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Os jovens, a fé e o discernimento

vocacional – Documento Final


Discípulos de 4. Um texto que faz
compreender a missão da
Emaús - Lc 24, Igreja junto aos jovens.
13-35
Documento final divide-se em três
partes
• “PÔS-SE A CAMINHAR COM ELES” (VER)

• “OS OLHOS DELES SE ABRIRAM” (JULGAR)

• “NAQUELA MESMA HORA, VOLTARAM”


(AGIR)
PARTE I
PÔS-SE A CAMINHAR COM ELES
5. Jesus...

caminha,
escuta,
compartilha.
Os jovens desejam ser ouvidos

7. Experimentam como sua


voz não é considerada
interessante ou útil no
âmbito social e eclesial.

falta de adultos
disponíveis e aptos a
escutar.
Um mundo plural
• 10. Existe uma pluralidade de mundos dos
jovens.
16. todos os jovens
como destinatários
da pastoral
vocacional.
16. Processos pastorais
completos ,que, desde
a infância, possam
conduzir à vida adulta,
e ao ingresso na
comunidade cristã.
21. O ambiente digital
caracteriza o mundo
contemporâneo.

Privilegiar a imagem
em vez da escuta e
da leitura
26. IMIGRAÇÃO -
mentalidade
xenófoba
30. Existem vários tipos de
Ir à raiz abuso: de poder, de
consciência, econômicos e
sexuais.

Desejo de dominação, a
falta de diálogo e de
transparência, as formas
de vida dupla, o vazio
espiritual e a fragilidade
psicológica são os terrenos
nos quais a corrupção
floresce.
Gratidão e encorajamento

31. Empenho sincero de inúmeros leigos e leigas,


sacerdotes, consagrados, consagradas e bispos que
todos os dias se exaurem, com honestidade e
dedicação, no serviço aos jovens.
• 32. A família continua sendo o principal
ponto de referência para os jovens.

33. FIGURA PATERNA – alguns


32. AVÓS – afeto, 33. FIGURA MATERNA – desempenham seu papel com
educação religiosa e elo Figura essencial
dedicação; outros, de forma ausente,
entro as gerações
superficial, opressiva ou autoritária
34. Às vezes, os
adultos não
procuram ou
deixam de
transmitir os
valores
fundamentais da
existência, ou
assumem estilos
juvenis, invertendo
a relação entre
gerações.
36. AMIZADE - experiência
fundamental de interação e
de progressiva emancipação
do contexto familiar de
origem.
• 39. A moralidade sexual muitas vezes causa
incompreensão e distanciamento da Igreja,
pois é percebida como um espaço de
julgamento e condenação.
40. DESEMPREGO -
reduz a capacidade dos
jovens de sonhar e de
esperar.
41. Há muitos jovens que, pela
compulsão ou falta de alternativas, vivem
perpetrando crimes e violências.
43. EXPERIÊNCIA DO
SOFRIMENTO
- depressão,
- doença mental
- distúrbios alimentares,
- infelicidade
- incapacidade de
encontrar um lugar na
sociedade
- suicídios.
46. O engajamento social é um traço
específico dos jovens de hoje.
Arte, música e desporto
47. "caminho da beleza”

Crescendo em humanidade
e no relacionamento com
Deus
49. Em geral, os jovens afirmam
estar em busca do sentido da vida
e demonstram interesse pela
espiritualidade.

as vezes substituída por ideologias ou busca


pelo sucesso profissional e econômico
50. Se, para muitos jovens,
‘Deus’, ‘religião’ e ‘Igreja’
parecem palavras vazias, eles
são sensíveis à figura de
Jesus, quando apresentada
de maneira atraente e eficaz.
Os jovens desejam protagonismo
54. Às vezes, a
disponibilidade dos
jovens encontra um
certo autoritarismo
e desconfiança por
parte de adultos e
pastores.
56. GRUPOS DE JOVENS
Muito ativos na evangelização, por meio de um claro testemunho
de vida, em linguagem acessível, e a capacidade de estabelecer
relações genuínas de amizade.
PARTE II

«OS OLHOS DELES SE ABRIRAM»


Um novo Pentecostes
O Espírito rejuvenesce a Igreja

60. Não é, portanto, uma questão de criar uma nova


Igreja para os jovens, mas de redescobrir com eles a
juventude da Igreja.
62. A primeira condição para o discernimento
vocacional no Espírito é uma autêntica
experiência de fé no Cristo morto e ressuscitado.
68. A juventude é - o medo do
uma fase da vida definitivo gera
que deve terminar, uma espécie de
para dar espaço à paralisia das
vida adulta. decisões.
69.
“Quem sou eu?”

“Para quem sou


eu?”»
71. os jovens precisam de adultos investidos de
autoridade.
- não expressa a ideia de um poder diretivo, mas de
uma verdadeira força geradora.
74. A liberdade autêntica nasce de se sentir-se
acolhido e cresce do dar espaço ao outro.
Vocação, graça e liberdade
78. A vocação 80. Excluir que
tampouco é um essa existência
roteiro já escrito, tenha sido
que o ser humano determinada pelo
deveria destino ou como
simplesmente fruto do acaso.
recitar.
81. A vida de Jesus
continua sendo
profundamente atraente
e inspiradora.
A Virgem
Maria

83. A jovem que, com


o seu “sim”, tornou
possível a Encarnação,
criando as condições
para todas as outras
vocações.
Ao lado da Virgem,
também a figura de
José, seu Esposo, é
um modelo exemplar
de resposta
vocacional.
84. Convite a participar na
missão da Igreja, cuja finalidade
fundamental é a comunhão com
Deus e entre todas as pessoas.
A variedade de
carismas

85. Cada membro é


necessário e, ao mesmo
tempo, dependente do
conjunto.
Profissão e vocação

86. O trabalho é, para


muitos, ocasião de
reconhecimento e
valorização dos dons
recebidos.
87. Que os jovens
redescubram e
compreendam a beleza
da vocação nupcial.
A Vida 88. Alegre
consagrada testemunho da
gratuidade do
amor.
O ministério
ordenado
89. A Igreja sempre
teve um cuidado
particular ao
ministério ordenado,
ciente de que esse é
um elemento
constitutivo de sua
identidade, também
necessário à vida
cristã.
A condição de solteiro

90. Uma das muitas


maneiras por meio das
quais se atua a graça
do Batismo e se
caminha para a
santidade à qual todos
somos chamados.
A missão de acompanhar

92. Exige que se caminhe juntos um


trecho da estrada.
A comunidade no seu
conjunto é o primeiro
objeto de
acompanhamento.
94. O acompanhamento não
pode limitar-se ao percurso
de crescimento espiritual.
Também nos âmbitos
profissional ou de
compromisso sociopolítico
95. complementaridade constitutiva entre
acompanhamento pessoal e comunitário.

97. Reconhecer,
interpretar e decidir a
partir da perspectiva
da fé, à escuta daquilo
que o Espírito sugere
na vida cotidiana.
102.
O perfil do
- pessoa equilibrada,
acompanhador - de escuta,
- de fé e de oração
O perfil do acompanhador
- se enxerga com as suas
próprias fraquezas e
fragilidades.
- sem moralismos nem
falsas complacências.
- Sabe oferecer também
uma palavra da
correção fraterna.

respeitará o
resultado
sem tentar impor
sua vontade e
preferências.
105. Cada homem e mulher
encontre o Senhor, que já
trabalha em suas vidas e em
seus corações.
108. Formar a consciência é o caminho de uma vida
inteira, em que se aprende a nutrir os mesmos
sentimentos de Jesus Cristo, assumindo os critérios das
suas escolhas e as intenções da sua ação.
Consciência eclesial

109. Por meio da


mediação da
Igreja e de sua
tradição de fé, é
que podemos ter
acesso à
verdadeira face
de Deus revelada
em Jesus Cristo.
A prática do discernimento
110
- oração pessoal
- os Sacramentos
- Palavra de Deus
- vida comum
- os pobres
112. bom
discernimento requer
um encontro regular
de acompanhamento
espiritual.
113. Os processos de
discernimento não
podem durar
indefinidamente
PARTE III

«NAQUELA MESMA HORA,


VOLTARAM»
Caminhando com os
jovens

116. Não se
trata de fazer
algo "por eles",
mas de viver
em comunhão
"com eles"
119. Sinodalidade - participação de todos os
batizados e das pessoas de boa vontade.

122. Cada um à escuta dos outros;


e todos à escuta do Espírito Santo
Autoridade em
termos de serviço.

124. Os pastores: acompanhar os processos de


discernimento comunitário para interpretar os sinais dos
tempos à luz da fé e sob a direção do Espírito.
125. Os jovens, abertos ao
Espírito, podem ajudar a
Igreja a realizar a passagem
pascal da saída.
128. não basta ter estruturas, se nelas não se
desenvolvem relações autênticas.

Na verdade, é a
qualidade dessas
relações que evangeliza.
130. A vida particular de muitos
padres, freiras, religiosos e bispos é,
sem dúvida, sóbria e devotada ao
povo; mas é quase invisível para a
maioria das pessoas, especialmente
para os jovens.
querigma e catequese

133. oferecer
itinerários contínuos e
orgânicos que
integram.
A centralidade da liturgia

134. A liturgia é o encontro com o Servo Divino, que enfaixa nossas


feridas e prepara para nós o banquete pascal, enviando-nos a fazer o
mesmo com nossos irmãos e irmãs.
137. Os pobres, os
pequeninos, os doentes, os
idosos são a carne do Cristo
sofredor: por isso, colocar-se
ao seu serviço é uma
maneira de encontrar o
Senhor e um espaço
privilegiado para discernir
seu chamado.
A Igreja, um lar para jovens
138. cuidado das relações
e da qualidade da
comunidade cristã
139. Somente na
dimensão vocacional, a
pastoral pode encontrar
um princípio unificador.

138. o propósito da pastoral


é ajudar a cada um de nós,
por meio de um caminho de
discernimento, a alcançar “à
estatura de Cristo em toda a
sua plenitude" ( Ef 4,13).
Da fragmentação à integração

141. Em um mundo
fragmentado que produz
dispersão e multiplica aflições,
os jovens precisam ser
ajudados a unificar a vida, a ler
profundamente as experiências
diárias, discernindo.
144. A sinodalidade é o método
com o qual a Igreja pode
enfrentar velhos e novos
desafios.
145. – conhecimento de sua dinâmica
A missão no ambiente - promover seu potencial comunicativo
digital - questionar os modos de transmitir a

146. – Estabelecer órgãos apropriados
para a cultura e evangelização digital
- Combater a propagação de fake news
- promover políticas e ferramentas
para a proteção de menores na web.
147 - lutar contra a propagação da
xenofobia, do racismo e da rejeição aos
migrantes.
- luta contra o tráfico de seres humanos
148. As mulheres na
Igreja Sinodal

presença feminina nos


organismos eclesiais em
todos os níveis
149. a Igreja luta
para transmitir a
• beleza da visão
cristã da
corporeidade e da
sexualidade
150. Contra qualquer discriminação e violência
com base na sexualidade.
151. Promover uma vida social, econômica e
política em nome da justiça, da
solidariedade e da paz.
153. Os jovens se sentem em
casa em uma Igreja onde
economia e as finanças são
vividas com transparência e
consistência.
153. Os jovens
impelem a Igreja a
ser profética,
que é possível uma
economia amigável
à pessoa e ao meio
ambiente
154. Os jovens envolvidos na política
devem ser apoiados e encorajados a
trabalhar por uma mudança real nas
estruturas sociais injustas.
155. se abrir para jovens de outras
tradições religiosas e espirituais
- diálogo inter-religioso e intercultural
157. complexidade nos
fenômenos sociais e da
experiência individual.
- tudo está conectado
158. formação capaz de fazer a fé dialogar com as
questões do mundo contemporâneo.
Formar discípulos 160. o apostolado dos jovens
missionários com outros jovens não pode
ser improvisado, mas deve
ser o resultado de um sério e
adequado processo de
formação.
161. Oferecer, aos
jovens, uma
experiência de
acompanhamento
com vistas ao
discernimento.
162. importância de acompanhar os
casais ao longo do percurso de
preparação para o casamento
163. formação integral
de candidatos ao
ministério ordenado e
à vida consagrada
163. Aspectos formativos

- Superação de tendências
ao clericalismo
- a capacidade de
trabalhar em equipe,
- sensibilidade pelos
pobres,
- transparência da vida,
- Disponibilidade a deixar-
ser acompanhar.
CONCLUSÃO
Chamado para se tornar santos

165. Todas as diferenças vocações


coincidem em um único chamado à
santidade.
Desperte o mundo com santidade

166. Devemos ser


santos para poder
convidar os jovens a
tornar-se santos.
167. Por meio da
santidade dos jovens, a
Igreja pode renovar seu
ardor espiritual e seu
vigor apostólico.