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MATEMÁTICA

MATEMÁTICA PARA COMPREENDER O MUNDO


Kátia Stocco Smole; Maria Ignez Diniz
3º ano ensino médio
Unidade 4 – Funções trigonométricas e taxa de variação de funções

NESSA UNIDADE:
• O ciclo trigonométrico
• Função seno, cosseno e tangente
• Redução ao 1° quadrante
• As relações entre seno e cosseno de ângulos complementares e as
relações obtidas na redução para o 1° quadrante
• Arcos complementares e arcos suplementares
• Taxa de variação de funções
• Limite de função – Noção intuitiva
• Derivada de uma função
• Interpretação cinemática da derivada
• Função derivada
• Derivadas de algumas funções
• Pontos de máximos e mínimos de uma função
• Máximo local e mínimo local
MATEMÁTICA PARA COMPREENDER O MUNDO | Volume 3 – 4º Bimestre
CAPÍTULO 11 – FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

O CICLO TRIGONOMÉTRICO

No plano cartesiano, consideramos uma circunferência de centro (0, 0) e raio unitário, e a cada ponto P
dela associamos um número real α que corresponde à medida do arco orientado , em que A é o ponto
de origem dos arcos.

α = 0 → P coincide com A.

α > 0 → percorremos a circunferência no sentido anti-horário.

α < 0 → percorremos a circunferência no sentido horário.

O comprimento de é o módulo de α.

Os arcos sobre o ciclo trigonométrico são medidos em graus ou radianos onde 180° = π rad.

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CAPÍTULO 11 – FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

O CICLO TRIGONOMÉTRICO

A medida do arco AP é igual à medida do ângulo AÔP em graus.

P corresponde a 45° e Q a −30°.

Medidas de alguns arcos importantes nas unidades grau e radiano:

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CAPÍTULO 11 – FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

FUNÇÃO SENO

sen: ℝ → ℝ

α → sen α = 0P2.

sen AÔP = sen = 0P2.

O eixo 0y passa a ser denominado eixo dos senos.

−1 ≤ sen α ≤ 1, para todo α ∈ ℝ


Im(sen) = [−1, 1]
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CAPÍTULO 11 – FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

FUNÇÃO COSSENO

cos: ℝ → ℝ

α → cos α = 0P1.

sen AÔP = sen = 0P1.

O eixo 0x passa a ser denominado eixo dos cossenos.

−1 ≤ cos α ≤ 1, para todo α ∈ ℝ


Im(cos) = [−1, 1]
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CAPÍTULO 11 – FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

FUNÇÃO TANGENTE

O eixo AU passa a ser denominado eixo das tangentes.

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CAPÍTULO 11 – FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

REDUÇÃO AO PRIMEIRO QUADRANTE

Considerando os pontos P, Q, R e S da figura, temos que as simetrias de P com os demais pontos nos levam às
relações entre as suas coordenadas anotadas no quadro seguinte.

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CAPÍTULO 11 – FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

ARCOS COMPLEMENTARES E ARCOS SUPLEMENTARES

Os senos de dois arcos


suplementares são iguais, e os
cossenos de dois arcos
suplementares são opostos.

O seno de um arco é igual ao cosseno


do seu complemento e vice-versa.

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CAPÍTULO 12 – TAXA DE VARIAÇÃO DE FUNÇÕES

TAXA DE VARIAÇÃO MÉDIA

Variação instantânea de uma função – Noção de derivada

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CAPÍTULO 12 – TAXA DE VARIAÇÃO DE FUNÇÕES

NOÇÃO INTUITIVA DE LIMITE DE FUNÇÃO

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CAPÍTULO 12 – TAXA DE VARIAÇÃO DE FUNÇÕES

TAXA DE VARIAÇÃO INSTANTÂNEA DE UMA FUNÇÃO

A derivada de uma função f em x0 é


igual ao coeficiente angular da reta
tangente ao gráfico de f no ponto de
abscissa x0.

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CAPÍTULO 12 – TAXA DE VARIAÇÃO DE FUNÇÕES

INTERPRETAÇÃO CINEMÁTICA DA DERIVADA

Em Física, no estudo de Cinemática, sabemos que a posição s de um móvel é uma função do tempo t: s = s(t).

No instante t0 o móvel está na posição s(t0) e no instante t0 + Δt, com Δt ≠ 0, está na posição (t0 + Δt).

A velocidade escalar (v) do móvel no instante t0 é o limite da velocidade escalar média para Δt tendendo a zero.

A derivada da função s = s(t) em t0 é numericamente igual à velocidade escalar do móvel no instante t0 (para o mesmo
sistema de unidades).

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CAPÍTULO 12 – TAXA DE VARIAÇÃO DE FUNÇÕES

INTERPRETAÇÃO CINEMÁTICA DA DERIVADA

A aceleração escalar (a) do móvel no instante t0 é o limite da aceleração escalar média para Δt tendendo a zero.

A derivada da função v = v(t) em t0 é numericamente igual à aceleração escalar do móvel no instante t0 (para o mesmo
sistema de unidades).

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CAPÍTULO 12 – TAXA DE VARIAÇÃO DE FUNÇÕES

FUNÇÃO DERIVADA

Exemplo:
f(x) = 2x ⟹ f'(x) = 2.
A equação da reta tangente ao gráfico de f em qualquer x é y = 2x.
g(x) = x2 ⟹ g'(x) = 2x
A equação da reta tangente ao gráfico de g varia. Por exemplo, no ponto x = 3,
g'(3) = 2 ⋅ 3 = 6, e a equação da reta é y = 6x − 9.
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CAPÍTULO 12 – TAXA DE VARIAÇÃO DE FUNÇÕES

DERIVADAS DE ALGUMAS FUNÇÕES

1. Função constante f(x) = c

A função derivada de f(x) = c é dada por f'(x) = 0.

2. Função f(x) = xn, n ∈ ℕ*.

A função derivada de f(x) = xn, n ∈ ℕ*, é dada por f'(x) = n ⋅ xn−1

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CAPÍTULO 12 – TAXA DE VARIAÇÃO DE FUNÇÕES

SINAL DA DERIVADA

Se f é uma função com derivada em todo ponto de um intervalo aberto I e:


a) f’(x) > 0 para todo x ∈ I, então f é crescente em I.

b) f’(x) < 0 para todo x ∈ I, então f é decrescente em I.


Pontos de máximo e de mínimo de uma função
Vamos definir com mais cuidado o que significam pontos de máximo e de mínimo de uma função e estudar de que
forma a derivada pode nos auxiliar a encontrar esses pontos.

Vizinhança de x0 ∈ ℝ é todo intervalo aberto ao qual x0 pertence.


Notação: V(x0)

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CAPÍTULO 12 – TAXA DE VARIAÇÃO DE FUNÇÕES

PONTOS DE MÁXIMO E DE MÍNIMO DE UMA FUNÇÃO

A figura seguinte é da função f de variável real.

Dos pontos do gráfico de f, de abscissa x ∈ V(x1), o de maior ordenada é P1.

P1 é um ponto de máximo local (ou relativo) de f;

f admite um máximo local em x1;

y1 = f(x1) é um máximo local de f.

Para P2, P3 e P4, temos:

P2 é um ponto de mínimo local; P3 é de máximo local e P4 é de mínimo local.

f admite mínimo local em x2; máximo local em x3 e mínimo local em x4.

y2 é mínimo local, y3 é máximo local e y4 é mínimo local.

Os pontos P1, P2, P3 e P4 são denominados extremos da função f.

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CAPÍTULO 12 – TAXA DE VARIAÇÃO DE FUNÇÕES

MÁXIMO LOCAL E MÍNIMO LOCAL

Seja f uma função de variável real.

• f admite um máximo local (ou relativo) em x0 ∈ D(f) se existe vizinhança V(x0) tal que:
f(x) < f(x0), para todo x ∈ V(x0), x ≠ x0.

• f admite um mínimo local (ou relativo) em x0 ∈ D(f) se existe vizinhança V(x0) tal que:
f(x) > f(x0), para todo x ∈ V(x0), x ≠ x0.

Se uma função f admite um ponto de máximo ou de mínimo local em P(x0, f(x0)) e é derivável em x0, f'(x0) = 0.

As raízes reais de f'(x) = 0 são candidatas a pontos de máximo ou de mínimo local de f.

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CAPÍTULO 12 – TAXA DE VARIAÇÃO DE FUNÇÕES

MÁXIMO LOCAL E MÍNIMO LOCAL

Se uma função f admite um máximo ou mínimo local em P(x0, f(x0)), é derivável em V(x0) e :

1) f'(x) > 0, para todo x ∈ V(x0), x < x0 e f'(x) < 0, para todo x ∈ V(x0), x > x0, então f(x0) é um máximo local de f.

2) f'(x) < 0, para todo x ∈ V(x0), x < x0 e f'(x) > 0, para todo x ∈ V(x0), x > x0, então f(x0) é um mínimo local de f.

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