabilizando os
governos pela manutenção dos recursos adequados para o bom funcionamento
da escola, exemplos são os mutirões, as festividades locais etc.;
PROPOSTAS PARA A SUPERAÇÃO DOS
CONDICIONANTES MATERIAIS
lembrar que um coletivo articulado geralmente desenvolve instrumentos de
pressão mais eficazes. Além do que, é necessário reiterar que as soluções para a
restrição dos recursos públicos certamente não se resolverá na esfera da unidade
escolar.
possibilitar, no caso dos usuários, a avaliação das atividades da escola mediante a
presença destes no cotidiano da escola desenvolvendo atividades de controle e
supervisão das práticas escolares. Exemplos seriam o acompanhamento de
entrada/saída e intervalo de alunos; supervisão e operacionalização das
prioridades definidas para o período; assistência aos professores, etc.;
POR FIM... (OTIMISTA)

Nada É Impossível De Mudar (Berthold Brecht)

Desconfiai do mais trivial,


na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente:
não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,
pois em tempo de desordem sangrenta,
de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.
POR FIM... (PESSIMISTA)
A Exceção e a Regra (Berthold Brecht)

Estranhem o que não for estranho.


Tomem por inexplicável o habitual.
Sintam-se perplexos ante o cotidiano.
Tratem de achar um remédio para o abuso
Mas não se esqueçam de que o abuso é sempre a regra.

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