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JORNADA DE TRABALHO

e PERÍODOS DE
REPOUSO

Tulio de Oliveira Massoni

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História
 Espanha – Lei das Índias, 1593 – 8 hs/dia
 Inglaterra – 1847 – 10 hs/dia
 França – 1848 – 10 hs/dia – Paris
 EUA – 1868 – 8 hs/dia – emp. federais
 Am. Latina – Chile – 8 hs/dia – trab.
estatais, em 1908
 Cuba – 1909 – 8 hs/dia – trab. estatais
 Uruguai – 1915 – 8 hs/dia – trab. estatais

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 1800 – jornada de 12 a 16 horas diárias, principalmente
entre mulheres e crianças; Nos EUA era de 11 e 13
horas.
 1847 – Inglaterra - 10 horas; França 1848 – 10 horas;
EUA 1868 – 8 horas.
 1891 – Encíclica Rerum Novarum – Papa Leão XIII –
número de horas não deve exceder a força dos
trabalhadores.
 1907 a 1917 – greves gerais – 8 horas.
 1919 – Tratado de Versalhes – 8 horas diárias ou a
semana de 48 horas de trabalho
 1919 – Convençao n. 1 OIT – jornada de 8 horas
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História
 Brasil – Dec. de 1891, DF: 9 hs/dia
meninos e 8 hs/dia meninas
 Brasil - 1932 – comerciários e
industriários, estendidas para outros
trabalhadores em 1933
 Brasil – CF de 1934 (8hs/dia)
 Brasil - CF de 1988 (8 hs/dia)
 Brasil – CLT – arts. 58 a 74 CLT - 1943

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Fundamentos
 Proteção da integridade física do
trabalhador
 Evitar fadiga
 Evitar estresse
 Japão: karoshi – 2.044 hs/ano
 França: média de 1.646 hs/ano
 Razões de a) saúde; b) econômicas; c)
sociais
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 Quais as justificativas para limitação da jornada?
 R.: necessidades físicas (acidentes), psíquicas (burnout), sociais (lazer, ócio), econômica
(geração de empregos) e humanas (dignidade), tendo em vista que a saúde e o lazer são
considerados direitos sociais nos termos do art. 6º da CF.

 Excluídos: art. 62 CLT – atividade externa incompatível com fixação de jornada ou gerentes que
exercem cargo de gestão com acréscimo salarial de 40%; os empregados em regime de
teletrabalho

 POLÊMICA: Lei do Caminhoneiro – Tacógrafo (OJ 332) – Controle de Jornada e Objetivo da Lei

CAMINHONEIRO - AGRAVO DE INSTRUMENTO. HORAS EXTRAORDINÁRIAS. TRABALHO


EXTERNO. MOTORISTA. TACÓGRAFO. CONTROLE. NÃO PROVIMENTO. Havendo
possibilidade de controle de jornada de trabalho por meio de tacógrafo, o qual registrava todo
período em que o empregado estava dirigindo, os horários de parada, de saída e chegada ao
destino, o trabalhador externo fica excluído da hipótese prevista no artigo 62, I, da CLT, que
somente se aplica a circunstância em que não é possível ao empregador realizar o controle da
jornada de trabalho do empregado, não sendo este o caso dos autos. Agravo de instrumento a que
se nega provimento(TST - AIRR: 1372008720095060019 137200-87.2009.5.06.0019, Relator:
Guilherme Augusto Caputo Bastos, Data de Julgamento: 15/08/2012, 2ª Turma).

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Jornada e Horário de Trabalho
 Art. 4º da CLT
 Tempo de trabalho efetivo
 Tempo à disposição do empregador
 Prontidão: nas dependências da empresa
(art. 244, § 3º, CLT)
 Sobreaviso: na residência do empregado,
aguardando chamada (art. 244, § 2º, CLT)
 Intervalos remunerados

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Conceito e terminologia
 JORNADA DE TRABALHO: “É o período de tempo diário em que o
empregado está à disposição do empregador em razão do contrato de
trabalho.” – Fabíola Marques

 JORNADA - origem italiana – giorno = dia

 DURAÇÃO DE TRABALHO = mais ampla, que diz respeito ao período de


disponibilidade do empregado ao empregador em função do contrato de
trabalho;
 JORNADA DE TRABALHO = mensuração diária do horário de trabalho do
empregado à disposição do empregador;
 HORÁRIO DE TRABALHO = expressão utilizada para designar o lapso de
tempo entre o início e o fim da jornada diária de trabalho (AMAURI
MASCARO)

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Classificação da jornada
 DURAÇÃO:

1. ordinária ou
2. extraordinária;

 PERÍODO:

1. diurna (5 as 22hrs),
2. noturna (22 a 5hrs – art. 73, §2º CLT – rural das 22 às 5hrs agricultura) ou
3. mista (art. 74§4º da CLT);

 PROFISSÃO:

1. geral (8horas ou 44 semanais) ou


2. especial (ex. bancários 224 CLT; minas no subsolo (293 CLT), telefonista (227 CLT) – 6 horas; jornalistas (art.
303 CLT) 5 horas; advogados (Lei 8906/91) 4 horas – com exclusividade;

MÉDICOS E ENGENHEIROS – Súmula 370 TST - Tendo em vista que as Leis nº 3.999/1961 e 4.950-A/1966 não
estipulam a jornada reduzida, mas apenas estabelecem o salário mínimo da categoria para uma jornada de 4
horas para os médicos e de 6 horas para os engenheiros, não há que se falar em horas extras, salvo as
excedentes à oitava, desde que seja respeitado o salário mínimo/horário das categorias.

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Jornada e Horário de Trabalho

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Trabalho Extraordinário
Necessidade Imperiosa
 Permitido em situações excepcionais – art. 61
da CLT

 Força maior: art. 501 da CLT

 Recuperação de tempo perdido (força maior e


causas acidentais)

 Conclusão de serviços inadiáveis ou cuja


inexecução possa causar prejuízos manifestos

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Trabalho Extraordinário
Necessidade Imperiosa
 Força maior: CLT não prevê limite expresso de horas de
trabalho que podem ser exigidas em caso de força maior
– 12 horas + intervalo de 11 horas interjornada +
intervalo de 1 hora intrajornada

 Artigo 376 da CLT: revogado pela CF – mulher apenas


em caso de força maior

 Menor: art. 413, II, CLT - prorrogação menor só força


maior – até 12 hs

 Menor aprendiz: não mais que 6 hs, vedada prorrogação


e compensação – art. 432 da CLT

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Trabalho Extraordinário
Necessidade Imperiosa
 Recuperação do tempo perdido em
decorrência de força maior: as horas
extras não podem exceder de 2 hs/dia,
período não superior a 45 dias;

 Serviços inadiáveis ou inexecução que


causa prejuízo: tempo necessário e desde
resulte de causas acidentais e
imprevisíveis

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Trabalho Extraordinário
Sem Necessidade Imperiosa
 Permitido com acordo escrito entre as partes,
ACT ou CCT – não mais que 2 hs/dia, com
adicional legal

 Ausente os requisitos? Recusa?

 Súmula 376 do TST

 Hora extraordinária habitual?

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Horas Extras – Conceito
 “trabalhorealizado em sobretempo à
jornada normal do empregado, legal ou
convencional” (AMBarros)

 Natureza jurídica:
• Sobrecarga à hora normal (Messias Pereira
Donato);
• Sobressalário (Délio Maranhão);
• Instituto híbrido (José Martins Catharino);
• Salário (corrente majoritária) (Alice M. Barros);

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Empregados excluídos do
direito a horas extras
 CLT, art. 62:
 Gerentes – cargos de gestão – requisitos
 Trabalhadores externos com atividade
incompatível com o controle de jornada
 Teletrabalhadores (Com e reforma de
2017)

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GERENTES
 CONCEITO: “Assim, para ser gerente, o empregado deve ter poderes para representar o
empregador, na tomada de decisões de grande relevância para a empresa, como admitir e
dispensar empregados, aplicar penalidades disciplinares, efetuar compras e transações em nome
da empresa.” – Gustavo Filipe Barbosa Garcia
 TST - CARGO DE CONFIANÇA. CARACTERIZAÇÃO. A CLT, a partir da Lei 8966/94, prevê
como requisitos para a configuração de cargo de confiança a existência de elevadas atribuições e
de poderes de gestão (até o nível de chefe de departamento ou filial) e distinção remuneratória
de no mínimo 40%. O cargo de confiança pressupõe o efetivo poder de mando, de decisão
acerca dos destinos da empresa. Não obstante a tendência de descentralização do poder
decisório na atual dinâmica empresarial, a caracterização do cargo de chefia exige que o
empregado seja dotado de maiores responsabilidades que aquelas atribuídas aos escalões
intermediários. O exercício de cargo de chefia pressupõe a fixação de amplas alçadas, sendo
insuficiente a tomada de pequenas decisões inerentes à própria atividade econômica. Os poderes
atribuídos ao exercente do cargo devem ser significativos, a ponto de não submetê-lo à mesma
intensidade de controle empresarial vivenciada pelos demais empregados.
 TRT/SP - Horas extras. Cargo de confiança. Configuração. A caracterização do cargo de
confiança não exige que o empregado faça as vezes do dono. Essa tal concentração de
poderes já não existe - e há muito tempo - nas empresas de hoje. Nem mesmo os diretores
decidem sozinho os rumos da empresa.O conceito já se flexibilizou para se ajustar a essa nova
realidade, bastando , como diz a lei, que o empregado exerça efetivamente cargo de chefia, que
tenha sob sua orientação e coordenação "departamento ou filial”.

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GERENTE E A
GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO
 É OBRIGATÓRIO O PAGAMENTO DE GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO PARA SE FALAR EM
CARGO DE CONFIANÇA?

“Para caracterização do cargo de confiança, não é preciso o pagamento de gratificação de função,


que é facultativa, podendo ou não ser paga ao empregado, pois a lei emprega a expressão se
houver, denotando exemplificatividade.” – Sergio Pinto Martins

“Não existe obrigatoriedade de receber o empregado (gerente) a gratificação de função, para se


incluir na disposição do art. 62, inciso II da CLT. Mesmo assim, não havendo a referida
gratificação, deve o empregado, para ser considerado verdadeiro gerente, receber salário em
valor diferenciado, em quantia consideravelmente superior ao que recebem os demais
empregados.” – Gustavo Filipe Barbosa Garcia

 TRT-5 - RECURSO ORDINARIO RECORD 1170000220085050511 BA 0117000-


02.2008.5.05.0511 (TRT-5)
 Ementa: CARGO DE CONFIANÇA. ENQUADRAMENTO DO EMPREGADO NA EXCEÇÃO
CONTEMPLADA NO ART. 62 , II DA CLT . REQUISITOS. Para efeito de enquadramento do
empregado na exceção constante do inciso II do art. 62 da CLT torna-se necessário comprovar o
exercício de cargo de gestão (aos quais se equiparam diretores e chefes de departamento ou
filial) e o pagamento de gratificação de função, se houver, de no mínimo 40% sobre o salário
do cargo efetivo.
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 - Estão dispensados do controle de horário e
NÃO recebem horas extras os:
 a) empregados que exercem atividade externa
(artigo 62, I, CLT) – anotação disso em CTPS e
livro de registro de empregados;
 b) exercentes de cargo de confiança (gerentes,
diretores, chefes de departamento ou filial) - art.
62, II, CLT
 - e o empregado exercente de atividade externa
que tem seu horário de trabalho controlado?

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Horas Extras Habituais
 Horas extras habituais
por um ano: supressão –
pode? Súmula 291 do
TST

 Integra:
 Indenização (S. 24 TST)
 13º sal. (S. 45 TST)
 Av. prévio (art. 487 CLT)
 DSR (Lei 605/49, S. 172)
 Férias + 1/3 (art. 142 CLT)
 FGTS (S. 63 TST – mesmo
não habituais)

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Horas Extras – Comissionista
 Só recebe adicional

 Súmulas 60 e 132 do TST

 Remuneração mista (salário + comissão)

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Minutos da Jornada
 Súmula 366 do TST (+ 5 min, 10 min/dia)

 Tempo de troca de uniforme, lanche,


higiene pessoal e ginástica
 Exercícios antes da jornada?
 Tempos de viagem a trabalho?
 Cursos e treinamentos de
aperfeiçoamento profissional?
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Horas Extras
 Participação em cursos e treinamento

 Horas in itinere
 Súmula 90 TST
 Fora do perímetro urbano
 Difícil acesso
 Transporte público (horário incompatível)
 Súmula 320 do TST
 Art. 58, § 2° da CLT
REFORMA DE 2017 – EXCLUIU ESSE DIREITO
AO COMPUTO NA JORNADA
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Sobreaviso
 Bipes, celulares, semelhantes

 Art. 244 da CLT – 24 horas, 1/3 do salário


normal

 OJ 49 da SDI 1, do TST (uso não caracteriza,


não restringe locomoção), convertida na Súmula
428 do TST

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Sobreaviso
 Tempo de prontidão: art. 244, §3º CLT (FERROVIÁRIOS) – é o período em que o empregado
não está trabalhando, mas encontra-se nas “dependências da empresa”, aguardando ordens.
(empresa, cercanias, sem disponibilidade pessoal). A escala só pode ser de 12 horas e o valor da
hora é contado à razão de 2/3 da hora normal.

 Tempo de sobreaviso: art. 244, §2º CLT (FERROVIÁRIOS) – é o período em que o empregado
está em sua residência, aguardando o chamado para o serviço. A escala não poderá ultrapassar
24 horas e o valor da hora é contado a razão de 1/3 da normal. Súmula 229 TST – estendeu o
regime aos eletricitários
 POLÊMICA: SÚMULA 428 TST – ALCANCE E DESDOBRAMENTOS

 SOBREAVISO APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 244, § 2º DA CLT (redação alterada na


sessão do Tribunal Pleno realizada em 14.09.2012) - Res. 185/2012, DEJT divulgado em 25,
26 e 27.09.2012 I - O uso de instrumentos telemáticos ou informatizados fornecidos pela
empresa ao empregado, por si só, não caracteriza o regime de sobreaviso.
 II - Considera-se em sobreaviso o empregado que, à distância e submetido a controle patronal
por instrumentos telemáticos ou informatizados, permanecer em regime de plantão ou
equivalente, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço durante o período de
descanso.

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DIREITO À DESCONEXÃO
 Ausência de lazer – direito à desconexão
 Mensagens e ordens de serviço durante
féria, fins de semana ou após o
expediente.... Riscos
 - INDENIZAÇAO POR DANO
EXISTENCIAL

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LAZER E DESCONEXÃO
 O direito ao lazer está positivado no plano internacional através da Declaração de
Direitos Humanos da ONU:
Artigo XXIV – Todo ser humano tem direito a repouso e lazer, inclusive à limitação
razoável das horas de trabalho e a férias remuneradas periódicas.

PLANO NACIONAL:
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a
moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à
infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.

DIREITO AO LAZER X ART. 62 CLT

Otavio Calvet: Assim, a dimensão objetiva do lazer, atuando na reinterpretação dessa


norma infraconstitucional, revela que também os altos empregados devem dispor
desse direito social, que nos mais das vezes é exercitado nos períodos de tempo
livre, donde se conclui ser inconstitucional a simples exclusão da duração do
trabalho para tais empregados.

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Horas Extras
Condições Insalubres/Perigosas

 Permitido desde que inspecionado por


autoridade própria – dependia de
autorizaçlão do Ministério do Trabalho -
agora, com a Refoprma de 2017 pode
haver prorrogação por negociação coletiva

 Tendência mundial de redução: Código


Paraguaio de 1993
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MARCAÇÃO DE PONTO
 CARACTERÍSTICAS: jornada vinculada à anotação (art. 74, §2º);
anotação do intervalo com registro específico (abre mão da pré-anotação
que faculta o art. 74, §2º da CLT) – aplicação a disposição legal
 CAUTELA: o limite máximo da variação NÃO deve ser superior a 10
minutos, incluindo os intervalos se assim anotados. Caso inobservado, a
totalidade será levada para efeitos de horas extras.
 OJ 372 SDI1 TST
 MINUTOS QUE ANTECEDEM E SUCEDEM A JORNADA DE TRABALHO.
LEI Nº 10.243, DE 19.06.2001. NORMA COLETIVA. FLEXIBILIZAÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE. DEJT 03, 04 e 05.12.2008 - A partir da vigência da Lei
nº 10.243, de 19.06.2001, que acrescentou o § 1º ao art. 58 da CLT, não
mais prevalece cláusula prevista em convenção ou acordo coletivo
que elastece o limite de 5 minutos que antecedem e sucedem a jornada de
trabalho para fins de apuração das horas extras. ***ver §2º do art 58
 Art. 611-A A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm
prevalência sobre a lei quando entre outros dispuserem sobre:
 I- pacto quanto à jornada de trabalho, observados os limites constitucionais.
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Turnos Ininterruptos de
Revezamento
 Art. 7º., XIV, CF

 Súmula 423 TST: fixação de jornada por


negociação coletiva (não paga 7ª e 8ª
horas)

 Precisa trabalhar todos os turnos?

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Turnos Ininterruptos de
Revezamento
 Súmula 360 TST: interrupção não
descaracteriza

 Súmula 110 TST: prejuízo de intervalo 11


horas e DSR de 24 horas – horas extras

 OJ 275 da SDI-1 do TST: valor da hora +


adicional se não CCT/ACT
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Jornada em Regime de
Tempo Parcial
 Horário flexível e possibilidade de trabalhar
menos tempo

 Vantagens: mulheres com filhos, estudantes,


mais empregos

 Art. 58-A CLT: era 25 hs/semana máx, sal.


prop., vedadas horas extras. A Reforma de 2017
ampliou para 30 hoas semanais.

 Trabalho compartido: comum nos EUA


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FLEXIBILIZAÇÃO DA
JORNADA
 HORÁRIO FLEXÍVEL
 Flexibilizar a jornada de trabalho, mediante regime compensatório de horas. Gera acúmulo de débito ou crédito
de horas, a serem posteriormente compensadas. Deve resultar de acordo escrito de compensação.
 Modalidades:
 a) horário fixo variável, no qual se permite que o empregado escolha um entre diversos horários alternativos
propostos pelo empregador, devendo cumpri-lo, rigidamente;
 b) horário variável, no qual o trabalhador é totalmente livre para escolher a jornada de trabalho, mas deve ater-se
rigidamente àquela que escolheu;
 c) horário livre, no qual o empregado escolhe livremente quando irá ou não trabalhar dentro da jornada, devendo,
entretanto, obedecer aos horários definidos como de presença obrigatória, estabelecidos pela empresa. (horário
núcleo)

 VANTAGENS: aumento da produtividade individual, a redução do número de faltas e atrasos, o aumento da


capacidade de concentração e diminuição dos acidentes de trabalho, além da diminuição da necessidade de
horas extras, devido ao melhor acoplamento dos horários às necessidades de produção.

 DESVANTAGENS: controle menos rígido sobre algumas atividades, uma vez que os empregados passam a
dispor de seu tempo de trabalho com mais autonomia, o que exige necessariamente maior rigor na administração
dos horários de trabalho por parte da empresa; crescimento dos problemas de coordenação do pessoal com as
atividades a serem realizadas, já que a empresa não tem como saber a que horas e nem mesmo com quantos
trabalhadores poderá contar a cada dia, sendo obrigada a planejar com certa folga as tarefas; prejuízo das
comunicações entre os empregados e das atividades que exigem trabalho em equipe, as quais passam a ser
realizadas somente nos núcleos considerados horários obrigatórios, dentro da jornada flexível; e, finalmente, em
decorrência da maior necessidade de controle administrativo e gerencial, um aumento dos gastos com o controle
e registro das horas de trabalho.
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Compensação de Horas
 Art. 59 da CLT

 Requisitos:
 a) existência de acordo escrito, CCT ou ACT
 b) excesso de trab. não pode + que 10 hs;
 c) carga semanal máx. 44 hs respeitada;

 Ausência de requisitos?
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Compensação de Horas
Súmula 85 TST
 - Súmula n. 85 do TST: Compensação de
jornada.

I- A compensação de jornada de trabalho deve


ser ajustada por acordo individual escrito,
acordo coletivo ou convenção coletiva.

II – O acordo individual para compensação de


horas é válido, salvo se houver norma
coletiva em sentido contrário.

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Compensação de jornada na
Reforma de 2017
Declarou que a prestação de horas extras habituais
NÃO descaracteriza o acordo de compensação de
jornada.

PASSOU A PERMITIR BANCO DE HORAS DE ATÉ SEIS


MESES COM ACORDO ESCRITO INDIVIDUAL

E BANCO DE HORAS DE ATÉ UM ANO - POR MEIO DE


NEGOCIAÇÃO COLETIVA

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Compensação – Banco de Horas

 Art. 59, § 2º da CLT

 Um dia pelo outro, 10 hs/dia, máx. sem.

 Um ano para compensação

 Se DISPENSADO antes da compensação? As


horas extras não compensadas devem ser
pagas como extras... EMPREGADOR É QUEM
DEVE GERIR ADEQUADAMENTE O BANCO
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Regime de 12 x 36
 “semana espanhola”: hospitais, vigilantes

 Admitido, a menos que CCT contrária

 OJ n. 323 da SDI do TST: Acordo de compensação de


jornada. “Semana espanhola”. Validade. É válido o
sistema de compensação de horário quando a jornada
adotada é a denominada “semana espanhola”, que
alterna a prestação de 48 horas em uma semana e 40
horas em outra, não violando os arts. 59, § 2º, da CLT, e
7º, XIII, da CF/88 o seu ajuste mediante acordo ou
convenção coletiva de trabalho.

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Empregado que Reside no
Trabalho
 Zelador, por exemplo?
 “Horas extras. Trabalhador que reside no local da
prestação dos serviços. Inexistência de controle de
horário. O exercício de tarefas típicas de zeladoria,
comum em condomínios e áreas de terra (caseiros),
cuja prestação de serviços ocorre sem controle de
horário e fiscalização pelo empregador, afasta, em tese,
o direito à percepção de horas extras. Cabia ao autor,
portanto, o ônus de provar o labor em horário excedente
de 44 horas semanais, por se tratar de propriedade rural
na qual ele era o único empregado, encargo do qual não
logrou se desincumbir.” (TRT 4ª R., RO 00119941/00-7,
Ac. 4ª. T., Rel. Juíza Denise Pacheco, DOERS
10.3.2003. Revista Justiça do Trabalho. Porto Alegre:
HS Editora, março/2003, p. 109)
39
Intervalos
 Regra geral: NÃO
computados na
duração do trabalho
 Art. 71, § 2º CLT
 Interjonada: 11 horas
(art. 66 da CLT)
 Intrajornada: mais de
4 hs – 15 min, mais
de 6 hs – 1 hora

40
Intervalos
 - Intervalos concedidos pelo empregador e não
previstos em lei são tempo à disposição do
empregador, e devem ser computados na
jornada para cômputo de horas extras
 a) ACT e CCT reduzir intervalo intrajornada?
- normas de saúde e segurança do trabalho – A
REFORMA TRABALHISTA DE 2017 passou a
admtir – atenção: não pode ter horas extras.
 b) Desrespeito aos Intervalos
- pagamento do período integral como extra?
- o fato de o legislador ter instituído que o intervalo
não usufruído é hora extra implica prejuízo ao
empregado porque estimula o empregado a não
descansar no período do intervalo (para receber 41
Pausas e Descansos
 - Mecanografia – 10 minutos de intervalo a cada
90 minutos de trabalho (art. 72 da CLT) – aplica
por analogia aos digitadores (Súmula n. 346 do
TST)
 - Interior de câmara frigorífica ou quem
movimenta mercadorias do ambiente quente ou
normal para o frio e vice-versa – depois de
1h40min de trabalho, intervalo de 20min,
computados na jornada – artigo 253 da CLT
 - Minas: art. 298 da CLT – 15 minutos a cada 3
horas de trabalho
42
Garçom
 CCT - Sindicato dos Trabalhadores no Comércio
Hoteleiro, Restaurantes, Bares e Similares, Refeições
Coletivas, Agências de Turismo, Condomínios, Turismo
e Hospitalidade de Guarapari e Região Sul do Estado do
Espírito Santo – SECOHTH-ES e o Sindicato dos
Restaurantes, Bares e Similares do Estado do Espírito
Santo – SINDBARES

 Cláusula 7ª - INTERVALO PARA GARÇOM - Conforme


a permissão legal, fica estabelecido que o intervalo para
descanso e refeições para aqueles trabalhadores
abrangidos pela presente Convenção Coletiva, que
laborarem mais do que 6 (seis) horas por dia, poderá ser
de 01 (uma) até 04 (quatro) horas.

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TRABALHO NOTURNO
 Cálculo do adicional noturno
 Conseqüências
 Trabalhador rural
 Convenção 171 da OIT
 Medidas de proteção
 Controle de horário

44
TRABALHO NOTURNO
 HORÁRIO NOTURNO – art. 73, §2º - entre 22 horas de um dia e
as 5 horas do dia seguinte.
 Na lavoura – entre 21 e 5 horas
 Na pecuária – entre 20 e 4 horas.
 POLÊMICAS: §5º do art. 73 da CLT – “Às prorrogações do trabalho
noturno aplica-se o disposto neste Capítulo.”
 Trabalho após as 5 horas é diurno? Súmula 60 TST
 HORÁRIO MISTO – Ex.: trabalho das 20 hrs as 7 horas
 Alteração para Turno Diurno gera direito adquirido?

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Repouso Semanal Remunerado
 Conceito
 Características
 Requisitospara concessão
 Empresas autorizadas aos domingos
 Doméstico

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REPOUSO SEMANAL
REMUNERADO
 “E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse
dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou;
porque nele descansou de toda a obra que, como criador, fizera” (2:2-3 Livro de
Gênesis)
 CONCEITO: período de ausência de trabalho por 24 horas, com direito à
remuneração, para o descanso do empregado, que deve ocorrer uma vez por
semana, preferencialmente aos domingos. CF art. 7º, XV
 NATUREZA JURÍDICA: interrupção do contrato de trabalho. O valor recebido têm
natureza salarial
 PECULIARIDADES:
1. COMÉRCIO VAREJISTA – Lei 11.603/2007 – autoriza o trabalho aos domingos no
comércio e indica que o rsr deverá coincidir, pelo menos uma vez no período
máximo de três semanas, com o domingo.
Destaques: autoaplicável, destaque e elevação da negociação coletiva
2. FERIADOS: art. 6-A Lei 11.603/2007 – é permitido, DESDE QUE autorizado em
convenção coletiva de trabalho.

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Férias Remuneradas
 História
 Conceito
 Natureza jurídica
 Convenção 132 da OIT
 Características (anualidade,
remunerabilidade, continuidade,
irrenunciabilidade e proporcionalidade)
 Aquisição

48
DIREITO AO LAZER -
DESCONEXÃO
FIM

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