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CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

DIRETORIA GERAL DE SERVIÇOS TÉCNICOS

SISTEMA DE DETECÇÃO E
ALARME DE INCÊNDIO (SDAI)

MAJ. BM GUASTINI
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

COMPONENTES DO SISTEMA

DE DETECÇÃO

TIPOS DE DETECTORES E

ACIONADORES
O QUE É?

Sistema constituído pelo conjunto de


elementos planejadamente dispostos e
adequadamente interligados, que fornece
informações de princípios de incêndio, por
meio de indicações sonoras e visuais, e
controla os dispositivos de segurança e de
combate automático instalados no prédio.
QUANDO É EXIGIDO?
EDIFICAÇÕES ENQUADRADAS NO ART. 1º DO DECRETO
35.671/04.

EDIFÍCIO GARAGEM COM ENQUADRAMENTO NO ART. 66

DO CoSCIP.

EDIFICAÇÕES DESTINADAS A ABRIGAR EQUIP. DE TELE-

FONIA ENQUADRADAS NO ITEM IV DO ART. 101 DA RES.

142/94.

NA CIRCULAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES DOTADAS DE ESCADA

PRESSURIZADA.
COMPONENTES
COMPONENTES

• DETECTORES DE INCÊNDIO

Dispositivos que registram e analisam


automaticamente a presença ou variação
de certos fenômenos físicos ou químicos,
transmitindo estas informações à Central
de Controle.
TIPOS DE DETECTORES DE INCÊNDIO

 Detectores Pontuais

 Detectores Lineares

 Detectores de Chama

Detectores por Aspiração


TIPOS DE DETECTORES DE INCÊNDIO

 Detectores Pontuais
Os detectores pontuais são projetados para agirem em
pontos estratégicos, fixos, com abrangência de uma área de
atuação predeterminada. A fumaça ou calor produzido no
ambiente deverá passar por ele para sensibilizá-lo. Caso
exista uma corrente de ar no local (ar-condicionado por
exemplo), pode haver um deslocamento contrário da fumaça
ou do calor em sentido oposto ao detector, assim não ficará
sensibilizado e o alarme não se produzirá no tempo
esperado.

Detectores de Fumaça (Iônicos e Ópticos)

Detectores Térmicos

Detectores Termovelocimétricos
TIPOS DE DETECTORES DE INCÊNDIO

 PROCESSO DE ESTRATIFICAÇÃO DA FUMAÇA


TIPOS DE DETECTORES DE INCÊNDIO
 Detector de Fumaça
Óptico

Baseado em uma câmara escura complementada com um


emissor e um receptor que detectam a presença de
partículas de fumaça em seu interior, seja por reflexão da luz
ou por obscurecimento. Utilizados em ambientes no qual,
num princípio de incêndio, haja expectativa de formação de
fumaça antes da deflagração do incêndio propriamente dito.
Recomendado em fogo de desenvolvimento lento. Exemplo:
locais com presença de madeira, papel, tecidos e outros.
TIPOS DE DETECTORES DE INCÊNDIO
 Detector de Fumaça
Iônicos

Atua mediante a presença de produtos de combustão visíveis


ou invisíveis. Os detectores iônicos possuem duas câmeras
ionizadas por uma fonte com baixo poder radioativo, sendo
uma câmara de referência e outra de análise. Utilizados em
ambientes em que, num princípio de incêndio, haja formação
de combustão, mesmo invisível, ou fumaça, antes da
deflagração do incêndio propriamente dito, locais com
possível desenvolvimento rápido do fogo e alta liberação de
energia. Exemplo: locais com presença de inflamáveis.
TIPOS DE DETECTORES DE INCÊNDIO

 Detector de Temperatura

Térmicos

São instalados em ambientes nos quais a ultrapassagem de


determinada temperatura indique seguramente um princípio
de incêndio. Indicados para fogo com elevação de
temperatura (quando a temperatura alcança um nível fixo).
Indicados para sala de geradores, casa de máquinas,
transformadores entre outros.
TIPOS DE DETECTORES DE INCÊNDIO

 Detector de Temperatura

Termovelocimétrico

atuam por meio de gradiente de temperatura, respondendo


a uma elevação brusca de temperatura em pouco espaço de
tempo ou quando essa temperatura atinge um valor
predeterminado. Sua aplicação está especificamente
indicada para incêndio que se inicia com uma elevação
brusca de temperatura. Indicados também para locais onde
não é conveniente utilizar detectores de fumaça, por
exemplo: cozinha, lavanderias, garagem entre outros.
TIPOS DE DETECTORES DE INCÊNDIO
 Detectores Lineares
Os detectores lineares são destinados a atuar quando ocorre
a presença de partículas e/ou gases, visíveis ou não, e de
produtos de combustão, ou a variação anormal de
temperatura ao largo da linha imaginária de detecção. O
detector se compõe de duas peças básicas, transmissor e
receptor. O transmissor projeta luz infravermelha até um
receptor, que, por sua vez, converte o feixe de luz em um
sinal elétrico. Indicados para locais onde não é possível
realizar detecção pontual (locais com grandes alturas e locais
abertos).
COMPONENTES
 Detectores Lineares
Eletroquímicos

Composto por uma série de tubos que absorvem o ar do


local e o analisam quanto à presença de determinados tipos
de gases.

Espectroscópicos

Analisam amostras de ar e detectam a existência de


partículas em suspensão.
TIPOS DE DETECTORES DE INCÊNDIO

 Detector de Chama

Possuem dispositivo que indica a presença de partículas


sólidas, vapores e/ou gases que compõem a fumaça de
chamas. São utilizados em ambientes nos quais a chama é o
primeiro indício de fogo. O sensor de chama é sensível aos
raios ultravioletas presentes na chama do fogo. Por suas
características de projeto, esse detector discrimina outras
formas de raios, sendo, portanto, imune à luz natural.
Recomenda-se que o detector de chama tenha dispositivo
que indique sujeira na lente, necessitando limpeza. Indicados
para áreas nas quais uma chama possa ocorrer rapidamente,
tais como hangares, áreas de produção petroquímica, áreas
de armazenagem e transferência, instalações de gás natural,
cabines de pintura, solventes entre outros.
TIPOS DE DETECTORES DE INCÊNDIO
 Detector de Chama
Infravermelho ou Ultravioleta

Ambos são constituídos por uma parte óptica e uma


eletrônica, onde o sensor óptico responde à radiação emitida
pelas chamas e envia o sinal de alarme, através do circuito
eletrônico, à Central de Controle.

São instalados onde a luz solar não penetre e onde a


primeira conseqüência de um princípio de incêndio seja a
produção de chama. Ex.: depósitos de gases e líquidos
inflamáveis.
TIPOS DE DETECTORES DE INCÊNDIO
 Detector de Chama
TIPOS DE DETECTORES DE INCÊNDIO
Detectores por Aspiração

Detectores que agem colhendo amostras do ar por meio de


tubulação (com furos programados) distribuída no ambiente
a ser protegido e conduzindo as amostras do ar
constantemente até uma câmara para ser analisadas. Um
filtro na entrada da câmara não permite que partículas de
poeira em suspensão possam causar alarmes falsos. A
tubulação abrange uma área como se fosse um laço com
detectores convencionais (vinte detectores). Indicados para
salas com equipamentos elétricos, salas de telecomunicação,
CPD, museus, catedrais, salas frigoríficas entre outros.
TIPOS DE DETECTORES DE INCÊNDIO
Detectores por Aspiração
TIPOS DE DETECTORES DE INCÊNDIO
Detectores por Aspiração
TIPOS DE DETECTORES DE INCÊNDIO
Detectores por Aspiração
TIPOS DE DETECTORES DE INCÊNDIO
Detectores por Aspiração
ACIONADORES MANUAIS
dispositivos usados para iniciar o alarme de forma manual.
Devem ser instalados em locais de trânsito de pessoas
(halls, corredores, junto às saídas de ambientes, circulações
em geral), de forma a facilitar sua localização e
acionamento.
tipo “quebre o vidro”, em que ao se pressionar o vidro ou
outro material flexível transparente de proteção fecha-se o
circuito, informando o evento à central.

acionador de “dupla ação”, no qual se retira (ou quebra


se) primeiramente uma proteção externa transparente em
forma de tampa e então aciona-se a alavanca do alarme
pressionando-a para baixo.
CENTRAL DE ALARME
•Processa os sinais provenientes dos circuitos de
detecção,convertendo-os em indicações adequadas e
controlando o acionamento dos demais componentes do
sistema.

• Supervisiona os laços dos detectores e acionadores


manuais;

• Atua sobre as sub-centrais, painéis repetidores e quadros


sinóticos.
PAINEL REPETIDOR E CENTRAL SINÓTICA

O Painel Repetidor é um equipamento destinado à repetir,


geralmente na forma de texto, as informações de alarme ou
defeitos, provenientes da Central de Controle ou pelos
detectores.

A Central Sinótica é um painel repetidor específico, onde as


indicações do sistema são feitas em representação
esquemática do prédio, através de led’s.
INDICADORES SONOROS E VISUAIS

Possuem a finalidade de alertar, sonora e/ou visualmente,


uma determinada área, no caso de defeito, teste ou
incêndio.
Podem ser acionados manual ou automaticamente.

Campainhas, Sirenes; Sinalizadores


Visuais, Indicadores de Rotas de Fuga.
FONTES DE ALIMENTAÇÃO E CIRCUITOS

Equipamentos destinados a suprir a alimentação do


sistema, mesmo na falta de energia comercial.

A alimentação do sistema é feita através de baterias


ou geradores.

O Circuito pode ser Classe A , quando possui linha de


retorno à Central, que evita a interrupção do circuito, ou
Classe B, quando não possui esta linha.
COMPONENTES
Circuito Classe A
Todo circuito no qual existe a fiação de retorno à central
(laço de ida e volta – circuito redundante), de forma que
uma eventual interrupção em qualquer ponto desse circuito
não implique paralisação parcial ou total de seu
funcionamento. Nota: Recomenda-se que o circuito de
retorno à central tenha trajeto distinto daquele da central
proveniente.
COMPONENTES
Circuito Classe B
Todo circuito no qual não existe a fiação de retorno à central
e uma eventual interrupção no circuito possa implicar na
paralisação parcial ou total do mesmo.
COMPONENTES
Circuito
Um circuito (laço) é constituído por um conjunto (até 20) de
detectores, podendo combinar DTV e DF, alimentados por
dois condutores.

O circuito termina por uma resistência de fim de linha, cuja


função é criar uma certa impedância no circuito compatível
com o módulo da Central.
COMPONENTES
Circuito
Ligação paralela em circuitos elétricos não são aceitáveis:
caso houvesse uma interrupção de algum condutor, a Central
não perceberia.
COMPONENTES
Comandos Opcionais
Sistemas Fixos Especiais de Combate a Incêndio
As baterias dos sistemas fixos de combate a incêndio (CO2,
FM-200 e etc) podem ser disparadas automaticamente pela
Central, quando detecta um incêndio.

Desativação do Sistema de Ar Condicionado


No caso de incêndio em locais equipados com ar
condicionado há o risco de propagação de fumaça e fogo
para outros ambientes por meio do dutos de retorno. A
Central pode estar preparada para desligar o sistema de ar
condicionado e operar os dampers dos dutos de retorno.

Acionamento do Sistema de Pressurização das Escadas

O sistema de detecção é obrigatório nas edificações dotadas


de escada pressurizada para acionamento automático dos
ventiladores.
COMPONENTES
Pré-alarme
Sempre que se pretenda evitar um pânico generalizado em
local público, a Central deve ser programada para dar um
alarme apenas em local específico, onde se encontra o
pessoal qualificado como, por exemplo, o escritório da
brigada de incêndio. Assim, esta equipe poderá tomar
alguma providência que impeça o pânico. Caso essa
providência não seja tomada, a Central está programada
com um temporizador para aguardar um certo tempo e
então disparar o alarme geral.
TIPO DE SISTEMAS
Sistema Convencional

Foram os primeiros SDAI a surgirem no mercado. Possuem


sistema operacional bem simples e por isso suas
informações são bem limitadas. Geram informações
baseadas na transmissão de níveis de tensão.
Os níveis de informações geradas na central limitam-se
basicamente a quatro situações: operação normal; alarme;
falha; e, circuito aberto ou em curto. As centrais
convencionais não possuem CPU.
TIPO DE SISTEMAS
Sistema Endereçável

Baseados em técnicas de codificação por pulsos (PCM -


Pulse Code Modulation), as informações são processadas
em uma CPU que, por sua vez, reconhece o código do
dispositivo acionado e disponibiliza na central a exata
localização do ponto alarmado, ou seja, por meio da
modulação de sinais (codificação) passa a existir uma
comunicação entre central e o equipamento remoto
(detectores; acionadores manuais; módulos de supervisão e
comando etc.).
PARÂMETROS DE PROJETO
DETECTORES DE FUMAÇA

A área de atuação a ser empregada para esses detectores é de 81m2 em


altura máxima de instalação de 8m em teto plano, sem condicionamento
de ar. Quadrado de 9m de lado, inscrito em um círculo cujo raio é igual à
0,7 vezes o lado deste quadrado (6,3m).
PARÂMETROS DE PROJETO
DETECTORES DE FUMAÇA

Áreas de atuação de sensores de fumaça em espaços retangulares


PARÂMETROS DE PROJETO
DETECTORES DE FUMAÇA

Áreas de atuação de sensores de fumaça em espaços retangulares


PARÂMETROS DE PROJETO
DETECTORES DE FUMAÇA

A área de atuação de um detector de fumaça diminui à medida que


aumenta o volume de ar trocado no ambiente, conforme a tabela abaixo.
PARÂMETROS DE PROJETO
DETECTORES DE FUMAÇA

Em caso de pé direito alto, o sensor deve estar distanciado do teto.


PARÂMETROS DE PROJETO
DETECTORES DE FUMAÇA

No teto, a não menos de 0,15m da lateral e na Parede Lateral, à distâncias


entre 0,15m e 0,30m do teto.
PARÂMETROS DE PROJETO
DETECTORES DE TEMPERATURA

A área de atuação a ser empregada para esses detectores é de 36m2 para


uma altura de instalação de 7m ou um quadrado de 6m de lado, inscrito em
um círculo cujo raio é igual à 0,7 vezes o lado deste quadrado (4,2 m)
PARÂMETROS DE PROJETO
DETECTORES DE TEMPERATURA

Área de atuação para os sensores de temperatura


PARÂMETROS DE PROJETO
DETECTORES DE TEMPERATURA

Área de atuação para os sensores de temperatura


PARÂMETROS DE PROJETO
DETECTORES DE TEMPERATURA

Área de atuação para os sensores de temperatura

•Distância entre detectores no


máximo igual à raiz quadrada da
sua área de atuação

• Distância entre um
detector e a parede lateral
adjacente no máximo igual à
metade da distância entre dois
detectores consecutivos no
mesmo ambiente
PARÂMETROS DE PROJETO
DETECTORES DE TEMPERATURA

Ambientes de tetos com vigas:

•Vigas com até 0,2m de altura não são consideradas como obstáculos.
• Vigas com altura entre 0,2m e 0,6m; a área de atuação do detector deve
ser reduzida à 2/3 do valor máximo especificado.
• Vigas com altura superior a 0,6m; a área de atuação do detector
deve ser reduzida a metade do valor máximo especificado.
PARÂMETROS DE PROJETO
ACIONADORES MANUAIS

Deve ser instalado em:

-Local de transito de pessoas, como saídas de áreas, áreas de lazer,


corredores, saídas de emergência para exterior e outros.

-Deve ser instalado a uma altura entre 0,90 e 1,35 m do piso


acabado, na cor vermelha.

-A distância máxima a ser percorrida por uma pessoa para o


acionamento do Acionador não pode ser superior a 30 m.

-Nos edifícios com mais de um pavimento, cada pavimento da


edificação deve possuir pelo menos um acionador manual.

-Deve conter informações de operação no próprio corpo, de forma


clara e em lugar visível após a instalação em língua portuguesa
(Brasil).
PARÂMETROS DE PROJETO
ACIONADORES MANUAIS

Deve ser instalado em:

-Local de transito de pessoas, como saídas de áreas, áreas de lazer,


corredores, saídas de emergência para exterior e outros.

-Deve ser instalado a uma altura entre 0,90 e 1,35 m do piso


acabado, na cor vermelha.

-A distância máxima a ser percorrida por uma pessoa para o


acionamento do Acionador não pode ser superior a 30 m.

-Nos edifícios com mais de um pavimento, cada pavimento da


edificação deve possuir pelo menos um acionador manual.

-Deve conter informações de operação no próprio corpo, de forma


clara e em lugar visível após a instalação em língua portuguesa
(Brasil).
PARÂMETROS DE PROJETO

ACIONADORES MANUAIS
Deve ser instalado em:

-Local de transito de pessoas, como saídas de áreas, áreas de lazer,


corredores, saídas de emergência para exterior e outros.

-Deve ser instalado a uma altura entre 0,90 e 1,35 m do piso


acabado, na cor vermelha.

- A distância máxima a ser percorrida por uma pessoa para o


acionamento do Acionador não pode ser superior a 30 m.

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