Você está na página 1de 41

Profº Eng. Esp.

Christian Eduardo Moreira de Souza


E-mail: christian.souza@docente.unip.br

CIÊNCIA DOS MATERIAIS

PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS MATERIAIS

Engº Esp. Prof. Christian Eduardo Moreira de Souza


Universidade Paulista UNIP – Araçatuba - SP
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br

Exercícios
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br

Exercícios
Descreva de forma clara e objetiva quais as principais
propriedades mecânicas dos metais, liste todos e apresente o que cada
fenômeno representa no comportamento físico do metal.

Principais propriedades mecânicas dos materiais:

• resistência à tração;
• elasticidade;
• ductilidade;
• fluência;
• fadiga;
• dureza;
• tenacidade entre outras

NOTA: Estudem cada um desses fenômenos.


Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br

A resistência à tração é medida como a quantidade de força necessária para


quebrar uma substância por estiramento

Limite de escoamento. ... O limite de escoamento é o ponto onde começa o


fenômeno escoamento, a deformação irrecuperável do corpo de prova, a partir
do qual só se recuperará a parte de sua deformação correspondente à
deformação elástica, resultando uma deformação irreversível.

Módulo de elasticidade. É a razão entre a tensão e a deformação na direção


da carga aplicada, sendo a máxima tensão que o material suporta sem sofrer
deformação permanente

Ductilidade é a qualidade ou propriedade do que é dúctil, ou seja, do que é


flexível, elástico, maleável, que se pode comprimir ou reduzir a fios sem se
quebrar. Que se pode distender sem romper.
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br

Fadiga mecânica é o fenômeno de ruptura progressiva de materiais sujeitos a


ciclos repetidos de tensão ou deformação.

O que é Dureza: Resistência que o material oferece à penetração de um corpo


duro

Tenacidade é a energia mecânica, ou seja, o impacto necessário para levar


um material à ruptura. Tenacidade é uma medida de quantidade de energia
que um material pode absorver antes de fraturar. Os materiais cerâmicos, por
exemplo, têm uma baixa tenacidade.

Fluência é a deformação permanente de materiais quando estes são sujeitos a


cargas ou tensões constantes e está em função do tempo. Este tipo de
deformação é observada em todos os tipos de materiais.
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br

Cite 5 resultados que podem ser obtidos de um ensaio


de tração. Indique a unidade de medida para cada um deles:

1. Tensão máxima de tração


2. Tensão de escoamento
3. Tensão de ruptura
4. Região de encruamento
5. Região de "estricção"
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br

Um pedaço de cobre originalmente com 300mm de comprimento


(L0 = 300mm), é puxado em tração com uma tensão de 270 Mpa (τ
=270MPa). Se a sua deformação é inteiramente elástica, qual será o
alongamento resultante?
O modulo de elasticidade E é de 108000 MPa
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br

Resolução:

Calcule primeiro a deformação Ɛ em mm para isso deve usar a


tensão em MPa e o modulo de elasticidade em MPa.
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br

Calculo da deformação:
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br

Ocorre uma deformação de 0,75 mm no pedaço de cobre quando


submetido a tração nas condições dadas no problema.

OBS:

1- Essas duas equações só são validas para deformação elástica do metal,


se o metal entrar na zona de deformação plástica essas equações não
são validas.

2- Lembre-se: Zona de deformação elástica no material no caso da questão,


corresponde a uma deformação que retorna ao estado inicial após a
tensão parar de ser aplicada. Já a zona de deformação plástica caracteriza-
se por, após a tensão parar de ser empregado o material que deformou de
forma plástica não retorna ao comprimento inicial.

3 – A primeira zona de deformação é elástica com um limite de tensão após


esse limite de tensão se tem a zona de deformação plástica e a ultima zona a
terceira é zona de fratura. Essas zonas são característica dos materiais dúctil e
não dos materiais frágeis.
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br

Ensaio de Fluência
1. Suponha que você é o responsável pelo projeto de uma turbina a gás
funcionando a 800o C. As palhetas do rotor serão construídas em uma
superliga à base de níquel, que, nessa temperatura, apresenta um módulo de
elasticidade igual a 180 GPa. Quando colocadas em serviço, e sob o efeito da
força centrífuga, as palhetas são submetidas a um esforço que gera uma
tensão normal de 450 MPa. Você dispõe dos dados experimentais
apresentados abaixo, relativos ao estágio II das curvas de fluência desse
material.
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br

Respostas
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br

Respostas
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br

Os valores das velocidades de fluência para 700 °C e 900


°C são, então, calculados:
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br

Os valores das velocidades de fluência para 700 °C e 900


°C são, então, calculados:
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br

A equação acima pode ser rearranjada como segue:


Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br

Tabela de módulo de elasticidade dos materiais


Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br

Deformação elástica - σ = E ⋅ ε
Lei de Hooke
Uma barra de aço 1040 de diâmetro 10 mm, cujo módulo de
elasticidade é 200 GPa se submete a uma carga C pressão de tensão de
50.000 N levando-la um pouco mais do seu limite de proporcionalidade.
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br

Deformação plástica

Para a maioria dos materiais metálicos, o regime elástico


persiste até deformações de aproximadamente 0,005. A medida
que o material é deformado além desse ponto, a tensão não é
mais proporcional à deformação, ocorrendo então uma
deformação permanente não recuperável, ou, deformação
plástica. (A lei de Hooke não é mais válida).

A Figura abaixo mostra os gráficos de tensão x


deformação típicos para alguns tipos de aço. Percebe-se que a
baixas tensões existe uma região linear, que aos poucos entra em
uma região não-linear, a chamada região de deformação plástica.
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br

Gráfico tensão x deformação para deformação plástica.


Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br

Exercício
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br

Variação de comprimento
ΔL=(L “deformado” - Lo) (mm)

Deformação – ε
ΔL/Lo (mm)

% Deformação
ε . 100
Profº Eng. Esp. Christian Eduardo Moreira de Souza
E-mail: christian.souza@docente.unip.br

Bom Estudo!

Até a próxima aula!

Você também pode gostar