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Estrutura eletrônica

dos átomos
Histórico...

 Até as primeiras décadas do século XIX, muitos


cientistas acreditavam que os compostos orgânicos
eram obtidos a partir de organismos, como vegetais e
animais.
Carl Wihelm Shee - século XVIII

 Conseguiu isolar o ácido tartárico da uva, o ácido


cítrico do limão, o ácido lático do leite, a glicerina da
gordura e a ureia da urina.
Torbern Olof Bergam

 Em 1777, definiu que a Química Orgânica era a


química dos compostos existentes nos organismos
vivos e que a Química Inorgânica era a química dos
minerais.
Antoine Laurent de Lavoisier

 Em 1777, analisou muitos compostos orgânicos e


verificou a presença do elemento químico carbono
em todos eles.
Jöns Jakob Berzeluis

 Em 1807, o químico sueco defendeu a teoria


da Força Vital onde somente os seres vivos são
capazes de produzir os compostos orgânicos.
Friedrich Wöhler

 Porém, esta teoria da Força Vital foi derrubada pelo


químico alemão .
Em 1828, Wöhler sintetizou a ureia, a partir de um
composto mineral, de acordo com a reação a seguir:
Adolphe Wilhelm Hermann Kolbe

 Em 1845, sintetizou pela primeira vez um composto


orgânico a partir de seus elementos químicos.
Sintetizou então o ácido acético (vinagre).
Conclusão

 Desta época em diante, os químicos acreditavam que


qualquer outro composto orgânico poderia ser
sintetizado.
 A ideia de que todo composto orgânico vinha de
seres vivos, foi ABANDONADA.
Friedrich August Kekulé
 Em 1858, propôs um novo conceito
ica
para Quím Orgânica, utilizado até hoje.

“ Química Orgânica é a parte da Química


que estuda os compostos que contém
carbono.”
Vamos começar?

 Os compostos orgânicos são, na sua maioria,


formados por C, H, O e N.
 Estes átomos são chamados de elementos
organógenos.
 Os átomos diferentes do carbono, em uma
substância orgânica, são chamados de heteroátomos.
Utilidade da Química Orgânica

 Até 2005 já eram conhecidos 18.000.000 compostos


orgânicos e hoje é uma das áreas mais estudadas na
indústria química, a indústria do petróleo.
Compostos orgânicos

 Naturais:
 petróleo, gás natural, carvão mineral, etc.
 Sintéticos:
 plásticos, corantes, medicamentos, inseticidas,
roupas, etc.
MODELO ATÔMICO FILOSÓFICO – 400 A.C

Demócrito (470-360 a.C.) e seu


discípulo Leucipo propuseram
uma teoria que se referia á
natureza da matéria.

Para eles a matéria não poderia


ser dividida infinitamente, ou
seja, qualquer material poderia
ser repartido em partes menores
até atingir um limite.
Primeiros Modelos Atômicos
Modelo Atômico de Dalton (1803) – A teoria proposta pelo físico e químico
inglês John Dalton afirmava:
- a indivisibilidade e a indestrutibilidade dos átomos (os átomos não
podem ser divididos em partes menores e se preservam nas transformações
químicas);
- que há vários tipos de átomos e cada tipo constitui um elemento químico,
o qual é caracterizada por seu peso atômico;
- um composto químico resulta da combinação de átomos de mais de um
elemento, nas reações químicas.

Esquema de uma
reação química pela
teoria de Dalton

15

Veja a biografia de Dalton (www.ser.com.br) – Busca Almanaque Abril


MODELO DE THOMSON - 1898

Massa de carga
positiva Elétrons
Por seu trabalho na
determinação das propriedades
do elétron, o físico inglês
Joseph John Thomson (1856-
1940) recebeu o Prêmio Nobel
de física em 1906.

Modelo atômico de Thomson

Para Thomson, o átomo seria uma esfera de carga positiva, na qual


estariam incrustados os elétrons de carga negativa. Esse modelo ficou
conhecido como Pudim de Passas ou Bolo de Ameixa.
Modelo Atômico de Rutherford

Num experimento idealizado para provar o modelo de


Thomson, o cientista neozelandês Ernest Rutherford (1910)
acelerou partículas  (carga positiva) contra uma finíssima
folha de ouro e das observações deste experimento propôs
um novo modelo:
- o átomo não era maciço, mas constituído por grandes
espaços vazios;
- o átomo possui um núcleo pequeno e maciço carregado
positivamente;
- o núcleo é cercado por uma região denominada eletrosfera,
onde estão as partículas.
EXPERIMENTO DE RUTHERFORD

Bloco de Feixe de
chumbo partículas α

Placa circular recoberta


com material fluorescente

Fragmento de
Polônio

A
O maior
Na átomo parte
regiãonão da
ao éredor do
massa
maciço,do
núcleo átomo se
apresentando
(eletrosfera)
encontra
mais espaço
estão em vazio
os uma
elétrons,
do
pequena
muito região
que preenchido.
mais leves que
Lâmina de
central,
os dotada de
prótons.
ouro carga positiva.
MODELO DE RUTHERFORD - 1911

O átomo tem duas regiões:

Núcleo: região central constituída por


partículas carregadas positivamente,
chamadas de prótons, e por partículas
denominadas nêutrons, que dariam
estabilidade ao acúmulo de cargas
positivas;

Eletrosfera: região ao redor da central


constituída por partículas negativas,
denominadas elétrons.
CONCEITOS IMPORTANTES:

Número atômico (Z) – é o número de prótons presentes no


núcleo de um átomo.

Número de massa (A) – é a soma do número de prótons (Z)


e de nêutrons (N) presentes no núcleo do átomo.

O número de massa pode ser expresso matematicamente


da seguinte maneira:

A = Z + N
REPRESENTAÇÃO QUÍMICA

Convencionalmente, ao representar um átomo, o número


atômico vem na parte inferior esquerda e a massa na parte
superior à direita ou esquerda.

Número de Massa

6 C 12

Número Atômico
NIELS BOHR

Niels Bohr trabalhou com


Thomson, e posteriormente com
Rutherford.

Tendo continuado o trabalho destes


dois físicos, aperfeiçoou, em 1913,
o modelo atômico de Rutherford.
Niels Bohr
(1885 - 1962)
MODELO ATÔMICO DE BOHR - 1913

1º POSTULADO:

A eletrosfera do átomo está


dividida em regiões
denominadas níveis ou
camadas,

onde os elétrons descrevem


órbitas circulares
estacionárias,

de modo a ter uma energia


constante, ou seja, sem
emitirem nem absorverem
energia.
MODELO ATÔMICO DE BOHR - 1913
2º POSTULADO:
Fornecendo energia (quantum)
a um átomo, um ou mais
elétrons a absorvem e
saltam para níveis mais
afastados do núcleo (mais
energéticos).
Ao voltarem ás suas órbitas
originais, devolvem a energia
absorvida em forma de
ondas eletromagnéticas.
MODELO ATÔMICO DE SOMMERFELD – (1916)

Sommerfeld aperfeiçoou o modelo de BOHR, incluindo


órbitas elípticas para o elétron, que teriam energias diferentes
graças ao tipo de órbita descrita.
MODELO ATÔMICO DE SOMMERFELD – (1916)

Na prática para um determinado nível de energia apenas 4


subníveis são ocupados por elétrons:

s(sharp) p(principal) d(diffuse) f(fundamental)

a ordem crescente de energia dos seus subníveis e o número


máximo de elétrons estabelecidas por experiências é:

s=2; p=6; d=10; f=14


Modelo Atômico de Sommerfeld (1916)
K L M N

+ 2e- 2e- 6e- 2e- 6e- 10e- 2e- 6e- 10e- 14e-

s s p s p d s p d f
n=1 n=2 n=3 n=4
Distribuição Eletrônica
Diagrama de Pauling
Camadas Nº de e- Níveis Subníveis

K 2 1 1s2
L 8 2 2s2 2p6
M 18 3 3s2 3p6 3d10
N 32 4 4s2 4p6 4d10 4f14
O 32 5 5s2 5p6 5d10 4f14
P 18 6 6s2 6p6 6d10
Q 8 7 7s2 7p6
Distribuição Eletrônica
Pra fazermos a distribuição eletrônica de um átomo
devemos conhecer o seu número de elétrons e assim
distribuí-los em ordem crescente de energia
Modelo Atual: Orbitais
(1924) Princípio da Dualidade ou de BROGLIE: a todo
elétron em movimento está associada uma onda
característica. Assim o elétron obedeceria às leis dos
fenômenos ondulatórios (como Luz e Som), tendo um
comportamento:
PARTÍCULA – Provado Por Einstein
ONDA – Provado por Maxwell

(1926) Princípio da Incerteza ou de HEISENBERG: Não é


possível calcular a posição e a velocidade de um elétron, em
um determinado instante.
Modelo Atual: Orbitais
(1926) Schrödinger

Devida a impossibilidade de determinar a posição dos elétrons


ele criou a ideia do:

ORBITAL que é a região do espaço em torno do


núcleo em que há a maior probabilidade de se
encontrar o elétron.

orbital s (esférico) orbitais p


(forma de halteres)
Modelo Atual: Orbitais

Os orbitais em um átomo são agrupados em subcamadas

• Em átomos no seu estado fundamental podem existir


quatro tipos de subcamadas, designadas pelas letras
s , p , d , f , que consistem em 1, 3, 5 e 7 orbitais,
respectivamente.
Números Quânticos
Para designar a camada, a subcamada e o orbital de um elétron
podemos utilizar os números quânticos.

• Esses números identificam cada elétron do átomo;

• Porém, não existem dois elétrons com o mesmo conjunto


de números quânticos - princípio da exclusão de Pauli.
Números Quânticos
Número Quântico Principal(n)
• Indica a camada em o elétron se encontra;
• Reflete a distância média elétron-núcleo;
• É importante na determinação da energia de um
elétron;
• Só pode assumir valores inteiros e positivos : n = 1 ,
2 , 3 , 4 , 5 , ... (camadas: K, L, M, N, O, P);
• Elétrons com o mesmo valor de n movem-se na
mesma região em torno do núcleo (estão no mesmo
nível ou camada);
• Quanto maior o valor de n maior a sua distância do
núcleo e, consequentemente, maior a sua energia.
Números Quânticos
Número Quântico Secundário(ℓ):
indica o subnível eletrônico de determinado elétron
• Determina a geometria da nuvem eletrônica associada com
um elétron;
O qual assume os valores inteiros:

Subnível s p d f
Nº Quântico
0 1 2 3
Secundário
Números Quânticos

Número Quântico Secundário(ℓ):


Segundo Número Quântico (ℓ) ℓ= 0: corresponde ao subnível
s, onde existe somente uma orientação.

Subnível s: possui forma esférica e portanto apenas uma


orientação.
Números Quânticos

Número Quântico Secundário(ℓ):


ℓ=1: corresponde ao subnível p, onde existem três
orientações permitidas.

Os três orbitais p são denominados px , py e pz e são


orientados de acordo com os três exos cartesianos (x, y e z).
Números Quânticos

Número Quântico Secundário(ℓ):


Subníveis p: três orientações possíveis, que coincidem com
os três eixos cartesianos.
Números Quânticos
Número Quântico Secundário(ℓ):
Números Quânticos

Número Quântico Terciário(mℓ):

• Está associado com a orientação da nuvem eletrônica em


relação a uma determinada direção;

• Cada subnível contém um ou mais orbitais, sendo cada


um deles limitado pelos valores: mℓ = ℓ, ℓ - 1, ℓ - 2, ℓ - 3, ...
0, -1, -2, ..., - ℓ;
• Existe um único orbital para cada valor de mℓ ;

• Orbitais do mesmo subnível (mesmo valor de ℓ) possuem


a mesma energia;
Números Quânticos

Número Quântico Quaternário( ms):

• Especifica o spin do elétron;


• Está associado com a rotação do elétron em torno do seu
próprio eixo;
• Não está relacionado com os valores dos demais
números quânticos;
• Valores de ms : + 1/2 , -1/2.
Regra de Hund
• Ao ser preenchida uma subcamada, cada orbital dessa
subcamada recebe inicialmente apenas um elétron;

somente depois de o último orbital dessa subcamada ter


recebido seu primeiro elétron começa o preenchimento de
cada orbital semicheio com o segundo elétron.
• O elétron de maior energia, chamado elétron de
diferenciação, é o último elétron distribuído no
preenchimento dos orbitais.
• A distribuição dos elétrons ao redor do núcleo é feita de
modo a ocupar os orbitais de mais baixa energia.
Portanto, o preenchimento desses orbitais é feito
observando-se a ordem crescente de energia dos subníveis.
Orbitais Atômicos
CARBONO
Átomo
Nº de massas: 12

Nº atômico: 6

HIDROGÊNIO

Nº de massas: 1

Nº atômico: 1
Orbitais Atômicos
Orbitais Atômicos
ORBITAL ATÔMICO 1 s

•Orbital com o nível de energia mais baixo


•Não tem fronteira definida
•O núcleo do átomo se encontra no centro da esfera
Orbitais Atômicos
ORBITAL ATÔMICO 2 s

•Orbital com o nível de energia maior que o orbital 2s – menor


estabilidade
•Não tem fronteira definida
•O núcleo do átomo se encontra no centro da esfera
Orbitais Atômicos
ORBITAL ATÔMICO 2 p

2 px 2 pz 2 py
Orbitais Atômicos
ORBITAL ATÔMICO 2 p

•Três orbitais com a mesma Energia – Mesmo tamanho


•Os lobos do orbital são equidistantes ao núcleo e possuem o
mesmo tamanho
•Possuem eixos perpendiculares entre si: 2 px, 2py e 2pz
Orbitais Atômicos
Orbitais Atômicos
Exercícios
 A distribuição eletrônica do bário (Z=56) na ordem crescente
de energia é:
 a) 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d10 4s2 4p6 4d10 5s2 5p6 6s2
 b) 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 5s2 4d10 5p6 6s2
 c) 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d10 4s2 4p6 4d10 4f12
 d) 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d10 4s2 4p6 4d10 4f1
Alternativa “b”.
1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 5s2 4d10 5p6 6s2

Distribuição eletrônica do bário no diagrama de Pauling


Ao se realizar a distribuição eletrônica do titânio, que
possui número atômico igual a 22, descobre-se que o seu
subnível mais energético e os elétrons distribuídos nele são
dados por:
a) 3p3
b) 3p5
c) 4s2
d) 3d2
e) 4p6
Alternativa “d”.
A distribuição eletrônica do titânio em ordem energética
crescente é: 1s2 2s22p6 3s2 3p6 4s2 3d2.
Portanto, o seu subnível mais energético é o último a ser
preenchido: 3d2

Apenas para tirar quaisquer dúvidas, o subnível 4s2 é o mais


externo e não o mais energético.
(FEI-SP) A configuração eletrônica de um átomo neutro no
estado fundamental é 1s2 2s2 2p6 3s2 3p5. O número de
orbitais vazios remanescentes no nível principal M é:
a) 0
b) 1
c) 5
d) 6
e) 10
Alternativa “c”.
O nível M é o terceiro, então, se olharmos esse nível, temos
que os orbitais 3s e 3p estão preenchidos com elétrons,
restando os 5 vazios do subnível 3d:

Subníveis e orbitais do nível M