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Pensar na

Idade Média
Cap. 3 e 4
3. O “Ocidente cristãO”
O “Ocidente cristãO”
• Introdução:

• - A semelhança da Idade Média com o nosso período racional infantil (não é


algo pleno).

• A doença de morte e o retorno do religioso:

• - “Orgulho por exterminar as trevas” (no entanto...)


• - Existe no momento um “retorno do religioso” em que pessoas reinvocam os
valores medievais que seria, na verdade, uma identidade “franco-cristã” que por
consequência trazem outros como “Deus – Pátria – Família” que consigam
preservar identidade biológica do povo francês de coisas como de ataques
espirituais (os “direitos do homem” substituíram o Decálogo), intelectuais (a
educação “falsamente nacional” que corrompe os espíritos jovens) e físicos (a
imigração, a contracepção, o aborto e a pornografia) que lutariam contra todas
as “manifestações de racismo anti-francês e anti-cristão”.

• - A ideia do monge soldado volta a ser aceita.


O “Ocidente cristãO”
• Fantasia heroica e o mundo dos conans:

• - A influência da “heroic fantasy” da Idade Média se expressa ainda hoje em


nosso mundo moderno nos corpos de body builders (conans) que são cercados
pela influência da mitologia escandinava e germânica.

• - A influência da “heroic fantasy da era medieval na estrutura dos jogos sejam


eles dos vídeos games, “wargames”, rpg, pc e etc com personagens de príncipes,
princesas, dragões... (que ainda são muito populares).

• - Desejo do povo da intervenção de Le Pen que é o fantasma do cavaleiro


branco (uma representação ficcional e política, no sentido retornar aos “valores”
do ocidente cristão).
O “Ocidente cristãO”

• Tapie - Le Pen: O combate dos chefes

• - Bernard Tapie (representação da extrema esquerda) vs Jean Marie Le Pen


(Representação da extrema direita) ; o que ganha (Tapie) diz que é preciso sair
da idade media, o que perde/teme tenta persuadir para voltarmos a ela.

• - A Idade Média parece estar em todo lugar e ao mesmo tempo não está, além
do mais, alguns entram nela, enquanto, outros buscam sair.

• - Mistura de Política e Religião (extrema direita toma posse do cristianismo).


4. Herança Esquecida
Herança Esquecida
• Introdução:

• - É preferível a usar o termo “Idade Média Latina” do que “Ocidente Cristão”


ou “Ocidente Medieval”.
• - A alta Idade Média é latina por herdar o mundo galo-romano e porque o latim
é a sua língua de cultura (oficial).
• - Denominar a Idade Média como Idade das trevas é tendencioso e injusto, no
entanto, reconhece que livros são raros e a cultura erudita era pouco difundida.
• - A alta Idade Média se ergue e se desenvolve na medida do vem aceitando do
que seja exterior (em especial, do mundo grego).
Herança Esquecida
• Iraque, terra de contrastes:

• - Os abássiadas (dinastia de califas) levam ao Islã profundas mudanças culturais


cuja base está na teologia e na filosofia, e esta em especial tem dois sentidos que
seriam de tradução e explicação de textos.
• - O conhecimento (com os abássiadas) não era restrito a poucas pessoas (como
foi com a “reforma” escolar de Carlos Magno).
• - Eles traduziam tudo o que podiam das seis literaturas então conhecidas que
eram: hebraica, sirica, persa, hindu, latina e grega.
• - O mundo mulcumano conserva, produz e desenvolve a cultura deles e de
outros.
• - O autor fala que não se pode afirmar concretamente uma abertura do Islã a
ciência e a filosofia.
Herança Esquecida
• O oriente e o ocidente:

• - O autor diz que a filosofia em sua origem é grega, no entanto, isto seria tão
“estrangeiro” tanto para um mulçumano quanto para um cristão.
• - A falsafa pode ser parte integrante do pensamento mulçumano ou então, do
pensamento no mundo mulçumano (teólogos como Carlos Magno e Tomás de
Aquino fizeram uso de argumentos teológicos-filosóficos árabes que eles liam de
um pensador judeu do século 12 chamado Moises Maimonides)
• - Bernardo de Claraval (defensor do velho ideal monástico) vs Pedro Aberlado
(portador de tendências novas que faz uso de Aristóteles para explicar as
sagradas escrituras)
Herança Esquecida
• - Na mesma época em que Aberlado morre (1142):

• Al-Farabi “o segundo mestre depois de Aristoteles” produziu uma imensa obra.


• Ibn Sina realizou uma enciclopédia filosófica que se chamava o “Livro da cura” e
um tratado de medicina, o “Canon”.
• Al-Gazali (teólogo) expôs e refutou o pensamento de filósofos em dois livros
chamados “As Opiniões dos Filósofos” e a “Refutação dos Filósofos”.
• Ibn Rux (e nasceu 17 anos depois) conhecido como “o Comentador” produziu
uma obra que seria referência durante vários séculos para filosofia ocidental.
• E vários outros autores produziram obras “pseudo-aristótelicas” de relevância.
Herança Esquecida
• A idade média na escola a favor da laicidade:
• - Neste tópico o autor diz que na escola nem sempre o aluno tem contato a
filosofia árabe já que essas instituições se deixam arrastar pelo etnocentrismo, e
que consequentemente, faz os alunos verem apenas um lado da história. Sendo
que, na verdade, (especialmente um jovem árabe) tem direito de conhecer a tudo.
(Citação de Averrois com a obra Tratado decisivo sobre a concordância da
religião e da filosofia).

• História de uma aculturação:


• - No mundo islâmico também ocorreu brigas como houve entre Bernardo e
Pedro Abelardo (“Controversia de Bagdá” – Said as-Sirafi vs Abu Bisr
Matta ; gramática vs lógica) devida a uma “crise de aculturação”.
• - Mulçumanos no geral tinham teólogos que eram bom lógicos como Al-Gazali
que inclusive com a sua obra Lógica tinha se tornando um manual nas
universidades da escolástica latina antes de ser adaptada por um adversário
resoluto do islã Raimundo Lúlio.
Herança Esquecida
• O filósofo barbudo:

• - Os medievais sabiam pouca coisa sobre Islã, no entanto, o corão foi traduzido
pelo latim por Pedro, o venerável, que gostaria de combater os mulçumanos de
maneira intelectual. * “Fui então procurar especialistas da língua árabe que
permitiu a esse veneno mortal infestar mais da metade do globo. Persuadi-os a
força de preces e de dinheiro a traduzir do árabe para o latim a história e a
doutrina desse desgraçado e de sua lei, chamada corão.” *

• - No entanto, existiam outros que buscavam “dialogo” com as pessoas que ainda
eram “pagãs” para converte-las ao cristianismo usando da lógica. Um exemplo
disso foi Raimundo Lúlio “O filosofo barbudo”, um cristão árabe nascido em
Majorca. Nessa jornada enfrenta o islã dentro de seu próprio território na parte
religiosa e em paris com a questão da filosofia com combate, principalmente, ao
arrevoísmo, que dizia que a fé era impossível ao modo de pensamento e
verdadeira apenas como modo de crença.
Herança Esquecida
• O mito da dupla verdade:
• - Tomás de Aquino (Aristotelismo | razão + Sagradas Escrituras | fé =
conciliar/juntar) vs Aristotelismo dos Arrevoistas (Aristotelismo | razão e
Sagradas Escrituras | fé = separar/distinguir – dupla verdade).
• - Tempier (contra a separação) vs Boécio (a favor dessa separação
• - Maiomôndes problematizava a existência de Deus porque acreditava que
nenhuma demonstração o verificava.

• O averroísmo impossível ou teatro ambíguo:


• - Raimundo Lúlio tinha uma postura dúbia quando se tratada do arrevoísmo em
um ponto ele acatava parte da tese do mesmo para os seus próprios interesses
que era converter as massas, mas, também era contra Arrevóis porque esse não
tinha pretensão de fazer o mesmo com os mulçumanos.
• - Ele lutava contra os mulçumanos e contra os filósofos influenciados pelos
mesmos.
Herança Esquecida
• A paz da razão:

• - É importante reatar com a herança esquecida porque ela também faz parte de
uma dimensão dessa herança que é uma busca coletiva pela verdade e também,
da intelectualidade e ética do homem.

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