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 Os princípios morais e religiosos são absolutamente imprescindíveis à preservação de

uma sociedade livre. A liberdade sem moralidade conduz a uma inexistência libertina,
onde os homens e as mulheres constantemente violam a sua natureza moral e
eventualmente se autodestroem.

 A investigação da ética e da moralidade do mercado tem sido certamente o tema mais


estudado no campo da filosofia e economia do capital.

 Hoje em dia, muito executivo tem-se discutido com muita frequência, sobre a

responsabilidade social das empresas, perante todos os stankeholds (publico alvo) da


empresa.
 Na Europa continental, nos Séculos XIII até XVI, os doutores escolásticos, teólogos e

juristas, sentiram-se na necessidade de julgar, à luz da moral, a atuação dos


comerciantes.

 Durante estes séculos, economia e ética andaram de mãos dadas. Os doutores

escolásticos, afirmam que preço justo era preço de mercado livremente estabelecido
entre os compradores e vendedores , na ausência da violência, fraude e dolo,em que
todas as pessoas o aceitavam.

 Assim a ética foi entendida como ciência que se trata de estudo filosófico da acção e da

conduta humana na relação com a moralidade, traço que mantenha vivo entre os
primeiros economistas políticos do iluminismo escocês.
 A ruptura entre a ética e a economia, como ciências, que antes se viam como
inseparáveis, se dá, em termos da evolução do pensamento filosóficos num período de
transição da escola moral escoseca- Shaftesbury, Hutcheson, Hume e Smith para
conjunto formado por Bentham, Ricardo, Stuart Mill e Marx.

 Com esta mudança, durante mais de dois séculos, os economistas, com pouca
exceções, passaram a considerar que não havia nenhuma relação entre a economia e a
ética.

 A ética era vista como uma teoria edificada em que as sua recomendações eram
bonitas, idealmente aceitas por todos, mas, infelizmente não poderia ser posta em
pratica porque eram incompatíveis com as leis da concorrência, da inovação, da
autoridade e do lucro.
 Hoje em dia os empresários, economistas e moralistas mudaram radicalmente e

declaram que é necessário a cooperação entre economia e ética, pois isso começou a
ser superada nos finais do ano 70. A partir daí primeiro nos EUA, depois na Europa e no
resto do mundo começaram a aparecer diversos estudos que evidenciam a
compatibilidade entre a ética e negócios.

 Então, hoje em dia recolocaram as relações entre ética e economia, a fim de tirar o

máximo proveito desta ética para tornar realidade a visão do estilo de sociedade em
que nós gostaríamos de viver e legar ás gerações futuras.
 Ao prescindir do valor etico que das acçoes medido pelo efeito que produzem no

interior do agente, tal ética da empresa corre o risco de converter numa lista de
normas ou regras de caráter sociológico sem autentico fundamento ético e, para alem
do mais, de escasso valor pratico, já que a previsão das conseqüências externa de uma
ação humana concreta é quase impossível.

 Outras vezes, pretende vender essa mesma ética consequencialista insistindo já não

nas conseqüências para os outros, mas afirmando e, inclusive, tentando demonstrar que
ser ético se torna rendivel para a própria empresa, o que é verdade, mas não pode ser
a razão para ser ético.
 1. A ética da empresa não e uma ética distinta da ética geral. Uma vez definido a ética a
que queremos vincular, esta ética não varia segundo os lugares e tempos. Há um só
moral a aplicar à vida privada, publica ou empresarial.

 2. O sujeito da ética é a pessoa e não a empresa. A empresa não tem responsabilidade


ética, ainda que tem responsabilidade jurídica.

 3. A ética é uma ciência que estuda a conduta do homem para alcançar o seu fim:
felicidade, santidade, realização, humanização, aperfeiçoamento, ser diferente... A ética
é uma ciência pratica, não se estuda para saber, mas para atuar.

 4. A ética é, pois, uma ciência teórica de caráter normativa. Ela diz-nos o que se há-de
fazer , teoricamente.
 5. Não se deve confundir, por isso a moral com a moralidade (a consciência moral com o
comportamento individual).

 6. A ética é antes de mais algo positivo: há que falar sobretudo de fazer o bem e, como
consequência, de evitar o mal.

 7. A ética nem sempre coincide com a moralidade. Nem tudo o que é ético é legal, nem todo
legal é ético.

 8. A ética não é uma parte da economia aplicada. É a economia que esta sujeita a ética,
como toda a atividade humana.

 9. A subordinação da economia a ética não seguinifica que a ética possa impor-se


coativamente nem na vida privada, publica ou empresarial.
 10. Finalmente, a ética é algo para ser vivido todos os dias, não um remédio ou uma

solução para quando surge um problema ou um conflito.

 Fica assim mais claro que a função ético-social do empresário não se esgota nas

chamadas responsabilidades sociais da empresa; é bem mias vasta, exigente e


profunda.
 Uma das preocupações das empresas consiste em devolver a empregada parte dos

seus ganhos através de promoção de benefícios sociais: plano de pensão, seguro de


saúde e de vida, programa educativos para familiares, etc

 Para muitos a colaboração das empresas com a sociedade não se deve cimentar em

prendas, mas em serviços. Os mecenas devem apoiar âmbitos em que se possa pensar
sobre o futuro: patrocinar idéias, fóruns de debate, etc... Depois quiçá, podem estar em
condições de atuar em situação de injustiças, e só agora, devem sim, justificar a sua
existência através de atividade culturais que, no fundo, não são senão uma forma mais
inteligente de publicidade.
 O Nobel da economia Milton Friedman defendem que o objetivo da empresa é ganhar
dinheiro, dar lucro, e aos que advogam que a responsabilidade da empresa vai muito alem
disso, tais como: prestar serviço e criar riqueza.

 Em suma, a responsabilidade social da empresa é gerar lucro para seus acionistas, uma vez
tendo lucro para seus acionistas, é porque antes gerou rendimentos para todos aqueles que,
na afetação do valor acrescentado, se situam antes dos acionistas.

 Este valor acrescentado que é chamado de rendimento, gerado pela atuação da


empresa, é o que se distribui em todas as pessoas vinculadas ou interessadas na
empresa, ao mesmo tempo se retira a importância necessária de pagar impostos sobre
os lucros.
 Só neste clima de confiança poderá florescer a principal responsabilidade ético-

social do empresário representada por homens disposto a investir em novas


empresas, porque tem apetência pelo lucro, mas também porque tem audácia,
imaginação, criatividade e serenidade de espírito para aceitar riscos. Um clima
que favorece um sistema moral que leve ao espírito de independência e ao
serviço. É sempre bom lembram que numa economia real todo o homem é (ou
deve ser) empresário.
 Hoje sabemos que o motor do desenvolvimento de uma economia de um pais

deve ser o sector privado. No entanto isso não significa que o governo não tenha
um papel a desempenhar. Felizmente, parece ultrapassada a idéia de que o
governo não deve administrar negócios. Compete ao governo proporcionar um
quadro estratégico para atingir certas visões e por em praticas políticas de alta
qualidade que sirvam de plataforma para a ação eficiente do sector privado, ou
seja, por outras palavras assegurar um verdadeiro Estado de Direito.
 A empresa hoje é vista como um comunidade de pessoas em que uma contribuem com capital e

outras com trabalho, e todos sob direçao do empresario se propoem atingir um objectivo que
constitui a fim da empresa. Este objecto é nada menos do que acrescentar valor economico e prestar
serviço a sociedade em que a empresa está inserida.

 Daí que haja empresas que, apesar de criarem riqueza, não se justificam moralmente pela natureza

daninha, material o espiritual, da atividade a que se destinan.

 Na atividade empresarial aparecem três elementos necessrios para qualificar a moralidade das

atuações: em primeiro lugar, o objecto, os bens ou serviços que a empresa produz; depois, a
intenção do empresario; finalmente, o lucro que a atividade gera.
 Podemos então dizer que a moral não se opõe ao lucro, do mesmo modo que a técnica

não se opõe ao humanismo, nem a eficiência à cultura.

 A necessidade da ética deduza do efeito que produz no próprio sujeito, no outro ou na

sociedade em geral, pode expressar dizendo que cada vez mais no nosso tempo a ética
na economia não é vista como umas imposições externas como temiam os economistas
no passado.

 A crise moral não diz respeito apenas ao mundo dos negócios, encontrando-las

também na política, na investigação, na docência, no exercito e naturalmente também


na vida privada e familiar.
Muito Obrigado!


UNICV - Universidade De Cabo Verde
Escola de Negócios e Governação CEO – 2º
Semestre, 2º Ano
Fim!
Alunos: Ana Sofia Fernandes e António Vaz