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MATEMÁTICA

MATEMÁTICA
CONTEXTO E APLICAÇÕES
Luiz Roberto Dante – 3º ano Ensino Médio
4º Bimestre: Polinômios, equações algébricas e equações trigonométricas

NESTE BIMESTRE FORAM TRABALHADOS OS TEMAS:

• Polinômios – definição e elementos


• Igualdade de polinômios
• Operações com polinômios
• Divisão de polinômios – Método da chave e dispositivo prático de
Briot-Ruffini
• Teorema de D’Alembert e teorema do fator
• Equações algébricas – elementos e definições
• Teorema fundamental da álgebra
• Teorema das raízes complexas
• Relações trigonométricas fundamentais
• Adição, subtração e duplicação de arcos
• Equações trigonométricas

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CAPÍTULO 8 – POLINÔMIOS

DEFINIÇÃO

Chamamos de expressão polinomial ou polinômio na variável complexa x toda expressão da forma:

𝑎𝑛 . 𝑥 𝑛 + 𝑎𝑛 −1 . 𝑥 𝑛 −1 + 𝑎𝑛 −2 . 𝑥 𝑛 −2 + … + 𝑎1 . 𝑥 + 𝑎0

• X é a variável complexa.

• 𝑎𝑛 , 𝑎𝑛 −1 , 𝑎𝑛 −2 , … , 𝑎1 , 𝑎0 são números complexos chamados de


coeficientes e n é um número natural.

Grau de um polinômio

É o maior expoente da variável cujo coeficiente é diferente de zero.

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CAPÍTULO 8 – POLINÔMIOS

FUNÇÃO POLINOMIAL

Função polinomial

Toda função definida por f(x) = 𝑎𝑛 . 𝑥 𝑛 + 𝑎𝑛 −1 . 𝑥 𝑛 −1 + 𝑎𝑛 −2 . 𝑥 𝑛 −2 + … + 𝑎1 . 𝑥 + 𝑎0 , para todo x


complexo, é denominada função polinomial de grau n, em que n é um número inteiro positivo ou nulo e
𝑎𝑛 é diferente de 0.

Polinômio
A cada função polinomial associa-se um único polinômio (ou expressão polinomial) e vice-versa, de forma que
não há confusão em nos referirmos indistintamente às funções polinomiais ou aos polinômios.

Exemplo:
p(x) = 2x + 1 é um polinômio do 1° grau.

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CAPÍTULO 8 – POLINÔMIOS

POLINÔMIOS - DEFINIÇÕES

Polinômio identicamente nulo

𝑝 𝑥 ≡ 0 → todos os seus coeficiente são iguais a zero.

Valor numérico de um polinômio

O valor numérico de um polinômio equivale à


Considere P(x) um polinômio na variável x.
p(a) é o valor numérico de P(x) quando x vale a. imagem de uma função para um dado valor
do domínio.
Exemplo:

p(x) = 2x² − 5x + 2; p(3) = 2 ⋅ 3² − 5 ⋅ 3 + 2 = 18 − 15 + 2 = 5


Dizemos que 5 é o valor numérico de p(x) quando x vale 3.

Se p(a) = 0, dizemos que a é raiz do polinômio P(x).

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CAPÍTULO 8 – POLINÔMIOS

IGUALDADE DE POLINÔMIOS

Considere os polinômios:

p(x) = 𝑎𝑛 . 𝑥 𝑛 + 𝑎𝑛 −1 . 𝑥 𝑛 −1 + 𝑎𝑛 −2 . 𝑥 𝑛 −2 + … + 𝑎1 . 𝑥 + 𝑎0

q(x) = 𝑏𝑛 . 𝑥 𝑛 + 𝑏𝑛 −1 . 𝑥 𝑛 −1 + 𝑏𝑛 −2 . 𝑥 𝑛 −2 + … + 𝑏1 . 𝑥 + 𝑏0

Se 𝑎𝑛 = 𝑏𝑛 ; 𝑎𝑛 −1 = 𝑏𝑛 −1 ; 𝑎𝑛 −2 = 𝑏𝑛 −2 ; … ; 𝑎1 = 𝑏1 ; 𝑎0 = 𝑏0 , dizemos que p(x) é idêntico a q(x) e


representamos por p(x) ≡ q(x)

Exemplo:
Dados os polinômios p(x) = ax³ + bx² + cx + d e q(x) = 2x³ + 5x² − 4x + 3, temos:
p(x) ≡ q(x) ⇔ a = 2; b= 5; c = −4 e d = 3.

Atenção: Polinômios de graus diferentes nunca são idênticos.

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CAPÍTULO 8 – POLINÔMIOS

OPERAÇÕES COM POLINÔMIOS


Termos semelhantes de dois ou mais polinômios
Considere os polinômios:
p(x) = 𝑎𝑛 . 𝑥 𝑛 + 𝑎𝑛 −1 . 𝑥 𝑛 −1 + 𝑎𝑛 −2 . 𝑥 𝑛 −2 + … + 𝑎1 . 𝑥 + 𝑎0

q(x) = 𝑏𝑛 . 𝑥 𝑛 + 𝑏𝑛 −1 . 𝑥 𝑛 −1 + 𝑏𝑛 −2 . 𝑥 𝑛 −2 + … + 𝑏1 . 𝑥 + 𝑏0

São chamados de termos semelhante dos polinômios p(x) e q(x) os termos que possuem a mesma parte literal.

Assim, são termos semelhantes:

𝑎𝑛 . 𝑥 𝑛 e 𝑏𝑛 . 𝑥 𝑛 ; 𝑎𝑛 −1 . 𝑥 𝑛 −1 e 𝑏𝑛 −1 . 𝑥 𝑛 −1 ; 𝑎𝑛 −2 . 𝑥 𝑛 −2 e 𝑏𝑛 −2 . 𝑥 𝑛 −2 ;...; 𝑎1 . 𝑥 e 𝑏1 . 𝑥 ; 𝑎0 e 𝑏0 .

Adição e subtração de polinômios

Para somarmos (ou subtrairmos) os polinômios p(x) e q(x), somamos (ou subtraímos) os termos
semelhantes de p(x) e de q(x).

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CAPÍTULO 8 – POLINÔMIOS

OPERAÇÕES COM POLINÔMIOS

Adição e subtração de polinômios

Para somarmos (subtrairmos) os polinômios p(x) e q(x), somamos (subtraímos) os termos semelhantes de p(x) e de q(x).

Dados os polinômios p(x) = 2x² + x − 2 e q(x) = 3x +1, temos:

a) p(x) + q(x) = 2x² + (1 + 3)x + (−2 + 1) = 2x² + 4x − 1


Exemplos:
b) p(x) − q(x) = 2x² + (1 − 3)x + (−2 − 1) = 2x² − 2x − 3

Multiplicação de polinômios

Para multiplicarmos os polinômios p(x) e q(x), usamos a propriedade distributiva entre os polinômios p(x) e q(x).

Dados os polinômios p(x) = 2x² + x − 2 e q(x) = 3x +1, temos:

Exemplos: c) p(x) ⋅ q(x) = (2x² + x − 2) ⋅ (3x +1) = 6x³ + 2x² + 3x² + x − 6x − 2 = 6x³ + 5x² − 5x − 2

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CAPÍTULO 8 – POLINÔMIOS

OPERAÇÕES COM POLINÔMIOS

Divisão de polinômios

Dados os polinômios p(x) e h(x), com h(x) não nulo, dividir p(x) por h(x) significa encontrar dois
polinômios q(x) e r(x) que satisfaça a seguinte condição:

• p(x) →dividendo
p(x) h(x) • h(x) → divisor p(x) = h(x) ⋅ q(x) + r(x)
r(x) q(x) • q(x) → quociente
• r(x) → resto

O grau de r(x) é menor que o grau de h(x) ou r(x) = 0

Para efetuarmos a divisão de polinômios, usaremos o método da chave, semelhante ao empregado


para a divisão de números inteiros.

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CAPÍTULO 8 – POLINÔMIOS

OPERAÇÕES COM POLINÔMIOS

Divisão de polinômios – Método da chave


Vamos por meio de um exemplo fazer a divisão de dois polinômios pelo método da chave.

2 𝑥−3 3º) 𝑥 2 − 5𝑥 + 6 𝑥−3


1º) 𝑥 − 5𝑥 + 6
−𝑥 2 + 3𝑥 𝑥 −2
𝑥
2
−2𝑥 + 6
𝑥 : 𝑥=𝑥 p(x) = h(x) ⋅ q(x) + r(x)
−2𝑥 ∶ 𝑥 = −2

2º) 𝑥 2 − 5𝑥 + 6 𝑥−3 4º) 𝑥 2 − 5𝑥 + 6 𝑥−3 𝑥 2 − 5𝑥 + 6 = 𝑥 − 3 𝑥 − 2 + 0


−𝑥 2 + 3𝑥 𝑥 −𝑥 2 + 3𝑥 𝑥 −2
−2𝑥 + 6 dividendo divisor quociente resto
−2𝑥 + 6 2𝑥 − 6
𝑥 𝑥 − 3 = 𝑥 2 − 3𝑥 0
trocando o sinal: − 𝑥 2 + 3𝑥 −2 𝑥 − 3 = − 2𝑥 + 6
trocando o sinal: 2𝑥 + 6

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CAPÍTULO 8 – POLINÔMIOS

DIVISÃO POR (X − A) – DISPOSITIVO PRÁTICO DE BRIOT-RUFFINI


O dispositivo ou algoritmo de Briot-Ruffini permite efetuar as divisões por polinômios do tipo x − a de uma maneira
simples e rápida.

Veja o roteiro desse dispositivo para a Termo constante do Coeficientes de x do Termo constante do
divisor, com sinal trocado dividendo p(x) dividendo p(x)
divisão de p(x) = 3x³ − 5x² + x − 2 por
Coeficientes do quociente resto
h(x) = x − 2

2 3 -5 1 -2 2 3 -5 1 -2 2 3 -5 1 -2 2 3 -5 1 -2
6 + (-5) 2+1 6 + (-5) 2+1 6 + (-2)
6 + (-5)
3
2
3 1 3 1 3 3 1 3 4
Repetimos ou “abaixamos” o Multiplicamos o termo 1.2=2e2+1=3
primeiro coeficiente do 3 . 2 = 6 e 6 + (-2) = 4
repetido pelo divisor e Repetimos o processo para
dividendo. somamos e produto com o obter o novo termo do
próximo termo do dividendo. quociente.

Pelo quadro, temos: q(x) =3x² + x + 3 e r(x) = 4 logo: 3x³ − 5x² + x − 2 = (x − 2) (3x² + x + 3) + 4
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CAPÍTULO 8 – POLINÔMIOS

TEOREMA DE D’ALEMBERT

O resto da divisão de um polinômio p(x) por x − a é p(a)


Exemplo:
Vamos determinar o resto da divisão de p(x) = 𝑥 3 − 𝑥 2 − 2𝑥 + 3 por 𝑥 + 2 e compará-lo com p(-2).

Utilizando o método da chave Utilizando o método prático de Briot-Ruffini

𝑥 3 − 𝑥 2 − 2𝑥 + 3 𝑥+2
-2 1 -1 -2 3
−𝑥 3 − 2𝑥 2 𝑥 2 − 3𝑥 + 4 resto
1 -3 4 -5
− 3𝑥 2 − 2𝑥 + 3
−4𝑥 − 8
resto −5

Verificando o teorema de D’Alembert

𝑝 −2 = (−2)3 − (−2)2 −2 −2 + 3 = −8 − 4 + 4 + 3 = −5

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CAPÍTULO 8 – POLINÔMIOS

TEOREMA O FATOR

Como consequência, podemos dizer que p(x) é divisível por (x - a) e por (x - b), com a ≠ b, se, e somente se,
p(x) for divisível por (x - a)(x - b).
Exemplo:
Determine os valores de 𝑎 e 𝑏 para que o polinômio 𝑝 𝑥 = 𝑥 3 + 𝑎𝑥 2 + 𝑏𝑥 + 20 seja divisível por (𝑥 + 1)(𝑥 – 4).

Resolução:
Para que 𝑝 𝑥 seja divisível por (𝑥 + 1)(𝑥 – 4), ele deve ser divisível por (𝑥 + 1) e por (𝑥 - 4).
Se 𝑝 𝑥 é divisível por, 𝑥 + 1 temos:
𝑝 1 = 0 ֜ (−1)3 + 𝑎(−1)2 + 𝑏 −1 + 20 = 0 ֜ -1 + 𝑎 − 𝑏 + 20 ֜ 𝑎 − 𝑏 = −19
Se 𝑝 𝑥 é divisível por, 𝑥 - 4 vem:
𝑝 4 = 0 ֜ (4)3 + 𝑎(4)2 + 𝑏 4 + 20 = 0 ֜ 64 + 16𝑎 + 4𝑏 + 20 ֜ 4𝑎 + 𝑏 = −21

𝑎 − 𝑏 = −19 𝑎 = -8
Então temos: Resolvendo o sistema, obtemos:
4𝑎 + 𝑏 = −21 𝑏 = 11
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CAPÍTULO 9 – EQUAÇÕES ALGÉBRICAS

DEFINIÇÕES E ELEMENTOS

p(x) = an . x n + an −1 . x n −1 + an −2 . x n −2 + … + a1 . x + a0 , an ≠ 0,com é um polinômio de grau n na variável x.

P(x) = 0 é denominada de equação polinomial ou equação algébrica.

an , an −1 , an −2 , … , a1 , a0 são números complexos chamados de coeficientes e n ∈ ℕ∗ é o grau da equação.

Denomina-se raiz da equação algébrica o valor α de x que satisfaz a igualdade.

Denomina-se conjunto solução de uma equação algébrica, o conjunto das raízes da equação.

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CAPÍTULO 9 – EQUAÇÕES ALGÉBRICAS

TEOREMA FUNDAMENTAL DA ÁLGEBRA

Consequência: Toda equação polinomial de grau n ≥ 1 possui exatamente n raízes complexas.

Decomposição em fatores do 1° grau

Todo polinômio 𝑝 𝑥 = 𝑎𝑛 . 𝑥 𝑛 + 𝑎𝑛 −1 . 𝑥 𝑛 −1 + 𝑎𝑛 −2 . 𝑥 𝑛 −2 + … + 𝑎1 . 𝑥 + 𝑎0 (com n ≥ 1 e 𝑎𝑛 ≠ 0)


pode ser decomposto em um produto de n fatores de 1º grau.

𝑝 𝑥 = 𝑎𝑛 𝑥 − 𝑥1 𝑥 − 𝑥2 𝑥 − 𝑥3 … 𝑥 − 𝑥𝑥

O número de vezes que uma mesma raiz aparece numa equação algébrica, indica a multiplicidade dessa raiz.

Exemplo:
No polinômio p(x) = 𝑥 3 − 𝑥 2 − 2𝑥 = 𝑥 − 3 2 = 𝑥 − 3 𝑥 + 3 há dois fatores
idênticos a (𝑥 − 3) . Nesse caso, dizemos que 3 é raiz dupla ou de multiplicidade 2.

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CAPÍTULO 9 – EQUAÇÕES ALGÉBRICAS

RELAÇÕES DE GIRARD
Considere a equação algébrica de grau n:
𝒂𝒏 . 𝒙𝒏 + 𝒂𝒏 −𝟏 . 𝒙𝒏 −𝟏 + 𝒂𝒏 −𝟐 . 𝒙𝒏 −𝟐 + … + 𝒂𝟏 . 𝒙 + 𝒂𝟎 = 0, de raízes 𝑥1 , 𝑥2 , 𝑥3 , … , 𝑥𝑛
𝑎𝑛−1
Soma das n raízes → 𝑥1 + 𝑥2 + 𝑥3 + ⋯ + 𝑥𝑛 = 𝑎𝑛

𝑎 As relações de Girard nas


Produto das n raízes → 𝑥1 . 𝑥2 . 𝑥3 . … . 𝑥𝑛 = (−1)𝑛 𝑎 0
𝑛 equações do 2° grau são
a soma e o produto de
Soma dos produtos das raízes quando tomadas: suas raízes, assunto já
𝑎𝑛−2 estudado anteriormente.
a) duas a duas → 𝑥1 . 𝑥2 + 𝑥1 . 𝑥3 +... 𝑥𝑛−1 . 𝑥𝑛 = 𝑎𝑛
𝑎𝑛−1
b) três a três → 𝑥1 . 𝑥2 . 𝑥3 +𝑥1 . 𝑥2 . 𝑥4 ++... 𝑥𝑛−2 . 𝑥𝑛−1 . 𝑥𝑛 = 𝑎𝑛
𝑎𝑛−4
d) quatro a quatro → 𝑥1 . 𝑥2 . 𝑥3 . 𝑥4 + 𝑥1 . 𝑥2 . 𝑥3 . 𝑥5 + +... 𝑥𝑛−3. 𝑥𝑛−2 . 𝑥𝑛−1 . 𝑥𝑛 = 𝑎𝑛

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CAPÍTULO 9 – EQUAÇÕES ALGÉBRICAS

PESQUISA DE RAÍZES RACIONAIS DE UMA EQUAÇÃO ALGÉBRICA DE COEFICIENTES INTEIROS.

Considere a equação algébrica 𝒂𝒏 . 𝒙𝒏 + 𝒂𝒏 −𝟏 . 𝒙𝒏 −𝟏 + 𝒂𝒏 −𝟐 . 𝒙𝒏 −𝟐 + … + 𝒂𝟏 . 𝒙 + 𝒂𝟎 = 0, onde


seus coeficientes são inteiros
𝑝
As possíveis raízes racionais da equação algébrica são frações irredutíveis do tipo .
𝑞

p é divisor de 𝑎0 e q é divisor de 𝑎𝑛 .

Raízes complexas não reais em uma equação algébrica de coeficientes reais

Se o número imaginário z – a + bi é raiz de uma equação algébrica de coeficientes reais, então o


conjugado de z, zത - a – bi, também é raiz dessa equação.

Se uma equação polinomial de coeficientes reais tem grau ímpar, então ela possui pelo menos uma
raiz racional.

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CAPÍTULO 10 – RELAÇÕES E EQUAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

RELAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS FUNDAMENTAIS

As relações entre os valores das funções trigonométricas de um mesmo arco são denominadas relações
trigonométricas.

São elas: 𝑠𝑒𝑛2 + 𝑐𝑜𝑠1 = 1 , para todo x ∈ ℝ


𝑠𝑒𝑛 𝑥 𝜋
tan 𝑥 = , para todo x ≠ + k 𝜋 (k ∈ ℤ)
cos 𝑥 2 Toda igualdade que envolve
1 𝑐𝑜𝑠 𝑥 funções trigonométricas
cot 𝑥 = = , para todo x ≠ k 𝜋 (k ∈ ℤ) verificada para todos os valores
𝑡𝑎𝑛 sen 𝑥
do domínio dessas funções é
1 𝜋
sec 𝑥 = , para todo x ≠ + k 𝜋 (k ∈ ℤ) uma identidade trigonométrica.
cos 𝑥 2
1
csc 𝑥 = , para todo x ≠ k 𝜋 (k ∈ ℤ)
sen 𝑥

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CAPÍTULO 10 – RELAÇÕES E EQUAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO DE ARCOS TRIGONOMÉTRICOS

Sendo a e b as medidas de dois arcos quaisquer, temos:

Sen(a + b) = sen a . cos b + sen b . cos a

Sen(a - b) = sen a . cos b - sen b . cos a

cos(a + b) = cos a . cos b - sen a . sen b

tan a+tan b
tan (a + b ) =
1 −tan a .tan b
tan a−tan b
tan (a - b ) =
1+tan a .tan b

Fórmulas do arco duplo

cos 2a = cos 2 a − sen2 a 2 .tan a


sen 2a = 2 . sen a . cos a tan 2a =
1 − tan2 a

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CAPÍTULO 10 – RELAÇÕES E EQUAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

EQUAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

Resolução de uma equação em um intervalo dado

Para resolver uma equação trigonométrica em um determinado intervalo, procedemos da seguinte maneira:
1. Resolvemos normalmente a equação.
2. Determinamos os valores da solução geral que pertencem ao intervalo dado. Esses valores vão constituir o
conjunto solução da equação.

Exemplo: Resolva a equação sen 2x em ℝ.


Resolução:
𝜋
Como sen = 1. temos:
2
𝜋
𝜋 2
+2k𝜋 𝜋
2x = +2k𝜋 ֜ x = ֜ x = 4 +k𝜋 , k ∈ ℤ
2 2

𝜋
S = {x ∈ ℝ / x = + k𝜋 , k ∈ ℤ}
4

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