Você está na página 1de 124

COMBUSTÃO I

CURSO: Metal_int_2018
`Prof. Luis Dantas
1-METODOLOGIA DE ENSINO:
Aulas expositivas com discussão e demonstrações práticas e exercícios.

2-CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
Pontuação máxima total: 10,0.
• Provas escritas ou orais : 4,5.
• Atividades remuneradas (projetos integradores, jogos, relatórios, exercícios, seminários etc.): 4,0.
• Qualitativo: 1,5.
a. Frequência: 90 - 100%, 0,5; 80 - 90%, 0,3
b. Assiduidade: max. 0,6 (atividades cumpridas no prazo certo)
c. Sociabilidade: 0,4 (respeito aos colegas e ao professor)

3-RECUPERAÇÃO
Mfin (média final) = 0,6 x Munid + 0,4 x Mrec

Obs.: Caso a nota da prova de recuperação seja maior que a da prova regular, porém insuficiente, o
aluno obterá média 6,0.

4-RECURSOS AUDIOVISUAIS UTILIZADOS:


Data show e assemelhados
5-COMUNICAÇÃO
ladantas@msn.com
(71) 98895-9978 (TIM)
CRONOGRAMA DE AULAS
Aula Dia/mês/2018 Atividade a ser desenvolvida
01 04/06/2018 Conceitos introdutórios de combustão.
02 11/06/2018 Fundamentos da combustão. Comburentes. Combustíveis.
03 18/06/2018 Combustão completa e incompleta.
1ªUNIDADE

04 09/07/2018 Aplicações da combustão.


05 16/07/2018 Tipos de combustíveis. Características. Origem. Estado físico.
06 23/07/2018 Tipos e composição dos combustíveis. Oxigênio presente.
07 30/07/2018 Processos de combustão - Temperaturas de fulgor, combustão e ignição
08 06/08/2018 Fatores de influência, qualidade, propagação,.
09 13/08/2018 Avaliação
10 20/08/2018 Recuperação
11 27/08/2018 Pendências
12 03/09/2018 Poder calorífico / energia associada à combustão
13 10/09/2018 Estequiometria da combustão.
14 17/09/2018 Resolução de exercícios de estequiometria da combustão.
15 24/09/2018 Suprimento de oxigênio. Relação ar/gás teórico.
16 01/10/2018 Suprimento de oxigênio. Relação ar/gás real.
2ªUNIDADE

17 08/10/2018 Resolução de exercício em sala de aula.


18 15/10/2018 Combustíveis sólidos: poder calorífico / energia - aplicações industriais
19 22/10/2018 Aplicação industrial da combustão incompleta
20 29/10/2018 Combustão e os processos pirometalúrgicos
21 05/11/2018 Consumo específico de combustíveis em variados fornos.
22 12/11/2018 Avaliação
23 19/11/2018 Recuperação
24 26/11/2018 Pendências
25 - 27 03/12/2018 a 17/12/2018 Projeto - parte I
3ªUNIDADE

28-30 28/01/2019 a 11/02/2019 Projeto - parte II


31-33 18/02/2019 a 11/03/2019 Projeto: parte III
34 18/03/2019 Avaliação
35 25/03/2019 Recuperação
36 01/04/2019 Pendências
Conceito de combustão
• É uma reação química, exotérmica e
irreversível de oxi-redução, extremamente
rápida, onde existe simultaneamente a
oxidação de um combustível e a redução do
comburente, com a liberação de grande
quantidade de energia calorífica e luminosa.
Comburente
• A palavra comburente deriva do latim
(particípio passado do verbo comburere,
queimar, destruir pelo fogo) e aplica-se
somente às combustões. Em inglês
utiliza-se a expressão oxidizing agent
(agente oxidante) que tem um
significado químico mais amplo e mais
atual.
Influência do comburente na
combustão

PORCENTAGEM DE CARACTERÍSTICA DA
OXIGÊNIO (%) COMBUSTÃO
16 a 21 Predomínio de chamas
9 a 15 Fumaça ou brasas
- Não haverá combustão
Abaixo de 9 - Exceto para os combustíveis
que possuem o comburente
incorporado à sua estrutura.
Comburente
• Comburente é um
elemento ou composto
químico susceptível de
provocar a oxidação ou
combustão de outras
substâncias, ou seja, é
qualquer substância que
permite que o combustível seja
consumido na reação (alimenta
uma combustão).
Comburente
•Sem a existência de um comburente, um
combustível nunca pode ser consumido
numa reação química de combustão.
•Principal comburente: O2
Comburente
•Como não há combustão sem um
comburente, uma das formas de eliminar
um fogo é por abafamento, isto é,
impedindo a interação entre o combustível
e o comburente.
Comburente
• A percentagem mínima de oxigênio para
que se mantenha uma combustão
depende do combustível em questão.
• Além do oxigênio, há outros gases que
podem comportar-se como comburentes
para determinados combustíveis.
Comburentes (outros)
• O hidrogênio (combustível) queima em
contato com o gás cloro (comburente).
• Os metais alcalinos da Tabela Periódica: lítio,
sódio, potássio, magnésio, etc. (combustíveis)
queimam no vapor de água (comburente)
• O cobre (combustível), queima no vapor de
enxofre (comburente).
• O magnésio ou o titânio (combustíveis), se
finamente divididos, podem queimar em
atmosferas de gases pouco reativos, como o
dióxido de carbono e o nitrogênio.
Composição do ar atmosférico

78,06%

21,00%

• 78,00% de Nitrogênio
• 21,00% de Oxigênio
• 1,00% (gás carbônico, vapor d'água e outros gases)
Densidade do ar
• A densidade do ar é uma importante
variável na dinâmica da atmosfera. A ISA
(Atmosfera Padrão Internacional),
considera que ao nível do mar e a 15 °C o
ar tem uma densidade de cerca de
1,23 kg/m3.
Massa do ar

Gás 1L de ar contém 1kg de ar contém


Oxigênio 210 ml 258 kg
Nitrogênio 790 ml 972 kg
Gases resultantes da combustão:

• CO2 – Resultante da reação do carbono do


combustivel

• H2O – Resultante da reação do Hidrogênio do


combustivel.

• N2 – Introduzido junto ao ar de combustão.

• O2 – Sobra de oxigênio devido ao excesso de ar.


Tipos de combustão:
COMPLETA e INCOMPLETA
Combustão COMPLETA

É a reação de combustão em que todos os elementos


oxidáveis constituintes do combustível se combinam
com o oxigênio, particularmente o carbono e o
hidrogênio, que se convertem integralmente em
dióxido de carbono(CO2) e água (H2O).
Combustão do carvão

C(s) + O2(g) CO2 (g) + ENERGIA

COMBUSTÍVEL COMBURENTE
(CARVÃO)
Exemplos de combustão completa

Completa.
• Combustão do gás metano
CH4 + 2 O2 + 8N2 CO2+ 2H2O + 8N2 + calor.
(metano + ar = gás carbônico + vapor de água + nitrogênio + CALOR)

• Combustão do acetileno (ou etino).


2 C2H2(g) + 5 O2 4 CO2(g) + 2 H2O(l)
Combustão INCOMPLETA

A combustão denominada “incompleta” é aquela que se


realiza com insuficiência de oxigênio, ou seja, com
uma quantidade de oxigênio inferior à quantidade
estequiométrica para oxidar completamente a matéria
combustível.
Produtos da Combustão:

Gases: resultante da reação do carbono e


hidrogênio do combustivel, com o oxigênio do ar.

Formula :

C + O2 CO2 + energia

2H2 + O2 2 H2O + energia


Exemplos de combustão completa
Alguns exemplos:
• Combustão completa do metano, CH4(g)
CH4(g) + ½ O2 → 1 CO2(g) + 2 H2O DH0comb = -890,4 kJ/mol

• Combustão completa do butano, C4H10(g)


2 C4H10(g)+ 13O2 → 8 CO2(g) + 10 H2O DH0comb = -2878,6 kJ/mol

• Combustão completa do etanol, C2H6O(l)


1 C2H6O(l)+ 3O2 → 2 CO2(g) + 3 H2O DH0comb = -1368 kJ/mol
Combustão incompleta

• Se a reação for incompleta, ou seja, se liberar


monóxido de carbono (CO) e água (H2O) ou
carbono elementar, C(s), não será a variação
da entalpia-padrão de combustão, mas apenas
o cálculo da variação de entalpia, como nos
dois casos a seguir:
Exemplos de combustão incompleta

• Combustão incompleta do metano, CH4(g)


CH4(g) + 3/2 O2 → 1 CO(g) + 2 H2O DH= -520 kJ/mol

• Combustão incompleta do butano, C4H10(g)


CH4(g)+ O2 → C(s) + 2 H2O DH= -408,5 kJ/mol
Produtos da combustão
• Combustão estequiométrica: é aquela que
todo oxigênio do ar fornecido participa da
reação.

• NOTA: Quanto mais baixo o excesso de ar,


mais eficiente é o processo.
Combustão

Principais produtos da combustão incompleta.

Principalmente os óxidos de SOx e NOx.


SOx - proveniente da combustão do enxofre.
NOx – Fixação térmica.

Presença de nitrogênio no combustível.


Causas combustão incompleta

- baixa turbulência (pouca homogeneização).


- reduzido tempo de permanência da mistura
ar/gás nas condições de ignição.
- rápida queda de temperatura da chama.
- temperatura muito alta da chama.
- insuficiência do comburente.
- elevado excesso de comburente.
Reações de combustão
Principais elementos combustíveis Reação de combustão
reação Exotérmica

CH4 + 2O2 CO2 + 2 H2O

Carbono - C C + ½ O2

CO + ½ O2 CO + Calor

CO2 + Calor

Hidrogênio – H2 2H2 + O2
Combustíveis
Substâncias orgânicas ou minerais que

liberam grande quantidade de energia

quando submetida ao processo de

combustão.
Combustíveis industriais

• Combustiveis industriais comuns são


compostos de substância quimica com
elevado teor de carbono uma menor
porcentagem de hidrogênio e algumas
impurezas.
Os combustíveis são classificados em:
Madeira, Lenha
Carvão Mineral e Vegetal
Sólidos Bagaço de Cana
Casca de Arroz
Óleo Diesel, Óleo combustível
Líquidos Querosene, Gasolina
Álcool
Nafta
Gasoso Gás Natural
Metano
GLP
Classificação quanto à origem

- Naturais ou derivados.

- Minerais ou Orgânicos

- Vegetais ou Animais.
Gás Natural - Origem

É obtido em jazidas encontradas no subsolo da


forma de associado e não associado ao
petróleo nos reservatórios. Constitui uma
mistura gasosa que, em condições normais de
temperatura e pressão , e composto
principalmente por hidrocarbonetos leves na
faixa de um a cinco átomos de carbono e
outros gases inorgânicos etc.
Combustão de hidrocarbonetos
• A equação, em síntese, de um hidrocarboneto
é sempre a seguinte:

Combustível + Oxigênio → Dióxido de carbono + Água + Calor

CxHy + (x + y/4)O2 → xCO2 + (y/2)H2O

Por exemplo, a queima de propano é:

C3H8 + 5O2 → 3CO2 + 4H2O


Processos da combustão
Processos da combustão
Ponto de fulgor
É a temperatura do combustível, na
qual, em presença de um
comburente, ele desprende
vapores suficientes para serem
inflamados por uma fonte externa
de calor, mas insuficientes para
manter a combustão, quando a
fonte externa de calor é retirada.
Ponto de Fulgor
O ponto de fulgor é uma medida do risco de
incêndio de um combustível quando armazenado. As
condições permitidas de armazenamento e uso de
são diferentes para produtos de ponto de fulgor
abaixo de 23oC, entre 23oC e 66oC e acima de 66oC.
Combustíveis com ponto de fulgor abaixo de 23oC
são considerados, para fins de transportes e
armazenagem, como
PERIGOSO ALTAMENTE INFLAMAVEL.
Os óleos combustíveis que normalmente
apresentam ponto de fulgor acima 66oC são
considerados seguros.
Determinação do ponto de fulgor
Chama piloto

Desprendimento de vapores

Termômetro
Combustível
Ponto de Fulgor - tabela
Classificação do combustível liquido pelo
Ponto de fulgor

• Classe III = 70º < PF < 93,3º C.

• Classe II = 37,7º < PF < 70º C.

• Classe I = PF inferior a 37,7º C


Ponto de Combustão
É a temperatura do combustível,
na qual ele desprende vapores
suficientes para serem inflamados
por uma fonte externa de calor, e
em quantidade suficiente para
manter a combustão, quando a
fonte de calor e retirada.
O ponto de combustão
está cerca de 3º a 4ºC
acima do ponto de fulgor.
Determinação do ponto de Combustão
Ponto de Ignição

É a temperatura que se precisa fornecer a um


ponto da mistura ar/gás combustível para que a
energia de ativação da reação de combustão
seja alcançada iniciando-se a combustão.
Não é uma constante para cada combustível.
Varia em função do excesso de ar. Da
concentração de O2 no ar de combustão com a
pressão da mistura ar/gás e com a composição
do combustível.
Ponto de Ignição
- em outras palavras -

É a temperatura necessária para


inflamar os vapores que estejam se
desprendendo do combustível, sem
fonte externa.
Se a temperatura ultrapassa o ponto
de ignição, o combustível entra em
combustão espontânea
Temperatura de ignição

- Ela é inversamente proporcional ao aumento


da pressão – há um maior contato entre os
componentes da mistura, resultando numa
temperatura menor de ignição.

Obs.: Para combustíveis líquidos,


principalmente, existe outra definição
adicional - O ponto de fulgor.
Temperatura de Ignição

Não é uma constante para cada combustível.

- é função do excesso de ar.


- da concentração de oxigênio no ar.
- da pressão da mistura ar/gás.
- e da composição do combustível.
Determinação do ponto de Ignição
Variação do ponto de ignição
Ponto
Combustível
Fulgor Combustão Ignição

Éter - 40ºC - 37ºC 160ºC

Álcool 12,8ºC 15,8ºC 371ºC

Gasolina - 42,8ºC - 39,8ºC 257,2ºC

Óleo Lubrif. 168,3ºC 171,3ºC 417,2ºC

QAV 40ºC 43ºC 238ºC


Combustão perfeita - requisitos

- Mistura perfeita entre combustivel e


comburente. Toda mistura reacional (ar/gás)
deve alcançar a temperatura de ignição

- Quando isto não acontece temos uma


combustão incompleta.
Fatores que influênciam na Combustão:

• Sistema de queima adequado ao combustivel utlizado.


• Operação bem conduzia.
• Tamanho das particulas do combustivel.
• Umidade do combustivel.
• Quantidade de ar.
• Qualidade do combustivel.
• Temperatura do ar.
• Relação de destribuição entre o ar e combustivel.
Avaliação na qualidade da combustão:

• Fumaça escura: combustão incompleta.

• Fumaça transparente: alto excesso de ar.

• Fumaça cinza: Boa combustão.


FORMAS DE PROPAGAÇÃO

O calor pode-se propagar de três diferentes maneiras:


Condução, Convecção e Irradiação. Como tudo na
natureza tende ao equilíbrio, o calor é transferido de
objeto com temperatura mais alta para aqueles com
temperatura mais baixa. O mais frio de dois objetos
absorverá calor até que esteja com a mesma
quantidade de energia do outro
• Condução - É a transferência de calor através de
um corpo sólido de molécula a molécula. Quando
dois ou mais corpos estão em contato, o calor é
conduzindo através deles como se fosse um só
corpo.
• Convecção - É a transferência de calor pelo próprio
movimento ascendente de massas de gases ou
líquido.
• Irradiação - É a transmissão de calor por ondas de
energia caloríficas que se deslocam através do
espaço.
Mistura Inflamável
Mistura onde a reação de combustão se propaga
espontaneamente.

- Limite de Inflamabilidade inferior = menor percentagem de gás


em uma mistura que permite a combustão. Abaixo deste
limite o ar dilui muito o gás, não permitindo a propagação da
reação.

- Limite de Inflamabilidade superior = maior percentagem de gás


em uma mistura que permite a combustão. Acima deste limite
o gás, passa a ser diluente do ar, não permitindo a combustão.
Velocidade da chama

A velocidade com a qual a frente da chama se


desloca ao encontro da mistura
combustível/comburente, inflamando a
mistura ainda não aquecida.
É importante para dimensionamento e projeto
dos bocais de queimadores.
Tipos de Propagação da combustão
- Deflagação – propagação das chamas é ocasionada
pela transmissão de calor por condução, radiação e
convecção entre moléculas adjacentes em uma
mistura combustível.
- Detonação – É a propagação que ocorre pela violenta
compressão da mistura gasosa e eleva sua
temperatura à temperatura de ignição. Estas
velocidades são extremamente elevadas, sendo da
ordem de 1500 a 1600 vezes maior que as
velocidades em condições normais de combustão.
Tipos de Chama e suas características

Chama neutra – É a ideal. Resultado da queima de


uma mistura perfeita entre o combustível e o
comburente.
Possui as seguintes características.
- coloração azulada.
- estável.
- praticamente sem excesso de ar.
- dificilmente se consegue na industria uma chama
com essas características.
Tipos de Chama e suas características

Chama oxidante – ( chama pobre ) resulta de


uma combustão na presença de excesso de ar.
Possui formato de dois cones definidos
Tipos de Chama e suas características

Chama redutora (chama rica) – é resultado de


uma combustão incompleta com pouco ar isto
é, excesso de combustível. Não tem forma
definida, sendo uma chama “mole”

- menor calor que as outras chamas : queima


não é completa, perda de calor.
Classificação de chama de acordo com a forma de
combinação da mistura ar/combustível.

- Chama de difusão – ocorre quando o ar e o


combustivel são misturados antes da
combustão.
- Chama de pré-mistura – quando o ar e o
combustivel são misturados total ou
parcialmente antes da combustão.
Poder Calorífico
Entalpia e variação de entalpia
• A entalpia varia de acordo com a constituição
das substâncias. Entretanto, é impossível
calcular a entalpia que cada substância
apresenta. Assim, costuma-se calcular não a
entalpia, mas a variação de entalpia (∆H) do
processo. Isso é feito através da diferença
entre a entalpia dos produtos (entalpia final)
e a entalpia dos reagentes (entalpia inicial):
• A variação de entalpia é sempre calculada em
sistemas que apresentam troca de calor sob
pressão constante.
Variação de entalpia
Processo endotérmico ou exotérmico

• Se o valor da variação de entalpia der


negativo, significa que o sistema perdeu
energia na forma de calor, ou seja, é um
processo exotérmico.

• Se a variação da entalpia der positiva, maior


que zero, a reação é endotérmica, pois
significa que se ganhou ou absorveu calor.
Entalpia padrão (Ho)
• Visto que a variação da entalpia depende de
uma série de fatores (temperatura, pressão,
estado físico e número de mol), criou-se um
referencial para que se compare a entalpia da
substância, que foi denominada entalpia
padrão (H0).
Variação de entalpia padrão (∆H0).

• Quando todos os reagentes e produtos


de uma reação estão no seu estado
padrão, a variação de entalpia será
enominada variação de entalpia padrão
(∆H0).
Entalpia padrão
• A entalpia-padrão é a variação de entalpia da
formação de 1 mol de um produto por meio
de seus elementos constituintes (substâncias
simples), todos em seus estados-padrão.
• Existem vários fatores que podem alterar a
variação da entalpia de um processo, tais
como a temperatura, a pressão, o estado
físico, o número de mol e a variedade
alotrópica do composto.
Exemplos de entalpia padrão
Abaixo temos três reações de formação do dióxido de
carbono, nas mesmas condições de temperatura e
pressão. Porém, em cada um foi utilizada uma
quantidade de matéria para os reagentes. Em razão
disso, a variação da entalpia de cada reação deu um
valor diferente:
C(s) + O2(g) → CO2(g) ∆H= -393 kJ (25ºC, 1 atm)

½ C(s) + ½ O2(g) → ½ CO2(g) ∆H= -196,5 kJ (25ºC, 1 atm)

2 C(s) + 2 O2(g) → 2 CO2(g) ∆H= -786 kJ (25ºC, 1 atm)


Entalpia de combustão
• Entalpia de combustão corresponde à energia
liberada, na forma de calor, em uma reação
de combustão de 1 mol de substância.
• Visto que as reações de combustão são
sempre exotérmicas – como a queima da
madeira ou da gasolina –, o valor da entalpia
de combustão será negativo, menor que zero
(DH < 0), pois, em razão do calor ser liberado,
a energia dos produtos será menor que a dos
reagentes.
entalpia-padrão de combustão
(DH0comb)
• A entalpia ou, mais corretamente, variação da
entalpia, é denominada entalpia-padrão de
combustão (DH0combustão) ou calor-padrão de
combustão.
• Esse tipo de reação se dá com compostos que
possuem apenas carbono, hidrogênio e
oxigênio, como a grafite (C), os
hidrocarbonetos, os álcoois e os carboidratos.
Capítulo 20
Entalpia e variação de
entalpia

Capítulo 21
Lei de Hess e entalpias-
padrão de combustão e de
formação
Poder calorífico - tabela
Poder calorífico
• “Poder Calorífico” é quantidade de energia
liberada na combustão de 1 Kg de
combustivel, expressa em Kcal.
• Exemplos:
Combustivel Poder Calorífico (Kcal/Kg)
Lenha de Eucalipto umidade 30% 3.160
Lenha de Eucalipto umidade 50% 2.260
Óleo combustivel 10.200
Bagaço da Cana umidade 50% 2.200
Calor de combustão

Entalpia de reação ou calor de combustão.

H = entalpia (aquecer) – energia global de um


sistema de calor associado às transformações
que ocorrem a pressão constante
Calor de combustão

• É variação de energia inicial e final (reagentes


e produtos) H = Hi-Hf.
• Energia liberada na reação de combustão
• É provenientes das novas ligações químicas
entre os compostos envolvidos, onde os
produtos procuram um estado energético
mais baixo que os reagentes
Calor de combustão

• Pra ocorrer a combustão é necessário fornecer


aos reagentes uma quantidade de energia
chamada energia de ativação. E,se permite
que seja alcançada a “temperatura de
ignição”, dando inicio a reação que e processa
de forma expontânea e auto sustentável,
gerando produtos e liberando energia.
Representação gráfica

Reações exotérmicas típicas de combustão.


(libera energia).
A energia dos produtos é sempre maior que a
energia dos reagentes.
Hp > HR H = Hr – Hp

Obs.: Neste caso o valor da entalpia é sempre


negativo
Unidade de medida
Unidade de energia/unidade de matéria
(massa ou volume).
Kcal/mol ; kj/mol ; BTU/lb ; kcal/kg
Poder Calorífico

É a quantidade de energia desprendida


durante a combustão na queima completa de
uma unidade de matéria do combustível.

- Poder calorífico Inferior.


- Poder calorífico superior.
(PCI) Inferior.
Quantidade de calor desprendida na combustão
de uma unidade de matéria de combustível
quando a água contida nos gases de
combustão está toda na forma de vapor.
(PCS) Superior.
É a quantidade de calor desprendida na
combustão quando a água nos gases de
combustão está toda na forma liquida.
Devolvendo o calor latente e sensível
consumido.
Calor Latente ou Calor Sensível?

Mantendo-se a pressão constante, uma


substância recebe (absorve) calor.

- Se sua temperatura aumenta, temos o calor


sensível.
- Se ocorre mudança de estado, mantendo-se a
mesma temperatura, temos o calor latente.
Poder Calorífico

“Poder Calorífico” é quantidade de energia liberada na


combustão de 1 Kg de combustivel, expressa em Kcal.

Exemplos:

Combustivel Poder Calorífico

(Kcal/Kg)

• Lenha de Eucalipto umidade 30% 3.160

• Lenha de Eucalipto umidade 50% 2.260

• Óleo combustivel 10.200

• Bagaço da Cana com umidade 50% 2.200


Importância da Combustão
• Os processos de combustão são responsáveis
pela produção de cerca de 85 % da energia do
mundo, inclusive o Brasil, em transporte
(carros, aviões, trens, navios, etc), usinas
termoelétricas, processos industriais,
aquecimento doméstico, geradores,
cozimento de alimentos e outro. Em uma
reação estequiométrica ideal de um
hidrocarboneto em ar são formados apenas
CO2 e H2O, sendo o N2 um gás inerte.
Aplicações da combustão
• As usinas termoelétricas são grandes instalações,
que geram energia elétrica a partir da combustão de
materiais não renováveis como: carvão, petróleo e
gás natural, e também de fontes renováveis como a
lenha, o bagaço de cana, etc.

ESQUEMA DE FUNCIONAMENTO DE UMA USINA TERMELÉTRICA


Aplicações da combustão
Aplicações da combustão
Dois cilindros de um motor em V
BALANÇO DA COMBUSTÃO

•Estequiometria da combustão

•Suprimento de ar p/ combustão
Suprimento de ar p/ combustão

Ar primário.

- é o ar pré-misturado com o gás antes queima


e tem a função de promover a aeração do
combustivel ( quantidade de ar primário é
responsável pelos eventos de deslocamento e
retrocesso da chama.
Suprimento de ar p/ combustão

Ar secundário.

- é o ar que envolve a chama, geralmente


fornecendo a quantidade que falta para a
combustão completa , desde que a
quantidade de ar primário seja suficiente para
permitir este complemento.
Balanço da combustão
Combustão estável

- mistura ar/gás devidamente balanceada.


- Suprimento da mistura dentro de condições
necessárias.
- Elevar a temperatura de um ponto até a
temperatura de ignição.
- Escoamento dos produtos da combustão
Balanço térmico - análise

1. Quantidade de calor gerado.


2. Quantidade de calor transferido pra o
processo.
3. Quantidade de calor perdido nos gases de
exaustão.
Balanço mássico - análise

1. Quantidade de ar e gás fornecidos


p/combustão.

2. Quantidade de gases e produtos gerados.


Balanço de massa ou material

O ar de combustão geralmente é o ar
atmosférico.
Composição do ar

% volumétrica O2 = 21% % mássica O2 = 23%.


N2 = 79% N2 = 77%
Estequiometria

Stoicheon = elemento
metron = medida

É o estudo das relações quantitativas (átomos,


moléculas, massa, volume) entre as substâncias que
participam de uma reação química.
Relação Ar/ Gás teórico

É o volume de ar necessário para que aconteça


a combustão completa de um volume de gás
combustivel.

Ex.
p/NG é de 10:1 e o GLP é 28:1
Quantidade de ar estequiométrico

1 CH4 + 2 O2 1 CO 2 + 2 H2 O

1 mol metano+ 2 mols oxigênio = 1 mol de gás carbônico + 2 mols de água.

P.S. Considere a composição do ar atmosférico


AR c/mais ou menos c/ 21% de O2 e 79% N2
Para que a COMBUSTÃO ocorra é necessário a união
de quatro elementos essenciais do fogo, que são:
COMBUSTÍVEL, COMBURENTE, CALOR E REAÇÃO EM CADEIA

COMBUSTÍVEL - É toda substancia capaz de queimar


e alimentar a combustão. Ele serve de campo de
propagação ao fogo. Os combustíveis podem ser,
sólidos, líquidos ou gasosos. Ex.: madeira, papel,
tinta, algodão, álcool, gasolina, etc.
COMBURENTE - É o elemento alimenta, dá vida às
chamas e intensifica a combustão. O mais comum é
que o oxigênio desempenhe este papel, porem não
é o único, existindo outros gases.
CALOR - Forma de energia que eleva a temperatura.
Gerada da transformação de outra energia, através
de processo físico ou químico. É a condição
favorável causadora da combustão.

REAÇÃO EM CADEIA - É a queima auto-sustentável. É


a união dos três itens acima descritos, gerando
uma reação química. Quando o calor irradiado das
chamas atinge o combustível e este é decomposto
em partículas menores, que se combinam com o
comburente e queimam, irradiando outra vez calor
para o combustível, formando um ciclo constante.
Elementos da combustão
TRIÂNGULO DO FOGO

COMBUSTÍVEL COMBURENTE

TEMPERATURA OU CALOR
agente oxidante
agente redutor

fonte de ignição
Tetraedro do Fogo
Tetraedro do Fogo

A retirada de um ou mais dos componentes acima citados resulta


em extinção da combustão
OXIGÊNIO

O ozônio (O3), forma alotrópica do oxigênio, é formado por uma descarga


elétrica ou ação da luz ultravioleta no oxigênio. É um importante componente
da atmosfera, pois evita que os raios ultravioleta do sol atinjam a superfície da
Terra. Noventa por cento da quantidade de ozônio está presente numa camada
entre 10 e 50 Km acima da superfície, na região da atmosfera conhecida como
"camada de ozônio".
Segundo a Teoria da Evolução da Terra, há aproximadamente 3 bilhões de
anos, o planeta Terra estava em formação; não havia oxigênio na atmosfera.
Ponto de Fusão: 54,8 K
Ponto de Ebulição: 90,2 K
Onde encontrar: O oxigênio gasoso forma cerca de 21%, em volume, da
atmosfera terrestre. Considerando os seus de compostos, está presente em
49% das moléculas da crosta terrestre.
É obtido comercialmente por processos de separação do ar. Utilização: - É um
elemento essencial na manutenção
Ponto de Fusão: 54,8 K Ponto de Ebulição: 90,2 K Onde encontrar: O óxigênio
gasoso forma cerca de 21%, em volume, da atmosfera terrestre.
Considerando os seus de compostos, está presente em 49% das moléculas da
crosta terrestre.
É obtido comercialmente por processos de separação do ar. Utilização: - É um
elemento essencial na manutenção das funções vitais dos seres vivos; -
Forma 49% das moléculas existentes na crosta terrestre;- Equipamentos de
respiração artificial para mergulhadores;- Forma 21% do ar que respiramos;-
Foi padrão de comparação para os elementos químicos até 1961 (quando a
IUPAC adotou o carbono 12 como padrão);- Na indústria petrolífera e na
indústria química, é usado na produção de gás sintético, gás natural e
combustíveis líquidos.- Fabricação de amônia e metanol.- Em hospitais, para
fins terapêuticos- Na indústria metalúrgica, em conjunto com acetileno e
outros gases combustíveis, é usado para: corte, aquecimento,
endurecimento, scarfing, limpeza e desidratação de metais; fabricação de
aço em alto forno;- Essencial na combustão;
• Mesmo após o fim dessas reações, as plantas
continuaram a produzir oxigênio que, sem ter como se
combinar, começou a formar a atmosfera terrestre.
Em 1772, o oxigênio foi detectado como um dos
elementos componentes do ar pelo químico sueco Carl
Wilhelm Scheele, mas a descoberta não foi publicada.
Em 1774, Joseph Priestley ficou com o crédito da
descoberta com a publicação oficial.
Em 1779, Antoine Lavoisier, químico francês, propôs o
nome oxigênio para o elemento descoberto. Densidade
do sólido: -
OXIGÊNIO
Oxigênio Símbolo Químico:
O Número Atômico: 8
Peso Atômico: 15,9994
Grupo da Tabela: 16
Configuração Eletrônica: [He].2s2.2p4
Classificação: Não Metal
Estado Físico: Gasoso (T=298K)
Origem do nome: Do grego "oxy genes" que significa "o que forma
ácidos".
Introdução: O oxigênio é um gás incolor, inodoro e insípido e atóxico.
Forma cerca de 21% em volume da atmosfera terrestre, seus compostos e
ele formam 49,2%, em peso, da crosta terrestre e 88,9%, em peso, da
água.
Pode ser considerado como o elemento mais importante por atuar
diretamente nas funções vitais dos seres vivos.
A atmosfera era constituída principalmente pelos gases
dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e amônia (NH3). A
amônia foi decomposta pela energia solar, produzindo e
liberando gás nitrogênio (N2) na atmosfera..
O oxigênio, O2, surgiu à partir do processo de fotossíntese das
plantas. Por sua alta reatividade, começou a se combinar
com outros elementos e compostos, formando a crosta
terrestre. Esse processo levou alguns milhões de anos