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PROVA PERICIAL

A prova técnica ou pericial é utilizada


para esclarecer fato ou fatos
complexos, pelos quais se requer
conhecimentos específicos não afetos
ao julgador.
PROVA PERICIAL
 1.1 CLASSIFICAÇÃO:Conforme a
sistemática adotada no CPC em seu
artigo 420, a perícia pode ser
classificada em exame, vistoria e
avaliação.
PROVA PERICIAL
 Cada uma dessas provas periciais tem um
objetivo específico: a) - exame: destina-se
normalmente a análise de documentos,
bens móveis, pessoas etc; b) - vistoria:
recai sobre bem imóvel e visa, via de
regra, sua avaliação; c) - avaliação: tem
por finalidade quantificar monetariamente
determinado bem.
PROVA PERICIAL
 A perícia pode ainda ser classificada como
judicial, extrajudicial e informal. A perícia
judicial ocorre nos autos do processo, a
requerimento da parte ou decretada de
ofício pelo juiz. Com o advento da Lei nº
8.455/92, as partes podem instruir o
processo com o laudo de um perito de
confiança.
PROVA PERICIAL
 Embora nesse caso tal procedimento
pode-se confundir com a prova
documental, tal prova continua sendo
pericial, pois é um laudo ou parecer
técnico.
PROVA PERICIAL
 A perícia pode ocorrer de forma informal
também, inclusive sem a necessidade de
confecção de um laudo, sendo colhida em
audiência pelo próprio juiz que inquire o
perito e os assistentes técnicos. Mesmo
assim, muitas causas são decididas com a
prevalecência da opinião emitida pelo
perito, do que pela proficiência dos
advogados ou da sabedoria do
magistrado.
PROVA PERICIAL
 1.2 HISTÓRICO:A seção VII do
capitulo VI, relativo à prova pericial,
sofreu modificações trazidas pela Lei
8.455/92. Para se entender tais
modificações, faz-se necessário
conhecer a antiga legislação a
respeito do tema.
PROVA PERICIAL
 O código Buzaid (texto original de 1973) atribuía
muita importância ao assistente técnico indicado
pela parte, exigindo-se dele total isenção, não
sendo tolerado que o assistente fosse amigo ou
funcionário de uma das partes, sob pena de se
instaurar o incidente para o afastamento do
consultor técnico, pois a redação do art. 138 do
CPC também previa o perito e o assistente
técnico nos motivos que levam ao afastamento
do magistrado por impedimento e suspeição
(arts. 134 e 135 do CPC).
PROVA PERICIAL
 Atualmente, com a nova redação dada ao art.
138 pela Lei 8.455/92, é permitida a argüição de
parcialidade apenas com relação ao perito do
juízo, deixando isentos os assistentes técnicos
das partes. Nota-se que com o passar do tempo,
os assistentes técnicos assumiram o seu papel
de consultores das partes, do que de assistentes
periciais, pela isenção de responsabilidade
concebida pela nova redação do art. 138 do
CPC.
PROVA PERICIAL
 1.3 INOVAÇÕES:A principal inovação
trazida pela Lei 8.455/92 é a faculdade do
juiz apenas inquirir o perito e os
assistentes na audiência, nos moldes do
art. 421 do CPC. Tal dispositivo tem o
propósito de transformar a perícia em um
procedimento menos formal e mais ágil,
sem a apresentação de um laudo escrito;
sendo apenas um “depoimento técnico”,
semelhante ao modelo anglo-saxão,
prestigiando o princípio da imediação e a
figura do magistrado.
PROVA PERICIAL
 1.4 PROVA PERICIAL NO
PROCEDIMENTO SUMÁRIO:Segundo
o art. 276 do CPC, é cabível a prova
pericial no procedimento sumário.
Porém, na própria peça inaugural
deverá o autor requerer a prova,
formulando quesitos e indicando o
seu assistente técnico.
PROVA PERICIAL
 Cabe afirmar que é possível o juiz
determinar a perícia de oficio (art. 130 do
CPC), não ocorrendo nesse caso a
preclusão consumativa que impede ao
PROVA PERICIAL

autor e o réu de requerer perícia,


apresentar quesitos e indicar assistente
técnico, se não o fizeram na inicial e na
contestação.
PROVA PERICIAL
 A prova pericial deve ser de menor
complexidade, mas se a causa exigir
maiores dilações probatórias, o juiz
converterá o processo para o
procedimento ordinário (art. 277, § 5º, do
CPC).
PROVA PERICIAL
 1.5 PROVA PERICIAL: O EXAME DE
DNA: Deixando de lado os problemas
de nomenclatura, a verdade é que a
prova pericial que mais causou
alvoroço foi o exame de DNA. Com
99,999% de certeza a respeito da
paternidade, tal exame mostra-se
hoje fundamental para a decisão de
ações de investigação ou negatórias
de paternidade.
PROVA PERICIAL
 O perito além de possuir conhecimentos
técnico-científicos necessários ao encargo
assumido deve ser de extrema confiança
do julgador. O perito deve cumprir o prazo
determinado para entrega do laudo, sob
pena de destituição (vide artigos 424,
inciso II e 331, § 2º do CPC).
PROVA PERICIAL
 Art. 423. O perito pode escusar-se
(artigo 146), ou ser recusado por
impedimento ou suspeição (artigo
138, III); ao aceitar a escusa ou
julgar procedente a impugnação, o
juiz nomeará novo perito.” (Redação
dada pela Lei nº 8.455, de
24.8.1992).
PROVA PERICIAL
 O motivo legítimo para escusa (artigo 146)
cai no subjetivismo, ao contrário da recusa
por impedimento ou suspeição (artigo
138, III) que é eminentemente objetiva. O
impedimento e suspeição do perito devem
ser argüidos em incidente apartado
(exceção – artigo 304), respeitados os
princípios do contraditório e da ampla
defesa.
PROVA PERICIAL
 Art. 424. O perito pode ser substituído quando:
(Redação dada pela Lei nº 8.455, de 24.8.1992).
 I - carecer de conhecimento técnico ou científico;
 II - sem motivo legítimo, deixar de cumprir o
encargo no prazo que lhe foi assinado. (Redação
dada pela Lei nº 8.455, de 24.8.1992).
 Parágrafo único. No caso previsto no inciso II, o
juiz comunicará a ocorrência à corporação
profissional respectiva, podendo, ainda, impor
multa ao perito, fixada tendo em vista o valor da
causa e o possível prejuízo decorrente do atraso
no processo. (Redação dada ao parágrafo pela Lei
nº 8.455, de 24.8.1992).
PROVA PERICIAL
 A prova pericial é destinada ao
convencimento do julgador e ao mesmo
cabe indeferir as diligências inúteis ou
meramente protelatórias (artigo 130).
PROVA PERICIAL
 Art. 427. O juiz poderá dispensar
prova pericial quando as partes, na
inicial e na contestação,
apresentarem sobre as questões de
fato pareceres técnicos ou
documentos elucidativos que
considerar suficientes. (Redação
dada pela Lei nº 8.455, de
24.8.1992).
PROVA PERICIAL
 Art. 431-A. As partes terão ciência da
data e local designados pelo juiz ou
indicados pelo perito para ter início a
produção da prova. (Incluído pela Lei
nº 10.358, de 27.12.2001).
PROVA PERICIAL
 A não observância da comunicação da
parte quanto á data e ao local da
realização da prova pericial, implica na
realização de outra prova pericial, ou seja,
trata-se de uma norma cogente de ordem
pública, (princípio do contraditório) cuja a
sua não observância acarreta a nulidade
da prova.
 Art. 433. O perito apresentará o laudo em
cartório, no prazo fixado pelo juiz, pelo
menos 20 (vinte) dias antes da audiência
de instrução e julgamento. (Redação dada
pela Lei nº 8.455, de 24.8.1992).
 Parágrafo único. Os assistentes técnicos
oferecerão seus pareceres no prazo
comum de 10 (dez) dias, após intimadas
as partes da apresentação do
laudo.(Redação dada pela Lei nº 10.358,
de 27.12.2001).
PROVA PERICIAL
 O prazo do perito, fixado pelo juiz,
necessariamente guardará a antecedência
mínima de vinte dias em relação a audiência, o
que é essencial para possibilitar os estudos
críticos a serem feitos pelos assistentes técnicos.
O juiz não pode realizar a audiência, sem
antes propiciar ás partes de se manifestarem
sobre o laudo, não atendida essa exigência
anula-se este ato decisório. De todo modo, não
chegando o laudo em tempo, a audiência pode
ser até adiada quando necessário.