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PONTES PÊNSEIS

NOTAS HISTORICAS
• Primeira pontem pênsil:
Pontem Menai e Cowny, inaugurada em 1826 no
norte do Pais de Gales, conectando Menai Bridge
Anglesey com o continente
Desde então pontes como essas começaram a
ser construídas em todas as partes do mundo.

• Em Florianopolis foi
inaugurada em 1926 a
ponte Hercílio Luz, com
o objetivo de ligar a
parte insular da capital,
na Ilha de Santa
Catarina, à sua parte
continental.
Esse tipo de construção de ponte foi a única
encontrada para transpor grandes distâncias e não
interferir no tráfego de barcos.

• Atualmente a
maior ponte
suspensa do
mundo é a Ponte
Akashi-Kaikyo no
Japão,
inaugurada em
1998.
EVOLUÇÃO TÉCNICA

• Tabuleiro simplesmente pendurado ao cabo


portante

• Primeira metade de 1800: colaboração entre


tabuleiro e o cabo portante , tabuleiro tem a
funçao de conferir rigidez à estrutura.
MODELO ESTRUTURAL
• Três teorias para cálculo
– Rankine
– Teoria elástica
– Deflection Theory
MODELO ESTRUTURAL
• TEORIA DE RANKINE
• Hipóteses:
– Tabuleiro confere rigidez e está conectado através dos
pendurais, que formam uma cortina, ao cabo principal.
– Sob efeito do peso próprio, apenas, o cabo tem forma
parabólica e o tabuleiro não recebe nenhuma carga.
– O cabo não sofre deformações
– O tabuleiro distribui as cargas acidentais no cabo de forma
uniforme.
– Todas as cargas acidentais são distribuídas no tabuleiro de
forma uniforme.
MODELO ESTRUTURAL
• Objetivo da teoria de Rankine:
– Encontrar as ações internas no tabuleiro;
– A contribuição do cabo principal;
• Obs.:
– Vale o princípio da superposição dos efeitos;
– As ações solicitantes no tabuleiro são: as cargas
acidentais (devidas a hipótese 2);
– As ações solicitantes no cabo principal são: o peso
próprio e as cargas acidentais.
MODELO ESTRUTURAL
• Análise para uma carga concentrada aplicada
num ponto qualquer:
MODELO ESTRUTURAL
MODELO ESTRUTURAL
• TEORIA ELÁSTICA
• Hipóteses:
– Tabuleiro confere rigidez e está conectado através dos
pendurais, que formam uma cortina, ao cabo principal.
– Sob efeito do peso próprio, apenas, o cabo tem forma
parabólica e o tabuleiro não recebe nenhuma carga.
– O cabo não sofre deformações
– O tabuleiro distribui as cargas acidentais no cabo de forma
uniforme.
– A interação entre o cabo e o tabuleiro é uniformemente
distribuída, porém é função da rigidez axial do cabo e da
rigidez à flexão do tabuleiro.
MODELO ESTRUTURAL
• Obs.:
– O cabo pode ser analisado como um arco elástico
de forma parabólica invertida sujeito a carga
uniforme.
– O tabuleiro está suspenso ao cabo através de um
mecanismo de repartição que é função da rigidez
relativa entre os dois sistemas.
MODELO ESTRUTURAL
• COMPARAÇÃO ENTRE TEORIA DE RANKINE E
TEORIA ELÁSTICA

• O incremento da força horizontal (h) aplicada no


cabo é independente da rigidez axial do tabuleiro,
nas duas teorias;
• A teoria de Rankine subestima o incremento h, e
q (carga acidental);
• A teoria Elástica resulta numa carga de flexão
menor no tabuleiro.
MODELO ESTRUTURAL
• DEFLECTION THEORY
• São três hipóteses:
– O peso próprio do tabuleiro é distribuído
uniformemente em todo seu comprimento, e tem
uma ordem de grandeza maior do que o peso próprio
dos cabos ( não é necessário levar em consideração o
peso próprio dos cabos e os cabos tem uma forma
parabólica);
– O tabuleiro que confere rigidez está conectado ao
cabo através de pendurais que não sofrem
deformação;
MODELO ESTRUTURAL
– A forma parabólica do cabo confere ao mesmo
apenas esforços de tração
MODELO ESTRUTURAL

Tabuleiro com “n” apoios Cabo portante


MODELO ESTRUTURAL
• Cabos contínuos entre os dois apoios extremos
• Grandes blocos de ancoragem
• Pendurais – cargas do tabuleiro aos cabos
principais
• Inadequada a pontes de concreto (grande peso
próprio)
• Problema: aerodinâmica
• Grandes vãos – 800 a 2000m
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO
• As pontes pênseis são usualmente construídas
a partir dos cabos que são usados para o
transporte das peças e equipamentos como
em um “teleférico”. O tabuleiro, construído
em segmentos pré-moldados, é dependurado,
segmento por segmento, nos cabos. A
continuidade dos tabuleiros só é promovida
após o lançamento de todos os segmento.
• 1º ETAPA: Construção dos mastros, pilares principais e blocos
de ancoragem
• 2º ETAPA: Instalação dos cabos principais
• 3º ETAPA: Inicio da instalação da vigas enrijecedora do centro
para o meio do vão. É quando o peso da viga é aplicado nos
cabos principais ocasionando grandes deslocamentos e as
juntas entre as seções da viga são, por esta razão, abertas
para evitar momentos excessivos nas seções.
• 4º ETAPA: Instalação das vigas enrijecedoras nos vão laterais
para reduzir os deslocamentos horizontais no topo dos mastros.
• 5º ETAPA: Colocação das peças de fechamento das vigas como os
mastros
• 6º ETAPA: Fechamento de todas as juntas nas vigas
enrijecedoras. Atualmente, o fechamento dessas juntas
normalmente começa nas etapas 4 e 5, quando são ligadas as
seções e colocadas na sua posição correta. [Notas de aula Prof
.Dr. Fernando Rebouças - USP, 2006]
A ponte Akashi-Kaikyo
• Localizada no Japão, começou a ser
construída em 1988 e foi concluída em
1998.
• Possui comprimento total de 3.911 m
com 1.991 m de vão central. As torres
de sustentação possuem 282,8 m de
altura. Possui também seis faixas de
tráfego, divididas em dois sentidos.
• Severas condições naturais: terremoto,
grande profundidade, fortes correntes,
furacões. Atendeu também as
condições de pesca e de tráfego
marítimo.
A ponte Akashi-Kaikyo
• Devido as condições de
vento da região se optou
por um tabuleiro treliçado
que proporciona rigidez a
ponte e baixa resistência à
passagem do vento.
• As fundações transmitem ao
solo 120.000 toneladas e
são em formato de caixão
de concreto armado com 80
m de diâmetro.
A ponte Akashi-Kaikyo

• As torres são pré-fabricadas com


seção em forma de cruz com 20
atenuadores dinâmicos para
neutralizar as ações dos ventos
• Os aços que suspendem o
tabuleiro são formados por 290
feixes, de 127 fios de aço
galvanizado de alta resistência.
http://www.lmc.ep.usp.br/people/hlinde/Estruturas/akashi.ht
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