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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS – UFAL

CENTRO DE TECNOLOGIA – CTEC


ENGENHARIA DE PETRÓLEO
GEOLOGIA DAS ENGENHARIAS – EPET 032

RIOS: PROCESSOS
ALUVIAIS E FLUVIAIS
INTRODUÇÃO
• Os rios são os principais agentes geológicos
atuantes na superfície terrestre;
• Grandes volumes de água precipitados pela
chuva e sedimentos nos continentes são
transportados para o mar;
• Transporte de sedimentos;
1. Rios

• Rios, no sentido geral, são cursos naturais


de água doce, com canais definidos e
fluxo permanente ou sazonal para um
oceano, lago ou outro rio.
1.1. Como a água dos rios
escoa
• Fluxo:
• LAMINAR – as corrente retas ou
levemente curvas correm paralelas umas as
outras, não havendo mistura ou
cruzamento de camadas.

TURBOLENTO – turbulento tem um


padrão de movimento mais complexo, no
qual as linhas de corrente misturam-se,
cruzam-se e formam espirais e turbilhões.
TIPOS DE FLUXO
CARACTERÍSTICAS DOS
FLUXOS
• VELOCIDADE

• GEOMETRIA DO RIO

• VISCOSIDADE
2. Transporte de materiais
• Solução: A quantidade de sais em solução nos
rios depende de vários fatores, tais como a
chuva, constituição as rochas da área, dos tipos
de solos e volume de água.
• Suspensão: As partículas sólidas são
transportadas conforme a velocidade do rio,
que aumenta de acordo com a pluviosidade, o
gradiente e a largura.
• Saltos: Os seixos e blocos que constituem a
menor percentagem de carga total rolam ou
saltam com maior ou menor velocidade,
dependendo da velocidade das águas, da
declividade ou da irregularidade do terreno.
TRANSPORTE DE SEDIMENTOS
• ARGILA E SILTE;

• AREIAS E GRÂNULOS;

• MATACÃO E CALHAU;
CARACTERÍSTICAS DOS RIOS
• COMPETÊNCIA – aptidão que um fluxo
tem de carregar material de um
determinado tamanho.

• CAPACIDADE – carga sedimentar total que


o fluxo transporta.
DEPOSIÇÃO
A velocidade com que partículas de
vários pesos, em suspensão na corrente,
depositam-se até o fundo é chamada de
velocidade de decantação.
Quanto menor o grão, mais
freqüentemente ele será levantado e
maiores serão o salto e o tempo que levará
para se depositar.
DEPOSIÇÃO
• São necessárias correntes de alta
velocidade para transportar grãos mais
finos. Isso ocorre porque é mais fácil para
o fluxo levantar do leito partículas não-
coesivas (que não se colam entre si) do
que partículas coesivas (que se colam
entre si, como acontece em muitos
argilominerais).
3. Padrões de drenagem e
deposição
• Relações entre declive e vazão, resultam
em canais:
- retilíneo;
- entrelaçados;
- meandrantes;
Morfologia dos Canais
Fluviais
• Retilíneos: Canais com pouca sinuosidade.

• Meandros: Na imensa maioria das planícies


de inundação, os canais seguem formas de
curvas e laços chamados de meandros (rios
sinuosos).

• Entrelaçados: Certos rios têm muitos


canais ao invés de apenas um. Um rio
entrelaçado é aquele em que o canal
subdividi-se numa rede entrecruzada de
canais, os quais se reencontram, num
padrão parecido com tranças de cabelo
3.1. A planície de inundação
fluvial
3.2. As mudanças fluviais com
o tempo e a distância

• Vazão;

• Inundações:
- O clima da região;
- A largura da planície de inundação;
- O tamanho do canal;
3.3. Perfil longitudinal e o
conceito de equilíbrio
• Equilíbrio:
- Relevo (incluindo declividade);
- Clima;
- Fluxo da corrente (incluindo a vazão
como a velocidade);
- A resistência da rocha ao
intemperismo e à erosão;
• Similaridade gráfica no
perfil longitudinal;
• Erosão -> partes altas
- declividades
maiores
- maior velocidade do
fluxo
Sedimentação mais
significativa nas partes
baixas
Mudanças no perfil longitudinal

Mudança no nível da base de um rio


3.3.1. Rios em equilíbrio
• Estabilidade com o passar do tempo;
• Equilíbrio entre erosão e sedimentação;

− Rios em equilíbrio;
− Soerguimentos das nascentes, e etc;
• Rio em equilíbrio -> A declividade, a
velocidade e a descarga combinam-se para
transportar sua carga sedimentar sem que
haja erosão nem sedimentação.
3.3.2. Leques deltaicos:
• descarga de grande quantidades de sedimentos
na forma de cones;
• essa deposição resulta da súbita diminuição da
velocidade que ocorre quando o canal alarga-se
abruptamente
3.3.3. Terraços:
• Os terraços marcam as planícies de inundações
anteriores, que existiram num nível de base
mais elevado antes de um soerguimento
regional, ou um aumento de vazão;
3.4. Efeito do clima:
• Temperatura;
• Precipitação -> Intemperismo e erosão;

3.5. Lagos:

• Os lagos são acidentes do perfil


longitudinal;
4. As Redes de Drenagem
Drenagem
4.1. Padrões de Drenagem
• É o arranjo espacial dos canais fluviais que
podem se influenciar em seus trabalhos
morfogenéticos pela geologia, litológica e pela
evolução geomorfológica da região em que se
instalam.
Padrões de Drenagem
Principais Padrões de Drenagem
• Drenagem: Dendrítica;
Retangular;
em treliça;
radial;
angular;
Paralelo;
Principais Padrões de Drenagem
As Redes de Drenagem
5. Estuário, Delta e Mista: As
desembocaduras dos rios
Foz Deltaica
Delta do rio Betsiboka
Foz do tipo estuário
Foz Mista

• Foz do Rio Amazonas


Universidade Federal de Alagaoas
• Disciplina: Geologia das Engenharias
• Profª Dr.ª Rochana

• Discentes: Jacques Tenório


• Pedro Henrique Matias
• Tomas Dias Soque
• Nathalia Del Rio