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Estrutura e Análise das Demonstrações

Contábeis

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ELABORAÇÃODAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

1. INTRODUÇÃO

Com mudanças introduzidas na contabilidade brasileira a partir de 2008 com a


alteração da Lei nº 6.404/76 (Lei das S/A), pelas Leis nº 11.638/2007 e 11.941/2009,
que autorizou a convergência das normas brasileiras de contabilidade às normas
internacionais (IFRS), e com a criação do Comitê de Pronunciamentos Contábeis CPC,
que passou a emitir Pronunciamentos Técnicos, Interpretações Técnicas e
Orientações, a Contabilidade brasileira sofreu uma grande "revolução", trazendo um
grande desafio a todos aqueles envolvidos com informações contábeis no Brasil.

A Contabilidade brasileira sempre foi muito influenciada pelos limites e critérios fiscais,
particularmente os da legislação de Imposto de Renda.

Esse fato, ao mesmo tempo que trouxe a Contabilidade algumas contribuições


importantes, também, limitou a evolução dos Princípios Fundamentais de
Contabilidade, dificultando a adoção pelas empresas brasileira de novas normas
contábeis já em vigor em países mais desenvolvidos, já que a Contabilidade brasileira
era feita pela maioria das empresas com base nos preceitos e formas de legislação
fiscal, a qual nem sempre se baseava em critérios contábeis mais corretos.
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2. DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS SOCIETÁRIAS

As demonstrações contábeis no Brasil, são exigidas pela Lei das Sociedades


Anônimas, pelo CFC, pela CVM e pelo Regulamento do Imposto de Renda.

Entretanto, esses órgãos ou legislações não exigem as mesmas


demonstrações.

A obrigatoriedade de elaboração está associada também ao formato jurídico de


constituição da Entidade, se sociedade anônima ou limitada e, ainda, ao porte da
empresa; isto é, micro, pequena, média ou grande empresa.

Segundo o formato jurídico podem ser:


Simples, Ltda, Sociedade por Ações e Sociedade em Comandita.

Pelo porte de empresa pedem ser:


Micro, Pequena, Média e Grande.

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3. OBRIGATORIEDADE DE ELABORAR AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

Dependendo da norma legal que a empresa tenha que atender, as demonstrações


contábeis são distintas.

Existem cinco principais fontes de regulamentação:


Lei das Sociedades por Ações (n. 6.404/76);
CPC/CFC para grandes empresas;
CPC/CFC para pequenas e médias;
CVM (S.A. de capital aberto);
Legislação do Imposto de Renda para empresas optantes do lucro real.

Existem outras fontes de regulamentações, como as agências reguladoras


brasileiras (ANP, ANEEL, ANATE e outras), as entidades internacionais dos
mercados de valores etc.

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3.1 Obrigatoriedade de conformidade com a Lei n. 6.404/76 (Sociedades por
Ações).

As demonstrações contábeis obrigatórias de acordo com a Lei das Sociedades por Ações (Lei nº
6.404/76) estão especificadas no art. 176, transcrito abaixo:

"Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração
mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com
clareza a situação:

Dos eventos do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício:


I- balanço patrimonial(BP);
II- demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados(DLPA);
III- demonstração do resultado do exercício(DRE); e
IV-demonstração dos Fluxos de caixa(DFC); e (Redação dada pela Lei 11.638, de 2007),
V - se companhia aberta, demonstração do valor adicionado(DVA) (Incluído pela Lei n. 11.638,
de 2007).

Portanto, como podemos verificar, a lei não exigir a Demonstração da Mutação do Patrimônio
Líquido(DMPL) nem a Demonstração de Resultado Abrangente(DRA), assim como deixou de
ser obrigatória a Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos(DOAR).
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3.2 Obrigatoriedade de conformidade com o(CPC 26(R1) (NBC TG 26)

O CPC 26 (Rl) - Apresentação das Demonstrações Contábeis, aprovado pela Resolução


nº 1.185/2009, do CFC, e transformado no Brasil em Norma Técnica de Contabilidade de
Aplicação Geral, a NBC TG 26, considera como conjunto completo de Demonstrações
Contábeis, aquelas descritas nos seus itens 10 e 11, transcritos a seguir:

Item 10. O conjunto completo de demonstrações contábeis inclui:


a) balanço patrimonial ao final do período;
b) demonstração do resultado do período;
c) demonstração do resultado abrangente do período;
d) demonstração das mutações do patrimônio líquido do período;
e) demonstração dos fluxos de caixa do período;
f) demonstração do valor adicionado do período, conforme Pronunciamento Técnico CPC 09 -
Demonstração do Valor Adicionado, se exigido legalmente ou por algum órgão regulador ou
mesmo se apresentada voluntariamente;
g) notas explicativas, compreendendo um resumo das políticas contábeis significativas e
outras informações explanatórias; e

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h) balanço patrimonial no início do período mais antigo comparativamente apresentado quando
a entidade aplica uma política contábil retroativamente ou procede à reapresentação de itens
das demonstrações contábeis, ou ainda quando procede à reclassificação de itens de suas
demonstrações contábeis.

A demonstração do resultado abrangente pode ser apresentada em quadro demonstrativo


próprio ou dentro das mutações do patrimônio líquido ( ... ).

Item 11. A entidade deve apresentar com igualdade de importância todas as


demonstrações contábeis que façam parte do conjunto completo de demonstrações
contábeis.“

Portanto, podemos observar que o CPC 26(Rl) não exige a DLPA (Demonstração de Lucros e
Prejuízos Acumulados).

3.3 Obrigatoriedade de conformidade com o CPC-PME

O CPC-PME, aprovado pelo CFC e transformado em Norma Técnica Brasileira de Contabilidade


(NBC TG 1000) para as pequenas e médias empresas por meio das Resoluções nº 1.255/2009
e 1.285/2010.

O conjunto completo das demonstrações contábeis está especificado nos itens 3.17 e 3.18
desta norma, transcritos a seguir:
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3.17 O conjunto completo de demonstrações contábeis da Entidade deve incluir
todas as seguintes demonstrações:
(a) balanço patrimonial ao final do período;
(b) demonstração do resultado do período de divulgação;
(c) demonstração do resultado abrangente do período de divulgação. A demonstração do
resultado abrangente pode ser apresentada em quadro demonstrativo próprio ou dentro das
mutações do patrimônio líquido. A demonstração do resultado abrangente, quando
apresentada separadamente, começa com o resultado do período e se completa com os
itens dos outros resultados abrangentes;

(d} demonstração das mutações do patrimônio líquido para o período de divulgação;

(e) demonstração dos fluxos de caixa para o período de divulgação;

(f) notas explicativas, compreendendo um resumo das políticas contábeis significativas e


outras informações explanatórias.“

3.18 Se as únicas alterações no Patrimônio Líquido durante os períodos para os quais as


demonstrações contábeis são apresentadas derivarem do resultado, da distribuição de lucro,
das correções de erros de períodos anteriores e de mudanças de políticas contábeis, a
Entidade pode apresentar uma única Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados
(DLPA) no lugar da Demonstração do Resultado Abrangente e da Demonstração das
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Mutações do Patrimônio Líquido" (item 6.4 do CPC-PME).
Podemos observar que o CPC-PME não exige a DVA para as pequenas e médias
empresas e torna a DMPL opcional no caso do PL ter sofrido apenas alterações com
a contabilização do resultado do período, a distribuição de dividendos e ajustes de
exercícios anteriores.

3.4 Obrigatoriedade de conformidade com a CVM

A CVM, desde 1986, exige para as sociedades anônimas de capital aberto, além das
demonstrações que são exigidas pela Lei das S.A., a DMPL (Demonstração de
Mutação do Patrimônio Líquido).
A CVM aprovou, por meio da Deliberação n. 595/2009, o CPC 26 (Rl), a lista de
demonstrações exigidas pela CVM passou a ser igual a deste pronunciamento, já
relatada no item anterior, ou seja, ao invés de exigir a DLPA, exigi a DMPL.

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3.5 Obrigatoriedade de conformidade com o Regulamento do Imposto de
Renda (RIR/99).

O Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99) exige, em seu art. 274, transcrito a seguir, que
sejam elaborados o Balanço Patrimonial, o Demonstrativo do Resultado e a Demonstração de
Lucros e Prejuízos Acumulados para as empresas optantes do regime de lucro real de
apuração do imposto a recolher, os quais devem ser elaborados de acordo com a Lei n.
6.404/76.

Foi a partir dessa exigência do fisco federal que a Lei n. 6.404/76, passou a ser o alicerce da
Contabilidade brasileira, porque as demonstrações financeiras para as sociedades por ações
passaram a ser elaboradas baseadas nessa lei.
"Art. 274. Ao fim de cada período de incidência do imposto, o contribuinte deverá apurar o
lucro líquido mediante a elaboração, com observância das disposições da lei comercial, do
balanço patrimonial, da demonstração do resultado do período de apuração e da demonstração
de lucros ou prejuízos acumulados (Decreto-Lei nº 1.598, de 1977, art. 7°, § 4°, e Lei nº 7.450.
de 1985, art. 18)
§ 1° O lucro líquido do período deverá ser apurado com observância das disposições da Lei nº
6.404, de 1976 (Decreto-Lei n. 1.598, de 1977, art. 67, inciso XI, Lei n. 7.450, de 1985, art.
18, e Lei nº 9.249, de 1995, art. 5°).

§ 2° O balanço ou balancete deverá ser transcrito no Diário ou no LALUR (Lei nº 8.383, de


1991, art. 51, e Lei nº 9.430, de 1996, arts. 1° e 2°, § 3°)."
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Portanto, conclui-se que se uma empresa atender ao especificado no CPC 26(Rl),em
relação ao conjunto completo das demonstrações contábeis, atenderá a todos os
requisitos exigidos pelos órgãos que normatizam a Contabilidade Brasileira.

4. AS PRINCIPAL MODIFICAÇÃO INTRODUZIDAS PELA LEI Nº 11.941/2009


Para exercícios encerrados a partir de 05/12/2008,Entre outras alterações importantes
introduzidas na Lei das S/A, a Lei nº 11.941/2009, criou mais um subgrupo de contas
classificado como Intangível, no qual devem ser classificados todos os bens
incorpóreos e subdividiu o Ativo em Circulante e Não Circulante da seguinte forma:

ATIVO PASSIVO
Materia
ministrada CIRCULANTE CIRCULANTE
em
11/02/2019 NÃO CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE

REALIZAVEL A LP
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
INVESTIMENTOS
IMOBILIZADO
INTANGÍVEL 11
Aula a ser ministrada em 14/02/2019
5. PRONUNCIAMENTO CONCEITUAL BÁSICO
O Pronunciamento Conceitual Básico, também chamado de ESTRUTURA CONCEITUAL
PARA A ELABORAÇÃO E APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTABEIS,
que faz a Correlação com as Normas Internacionais de Contabilidade - "Estrutura para a
Preparação e a Apresentação das Demonstrações Contábeis" (Framework for the
Preparation and Presentation of Financial Statements) - (IASB), preceitua que as
demonstrações contábeis são preparadas e apresentadas para usuários externos em geral,
tendo em vista suas finalidades distintas e necessidades diversas.

Governos, órgãos reguladores ou autoridades fiscais, por exemplo, podem especificamente


determinar exigências para atender a seus próprios fins.

Essas exigências, no entanto, não devem afetar as demonstrações contábeis preparadas


segundo esta Estrutura Conceitual.
Demonstrações contábeis preparadas sob a égide desta Estrutura Conceitual objetivam
fornecer informações que sejam úteis na tomada de decisões e avaliações por parte dos
usuários em geral, não tendo o propósito de atender finalidade ou necessidade específica
de determinados grupos de usuários.

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As demonstrações contábeis preparadas com tal finalidade satisfazem as necessidades
comuns da maioria dos seus usuários, uma vez que quase todos eles utilizam essas
demonstrações contábeis para a tomada de decisões econômicas, tais como:

a) decidir quando comprar, manter ou vender um investimento em ações;


b) avaliar a Administração quanto à responsabilidade que lhe tenha sido conferida,
qualidade de seu desempenho e prestação de contas;
c) avaliar a capacidade da entidade de pagar seus empregados e proporcionar-lhes
outros benefícios;
d) avaliar a segurança quanta a recuperação dos recursos financeiros emprestados a
entidade;
e) determinar políticas tributarias;
f) determinar a distribuição de lucros e dividendos;
g) preparar e usar estatísticas da renda nacional; ou
h) regulamentar as atividades das entidades.
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5.1 Finalidade da Estrutura Conceitual

Segundo CPC 00 a finalidade da Estrutura Conceitual está assim caracterizada:

"Esta Estrutura Conceitual estabelece os conceitos que fundamentam a elaboração e a


apresentação de demonstrações contábeis destinadas a usuários externos.

A finalidade desta Estrutura Conceitual é:

(a) dar suporte ao desenvolvimento de novos Pronunciamentos Técnicos, Interpretações e


Orientações e à revisão dos já existentes, quando necessário;

(b) dar suporte à promoção da harmonização das regulações, das normas contábeis e dos
procedimentos relacionados à apresentação das demonstrações contábeis, provendo uma base
para a redução do número de tratamentos contábeis alternativos permitidos pelos
Pronunciamentos, Interpretações e Orientações;

(c) dar suporte aos órgãos reguladores nacionais;

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d) auxiliar os responsáveis pela elaboração das demonstrações contábeis na aplicação dos
Pronunciamentos Técnicos, Interpretações e Orientações e no tratamento de assuntos que
ainda não tenham sido objeto desses documentos;

(e) auxiliar os auditores independentes a formar sua opinião sobre a conformidade das
demonstrações contábeis com os Pronunciamentos Técnicos, Interpretações e Orientações;

(f) auxiliar os usuários das demonstrações contábeis na interpretação de informações nelas


contidas, elaboradas em conformidade com os Pronunciamentos Técnicos, Interpretações e
Orientações; e

(g) proporcionar aos interessados informações sobre o enfoque adotado na formulação dos
Pronunciamentos Técnicos, das Interpretações e das Orientações.“

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5.2 Características qualitativas da informação contábil útil

Características qualitativas fundamentais e de melhoria

O pronunciamento conceitual (PC) que trata da estrutura conceitual (EC) para elaboração e a
divulgação do relatório contábil-financeiro apresenta, em seu item QC4, que, para ser útil, a
informação precisa ser relevante e representar com fidedignidade o que objetiva expor.

A utilidade das informações contidas nos relatórios é melhorada se estas forem comparáveis,
verificáveis, tempestivas e compreensíveis.

Características qualitativas fundamentais


São a relevância e a representação fidedigna.

A informação relevante é aquela capaz de fazer a diferença e, para fazer a diferença, ela
precisa ter valor preditivo, valor confirmatório ou ambos. Ligada à relevância, devemos
considerar a materialidade da informação, aspecto absolutamente ligado à relevância; a
informação é material quando sua omissão ou divulgação distorcida pode influenciar as
decisões dos usuários.

A informação é considerada perfeitamente fidedigna quando: completa, neutra e livre de erro.


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QUADRO RESUMO DE RELEVÂNCIA E FEDEDIGNIDADE
Relevância

Valor Predetivo Se puder ser usada pelos usuários para predizer futuros resultados

Se servir para retroalimentação (feedback)confirmando ou alterando


Valor ConfIrmatório avaliações prévias
Fededignidade
Deve incluir toda a informação para a compreensão do fenômeno
Completa retratado
Desprovida de viés,não deve ser discorcida com ênfases, pesos ou
Neutra manipulações
Não ter erro não significa algo perfeito, mas sim que os processos
utilizados e suas limitações a sua seleção e aplicação para estimativa
Livre de Erros foram relevadas

Características qualitativas de melhoria

"Comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade são


características qualitativas que melhoram a utilidade da informação que é relevante e
que é representada com fidedignidade”.

As características qualitativas de melhoria podem também auxiliar a determinar qual de


duas alternativas que sejam consideradas equivalentes em termos de relevância e
fidedignidade de representação deve ser usada para retratar um fenômeno. (CPC 00) 17
Comparabilidade

A comparabilidade é a característica qualitativa da informação contábil que deve permitir a


comparação com relatórios de outros períodos da própria entidade, assim como de entidades
do mesmo setor.

Essa é a característica que exige relatórios contábil financeiros de no mínimo dois períodos
(dois itens).

"As decisões de usuários implicam escolhas entre. alternativas, como, por exemplo, vender ou
manter um investimento, ou investir em uma entidade ou noutra. Consequentemente, a
informação acerca da entidade que reporta informação será mais útil caso possa ser
comparada com informação similar sobre outras entidades e com informação similar sobre a
mesma entidade para outro período ou para outra data.

Comparabilidade é a característica qualitativa que permite que os usuários identifiquem e


compreendam similaridades dos itens e diferenças entre eles.

Diferentemente de outras características qualitativas, a comparabilidade não está relacionada


com um único item:

A comparação requer no mínimo dois itens." (CPC 00)


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Consistência e uniformidade
A comparabilidade está intimamente ligada aos atributos consistência e uniformidade.

Consistência
Embora esteja relacionada com a comparabilidade, não significa o mesmo. Consistência refere-se ao
uso dos mesmos métodos para os mesmos itens, tanto de um período para outro considerando a
mesma entidade que reporta a informação, quanto para um único período entre entidades.

Comparabilidade é o objetivo; a consistência auxilia a alcançar esse objetivo. (CPC 00)

Uniformidade
Comparabilidade não significa uniformidade. Para que a informação seja comparável, coisas
iguais precisam parecer iguais e coisas diferentes precisam parecer diferentes.
A comparabilidade da informação contábil financeira não é aprimorada ao se fazer com que
coisas diferentes pareçam iguais ou que coisas iguais parecerem diferentes. (CPC 00)

Verificabilidade
A verificabilidade ajuda a assegurar aos usuários que a informação representa fidedignamente o
fenômeno econômico que se propõe representar. A verificabilidade significa que diferentes
observadores, cônscios e independentes, podem chegar a um consenso, embora não cheguem
necessariamente a um completo acordo, quanto ao retrato de uma realidade econômica em
particular ser uma representação fidedigna. Informação quantificável não necessita ser um
único ponto estimado para ser verificável. Uma faixa de possíveis montantes com suas
probabilidades respectivas pode também ser verificável. (CPC 00) 19
Ainda segundo o CPC 00, verificação pode ser direta ou indireta. Verificação direta significa
verificar um montante ou outra representação por meio de observação direta, como, por
exemplo, por meio da contagem física do estoque. Verificação indireta significa checar os
dados de entrada do modelo, fórmula ou outra técnica e recalcular os resultados obtidos por
meio da aplicação da mesma metodologia.

Um exemplo é a verificação do valor contábil dos estoques por meio da checagem dos dados
de entrada (quantidades e custos) e por meio do recálculo do saldo final dos estoques
utilizando a mesma premissa adotada no fluxo do custo (por exemplo, utilizando o método
PEPS).

Tempestividade
Essa característica está relacionada com o princípio que consta da Resolução nº 750/93
(princípios da contabilidade), que trata da oportunidade.

A informação tempestiva é aquela divulgada na hora em que ocorre e na extensão correta de


valor. Segundo o CPC 00, "Tempestividade significa ter informação disponível para
tomadores de decisão a tempo de poder influenciá-los em suas decisões. Em geral, a
informação mais antiga é a que tem menos utilidade”.
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Compreensibilidade

O CPC 00 preceitua que "Classificar, caracterizar e apresentar a informação com clareza e


concisão torna-a compreensível “ bem como” Relatórios contábil-financeiros são elaborados
para usuários que têm conhecimento razoável de negócios e de atividades econômicas e que
revisem e analisem a informação diligentemente.“

Observação sobre as características de melhoria

A aplicação das características qualitativas de melhoria não pode tornar útil a informação
que é irrelevante ou não representar com fidedignidade as informações de determinada
entidade. Para o CPC 00: "Características qualitativas de melhoria devem ser maximizadas na
extensão possível. Entretanto, as características qualitativas de melhoria, quer sejam
individualmente ou em grupo, não podem tornar a informação útil se dita informação for
irrelevante ou não for representação fidedigna."

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6. PRESSUPOSTOS BÁSICOS

6.1 Regime de Competência

A fim de atingir seus objetivos, demonstrações contábeis são preparadas conforme o


regime contábil de competência.

Segundo esse regime, os efeitos das transações e outros eventos são reconhecidos quando
ocorrem (e não quando caixa ou outros recursos financeiros são recebidos ou pagos) e são
lançados nos registros contábeis e reportados nas demonstrações contábeis dos períodos a
que se referem.

As demonstrações contábeis preparadas pelo regime de competência informam aos


usuários não somente sobre transações passadas envolvendo o pagamento e recebimento
de caixa ou outros recursos financeiros, mas também sobre obrigações de pagamento no
futuro e sobre recursos que serão recebidos no futuro.

Dessa forma, apresentam informações sobre transações passadas e outros eventos que
sejam as mais uteis aos usuários na tomada de decisões econômicas.

O regime de competência pressupõe a confrontação entre receitas e despesas.

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6.2 Continuidade

As demonstrações contábeis são normalmente preparadas no pressuposto de que


a entidade continuará em operação no futuro previsível.

Dessa forma, presume-se que a entidade não tem a intenção nem a necessidade
de entrar em liquidação, nem reduzir materialmente a escala das suas operações;
se tal intenção ou necessidade existir, as demonstrações contábeis terão que ser
preparadas numa base diferente e, nesse caso, tal base deverá ser divulgada.

7. CPC 26 (R1) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

O Pronunciamento Técnico CPC 26 (R1) Apresentação das Demonstrações


Contábeis determina a base de apresentação de demonstrações contábeis de
uso geral a fim de assegurar a comparação, tanto com as próprias
demonstrações contábeis de períodos anteriores como com as demonstrações
contábeis de outras entidades.

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De acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 26 (R1), um conjunto completo de
demonstrações contábeis envolve a apresentação de:

a) Balanço patrimonial;
b) Demonstração do resultado;
c) Demonstração do resultado abrangente;
d) Demonstração das mutações do patrimônio líquido;
e) Demonstração dos fluxos de caixa;
f) Demonstração do valor adicionado (exigência legal para companhias abertas);
g) Notas explicativas.

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7.1 Finalidade das Demonstrações Contábeis

Conforme o item 09, do Pronunciamento Técnico CPC 26 (R1) Apresentação das


Demonstrações Contábeis, as demonstrações contábeis são: uma representação
estruturada da posição patrimonial e financeira e do desempenho da companhia.
O objetivo das demonstrações contábeis é o de proporcionar informação acerca da
posição patrimonial e financeira, do desempenho e dos fluxos de caixa da entidade
que seja útil a um grande número de usuários em suas avaliações e tomada de
decisões econômicas. Para atenderá esse objetivo, as demonstrações contábeis
devem fornecer informações a respeito de:
a) ativos;
b) passivos;
c) patrimônio;
d) receitas e despesas, incluindo ganhos e perdas;
e) alterações no capital próprio mediante integralizações dos proprietários e
distribuições
a eles; e
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f) de fluxos de caixa.
7.2 Elementos das Demonstrações Contábeis

O Pronunciamento Conceitual Básico (R1) do CPC considera que os elementos


diretamente relacionados com a avaliação e mensuração da posição patrimonial e
financeira de uma companhia são:

Ativos: são recursos controlados como resultados de eventos passados e dos quais
se esperam que resultem futuros benefícios econômicos para a companhia.

Passivos: são obrigações presentes, derivadas de eventos já ocorridos, cujas


liquidações se espera que resultem em saída de recursos capazes de gerar
benefícios econômicos.

Patrimônio líquido: é o valor residual dos ativos da companhia depois de


deduzidos todos os seus passivos, também tratado como fonte de recursos
próprios, ou seja. capital próprio ou ativo líquido.

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Já o resultado da companhia é normalmente empregado como medida de
desempenho e envolve:

Receitas: são aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil na


forma de entrada de recursos ou aumento de ativos ou diminuição de passivos,
que resultam em aumentos do patrimônio líquido e que não sejam provenientes
de aporte dos proprietários da companhia.

Despesas: são decréscimos nos benefícios econômicos durante o período contábil


na forma de saída de recursos ou redução de ativos ou incrementos em passivos,
que resultam em decréscimo do patrimônio líquido e que não sejam provenientes
de distribuição aos proprietários da companhia.

Ganhos: representam outros itens que se enquadram na definição de receita e


podem ou não surgir no curso das atividades ordinárias da companhia,
representando aumentos nos benefícios econômicos.

Perdas: representam outros itens que se enquadram na definição de despesas e


podem ou não surgir no curso das atividades ordinárias da companhia,
representando decréscimos nos benefícios econômicos.
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7.3 Identificação das Demonstrações Contábeis

Cada demonstração contábil e notas explicativas devem ser identificadas claramente,


conforme o CPC 26 (R1), levando-se em conta:

a) o nome da empresa;
b) se a demonstração e notas se referem a uma empresa individual/ grupo consolidado;
c) a data-base da demonstração contábil e notas explicativas;
d) a moeda de apresentação (relatório);
e) o nível de arredondamento empregado nos valores apresentados em cada uma
das demonstrações contábeis e notas explicativas.

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7.4 Apresentação Apropriada das Demonstrações Contábeis

Com o objetivo de preservar a essência sobre a forma, o CPC 26 (R1) permite


que, em casos extremamente raros, nos quais a administração vier a concluir
que a conformidade com um requisito de Pronunciamento Técnico,
Interpretação ou Orientação do CPC conduziria a uma apresentação tão
enganosa que entraria em conflito com o objetivo das demonstrações contábeis
estabelecido na Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório
Contábil-Financeiro, a entidade não aplicará esse requisito, a não ser que esse
procedimento seja terminantemente vedado do ponto de vista legal e
regulatório.

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Caso a companhia deixe de aplicar uma disposição prevista em determinado
Pronunciamento, esta deverá reportar as seguintes informações:

I - que a administração concluiu que as demonstrações contábeis apresentam


adequadamente sua posição patrimonial e financeira, o resultado de suas operações
e os fluxos de caixa;

II - que as demonstrações contábeis estão de acordo com os Pronunciamentos do


CPC, exceto quanto a mudança descrita, que teve como objetivo apresentar de
modo mais adequado essas demonstrações;

III - qual é a disposição e qual é o número do Pronunciamento que deixaram de ser


adotados, a natureza do desvio, incluindo o tratamento que o Pronunciamento
exige, a razão pela qual esse tratamento causaria distorções nas circunstâncias de tal
forma que os objetivos das demonstrações contábeis não seriam atingidos, bem
como o tratamento adotado; e

IV - qual seria o efeito financeiro nas demonstrações contábeis em cada período


apresentado, caso o Pronunciamento tivesse sido adotado.

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8. BALANÇO PATRIMONIAL
De acordo com o CPC 26 (R1), um balanço patrimonial deve apresentar o
seguinte conjunto mínimo de contas contábeis:
a. caixa e equivalentes de caixa;
b. clientes e outros recebíveis;
c. estoques;
d. ativos financeiros (exceto: caixa e equivalentes de caixa, clientes e outros
recebíveis e investimentos avaliados pelo método de equivalência
patrimonial);
e. ativos financeiros classificados como disponíveis para venda e ativos não
circulantes à disposição para venda;
f. ativos biológicos;
g. investimentos avaliados pelo método da equivalência patrimonial;
h. propriedades para investimento;
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8. BALANÇO PATRIMONIAL

i. imobilizado;
j. intangível;
k. contas a pagar comerciais e outras;
l. provisões;
m. obrigações Financeiras(exceto k e l )
n. obrigações e ativos relativos à tributação corrente;
o. impostos diferidos ativos e passivos, classificados no não circulante;
p. obrigações associadas a ativos à disposição para venda;
q. participação de não controladores apresentada de forma destacada dentro do
patrimônio líquido; e
r. capital integralizado e reservas e outras contas atribuíveis aos proprietários da
entidade.
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Desse modo, levando-se em conta as Leis no 11.638/07 e no 11.941/09, e o CPC
26 (R1), um balanço patrimonial pode ser apresentado a partir do seguinte
formato:
ATIVO Nota 20X1 20X0
Ativo Circulante
Caixa e Equivalentes
Títulos e Valores Mobiliários
Contas a Receber de Clientes
Estoques
Outros Ativos...
Ativo Não Circulante
Realizável a Longo Prazo:
Contas a Receber
Impostos Diferidos
Títulos e Valores Mobiliários
Depósitos Judiciais
Outros Ativos...
Investimento
Imobilizado
Intangível
TOTAL DO ATIVO
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PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Nota 20X1 20X0

Passivo Circulante
Fornecedores
Salários e Benefícios
Impostos e Contribuições
Empréstimos e Financiamentos
Outros Passivos...
Passivo Não Circulante
Empréstimos e Financiamentos
Impostos Diferidos
Arrendamentos e Compromissos Contratuais
Receitas Diferidas Líquidas
Outros Passivos...
Patrimônio Líquido
Capital Social Integralizado
Reservas de Lucros
Outros Resultados Abrangentes
Total Patrimônio Líquidos dos Controladores
Participação dos Não Controladores
Total do Patrimônio Líquido Incluindo Participação dos Não Controladores
TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
34
Aula a ser ministrada em 18/02 Procedimentos para evidenciação de ativos,
passivos e itens de patrimônio líquido:
I - Ativos e passivos: são separados em circulantes (curto prazo) e não
circulantes (longo prazo).

II - Caixa e equivalentes: envolve as disponibilidades financeiras imediatas


(dinheiro em caixa, depósitos bancários e aplicações financeiras com prazo de
liquidez de até noventa dias).

III - Impostos diferidos: geralmente classificados como ativos e/ou passivos


não circulantes.

IV – Títulos e valores mobiliários: classificados em títulos para negociação


(disponível para venda) e mantidos até o vencimento, conforme as normas sobre
instrumentos financeiros: CPC 38 e CPC 39.

V - Outros resultados abrangentes: compreende variações na reserva de


reavaliação, ajustes acumulados de conversão, variação cambial de investimento
societário no exterior, ganhos e perdas com parcela efetiva de hedge de fluxo de
caixa, ganhos e perdas com ativos financeiros disponíveis para venda, ganhos e
perdas atuariais com planos de pensão com beneficio definido. 35
VI - Participação dos não controladores: é apresentada dentro do patrimônio
líquido como demonstrado no balanço patrimonial anterior.

VII - Notas explicativas: deve haver indicação do número da nota explicativa a


que se refere o ativo, passivo e item de patrimônio líquido.
8.1 Ativos e Passivos Circulantes
De acordo com o CPC 26 (R1), um ativo deve ser classificado como circulante
quando satisfizer qualquer dos seguintes critérios:

1. espera-se que seja realizado ou pretende-se que seja vendido ou consumido no


decurso normal do ciclo operacional da companhia;

2. está mantido essencialmente com o propósito de ser negociado;

3. espera-se que seja realizado até doze meses após a data do balanço; ou

4. é caixa ou equivalente de caixa (conforme definido no CPC 03 (R2)


Demonstração dos Fluxos de Caixa), a menos que sua troca ou seu uso para
liquidação de passivo se encontrem vedadas durante pelo menos doze meses após a
data do balanço.
Todos os demais ativos devem ser classificados como não circulantes. 36
Já um passivo deve ser classificado como circulante quando satisfizer qualquer
dos seguintes critérios:

1. espera-se que seja liquidado durante o ciclo operacional normal da companhia;


2. está mantido essencialmente para a finalidade de ser negociado;
3. deve ser liquidado no período de até doze meses após a data do balanço; ou
4. a entidade não tem direito incondicional de diferir a liquidação do passivo durante
pelo menos doze meses após a data do balanço.

Todos os outros passivos devem ser classificados como não circulantes.

37
8.2 Patrimônio Líquido

Levando-se em conta as alterações no patrimônio líquido introduzidas pelas Leis


no 11.638/07 e no 11.941/09, e o CPC 26 (R1), os principais componentes do
novo patrimônio líquido, do balanço patrimonial consolidado são os seguintes:
Patrimônio líquido
Capital social integralizado
Reserva de capital
Reserva de reavaliação (saldo antigo mantido até a sua realização)
Reservas de lucros:
Legal
Estatutária
Incentivos Fiscais
Lucros Retidos
Prejuízos acumulados
38
Outros resultados abrangentes:

Ajustes de Avaliação Patrimonial (ativos financeiros disponíveis para venda e


hedges de fluxo de caixa e de investimento líquido no exterior)

Ajustes Acumulados de Conversão (variação cambial de investimento societário no


exterior)

Ganhos e Perdas Atuariais em Planos de Pensão com Benefício Definido

Total do patrimônio líquido dos controladores

Participação dos não controladores

Total do patrimônio líquido incluindo a participação de não controladores

39
Qual o prazo para fechamento do Balanço?

Não há nas normas contábeis editadas pelo prazo específico para fechamento do balanço. O
mesmo pode ser fechado mensalmente, se a entidade assim o quiser.

A Lei nº 6.404 e o Novo Código Civil (art. 176 e 1.065, respectivamente) estabelecem que
as empresas têm que fechar seus balanços ao término do exercício social.

Nas Sociedades Limitadas (art. 1.078 caput e § 1º do novo código civil) e nas Sociedades
por Ações (arts. 132 e 133 da Lei das S/A) há obrigatoriedade de realização de assembleia
geral para apreciação das demonstrações contábeis até 4 meses após o término do exercício
social e, em ambos os casos, os acionistas devem receber cópia das referidas demonstrações
1 mês antes da data da assembleia.

Portanto, e levando em consideração que o exercício social das entidades geralmente


coincide com o ano calendário, as mesmas teriam que estar com suas demonstrações
contábeis à disposição dos acionistas até 31 de março.

Para entidades que não se sujeitem às leis acima, não há prazos estabelecidos. Geralmente,
os prazos para fechamento dos balanços coincidem com os estabelecidos pela Receita
Federal para apresentação da declaração de Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas.

40
QUESTÕES

Assinale Verdadeiro (v) ou falso (f)


1º) Depois da lei 11.638/07 as demonstrações contábeis a serem preparadas e divulgadas passaram a ser as abaixo
relacionadas. ( V )
Balanço patrimonial;
Demonstração do resultado;
Demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados, podendo ser substituído pela demonstração das mutações do
patrimônio líquido;
Demonstração dos fluxos de caixa;
Demonstração do valor adicionado, e
Notas explicativas, incluindo a descrição das práticas contábeis. Observando, que o DVA é obrigatório somente para
cias abertas.

41
DEMONSTRAÇÃO CONTÁBIL PMEs EMPRESAS em GERAL SA de CAPITAL ABERTO
Balanço Patrimonial(BP) Obrigatório Obrigatório Obrigatório
Demonstração do Resultado dos Exercício (DRE) Obrigatório Obrigatório Obrigatório
Pode ser
Substituída
Demonstração do Resultado Abrangente (DRA) pela DLPA Obrigatório Obrigatório
Pode ser substituída Pode ser Substituída
Demonstração de Lucros (Prejuízos) Acumulados (DLPA) Facultativo pela DMPL pela DMPL
Pode ser
Substituída
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido(DMPL) pela DLPA Obrigatório Obrigatório
Demonstrações dos Fluxos de Caixa (DFC) Facultativo Obrigatório Obrigatório
Demonstração do Valor Adicionado (DVA) Facultativo Obrigatório Obrigatório
Notas Explicativas (NE) Obrigatório Obrigatório Obrigatório
42
QUESTÕES

2º) Assinale V OU F
As companhias abertas são obrigatoriamente examinadas por empresas de auditoria externa (independentes) e com
autorização da CVM. ( V )

3º) Qual o objetivo da elaboração da Demonstração do Valor adicionado?


a) ( ) Evidenciar a posição patrimonial da empresa em determinado período.
b) ( X ) Demonstrar a riqueza gerada pela empresa e sua destinação.
c) ( ) Apurar o resultado do Exercícios
d) ( ) Mostrar a evolução do Patrimônio Líquido
e) ( ) Mostrar como ficaria o resultado mediante apresentação de itens abrangentes que não transitam pelo PL.

43
QUESTÕES
4º) Em relação ao efeito contábil das transações realizadas por uma companhia aberta, temos a seguinte
afirmativa:

"O pagamento antecipado por um serviço a ser prestado por terceiros, no prazo máximo de um ano, não
causa impacto imediato no resultado, devendo ser registrado a débito de uma conta do ativo circulante e
a crédito de disponibilidades."

A alternativa está:
a) Correta

b) Incorreta.

Resposta: A
Explicação da resposta:
A alternativa está correta, é um adiantamento de despesa. Logo, a despesa está paga mais ainda não ocorreu (o fato gerador da
despesa ainda não ocorreu). Sendo assim:

D - Despesa antecipada
C - Disponibilidades

Exemplo: Registro do adiantamento concedido ao fornecedor:

D - Adiantamentos a Fornecedores
C - Caixa ou Banco Conta Movimento

Na medida que a despesa vier a ocorrer, será reconhecida no resultado. 44


QUESTÕES

5º). No patrimônio da empresa, qual dos exemplos abaixo é considerado um direito?


a) Caixa
b) Estoque

c) Contas a receber

d) Salários a pagar
e) Máquinas e equipamentos

Resposta: C

Explicação da resposta:
Caixa - bem
Estoque - bem
Contas a receber - direito
Salários a pagar - obrigação
Máquinas e equipamentos - bem

O que diferencia bens de direitos é a posse, ou seja, direitos são os bens da empresa que estão em poder
de terceiros.

45
QUESTÕES
7º). Em 31/12/X7, o patrimônio líquido da empresa ABC apresentava saldo de
R$875.000,00. Assinale a opção que corresponde ao aumento do ativo imobilizado dessa
empresa.
a) Contração de empréstimo.
b) Compra de um prédio usado.
c) Integralização de capital.
d) Pagamento de dívidas em dinheiro.
e) Recebimento de duplicatas com juros.

Resposta: b

Explicação da resposta:
a) aumento no passivo circulante
b) aumento do ativo imobilizado
c) aumento de patrimônio líquido
d) diminuição do ativo circulante disponível junto a uma diminuição do passivo circulante
e) aumento do ativo circulante disponível

*Conforme o Art. 179 da Lei 6.404/76, as contas serão classificadas do seguinte modo:

"no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção
das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os
decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens."
(Redação dada pela Lei nº 11.638 de 2007)
46
QUESTÕES

8º) A cada encerramento de exercício as empresas emitem suas demonstrações contábeis. Acerca do
Balanço Patrimonial, assinale a opção correta.

a) Demonstra local, data, conta devedora, conta credora, histórico e valor dos lançamentos contábeis.

b) É a demonstração que evidencia o patrimônio de uma empresa de forma quantitativa e qualitativa.

c) Indica a formação e a utilização do capital social e das reservas da empresa.

d) Informa o valor dos bens adquiridos nos últimos seis meses.

e) Permite o controle da movimentação do patrimônio da empresa.

Resposta: b

Explicação da resposta:
De acordo com o conceito do Balanço Patrimonial, ele é a demonstração contábil destinada a
evidenciar, quantitativa e qualitativamente, numa determinada data, a posição patrimonial e
financeira da entidade.

47
QUESTÕES

9º) Observe a afirmativa:

"Deve-se registrar em conta de passivo uma obrigação presente que provavelmente requeira um
sacrifício de ativos."
Esta afirmativa está:
a) Correta
b) Incorreta

Resposta: A

Explicação da resposta:

Segundo a letra "b" do item 44.4 do CPC 00 (que trata da Estrutura Conceitual da Apresentação das
Demonstrações Contábeis) o passivo é definido da seguinte forma:

"Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos passados, cuja liquidação se
espera que resulte na saída de recursos da entidade capazes de gerar benefícios econômicos".

48
QUESTÕES

12º) Acerca do mercado de capitais, julgue a seguinte frase:

"As ações representam uma fração do capital social de uma sociedade anônima, conferindo todas elas a seus
acionistas direito a voto nas decisões da empresa."

A frase está:
a) Certa
b) Errada

Resposta: b

Explicação da resposta:
Ações Ordinárias (ON) - concedem poder de voto nas assembleias da companhia.

Ações Preferenciais (PN) - oferecem preferência na distribuição dos resultados ou no reembolso do


capital em caso de liquidação da companhia (não há direito a voto).

49
ANÁLISE das Demonstrações
Contábeis

Balanço Patrimonial

Prof. José James


ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS -
Critérios

 Fonte de informações:
 Balanço Patrimonial (BP)
 Procedimentos Preliminares:

1. Reclassificação das contas:


 Duplicatas e Saques de Exportação Descontados →
empréstimos;
 Resultado de Exercícios Futuros→ Patrimônio Líquido;

51
Capital Circulante Líquido ou Capital de Giro Líquido
CCL = AC – PC

 Direitos menos obrigações de curto prazo, indicam margem de


segurança para honrar os compromissos de Curto Prazo.
Logo:

1. AC > PC → positivo  Liquidez


2. AC = PC → nulo
3. AC < PC → negative  aperto de liquidez

 Razões da necessidade de CCL positivo:


a) Certeza dos pagamentos e incerteza dos recebimentos;
b) Inexistência de sincronização entre os recebimentos e
pagamentos.

52
QUESTÕES
6º). Considere o Balanço Patrimonial a seguir:

Balanço Patrimonial da empresa XYZ


Ativo Passivo
Ativo Circulante Passivo Circulante
Caixa $ 100,00 Fornecedores $ 920,00
Banco conta movimento $ 900,00 Contas a pagar $ 700,00
Ativo Não Circulante Passivo Não Circulante
Realizável a longo prazo $ 600,00 Exigível a longo prazo $ 1.800,00
Investimentos $ 800,00 PL
$
Imobilizado Capital $ 3.000,00
3.000,00
$
Intangível
1.020,00
$
TOTAL TOTAL $ 6.420,00
6.420,00

Assinale a opção que caracteriza o capital circulante líquido da empresa XYZ.


a) Negativo, no valor de $620,00.
b) Positivo, no valor de $6.200,00.
c) Negativo, no valor de $520,00.
d) Positivo, no valor de $200,00.
e) Positivo, no valor de $700,00.
53
QUESTÕES

Questão 6
Resposta: a

Explicação da resposta:

Capital Circulante Líquido = Ativo Circulante - Passivo Circulante


Capital Circulante Líquido = (100 + 900) - (920 - 700)
Capital Circulante Líquido = -620 ($620,00 negativo)

Ou seja, Capital Circulante Líquido(CCL) é a diferença entre Ativo Circulante(AC) e


Passivo Circulante(PC).

Se:
CCL>0 -> CCL positivo
CCL<0 -> CCL negativo
CCL=0 -> CCL nulo
54
ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

 Uma das técnicas de aplicação mais simples, entretanto


uma das mais importantes, consiste nas avaliação do
desempenho empresarial, através da análise:
•Vertical e
•Horizontal

 Para facilidade didática consideraremos as demonstrações


livres dos efeitos inflacionários.

 Entretanto, sempre lembrar que a correção integral pode


distorcer os Ativo não realizável e o PL.

55
Análise Vertical(Balanço Patrimonial)

 Permite mostrar o percentual de participação relativa


de cada item do Balanço Patrimonial e da
demonstração de Resultado do Exercício, em relação
ao seu respectivo grupo e ao total a que pertence.

 No caso do Ativo e do Passivo é obtido através do


coeficiente do valor de cada item pelo seu
respectivo referencial, qual seja, Ativo Total ou
Passivo Total.

56
FÓRMULAS: ANÁLISE VERTICAL

ANÁLISE DO BALANÇO PATRIMONIAL

AV  ATIVO = CONTA X 100


VALOR TOTAL DO ATIVO

AV  PASSIVO = CONTA X 100


VALOR TOTAL DO PASSIVO

AV NA HP 12C
VALOR TOTAL DO ATIVO [ENTER]
VALOR DA CONTA [%T]

57
Analise Horizontal(Balanço Patrimonial)
 Expressa a evolução dos itens das demonstrações
contábeis de exercícios consecutivos, através de
números-índices, estabelecendo os itens do exercício
mais antigo como índice-base 100.

 Mostra a participação (%) de cada elemento no total, no


Balanço Patrimonial.
• No Balanço, a base 100% será o Ativo Total ou o Passivo
Total.

 Limitações:
1. Item do exercício base igual a zero, índice-base não serve de
padrão pois os itens dos exercícios subsequentes são indivisíveis;

1. Item do exercício base igual a número negativo, variando para


positivo no exercício seguinte e vice-versa.

58
ANÁLISE HORIZONTAL

 Compara cada elemento do ano-base com o


ano imediatamente anterior, para medir qual foi
o crescimento ou a evolução patrimonial.

 No Balanço, o ano anterior é a base 100%.

 O resultado líquido do ano-base (após tirar de


100) revela se houve acréscimo ou decréscimo
(em %).

59
FÓRMULAS: ANÁLISE HORIZONTAL

ANÁLISE DO BALANÇO PATRIMONIAL

AH RUBRICA = (( VALOR ATUAL DA CONTA(X1) )


VALOR BASE DA CONTA(X0)

NA HP 12C
VALOR BASE DA CONTA(X0) [ENTER]
VALOR ATUAL DA CONTA(X1) [%Δ]

60
Balanço Patrimonial. Empresa XPT&O, dez/2017
– Dez/2018

Contas DEZ.-17($000) DEZ.-18($000)

ATIVO
Ativo Circulante 19.058 23.256
Realizável a Longo Prazo 63 627
Ativo Fixo 23.050 23.021
total 42.171 46.904
PASSIVO
Passivo Circulante 19.628 25.290
Passivo não Circulante 3.735 4.556
Patrinônio Lquido 18.808 17.058
total 42.171 46.904

61
Analise vertical e Horizontal(BP)
Empresa XPT&O. Balanço Patrimonial Analise vertical e Horizontal
dez/2017 - dez/2018
DEZ.-17 DEZ.-18
Contas AH AV AH AV
($000) ($000)
Ativo Circulante 19.058 100% 42,20% 23.256 122,03 49,58%
Realizável a Longo
Prazo 63 627
Ativo Fixo 23.050 23.021
total 42.171 46.904

Passivo Circulante 19.628 25.290


Passivo não
Circulante 3.735 4.556
Patrinônio Lquido 18.808 17.058
total 42.171 46.904
AV  ATIVO/PASSIVO = 19.058 X 100
AV NA HP 12C
VALOR TOTAL DO ATIVO/ VALOR TOTAL DO ATIVO/PASSIVO 42.171,00 [ENTER]
PASSIVO= 42.171
VALOR DA CONTA 19.058,00 [%T]
AV AC = 45,20%
AV AC HP = 45,20%
________________________________________________________________________
_AHAC= ( 23.256,00) (X1) AH NA HP 12C
(19.058,00) (X0) VALOR BASE DA CONTA 19.058,00 (X0) [ENTER]
AH AC = 122,03
62
% VALOR ATUAL DA CONTA 23.256,00 (X1) [%Δ]
AH HP= 22,03%
Analise vertical e Horizontal(BP)
Empresa XPT&O - Balanço Patrimonial Analise vertical e Horizonta dez/2017 - dez/2018
DEZ.-17 DEZ.-18
Contas AH AV AH AV
($000) ($000)

Ativo Ciculante 19.058 100% 45,2 23.256 122,0 49,6


Ralizavel a Longo
Prazo 63 100% 0,1 627 995,2 1,3
Ativo Fixo 23.050 100% 54,7 23.021 99,9 49,1
total 42.171 100% 100,0 46.904 111,2 100,0

Passivo Circulante 19.628 100% 46,5 25.290 128,8 53,9


Passivo não
Circulante 3.735 100% 8,9 4.556 122,0 9,7
Patrinônio Lquido 18.808 100% 44,6 17.058 90,7 36,4
total 42.171 100% 100,0 46.904 111,2 100,0
63
Analise vertical e Horizontal(BP)
Empresa XPT&O - Balanço Patrimonial Analise vertical e Horizonta dez/2017 - dez/2018
DEZ.-17 DEZ.-18
Contas AH AV AH AV
($000) ($000)

Ativo Ciculante
19.058 100% 45,2 23.256 22,0275% 49,6
Ralizavel a Longo
Prazo 63 100% 0,1 627 895,2381% 1,3
Ativo Fixo 23.050 100% 54,7 23.021 -0,1258% 49,1
total
42.171 100% 100,0 46.904 11,2234% 100,0

Passivo Circulante
19.628 100% 46,5 25.290 28,8465% 53,9
Passivo não
Circulante 3.735 100% 8,9 4.556 21,9813% 9,7
Patrinônio Lquido 18.808 100% 44,6 17.058 -9,3046% 36,4
total
64 42.171 100% 100,0 46.904 11,2234% 100,0
Aula de 25/02

ANÁLISE DE BALANÇO

65
ANÁLISE DE BALANÇO – VERTICAL E HORIZONTAL
BALANÇO PATRIMONIAL
Ano 20x1 20x2 Ano 20x1 20x2
Ativo R$ AV X1 AH X1 R$ AV X2 AH X2 Passivo R$ AV X1 AH X1 R$ AV X2 AH X2

Ativo circulante 1.175.450,00 1.287.200,00 Passivo circulante 2.000.500,00 2.116.580,00


Disponibilidade 500.000,00 600.000,00 Financiamentos 265.500,00 276.580,00

Clientes 210.450,00 182.200,00 Obrigações fiscais 85.000,00 90.000,00

Titulos a receber 285.000,00 235.000,00 Fornecedores 1.650.000,00 1.750.000,00


(Provisão DD) -74.550,00 -52.800,00
Passivo não
Outros créditos 300.000,00 340.000,00 circulante 1.291.950,00 1.266.620,00
Estoques de
mercadorias 60.000,00 80.000,00 Emprestimos 941.950,00 916.620,00
Despesas
exercicio
seguinte 105.000,00 85.000,00 Debentures 350.000,00 350.000,00
Ativo não
circulante 4.633.000,00 4.682.000,00
Ativo realizavel Patrimonio
a LP 200.000,00 222.000,00 Liquido 2.516.000,00 2.586.000,00
Créditos e
valores 200.000,00 222.000,00 Capital Social 1.380.000,00 1.380.000,00
Reserva de
Investimentos 936.000,00 830.000,00 Capital 380.000,00 350.000,00
Participação em
Sociedades 850.000,00 750.000,00 Reserva de Lucros 756.000,00 856.000,00
Outros
Investimentos
Permanentes 86.000,00 80.000,00
Ativo
Imobilizado 3.497.000,00 3.630.000,00
Maquinas e
Equipamentos 3.812.000,00 3.915.000,00
(Depreciação
Acumulada) -315.000,00 -285.000,00
Ativo Total 5.808.450,00 5.969.200,00 Passivo + PL Total 5.808.450,00 5.969.200,00
66 0,00 0,00
ANÁLISE DE BALANÇO - INDICES

Análise dos índices

Para uma ampla e correta análise de liquidez da empresa é aconselhável o


estudo dos 4 índices de forma simultânea e comparativa, sempre
observando quais são as necessidades da empresa, qual o ramo do mercado
em que ela está inserida e quais as respostas que os gestores procuram ao
calcular estes índices.

Um balanço patrimonial bem estruturado com a correta classificação das


contas pela contabilidade irá gerar índices de qualidade para uma melhor
tomada de decisão dos gestores.

67
ANÁLISE DE BALANÇO - INDICES
A análise financeira e de balanços não se resume, como muitos
acreditam, no cálculo de centenas de índices.

Ela trata da interpretação e da relevância desses índices, sendo um


instrumento de avaliação e desempenho.

A análise por índices é uma das ferramentas mais utilizadas no mercado


financeiro. Mas uma análise feita somente com índices é uma análise
pobre e certamente poderá conter inúmeras falhas.

Os índices financeiros, lidos isoladamente, não são suficientes para um


julgamento adequado e uma decisão correta.

Índices financeiros aliados à análise vertical já mostram de forma melhor


a situação financeira da empresa.

Apresenta-se, a seguir, alguns índices que permitirão a análise das


demonstrações
68 contábeis nas organizações:
ANÁLISE DE BALANÇO - INDICES
Situação Financeira  Liquidez
 Estrutura

Situação Econômica  Rentabilidade

Liquidez
Para ajudar a analisar esses indicadores, existe uma regra utilizada pela contabilidade que
se baseia no resultado das formulas de cada indicador.

•Resultado > 1: bom grau de liquidez;


•Resultado = 1: recursos se igualam ao valor dos pagamentos;
•Resultado < 1: não possui como quitar suas dívidas no momento.

Valores que estejam bem acima de 1 indicam que a empresa possui alto nível de liquidez
para aquele período.

Contudo, se sua empresa tiver um resultado de liquidez menor do que 1, não se


desespere: pode ser que seus recursos estejam concentrados a longo prazo. Avalie a
69
situação antes de tomar uma decisão.
ANÁLISE DE BALANÇO – INDICES
LIQUIDEZ CORRENTE

Liquidez Corrente = Ativo Circulante


Passivo Circulante
Para uma liquidez corrente ser boa ou ruim, dependerá do tipo de atividade da
empresa, especialmente do seu ciclo financeiro que deve considerar os prazos
de rotação dos estoques, recebimento das vendas, e pagamento das compras.
É possível encontrarmos empresas quebradas com índices de liquidez corrente
próximo de 2,00 e empresas saudáveis com indicador inferior a um
A capacidade de pagamento no médio prazo é chamada de índice de liquidez
corrente, este é o indicador mais importante medidor da situação financeira da
empresa.
Quando esse índice é maior do que um(1) normalmente é um aspecto positivo.
“A liquidez corrente indica o quanto existe de ativo circulante para cada $ 1 de
dívida a curto prazo”.
70
ANÁLISE DE BALANÇO – INDICES

Indicador de liquidez corrente

O indicador de liquidez correte ou comum, como também é chamado, tem por função
medir a capacidade da empresa de cumprir com suas obrigações no curto prazo.
Normalmente, na gestão financeira, é ele que serve de referência para a maioria dos
pagamentos, representando a saúde do caixa.

Seu cálculo é feito pela divisão dos ativos circulantes da empresa (aqueles de curto prazo
– menores que um ano), pelo passivo circulante (empréstimos, alguns impostos,
fornecedores). Para obter precisão nesses valores é importante que o balanço da empresa
seja feito periodicamente.

Por se tratar de um indicador extremamente importante para qualquer companhia, é


interessante que o valor de seu cálculo seja superior a 1. Dessa forma, o gestor saberá que
a organização estará preparada para a cumprir com a maioria dos seus compromissos com
terceiros.

71
ANÁLISE DE BALANÇO – INDICES
COM BASE NO BALANÇO CALCULE:
Liquidez Corrente = Ativo Circulante
Passivo Circulante
Contas DEZ.-17($000) DEZ.-18($000)
ATIVO
Ativo Circulante 19.058 23.256
Ralizavel a Longo Prazo 63 627
Ativo Fixo 23.050 23.021
total 42.171 46.904
PASSIVO
Passivo Circulante 19.628 25.290
Passivo não Circulante 3.735 4.556
Patrinônio Lquido 18.808 17.058
total 42.171 46.904
Ano 17 Indice 18 Indice
Analise
Ativo Circulante
19.058 0,97 23.256 0,92 Considerando apenas esse índice o mesmo encontra-se
abaixo do padrão de mercado, significando que para cada 1
real de Divida de CP a Empresa tem em caixa apenas 0,97 em
Passivo 72 x0 e 0,92. Isso significa que a mesma não tem como honrar os
compromissos de curto prazo
Circulante 19.628 25.290
BALANÇO PATRIMONIAL
Ano 20x1 20x2 Ano 20x1 20x2
Ativo R$ R$ Passivo R$ R$
Ativo circulante 1.175.450,00 1.287.200,00 Passivo circulante 2.000.500,00 2.116.580,00
Disponibilidade 500.000,00 600.000,00 Financiamentos 265.500,00 276.580,00
Clientes 210.450,00 182.200,00 Obrigações fiscais 85.000,00 90.000,00
Titulos a receber 285.000,00 235.000,00 Fornecedores 1.650.000,00 1.750.000,00
(Provisão DD) -74.550,00 -52.800,00
Passivo não
Outros créditos 300.000,00 340.000,00 circulante 1.291.950,00 1.266.620,00
Estoques de
mercadorias 60.000,00 80.000,00 Emprestimos 941.950,00 916.620,00
Despesas exercicio
seguinte 105.000,00 85.000,00 Debentures 350.000,00 350.000,00
Ativo não circulante 4.633.000,00 4.682.000,00
Ativo realizavel a LP 200.000,00 222.000,00 Patrimonio Liquido 2.516.000,00 2.586.000,00
Créditos e valores 200.000,00 222.000,00 Capital Social 1.380.000,00 1.380.000,00
Investimentos 936.000,00 830.000,00 Reserva de Capital 380.000,00 350.000,00
Participação em
Sociedades 850.000,00 750.000,00 Reserva de Lucros 756.000,00 856.000,00
Outros Investimentos
Permanentes 86.000,00 80.000,00
Ativo Imobilizado 3.497.000,00 3.630.000,00
Maquinas e
Equipamentos 3.812.000,00 3.915.000,00
(Depreciação
Acumulada) -315.000,00 -285.000,00
73
Ativo Total 5.808.450,00 5.969.200,00 Passivo + PL Total 5.808.450,00 5.969.200,00
ANÁLISE DE BALANÇO – INDICES
COM BASE NO BALANÇO CALCULE:
Liquidez Corrente = Ativo Circulante
Passivo Circulante

Índice de Liquidez Corrente


20X2
A.C
P.C

20X1
A.C

P.C

Analise

74
ANÁLISE DE BALANÇO – INDICES

Indicador de liquidez imediata

Este indicador é considerado o de natureza mais conservadora,


pois representa todos os valores da empresa que estejam
imediatamente à disposição dos gestores, como: o caixa da empresa,
conta corrente, investimentos de curto prazo, entre outros.

Geralmente, a liquidez imediata da empresa está atrelada à sua


capacidade de lidar com emergências financeiras. Desse modo, um
alto grau de liquidez imediata, proporciona à empresa uma boa vazão
para lidar com as incertezas do mercado de forma ágil.

Sua capacidade de pagamento imediata acaba por excluir do seu


cálculo fatores como estoque e as contas a receber, sobrando apenas
os valores disponíveis.
75
ANÁLISE DE BALANÇO – INDICES
LIQUIDEZ IMEDIATA
LI = disponibilidades
PC
onde: LI – Liquidez Imediata  PC – Passivo Circulante
Indica a solidez do embasamento financeiro da empresa frente aos
seus compromissos de curto prazo, considerando apenas os valores já
disponíveis em espécie.

Quando esse índice é maior do que um(1) normalmente é um aspecto positivo.


“A liquidez Imediata indica o quanto existe de ativo circulante para cada $ 1 de
dívida a curto prazo”.

Índice conservador, considera apenas caixa, saldos bancários e aplicações financeiras de


liquidez imediata para quitar as obrigações. Excluindo-se além dos estoques as contas e
valores a receber.

Um índice76de grande importância para análise da situação a curto-prazo da empresa.


ANÁLISE DE BALANÇO – INDICES
COM BASE NO BALANÇO CALCULE:

LIQUIDEZ IMEDIATA
LI = disponibilidades
PC

Liquidez Imediata 20x1 20x2

Disponível/Passivo
Circulante

Analise:
77
ANÁLISE DE BALANÇO – INDICES
LIQUIDEZ SECA
LS = AC – estoques
PC
Onde:
LS – Liquidez Seca AC – Ativo Circulante  PC – Passivo Circulante
Indica a solidez do embasamento financeiro da empresa frente aos seus
compromissos de curto prazo, sem contar a realização dos estoques.

A exclusão dos estoques do ativo circulante fornece uma medida


ligeiramente mais refinada da liquidez da organização, na qual os
estoques são, frequentemente, entre os ativos circulantes da empresa, o
item com menor liquidez.
Este índice demonstra a liquidez mais instantânea possível. Dessa forma elimina-
se do cálculo os estoques, que é o componente menos líquido do Ativo Circulante,
visto que eles dependem de algumas etapas do ciclo operacional, como
processamento e venda, para se transformarem em caixa.
“É recomendável
78 um índice de liquidez seca igual ou maior que 1,0”.
ANÁLISE DE BALANÇO – INDICES

Indicador de liquidez seca

Este indicador tem uma função bastante similar ao de liquidez corrente, com a
diferença de que o estoque não é computado no cálculo do ativo circulante. Isso ocorre
devido ao fato de o estoque representar um ativo que, às vezes, pode não estar atrelado
diretamente ao patrimônio.

Ou seja, a liquidez seca vai informar ao gestor o valor real da liquidez do ativo
circulante, mesmo que nada no estoque seja vendido ou utilizado. Normalmente, o
valor desse indicador fica bem próximo ao da liquidez corrente, porém sempre menor
ou igual.

Seu cálculo é feito utilizando a formula conhecida da liquidez corrente. Neste caso, no
entanto, retiramos o estoque do ativo circulante e completamos o cálculo dividindo o
valor resultante pelo passivo circulante descrito no balanço patrimonial da
organização.

79
ANÁLISE DE BALANÇO – INDICES
COM BASE NO BALANÇO CALCULE:

LIQUIDEZ SECA
LS = AC – estoques
PC

Liquidez Seca 20x1 20x2

Ativo Circulante -
Estoques/passivo
Circulante

Analise:

80
A Situação Líquida Patrimonial (SLP)

Representa a diferença entre o Ativo real (ativo total) e o Passivo real (passivo exigível, capital de
terceiros).

Logo: SLP = Ativo - Passivo exigível

*A Situação líquida superavitária ou positiva é evidenciada pelo excesso do Ativo sobre o passivo
exigível (Ativo > Passivo exigível).

81
QUESTÕES
11º). Observe o Balanço Patrimonial da empresa ABC em 31/12/2010:

Balanço Patrimonial - empresa ABC


Ativo Passivo
Ativo Circulante $ 30.000,00 Passivo Circulante $ 40.000,00
Caixa $ 2.000,00 Fornecedores $ 30.000,00
Bancos $ 13.000,00 Salários a pagar $ 7.000,00
Estoque de mercadorias $ 15.000,00 Impostos a pagar $ 3.000,00
Ativo Não Circulante $ 70.000,00 Patrimônio Líquido $ 60.000,00
Máquinas e equipamentos $ 10.000,00 Capital social $ 65.000,00
Móveis e utensílios $ 5.000,00 Prejuízos acumulados $ (5.000,00)
Imóveis $ 55.000,00
TOTAL $ 100.000,00 TOTAL $ 100.000,00

Com base no Balanço Patrimonial apresentado, é CORRETO afirmar:

a) Os recursos de terceiros totalizam R$ 60.000,00.


b) O total das aplicações correspondem a R$ 13.000,00.
c) O total do imobilizado corresponde a R$ 55.000,00.
d) A situação líquida patrimonial é superavitária em R$ 60.000,00.
e) O total dos recursos próprios corresponde a R$ 65.000,00.
82
QUESTÕES

Questão 11

Resposta:

Explicação da resposta:

Logo: SLP = Ativo - Passivo exigível =

83
ANÁLISE DE BALANÇO – INDICES
LIQUIDEZ GERAL
LG = AC + ARLP
PC + PELP
Onde: Liquidez Geral
AC – Ativo CirculanteARLP – Ativo Realizável a LP
PC – Passivo CirculantePELP – Passivo Exigível a Longo Prazo

Mostra a capacidade de pagamento da empresa a Longo Prazo, tudo o que a


empresa poderá converter em dinheiro, no curto e longo prazo, relacionando-os
com todas as dívidas já assumidas.
Indica quanto a empresa possui no Ativo Circulante e Realizável a Longo Prazo
para cada $ 1 de dívida total é um índice que quanto maior, melhor.
Índice superior a 1 indica que a empresa possui ativos suficientes para saldar
seus compromissos, porém, não é certo que os valores sejam recebidos nas
mesmas épocas que serão exigidos os pagamentos dos passivos.
Por outro lado índice inferior a 1 não significa que a empresa esteja insolvente,
ela poderá gerar recursos ou conseguir empréstimos suficientes.
84
ANÁLISE DE BALANÇO – INDICES

Indicador de liquidez geral

O indicador de liquidez geral é aquele que está atrelado às competências de uma


empresa no médio e longo prazo. Desse modo, seu cálculo abrange também o ativo e
passivo da empresa que superam a estimativa de tempo de 1 ano dentro do balanço.

Em geral, seu uso não é bastante corriqueiro dentro das empresas, principalmente por se
tratar de compromissos distantes. Dessa forma, é preciso analisar o indicador de
liquidez geral atrelando-o aos demais indicadores descritos acima.

Com uma observação mais profunda desse indicador de longo prazo, o gestor poderá
definir se nos últimos anos sua empresa está perdendo ou ganhando liquidez. Assim,
poderá traçar planos para o financiamento de seus projetos no futuro, com previsões
mais corretas.

85
ANÁLISE DE BALANÇO – INDICES
COM BASE NO BALANÇO CALCULE:
LIQUIDEZ GERAL
LG = AC + ARLP
PC + PELP

Liquidez Geral 20x1 20x2

Ativo Circ+ativoreal LP/Passivo Circ. + não


circulante

Analise:

86
Índices de endividamento

São os índices de endividamento identificam o nível de endividamento da entidade.


Eles informam se as empresas utilizam mais capital de terceiros ou próprio, e se esses
recursos vencem mais no curto ou longo prazo.

A análise do endividamento “avalia basicamente a proporção de recursos próprios e de


terceiros mantidos pela empresa, sua dependência financeira por dívidas de curto prazo,
a natureza de suas exigibilidades e seu risco financeiro”.

Para que uma entidade tenha condições de operar ela necessita de capital de terceiros,
porém é importante que se avalie se essa dependência é
conveniente para a organização.

Nesse sentido, os índices de endividamento indicam o quanto de recursos de terceiros e


próprios a empresa está utilizando para gerar lucros.

87
ANÁLISE DE BALANÇO – INDICES
Índices de endividamento

São os índices de endividamento identificam o nível de endividamento da entidade.


Eles informam se as empresas utilizam mais capital de terceiros ou próprio, e se esses
recursos vencem mais no curto ou longo prazo.

A análise do endividamento “avalia basicamente a proporção de recursos próprios e de


terceiros mantidos pela empresa, sua dependência financeira por dívidas de curto prazo,
a natureza de suas exigibilidades e seu risco financeiro”.

Para que uma entidade tenha condições de operar ela necessita de capital de terceiros,
porém é importante que se avalie se essa dependência é
conveniente para a organização.

Nesse sentido, os índices de endividamento indicam o quanto de recursos de terceiros e


próprios a empresa está utilizando para gerar lucros.

88
ANÁLISE DE BALANÇO – INDICES

Endividamento geral

Com base nesse cálculo deve-se observar que:

quanto maior o volume de transações para prazo postergado (longo prazo),


melhor será a situação financeira a curto prazo (atual).

Os recursos a longo prazo captados externamente podem ser cobertos com a


geração de recursos próprios.

Ao analisar a composição do endividamento, é importante observar que


quanto maior a concentração de dívidas no curto prazo, maior o risco da
empresa, visto que em caso de crise ela terá menos tempo para conseguir
recursos para saldar seus compromissos com terceiros.

89
ANÁLISE DE BALANÇO – INDICES

Endividamento Geral

É um índice que mensura a relação capital próprio X capital de terceiros; ou seja, qual a
garantia que o financiador possui com relação ao investimento efetuado pelos
proprietários.

- Parâmetro para análise SEM considerar o padrão: igual ou superior a 100% é bom ou
satisfatório.

- Cuidados: O endividamento oneroso pode mascarar a análise do índice, pois se a


pressão nos resultados, em virtude dos juros, for muito grande automaticamente, a
garantia reduziria.

90
ANÁLISE DE BALANÇO – INDICES

Participação de capitais de terceiros/Endividamento Geral

O índice de participação de capitais de terceiros é obtido pela razão


entre o passivo exigível e o patrimônio líquido.

É a comparação entre o capital de terceiros e o capital próprio. Logo,


verifica-se o índice de participação de recursos fornecidos por terceiros.

“o índice de participação de capitais de terceiros indica o percentual de


capital de terceiros em relação ao patrimônio líquido retratando a
dependência da empresa em relação aos recursos externos”.

Participação de capital de terceiros: Passivo + Exigível a longo prazo


Patrimônio líquido
91
ANÁLISE DE BALANÇO – INDICES
Participação de capital de terceiros/Endividamento Geral:
Passivo + Exigível a longo prazo
Patrimônio líquido

Partic. Capital
Terceiros/Endividamento
Geral 20x1 20x2

pc+ elp/PL
Analise

92
ANÁLISE DE BALANÇO – INDICES

Imobilização de Capital Próprio

Quanto maior a aplicação de recursos no Ativo Fixo, maiores serão os


custos fixos da empresa (depreciação, seguros e despesas de
manutenção),contribuindo para elevar o ponto crítico ou o desequilíbrio
da condição financeira da empresa. Quanto mas a empresa investir em
ativo fixo, menos recursos próprios sobrarão para o ativo circulante, e
em consequência, maior será a dependência de capitais de terceiros
para o financiamento do ativo circulante.

Imobilização de Capital Próprio(ICP) Ativo Fixo_______


Patrimônio líquido

93
ANÁLISE DE BALANÇO – INDICES
Imobilização de Capital Próprio(ICP) Ativo Fixo_______
Patrimônio líquido

Imobilização Sobre Capital Próprio

ICP 20x1 20x2

Ativo Fixo/PL

Analise:

94
QUESTÕES
10º). Considere o Balanço Patrimonial da empresa Gama S/A referente ao exercício
financeiro de X2:

Balanço Patrimonial - empresa Gama S/A


Ativo Passivo
Ativo Circulante $ 7.200,00 Passivo Circulante $ 6.000,00

Ativo Não Circulante $ 7.800,00 Passivo Não Circulante $ 4.000,00


Realizável a longo prazo $ 1.550,00
Investimentos $ 1.000,00 Patrimônio Líquido $ 5.000,00
Imobilizado $ 3.750,00
Intangível $ 1.500,00
$ $
TOTAL TOTAL
15.000,00 15.000,00

Com base nessas informações, é correto afirmar que:


a) a dívida da empresa representa 200% do seu capital próprio.
b) o capital de terceiros representa mais de 70% das fontes de recursos da empresa.
c) o capital próprio é suficiente para cobrir os investimentos em ativos permanentes.
d) a maior parte da dívida da empresa tem vencimento no longo prazo.
e) o índice de imobilização dos recursos não correntes é de 0,80.

Resposta:

95
ANÁLISE DE BALANÇO - Estrutura do Ativo
Formato Contábil

O objetivo é dar um painel sintético da participação de grupo de contas do ativo,


no ativo total da empresa. Analise está que pode ser efetuado na Analise Vertical
ou segregando através dos índices abaixo.

Índices:

Participação do ativo circulante no ativo total = PAC


PAC= Ativo Circulante/ Ativo Total X 100

Participação do realizável a longo prazo no ativo total = PRLP


PRLP= Ativo Realizável a Longo Prazo/Ativo Total X 100

Participação do ativo fixo no ativo total = PAF


PAF= Ativo Fixo/Ativo Total X 100

Estes indicadores devem ser analisados em relação a períodos anteriores, e/ou,


Em comparação aos padrões setoriais. Permitindo assim identificar oscilações
significativa e tentar identificar as causas para se fazer ajustes tentando corrigir
96
ANÁLISE DE BALANÇO - Estrutura do Ativo
Índices:
Participação do ativo circulante no ativo total = PAC
PAC= Ativo Circulante/ Ativo Total X 100
PAC 20X1 20X2

PAC= Ativo Circulante/ Ativo Total X 100

Participação do realizável a longo prazo no ativo total = PRLP


PRLP= Ativo Realizável a Longo Prazo/Ativo Total X 100
PAC 20X1 20X2

PRLP= Ativo Realizável a Longo


Prazo/Ativo Total X 100

Participação do ativo fixo no ativo total = PAF


PAF= Ativo Fixo/Ativo Total X 100
PAF 20X1 20X2

PAF= Ativo Fixo/Ativo Total X 100

97
ANÁLISE DE BALANÇO - Estrutura do Passivo
Formato Contábil
O objetivo é dar um painel sintético da participação de grupo de contas do
passivo, no ativo total da empresa. através dos índices abaixo.
Índices:
Participação do passivo circulante no ativo total = PPC (Financiamentos totais
dos ativos)
PPC= Passivo Circulante/ Ativo Total X 100

Participação do passivo não circulante no ativo total = PNC (Financiamentos dos


ativos com recursos de terceiros)
PNC= Passivo não circulante /Ativo Total X 100

Participação do exigível total no ativo total = PET (Financiamentos dos ativos


com recursos de terceiros de longo e curto prazo)
PET= Passivo Circulante + Passivo Não Circulante /Ativo Total X 100

Participação do Patrimônio Liquido no ativo total = PPL ( Financiamento dos


Ativos com recursos próprios)
PPL= Patrimônio Liquido /Ativo Total X 100

Índices de98financiamento dos ativos, tem como objetivo medir a estrutura de


financiamentos.
ANÁLISE DE BALANÇO - Estrutura do Passivo

Índices:

Participação do passivo circulante no ativo total = PPC (Financiamentos totais


dos ativos).
PPC= Passivo Circulante/ Ativo Total X 100

PPC 20X1 20X2


PPC= Passivo Circulante/ Ativo
Total X 100

Participação do passivo não circulante no ativo total = PNC (Financiamentos dos


ativos com recursos de terceiros).
PNC= Passivo não circulante /Ativo Total X 100

PNC 20X1 20X2


PNC= Passivo não circulante
/Ativo Total X 100

99
ANÁLISE DE BALANÇO - Estrutura do Passivo
Índices:

Participação do exigível total no ativo total = PET (Financiamentos dos


ativos com recursos de terceiros de longo e curto prazo).
PET= Passivo Circulante + Passivo Não Circulante /Ativo Total X 100

PET 20X1 20X2


PET= Passivo Circulante +
Passivo Não Circulante /Ativo
Total X 100

Participação do Patrimônio Liquido no ativo total = PPL ( Financiamento


dos Ativos com recursos próprios).
PPL= Patrimônio Liquido /Ativo Total X 100

PPL 20X1 20X2


PPL= Patrimônio Liquido /Ativo Total
X 100

100
ANÁLISE DO DEMONSTRATIVO DE RSULTADO

101
9. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO

O CPC 26 (R1) ressalta que uma demonstração do resultado do período deve, no


mínimo, apresentar as seguintes rubricas:
a. receitas;
b. custo dos produtos, das mercadorias ou dos serviços vendidos;
c. lucro bruto;
d. despesas com vendas gerais, administrativas e outras despesas e receitas
operacionais;
e. parcela dos resultados de empresas investidas reconhecida por meio do método
de equivalência patrimonial;
f. resultado antes das receitas e despesas financeiras;
g. despesas e receitas financeiras;
h. resultado antes dos tributos sobre o lucro;
102
i. despesa com tributos sobre o lucro;
j. resultado líquido das operações continuadas;
k. valor líquido dos seguintes itens:
1. . resultado líquido após tributos das operações descontinuadas;
2. resultado após os tributos decorrente da mensuração ao valor justo menos
despesas de venda ou na baixa dos ativos ou do grupo de ativos à disposição para
venda que constituem a unidade operacional descontinuada;
l. resultado líquido do período;
m. resultados líquidos atribuíveis:
1. à participação de sócios não controladores; e
2. aos detentores do capital próprio da empresa controladora;

103
A demonstração de resultado pode ser apresentada por função ou natureza de
receitas e despesas com base nos seguintes formatos:

DEMONSTARAÇÃO DO RESULTADO POR FUNÇÃO Nota 20X1 20X0

Receita Bruta (Vendas e Serviços)


(-) Deduções (Cancelamentos/Devoluções/Tributos
Receitas Líquidas
(-) Custos (CMV / CPV / CSP)
Lucro Bruto
(-) Despesas Operacionais (Gerais, Administrativas, Comerciais, etc.)
(-) Despesas com Depreciação
(±) Resultado de Participações Societárias pela Equivalência Patrimonial
(±) Outras Receitas e Despesas

104
Lucro Líquido Antes do Resultado Financeiro
1 (+) Receitas Financeiras
2 (-) Despesas Financeiras
3 (±) Variação Cambial
4 (±) Variação Monetária Líquida
5 (±) Ganhos e Perdas com Derivativos
(=) Resultado Financeiro (1 a 5)
Resultado Antes dos Tributos Sobre o Lucro
(-) Tributos Sobre o Lucro Corrente (CSLL e IR)
(-) Tributos Sobre o Lucro Diferido (CSLL e IR)
RESULTADO LÍQUIDO DAS OPERAÇÕES CONTINUADAS
(±) Resultado Líquido Após Tributos das Operações descontinuadas
RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO
Resultado Líquido Atribuível aos Controladores
Resultado Líquido Atribuível aos Não Controladores
105
DEMONSTARAÇÃO DO RESULTADO POR NATUREZA Nota 20X1 20X0
Receitas Líquidas de Vendas
(+) Outras Receitas
(-) Variação dos Estoques de Produtos Acabados
(-) Consumo de Matérias Primas e Materiais
(-) Depreciação, Amortização e Exaustão
(-) Perda com Impairment
(-) Despesas com Pesquisa e Desenvolvimento
(-) Outras Despesas
(±) Resultado de Particip. Societárias pela Equivalência Patrimonial
Lucro Líquido Antes do Resultado Financeiro
1 (+) Receitas Financeiras
2 (-) Despesas Financeiras
3 (±) Variação Cambial
4 (±) Variação Monetária Líquida
5 (±) Ganhos e Perdas com Derivativos 106
(=) Resultado Financeiro (1 a 5)
Resultado Antes dos Tributos Sobre o Lucro
(-) Tributos Sobre o Lucro Corrente
(-) Tributos Sobre o Lucro Diferido
RESULTADO LÍQUIDO DAS OPERAÇÕES CONTINUADAS
(±) Resultado Líquido Após Tributos das Operações descontinuadas
RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO
Resultado Líquido Atribuível aos Controladores
Resultado Líquido Atribuível aos Não Controladores

107
Procedimentos de alguns itens de resultado:

Resultado de equivalência patrimonial: é apresentado em conta específica da


demonstração de resultado.

Receitas e despesas financeiras: não compõem o lucro proveniente das operações,


são apresentados individualmente em linhas específicas.

Resultado das operações descontinuadas: apresentado em conta específica e


destacado.

Notas explicativas: os principais itens de resultado são mais bem detalhados em


notas explicativas.

Conforme o item 99, do CPC 26 (R1), a companhia deve:


... apresentar análise das despesas utilizando uma classificação baseada na
sua natureza, se permitida legalmente, ou na sua função dentro da
entidade, devendo eleger o critério que proporcionar informação confiável
e mais relevante, obedecidas as determinações legais 108
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DO EXERCÍCIO

Em $ milhões ANO 2 ANO 1 ANO 0

Receita Líquida 80.000,00


(-) Custo dos Produtos Vendidos 32.000,00
(=) Lucro Bruto 48.000,00
(-) Despesas Operacionais( Salários) 10.000,00

(-) Depreciação 5.200,00

(=) Lucro Operacional (LAJIR) 32.800,00

(-) Despesas Financeiras 4.700,00

(-) Despesas Não-Operacionais


(+) Receitas Financeiras 2.500,00
(+) Receitas Não-Operacionais
(=) Lucro Antes do IR 30.600,00
(-) IR
(=) Lucro Líquido 30.600,00
109
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO - DRE

Empresa BB&M Demostração dos Resultados do Exercício - DRE.


(dez/2012 - Dez/2013.
DEZ.-12 DEZ.-
Contas
($000) 13($000)
RECEITA LÍQUIDA 31.535,00 54.875,00
Custo dos Produtos Vendidos -25.230,00 -40.828,00
LUCRO BRUTO 6.305,00 14.047,00
Despesas/Receitas Operacionais -7.036,00 -8.134,00
Com Vendas -2.881,00 -5.496,00
Gerais e Administrativas -4.191,00 -5.780,00
Honorários de Administradores -89,00 -85,00
Receitas Financeiras 1.190,00 3.267,00
Outras Despesas Operacionais -1.042,00 -28,00
Resultado da Equivalência Patrimonial -23,00 -12,00
Despesas Financeiras -3.398,00 -4.109,00
Ganhos/Perdas -223,00 290,00
RESULTADO
110 LÍQUIDO DO EXERCÍCIO -4.352,00 2.094,00
Análise Vertical - DRE

 Permite mostrar o percentual de participação relativa


de cada item da demonstração de Resultado do
Exercício, em relação ao seu respectivo grupo e ao
total a que pertence.

 Na DRE, a Receita Líquida é o referencial básico para


cálculo do coeficiente de participação percentual de
cada item.

111
ANÁLISE DA DRE

FÓRMULAS: ANÁLISE VERTICAL

AVDRE = VALOR DA CONTA X100


VALOR DA RECEITA LIQUIDA

NA HP 12C
VALOR DA RECEITA LIQUIDA [ENTER]
VALOR DA CONTA [%T]

112
Analise Horizontal( DRE)
 Expressa a evolução dos itens das demonstrações
contábeis de exercícios consecutivos, através de
números-índices, estabelecendo os itens do exercício
mais antigo como índice-base 100.

 Mostra a participação (%) de cada elemento no total na


Demonstração do Resultado do Exercício.
• Na DRE, a base 100% será a Receita Líquida de Vendas ou
Serviços. *regra de 3 simples

 Limitações:
1. Item do exercício base igual a zero, índice-base não serve de
padrão pois os itens dos exercícios subsequentes são indivisíveis;

1. Item do exercício base igual a número negativo, variando para


positivo no exercício seguinte e vice-versa.

113
ANÁLISE HORIZONTAL

 Compara cada elemento do ano-base com o


ano imediatamente anterior, para medir qual foi
o crescimento ou a evolução patrimonial.

 Na DRE, o ano anterior é a base 100%.

 O resultado líquido do ano-base (após tirar de


100) revela se houve acréscimo ou decréscimo
(em %).

114
FÓRMULAS: ANÁLISE HORIZONTAL(DRE)

ANÁLISE HORIZONTAL DA DRE

AH DRE = (( VALOR ATUAL DA CONTA(X1) )


VALOR BASE DA CONTA(X0)

NA HP 12C
VALOR BASE DA CONTA(X0) [ENTER]
VALOR ATUAL DA CONTA(X1) [%Δ]

115
Análise vertical e horizontal da DRE
Empresa BB&M Demostração dos Resultados do Exercício - DRE. (dez/2012 - Dez/2013. Análise Vetical e Horizontal
DEZ.-12 DEZ.-13
Contas AV AH AV AH
($000) ($000)
RECEITA LÍQUIDA 31.535,00 1,00 100% 54.875,00 1,00 74,0
Custo dos Produtos Vendidos -25.230,00 -0,80 100% -40.828,00 -0,74 61,8
LUCRO BRUTO 6.305,00 0,20 100% 14.047,00 0,26 122,8
Despesas/Receitas Operacionais -7.036,00 -0,22 100% -8.134,00 -0,15 15,6
Com Vendas -2.881,00 -0,09 100% -5.496,00 -0,10 90,8
Gerais e Administrativas -4.191,00 -0,13 100% -5.780,00 -0,11 37,9
Honorários de Administradores -89,00 -0,00 100% -85,00 -0,00 4,5
Receitas Financeiras 1.190,00 0,04 100% 3.267,00 0,06 174,5
Outras Despesas Operacionais -1.042,00 -0,03 100% -28,00 -0,00 97,3
Resultado da Equivalência Patrimonial -23,00 -0,00 100% -12,00 -0,00 47,8
Despesas Financeiras -3.398,00 -0,11 100% -4.109,00 -0,07 20,9
Ganhos/Perdas -223,00 -0,01 100% 290,00 -0,01 230,0
RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO -4.352,00 -0,14 100% 2.094,00 0,04 148,1
AV NA HP 12 C
AV CPV 25.230,00 Valor da Receita
X 100
Liquida 31.535,00 [ENTER]
REC. LIQ. 31.535,00
Valor da Conta( CPV)
25.230,00 [%T]
AV CPV 80%
AV CPV HP 12C
_______________________________________________________________________ 80%

Valor da Conta AH NA HP 12 C
Atual RL 54.875,00X1
AH DRE Valor base da Conta RL 31.535,00 [ENTER]
Valor base da
Valor da Conta Atual RL 54.875,00 [%Δ]
Conta RL 31.535,00X0
AH RL DRE 74,01% AH RL HP 12C 74,01%
ANÁLISE DE BALANÇO E DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO
– Analise Vertical e Horizontal
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCICIO
Descrição 20x1 20x2
Receita Bruta de Vendas Mercadorias, produtos(ou Serviços 4.320.000,00 2.850.000,00
(-) Deduções da Receita Bruta -1.138.000,00 -805.000,00
Vendas Canceladas -688.000,00 -460.000,00
Impostos e Contribuições S/ vendas e serviços -450.000,00 -345.000,00
(=)Receita Liquida de Vendas 3.182.000,00 2.045.000,00
(-) Custo Merc/Prod/Serv. -1.944.382,50 -985.840,00
(=)Lubro Bruto 1.237.617,50 1.059.160,00
(-)Despesas Operacionais -409.900,00 -317.400,00
(-)Despesas com vendas -180.400,00 -105.000,00
(-)Despesas gerais e adm -150.800,00 -160.000,00
(-)Despesas financeira liquidas -78.700,00 -52.400,00
(=) Lucro Operacional 827.717,50 741.760,00
(+) Resultado Positivo em Part. Societárias 160.000,00 120.000,00
(=) Resultado Periodo base antes da CS 987.717,50 861.760,00
(-)Contribuição Social Lucro -43.738,38 -34.850,00
(=) Resultado Periodo antes do IR 943.979,12 826.910,00
(-) Provisão IR -208.900,00 -245.000,00
(=) Lucro Liquido periodo antes da participações 735.079,12 581.910,00
(-) Participações Adm -45.000,00 -30.000,00
(=) Lucro Liquido do Exercicio 690.079,12 551.910,00
(;) Número de ações 20.000.000 20.000.000

117
ANÁLISE DE BALANÇO E DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO
– Analise Vertical e Horizontal
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCICIO
Descrição 20x1 AV 20X1 AH 20X1 20x2 AV 20X1 AH 20X2
Receita Bruta de Vendas Mercadorias,
produtos(ou Serviços 4.320.000,00 2.850.000,00
(-) Deduções da Receita Bruta -1.138.000,00 -805.000,00
Vendas Canceladas -688.000,00 -460.000,00
Impostos e Contribuições S/ vendas e
serviços -450.000,00 -345.000,00

(=)Receita Liquida de Vendas 3.182.000,00 2.045.000,00


(-) Custo Merc/Prod/Serv. -1.944.382,50 -985.840,00
(=)Lubro Bruto 1.237.617,50 1.059.160,00
(-)Despesas Operacionais -409.900,00 -317.400,00
(-)Despesas com vendas -180.400,00 -105.000,00
(-)Despesas gerais e adm -150.800,00 -160.000,00
(-)Despesas financeira liquidas -78.700,00 -52.400,00
(=) Lucro Operacional 827.717,50 741.760,00

(+) Resultado Positivo em Part. Societárias 160.000,00 120.000,00


(=) Resultado Periodo base antes da CS 987.717,50 861.760,00
(-)Contribuição Social Lucro -43.738,38 -34.850,00
(=) Resultado Periodo antes do IR 943.979,12 826.910,00
(-) Provisão IR -208.900,00 -245.000,00
(=) Lucro Liquido periodo antes da
participações 735.079,12 581.910,00
(-) Participações Adm -45.000,00 -30.000,00
(=) Lucro Liquido do Exercicio 690.079,12 551.910,00
(;) Número de ações 20.000.000 20.000.000
(=) LUcro por ação LPA
118 0,034503956 0,0275955