Você está na página 1de 16

O TÉCNICO DE GERIATRIA

Relação entre cuidador e receptor


de cuidados

Relação de dependência
Relação entre cuidador e receptor
de cuidados

A dependência assume diferentes significados para


ambos:
O idoso está incapacitado para realizar
determinadas
ACTIVIDADES BÁSICAS e INSTRUMENTAIS
DA VIDA DIÁRIA *

O cuidador

realiza actividades que até aí eram


desempenhadas pelo idoso
Apoio nas AVDs!

• Andar e movimentos em geral


• Higiene pessoal (Tomar banho, ir wc, vestir,
calçar)
• Alimentação (confecção e ingestão)
• Sair de casa e fazer compras, conviver com os
outros
• Actividades domésticas (limpar, tratar da roupa)
Relação entre cuidador e receptor
de cuidados
 Em Portugal, a família é a unidade básica de suporte
para todos aqueles que carecem de cuidados
Porém

 Nos últimos anos, tem-se verificado uma série de


ocorrências que condicionam a possibilidade de os
idosos receberem cuidados dentro da própria
família:
Relação entre cuidador e receptor
de cuidados
Diminuição do número de famílias disponíveis para
prestar cuidados (aumento de divórcios)
Aumento do número de idosos a precisar de cuidados
Maior mobilidade geográfica das pessoas
Aumento das mulheres com carreiras profissionais

Criação de instituições para garantir uma prestação de cuidados


adequada às necessidades do idoso

• Apoio Domiciliário;
• Lares de Idosos;
• Centro de Dia;
Tipos de cuidadores
Cuidador formal
Cuidador informal Elemento de instituições
formais com
Elemento da rede social
conhecimentos técnicos
do idoso que lhe presta
que permitem uma
cuidados regularmente
prestação de cuidados
e de forma não
especializada e que é
remunerada (ex:
remunerada (ex: lares,
familiar, vizinho,
casas de repouso, centros
colega…)
de dia…)
 Técnico de geriatria /
Auxiliar / Ajudante
familiar por exemplo
Relacionar-se é comunicar

Comunicação
É um método de
interpessoal
que
promove a troca de
informações,
sentimentos e emoções
entre duas ou mais
pessoas
Relacionar-se é comunicar

A comunicação pode ser:


Relacionar-se é comunicar
• Para comunicar eficazmente é importante
desenvolver uma forma de comunicar
assertiva

EMPATIA: ESCUTA ACTIVA:


desenvolver a capacidade Saber ouvir é saber deixar
de nos colocarmos no falar
lugar do outro -Manter o contacto ocular
-Usar gestos que reforcem -Ouvir com atenção
a mensagem verbal -Observar a linguagem não
-Usar encorajamentos verbal
verbais
-Reformular/resumir
Relacionamento interpessoal e
profissional – algumas dicas
• Respeito humano: trate o outro como ELE gostaria de ser
tratado
• Interesse e disponibilidade pelas pessoas: todos queremos que
se interessem por nós e pelos nossos problemas
• Evitar orgulho ou presunção: há sempre coisas novas que
podemos aprender
• A importância da 1ª impressão: se o primeiro contacto for
empático, essa será a imagem que os outros associarão a si
Relacionamento interpessoal e
profissional – algumas dicas
• Perguntar: para descobrir problemas, desejos e necessidades;
usar questões abertas
• Exclusividade: os idosos possuem necessidades distintas, pelo
que deve adaptar a sua atitude
• Inovar: mudar hábitos no sentido de melhorar a prestação de
cuidados
• Educar: transmitir valores e incutir hábitos saudáveis
• Sentido positivo: elogiar, falar na forma afirmativa
Relacionamento interpessoal e
profissional – algumas dicas
• Segurança/Confiança: demonstrar calma, mesmo e
principalmente em situações de tensão
• Silêncio: respeitar o silêncio
• Reflectir para melhorar: ter a humildade de assumir erros e
dificuldades, procurando aprender e melhorar SEMPRE.
A importância do Conceito de
AUTOCUIDADO = PROMOVER SAUDE
O autocuidado deve ser entendido como o desenvolvimento de
habilidades pessoais relativas ao próprio bem estar.

O autocuidado diz respeito também a condutas de carácter social,


afectivo, psicológico e outras que promovem a satisfação das
necessidades básicas do ser humano

Autores como Derntl consideram que “A maioria dos idosos não só tem
capacidade física e cognitiva para aprender e praticar técnicas e
formas de autocuidado como também para transmiti-las a outros”

A NOSSA MAIOR AJUDA É INCENTIVAR ESTE


AUTOCUIDADO!
Outros idosos vão obrigatoriamente necessitar de ajuda de
parentes, profissionais de saúde, auxiliares e assistência em
Instituições para poder sobreviver:

APESAR DISSO:

- DEVEMOS SEMPRE INCENTIVAR A QUE PARTICIPE O MAIS POSSIVEL NOS


CUIDADOS “Tudo o que puder e quiser fazer, deve fazer”

- O AUXILIAR APOIA, NÃO SUBSTITUI A PESSOA

- MESMO NO CASO DOS MAIS LIMITADOS, PODEMOS SEMPRE DAR CONTROL À


PESSOA QUE CUIDAMOS: INFORMAR, EXPLICAR O QUE VAMOS FAZER

LEMBRE-SE:
- É DIFICIL ACEITAR SER DEPENDENTE. TEMOS QUE SER FACILITADORES
Não esquecer:
PROMOVEMOS PROFISSIONALMENTE O
BEM-ESTAR, A QUALIDADE DE VIDA, A
FELICIDADE, O EQUILIBRIO DOS IDOSOS
QUE CUIDAMOS, MAS…

…NÃO SOMOS NÓS QUE DEFINIMOS O QUE


É BOM PARA O IDOSO, É ELE QUE NOS
TRANSMITE AS SUAS NECESSIDADES!!