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Itinerários e Percursos Turísticos

ufcd 4327
Sónia Teixeira
25H
Itinerário, circuito, visita, rota…

1. DEFINIÇÕES E TERMINOLOGIAS
Itinerário
• Descrição de um caminho ou de uma rota
especificando os lugares de passagem e
propondo uma série de actividades e serviços
durante a sua duração.
(Gomez e Quijano)

Definição que poderá englobar Circuito, Visita e


Rota.
Circuito
• Entende-se aquela viagem combinada em que
intervêm vários serviços: transportes,
alojamento, guia, ..., que se realiza de acordo
com um itinerário programado e com um
desenho circular sempre que seja possível (o
ponto de partida e de chegada serão
coincidentes), de modo a que se passe por um
caminho anteriormente percorrido (Picazo)

• Conjunto de caminhos e visitas que se


complementam constituindo um itinerário
fechado, que tem inicio e término no mesmo
local.
Visita
• Reconhecimento, exame ou inspecção de um
lugar de paragem incluído num itinerário.
• A visita representa cada uma das paragens
que compõem um itinerário.
Rota
• Sinónimo de itinerário, em sentido restrito, em que a saída
e a chegada não são coincidentes no mesmo ponto.

• O conceito de Rota e Itinerário podem ser considerados


sinónimos embora seja de realçar o facto de Rota estar
associada a uma direcção, a um percurso dirigido.

• Por outro lado, o conceito de Rota tem sido usado


preferencialmente em termos institucionais e
promocionais. Relativamente ao conceito de Roteiro está
quase sempre associado a uma descrição, mais ou menos
exaustiva, dos aspectos mais relevantes da viagem e,
particularmente, dos principais locais de interesse
turístico.
Forfait
• Nome técnico utilizado para um tipo de
Itinerário organizado cujo preço inclui todos
os serviços.

• Existem dois tipos de Forfait:


– Forfait para oferta (viagens programadas para
serem posteriormente vendidas pelos retalhistas )
– Forfait para procura (viagens organizadas à
medida do cliente)
2. PLANEAMENTO E CONCEÇÃO DE
ITINERÁRIOS TURÍSTICOS
Objetivos dos IT
• Criar uma nova atividade numa região que
não se valorizou muito economicamente;
• Acompanhar as mutações das atividades
económicas tradicionais;
• Perpetuar a salvaguarda do património local,
atribuindo-lhe funções turísticas;
• Revitalizar o turismo tradicional em declínio,
diversificando a oferta turística.
IT
• As tipologias e classificações de itinerários
variam conforme o critério utilizado.

• Assim, podemos classificar os itinerários


segundo a motivação subjacente e, nesse
sentido, segundo o tipo de produto turístico,
ou segundo o tipo de transporte utilizado.
Outro tipo de classificação pode ser baseado
na forma de organização.
Segundo o Produto Turístico
A) DESPORTIVOS
• Este é um tipo de itinerário cada vez mais
procurado e capaz de mover um grande número
de pessoas.

• Aqui podemos incluir o turista passivo, isto é, o


turista espectador de eventos desportivos, por
exemplo dos Jogos Olímpicos ou o turista activo
que é sem dúvida o segmento mais importante
neste tipo de itinerários falamos de praticantes
de ski, windsurf, golfe, ténis, vela, caça, pesca,
parapente..
Segundo o Produto Turístico
• B) CULTURAIS
• A motivação cultural é sem dúvida das mais
importantes motivações associadas ao turismo e
que tem dado origem a itinerários temáticos
muito interessantes baseados nas especificidades
de cada região.
• De entre este grande grupo podemos então
distinguir: Históricos, literários, artísticos,
folclore, artesanato, gastronómicos, arquitetura
popular, educacionais…
Culturais
• Históricos: podem-se encontrar fios condutores históricos
que dão origem a rotas interessantes, recorrendo a lugares
frequentados por pessoas de reconhecido valor, evocando
personalidades e revivendo as respectivas épocas
históricas.
• Literários: rotas que tenham por base alguma personagem
– escritor, poeta ou corrente literária concreta.
• Artísticos: a arte atrai muitas pessoas. É possível, por
exemplo, unir monumentos do mesmo estilo que permitam
dar uma ideia global do mesmo.
• Folclore: representações folclóricas, festivais, festas, jogos
populares, bailes e festas tradicionais.
• Artesanato: as artes e ofícios tradicionais podem ser o fio
condutor na concepção de uma rota.
Culturais
• Gastronómicos: baseados nas tradições gastronómicas
de cada região, este tipo de itinerário salienta os pratos
típicos e produtos alimentares de cada região assim
como os vinhos.
• Arquitectura Popular: suscita um grande interesse as
formas e modos de viver de cada região, reflectidos
nas construções e conjuntos de edifícios mais
representativos.
• Educacionais: nesta categoria estão incluídas todas as
viagens organizadas com objectivo de aprender sobre
uma temática relacionada com conteúdos curriculares
e/ou questões profissionais
Segundo o Produto Turístico
C) ECOLÓGICOS OU DA NATUREZA
• Este tipo de itinerários vem suscitando um interesse
crescente motivado, em parte, pelo ritmo da vida
moderna das grandes cidades.
• O objectivo é proporcionar aos participantes o usufruto
e o contacto com a natureza e valores do património
natural (e cultural) que estes espaços encerram.
• As Áreas Protegidas são, pelas suas características,
locais privilegiados para a realização deste tipo de
itinerários o que obviamente deve ter em consideração
critérios de conservação e salvaguarda dos recursos
naturais.
Segundo o Produto Turístico
D) RELIGIOSOS
• A Religião foi uma das primeiras motivações de viagem da
Humanidade e que, nos dias de hoje continua a motivar um
grande número de pessoas a viajar para locais relacionados
com as manifestações religiosas e locais de culto religioso.
• O Caminho de Santiago de Compostela é, ainda hoje, um
exemplo célebre, apresentando-se como um dos itinerários
mais importantes de origem religiosa tendo sido declarado
pelo Conselho da Europa, o primeiro itinerário cultural
europeu pela sua importante contribuição para o
desenvolvimento da cultura europeia.
Segundo o Produto Turístico
E) TURISMO DE SAÚDE
• Os itinerários relacionados com esta temática
incluem não só as termas e os equipamentos
associados como também locais relacionados
com o climatismo e a talassoterapia.
• Estes são, de facto, produtos com um grande
crescimento e que podem ser conjugados com
programas de actividades de recuperação da
forma, de combate ao stress através, por
exemplo da hidroterapia, desporto, dietética e
higiene da forma de viver.
Segundo o Produto Turístico
• F) DE AVENTURA
• Associado a uma tendência crescente face a um
turismo activo em que se procura cada vez mais
emoções e novas experiências, os itinerários baseados
na aventura procuram ser alternativas em que a tónica
está nas actividades propostas e na respectiva
“intensidade de emoções”.
• Estão normalmente associados a desportos radicais e
incluem uma grande variedade de modalidades
possíveis dos quais se destacam: parapente, trekking,
pára-quedismo, Rafting, escalada, rotas todo o terreno,
etc.
Segundo o Produto Turístico
G) TURISMO SOCIAL
• O turismo social pretende criar as condições
necessárias para que os sectores da
população, que por razões económicas ou por
falta de hábito, educação ou informação, têm
permanecido até ao momento fora do
movimento turístico tenham assim acesso ao
turismo.
Segundo o Produto Turístico
H) DE FÉRIAS OU DE LAZER
• Trata-se de uma designação genérica em que a
motivação principal não está relacionada com
nenhum interesse específico dos participantes.
• O objectivo é simplesmente sair do ambiente
habitual, descansar e recuperar forças durante o
período de férias.
• Baseiam-se normalmente em estâncias de praia
ou no interior em que se combina um alojamento
fixo com excursões e actividades nos arredores.
SEGUNDO O MEIO DE TRANSPORTE
UTILIZADO
• Cada meio de transporte utilizado imprime um carácter
e um estilo de viagem diferente.
• Actualmente, o autocarro e o avião são os meios mais
utilizados, sendo a flexibilidade e a mobilidade as
vantagens do primeiro e a velocidade e o conforto as
do segundo.
• O comboio e o barco têm conotações mais românticas
dado que são os meios mais antigos e, por isso,
também, quando utilizados, imprimem alguma
originalidade e autenticidade.
• Também o automóvel assume a sua importância,
principalmente quando falamos de “Auto Férias”.
SEGUNDO O MEIO DE TRANSPORTE
UTILIZADO
A) DE AUTOCARRO
• Há várias formas de utilização do autocarro:
– Os circuitos fechados (Round Trip): aqueles que
realizam a viagem completa no autocarro, isto é, ida e
volta.
– Os serviços de lançadeira (Back to Back): que são
utilizados por vários serviços. Quando um autocarro
leva um grupo de clientes que iniciam as suas férias
pode regressar com outro que as está a acabar
permitindo que o autocarro tenha uma utilização mais
eficaz reduzindo por isso os custos.
Autocarro
• Ida e volta no mesmo dia: serve para distâncias
relativamente curtas, de modo que o primeiro
grupo que parte, por exemplo, às 08H00 chegue ao
local de destino às duas da tarde enquanto que o
outro grupo parte do hotel às 15H30 e chega ao
local de destino às 21H30.
– Esta modalidade tem a vantagem de utilização plena de
alojamento e todos os serviços evitando as refeições
durante as viagens e a dormida do condutor.
– Neste caso, terão que estar disponíveis dois condutores
e exige, por parte do hotel, uma organização muito
rigorosa já que a hora de partida e de chegada dos dois
grupos coincide e pode por isso suscitar alguma
confusão.
Autocarro
• Ida num dia e regresso no dia seguinte: mais
utilizado para viagens superiores a 6 horas de
duração. Comporta um maior custo pois inclui a
alimentação e o alojamento do condutor embora
neste caso não seja necessário mais do que um
condutor. Por outro lado, para o hotel não é tão
vantajoso pois não rentabilizam tanto o espaço.
• Mudança de autocarro a meio do caminho: está
é uma solução pouco utilizada já que é incómoda
para os turistas e para a própria organização.
SEGUNDO O MEIO DE TRANSPORTE
UTILIZADO
B) DE COMBOIO
• Podemos considerar por um lado as linhas regulares,
utilizadas em situações muito específicas, e os comboios
turísticos que permitem uma utilização muito diferente.
• Estes comboios funcionam normalmente apenas na época
alta e oferecem diferentes serviços, dependendo do
itinerário: gastronomia típica, visitas, folclore, produtos
regionais, etc.
• São frequentemente utilizados em conjunto com outro tipo
de transporte como o barco ou autocarro.
• Um bom exemplo de utilização deste meio de transporte é
feito na região do Douro onde é possível aliar a riqueza
paisagística de região com um conjunto de outros
importantes recursos que permitem oferecer um produto
turístico muito diferenciado.
SEGUNDO O MEIO DE TRANSPORTE
UTILIZADO
C) DE BARCO
• Podemos considerar diferentes serviços: cruzeiros,
onde são oferecidos pacotes com tudo incluído;
aluguer de embarcações de todo o tipo, passeios
recreativos de um dia de barco, excursões marítimas e
fluviais com vários serviços complementares.
D) DE AVIÃO
• É um dos meios mais utilizados para as longas
distâncias pela sua segurança e rapidez. Podem ser
utilizados as linhas regulares e os serviços charter,
muito utilizado pelos operadores turísticos na
realização de programas para grandes grupos.
SEGUNDO O MEIO DE TRANSPORTE
UTILIZADO
E) MISTOS
• Como é obvio, os meios de transportes referidos podem ser
combinados num mesmo itinerário de forma a garantir, por
um lado, maior conforto, rapidez e flexibilidade e, por outro
permitindo um aproveitamento dos recursos turísticos
tendo em conta o tipo de itinerário oferecido.
F) ALTERNATIVOS
• Dado que cada vez mais se procuram novas experiências e
novas emoções, os meios de transporte alternativos estão a
ser também muito utilizados por parte da oferta no sentido
de cativar novos públicos oferecendo produtos inovadores
que têm tido grande aceitação por parte da procura
turística, cada vez mais experiente. Estamos a falar, por
exemplo de itinerários realizados em bicicletas, em veículos
todo o terreno, em cavalos, balão, submarinos, a pé, etc.
Outras classificações
Podemos, ainda, considerar outras classificações baseadas em
diferentes critérios:
Grupo I: segundo o tipo de atracções e actividades propostas
• Itinerários Gerais: apresentam grande variedade de atracções.
• Itinerários Especializados ou Temáticos: destinados a grupos de
turistas com interesses e motivações específicas, propõem tipos de
atracções também específicas.

Grupo II: segundo a forma de organização


• Itinerários Lineares: quando se pernoita em meios de alojamento
diferentes, isto é, o ponto de partida e de chegada é diferente.
• Itinerários Nodais: quando os pontos de partida e de chegada
coincidem.
Outras classificações
Grupo III: segundo o âmbito geográfico
• Itinerários Locais
• Itinerários Regionais
• Itinerários Nacionais
• Itinerários Internacionais
Outras classificações
• Grupo IV: segundo a duração
- Não implicam alojamento

- Meio Dia (manhã ou tarde normalmente sem refeições)


Curta
Duração - Dia inteiro ou nocturno (com refeições incluídas ou opcional)

- Visitas de Cidade (ou excursões até cerca de 130/150 Kms)

- 1 ou 2 noites de alojamento e algumas refeições incluídas ou


opcionais.
Média

Duração
- Fins-de-semana / Pontes festivas / Eventos especiais

Duração Normal - Tours de 1 ou 2 semanas que podem ser ou não combinados com um
período de estada num só destino.
Ou

De férias

Longa - Mais de 15 dias – as chamadas grandes viagens, que requerem uma


preparação muito cuidada, são normalmente de custo elevado e para
Duração uma clientela específica.
Outras classificações
Grupo V: segundo o destino
• Montanhas
• Cidades
• Praias
Grupo VI: segundo o segmento de mercado
• Culturais
• Aventura
• 3ª Idade
Grupo VII: segundo o nº de participantes
• Individuais
• Pequenos grupos (até 15 pax)
• Grandes grupos
Recursos Turísticos
• Um recurso turístico poderá ser considerado como um
determinado atributo de um país ou de uma região,
de natureza visual ou física, tangível ou não, quer se
encontre já em plena actividade no mercado turístico
quer seja considerado como simples detentor de
potencialidades turísticas a explorar a curto ou médio
prazo. (Livro Branco Turismo).
• Qualquer um dos itinerários definidos poderá
contemplar um ou mais recursos, sejam eles primários
ou secundários. Dependendo do tipo de itinerário em
causa, assim se podem identificar os recursos que
apresentem maior potencial para a sua valorização.
Vantagens dos Itinerários
• Os itinerários servem para promover / divulgar recursos e, até
mesmo, despertar o interesse por aqueles que ainda não são
devidamente (re)conhecidos.
• Os recursos, deste que adequadamente seleccionados e utilizados,
valorizam os itinerários e podem toma-lo num serviço diferenciado.

Na definição de um itinerário turístico, o reconhecimento e


identificação dos recursos com maior potencial de interesse pressupõe
a avaliação dos gostos e interesses da clientela e, por outro lado, um
correcto conhecimento sobre a posse, possibilidades e
condicionalismos de utilização do(s) recurso(s), sob pena de pôr em
causa o equilíbrio de interesses entre os agentes da oferta e da
procura deste serviço.
Outros Recursos
A) RECURSOS HUMANOS:
• Coordenador(es) da actividade
• Guias-intérpretes
• Monitores
• Motoristas

B) RECURSOS FINANCEIROS:
• Fundo da própria empresa
• Venda de bilhetes (gerais ou por actividade)
• Comparticipação de entidades locais, regionais, nacionais
• Comparticipação dos participantes
• Patrocínios
Outros Recursos
C) RECURSOS TÉCNICO-MATERIAIS:
• Material áudio-visual
• Material para a prática de desporto
• Cartas topográficas
• Fotografias
• Bússola
• Kits
Outros recursos…
D) RECURSOS DA INFORMAÇÃO
• Mapas
• Guias de alojamento dos locais a visitar
• Tarifas dos meios de alojamento
• Manuais de transporte, tarifas, horários
• Tarifas de museus, monumentos, espectáculos, etc
• Guias / roteiros turísticos dos locais a visitar
• Agendas culturais dos locais a visitar
• CD Rom’s
• Vídeos
• Visitas ao local
ORGANIZAÇÃO DE ITINERÁRIOS
A ter em conta
• Público alvo, serviços e atividades incluidos.
– Forfait para procura (viagem por medida)
– Forfait para oferta (viagem organizada)
Métodos
• Identificação dos objetivos de elaboração do circuito;
• Identificação do mercado-alvo;
• Determinação das vantagens para o desenvolvimento
da região, nomeadamente do sector turístico;
• Caracterização da região a vários níveis (económico,
social, físico, turístico, etc);
• Caracterização e análise da oferta e procura turística da
região (cruzamento de dados previamente levantados
e análise SWOT);
• Seleção dos elementos / atrativos que irão integrar o
circuito e definição da temática, de acordo com o
mercado-alvo;
Métodos
• Elaboração das várias cartas de infraestruturas
(representação a cores dos vários recursos);
• Análise da carta de oferta (quantidade, qualidade,
diversidade de recursos e respetiva distribuição espacial);
• Pesquisa no local (acessibilidade, disponibilidade,
segurança, interesse, pedagogia, etc.);
• Definição e determinação das necessidades de intervenção
ao nível das infraestruturas e atividades (animação, etc.);
• Determinação do circuito principal e, eventualmente, de
outros complementares (dependendo do interesse da
oferta e do mercado);
• Determinação do Preço do Circuito;
Métodos
• Definição da estratégia de marketing:
– oProduto: desenho e descrição do circuito principal e
complementares (fontes documentais, lendas e tradições,
meios de transporte, acessibilidades, etc.);
– oPreço: circuito, transporte, alojamento e restauração;
– oDistribuição: locais e mercados a atingir;
– oPromoção: operadores, logótipo, sinalização, etc.
• Concretização do Itinerário
• Monitorização
A ter em conta…
• Evitar etapas quilométricas demasiado longas e seguidas;
• Não introduzir excessivo número de pontos de paragem
com interesse, que podem sobrecarregar a etapa. Cada
paragem exige normalmente um mínimo de 15 a 20
minutos, entre descida, subida e actividade, havendo
sempre o risco de falta de pontualidade;
• Não ajustar excessivamente o tempo deixando margens
para imprevistos;
• Ter em conta os horários dos monumentos e museus, bem
como de outros locais a visitar;
• Os almoços em rota para grupo devem ser programados
entre as 12 e as 14 horas;
A ter em conta…
• Ter em conta o dia da semana que
corresponde a cada dia da viagem e prever as
actividades de acordo com isso;
• Confirmar os horários dos diferentes serviços
utilizados, os trâmites assim como o tempo
necessário;
• Ter em atenção os tempos médios das
distâncias a percorrer.
Ou seja…

Preparação Desenvolvimento Análise

• Planeamento • Acompanhado • Estudo de


• Desenho pelo guia satisfação do
• Organização • Monitorização cliente
• Reservas • Análise dos
desvios de
• Comercialização
custos
• Vendas
• Resultados
económicos da
viagem
A ter em conta…
• Com o itinerário elaborado, o produto está
pronto para ser vendido e, a partir daqui,
começa outra fase muito importante: a
elaboração do projecto de viagem que se vai
apresentar ao cliente.
A ter em conta…
No caso das viagens à medida deve ser apresentado ao cliente um programa
do itinerário, isto é, uma relação detalhada e ordenada do projecto da
viagem, em que devem constar os seguintes dados:

• Itinerário exacto por cada dia (onde são indicados os locais de passagem e
os de paragem) e os serviços incluídos no preço. Importa aqui referir que a
indicação dos timings não deve ser demasiado rigorosa já que poderia dar
azo a eventuais reclamações pois surgem frequentemente imprevistos que
contrariam o imprevisto.
• O plano de transporte (indicando horários de saída e chegada e meios
utilizados).
• O plano de alojamento (indicando os hotéis seleccionados e sua
categoria).
• O regime alimentar e serviços adicionais (transfers, visitas à cidade, etc).
A ter em conta…
• A apresentação deste documento deve ser
muito cuidadosa e atractiva.
– Sempre que possível, deve ser apresentado e
explicado pessoalmente ao cliente para que se
possam esclarecer todas as dúvidas e
eventualmente fazer alguma alteração.
A ter em conta…
• Por isso, a apresentação obedece a critérios específicos
devendo conter, além dos distintos itinerários, fotografias
e informação geral sobre o destino em causa.
• É fundamental motivar primeiro o vendedor da viagem e
posteriormente o comprador da mesma.
– Para motivar o agente utilizam-se vários procedimentos, desde
os pequenos – almoços de trabalho até às viagens
promocionais, passando pelos cocktails ou a visita do próprio
promotor à agência. Ao comprador, além de oferecer um
atractivo folheto de viagens, realizam-se outro tipo de acções
publicitárias (ex: anúncios na imprensa ou TV, descontos
oferecidos por antecipar a data de reserva, etc.).
Execução de um traçado
• A duração da visita e o número de
participantes devem ser previamente
definidos, de modo a que os turistas
apreendam o máximo possível sobre a
história do local, tradições e atrações
turísticas, como também os acontecimentos
culturais de modo a obter o melhor proveito
dessa experiência.
Execução de um traçado
• É importante um itinerário turístico apresentar um
equilíbrio entre passeios turísticos, eventos sociais,
atividades locais, tempos de descanso, períodos de
compras e exploração do local.

• Para o dia de chegada, como regra básica, nunca se


programa nada, de modo que os turistas possam
descansar e desfazer as malas, trocar dinheiro e
ambientarem-se ao clima e ao fuso horário caso este
seja diferente.

• Para a execução do traçado as parcerias são


indispensáveis
Execução de um traçado
• De um modo geral, o itinerário recorrerá a
caminhos já existentes.

• É raro um itinerário exigir a criação de um


percurso a partir do zero, salvo se existirem
condições ou restrições excecionais:
– necessidades de ligar dois troços ou dois caminhos já
existentes;
– desaparecimento físico do caminho de origem devido
à ação humana, ou por razões naturais (deslizamento
de terrenos).
Escolha do traçado
• Excluir as vias alcatroadas, em casos de traçados
pedestres, salvo exceções muito curtas;
• Procurar a diversidade de itinerários;
• Manter a coerência a nível da dificuldade do itinerário;
• Não sobrestimar as capacidades de evolução e de
orientação dos caminhantes;
• Privilegiar a qualidade das paisagens e do ambiente;
• Valorizar o património da região;
• Prever o impacto dos itinerários e evitar as zonas
ecologicamente frágeis;
• Excluir os setores potencialmente perigosos.
• 1. Sinalização informativa (informações
gerais);
• 2. Sinalização direcional (informa o usuário
do traçado do itinerário);
• 3. Sinalização de perigo (avisa o usuário do
perigo local);
• 4. Sinalização interpretativa (identifica as
características e o valor de cada elemento
patrimonial do itinerário).
Experimentação do itinerário planeado
• Experimentação na ótica do cliente
– É essencial saber como os clientes acolhem a oferta
turística local. Para isso, pode proceder-se, por exemplo, a
um inquérito representativo, dando aos visitantes a
possibilidade de se exprimirem livremente.

• Experimentação na ótica da população


– A organização de grupos de reflexão, pluridisciplinares de
preferência, ou de “fóruns abertos” sobre o turismo
oferece às associações locais e aos cidadãos interessados a
possibilidade de participarem na avaliação das forças e das
fraquezas da sua região, depois da experimentação.
Experimentação do itinerário planeado
• Experimentação na ótica dos peritos
– Os peritos locais e os peritos externos deveriam
participar no diagnóstico: os primeiros “conhecem
o terreno” e podem comparar os indicadores
locais de um ano para o outro (número de
visitantes, taxa de ocupação, etc.).
Divulgação e comercialização de um
itinerário
Comercialização:
Os agentes de comercialização podem ser:
• O produtor: reúne e vende um produto finalizado, pronto a ser
consumido (deve distinguir-se do prestador).
• O operador turístico, que é grossista: compra diretamente ao
produtor ou passa por um intermediário local, a agência recetiva.
Podem distinguir-se:
– Operadores turísticos generalistas
– Operadores turísticos especializados
• O retalhista, existindo vários tipos a operar no mercado:
– Agencias de viagem independentes;
– Os balcões de venda dos operadores turísticos;
– Estruturas institucionais ou com origem em instituições locais
asseguram por vezes a comercialização dos produtos relativos ao seu
território (associações turísticas regionais, por exemplo).
Divulgação e comercialização de um
itinerário
O preço
Estabelecer o preço de venda de um produto turístico nem
sempre é fácil:
– o preço é adotado em função do preço de custo do produto, das
características da procura e da situação da concorrência.

A primeira coisa a fazer é calcular o preço de custo do


produto, integrando diferentes componentes:
• Despesas variáveis, as quais dependem do número de
clientes: a restauração ou alimentação, o alojamento, etc.
• Despesas fixas, qualquer que seja o número efetivo de
participantes: a remuneração do acompanhante, aluguer
de veículos, etc.
Divulgação e comercialização de um
itinerário
O preço
• As despesas de produção, promoção e comercialização
ocorrem a montante do ato de venda da prestação (ou
do produto).
– Se a comercialização passar por um operador turístico ou
por uma agência, estes agentes chamarão a si essas ações.
– Se os prestadores ou os produtores comercializam
diretamente, não poderão fazer essa economia.
• Por último as despesas de estrutura também fazem
parte do preço de custo do produto por exemplo
comprar um novo computador para elaborar as fichas
dos produtos ou os orçamentos.
Divulgação e comercialização de um
itinerário
O preço
Uma vez determinado o preço de custo, pode-se
pensar no preço de venda. Este corresponde
normalmente a uma tabela aplicada em função de
diversas variáveis:
• Época alta, média ou baixa;
• Tipo de público-alvo
• Condições de reserva
• Outras
Divulgação e comercialização de um
itinerário
A promoção

• Pelos produtores – para a venda direta, os principais instrumentos de


promoção à escala de um produtor são um bom ficheiro de clientes e a
internet. Uma boa medida para os produtores começarem é organizarem-
se em rede ou em associação a fim de, por um lado, apresentarem uma
verdadeira gama de produtos aos operadores turísticos e, por outro,
construírem e otimizarem uma estratégia de promoção dos produtos.

• As feiras promocionais de turismo, de cariz nacional e regional,


constituem igualmente uma excelente plataforma de divulgação da oferta
local.

• Pelos operadores turísticos – cada operador desenvolve a sua estratégia


de promoção e comercialização.
Divulgação e comercialização de um
itinerário
A promoção

A comunicação e promoção de um itinerário


pode assumir várias formas, designadamente:
• Folhetos
• Internet e páginas web
• Suportes multimédia
• Campanhas publicitárias