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LÓGICA

Prof. MANOEL MOURA


E-mail: manoelmoura7@gmail.com
Introdução a Lógica
Imaginemos uma discussão em que o

“Sim, porque sim!” Ou “Não, porque não!”

Aparecem sem o acompanhamento de uma


justificativa razoável que possibilite o uso dos
contra-argumentos

Apesar de sua importância para as relações humanas,


o que interessa na discussão nem sempre é

E A CORREÇÃO DO
O RIGOR
RACIOCÍNIO,

MAS OS ASPECTOS PSICOLÓGICOS


do discurso com os quais pretendemos
persuadir o outro.
Exemplo: políticos, advogados,etc.
CHESTERTON AFIRMA:
“O pior louco é aquele que tudo perdeu, menos a razão”

Um paranoico é capaz de

Desenvolver um pensamento a uma conclusão “segura” de


coerente e chegar... que está sendo perseguido

Só que se baseia em enunciados cuja verdade


depende somente de sua imaginação

Ainda que o caráter persuasivo do


discurso seja importante na prática, neste
capítulo o que nos interessa são:

Apenas seus aspectos E não


LÓGICOS PSICOLÓGICOS
1. LÓGICA: DEFINIÇÃO E DIVISÃO

Etimologicamente

Lógica vem do grego palavra, discurso, oração,


logos (λόγος), e proposição,
significa: pensamento, razão

Mais precisamente, a lógica é utilizada para o estudo de raciocínios válidos e


para a validação de argumentos. Em outras palavras, a lógica é uma
ferramenta poderosa para formular discursos e organizar os nossos
pensamentos. Foi criada por Aristóteles a partir da obra Analíticos
somada a outras, posteriormente denominada de:

Órganon, Instrumento para


que significa pensar com correção
PARA A FILOSOFIA

A Lógica é uma área que trata das formas de


pensamento em geral:

•Dedução
•Indução,
•Hipótese,
•Inferência

e das operações intelectuais que visam


determinar o que é

•Verdadeiro
•Falso.
•Válido
•Inválido
Fonte: houaiss
A lógica procura estudar as

 coisas da mente,

e não as

 coisas 'reais' / 'concretas'

Por exemplo, quando dizemos:

•arco-íris bonito,
•sol distante,
•praia suave
são classificações que damos
às coisas, e não as coisas em
si.
Veja também: www.9dades.com.br/ilusao-de-
otica
E na prática, para que serve a Lógica?

Na prática, a lógica nos ajuda a organizar nosso


pensamento, nosso raciocínio.

Isso vai desde coisas óbvias, como a seguinte frase:

“Todos os homens são mortais, Sócrates é homem logo,


Sócrates é mortal.”
Até raciocínios importantíssimos para a história da
humanidade, como a terceira lei de Newton:
“A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual
intensidade: ou as ações mútuas de dois corpos um
sobre o outro são sempre iguais e dirigidas em
direções opostas”. Isaac Newton (1643-1727)
A LÓGICA ARISTOTÉLICA SE SUBDIVIDE EM:

A) Lógica Formal B) Lógica Material


ou menor ou maior

Estabelece a forma correta das Trata da aplicação das


operações do pensamento. operações do pensamento
Apresenta métodos que nos segundo a matéria ou a
ajudam a identificar e distinguir natureza dos objetos a
os argumentos : conhecer

Chamada de metodologia e
Válidos e Inválidos investiga o método de cada
ciência

Se ocupa com a forma ou


estrutura do pensamento e não Investiga a adequação
a falsidade ou a verdade das do raciocínio à realidade
proposições
Quais são as características da lógica formal?
As características da lógica presentes no Organon, são:

-Instrumental: é um instrumento de pensamento e


linguagem, e serve para verificar se eles estão corretos.
-Formal: não se preocupa com o conteúdo do que foi pensado,
mas sim com a forma pura do pensamento, expressa pela
linguagem.

-Propedêutica: é o conhecimento prévio que devemos ter


antes de iniciar uma investigação filosófica ou científica.
-Normativa: ela fornece regras e normas que o
pensamento deve seguir para ser considerado verdadeiro.

-Doutrina da prova: Permite verificar se o raciocínio é


verdadeiro ou falso.

-Geral e atemporal: Os princípios lógicos não podem


depender do tempo, do lugar ou das pessoas, devem ser
necessários, universais e imutáveis.
LÓGICA DIALÉTICA - PLATÃO

Trabalha com forças contrárias.

Depura essas contradições até chegar


a uma verdade comum.

Para Platão, a dialética é um “modo


de conhecer”.
A LÓGICA MATERIAL DE HEGEL

Hegel, no entanto, achava que a lógica referia-


se ao pensamento e à realidade; Disse que:

–“Tudo o que é racional é real, e tudo o que é real é racional”

A lógica é uma ciência, uma arte, um jogo;

–“Tudo se passa como em um tabuleiro de xadrez”

Não aceita o fato se alguém diz que


“A terra é quadrada”,
seja uma verdade.
Considera a verdade (o conteúdo).
QUAL A DIFERENÇA ENTRE LÓGICA
FORMAL E LÓGICA DIALÉTICA?

• A LÓGICA FORMAL (ou aristotélica), oferece


procedimentos que podem ser utilizados em qualquer tipo
de raciocínio, não apenas de forças contrárias. Para
Aristóteles, a lógica é um “instrumento para conhecer”.

• A LÓGICA DIALÉTICA, criada por Platão, trabalha com


forças contrárias, e depura essas contradições até chegar
a uma verdade comum. Para Platão, a dialética é um
“modo de conhecer”.
2. AS TRÊS REGRAS BÁSICAS DA LÓGICA

1ª Regra: PRINCÍPIO DE IDENTIDADE:

A é A;

Ou seja:
Uma proposição verdadeira é verdadeira.
Uma proposição falsa é falsa.
Cada ser é igual a si mesmo.
AS TRÊS REGRAS BÁSICAS DA LÓGICA

2ª Regra: PRINCÍPIO DE NÃO CONTRADIÇÃO:

Impossível A é A e Não-A ao mesmo tempo;

Ou seja:
Nenhuma proposição poderá ser verdadeira e
falsa ao mesmo tempo.
Uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo.
.
AS TRÊS REGRAS BÁSICAS DA LÓGICA

3ª Regra: PRINCÍPIO DO TERCEIRO EXCLUÍDO:

A é X ou Não-X,
não há terceira possibilidade.

Ou seja:
Uma proposição ou será verdadeira, ou será
falsa: não há outra possibilidade. Uma coisa é
ou não é, não há uma terceira hipótese.
3. PROPOSIÇÃO – JUIZO - SENTENÇA

É o conceito mais elementar


no estudo da lógica. Então, se eu afirmar

Proposição “vem de propor” “A Terra é maior que a Lua”,


que significa submeter à estarei diante de uma proposição
apreciação; requerer um cujo valor lógico é verdadeiro.
juízo.
Quando se fala em VALOR
Trata-se de uma sentença LÓGICO, fala-se em um dos
declarativa – algo que será dois possíveis juízos que se
declarado por meio de atribui a uma proposição. Só
termos, palavras ou elas podem ser:
símbolos – e cujo conteúdo
poderá ser considerado Verdadeira (V) ou
verdadeiro ou falso. Valsa (F).
E se alguém disser:
“Feliz ano novo!”, será que isso é uma proposição verdadeira ou falsa?

Nenhuma, pois não se trata de uma sentença para a qual se possa atribuir
um
VALOR LÓGICO.
Concluímos, pois, que...

Sentenças exclamativas: “Caramba!” ; “Feliz aniversário!”

Sentenças interrogativas:“Como é o seu nome?”;

Sentenças imperativas: “Estude mais.” ; “Leia aquele livro”...

NÃO SERÃO ESTUDADAS.

Somente Sentenças
DECLARATIVAS
que podem ser imediatamente reconhecidas como
Verdadeiras ou Falsas.
JUÍZO PROPOSIÇÃO
Operação lógica Expressão verbal do juízo

Estabelece uma relação entre conceitos


Afirma ou nega algo (predicado) a cerca de um sujeito
Na lógica aristotélica a relação foi reduzida à estrutura
predicativa :
“S” é P” ou “S” não é P”

ESTRUTURA
QUANTIFICADORES SUJEITO CÓPULA PREDICADO

Todos (os) Homens São Mortais

Alguns Insetos São Nocivos

Nenhum Desportista É Preguiçoso


EM OUTRAS PALAVRAS

O objeto da lógica

PROPOSIÇÃO é Os juízos formulados pelo pensamento

Uma Frase Declarativa

Exemplo:
Sócrates é homem. S P
OBS:
Proposições são usualmente consideradas como o conteúdo de crenças e
outros pensamentos representativos. Elas também podem ser o objeto de
outras atitudes, como desejo, preferência, intenção, como em "Desejo um carro
novo" e "Espero que chova", por exemplo.
O QUE SÃO OS TERMOS DA PROPOSIÇÃO?

Aristóteles* definiu 10 termos para definir a proposição:

1 Substância, p. ex.: homem ou cavalo;


2 Quantidade, p. ex.: dois cadernos;

3 Qualidade, p. ex.: branco;


4 Relação, p. ex.: maior;

5 Lugar, p. ex.: no liceu;


6 Tempo, p. ex.: ontem;

7 Posição, p. ex.: está sentado;


8 Ter, p.ex.: usa sapatos;

9 Agir, p. ex.: cortar;


10 Sofrer, p. ex.: ser cortado
(* Top., I, 9, 103 b 20 ss.; Cat., 1 b 25 ss.)
SENTENÇA LÓGICA E PROPOSIÇÃO

Exemplo:
a) Dante escreveu Os Lusíadas.
b) Não é verdade que Dante não escreveu Os Lusíadas.

Observações:

1. Na letra A) a frase apresenta uma afirmação, que tem o mesmo significado


da letra B), em que a frase apresenta uma dupla negação.

2. Logo, as duas sentenças lógicas representam a mesma proposição lógica.

Portanto, ATENÇÃO!
- Negar duas vezes é o mesmo que Afirmar.

Então:
- Proposição é a Ideia
- Sentença é a forma de expressar essa Ideia
CLASSIFICAÇÃO DAS PROPOSIÇÕES / JUÍZOS/IDEIAS
Pela Quantidade
(extensão em que é tomado o sujeito)
SINGULARES Este S é P / Este S não é P O sujeito designa apenas um indivíduo.
Ex.: Antônio é eletricista.
PARTICULARES Alguns S são P / Alguns S O sujeito é tomado em parte da sua extensão.
não são P Ex.: Alguns homens são professores
UNIVERSAIS Todo S é P / Nenhum S é P O sujeito é tomado em toda a sua extensão.
Ex.: Todos os homens são mortais.
Pela Qualidade
( a propriedade que possui um ser afirmativo ou negativo)
AFIRMATIVO S é P; O predicado convém ao sujeito.
Ex.: O homem é mortal.
NEGATIVO S não é P; O predicado não convém ao sujeito.
Ex.: o dia não é a noite.
Pela Modalidade
(o tipo de modalidade entre o sujeito e o predicado)
ASSERTÓRICOS (ou contingentes) O predicado convém, mas não necessariamente ao sujeito.
Ex.: A mesa é quadrada. (pode ser redonda também)
APODÍTICOS (ou necessários) O predicado convém necessariamente ao sujeito.
Ex.: Todo triângulo tem três lados.
PROBLEMÁTICOS (duvidosos) A relação afirmativa ou negativa envolve certa possibilidade.
Ex.:Passarei nas provas de exame.
Pela Relação
(entre o sujeito e o predicado)
CATEGÓRICOS A relação enunciada não está subordinada a outra, nem se apresenta em
alternativa a outra possibilidade.
Ex.: Esta pintura é de Dali.
HIPOTÉTICOS CONDICIONAIS A relação é condicional.
Ex.: Se estou atento, aprendo melhor.
HIPOTÉTICOS DISJUNTIVOS A relação é disjuntiva.
Ex.: Ou falo ou estou calado.
A RELAÇÃO ENTRE AS PROPOSIÇÕES
ACONTECE DA SEGUINTE MANEIRA:

a) Proposições Contraditórias:
quando se diz que Todo S é P e Alguns S não são P ou
Nenhum S é P e Alguns S são P

b) Proposições contrárias:
quando se diz que Todo S é P e Nenhum S é P ou Alguns S
são P e Alguns S não são P

c) Subalternas:
quando se diz que Todo S é P e Alguns S são P ou Nenhum
S é P e Alguns S não são P
4. CONCEITO E TIPOS ARGUMENTO
1. ARGUMENTO DE SENSO
COMUM
ARGUMENTO
É aquele que invoca princípio
É uma sequência de proposições ou genérico, indiscutível, conhecido
enunciados em que existe uma relação por toda a sociedade. Seu efeito
entre as premissas e a conclusão, e persuasivo é reduzido e, por isso,
que fundamentem estas últimas. ele deve ser utilizado como reforço
a um argumento mais específico.
a) Argumentos não são nem
Verdadeiros nem Falsos; Exemplo:
Sabe-se que quem tem o nome
b) As premissas de um argumento incluído no SPC passa por uma
são sentenças (Verdadeira ou situação constrangedora. Sendo
Falsa); assim, aquele cujo nome foi
inserido indevidamente nesse
c) A conclusão é uma sentença. cadastro tem direito à indenização
(Verdadeira ou Falsa) por danos morais.
4.1 ESTRUTURA DO ARGUMENTO

1. Todo ser humano tem direito à dignidade.

2. Alex é ser humano,

3. Logo, Alex tem direito à dignidade

3ª Afirmação 1ª Afirmação
Conclusão DIGNIDADE Premissa

ALEX HUMANO
2ª Afirmação
Premissa
4.2 INFERÊNCIA

INFERÊNCIA
(ação ou efeito de inferir;
conclusão, indução.)

É a passagem das
premissas para a
conclusão.

Cabe a nós examinar a


forma da inferência ou
concatenação entre os
enunciados para ver sua
Validade.
4.3 TIPOS DE ARGUMENTOS

ANALOGIA DEDUÇÃO
INDUÇÃO
De comparação de De uma ou mais
De uma
situações ou proposições
proposição
objetos diferentes, (premissas)
particular conclui-
infere-se de certas conclui-se ou
se ou chega-se a
semelhanças chega-se a uma
uma proposição
outras nova proposição,
universal
semelhanças que delas decorre

Conclusões
Conclusões
necessariamente
Prováveis verdadeiras

FALACIOSO
Qualidade do que é falaz; falsidade. Tem a intenção de enganar
4.3.1 DEDUTIVOS

Dedutivo: G – P ( Geral para o Particular)

O argumento dedutivo é uma forma de raciocínio que


geralmente parte de uma verdade universal e chega a
uma verdade menos universal ou singular.
Pretendem que suas premissas forneçam uma prova
conclusiva da veracidade da conclusão.

Podem ser:
– Válidos: quando suas premissas, se verdadeiras,
fornecem provas convincentes para a conclusão. Isto
é, se as premissas forem verdadeiras, é impossível
que a conclusão seja falsa;
– Inválidos: não se verifica a característica anterior.
Observe um exemplo da lógica dedutiva de
Aristóteles:
Exemplo:
• Todo homem é mortal. (Premissa maior/Universal)
• Sócrates é homem. (Premissa menor/Particular)
• Logo, Sócrates é mortal. (Conclusão)

Todo planeta é quadrado.
➔ A Terra é um planeta.


Logo, a Terra é quadrada.

Preocupa-se com a forma: A = B, então, B = A.


Ela não presta atenção ao conteúdo: A ou B podem ser
planetas, burros, plantas etc.

Por isso, esta lógica é formal (de forma) e dedutiva (de


dedução).
Mas exige que o raciocínio esteja correto.
Exemplo de Argumentos Dedutivos

Ela toca piano ou violão.


Ela toca piano. Argumento Inválido
Logo, ela não toca violão.

Todo homem é mortal.


Sócrates é um homem. Argumento Válido
Logo, Sócrates é mortal.

– Toda mulher gosta de chocolate


– Regina é mulher
– Logo, Regina gosta de chocolate.
 Argumento válido e a conclusão verdadeira.

• Exemplo 1: V
Toda baleia é um mamífero. ( ) V
Todo mamífero tem pulmões.( ) V
Logo, toda baleia tem pulmões. ( )

 Argumento válido e a conclusão falsa

• Exemplo 2 :
Toda aranha tem seis pernas. ( )F
Todo ser de seis pernas tem asas. ( ) F
Logo, toda aranha tem asas. ( )F
4.3.2 INDUTIVOS

Indutivo : P – G (do particular para o geral)

É um tipo de raciocínio ou argumento que parte de uma premissa


particular para atingir uma conclusão universal.

• não pretendem que suas premissas forneçam provas cabais da


veracidade da conclusão, mas apenas que forneçam indicações
dessa veracidade (possibilidade, probabilidade).
• Seguem do Raciocínio Indutivo, isto é, obtém conclusões baseada
em observações/experiências.
• Os termos válidos e inválidos não se aplicam para os argumentos
indutivos.
• Eles são avaliados de acordo com a maior ou a menor
probabilidade com que suas conclusões sejam estabelecidas.
• Ou seja, de enunciados singulares chegamos a um universal.
Exemplo de Argumentos Indutivos

Exemplo 1:
–A baleia, o homem e o cãozinho são mamíferos.
–A baleia, o homem e o cãozinho mamam.
–Logo, os mamíferos mamam.
Exemplo 2:
• Joguei uma pedra no lago, e ela afundou;

• Joguei outra pedra no lago e ela também afundou;

• Joguei mais uma pedra no lago, e ela também afundou;

• Logo, se eu jogar uma outra pedra no lago, ela vai afundar.

“Eu não sei falar francês, nem meu vizinho da frente, nem minha
vizinha do lado, nem o nosso zelador: Logo, ninguém do meu prédio
sabe falar francês!”
• Exemplo 3:
A vacina funcionou bem nos ratos.
A vacina funcionou bem nos macacos.
Logo, vai funcionar bem nos humanos.

• Exemplo 4:
80% dos entrevistados vão votar no candidato X.
Logo, o candidato X vai vencer as eleições.

• Exemplo 5:

– O cobre é condutor de calor


– O cobre é um metal
– Todo metal é condutor de calor
4.3.3 ANALOGIA

Analogia é um tipo de raciocínio que procede a partir de


semelhanças entre casos particulares sem, no entanto,
chegar necessariamente a uma conclusão universal, mas tão
somente a uma conclusão particular.
Exemplo:
Minha mãe estava com dor de cabeça, tomou “Cabeçol” e ficou curada. Logo,
quando eu estiver com dor de cabeça, também tomarei “Cabeçol” e ficarei
curado.

•As casas bonitas e bem construídas têm de ter “criadores”, autores e construtores
inteligentes.
•O mundo é como uma casa bonita e bem construída.
•Logo, o mundo tem também de ter um “criador”: um autor e arquiteto ― Deus.
4.3.4 FALACIOSO

(falácia, sofisma, paralogismo)


– Sofisma: Intenção de enganar o interlocutor
– Paralogismo: Erro, equívoco.

Exemplo de argumentos falaciosos

1. ARGUMENTO AD NUMERUM (apelo ao número):

Afirma que quanto mais pessoas acreditam em uma proposição,


mais provável é a proposição de ser verdadeira.

Exemplo:
"Deus existe, pois 85% das pessoas acreditam que sim. Não podem
estar todos enganados.“
2. ARGUMENTO POR ANALOGIA
Aparece principalmente no uso das decisões jurisprudenciais e baseia-se no princípio
de que a justiça deve tratar de maneira semelhante situações idênticas.

Exemplo:
Se o dono de um estabelecimento comercial é obrigado a pagar tributos para ter o
direito de vender sua mercadoria, por analogia, um camelô também deveria pagar
tributos sobre a mercadoria comercializada.

3. ARGUMENTO A CONTRÁRIO SENSO


É aquele que concede a uma proposição interpretação inversa. Muito utilizado no
contexto jurídico, seu uso deve ser cuidadoso para que não se aproxime da falácia.

Exemplo:
Se o legislador especificou taxativamente os casos de incidência do tributo, a
contrário senso os demais casos não estão abrangidos

4. ARGUMENTO POR ABSURDO (AB ABSURDO)


Refuta uma asserção, mostrando-lhe a falta de cabimento ao contrariar a evidência

Exemplo:
Como poderia a mulher ter alvejado o marido, se o laudo médico atesta que ela
morreu minutos antes do esposo?
5.ARGUMENTO POR EXCLUSÃO (PER EXCLUSIONEM)
Propõem-se várias hipóteses e vai-se eliminando uma a uma.

Exemplo: Poder-se-ia afirmar que o réu não é capaz de controlar os seus atos, mas
soube premeditar o crime.

6.ARGUMENTO A POSTERIORI
Consiste em desenvolver um raciocínio, admitido como mais claro, de expor as
consequências de um fato, permitindo voltar às causas, eventualmente menos
conhecidas do caso em tela.

Exemplo: Sabe-se que o pai desenvolveu comportamento possessivo em relação aos


filhos e os culpava pelos acontecimentos e infortúnios, consequência imediata da
esquizofrenia paranóide que o acometia.

7.ARGUMENTO DE CAUSA E EFEITO


Relaciona conceitos de causalidade e efeito com o objetivo de evidenciar as
consequências imediatas de determinado ato (retirado das provas) praticado pelas
partes.

Exemplo: Já que a vítima não possui automóvel e trabalha até tarde como vendedora
em um shopping há 1 hora e meia de casa, não poderia ela deixar de passar por tal
lugar que, apesar de ermo, é caminho obrigatório para sua casa.
8.ARGUMENTO DE PROVA
É aquele que explora a prova testemunhal, e é tão mais persuasivo quanto maior for a
credibilidade e isenção de interesses do testemunho prestado.
Observação: A prova técnica, quando aceita como verdadeira, transforma-se em
prova concreta, indiscutível, em geral, ela não consegue resolver todos os problemas
da vítima, ninguém viu o acusado pulando o muro da sua casa, tampouco ouviu-se o
grito da menina, comprovando a improcedência da acusação do réu.

9. ARGUMENTO DE AUTORIDADE (EX/AB AUCTORITATE)


É aquele que invoca lição de pessoa conhecida e reconhecida em determinada
disciplina para avaliar um posicionamento defendido na peça jurídica. Apesar de muito
persuasivo, o argumento de autoridade deve ser exposto de maneira a que se
comprove seu percurso lógico e não vale apenas porque é proveniente de uma
pessoa conhecida.
Observação: Não faça de sua argumentação um amontoado de citações. Use-as
apropriadamente.
Exemplo: Como esclareceu o douto Procurador, Paulo Cezar Pinheiro Carneiro, é
preciso deixar claro que, na separação consensual, a sociedade conjugal é dissolvida.

10. ARGUMENTO A FORTIORI


Fundamenta-se na asserção de que se alei proíbe ou permite determinada conduta,
com maior razão proíbe ou permite uma conduta maior ou menor, respectivamente.

Exemplo: Se a negligência deve ser punida, tanto mais o ato premeditado.


11. ARGUMENTO DE FUGA
É aquele que se desvia das questões principais que devem ser defendidas para buscar
sensibilização por meio de temas mais subjetivos. Seu uso deve ser comedido, pois se
tem forte tendência a confundir o relatório.

Exemplo: O advogado habilidoso, que não tem como negar o crime do réu, enfatiza
que ele é bom filho, bom marido, trabalhador, etc.

12. ARGUMENTO DE COERÊNCIA (A COHERENTIA)


É aquele que usa da asserção de que dois preceitos normativos não podem regular a
mesma situação física.

Exemplo: Não é coerente qualificar um único homicídio de doloso e culposo ao


mesmo tempo.

13. ARGUMENTO CONTRA O HOMEM (AD HOMINEM)


Ocorre quando consideramos errada uma conclusão porque parte de alguém por nós
depreciado. Ao refutar a verdade, atacamos o homem que fez a afirmação.

Exemplo:
Este técnico não tem competência para emitir um parecer sobre tal assunto. Afinal, foi o
primeiro parecer que ele realizou.
5. SILOGISMO
Esse nome dado por Aristóteles para esse tipo de argumento

Argumentação lógica perfeita,


constituída de três
Proposições Declarativas
que se conectam de tal modo que a
partir das duas primeiras, chamadas
Premissas,
SILOGISMO é possível deduzir uma
Dedução
Conclusão

- Premissa Maior (P),


- Premissa Menor (P)
- Conclusão (C)
O SILOGISMO é o estudo da correção (validade) ou
incorreção (invalidade) dos argumentos encadeados
segundo premissas das quais é licito se extrair uma
conclusão.

Sua Validade depende da Forma e não da Verdade ou


Falsidade das premissas.

Desse modo, é possível distinguir argumentos bem


feitos, formalmente válidos, dos falaciosos, ainda que a
aparência nos induza a enganos.

Por exemplo:
P1 - Todo homem é mortal (V)
P2 - Sócrates é homem (V)
C - Logo, Sócrates é mortal (V).

O argumento é válido não porque a conclusão é


verdadeira, mas por estar no modelo formal:
O silogismo é composto de, no mínimo,
DUAS PROPOSIÇÕES
das quais é extraída uma
CONCLUSÃO.
É necessário que entre as premissas (P) haja um
termo que faça a mediação
(Termo Médio sujeito da P1 e predicado da P2 ou vice-versa).

A FORMA LÓGICA DO SILOGISMO É:

AéB
Logo B é C (sempre os termos maior e menor)
CéA
5.1 OS TRÊS TERMOS DO SILOGISMO

MAIOR
MÉDIO MENOR
O que aparece na
O que aparece nas aparece na segunda
primeira premissa
duas premissas, mas premissa e é o
(chamada maior) e é
não na conclusão. primeiro termo
o segundo termo
Faz a ligação entre (sujeito) da
(predicado) da
os dois outros. conclusão.
conclusão.

No exemplo 1: No exemplo 1: No exemplo 1:


“Brasileiro” “Sula-armericano” “Permabucano”
Essas informações são importante para verificar a validade dos argumentos

Exemplo:
TODO BRASILEIRO É SUL-AMERICANO.
ORA, TODO PERNAMBUCANO É BRASILEIRO.
LOGO, TODO PERNAMBUCANO É SUL-AMERICANO.
OUTRO EXEMPLO:

P1 – Todos os mamíferos são mortais (V)


P2 – Todos os cães são mortais (V)
C – Logo, todos os cães são mamíferos (V).
Ora, embora as premissas e a conclusão sejam verdadeiras, não houve
inferência, já que por não estarem formalmente adequadas, as
premissas não têm relação com a conclusão.

Formalmente o argumento é:

AéB
CéB
Logo, A é C,

ARGUMENTO FALACIOSO, já que o termo médio não faz ligação entre


os outros termos.

São várias as combinações, o importante é atentar para a forma. É dela


que se pauta a lógica.
5.2 REGRAS DO SILOSGISMO
REGRAS EXEMPLOS INVÁLIDOS
1ª - Ter três termos sem equívocos: Todo touro tem chifres.
Maior – Médio- Menor Touro é uma constelação.
Logo, uma constelação tem chifres.
1º Maior = chifres; 2º Médio = touro (animal); 3º Menor =
constelação; 4º termo = Touro (constelação)
2ª – Os termos maior e menor não podem ter na conclusão, Tudo o que magoa é mau.
maior extensão do que nas premissas. Alguns homens magoam.
Logo, todos os homens são maus.
Maior: maus. Menor: todos os homens.
3ª Os termos médios tem que ser tomado pelo menos uma A tâmara é um fruto.
vez em toda a sua extensão.(universalmente) A laranja é um fruto.
Logo, a tâmara é uma laranja.
Médio = fruto.
4ª – O termo médio não deve entrar na conclusão. Tâmara é grande.
Tâmara é faladora.
Portanto, a Tâmara é uma grande faladora.
Médio = Tâmara
5ª Premissas afirmativas pedem conclusões afirmativas Insultar é um ato indigno
Os atos indignos são condenáveis.
Logo, insultar não é condenável.
6ª De duas premissas negativas nada se pode concluir. Nenhum homem é imortal
Os pássaros não são homens.
Portanto, os pássaros são imortais.
7ª A conclusão segue a parte mais fraca. Todos os leões são mamíferos.
Alguns animais são leões.
Portanto, todos os animais são mamíferos.
8ª De duas premissas particulares nada se pode concluir. Algum aluno é preguiçoso.
Algum aluno é estudioso.
APLICAÇÃO DAS REGRAS
COM BASE NOS EXEMPLOS DO ITEM 2

Exemplos 1:

Todo brasileiro é sul-americano.


Ora, todo pernambucano é brasileiro.
Logo, todo pernambucano é sul-americano.

Todas as proposições são verdadeiras e a


inferência é válida.
( nenhuma das regras é transgredida)
Mesma situação no exemplo 4.

Exemplos 4:

Nenhum brasileiro é argentino.


Ora, algum brasileiro é sula-mericano.
Logo, algum brasileiro não é argentino.
Quanto ao exemplo 2,
podemos aplicar a mesma regra 5
Exemplos 2:

Todos os mamíferos são mortais.


Ora, todas as cobras são mortais.
Logo, todas as cobras são mamíferas.

Percebemos que nas duas premissas o termo


médio é particular: “Todos os mamíferos
(alguns) mortais”; “Todas as cobras são (alguns)
mortais”

Não se iluda com o fato de as três proposições serem verdadeiras, pois


isso não é garantia da validade do argumento.

Não se iluda com o argumento cuja conclusão é falsa,


o que nem sempre invalida o argumento, que pode estar logicamente
correto. Veja o exemplo a seguir:
Não é o caso do exemplo 3, que embora tenha as três
proposições verdadeiras, sua inferência é inválida.

Exemplos 3:

Todas as plantas verdes tem clorofila.


Ora, algumas coisas que têm clorofila são comestíveis.
Logo, algumas plantas verdes são comestíveis.

Ao observar que o termo médio “têm clorofila”


(ou “coisas tem clorofila”) percebemos que a sua
extensão é particular nas duas premissas.
(transgride a regra 5)

É como se lêssemos assim:


“Todas as plantas verdes são (alguma) coisas que têm
clorofila”; Ora, algumas coisas que têm clorofila são
comestíveis.
Exemplo 4
Todos os mamíferos são mortais.(Verdadeira)
Todos os mortais são cobras. (Falsa)
Logo, todos os mamíferos são cobras (Falso)

Do ponto de vista a Lógica Formal,


o argumento é válido, pois ela não está
preocupada com a

Verdade ou Falsidade, mas A Forma ou Estrutura


Das Proposições.

PARA SE PROVAR OU DEMONSTRAR A VERDADE DA CONCLUSÃO


É PRECISO SATISFAZER DUAS CONDIÇÕES:

a) O argumento b) Todas as suas


utilizado deve ser premissas devem ser
válido; verdadeiras;

O argumento acima é uma Falácia quanto a matéria


5.3 SILOGISMOS CATEGÓRICOS
em que, simboliza-se os termos predicados por
“F” e “G”.
Desse modo as proposições categóricas são do tipo:

Todo “F” é “G” Nenhum “F” é “G”

Algum “F” é “G” Algum “F” não é “G”

MAIS EXISTEM OUTROS TIPOS DE ARGUMENTOS, COMO:

a) Hipotéticos b) Disjuntivo:
Compostos por proposições Compostos por proposições
do tipo: “Se p, então q” do tipo “Ou p, ou q”.

P e Q simbolizam Proposições,
que são declarações que podem ser verdadeiras ou falsas.
EXEMPLO DE
ARGUMENTO HIPOTÉTICO:

Se Antonio dorme, então não trabalha.


Antonio dorme.
Logo, não trabalha.

EXEMPLO DE
ARGUMENTO DISJUNTIVO:

Ou Antonio dorme ou trabalha.


Antonio dorme.
Portanto, Antonio não trabalha.

QUANTO A QUALIDADE, ÀS PROPOSIÇÕES CATEGÓRICAS PODEM SER

Afirmativas Negativas
QUANTO A QUANTIDADE, ÀS PROPOSIÇÕES CATEGÓRICAS PODEM SER

Particulares/Singulares
Ao se referir a
Gerais
indivíduo: Sócrates,
Recife, esta flor

A PARTIR DAÍ SÃO POSSÍVEIS DIVERSAS COMBINAÇÕES

Geral afirmativa Particulares afirmativas

Geral negativa Particular negativa


PODE SER MELHOR VISUALIZADAS PELO
QUADRADO DE OPOSIÇÕES:

proposições contrárias,
subcontrárias,
contraditórias e subalternas,
que recebe uma letra de identificação

(A) Todo Contrárias (E) Nenhum


F éG F éG

Subalternas Contraditórias Subalternas

(I) Algum Subcontrárias


(O) Algum
F éG F não é G
CADA PROPOSIÇÃO TEM DOIS TERMOS:

Exemplo 1:
“Todo brasileiro é sul-americano”

Termos:
1. brasileiro
2. sula-americano

QUANTO A EXTENSÃO DOS TERMOS, OU SEJA,


A COLEÇÃO DE TODOS OS SERES QUE DESIGNA:

Exemplo 1:
“Todo brasileiro é sul-americano”

O termo “brasileiro”

- É total na primeira premissa (todo brasileiro)


- É particular na segunda: “Todo paulista é (algum) brasileiro
6. VERDADE E VALIDADE NA LÓGICA

AS PROPOSIÇÕES/SENTENÇAS SÃO:

Verdadeiras Ou Falsas

Conforme corresponde ou não aos fatos do mundo

JÁ OS ARGUMENTOS SÃO

Válidos Ou Inválidos

Corretos Ou Incorretos
6. 1 VALIDADE E INVALIDADE DO ARGUMENTO

A argumentação visa obter a adesão do “auditório” a uma


tese, através da justificação racional, um bom argumento
deve ter, cumulativamente, 3 características:

c) TER PREMISSAS
b) TER PREMISSAS CONVINCENTES:
a) SER VÁLIDO a força do argumento
VERDADEIRAS:
para que da está nas premissas,
condição com as quais
verdade das
necessária pretendemos
premissas se justificar a
para que a
possa “extrair” conclusão; por isso,
conclusão as premissas devem
a verdade da
também o ser mais aceitáveis
conclusão; que a conclusão.
seja
PORTANTO, A VALIDEZ DE UM ARGUMENTO

É impossível que
Acontece quando
todas as premissas
sua conclusão é
sejam verdadeiras e
consequência lógica
sua conclusão
de suas premissas
seja falsa

Note que as Proposições dos exemplos:


1,3 e 4 são verdadeiras

Apenas o exemplo 2
tem as premissas verdadeiras e a conclusão falsa.

A ÚNICA FORMA DE SABER SE OS ARGUEMNTOS SÃO


VÁLIDOS É ATRAVÉS DAS OITO REGRAS DO SILOGISMO
Exemplos 1:

Todo brasileiro é sul-americano.


Ora, todo pernambucano é brasileiro.
Logo, todo pernambucano é sul-americano.

Exemplos 2:

Todos os mamíferos são mortais.


Ora, todas as cobras são mortais.
Logo, todas as cobras são mamíferas.

Exemplos 3:

Todas as plantas verdes tem clorofila.


Ora, algumas coisas que têm clorofila são comestíveis.
Logo, algumas plantas verdes são comestíveis.

Exemplos 4:

Nenhum brasileiro é argentino.


Ora, algum brasileiro é sula-mericano.
Logo, algum brasileiro não é argentino.
Exemplos de Validade e Verdade
Não segue o modelo formal do silogismo:
- AéB
ARGUMENTO INVÁLIDO 1 - C é A.
- Logo: B é C.

PREMISSA MAIOR Todos os homens são mortais

PREMISSSA MENOR Fred é mortal.

CONCLUSÃO Logo, Fred é homem

Segue o modelo formal do silogismo:


- AéB
ARGUMENTO VÁLIDO E SÓLIDO - C é A.
- Logo: B é C.

PREMISSA MAIOR Todos os homens são mortais

Forma Lógica
PREMISSSA MENOR Fred é homem . Relação - conexão

CONCLUSÃO Logo, Fred é mortal


ARGUMENTO INVÁLIDO 2

Todos os futebolistas são atletas.


Usain Bolt é atleta.
Logo, Usain Bolt é futebolista.

Aceite a verdade das premissas e pergunte se a conclusão poderia ser


outra. Pode?

Então o argumento é INVÁLIDO. Mais uma vez, a conclusão não tem que
ser esta porque não pode, dadas as premissas, ser aquelas.

Que os futebolistas sejam atletas não implica que qualquer atleta seja
futebolistas. Nem precisa dizer que a conclusão é de fato falsa. Isso não
interessa para o caso.

O que interessa é que as premissas não apoiam devidamente a conclusão.


ARGUMENTO INVÁLIDO 3

Todos os mamíferos são mortais. Todos os A são B


Todas as cobras são mortais. Todos os C são B
Logo, todas cobras são mamíferos. Todos os C são A

ARGUMENTO VÁLIDO

Todos os diamantes são duros. Todos os A são B


Alguns diamantes são jóias. Todos os C são A
Algumas jóias são duras. Todos os C são B
OBSERVE O EXEMPLO DOS DOIS ARGUMENTO ARTICULADO

1. Se faltar combustível no Brasil, os Estado Unidos será favorecido.


2. Se as pessoas dirigirem sozinhas, haverá falta de combustível no Brasil.
3. Portanto(1ª Conclusão), quem dirige sozinho está fazendo um favor aos Estados Unidos.
4. Quem não se associa a um clube de carona solidária dirige sozinho.
5. Portanto(2ª Conclusão), quem não faz favores aos Estados Unidos associa-se a um clube de
carona solidária.

Justificativa
1. Marca o momento em que as conclusões são retiradas de determinadas premissas;

2. A sentença 3 é apresentada como uma consequência das sentenças 1 e 2.

3. Isso quer dizer o seguinte: Uma pessoa que aceite a verdade das premissas deveria,
em princípio, ser levado a aceitar a verdade da conclusão.

4. Se alguém aceita que os Estados Unidos é favorecido pela falta de combustível no


Brasil (1ª premissa), e também aceita que haverá falta de combustível caso as pessoas
dirijam sozinhas (2ª premissa), esse alguém terá boas razões para acusar aqueles que
dirigem sozinhos de estarem colaborando indiretamente com o inimigo (conclusão)
O ARGUMENTO ABAIXO É VÁLIDO OU INVÁLIDO?
- Quem gosta de comer pipoca também gosta de ouvir música clássica.
- Quem não toma banhos demorados gosta de comer pipoca.
- Portanto, quem não gosta de ouvir música clássica toma banhos
demorados.
Resposta: Argumento Válido!

Justificativa

1. Área Vermelha – representa as pessoas que gostam de música clássica;

2. Área Cinza do Retângulo – representa as pessoas que não gostam de


música clássica;

3. Área Laranja – representa as pessoas que gostam de comer pipoca. A


inclusão da elipse dentro da vermelha serve para simbolizar a primeira
premissa: “Todos que gostam de comer pipoca gostam de ouvir música
clássica”.

4. O Losango verde – representa as pessoas que não gostam de tomar


banhos demorados. Sua inclusão no interior da área laranja representa,
portanto,a segunda premissa: “Pessoas que não gostam de banhos
demorados gostam de comer pipoca”.

5. Toda área externa - ao losango verde representa pessoas que gostam de


tomar banhos demorados
7. CONECTIVOS LÓGICOS

São símbolos utilizados para comprovar veracidade das


premissas e unir as proposições simples e as transformar em
proposições compostas. São eles:

• (~ ou ⌐) “não” p: negação.

• (V) p “ou” q: disjunção inclusiva.

• (V) “ou” p “ou” q: disjunção exclusiva.

• (Λ) p “e” q: conjunção.

• (→) “se p...então q” condicional.

• (↔) p “se e somente se” q: bicondicional.


Operação Conectivo Estrutura Lógica Exemplos

Negação ¬ Não p A bicicleta não é azul

Conjunção ^ Peq Thiago é


médico e João é
Engenheiro
Disjunção Inclusiva v P ou q Thiago é
médico ou João é
Engenheiro
Disjunção Exclusiva v Ou P ou q Ou Thiago é
Médico ou João é
Engenheiro
Condicional → Se P então q Se Thiago é
Médico entãoJoão é
Engenheiro
Bicondicional ↔ P se e somente se q Thiago é médico se e
somente se João é
Médico

OBS: P Q = PROPOSIÇÕES
7.1 NEGAÇÃO

Quando usamos a negação (~) invertemos o valor da proposição


dada.

Exemplo: Tabela de negação

P: A vaca é quadrúpede. P ~P

V F
~P: A vaca não é quadrúpede.
F V
7.2 DISJUNÇÃO INCLUSIVA

Na disjunção, o argumento será válido quando ao menos uma


das premissas forem verdadeiras. Será inválido apenas se as duas
premissas forem falsas. Os símbolos da disjunção são: (OU) ou ( v)

Exemplo: P= A vaca muge. Q= A vaca é mamífero.


(P ˅ Q): A vaca muge ou é mamífero.(válido)
(~P ˅ ~Q): A vaca não muge e não é mamífero.(inválido)

Tabela de verdade da disjunção: A B AvB


FONTE: Desenvolvida pelo autor
V V V
V F V
F V V
F F F
7.3 DISJUNÇÃO EXCLUSIVA
A proposição resultante da disjunção exclusiva só será “V” se
uma das partes for “F” e a outra “V” (independentemente da
ordem) não podendo acontecer “V” nos dois casos, caso
aconteça a proposição resultante desta operação será falsa.

A estrutura da disjunção exclusiva é “ ou p ,ou q”

Exexplo: Ou irei jogar basquete ou irei à casa de João

Montando a tabela verdade teremos


Disjunção Exclusiva: p v q (ou p ou q)

P Q PvQ
V V F
V F V
F V V
F F F
7.4 CONJUNÇÃO

Na conjunção, o argumento será válido apenas quando


todas as premissas forem verdadeiras. O símbolo da
conjunção pode ser (E) ou (˄).

Exemplo: P= A vaca tem chifres. Q= A vaca é mamífero.

(P ˄ Q): A vaca tem chifres e é mamífero.(válido)

(~P ˄ Q): A vaca não tem chifres e é mamífero.(inválido)


Tabela de verdade da conjunção: A B A^B
FONTE: Desenvolvida pelo autor
V V V
V F F
F V F
F F F
7.5 CONDICIONAL

Este conectivo representa a ideia de condição, ou seja,


para que uma proposição exista outra proposição também
deve existir. Somente será falso em um caso: quando o
antecedente for verdadeiro e o consequente falso. O símbolo
da condicional é(→)

Exemplo: P= A vaca muge. Q= A vaca é mamífero.

(P → Q): Se a vaca muge, então a vaca é mamífero.


P Q P→Q
Tabela de verdade da condicional:
FONTE: Desenvolvida pelo autor
V V V
V F F
F V V
F F V
7.6 BICONDICIONAL

Na bicondicional, o resultado das proposições será verdadeiro se


e somente se as duas premissas forem iguais (as duas verdadeiras ou
as duas falsas). O símbolo da bicondicional é (↔)

Exemplo:
P= A vaca muge. Q= A vaca é mamífero.
(P ↔ Q): A vaca muge se e somente se a vaca for mamífero.

P Q P↔Q
Tabela de verdade da disjunção: V V V
FONTE: Desenvolvida pelo autor
V F F
F V F
F F V
Atividade I
1- O que é lógica?
2- Onde surgiu e quem é o criador da lógica?
3- Para que serve a lógica?
4- Qual é a diferença entre lógica formal e lógica dialética?
5- O que é um silogismo?
6- Dê um exemplo de silogismo.
ATIVIDADE II
1- Quais são as características de uma conjunção?
2- Uma disjunção pode ser classificada de que modo?
3- O que caracteriza uma Condicional?
4- Como pode ser aplicado um conectivo Bicondicional?
5- Dê um exemplo para cada conectivo lógico apresentado.
6- Exemplifique raciocínios de:
a) Indução b) Dedução c) Analogia d) Falácias
7- Pesquise em revistas, jornais e internet sobre a aplicação
prática dos elementos da lógica.
Bibliografia Básica

ARANHA, M. L. A. de; MARTINS, M. H. P. Filosofando: introdução à filosofia. São


Paulo: Moderna, 2016.

CHAUI, M. Iniciação à Filosofia. São Paulo: Ática, 2016.

COTRIM, Gilberto, FERNANDES, Mirna. Fundamentos de Filosofia. São Paulo:


Saraiva, 2016.

. Conecte Filosofar. São Paulo: Saraiva, 2011.

FIGUEREDO, Vinicius. Filosofia: Temas e percursos. São Paulo: FTS, 2016