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PLANO DE AULA ENSINO DE HISTÓRIA DA ÁFRICA E DA CULTURA AFRO-BRASILEIRA

ESCRAVIDÃO E AS RAÍZES DO RACISMO NO BRASIL


Sidney de Melo Catelão
Docentes:
Eulália Maria Aparecida de Moraes
Ricardo Tadeu Caires Silva
Enquadramento:
 Turma: 2º Ano Ensino Médio
 Conteúdos Básicos: Trabalho escravo, servil, assalariado e trabalho livre.
 Contexto Histórico: Processo de colonização do Brasil
 Quantidade de aulas: 4 aulas
 Aula de aprofundamento do tema
LIVRO DIDÁTICO
LIVRO DIDÁTICO
Unidade 1 Cap. 1: Refletindo sobre a História
História e cultura Cap. 2: Primeiros Humanos
Cap. 3 : Primeiros povos da
América
Unidade 2 Cap. 4: Povos da Mesopotâmia
Escrita e memória Cap. 5: África: Egípcios e cuxitas
Cap. 6: Hebreus, fenícios e persas
Cap. 7: povos da China e da Índia
Cap. 8: Grécia Antiga
Cap. 9: Roma Antiga

Unidade 3 Cap. 10: Império Bizantino


Identidade e diversidade Cap. 11: Mundo islâmico
Cap. 12: A Europa Feudal
Cap. 13: Mundo cristão
Unidade 4 Cap.14: Renascimento e reformas
Contatos e confrontos Cap. 15: Povos africanos
Cap. 16: Povos da América
Cap. 17: Expansão europeia
Cap. 18: A conquista da América
Projeto temático Cultura e cidadania
LIVRO DIDÁTICO Projeto temático
Unidade 1
Dimensões do trabalho
Cap. 1: Mercantilismo e colonização
Trabalho e sociedade Cap. 2: Estado e religião
Cap. 3 : Sociedade açucareira
Cap. 4: Escravidão e resistência
Cap. 5: Holandeses no Brasil
Cap. 6: Expansão territorial
Cap. 7: Sociedade mineradora
Unidade 2 Cap. 8: Antigo Regime e Iluminismo
Súditos e cidadãos Cap. 9: Inglaterra e Revolução Industrial
Cap. 10: Formação dos Estados Unidos
Cap. 11: Revolução Francesa e Era Napoleônica
Cap. 12: Independências na América Latina

Unidade 3 Cap. 13: Independência do Brasil


Liberdade e Independência Cap. 14: Primeiro Reinado
Cap. 15: Período Regencial
Cap. 16: Segundo Reinado
Cap. 17: Crise do Império
Unidade 4 Cap. 18: A Europa no século XIX
Tecnologia e dominação Cap. 19: Imperialismo na África e na Ásia
Cap. 20: América no século XIX
LIVRO DIDÁTICO
Projeto temático Cidade em movimento
Unidade 1 Cap. 1: Primeira Guerra Mundial
Coesão e coerção Cap. 2: Revolução Russa
Cap. 3 : Abalo capitalista e
regimes totalitários
Cap. 4: Segunda Guerra Mundial

Unidade 2 Cap. 5: A instituição da República


República e sociedade Cap. 6: República Oligárquica
Cap. 7: Revoltas na Primeira
República
Cap. 8: Era Vargas

Unidade 3 Cap. 9: Pós guerra e novos


Globalização e Meio Ambiente confrontos
Cap. 10: África, Ásia e Oriente
Médio
Cap. 11: Socialismo, da
revolução à crise
Cap. 12: Desigualdades e
globalização
Unidade 4 Cap. 13: O Brasil democrático
Democracia e movimentos Cap. 14: Governos militares
sociais Cap. 15: O Brasil contemporâneo
LIVRO DIDÁTICO

VOLUME 1

Temas e povos de várias


22% partes do mundo
33%
Temas povos gregos e
romanos
Temas e povos ameríndios
28% e africanos
17%
Temas e povos europeus

Fonte: COTRIM, Gilberto. História global. 3ª ed. São Paulo: Saraiva, 2016. p. 296
LIVRO DIDÁTICO

VOLUME 2
Temas de história
25% brasileira e
americana
Temas de história
europeia
75%

Fonte: COTRIM, Gilberto. História global. 3ª ed. São Paulo: Saraiva, 2016. p. 297
LIVRO DIDÁTICO

VOLUME 3

27%
Temas de historia
46% brasileira
Temas de história
europeia
27% Temas de história
contemporânea

Fonte: COTRIM, Gilberto. História global. 3ª ed. São Paulo: Saraiva, 2016. p. 297
1º MOMENTO

 Introdução do tema a partir da realidade vivenciada pelos estudantes;


 Momento de reflexão sobre o conceito de escravidão diferenciando conforme
seu contexto;
Autor desconhecido. Gravura. Coleção Particular.

Antes do estabelecimento das feitorias, os mercadores europeus ancoravam próximos à costa, esperando
comercializar “pacificamente” com os habitantes locais. Para isso, traziam presentes para os chefes
africanos e estabeleciam os primeiros contatos. Se o comércio se mostrasse promissor, os portugueses
negociavam o estabelecimento de uma feitoria no local, com intuito de manter um comércio regular. Essa
gravura representa comerciantes portugueses negociando com chefes africanos antes do estabelecimento
de uma feitoria, no Reino de Angola.
Autor desconhecido. Séc. XVI. Coleção Particular.
Após concluir o acordo com os chefes africanos, os portugueses estabeleciam
as feitorias. Nela, eram ”inquilinos” dos africanos, que, para controlar os
portugueses, não permitiam que eles tivessem acesso ao interior do continente.
Cobravam impostos e aluguel e proibiam os portugueses de cultivarem a terra,
fazendo com que ficassem dependentes do fornecimento de víveres dos
africanos. Essa gravura representa a fortaleza de São Jorge da Mina.
Gravura. C. 1875. Autor desconhecido.
Os produtos comercializados atendiam aos interesses tantos dos africanos quanto dos
portugueses. Os africanos forneciam ouro, marfim, nóz-de-cola, escravos. Os
portugueses pagavam com tecidos de lã, utensílios de metal, cavalos, armas de fogo. Aos
chefes africanos interessava, sobretudo, os cavalos e armas, pois assim poderiam se
fortalecer perante seus rivais. Os portugueses, por sua vez, acumularam recursos que
puderam ser empregados na continuidade de sua expansão marítima. Essa gravura do
século XIX representa o comércio de marfim, por meio de caravanas no Congo.
Gravura representando o transporte de escravos na África. Autor desconhecido. C. 1890.

No início, os africanos ofereciam pequenos contingentes de cativos, provenientes do sistema


tradicional de escravidão já existente no continente. Mas, com o desenvolvimento do comércio,
muitos governantes africanos passaram a organizar a captura sistemática de escravos para
vender, desestruturando as sociedades tradicionais.
A ESCRAVIDÃO NA ÁFRICA, ANTES DOS EUROPEUS
Em termos gerais é sabido que o fornecimento de cativos provinha basicamente das guerras [...]
Esses embates ocorriam por razões variadas, como o rapto de mulheres [...], os conflitos entre “Estados” em
formação ou os já constituídos ou ainda pelas guerras de expansão, assim chamadas porque os mercadores
incorporavam povos tributários, segundo um sistema de pagamentos de tributos e prazos fixados pela
tradição. Uma vez capturados, vendidos ou mesmo no caso de morrerem em combate, os filhos desses
escravos não eram vendidos nem maltratados. Criados na maioria das vezes na corte, acabavam por
reconhecer o soberano como seu próprio pai; além disso, desempenhavam funções quase sempre
importantes nas esferas administrativa e militar.
O segundo mecanismo que levava à escravidão era a fome que, desestruturando uma sociedade, impelia os
destituídos a vender a si mesmos ou a seus filhos como escravos, como um meio de sobrevivência. Por sua
vez, o terceiro mecanismo era “resultado de punição judicial por algum crime ou como uma espécie de
garantia para o pagamento de débito. No último caso trata-se da difundida instituição da penhora humana.
Nessas situações os escravos [...] tinham acesso aos meios de produção (basicamente a terra), podiam
casar-se com pessoas livres e eram considerados membros da família do senhor”.
HERNANDEZ, Leila M. G. L. A África na sala de aula: visita à história contemporânea. 2. Ed. São Paulo: selo Negro, 2007. P. 37.
Fonte: Isto é Brasil 500 anos. Editora Três. São Paulo: 1998.
Fonte: Isto é Brasil 500 anos. Editora Três. São Paulo: 1998.
REFERENCIAS
 COTRIM, Gilberto. História global. 3ª ed. São Paulo: Saraiva, 2016.

 HERNANDEZ, Leila M. G. L. A África na sala de aula: visita à história contemporânea. 2. Ed. São Paulo: selo Negro, 2007. P. 37.

 KI-ZERBO, Joseph. Para quando a África? Entrevista com René Holensteis. Rio de Janeiro: Pallas, 2006. p. 24-25.

 MOORE, Carlos. A África no cotidiano educativo: bases práticas para o ensino da História da África, que tipo de ensino sobre a África. In: A África
que incomoda: sobre a problematização do legado africano no quotidiano brasileiro. 2ª edição (revista e ampliada). Belo Horizonte: Nandyala,
2010.

 OLIVA, Anderson Ribeiro. A História da África nos bancos escolares. Representações e imprecisões na literatura didática. Estudos Afro-Asiáticos,
Rio de Janeiro, Ano 25, set/dez, 2003.

 PARANÁ. Cadernos Temáticos: História e Cultura Afro-Brasileira e África. Curitiba: SEED-PR, 2008.

 __________. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares da Rede Pública de Educação Básica do Estado do Paraná/História.
Curitiba: SEED-PR, 2008.

 PELLEGRINI, Marco César; DIAS, Adriana Machado; GRINBERG, Keila. #Contato História, 2º ano. 1 ed. São Paulo: Quinteto Editorial, 2016.

 Diário de Notícias. Lisboa: Grupo Global Media Group, [1864?]. Diário. Disponível em <https://www.dn.pt/mundo/interior/bolsonaro-o-portugues-
nem-pisava-em-africa-eram-os-proprios-negros-que-entregavam-os-escravos-9661959.html> . Acesso em: 03 nov. 2018.

 Filmografia

 AMISTAD. Diretor Steven Spieberg. Distribuído por Warner Home Vídeo, EUA. 1997. 154 minutos. Disponível em
<https://www.youtube.com/watch?v=4GPICBDb87M> Acesso: 29 out. 2018.

 Porta dos Fundos. Escravidão. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=SSsEgDLsSrk>. Acesso: 29 out. 2018.