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Prof.

Luis
Dantas
1-METODOLOGIA DE ENSINO:
Aulas expositivas com discussão e demonstrações práticas e exercícios.

2-CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
Pontuação máxima total: 10,0.
• Provas escritas ou orais : 4,5.
• Atividades remuneradas (projetos integradores, jogos, relatórios, exercícios, seminários etc.): 4,0.
• Qualitativo: 1,5.
a. Frequência: 90 - 100%, 0,5; 80 - 90%, 0,3
b. Assiduidade: max. 0,6 (atividades cumpridas no prazo certo)
c. Sociabilidade: 0,4 (respeito aos colegas e ao professor)

3-RECUPERAÇÃO
Mfin (média final) = 0,6 x Munid + 0,4 x Mrec

Obs.: Caso a nota da prova de recuperação seja maior que a da prova regular, porém insuficiente, o aluno obterá média 6,0.

4-RECURSOS AUDIOVISUAIS UTILIZADOS:


Data show e assemelhados
5-COMUNICAÇÃO
ladantas@msn.com
(71) 98895-9978 (TIM)
1. Tecnologia de aerogeradores de pequena potência
• Introdução • Sistema de Frenagem
• Definição de gamas • Sistema de Orientação
• Conceitos básicos de aerodinâmica • Gerador elétrico
• Curva característica: a curva de • Controle eletrônico
potência
• Torre suporte
• Critérios de classificação dos • Normativa de minieólica
aerogeradores
• Introdução
• Aerogeradores de eixo horizontal
• Normativa internacional (CEI)
• Aerogeradores de eixo vertical
• Trabalho da Agência Internacional da
• Componentes do aerogerador de Energia (AIE)
pequena potência
• Experiências de fabricação na ALC
• Rotor
• Resumo do capítulo 1
• Sistema de regulação de potência e da
velocidade de rotação
1. Tecnologia de aerogeradores de pequena potência

•Princípios essenciais necessários para


compreender como funciona a tecnologia
eólica e particularidades da tecnologia
eólica de pequena potência.
•diferenças entre ambas aplicações relativas
tanto à eficiência, quanto à viabilidade
econômica e à caracterização do recurso.
Custos médios
• Minieólica isolada: 2500 a 6000 $/kW.

• Minieólica distribuída: 2700 a 8000 $/kW.

• Grandes aerogeradores, que estão em torno de 1500 $/kW.

• A densidade de potência média dos pequenos aerogeradores está


entre 0.15 e 0.25 kW/m , devido ao limitado potencial eólico
disponível nos locais da minieólica em comparação com os locais
típicos grandes aerogeradores.
Tecnologia
• A tecnologia da minieólica é diferente da utilizada
em grandes aerogeradores.
• Estas diferenças afetam a todos os subsistemas:
principalmente ao sistema elétrico e ao de
controle, mas também ao desenho do rotor. A
maioria dos aerogeradores de pequena potência
existentes no mercado foram construídos de
forma quase artesanal.
Desafios
• A minieólica tem um grande potencial, mas ainda existem desafios a
superar.
• Existem normas específicas para a minieólica (como o padrão CEI*
61400-2 para o desenho de aerogeradores de pequena potência).
• São também aplicados alguns padrões da eólica em geral, como o
de medida da curva de potência ou o de medida de emissões
sonoras.
• Resta ainda trabalho pela frente no campo normativo para
conseguir incrementar a qualidade na fabricação destes
equipamentos.
* IEC: International Electrotechnical Commission
Gamas
• O valor de 40 m2 foi o limite estabelecido na primeira edição do padrão
CEI-61400-2 e é a gama prevista atualmente para integração no meio
urbano;
• O limite de 200 m2 foi o estabelecido na segunda edição do
mencionado padrão em 2006, e inclui a maior parte de aplicações de
minieólica.
• O limite de 100 kW é definido em alguns países como a máxima
potência que se pode conectar à rede elétrica de baixa tensão.
• A gama da picoeólica se é normalmente aceita para aerogeradores de
menos de 1 kW.
Energia cinética Energia mecânica
• A energia que pode ser extraída do vento é a energia cinética
contida na corrente de ar.

• Quando o vento passa através de um aerogerador perde a sua


energia cinética, que é transformada em energia mecânica no eixo
do aerogerador.

• Para obter toda a energia cinética, o vento deveria parar


completamente atrás do rotor, não passando através do mesmo.
Limite de Betz
• Do total da potência contida no vento, o máximo que pode ser
aproveitado é um valor próximo a 60 %, limite conhecido como
"limite de Betz“ *.
• O “Coeficiente de Potência” caracteriza a eficiência aerodinâmica
das aeroturbinas. É a relação entre a potência fornecida pela
aeroturbina no eixo de giro e a potência contida no vento
incidente no rotor.
• O coeficiente de potência mede o rendimento da máquina e o
seu valor máximo não pode superar o limite de Betz.

* Pesquisador alemão A. Betz, que em 1927 estudou o comportamento do ar em um aerogerador


Curva de potência do aerogerador
• A característica fundamental dos aerogeradores é a
denominada “Curva de potência”, que é a relação
entre a potência elétrica fornecida em função da
velocidade de vento incidente.
• A curva de potência do aerogerador é a característica
mais significativa de sua eficiência energética e
permite calcular a energia que ele pode fornecer em
um local em que os dados do vento sejam conhecidos.
Curva de potência
•A curva de potência será utilizada para o
cálculo da energia produzida por um
aerogerador em um local, da forma que será
descrita mais adiante no capítulo de
avaliação do recurso eólico.
Componentes da curva de potência
• Velocidade de conexão ou de arranque: valor da velocidade média do
vento para que o aerogerador comece a gerar energia elétrica.
• Velocidade nominal: velocidade média do vento a qual uma turbina eólica
rende sua potência nominal. A tendência é usar o valor de 11m/s. A
partir desta velocidade de vento os sistemas de controle do aerogerador
tratarão de manter a potência de saída de forma regulada.
• Velocidade de corte ou de desconexão: valor da velocidade do vento em
que o sistema de controle de uma turbina eólica realiza sua desconexão.
A partir desta velocidade do vento o aerogerador permanece parado e
em posição de proteção contra ventos fortes. Esta característica, típica
em aerogeradores de grande tamanho, não é tão frequente na
minieólica.
Classificação pelo eixo de giro
• Existem distintos modos de classificar os aerogeradores
atendendo a características como eixo de giro, velocidade
de rotação, tamanho, aplicação, etc. Uma primeira
classificação das turbinas eólicas pode ser realizada
atendendo à disposição do eixo de giro do rotor eólico.
Podemos classificar as aeroturbinas em dois tipos,
segundo este critério:
• Aeroturbinas de eixo Horizontal.
• Aeroturbinas de eixo Vertical
Aerogeradores de eixo horizontal

• Os rotores de eixo horizontal se caracterizam por fazer


girar suas pás em um plano perpendicular à direção
do vento incidente.

• A velocidade de giro das turbinas de eixo horizontal


segue uma relação inversa ao número de suas pás.
Aerogeradores de eixo vertical
• Dentre as aeroturbinas de eixo vertical, pode-se
encontrar três tipos de tecnologias: Savonius,
Darrieus e Giromill.
• As turbinas com rotores de eixo vertical têm a
vantagem de não precisar de nenhum sistema de
orientação ativo para captar a energia do vento.
• Outra vantagem: dispõe do trem de potência e do
sistema de geração elétrica perto do solo.
Aerogeradores de eixo vertical
• Principais inconvenientes: dificuldade de realizar a
regulação de potência ante ventos altos, bem como o
menor rendimento do sistema de captação.
• Estes inconvenientes quase levaram à extinção dos
modelos de eixo vertical. Mas nos últimos anos esta
família de aerogeradores experimentou uma ressurreição
devido a sua possível utilização urbana, por suas teóricas
melhores prestações para ser integrada em edifícios:
produz menor nível sonoro, menor impacto visual,
melhor comportamento ante fluxo turbulento.
Aerogeradores de eixo vertical
Componentes do aerogerador de pequena potência
• Soluções tecnológicas adotadas no desenho dos
aerogeradores de pequena potência para cada um
dos subsistemas do mesmo, analisando-se as opções
mais frequentemente utilizadas nos modelos
existentes no mercado atual, e comparando-as com
as soluções utilizadas em grandes aerogeradores.
Principais componentes constituintes de um Aerogerador de eixo horizontal

Pás: captam o vento, convertendo sua potência ao centro do


rotor. São construídas em processo praticamente artesanal a
partir de materiais como o plástico e a fibra de vidro. O desenho
das pás emprega as mesmas soluções técnicas usadas pela
Aeronáutica nos cálculos de engenharia das asas dos aviões.
Rotor: elemento de fixação das pás que transmite o movimento
de rotação para o eixo de movimento lento. Um de seus
principais componentes é o sistema hidráulico que permite o
movimento das pás em distintas posições para otimizar a força do
vento ou parar a turbina por completo.
Principais componentes constituintes de um Aerogerador de eixo horizontal

Torre: elemento que sustenta o rotor e a nacelle na altura


apropriada ao seu funcionamento. Embora a maioria das torres
sejam de aço, como foram originalmente construídas, hoje já
existem outros modelos com diferentes tipos de material.
Nacelle: compartimento instalado no alto da torre composto por
caixa multiplicadora, chassis, sistema de yaw, sistema de controlo
electrônico e sistema hidráulico. É o componente com maior peso
do sistema. Dependendo do fabricante do aerogerador, pode
ultrapassar as 72 toneladas.
Principais componentes constituintes de um Aerogerador de eixo horizontal

Gearbox (caixa multiplicadora): tem a função de transformar as rotações


que as pás transmitem ao eixo de baixa velocidade (19 a 30 rpm), de modo
que entregue ao eixo de alta velocidade as rotações que o gerador precisa
para funcionar (1.500 rpm);
Gerador: converte a energia mecânica do eixo em energia elétrica;
Anemômetro: mede a intensidade, a velocidade e a direção do vento.
Esses dados são lidos pelo sistema de controle, que garante o
posicionamento mais adequado para a turbina.
Catavento: mede a direção do vendo, é responsável por transmitir ao
sistema de controle e a posição instantânea o vento, permitindo ao
aerogerador manter-se orientado ao vento de forma a otimizar a energia
cinética do vento, aumentando a potência produzida.
Rotor
• No rotor de aerogeradores de eixo horizontal as turbinas podem
ser projetadas para funcionar na configuração de barlavento
(rotor diante da torre) ou sota-vento (rotor atrás da torre).
• A maior parte dos aerogeradores são de eixo horizontal a
barlavento;
• Os mais utilizados são os de três pás, pois são mais simples de
equilibrar e tem um maior rendimento;
• O material das pás é quase sempre fibra de vidro/poliéster e, em
alguns casos, madeira.
• Existem além aerogeradores a sota-vento, cujo número está
crescendo, nos novos desenhos orientados à integração em zonas
urbanas.
Sistema de regulação de potência e da velocidade de rotação
• Soluções utilizadas para regular a potência e a velocidade de giro
nos pequenos aerogeradores:
• “Sem regulação”: o aerogerador é projetado para poder suportar
as cargas produzidas em todas as condições de operação.
• “Regulação por desorientação”: o eixo do rotor se desalinha no
plano horizontal com relação à direção do vento incidente. São
várias formas de produzir esta desorientação do rotor, a mais
utilizada é através de um desenho em que o centro de impulso do
rotor não está alinhado com o centro do rolamento de orientação.
Sistema de regulação de potência e da velocidade de rotação
• “Regulação por lançamento”: semelhante ao anterior, mas no qual o
desalinhamento ocorre no plano vertical.
• “Regulação por mudança de passo”: a mudança de passo ativa é a
solução utilizada nos aerogeradores maiores, e é raramente usada na
minieólica, onde se sistemas de mudança de passo passivos, nos
quais a variação do ângulo de ataque das pás se produz através de
sistemas centrífugos passivos.
• “Regulação por perda aerodinâmica”: utilizada em grandes
aerogeradores e consiste em uma redução do coeficiente de potência
a partir de certa velocidade de vento, que ocorre pelo
comportamento das pás, sem necessidade de atuação externa.
Sistema de Frenagem
• Na documentação técnica descritiva dos aerogeradores os fabricantes
geralmente indicam o sistema de controle de voltas como sistema de
frenagem o que, de acordo com a definição da norma, seria correto, mas
insuficiente para deter o aerogerador em todas as condições de
funcionamento.
• Nos aerogeradores que possuem apenas um sistema de frenagem, a
solução geralmente se dá através de curto-circuito do gerador elétrico.
Quando se utilizam dois sistemas de frenagem, o primeiro deles quase
sempre é o freio mecânico, ou através de posicionamento das pás na
posição de “bandeira”. Para o segundo sistema utiliza-se freio mecânico,
ou por curto-circuito do gerador elétrico, dependendo principalmente da
solução utilizada para o primeiro sistema de frenagem.
Sistema de Orientação
• As máquinas em posição de barlavento necessitam um sistema de orientação
que mantenha a máquina alinhada com o vento, enquanto as máquinas
orientadas a sota-vento o próprio rotor atua como cata-vento, não necessitam
um sistema de orientação.
• O sistema de orientação utilizado em grandes aerogeradores é um sistema
ativo, em que um sistema eletrônico decide através de um algoritmo de
controle quando e quanto girar a gôndola (parte superior do aerogerador, no
alto da torre), atuando sobre um ou vários motores, a partir da medida da
direção do vento.
• O principal sistema de orientação para os aerogeradores de pequena potência
a barlavento é um sistema passivo, mecânico, denominado “por cata-vento de
cauda”. O leme cata-vento de orientação utilizado é, indistintamente, reto ou
elevado (a fim de diminuir a ação do rotor sobre o leme).
Gerador elétrico
• Os aerogeradores de pequena potência usam conexão
direta entre o rotor e o gerador elétrico, sem existência de
caixa de multiplicação, ainda que tenham sido localizados
alguns desenhos com uma multiplicadora de duas etapas.
• Nos aerogeradores de micropotência (< 3kW) o tipo de
gerador utilizado é um alternador de ímãs permanentes
(PMG, sigla em inglês) de 4, 6, 8 ou 10 pares dipolos.
• No caso de aerogeradores na gama dos 3-30 kW, ainda que
exista uma tendência generalizada ao uso de PMG,
também se utiliza a opção de geradores de indução.
Controle eletrônico
• Também são utilizados sistemas de regulação
eletrônicos, ativos, que atuam sobre a geração
elétrica na saída do gerador.
• Deve-se considerar que os geradores elétricos
utilizados hoje em dia são trifásicos, de tensão e
frequência variáveis, enquanto os sistemas aos que
serão conectado normalmente demandam
abastecimento em alternada (monofásico ou
trifásico), sob tensão e frequência estáveis.
Regulador ou controlador de carga.
• A fim de conectar a saída elétrica aos sistemas em que serão instalados,
costuma-se converter a saída trifásica em corrente contínua, uma
conversão realizada através de um conversor eletrônico chamado
retificador.
• A opção mais utilizada é a de retificador não-controlado através de uma
ponte de diodos. Normalmente localizado no mesmo quadro do
retificador, o regulador de tensão possui a seguinte função: Desconexão
por voltagem alta do caminho em contínua.
• A Desconexão por voltagem baixado caminho em contínua a realiza o
inversor na maioria dos casos. Possuindo a saída em contínua,
encontram-se disponíveis no mercado principalmente dois modos de
regulação eletrônica: Regulação série e Regulação paralelo.
Regulação em série
• Com capacidade para controlar a potência gerada
pelo aerogerador, de forma que trabalhe no ponto
de máxima potência, ou regulando a geração se o
sistema assim requer (como, por exemplo, em um
sistema com bateria em que esta se encontre
plenamente carregada), ou quando se já alcançou e
superou a velocidade nominal do aerogerador.
Regulação em paralelo
• Esta regulação limita a tensão em contínua a um valor
estabelecido, derivando em uma resistência de dissipação toda a
potência excedente. Utiliza-se principalmente para que o
aerogerador não fique funcionando no vácuo, quando o sistema
não demanda energia. O propósito da resistência de dissipação é
eliminar o excesso de energia, convertendo-a em calor.
• As resistências de dissipação podem ser utilizadas tanto para
aquecer água quanto ar, e isto é especialmente recomendável no
caso de aerogeradores de mais de 5 kW, em que a quantidade de
energia a dissipar pode ser importante.
Inversor
• Os inversores convertem a energia CC em AC. Este dispositivo é
necessário pois módulos, baterias e a geração da maioria dos pequenos
aerogeradores se transforma em corrente CC, enquanto que a maioria
das aplicações e dispositivos requerem correntes AC.
• A maioria dos inversores são capazes de manejar energia adicional ao
seu tamanho, mas apenas por curtos períodos de tempo. Esta
capacidade de pico é útil para satisfazer as ocasionais subidas de carga,
como quando um motor arranca.
• O inversor é o encarregado de produzir o fornecimento em alternada
com a tensão e a frequência requeridas pela aplicação e, portanto, são
diferentes para um sistema isolado em comparação com um sistema
conectado à rede.
Torre suporte
• Com relação ao tipo de torre encontramos uma
ampla dispersão, usando-se torres estaiadas e
autossustentável, tubulares e de treliça.
• É prática habitual que o fabricante ofereça diferentes
tipos de torres, de acordo com as características do
local. O mesmo ocorre com relação à altura da torre.
Assim, encontramos casos em os que o mesmo
modelo é oferecido com torres de 6 a 40 metros.
Normativa de minieólica
• Inclui aspectos diferentes, tais como a produção, a segurança, ruído, entre outros.

• O comportamento dos aerogeradores de pequena potência é o esperado, devido à falta


de referências normativas e de informação objetiva.

• As normativas existentes foram desenvolvidas principalmente para grandes


aerogeradores conectados à rede em parques eólicos, mas isto não significa que não
sejam de aplicação na geração minieólica.

• Nesta seção serão revisadas as normas e recomendações existentes com relação à


geração minieólica.
Normativa de minieólica
• Entidades que desenvolvem normas que estão entre as mais importantes da área,
estipulam requisitos mínimos para garantir a segurança no segmento.

• São elas a ISO (Organização Internacional de Normalização), ANSI (Instituto


Nacional Americano), BSI (Instituto Britânico), CSA (Associação
Canadense), DIN (Instituto Alemão), DS (Associação Dinamarquesa), IEC (Comissão
Eletrotécnica Internacional), ASME (Sociedade Americana de Engenheiros
Mecânicos), ASSE (Sociedade Americana de Engenheiros de Segurança)
e IEEE (instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos).
Normativa de minieólica
• Necessidade de fiabilidade e qualidade dos novos equipamentos: isto é fundamental

para conquistar a confiança dos usuários finais.

• Mas existe outro aspecto, não menos importante: a segurança e conforto. Aspectos

como a segurança tanto física quanto elétrica (um acidente é especialmente indesejável),

e conforto (deve causar o mínimo transtorno ao usuário e à sociedade em que se instale,

o que se reflete em aspectos como o impacto visual ou o ruído).

• Os aspectos normativos e legislativos dos aerogeradores de pequena potência afetam

tanto a conexão de aerogeradores de pequena potência a sistemas de geração isolada,

quanto a interconexão à rede elétrica convencional.


Normativa de minieólica

• Ainda que certamente sejam muito poucas as normas existentes


referentes especificamente à minieólica, são muitas as normas que
direta ou indiretamente afetam esta forma de geração elétrica. A
seguir serão revisadas as que se consideram de maior importância,
começando pelo bloco de normas relacionadas com a geração eólica
e seguindo com aquelas normas particulares da aplicação (sistema
isolado ou sistema conectado à rede).
Normativa internacional (CEI)

• A seguir revisa-se a família de padrões 61400 da CEI relativos


a aerogeradores de pequena potência. Todos eles afetam a
tecnologia minieólica porque é “eólica”, mas aqui se analisa
o grau em que contemplam as particularidades da minieólica
nos principais padrões:
61400-1: 2005
• “Requisitos de desenho”; orientada a grandes aerogeradores
conectados àrede; as peculiaridades com relação a requisitos
de desenho para pequenos aerogeradores estão reunidas na
norma CEI 61400-2, ainda que esta norma se refira aos
aerogeradores de2mais de 200 m de área varrida de rotor,
dentro da gama da minieólica.
61400-2: 2a Ed: 2006
• “Requisitos de desenho para pequenos aerogeradores”, é a única norma que foi
especificamente elaborada para a tecnologia minieólica (de área varrida de rotor menor
que 200 m2 ). Trabalha-se na elaboração da terceira edição; nela se estuda a possibilidade
de incorporar os padrões nacionais desenvolvidos nos EUA e no Reino Unido dentro da
norma CEI. O padrão norte americano surgiu como um processo de certificação mais
simples, mais barato e menos restritivo do que a norma CEI. No Reino Unido se adotou o
padrão americano quando ainda estava em processo de revisão, introduzindo apenas
mudanças menores (no teste acústico e na necessidade de que o processo de medida
fosse verificado por um centro credenciado, o que não figurava no padrão norte
americano). Também no Canadá este padrão está sendo adotado.
61400-11: 2004
• “Técnicas de medida de ruído acústico”. Com um
anexo dedicado a pequenos aerogeradores.
61400-12-1:2005
• “Medida da curva de potência de aerogeradores
produtores de eletricidade”. Conta com um Anexo H
dedicado à medida da curva de potência em
pequenos aerogeradores, mas comparte todo o
procedimento de equipamentos e medida com o dos
grandes aerogeradores.
61400-22

• Certificação de aerogeradores. Define os requerimentos para


a certificação do aerogerador completo, fazendo referência a
boa parte dos outros padrões definidos para os diferentes
componentes. Substitui a norma WT01. De momento não
contempla o caso de minieólica, ainda que se conceba incluir
um anexo no futuro (somente em inglês).
Normativa de minieólica
• Pode observar-se que praticamente toda a normativa existente foi
elaborada para a conexão à rede convencional de grandes
aerogeradores, o que resulta lógico quando se analisa o descomunal
desenvolvimento que esta tecnologia experimentou nos últimos anos.
Ocorre que a tecnologia minieólica, e somente por ser “eólica”, foi
incluída nestas normativas que, claramente, não correspondem a ela
na maior parte dos aspectos (escala, investimento, rentabilidade,
funcionamento, caraterização,…).
Trabalho da Agência Internacional da Energia (AIE)
• Dentro do Acordo de Energia Eólica da Agência Internacional da Energia
(AIE), foi aprovada a Tarefa 27, denominada “Desenvolvimento e utilização
de uma etiqueta de qualidade para Pequenos Aerogeradores”. O principal
objetivo desta Tarefa é incentivar o sector industrial a melhorar a
fiabilidade dos pequenos aerogeradores e, portanto, também seu
comportamento. O trabalho nesta tarefa foi iniciado em 2009 e, de forma
totalmente inovadora, realizou-se junto com o trabalho do equipamento de
manutenção (MT2) da terceira edição da norma CEI 61400-2, sobre
requerimentos de desenho de pequenos aerogeradores. Como
consequência do trabalho realizado nesta tarefa, além da proposta de
etiqueta internacional para pequenos aerogeradores, surgiu a Associação
de Testadores de Aerogeradores de Pequena Potência (SWAT, siglas em
inglês), com alguns centros da ALC interessados em participar.
Experiências de fabricação na ALC
• Como conclusão desta seção tecnológica, apresentam-se a seguir
algumas experiências existentes na ALC no que se refere a fabricação
de aerogeradores de pequena potência. Destaca-se que, além da
distribuição dos modelos de pequenos aerogeradores mais
conhecidos a nível internacional, esta região possui uma série de
fabricantes locais. A seguir se apresenta uma amostra de fabricantes
da região que, sem pretender ser completa, considera-se
representativa da atividade existente:
Experiências de fabricação na ALC
Argentina:

• é certamente o país mais ativo na atividade de fabricação minieólica, com


18 fabricantes identificados de tecnologia minieólica. Dentre eles cabe
destacar a Giacobone, empresa focada do desenvolvimento desta
tecnologia há anos basicamente em aplicações de eletrificação rural, e o
INVAP, um grupo industrial que mais recentemente se dedica ao desenho e
fabricação de pequenos aerogeradores principalmente para uso em
aplicações industriais.
Experiências de fabricação na ALC
Brasil:

• considerando que se dedica ao desenvolvimento da tecnologia eólica


de grande tamanho, sua atividade em minieólica é ainda
reduzida,ainda que com grandes perspectivas. Alguns dos fabricantes
existentes são: Enersud, Altercoop, Eletrovento.
Experiências de fabricação na ALC
México:

• Aeroluz, uma empresa que surgiu no centro tecnológico de


Monterrey, e Fuerza Eólica, são alguns dos fabricantes mexicanos.
Experiências de fabricação na ALC
Nicarágua:

• Blue Energy é uma experiência muito interessante de empresa


fabricante com tecnologia de fabricação de um aerogerador de 500W,
que nasceu em um Projeto Piloto de transferência tecnológica
(baseado no desenho de Scoraig Wind Eletric) financiado pela agência
dinamarquesa, Alianza em Energia e Ambiente (AEA), em 2005.
Experiências de fabricação na ALC
Nicarágua:

• Blue Energy é uma experiência muito interessante de empresa


fabricante com tecnologia de fabricação de um aerogerador de 500W,
que nasceu em um Projeto Piloto de transferência tecnológica
(baseado no desenho de Scoraig Wind Eletric) financiado pela agência
dinamarquesa, Alianza em Energia e Ambiente (AEA), em 2005.
Experiências de fabricação na ALC
Peru:

• Waira, um fabricante local de distintos tipos de tecnologia mini-


eólica, e Soluções Práticas, cuja atividade na minieólica surgiu
também a partir de um projeto de cooperação tecnológica da ONG
ITDG.
Experiências de fabricação na ALC
Outras experiências de fabricantes estrangeiros na ALC:

• Vergnet mantém a fabricação damini-eólica nas Antillas Francesas,


enquanto o fabricante espanhol Bornay instala uma fábrica de
pequenos aerogeradores na Venezuela.
Resumo
• Neste primeiro capítulo foram apresentados brevemente conceitos para compreender e utilizar a

tecnologia de geração eólica, tais como a potência cinética incluída no vento, ou o coeficiente de

potência, que nos aportam uma estimação de como atua o captador eólico no momento de aproveitar

esta potência. Apresentou-se igualmente a curva característica principal de qualquer turbina eólica: a

curva de potência, autêntica identificação do equipamento quando se trata de realizar uma

caracterização energética, e que será utilizada para o cálculo da produção energética em um local

determinado.

• A partir destas noções básicas da tecnologia eólica em geral, passa-se a enfocar a tecnologia aplicada na

minieólica, os aerogeradores de pequena potência. Para tanto, revisam-se as soluções técnicas

normalmente utilizadas em pequenos aerogeradores e, mais concretamente, em seus componentes

principais: o rotor, o sistema de regulação de potência e da velocidade de rotação, o sistema de

frenagem, o sistema de orientação, o gerador elétrico, o controle eletrônico e a torre.


Resumo
• Inclui-se uma seção sobre a normativa existente aplicável à tecnologia de geração eólica
de pequena potência, um aspecto muito importante para garantir o correto
funcionamento e uma qualidade apropriada. Revisa-se tanto a normativa de aplicação
da Comissão Eletrotécnica Internacional, quanto as recomendações elaboradas pela
Agência Internacional da Energia.

• Por último, conclui-se este capítulo dedicado à tecnologia minieólica com um repasso
das experiências de fabricação deste tipo de tecnologia na América Latina e no Caribe.
Diferentemente de outras tecnologias renováveis, a geração minieólica pode ser
fabricada em países em desenvolvimento, e são numerosas as experiências existentes na
região de estudo: nesta seção são mostradas algumas das mais representativas.
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