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PASCAL viveu intensamente situações que fazem

o homem lembrar-se de quem é: a morte


prematura da mãe, a vida mundana após a morte
do pai, o convívio com os pobres, a doença, o
diálogo com os demais, a busca da verdade de
modo aberto e profundo dentro do universo infinito
e da sua totalidade.
A razão não é suficiente a si mesma, ela tem limites, e
Pascal reconhece esses limites. Estabelece que a vida
social a religião e a ética, que definem o mundo humano
real e esse mundo real em grande parte foge das
possibilidades da razão.
IDADE MÉDIA FÉ E RAZÃO
prevaleceu a teologia,
que é a fé na revelação.
FINAL DA IDADE MÉDIA,
A filosofia era
este equilíbrio se rompe e a
considerada a “serva da
filosofia torna-se independente
teologia”. Embora os
da fé e da revelação. É o
medievais fossem mais
aparecimento do iluminismo,
teólogos do que
em que tudo deveria ser
filósofos, eles se
explicado à luz da razão. É
esforçaram muito para
nessa época que surgem as
encontrar uma síntese
ciências e o método teórico-
entre a fé e a razão.
experimental.
A razão suspeitava de
PASCAL, mesmo
tudo.
sendo homem de
ciência, se rebelara
Para a comprovação dos fatos, contra a suprema
precisava de provas, de fórmulas autonomia da

matemáticas. Daí, o aparecimento das ciência. Para ele,


embora a ciência
diversas ciências, cujo conhecimento,
tenha um poder
que se tornava específico, ia cada vez
extraordinário, ela
mais se desmembrando do tronco não é capaz de
comum da filosofia. explicar a origem do
Espírito e do
Universo.
O homem é um ser miserável, um “nada do ponto de
vista do infinito universo, um tudo do ponto de vista do
nada, isto é, um meio-termo entre o nada e o tudo”. Ele
é incapaz de atingir a verdade, pois a razão humana é
constantemente enganada pela imaginação ou outras
“potências enganadoras”. Sua única esperança é Deus:
ele tem tudo a ganhar apostando na existência Dele.
Há incoerência em nossos
desejos e em nossa forma
de julgar o que é o bom
ou o mau para nós. Não
podemos gozar de um
bem até que sua perda
nos torne infelizes.
Pascal viveu no século
XVII, que foi um século de
profunda luta entre a
inteligência e a repressão,
onde se inaugura a
Filosofia Moderna, .
FIDELIDADE A AMIZADE
Antoine Arnauld, por defender os
ideais jansenistas, acabou sendo
expulso da Universidade de
Sorbone e julgado pelas
autoridades da época.

Pascal tomou, assim, a defesa


pública do movimento que buscava
a restauração da integridade das
origens da prática cristã.
Conhecimento Científico x Fé

A fé nos faz dizer creio, e a ciência, sei. O


conhecimento científico para ter credibilidade tem que
estar baseado em um método, mas nenhum método é
capaz de nos dar uma verdade científica completa.
AUTOCONHECIMENTO

A tarefa principal do homem é conhecer a si


mesmo, mas para cumprir esse
empreendimento a razão não nos pode ajudar
muito, pois ela é fraca, desnecessária e
imprecisa e cai constantemente na fantasia, no
sentimentalismo e no hábito. Para conhecer-
nos o melhor caminho é o do coração.
A FUNÇÃO DO
DIVERTIMENTO

Divertir-se é uma forma de distrair-se com ocupações


que nos distanciam das misérias que vivemos. Quando
não tivermos nada para fazer sentiremos as nossas
misérias, o divertimento é o fazer algo que vai
distanciar nossa alma do vazio e do tédio. A diversão é
uma fuga de nós mesmos.
SENTENÇAS

- É mais fácil suportar a morte sem pensar nela.


-Rir da filosofia é o verdadeiro filosofar.
-Boas palavras escondem um mau caráter.
- A nossa natureza é o movimento; o completo repouso é a
morte.
- Nós não buscamos as coisas, mas a busca das coisas.
- Quem se aflige por pouco, se consola com pouco.
SENTENÇAS

- Como não sei de onde venho, não sei para onde vou.
- O silêncio dos espaços infinitos me apavora.
-É incompreensível que Deus exista e também incompreensível
que não exista.
-A justiça sem a força é impotente, a força sem justiça é tirania.
SENTENÇAS

- A nossa natureza é o movimento; o completo repouso é a morte.


- Nós não buscamos as coisas, mas a busca das coisas.
- Quem se aflige por pouco, se consola com pouco.
- A diversão nos consola das nossas misérias.
- Como não sei de onde venho, não sei para onde vou.
- O silêncio dos espaços infinitos me apavora.
- É incompreensível que Deus exista e também incompreensível que não exista.
- O coração tem razões que a razão desconhece.
- A justiça sem a força é impotente, a força sem justiça é tirania.
- Não é certo que tudo seja incerto.
- Só entendemos as profecias quando elas acontecem.
- O amor não tem idade, está sempre nascendo.
- O homem está disposto a negar o que não entende.
- As ilusões sustentam o homem como as asas sustentam o pássaro.
- O universo é uma esfera cujo centro está em todas as partes e a circunferência em nenhuma.
- Os extremos se tocam.
- Tudo é grande na alma grande.
- Eu só posso aprovar os que procuram gemendo.
Referencia Bibliográfica.

ABRAL, João Francisco Pereira. "“Os Pensamentos” de Blaise Pascal"; Brasil Escola.
Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/filosofia/os-pensamentos-blaise-
pascal.htm>. Acesso em 24 de agosto de 2016.