Você está na página 1de 291

Data das Provas

P1: 21/09/2016 (quarta)

P2: 23/11/2016 (quarta)

P3: 30/11/2016 (sexta)

PF: 07/12/2016 (quarta)

As datas não serão alteradas.


Bibliografia

1 – Serway – Jewett. Física para Cientistas e


Engenheiros. 8 ed.

2 – Beer – Johnston. Estática e Dinâmica. 9 ed.

3 – Halliday – Resnick – Walker – Jearl. Fundamentos


de Física 1 – Mecânica. 9 ed.

4 – Tippler – Mosca. Física para Cientistas e


Engenheiros. Vol. 1. 6 ed.

5 – Meriam. Dinâmica. 6 ed.

6 – Sears – Zemansky. Física. Vol. 1. 10 ed.


Mecânica Clássica ou Newtoniana
Descreve o comportamento de corpos (equilíbrio ou movimento)
sob a ação de forças.
Força: representa a ação de um corpo sobre outro. Em geral
clasificada pelo seu ponto de aplicação, sua intensidade e sua
direção. É uma grandeza vetorial.

• Mecânica de corpos rígidos.


• Mecânica de corpos deformáveis.
• Mecânica dos fluidos.

Corpo rígido: combinação de um grande número de partículas


que ocupam posições fixas umas em relação às outras. Corpos
perfeitamente rígidos são uma idealização. As deformações são
pequenas de tal forma a não afetar consideravelmente o
comportamento dos corpos.
• Estática: estuda o equilíbrio dos corpos.

• Cinemática: relaciona deslocamento, velocidade, aceleração e


tempo, sem referência as causas do movimento.

• Dinâmica: estuda a relação existente entre as forças que agem


sobre um corpo, a massa do corpo e o movimento do corpo.
Prevê o movimento causado por forças ou determina as forças
necessárias para produzir um dado movimento.

Iniciaremos o nosso estudo pela cinemática de partículas em uma


dimensão.

Movimento Retilíneo de Partículas

• Posição
Velocidade Instantânea
Aceleração instantânea
a) Calcule a velocidade como função do tempo.
b) Calcule a aceleração como função do tempo.
c) Esboce um gráfico de x(t), v(t) e a(t).
Determinação do Movimento de uma Partícula

a) a(t) conhecida.

b) a(x) conhecida
Movimento Com Aceleração Constante
Queda Livre

Próximo à superfície da Terra: a = g =


Movimento Curvilíneo de Partículas
Movimento de Projétil
Movimento Circular Uniforme
Componentes Normal e Tangencial da Aceleração
DINÂMICA

Estudo da relação entre força e aceleração de um corpo.


Mecânica Newtoniana. Não tem validade geral. Mecânica
Relativística, Mecânica Quântica.

Leis de Newton do Movimento.

• Primeira Lei. Existem sistemas de referência, ditos inerciais,


em relação aos quais toda partícula isolada descreve um MRU.
Está implícita a noção newtoniana de tempo absoluto, que “flui
uniformemente sem relação com qualquer coisa externa” e é o
mesmo em todos os referenciais inerciais.

• A primeira lei de Newton não é válida em todos os sistemas de


referência.
• RI é um referencial no qual as leis de Newton são válidas.

• Partícula isolada. Suficientemente afastada de todos os objetos.

• Terra: não é um RI, a menos que possamos desprezar os seus


movimentos astronômicos (rotação, por exemplo).
Segunda Lei. Em qualquer referencial inercial o movimento de
uma partícula é regido pela equação

onde a é a aceleração da partícula, m sua massa e F a força total


a qual ela está sujeita.
A cada partícula está associada uma constante positiva m,
denominada massa, que é a mesma em todos osreferenciais
inerciais.

• Terceira Lei. A cada ação corresponde uma reação igual e


oposta, isto é, se Fij é a força sobre a partícula i exercida pela partícula
j, então

Fij = -Fji
Essa é a lei da ação e reação em sua forma fraca. Em sua versão forte,
esta lei declara que, além de módulos iquais e opostas, as forças são
dirigidas ao longo da linha que une as partículas. Duas partículas só
podem se atrair ou repelir. A terceira lei não tem validade geral. Forças
entre cargas elétricas em movimento as violam, devido à velocidade
finita de propagação das interações eletromagnéticas.
EQUAÇÕES DE MOVIMENTO

• Componentes Retangulares

• Componentes Tangencial e Centrípeta (Normal ou Radial)


Movimento circular: velocidade angular
Forças de Atrito

• Força tangencial à trajetória.


• Sentido contrário à tendência de movimento do corpo.
• Surge devido à rugosidade (reentrâncias microscópicas entre
as superfícies que estão em contato).
• A intensidade da força de atrito, dentro de certos limites, não
depende da área aparente de contato.
Grandes deformações dos
picos das duas superfícies que
estão em contato.
As deformações dos picos em
contato são agora menores por
que a pressão é menor.

A área real total de contato é essencialmente a mesma nos dois


casos
A maioria das superfícies, até as que são consideradas polidas
são extremamente rugosas na escala microscópica. Os picos das
duas superfícies que são colocadas em contato determinam a
área real de contato que é uma pequena proporção da área
aparente de contato (a área da base do bloco). A área real de
contato aumenta quando aumenta a pressão (a força normal) já
que os picos se deformam.
Os metais tendem a unir-se a frio, devido as forças de atração
que ligam as moléculas de uma superfície com as moléculas da
outra. Estas uniões tem que romper-se para que o deslizamento
seja produzido. Além disso, existe sempre a penetração dos picos
nos vales. Esta é a origem do atrito estático.
Quando o bloco desliza sobre o plano, as uniões a frio se
rompem e se refazem constantemente. Porém a quantidade de
união que há em qualquer momento é reduzida abaixo do valor
estático, de modo que o coeficiente de atrito cinético é menor que
o coeficiente de atrito estático.
0,450
1 in = 0,0254 m
1 ft = 0,3048 m
1 mi = 1609 m
1 in = 1/12 ft
g = 32,2 ft/s2

8,25 ft/s
a) 2,90 N
b) 13,1
O tambor cilíndrico de massa m está em repouso, em relação ao
caminhão, apoiado nas paredes laterais do caminhão mostrado na Fig.
abaixo. Se β = 45º e θ = 30º, determine a máxima aceleração, ao longo
do plano inclinado, que o caminhão deve ter, para que o tambor não
perca contato com o ponto B.
Resistência do Ar

1 – Força resistiva proporcional a velocidade do corpo.


2 – Força resistiva proporcional ao quadrado da velocidade.

c: coeficiente de arraste (drag coefficient)


ρ: densidade do ar
A: área da seção reta do corpo (medida em um plano
perpendicular a velocidade do corpo)
v: velocidade do corpo

Para corpos esféricos: c = 0,5.


Para corpos de formas irregulares: 2,0.
Túnel de Vento
Força Elástica
Movimento Harmônico Simples (MHS)
Características do Movimento Harmônico Simples (MHS)

A: amplitude
ω: frequência angular
ϕ: constante de fase ou ângulo de fase inicial
ωt + ϕ: fase
A e ϕ são determinados unicamente pela posição e velocidade
no instante t = 0.
T: período
f: frequência
PÊNDULO SIMPLES
Duas esferas de mesma massa estão ligadas, por intermédio de duas hastes
rígidas, a um eixo que pode girar livremente. Cada uma das esferas descreve
uma trajetória circular de raio e ambas as hastes fazem um ângulo ϕ com a
vertical, conforme esquematizado na figura abaixo. Admita que as hastes
tenham, cada uma delas, um comprimento l e massas desprezíveis quando
comparadas as massas das esferas e que a aceleração da gravidade local seja
constante e igual a g . Determine o valor da velocidade angular ω do eixo de
rotação para que as esferas mantenham o plano de rotação indicado na figura
(as esferas devem manter o equlíbrio vertical). A sua resposta deve ser dada
apenas em função de l, ϕ , e g .
Um pequeno corpo de massa m repousa no topo de uma esfera de raio R que está fixa no chão,
conforme mostrado na Fig. abaixo. O corpo recebe um leve empurrão e começa a deslizar sobre
a superfície da esfera. Admita que a energia cinética inicial do corpo é desprezível e que o
módulo da força de atrito entre o corpo e a superfície varia com o ângulo de acordo com a
relação f = f0 senθ, onde f0 é uma constante positiva satisfazendo a condição f0 < mg. g denota a
aceleração da gravidade local. O corpo perde contato com a superfície da esfera em um ângulo
θf com relação à vertical quando ele tem uma velocidade vf.
a) Calcule o trabalho realizado pela força de atrito sobre o
corpo quando ele se desloca do ângulo θ = 0 até o ângulo
θ = θf.
b) Determine o trabalho realizado pela força gravitacional
quando o quando o corpo se desloca do ângulo θ = 0 até o
ângulo θ = θf.
c) Utilizando os resultados obtidos nos itens anteriores,
calcule a energia cinética do corpo imediatamente antes
dele deixar a superfície da esfera.
d) Determine a velocidade vf da esfera em termos de m, g,
R e f 0.
Uma bola de massa m está presa por uma mola ideal de comprimento r0 a um
eixo que gira com velocidade angular constante ω . A bola descreve uma
trajetória circular de raio r no sentido anti-horário. O plano orbital da bola está a
uma distância h acima do solo. No instante mostrado na figura da direita, a
bola se solta da mola atigindo o solo a uma distância horizontal d do ponto
onde a bola perdeu contato com a mola. Despreze as forças de resistência e
as dimensões da bola e adote g a aceleração da gravidade local, suposta
constante. a) Determine a constante elástica da mola. b) Determine a distância
d.
Conservação da Energia
• O conceito de energia nos ajuda a descrever todos os
processos da natureza.

• Queda de água libera “energia potencial gravitacional”


armazenada transformando-a em “energia cinética” (energia de
movimento). Essa energia pode ser usada para girar turbinas
realizando “trabalho” para gerar “energia elétrica” que é enviada
por linhas de transmissão para diversos pontos.
• Quando se usa um aparelho de ar condicionado, transforma-se
“energia elétrica” em “energia mecânica” para remover “energia
térmica” (“energia cinética” dos átomos), do interior para o
exterior do ambiente.

• Os seres humanos transformam a “energia química”


armazenada dos alimentos em várias outras formas de “energia”
necessárias para manter o funcionamento dos diversos tecidos e
células do corpo. Essa “energia” é usada pelos humanos para
exercer várias funções e liberar “calor”.

• A queima da gasolina nos motores de combustão interna


converte a “energia química” armazenada nas ligações atômicas
dos átomos constituintes da gasolina em “calor” que move um
pistão. Através de engrenagens e devido ao atrito com o solo,
este movimento é convertido em movimento do veículo.
Motor de Combustão Interna
• A compressão ou elongação de uma mola armazena “energia
potencial elástica” que pode ser convertida em “energia cinética”.

• O processo da visão começa com a “energia” transportada pela


radiação eletromagnética (luz) que é captada pelas células
fotorreceptoras da retina e enviadas ao cérebro, onde são
interpretadas como imagens.

• Fusão nuclear, processo de formação de um núcleo a partir da


colisão e posterior junção de dois núcleos menores, juntamente
com a liberação de “energia eletromagnética”.
• As transformações anteriores acontecem de forma natural ou
sintética no mundo a nossa volta e envolvem diferentes formas de
“energia”: cinética, gravitacional, elástica, térmica, química,
eletromagnética, nuclear, etc.

• A energia total é sempre conservada em qualquer processo,


embora possa ser convertida de uma forma para outra.

• Qualquer processo físico pode ser caracterizado por um “estado


inicial” que se transforma em um estado final.

• Quando um sistema e sua vizinhança sofrem uma transição de


um estado inicial para um estado final, a variação na energia é
zero.
Atenção: 1 – Somente variações na energia tem significado. O
conceito de energia inicial e final é sem sentido.

2 – Precisamos levar em conta todas as formas de


energia.
3 – Se observarmos um processo qualquer e as
variações na energia não resultam nula, é que uma nova forma
de energia foi descoberta.
Trabalho e Energia Cinética

Movimento de um corpo rígido em uma dimensão sob a ação de


forças constantes.
Trabalho realizado ao longo de uma trajetória arbitrária

Uma força variável age sobre um corpo de massa m enquanto o


corpo se move ao longo de uma trajetória curva tridimensional.
Uma partícula se move no plano xy sob a ação da força F1 = 10 (yi –xj),
onde F1 é medido em N e x e y são medidos em m.
a) Calcule o trabalho realizado por F1 ao longo das três trajetórias
indicadas na Fig. 6, para levar a partícula do ponto O ao ponto C.
b) Faça o mesmo para F2 = 10 (yi + xj).
Energia Potencial Gravitacional Próximo à Superfície da Terra
Sistema massa-mola
Energia Potencial Elástica

Sistema:
bloco +
mola
Teorema do trabalho energia cinética

Taxa de variação temporal da energia cinética (potência


instantânea entregue ao corpo)
Se o trabalho realizado por uma força F, quando o corpo se move
de uma posição r1 para uma posição r2, pode ser expresso como
a diferença de uma função escalar entre os pontos extremos da
trajetória

então a força é dita conservativa.

• O trabalho realizado por uma força conservativa entre os pontos


r1 e r2 é independente da trajetória.
Energia Mecânica e Conservação da Energia Mecânica

A variação total na energia mecânica de um sistema é definida


como a soma das variações das energias cinética e potencial

Para um sistema isolado onde atuam somente forças


conservativas, a variação total na energia mecânica é zero.

São processos completamente reversíveis.

Sistema isolado: não há transferência de energia através da


fronteira do sistema. O sistema não interage com a vizinhança.
Variação na Energia Mecânica Para um Sistema Isolado
(Fechado) na Presença de Forças não Conservativas

• Quando o trabalho realizado por uma força para mover um


corpo de um ponto inicial para um ponto final depende da
trajetória, a força é chamada não conservativa.

A energia mecânica não é mais constante. A variação total da


energia do sistema é conservada.
Variação na Energia Mecânica de um Sistema não Isolado

Quando o sistema não é mais isolado, isto é, está em contato


com a sua vizinhança, a variação na energia do sistema é igual
ao negativo da variação da energia da vizinhança.

Forças dissipativas: atrito.

Sistema: bloco +
Superfície.
• Enquanto ocorre o deslizamento do bloco sobre a superfície, a
temperatura (T) de ambos aumenta.

• O aumento na T é devido ao aumento na energia cinética das


moléculas que compõem o material.

• Essa energia é chamada de energia interna.

• Ponto de aplicação da força de atrito não é bem definido, pois


o bloco e a superfície estão constantemente se deformando.

• Não existe transferência de energia através da fronteira do


sistema. O sistema não interage com a vizinhança.
a) 125 J
b) 50,0 J
c) 66,7 J
Um bloco de massa m está no topo (posição A) de um plano inclinado com atrito
desprezível de comprimento L (trecho AB), que faz um ângulo desconhecido com a
horizontal. A este bloco é dada uma velocidade inicial v0 ao longo do plano. Na base do
plano está uma superfície também de comprimento L (trecho BC) que devido à
rugosidade variável, exerce uma força de atrito cujo módulo está descrito no gráfico
abaixo. No final, é colocada uma mola com constante elástica desconhecida em uma
superfície sem atrito (trecho CD). O bloco chega na mola com velocidade v0 (posição C)
e a deixa totalmente comprimida por um instante de tempo (posição D). Utilize a
origem do potencial gravitacional na base do plano (posição B). Responda as perguntas
abaixo utilizando obrigatoriamente os dados do problema e a aceleração da gravidade
g. a) Determine a altura da posição A em relação à base do plano. b) Determine o
trabalho realizado pela força da gravidade ao longo do plano inclinado (trecho AB) e ao
longo da superfície com atrito (trecho BC). Justifique. c) Determine a energia potencial
elástica da mola quando ela estiver totalmente comprimida e a energia potencial
gravitacional neste ponto (posição D). d) Determine a velocidade inicial mínima para
que o bloco ao voltar empurrado pela mola consiga subir até o topo do plano
inclinado.
Considere m = 1 kg
O carro de uma montanha russa tem massa m e encontra-se na base de
uma rampa que faz um ângulo de 30 com a horizontal, trecho AB. Ele
tem velocidade inicial paralela à rampa, no sentido ascendente de
módulo vi = sqrt(15gR) onde g é a aceleração da gravidade e R é o raio
da pista em forma de um anel paralelo ao plano vertical, localizado no
centro do percurso. O coeficiente de atrito cinético entre o carro e a
rampa é de µ = 1/sqrt(3) . No trecho BE da pista horizontal e no anel o
atrito é desprezível. O trecho EF tem comprimento d. As respostas
devem ser dadas em função dos dados do problema g, R, m, 0 e d. a)
Em C, o ponto mais alto do anel, os passageiros devem ter a sensação
de peso nulo (reação normal do anel igual a zero). Para que isto
aconteça, calcule o módulo da velocidade do carro neste ponto. b)
Determine qual deve ser o comprimento L do trecho AB para que os
passageiros tenham a sensação de peso nulo no ponto C. c) Obtenha a
reação do anel sobre o carro quando ele se encontra no ponto D, em
que o vetor posição a partir do centro do anel faz um ângulo 0 com a
vertical.
Um objeto, de massa m = 2,00 kg desliza sobre uma superfície
horizontal de maneira que em t = 0, ele está sobre x = 0, com velocidade
v0 = 5,00 m/s. Sobre esse corpo age uma força F(x) que depende de x
como mostrado na figura. Considere g = 10,0 m/s2 . a) Supondo que não
exista atrito entre o objeto e a superfície, calcule em que posição final xf
o objeto irá parar. b) Agora suponha que além da força F também exista
atrito entre o objeto e a superfície. Os Coeficientes de atrito cinético e
estático são respectivamente c = 0,200 e e = 0,500. Em que nova
posição xf ’ o objeto parará agora? c) Após atingir o repouso, o objeto
permanecerá parado? Justifique.
Dois blocos estão pendurados por meio de dois cabos ao teto de um
elevador, como mostra a figura abaixo. a) O módulo da tensão no cabo 1
é 36 N e a massa do bloco 1 é igual a 2,0 kg. Se o elevador sobe com
aceleração constante igual a 2,0 m/s2, qual a massa do bloco 2 ? b)
Suponha agora que a massa do bloco 2 seja igual a 2,0 kg. Se o elevador
passar a descer com a mesma aceleração constante igual a 2,0 m/s2,
qual o módulo da tensão no cabo 2 ? Mais um cabo e um bloco são
adcionados ao conjunto, como mostra a figura ao lado. Todos os blocos
tem massas iguais a 2,0 kg. c) Se o elevador sobe com velocidade
constante igual a 1,0 m/s qual o módulo da tensão no cabo 2 ?
Centro de Massa e Momento Linear
O movimento dos sistemas anteriores é muito complicado, mas o centro
de massa descreve uma parábola como uma partícula.

Sistema de partículas
Centro de Massa de Corpos Contínuos
Centro de Massa de uma Placa Triangular Homogênea
Centro de Massa do Cone
Pêndulo Balístico
Impulso
• Colisão elástica: energia cinética e momento linear do sistema
se conservam. No mundo macroscópico é uma aproximação.

• Colisão inelástica: energia cinética do sistema não se conserva.


Momento linear se conserva.

• Colisão perfeitamente inelástica: os corpos se movem juntos


após a colisão.
m1 >> m2

m2 >> m1
Colisão Bidimensional
Admitir colisão elástica.
Dinâmica da rotação de um corpo rígido

• Teorema de Euler: O deslocamento geral de um corpo rígido,


com um ponto fixo, é uma rotação em torno de algum eixo.
Quaisquer duas rotações em torno de eixos arbitrários sempre
podem ser combinadas em uma única rotação em torno de algum
eixo.
• Podemos expressar a rotação como sendo um vetor que tem a
direção do eixo de rotação e magnitude igual ao ângulo de
rotação? Em geral, não, pois:

• Conclusão: rotações finitas não podem ser tratadas como


vetores.
• Rotações infinitesimais se comportam como vetores.
Rotação de um disco em torno de um eixo que passa por O.

Posição angular
Velocidade angular e aceleração angular
ϕ é o ângulo entre MM’ e o eixo y
Energia cinética de rotação.

Atenção: massa é uma


propriedade inerente do corpo. O
momento de inércia depende da
escolha do eixo de rotação. Não
existe um valor único para I. O
valor mínimo de I é em relação a
um eixo passando pelo CM do
corpo.
Teorema dos eixos paralelos (Steiner)
Torque
O Rolamento sem deslizamento pode ser descrito como uma rotação
pura com a mesma velocidade ω em torno de um eixo que passa pelo
ponto P de contato (eixo instântaneo de rotação).
Esfera maciça rolando
sem deslizar.
Questões Conceituais – Rotação (MIT)
Momento Angular

Momento linear: nos ajuda a


analizar o movimento de
translação.

Momento angular: nos ajuda a


analizar o movimento de rotação.
Momento Angular

1 - Partícula

• L tem significado somente


quando se especifica uma origem.

• A direção de L é perpendicular ao
plano formado por r e p.

Torque e momento angular


devem ser referidos ao mesmo
ponto.
Coordenada Cilíndrica
Momento Angular de um Corpo Rígido em Rotação em Torno de um
Eixo Fixo que Passa Pelo CM
Princípio de Conservação do Momento Angular
Um estudante segura o eixo de uma roda de bicicleta, sentado numa banqueta
giratória.O estudante e a banqueta estão inicialmente em repouso enquanto a roda
gira num plano horizontal, com um momento angulaar inicial Li, apontado para cima.
Explique o que acontece se a roda for invertida de 180 em torno do seu centro.
Força Elástica
Movimento Oscilatório ou Vibracional

• A noção de vibração começa com a idéia de equilíbrio.


• O sistema só sai dessa condição quando ocorrer alguma perturbação
externa.
• A oscilação ocorre, quando após a perturbação atuar, o sistema
apresentar a tendência de retornar à sua posição de equilíbrio.
Elementos que compõem o sistema vibratório

• Mola: responsável por relacionar força com deslocamento.


Capacidade que o sistema físico tem em armazenar energia
(potencial). Expressa pela elasticidade presente.
• Amortecedor: relaciona força com velocidade. Constituído por um
pistão montado com folga dentro de um cilindro cheio de líquido
viscoso.
• Massa: relaciona força com aceleração. Representa a inércia do
sistema. Capacidade física do sistema em armazenar energia cinética.
• Vibração: fenômeno físico que ocorre com a troca sistemática de
energias cinética e potencial entre a massa e a mola. Neste processo o
amortecimento responde pela energia que é dissipada. O
amortecimento determina a amplitude de vibração na ressonância e o
tempo de persistência da vibração depois de cessada a excitação.
• Graus de liberdade: número mínimo de coordenadas necessárias
para determinar completamente o movimento do sistema.
• Tipos de amortecimento: estrutural, interno e fluídico.
• Importância do amortecimento na engenharia civil: integridade de
estruturas no caso de abalos sísmicos.
• Vibração livre: o movimento resulta apenas de condições iniciais. Não
há causa externa agindo durante o mesmo.
Pêndulo físico
pivotado em O
Sistema ideal. Oscila
indefinidamente sob a
ação de uma única
força.
Vibração de um corpo com um grau de liberdade (gl)