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ABORDAGEM INICIAL

AO POLITRAUMATIZADO:
TRAUMA
MÚSCULO-ESQUELÉTICO

VINCENZO GIORDANO

HOSPITAL MUNICIPAL MIGUEL COUTO


OBJETIVOS

• RECORDAR A ESSÊNCIA DO PROGRAMA


ATLS
ABORDAGEM SISTEMATIZADA E COMPACTA DOS
CUIDADOS INICIAIS ÀS VÍTIMAS DO TRAUMA

• CONHECER O PAPEL DO ORTOPEDISTA NA


AVALIAÇÃO E NO TRATAMENTO DA
VÍTIMA DE TRAUMATISMOS MÚLTIPLOS
TRAUMA:
A DOENÇA DO SÉCULO
(PROF. EVANDRO FREIRE – HUCFF/UFRJ)
ABORDAGEM INICIAL
AO POLITRAUMATIZADO

30% - MORTE NO LOCAL


50% - MORTE NA 1a HORA (“HORA DE OURO”)
20% - MORTE APÓS AS PRIMEIRAS 24 HORAS

FASES DO ATENDIMENTO DO TRAUMA:


• PRÉ-HOSPITALAR
• HOSPITALAR
• REABILITAÇÃO
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AO POLITRAUMATIZADO
FASE PRÉ-HOSPITALAR

1. PARAMÉDICOS FAMILIARIZADOS COM O ATLS


2. EQUIPAMENTO ADEQUADO AO SUPORTE DE
VIDA NO CENÁRIO DO TRAUMA
3. COMUNICAÇÃO DIRETA ENTRE A EQUIPE DE
PARAMÉDICOS E A EQUIPE DO HOSPITAL DE
SUPORTE
TRIAGEM:
# VÍTIMAS MÚLTIPLAS
# SITUAÇÕES DE DESASTRE
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AO POLITRAUMATIZADO
FASE PRÉ-HOSPITALAR
• RESSUSCITAÇÃO INICIAL
– COLAR CERVICAL
– CONTROLE DE HEMORRAGIAS => PRESSÃO DIRETA
• ESTABILIZAÇÃO PROVISÓRIA DAS LESÕES
ESQUELÉTICAS
– LESÕES ABERTAS => CURATIVOS ESTÉREIS
– PASG / MAST
• ÓTIMO TRANSPORTE
– PRANCHA LONGA
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AO POLITRAUMATIZADO
FASE HOSPITALAR

SEGUIR UM SISTEMA DE ABORDAGEM


LÓGICO DURANTE A AVALIAÇÃO E O
TRATAMENTO  “HORA DE OURO”

1o TEMPO – ABCDE

2o TEMPO – AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA


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AO POLITRAUMATIZADO
FASE HOSPITALAR

1. Ac – MANUTENÇÃO DAS VIAS AÉREAS COM


PROTEÇÃO DA COLUNA CERVICAL
2. B – RESPIRAÇÃO E VENTILAÇÃO
3. C – CIRCULAÇÃO COM CONTROLE DAS
HEMORRAGIAS
4. D – ESTATUS NEUROLÓGICO
5. E – EXPOSIÇÃO DO PACIENTE E CONTROLE DO
MEIO-AMBIENTE
ABORDAGEM INICIAL
AO POLITRAUMATIZADO
FASE HOSPITALAR

1. Ac – MANUTENÇÃO DAS VIAS AÉREAS COM


PROTEÇÃO DA COLUNA CERVICAL
2. B – RESPIRAÇÃO E VENTILAÇÃO
3. C – CIRCULAÇÃO COM CONTROLE DAS
HEMORRAGIAS
4. D – ESTATUS NEUROLÓGICO
5. E – EXPOSIÇÃO DO PACIENTE E CONTROLE DO
MEIO-AMBIENTE
ABORDAGEM INICIAL
AO POLITRAUMATIZADO
FASE HOSPITALAR

1. Ac – MANUTENÇÃO DAS VIAS AÉREAS COM


PROTEÇÃO DA COLUNA CERVICAL
2. B – RESPIRAÇÃO E VENTILAÇÃO
3. C – CIRCULAÇÃO COM CONTROLE DAS
HEMORRAGIAS
4. D – ESTATUS NEUROLÓGICO
5. E – EXPOSIÇÃO DO PACIENTE E CONTROLE DO
MEIO-AMBIENTE
coluna
cervical
em perfil

tórax
em AP

panorâmica
da bacia
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AO POLITRAUMATIZADO
FASE HOSPITALAR

MANUTENÇÃO DAS VIAS AÉREAS COM


PROTEÇÃO DA COLUNA CERVICAL
• IDENTIFICAR SINAIS DE OBSTRUÇÃO DAS VIAS
AÉREAS
• ESTABELECER A PERMEABILIDADE DAS VIAS
AÉREAS
• EVITAR MOVIMENTAÇÃO EXCESSIVA DA
COLUNA CERVICAL
CONSIDERAR A EXISTÊNCIA DE
UMA LESÃO DA COLUNA
CERVICAL EM TODO PACIENTE
COM TRAUMATISMOS
MULTISSISTÊMICOS,
ESPECIALMENTE NOS DOENTES
QUE APRESENTEM NÍVEL DE
CONSCIÊNCIA ALTERADO OU
TRAUMATISMO FECHADO
ACIMA DA CLAVÍCULA
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AO POLITRAUMATIZADO
FASE HOSPITALAR

RESPIRAÇÃO E VENTILAÇÃO
PERMEABILIDADE DAS VIAS AÉREAS, POR SI SÓ,
NÃO SIGNIFICA VENTILAÇÃO ADEQUADA.
• INSPEÇÃO / PALPAÇÃO / PERCUSSÃO /
AUSCULTA
• FORNECER OXIGÊNIO SUPLEMENTAR
(12L/min)
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FASE HOSPITALAR

CIRCULAÇÃO COM CONTROLE


DAS HEMORRAGIAS
• PUNÇÃO VENOSA
• COLETA DE AMOSTRA DE SANGUE
• MONITORAÇÃO ELETROCARDIOGRÁFICA
• CONTROLE DO DÉBITO URINÁRIO
• CONTROLE DAS HEMORRAGIAS
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• EXTERNO

• INTRATORÁCICO

• INTRAPERITONEAL

• EXTRAPERITONEAL

• LOCALIZADO NA REGIÃO DE UMA FX DE OSSO


LONGO
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AO POLITRAUMATIZADO
MEDIDAS AUXILIARES
BENEFÍCIOS DA ESTABILIZAÇÃO PECOCE DAS
FRATURAS NOS POLITRAUMATIZADOS
• CONTROLE DO QUADRO DOLOROSO
• REALINHAMENTO DA EXTREMIDADE LESADA 
REDUÇÃO DA PERDA SANGÜÍNEA
• PREVENÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO EXCESSIVA
DO FOCO DE FRATURA
• REDUÇÃO DAS COMPLICAÇÕES PULMONARES
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FASE HOSPITALAR

ESTATUS NEUROLÓGICO
• AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA BÁSICA E RÁPIDA
– AVPU (AVDN)
– ESCALA DE GLASGOW

• CONSULTAR NEUROCIRURGIÃO DE PLANTÃO


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AO POLITRAUMATIZADO
FASE HOSPITALAR

EXPOSIÇÃO DO PACIENTE E
CONTROLE DO MEIO-AMBIENTE
• DESPIR O PACIENTE GARANTINDO SUA
TEMPERATURA CORPÓREA (COBERTORES /
FLUIDOS INTRAVENOSOS AQUECIDOS)
• FAZER MANOBRAS DE ROLAMENTO PARA
INSPEÇÃO E PALPAÇÃO DO DORSO DO
DOENTE
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AO POLITRAUMATIZADO
FASE HOSPITALAR

AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA
• SOMENTE DEVE SER INICIADO DEPOIS QUE O
PACIENTE DEMONSTRA TENDÊNCIA À
NORMALIZAÇÃODAS FUNÇÕES VITAIS
• EXAMINAR CADA REGIÃO POR COMPLETO
• REALIZAR EXAMES RADIOLÓGICOS
ESPECÍFICOS E ESTUDOS LABORATORIAIS
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AO POLITRAUMATIZADO
HISTÓRIA – MECANISMO DE TRAUMA
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AO POLITRAUMATIZADO
SEMIOLOGIA ORTOPÉDICA
• INSPEÇÃO

• PALPAÇÃO

• EXAME NEUROLÓGICO

• MOBILIDADE ARTICULAR

• TESTES ESPECIAIS
• RAÍZES CERVICAIS
• T4
• T7
• T10
• L4
• T12 / L1
• L5
• RAÍZES SACRAIS
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AO POLITRAUMATIZADO
IMAGENOLOGIA

• RADIOGRAFIAS SIMPLES
• TOMOGRAFIA LINEAR
• TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA
• RESSONÂNCIA MAGNÉTICA
• CINTILOGRAFIA ÓSSEA
• ULTRASSONOGRAFIA
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AO POLITRAUMATIZADO
TIPOS DE LESÕES ORTOPÉDICAS

• LESÕES QUE PÕEM A VIDA EM RISCO

• LESÕES QUE PÕEM O MEMBRO EM RISCO

• OUTRAS LESÕES ORTOPÉDICAS


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AO POLITRAUMATIZADO
LESÕES QUE PÕEM A VIDA EM RISCO

• FRATURAS GRAVES DO ANEL PÉLVICO

• HEMORRAGIA ARTERIAL GRAVE

• SÍNDROME DO ESMAGAMENTO (RABDOMIÓLISE


TRAUMÁTICA)
– MESS ( > ou = 7  AMPUTAÇÃO)
– AISS / PSIS
INLET
VIEW
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LESÕES QUE PÕEM O MEMBRO EM RISCO

• LUXAÇÕES

• FRATURAS ABERTAS

• AMPUTAÇÃO TRAUMÁTICA

• SÍNDROME COMPARTIMENTAL
ANTERIOR
TMS, 18 anos, masculino
AFS, 45 a, M, porteiro
acidente de trabalho
(prendeu a mão na
máquina de lixo)
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AO POLITRAUMATIZADO
OUTRAS LESÕES ORTOPÉDICAS

• FRATURAS

• ENTORSES

• CONTUSÕES / LACERAÇÕES
MPO, 16 anos,
masculino
AO 33.B1
MIPPO
LL, 55 a, F, do lar
Atropelamento
AO 12.C1
AMSB, 48 a, F
fx segmentar do
úmero D com
lesão do n. radial
AEOS, 36 a, M
queda sobre o
ombro direito
fx da GT do
úmero
HA, 25 anos, M
acidente auto.
AO 23.C3