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ANIMAÇÃO EM INSTITUIÇÕES DE

SAÚDE

UFCD 3554
ÍNDICE

1.Terapia ocupacional
2.Técnicas de ocupação
1.TERAPIA OCUPACIONAL
1.TERAPIA OCUPACIONAL

1.1. Objetivos
1.TERAPIA OCUPACIONAL
 Definição

 De acordo com o DL. 564/99, de 21 de Dezembro, Terapia ocupacional é definida


como:

o “Avaliação, tratamento e habilitação de indivíduos com disfunção física,


mental, de desenvolvimento, social e outras, utilizando técnicas
terapêuticas integradas em atividades selecionadas consoante o objetivo
pretendido e enquadradas na relação terapeuta/utente. prevenção da
incapacidade, através de estratégias adequadas com vista a proporcionar
ao individuo o máximo de desempenho e autonomia nas suas funções
pessoais, sociais e profissionais e, se necessário, o estudo e
desenvolvimento das respetivas ajudas técnicas, com ordem a contribuir
para a melhoria da qualidade de vida.”
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 A terapia ocupacional é uma atividade para a


reabilitação de pessoas doentes ou com
deficiências, que estão temporária ou
permanentemente incapacitadas.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 Objetivos

o Estimular a manutenção de capacidades para a realização de tarefas


aprendidas anteriormente: atividades da vida diária – AVD e atividades
instrumentais da vida diária – AIVD.
o Estimular as funções cognitivas: memória, atenção, linguagem, raciocínio,
orientação no tempo e no espaço e outras.
o Estimular habilidades sensório-motoras: respiração, movimento, tato,
olfato, paladar, visão, audição e outras.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

o Promover o resgate e valorização das reminiscências e identidade pessoal:


naturalidade, profissão, rede de cuidados, tipo de moradia, constituição
familiar, preferências, gostos, aversões e outros.
o Facilitar a expressão e elaboração de conteúdos que emergem, dando
destino às angústias, provenientes ou não da doença: conversa, expressão,
fotos, notícias, músicas e outros.
o Aplicar noções de arquitetura: segurança/ orientação/ individualidade/
privacidade/ atividades fisiológicas e outras.
o Orientar sobre as interferências arquitetónicas: iluminação/ portas/
janelas/ instalações/ mobiliárias/ degraus-rampas/ banheiro e outros.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 Terapia Ocupacional em Reabilitação Geriátrica

 Esta modalidade de TO tem sido comprovada como


tratamento da mais alta eficácia em vários
hospitais e por diversos autores, que são unânimes
em ressaltar não só os benefícios físicos advindos
desse tratamento, como também os benefícios
terapêuticos no caso de problemas sociais e
psicológicos.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 O grande objetivo da Terapia


Ocupacional em Reabilitação
Geriátrica é manter no idoso a
vontade de viver, e que o mundo
para ele continue povoado de
finalidades.

 Sentindo-se útil e ativo ele


escapa ao tédio, à decadência
e à marginalização.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 Em Reabilitação Geriátrica, não se insiste em metas profissionais.

 Sob o ponto de vista físico, o importante é o restabelecimento funcional


máximo. manter as funções corporais, melhorar as funções dos músculos e
articulações com o objetivo de conseguir o máximo de independência física,
sobretudo em atividades da vida diária.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 Dentreas principais patologias e disfunções atendidas pela Terapia


Ocupacional destacam-se:

o Acidentes Vasculares Cerebrais,


o Doença de Parkinson,
o Doença de Alzheimer e diversos tipos de Demências,
o Doenças Reumáticas e Artríticas,
o Sequelas decorrentes de doenças crónico-degenerativas como o Diabetes,
as Neoplasias, entre outras.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 Objetivos da Terapia Ocupacional em Geriatria e Gerontologia

o Integrar a pessoa em idade avançada à sua própria comunidade, tornando-


a o mais independente possível e em contacto com pessoas de todas as
idades, promovendo relações interpessoais.
o Incentivar, encorajar
e estimular o idoso a continuar fazendo planos, ter
ambições e aspirações.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

o Contribuir para o ajustamento psico-emocional do idoso e sua expressão


social.
o Manter o nível de atividade, alterando o ambiente se necessário.
o Enfatizar os aspetos preventivos do envelhecimento prematuro e de
promoção de saúde.
o Reabilitação do idoso com incapacidade física e/ou mental.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 O Terapeuta Ocupacional surge como um técnico interveniente na equipa


multidisciplinar, com o objetivo de proporcionar ao idoso a possibilidade de
viver de forma sadia o processo de envelhecimento.

 Isto significa para o idoso realizar as suas atividades significativas


diariamente, de acordo com o seu grau de independência.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 Pretende colaborar com o indivíduo para


que ele realize de forma satisfatória e
adequada as atividades que o levam ao seu
desenvolvimento e ao domínio de si e de
seu meio.

 A terapia ocupacional geriátrica visa


manter, restaurar e melhorar a capacidade
funcional, mantendo o idoso ativo e
independente o maior tempo possível.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 A intervenção na área geriátrica apoia-se na indicação de atividades


terapêuticas que favorecem o processo de adaptação ao envelhecimento.

 O atendimento ao idoso deverá ser feito por uma equipa multidisciplinar de


forma a adaptar e a estabelecer uma intervenção o mais adequada possível,
tendo em vista mantê-lo em sua plena capacidade e autonomia pelo maior
período de tempo.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 Quando a sua independência não poder ser reposta


totalmente, deve-se ter como objetivo restaurá-la no
mais breve espaço de tempo e o mais próximo
possível do seu nível anterior.

 Este atendimento pretende ter uma visão global do


envelhecimento enquanto processo e do idoso
enquanto indivíduo.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 É importante que as atividades realizadas sejam significativas para os idosos


e que estejam relacionadas com os seus interesses e com a realidade
socioeconómica.

 Deste modo a terapia ocupacional transforma os idosos institucionalizados


tornando-os mais produtivos e valorizados impedindo que eles desenvolvam
sentimentos de passividade, depressão, raiva e ressentimento.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 A terapia ocupacional deve intervir


também visando a qualidade de vida dos
idosos, sempre considerando os
processos de perdas próprias do
envelhecimento e as possibilidades de
manutenção do seu estado de saúde.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

1.2. Planificação
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 A planificação em terapia ocupacional visa


construir o diagnóstico, analisar as alterações
funcionais provenientes que interferem
diretamente no quotidiano do paciente.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 Após a avaliação do idoso e análise do seu desempenho ocupacional, o Terapeuta


Ocupacional elabora um plano de intervenção individual onde são definidos
objetivos, a longo e a curto prazo, para o desenvolvimento de autonomia em
diversas áreas de desempenho:

o AVD (tais como alimentar-se, tomar banho, vestir-se e fazer a higiene,


mobilidade e comunicação funcional).
o AVDI (comprar e preparar alimentos, cuidar da limpeza da casa, lavagem
das roupas), Educação, Lazer, Participação Social.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 Desta forma, o profissional, com segurança, responsabilidade e


resolubilidade, estabelece os procedimentos terapêuticos ocupacionais
indicados para cada patologia, considerando a singularidade de cada
paciente.

 Para tal são selecionadas técnicas terapêuticas específicas, atividades que


facilitam o desenvolvimento das funções de desempenho.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 As atividades planificadas pelo terapeuta


podem ser do tipo sensorial, percetivo,
cognitivo, motor, educativo/laboral e social,
tendo sempre como objetivo diminuir ou
corrigir funções afetadas com a patologia.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 Resultados pretendidos

o Socialização do paciente e seus cuidadores.


o Criação de vínculos e ampliação da rede de cuidados.
o Transformação da atitude do cuidar em solidariedade humana.
o Redimensionamento das noções de cuidar e tratar.
o Facilitação do conhecimento e a convivência com a pessoa com demência.
o Aumento da resistência frente a situações irreversíveis e à eminência da
morte.
o Valorização da presença do passado como articulação de uma identidade e
o presente como única certeza.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 A reabilitação exige a mobilização do que restou de capacidade num


indivíduo (capacidade residual), para que desempenhe atividades, da melhor
forma possível, em seu meio ambiente (função ótima).

 Muitas vezes é difícil mobilizar essa capacidade na pessoa idosa para


alcançar esse resultado, pois os familiares – e até mesmo as próprias
pessoas idosas – conformam-se com as perdas funcionais, tanto as que
surgiram devido ao processo de envelhecimento funcional, quanto as
decorrentes de uma doença grave, de uma internação, de uma intervenção,
ou catástrofe.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 Para que a reabilitação tenha bons resultados, a


dimensão psicossocial precisa de ser avaliada.
Não há apenas incapacidade física.

 Esquecemo-nos, com frequência, da incapacidade


psicológica, afetiva e social e, também, das
consequências das incapacidades físicas na parte
psicológica e na parte social.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 Assim, não basta avaliar a habilidade


funcional (física) e as atividades. é preciso
compreender as sensações e as
avaliações que as pessoas incapacitadas
fazem a respeito de sua capacidade
funcional e das atividades que executam
(ou não).
1.TERAPIA OCUPACIONAL

1.3. Avaliação
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 Avaliação inicial

 A avaliação clínica pode ser rápida e implícita ou mais cuidada e deliberada.

 No entanto, independentemente da forma que possa tomar, ela constitui a


base da intervenção terapêutica.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 Mas, se para definir um plano de tratamento adequado se torna necessário


avaliar, esta tarefa não culmina com a implementação do tratamento. trata-
se, antes, de um processo contínuo que permite efetuar ajustamentos e
averiguar a eficácia da intervenção.

 É de sublinhar que a linha existente entre avaliação e intervenção é


extraordinariamente ténue, pelo que, ao avaliar, o terapeuta está também a
intervir e, ao intervir, vai avaliar a resposta do doente à intervenção
realizada.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 Podemos então afirmar que a avaliação é um


processo complexo, contínuo e recursivo, sendo um
dos seus principais objetivos o de identificar, com
rigor, o problema do doente.

 É possível distinguir momentos diferentes na


avaliação clínica, os quais cumprem objetivos
também eles diferentes.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 Num primeiro momento de avaliação, o objetivo do terapeuta é o de obter


informação específica acerca dos problemas do doente, do seu passado e
dos objetivos que este estabelece para a terapia, por forma a elaborar uma
conceptualização inicial do caso (determinando se a terapia cognitivo-
comportamental se mostra ou não adequada) e formular um plano prévio de
tratamento.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 Este objetivo exige a recolha de uma quantidade considerável de informação


num período de tempo limitado e é geralmente feito recorrendo a uma
entrevista estruturada ou semiestruturada, as quais podem ter como
complemento a utilização de questionários de autorresposta.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 Avaliação durante o curso da terapia

 Nesta etapa, o objetivo do terapeuta é o de avaliar as respostas cognitivas,


comportamentais e emocionais do doente nas situações problemáticas.

 Esta avaliação deverá ser suficientemente pormenorizada para permitir uma


conceptualização clara do problema e um planeamento estratégico das
intervenções.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 No que diz respeito à avaliação das emoções, esta está dependente dos
objetivos que o doente estabelece para a terapia.

 As emoções que desempenham um papel de relevo nas situações problema


são aquelas que devem ser avaliadas.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 Há que compreender claramente as


emoções que o doente experiencia,
bem como a intensidade com que se
manifestam.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 Geralmente, é mais produtivo atender às modificações na intensidade ou ao


tipo de sentimentos experienciados do que avaliar o humor em geral.

 Tal como na avaliação das emoções, o objetivo do terapeuta ao avaliar o


comportamento está em perceber, de uma forma clara, o que é que o doente
faz, quando e em que contexto.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 Avaliação no final da terapia

 A avaliação cognitivo-comportamental é um processo que vai sendo efetuado


ao longo de toda a terapia.

 Neste sentido, ela apresenta-se também como parte integrante da última


fase, tendo aqui como objetivo fundamental, avaliar até que ponto é foram
alcançados os objetivos estabelecidos no início.
1.TERAPIA OCUPACIONAL

 Para este efeito, contribuem não só os relatos subjetivos do doente, como


dados mais objetivos obtidos a partir dos dados dos questionários de
autorresposta no final da terapia e sua comparação com os resultados de
momentos anteriores.

 Uma outra fonte de informação acerca dos possíveis ganhos terapêuticos do


doente é a entrevista com outros significativos que, de algum modo, tenham
acompanhado o curso da terapia.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Ao pensar em ociosidade na terceira idade estamos a falar do tempo que o


idoso tem livre, no qual não exerce qualquer atividade.

 Para a nossa sociedade, a chegada da idade da reforma é sinónimo de tempo


livre, de extinção do trabalho e das rotinas diárias, é como se fosse férias
vitalícias.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 É verdade que o idoso possui maior liberdade temporal, ou seja, pode gerir o
seu tempo diário da forma como desejar sem se sentir obrigado a cumprir
horários e tarefas.

 Mas por vezes esta liberdade não é muito positiva pois frequentemente, para
Homem, a chegada à idade da reforma transporta sensações negativas como
perda de papéis sociais, reconhecimento, atividade, sentimento de utilidade
e solidão.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 No quadro seguinte são apresentados pontos


positivos e negativos que a reforma tem para o
idoso.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO
Positivo Negativo

 Não há constrangimentos. o Tornar-se o ”tapa buracos” para a família


 Tempo livre. (tomar conta dos netos, trabalhos domésticos
 Não é necessário relógio. aborrecidos, bricolage, etc. que não é
 Gere-se livremente o tempo. possível recusar.
 Tem-se numerosos passatempos. o Dispõe-se de muito tempo e não se sabe o que
 Possibilidade de se ocupar a si, do fazer dele.
conjugue, da família. o A falta de dinheiro impede a realização dos
 Os sonhos podem ser finalmente desejos.
realizados. o Está-se menos em forma e a fadiga chega mais
 Fazer coisas que nos agradam. depressa.
 Estar sempre de férias. o Sente-se que se é inútil ou o meio encarrega-se de
 Estar disponível e aberto aos o transmitir.
convites. o É-se velho.
o Surgem outros constrangimentos: doenças,
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Entrar na Terceira idade não deve ser encarado como


sinónimo de apatia e depressão, sentimentos que
estão diretamente ligados à ociosidade. Se a chegada
da reforma deixa mais tempo livre, há que investir em
atividades lúdicas que ajudam a deixar de parte a
tristeza e a evitar o isolamento, para tal é importante
procurar obter uma velhice bem-sucedida.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 A principal forma de o idoso combater os sentimentos negativos que o


excesso de tempo livre, sem ocupação nenhuma, lhe traz é procurar
desenvolver qualquer atividade que lhe traga prazer e realização pessoal.

 Para isso o idoso deve satisfazer a necessidade de se distrair.


2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 A distração é uma necessidade de todo o ser humano, quem se diverte com


uma ocupação agradável com o fim de se descontrair física e
psicologicamente satisfaz esta necessidade fundamental.

 As pessoas de idade têm necessidade, na medida das suas capacidades, de


ter atividades recreativas.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Cada pessoa ocupa o seu tempo livre com atividades recreativas,


normalmente determinadas pelos seguintes objetivos: descontrair, divertir,
realização pessoal, criatividade e transcendência dos sentidos.

 Estes são os sentimentos que os idosos devem procurar no momento da sua


vida onde o tempo livre é imenso, para assim se sentirem ativos, úteis e bem
com a vida e consigo próprios, atingindo assim uma velhice bem-sucedida.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Ambiente em instituições de saúde: o idoso hospitalizado

 A autonomia da pessoa idosa é vista como um processo suscetível de ser


potenciado pela presença de cuidados adequados, passando pela satisfação
de um conjunto de necessidades como a de expressar a sua individualidade,
o de assumir o poder sobre si próprio, o de participar nas decisões e o desejo
de não separação daqueles que pertencem a sua esfera emocional.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 As instalações e equipamentos que o doente utiliza


devem estar de acordo com a sua vulnerabilidade e
situação clínica.

 A fragilidade devida à situação clínica determina,


para o doente internado, necessidades específicas
não só de diagnóstico e tratamento, mas também de
instalações e equipamentos.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 As barreiras arquitetónicas deverão ser reduzidas ao mínimo: nos quartos ou


enfermarias, na disposição dos equipamentos, na sinalização interna, nas
escadas, etc.

 O doente internado deve ser informado sobre os diferentes serviços


existentes no estabelecimento, incluindo aqueles não diretamente
relacionados com a prestação de cuidados, como por exemplo - gabinete do
utente, correio, banco, cafetaria, serviços religiosos e voluntariado.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 A sinalização interna deve ser suficientemente clara para que o doente


possa deslocar-se com facilidade dentro do hospital. As cores, o tipo e o
tamanho das letras deverão ser cuidadosamente estudados.

 Os organogramas do serviço deverão estar afixados para que o doente e


visitas conheçam a organização e os seus responsáveis.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 A ocupação dos períodos de solidão com atividades que propiciem prazer


mostram-se uma estratégia favorável para minimizar os efeitos negativos da
hospitalização, particularmente para os idosos, uma vez que ocupa o tempo
ocioso, estimula a inter-relação com os seus pares e profissionais da equipe
de saúde, entre outros benefícios.

 Durante o internamento, os idosos dispõem de tempo livre e este momento


caracteriza-se por permitir a criação.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 A criatividade, enquanto ocupação do tempo livre,


remete ao preenchimento destes períodos com
atividades de lazer, visando transformar a
hospitalização num evento menos penoso.

 Estas atividades poderão ser desenvolvidas por um


terapeuta ocupacional.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Este profissional organiza e desenvolve programas particulares de


tratamento, com vista à readaptação física ou mental das pessoas
incapacitadas, com o objetivo de obter o máximo de funcionalidade e
independência.

 Com atividades manuais e trabalhos criadores, recupera capacidade


funcional dos músculos e movimentos das articulações, a coordenação dos
movimentos e a resistência à fadiga.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Estudos indicam que se verifica uma


significativa melhora funcional por meio da
estimulação psicomotora em idosos
hospitalizados, momento em que a tendência
é de fragilidade e propício à dependência.

 Todas as atividades diárias, de rotina ou


ocupacionais, devem privilegiar o conforto do
utente. Deve ter-se especial atenção ao
posicionamento e mobilidade.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Alguns idosos/doentes, incapazes de se movimentar sozinhos, dependem


completamente da/o técnica/o para mudar de posição.

 Movimentos delicados e seguros da parte da/o técnica/o baseados em


conhecimentos de mecânica corporal, não só ajudam o idoso/doente a se
movimentar mais facilmente, como lhe proporcionam uma sensação de
confiança na ajuda que recebe.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

2.1. Rotinas diárias


2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 As pessoas de idade têm tendência a executar atividades de tempos livres


que desempenharam ao longo de toda a vida, se o seu estado de saúde e
situação financeira o permitirem.

 Para ajudar os idosos a manter o seu bem-estar e a qualidade de vida é


necessário promover a motivação.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Tanto a família como técnicos devem


estar aptos a compreender, intervir e
avaliar o comportamento do idoso,
levando-o a atingir melhor os objetivos
que se propõe, isto é, promovendo-o
em todos as dimensões, não se
limitando a remediar situações já
existentes, antes prevenindo-as, na
medida do possível.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Na grande parte das instituições, a vida destes é bastante pobre em


acontecimentos de vida, neste sentido a função do animador e ou de
ajudantes de lar passa pela elaboração e realização de atividades com o
objetivo de melhorar a qualidade de vida dos idosos.

 As instituições devem proporcionar aos idosos não só a satisfação das


necessidades mais básicas, como higiene, alimentação e cuidados médicos,
mas também as necessidades de participação, ocupação da sua vida social.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 A animação é muitas das vezes considerada como secundária e sem grande


validade, situação que não deveria acontecer pois a animação contribui
muito para a qualidade de vida do idoso.

 A animação aliada à motricidade e às artes plásticas faz com que os idosos


melhorem ou mantenham a sua autonomia e capacidade de movimento.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 É imprescindível criar atividades simples que se podem desenvolver com


estes idosos, que têm um perfil específico caracterizado pela dependência,
pelo isolamento, pela ociosidade, pela desmotivação.

 Muitas vezes, os idosos, principalmente os institucionalizados, não têm a


possibilidade de participar nas atividades de rotina diária da instituição,
deste modo os técnicos que trabalham com eles devem procurar desenvolver
atividades simples que era costume realizarem no seu dia-a-dia.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 O idoso sente-se melhor quando existe


uma rotina de horários para as
atividades do dia-a-dia. Essa rotina é
extremamente importante, pois isso
ajuda a pessoa a organizar sua mente.

 É importante que se dê a possibilidade


aos idosos de colaborarem nessas
atividades diárias.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Desta forma, eles se sentirão ativos e


integrados e não serão apenas utentes que
esperam diariamente pelas horas de
pequeno-almoço, almoço e jantar.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 2.1.1. Higiene

 A higiene corporal compreende medidas que as


seguram a limpeza do corpo em geral, e os cuidados
especiais de certas zonas corporais. Tem como objetivo
limpar o revestimento cutâneo de restos de células
envelhecidas, suores, poeiras e outras sujidades.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 A higiene corporal tem extrema importância, pois é um meio de prevenir a


doença contribuindo para a saúde, na medida em que é um dos meios de se
alcançar o bem – estar físico e psíquico.

 As equipas que lidam com os idosos devem zelar para que este consiga
aumentar os hábitos saudáveis, diminuir e compensar as limitações
inerentes da idade. Deve ainda estimular o autocuidado, atuando na
prevenção e na não complicação das doenças inevitáveis.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 A higiene é um tipo de autocuidado com as características específicas:


encarregar-se de manter um padrão contínuo de higiene, conservando o
corpo limpo e bem arranjado, sem odor corporal, lavando regularmente as
mãos, limpando as orelhas, nariz e zona perineal e mantendo a hidratação da
pele de acordo com os princípios de preservação e manutenção da higiene.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Os cuidadores que realizam a higiene pessoal de uma


pessoa idosa, devem estabelecer uma rotina definida.
Os idosos encontram rotinas reconfortantes.

 A rotina criada deve incluir todos os elementos


básicos que são normalmente incluídos.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Os responsáveis por lavar ou dar banho ao idoso devem primeiro estabelecer


como será a sua rotina e, em seguida, explicar ao idoso para que este saiba
exatamente o que os espera. Isto ajudará a criar uma relação de confiança, e
vai ajudar a pessoa idosa a relaxar.

 O banho, aparentemente, uma atividade comum e de fácil realização, pode


ser causa de momentos stressantes e perigosos, no idoso com demência. Já
na fase inicial da doença, pode existir uma resistência ao ato de tomar banho
ou de ser banhado.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Compreensivelmente, muitos idosos são um pouco relutantes em deixar


outra pessoa administrar a sua rotina diária de higiene pessoal.

 Isto é exatamente como muitos idosos se sentem, independentemente da


sua doença e do estado mental. Não é incomum para alguns idosos reagir
com agressividade.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Os hábitos e costumes de cada idoso devem ser


valorizados e as atividades devem ser planeadas com
cuidado e atenção.

 Uma Boa rotina de higiene pessoal para os idosos


também podem ser úteis no diagnóstico de
anormalidades na saúde física.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 2.1.2. Culinária

 Na vida dos idosos a gastronomia assume


um papel fundamental, quer como
consumidores, quer como executantes.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 É também na culinária que os idosos se podem sentir mais úteis, devido aos
seus conhecimentos e experiências.

 A culinária é uma das formas mais simples de inserir o idoso na dinâmica da


instituição onde se encontra, que seja um Lar, ou um centro hospitalar.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Ao trabalhar a culinária é possível:

o Aprender a distinguir ervas aromáticas, bebidas, molhos, cheiros e


sabores.
o Estimular a criatividade na preparação de alimentos.
o Manter e transmitir receitas antigas e tradicionais, como licores, doces,
enchidos, etc.
o Aproveitar e reutilizar diversos alimentos.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Os idosos podem ajudar na confeção de


sobremesas, e até da preparação dos legumes para
a sopa. Desta forma o idoso encontra-se ocupado e
desenvolve atividade que lhe proporciona
sentimento de utilidade.

 A par destas iniciativas, é importante salientar o


valor nutricional dos alimentos, ajudando o idoso a
adquirir hábitos de alimentação saudável e
adequada à sua situação de saúde.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 2.1.3. Costura

 A costura é também uma área de


interesse para os idosos, especialmente
as senhoras, que lhes permite estar
inseridos na dinâmica da instituição.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Tirando partido das habilidades do idoso, pode-se decorar os espaços da


instituição através da confeção de cortinas, toalhas de mesa, guardanapos,
lenços entre outros materiais que podem ser criados para decoração festiva
da própria instituição, como por exemplo decorações de Natal, Páscoa e
festas populares.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 2.1.4. Jardinagem

 Trabalhar jardinagem com os


idosos é uma forma de estes
estabelecerem contacto com o
meio ambiente.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 A jardinagem pode ser realizada nos jardins da instituição, caso existam, ou


no caso de serem idoso independentes podem ser estabelecidos protocolos
com a Câmara ou Junta da zona por forma a estes cederem um espaço para
se trabalhar a jardinagem com os idosos.

 No caso de nenhuma destas situações não serem possível, pode-se criar


pequenos canteiros formados por vasos individuais que são responsabilidade
dos idosos.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

2.2. Atividades manuais


2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 As artes plásticas são criações realizadas através da manipulação de


materiais. São artes que se manifestam por meio de elementos visuais e
tácteis, como linhas, cores, volumes. reproduzindo formas da natureza ou
realizando formas imaginárias.

 As Artes Plásticas não são nada mais que a capacidade de moldar, modificar,
reestruturar, re-significar os mais diversos materiais na tentativa de
conceber e divulgar nossos sentimentos e, principalmente, as nossas ideias.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 O desenvolvimento de trabalhos
manuais é bastante utilizado no
trabalho com idosos, pois através
dos trabalhos pode-se estimular o
idoso a nível da motricidade fina
(membros superiores), a nível
cognitivo, nomeadamente a
concentração e criatividade e
também como deve estar sempre
presente o entretenimento e o lazer.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Os trabalhos manuais que podem ser desenvolvidos são:


2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Pintura

 Pode ser realizada em tela,


papel, tecido, madeira,
entre outros.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Colagem
 Baseia-se na utilização de
pequenos recortes de
jornais, revistas, ou folhas
coloridas que podem,
posteriormente, colados em
objetos, painéis e cartazes.

 Utilizando a técnica da
colagem podem-se realizar
trabalhos interessantes tais
como fazer louça de papel.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Para tal barra-se um prato qualquer com uma camada de vaselina, de seguida
cobre-se com tiras de jornal, depois sobrepõe-se camadas de tiras de jornal
coladas com cola branca., até perfazer 6 ou 7 camadas de jornal.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Por fim, depois de secar pode-se pintar ou utilizar a técnica do guardanapo


para decorar o prato.

 No final, com a ajuda de uma espátula separa-se o prato de papel do prato de


louça.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Desenho

 Baseado na estimulação
da criatividade dos idosos.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Tecelagem

 Com ela podem-se fazer tapetes, cachecóis, bases individuais para refeição,
quadros decorativos, entre outros.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Picotagem

 Com ela pode-se fazer trabalhos interessante onde é trabalhada a perfeição e


o equilíbrio dos membros inferiores.

 Com um pico pode-se recortar uma imagem ressaltar determinados pontos


de um desenho e dar efeitos decorativos a cartazes, folhetos e postais.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Ao acompanhar esses pacientes no ateliê, percebemos o quanto é


terapêutico o prazer que a atividade criativa proporciona: auxilia-os no
resgate de uma certa autonomia e autoestima.

 Os pacientes, muitas vezes sem prática artística anterior, vivem a alegria das
descobertas - que julgavam perdidas em potencial.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 O sentimento positivo de poder


estar produzindo arte lhes
proporciona melhora no estado
de saúde e na qualidade de vida.

 Quanto à escolha da atividade


terapêutica com arte, deve-se
atender a diversos aspetos.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Em princípio, qualquer atividade de natureza artística pode ser indicada, pois


o valor terapêutico decorre do envolvimento do sujeito com aquela prática.

 Nesse envolvimento acontece o contacto interno, e nesse contacto e na


concentração promovida por esse movimento se dá a função terapêutica.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 No entanto, os dons e as preferências pessoais, o estado de saúde de cada


pessoa e sua situação socioeconómica podem favorecer ou restringir sua
participação.

 No trabalho oferecido nas Oficinas de Desenho e Pintura do Ateliê da Vida, a


concentração individual se faz necessária desde a escolha do material.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 O ritual de organização do
material, o aprendizado
sobre sua utilização,
limpeza e conservação, são
etapas importantes na
atividade da oficina.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

2.3. Atividades
recreativas
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 As atividades recreativas podem ser realizadas em qualquer faixa etária,


uma vez que têm o objetivo de proporcionar momentos de lazer,
descontração e interação. Estas também revigoram, auxiliam nas expressões
de sentimentos, trabalham a autoestima.

 As atividades recreativas são bastante importantes para a estimulação


social do idoso bem como boas atividades lúdicas que proporcionam
momentos de descontração e até de enriquecimento cultural.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Um ponto muito importante que a instituição deve ter presente é o contacto


dos idosos com o meio externo, a sociedade é muito importante, pois permite
aos idosos estabelecer contactos e vivenciar momentos de participação
ativa no meio envolvente, por exemplo em campanhas de sensibilização,
passeios, visitas turísticas, bailes, arraiais, festividades, etc.

 O contacto com o meio exterior traz ao idoso um sentimento de utilidade e


de capacidade de dar algo aos outros, de ensinar, de transmitir saberes e
conhecimentos, tudo isto é uma forma de estimular e de motivar os idosos.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 As atividades recreativas
transformam a vida desses
idosos e devem ser:
diversificadas, integrativas,
geradoras de autoconfianças,
culturais, coletivas e moderadas.

 Esta é a grande alavanca do


bem-estar, da felicidade e,
consequentemente, da
longevidade.  
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Trabalhar com atividades recreativas não é realizar magia, mas


possibilidades satisfatórias e comprovadas, da importância que a recreação
tem na vida de todas as pessoas.

 É uma proposta unificada da recreação, danças, palestras, relaxamentos e


outras atividades, que tem como grande foco transformar a vida dos idosos.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Trabalhar a recreação com idosos não significa adaptar as atividades a eles,


pois devemos levar em conta as suas limitações e suas potencialidades.

 As atividades deverão ser atrativas, diversificadas, com intensidade


moderada, realizadas de forma gradual, promovendo sempre a integração
social, o afeto, favorecendo o grupo mas ao mesmo tempo respeitando as
individualidades de cada um.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Passeios e visitas

 A animação turística
sénior deve ser
entendida com um
conjunto de atividades,
que transformam o ver
em envolver, o viver em
conviver, desafinando o
turista numa estratégia
de desenvolvimento
pessoal e humano numa
determinada fase do seu
percurso de vida.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Quando se planeia uma viagem com idosos deve-se ter em atenção se o local
para onde se vai e onde vão ficar instalados está preparado para acolher
pessoas com dificuldades de locomoção.

 Os passeios realizados com os idosos, geralmente são realizados com vista a


conhecimento de culturas diferentes e de momentos históricos da região e
até do país.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 As visitas culturais são


idênticas ao turismo
sénior, a grande
diferença é a duração,
enquanto o turismo
sénior remete para
vários dias as visitas
têm, por norma, a
duração de um ou dois
dias.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Principais roteiros das visitas culturais:

o Museus.
o Exposições.
o Cidades e monumentos históricos.
o Teatro e cinema.
o Feiras.
o Jardins e áreas naturais.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Festas

 As festas são realizadas em e para o grupo e têm por objetivo o recreio, o


convívio, a solidificação das relações sociais e o desenvolvimento
comunitário.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 A realização de festas é um ponto de grande interesse para os idosos, pois


proporcionam-lhes grandes momentos de diversão e distração.

 Como exemplos tem-se os bailes (carnaval, final de ano, etc.), os desfiles de


moda, as marchas populares, as festas de aniversário e dos santos
populares, as procissões, os jornais de parede, os piqueniques, a decoração
de casas ou ruas com flores e outros adereços de papel, concursos de
poesia, prosa ou fotografia, etc.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Jogos

 O jogo tem um papel


essencial na educação e na
animação, sendo bastante
importante no processo de
socialização e de
desenvolvimento intelectual,
social e motor.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Com o jogo consegue-se:

o Aumentar o grau cultural e o compromisso coletivo.


o Aumenta o número de amizades e relacionamentos.
o Canalizar a criatividade.
o Divertir.
o Libertar tensões e emoções.
o Obter integração inter-geracional.
o Orientar positivamente as angústias quotidianas.
o Refletir.
o Ter predisposição para realizar outros trabalhos.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Os jogos são bastante utilizados na animação de idoso em todas as


instituições.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Jogos de ciência

 As atividades de ciência não são muito vulgares na animação de idosos, no


entanto podem proporcionar momentos muito interessantes e didáticos.

 Ao apresentar-se algumas experiências científicas, os idosos manifestam a


sua surpresa ao descobrirem como acontecimentos com que lidaram a vida
toda, tem explicações muito simples.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Jogos de Magia

 Os jogos de magia também não são muito usados na animação, mas pode
proporcionar bons momentos de entretenimento.

 Existem truques simples de cartas, cordas ou moedas, que qualquer idoso


pode aprender para depois apresentar aos colegas numa festa ou passeio.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Exemplos de dinâmicas de grupo para idosos


2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Dinâmica: "Para quem você tira o


chapéu"

 Objetivo:

o Estimular a autoestima
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Materiais:

o Um chapéu e um espelho. O espelho deve estar colado no fundo do chapéu.


2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Procedimento:

o O animador escolhe uma pessoa do grupo e pergunta se ela tira o chapéu


para a pessoa que ver e o porquê, sem dizer o nome da pessoa.
o Pode ser feito em qualquer tamanho de grupo e o animador deve fingir que
trocou a foto do chapéu antes de chamar o próximo participante.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Outra Versão: Dinâmica "Caixinha de


Surpresas"

 Objetivo:

o Dinâmica do autoconhecimento. Falar sobre si


2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Materiais:

o Caixinha com tampa, Espelho.


2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Procedimento:

o Numa caixinha com tampa deve ser fixado um espelho na tampa pelo lado
de dentro.
o As pessoas do grupo devem se sentar em círculo.
o O animador deve explicar que dentro da caixa tem a foto de uma pessoa
muito importante (enfatizar), depois deve passar para uma pessoa e pedir
que fale sobre a pessoa da foto, e não devem deixar claro que a pessoa
importante é ela própria.
o Ao final, o animador deve provocar para que as pessoas digam como se
sentiram falando da pessoa importante que estava na foto.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Dinâmica: " do objeto pessoal"

 Objetivo:

o Comprometimento
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Material:

o Objeto pessoal
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Procedimento:

o Solicitar ao grupo que traga de sua residência qualquer objeto de muito apego
(valor emocional).
o Fazer um sorteio (como se fosse amigo secreto) e trocar os objetos.
o O coordenador estabelecerá um período (1 semana) para que um guarde o
objeto do outro com muito carinho e troque bilhetinhos a fim de descobrir
segredos sobre o colega e o objeto.
o Na data marcada, estes trocarão os seus pertences contando um pouco do
que descobriram do outro e do objeto deste, além do cuidado especial que
tiveram com o objeto.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Dinâmica: Trocando os crachás

 Objetivos:

 Conhecer os integrantes do grupo, “quebrar o gelo”, chamar à participação e


ao movimento.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Material:

 Crachás para todos, contendo os nomes de cada um.


2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 PROCESSO:

o No início do encontro, distribuem-se os crachás normalmente, de forma


que cada um receba o seu próprio nome.
o Após algum tempo, recolher novamente os crachás e colocá-los no chão,
com os nomes voltados para baixo. Cada um pega um para si. caso peque o
próprio nome, deve trocar.
o Colocar o crachá com outro nome e usá-lo enquanto passeia pela sala.
o Enfim procurar o verdadeiro dono do nome (crachá) e entregar a ele seu
crachá.
o Aproveitar para uma pequena conversa informal. procurar se conhecer algo
que ainda não conhece do colega.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

2.4. Atividades físicas


2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 A importância da estimulação do
Idoso

 Muitas famílias e instituições não


compreendem a importância de
estimular o idoso, deixando-o
parado, inerte, sem participar em
nenhuma atividade que o ocupe e
o ajude a manter as suas
capacidades ativas.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Estimular significa excitar, incitar, instigar, ativar, animar, encorajar. Para


além de tudo isto, estimular é também criar meios de manter a mente, as
emoções, as comunicações e os relacionamentos em atividade.

 O Homem, à medida que envelhece vai sofrendo um desgaste normal a idade.


2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Esse desgaste não é apenas físico, mas também nas relações sociais e na
autoestima, que vão diminuindo em função do seu grupo, que fica cada vez
mais reduzido devido às perdas, às dificuldades para sair de casa, à falta de
estímulo e às limitações físicas e psíquicas.

 Por estes motivos, o trabalho da estimulação deve compreender estes três


aspetos: físico, psicológico (cognitivo) e social.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Quando é estimulado, o idoso ganha


autoestima, fica mais esperto, mais
participativo, começa a envolver-se
em questões que o rodeiam,
reivindica, reclama.

 Para que o idoso tenha uma velhice


saudável é preciso que este esteja
ativo e desenvolva diversas atividades
em várias áreas.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 A estimulação faz com que os idosos vivam mais a vida, que vivam o hoje,
que usem mais a memória e a criatividade para criar situações, atividades,
alegria e felicidade.

 A estimulação é uma das práticas mais importantes para manter os idosos


com vida e com saúde.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 A estimulação física

 Com o passar dos anos o nosso corpo


apresenta algumas alterações
relacionadas com a força, a
resistência, a flexibilidade, a
coordenação motora e o equilíbrio.

 O processo natural do
envelhecimento diminui a função de
cada órgão de nosso corpo (coração,
pulmão, rins, cérebro, fígado etc.).
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 À medida que o tempo passa, cada órgão vai, pouco a pouco, quase sem
percebermos, perdendo um pouco de função.

 A este processo chamamos de perda da capacidade funcional ou capacidade


de funcionamento.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Além desse desgaste natural de cada órgão, o próprio


progresso no tratamento da saúde tem contribuído para o
aumento no número de pessoas idosas incapacitadas.

 A relação entre atividade física, saúde, qualidade de vida e


envelhecimento têm sido cada vez mais discutidos e
analisada cientificamente.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Segundo a Organização Mundial de Saúde (1997) a


prática da atividade física está associada a
melhorias na qualidade de vida dos idosos, e que,
através desta, obterão benefícios significativos a
níveis fisiológicos, psicológicos e socioculturais.

 O que se destaca como objetivo principal da


atividade física na terceira idade, é o
retardamento do processo inevitável do
envelhecimento através da manutenção de um
estado suficientemente saudável que possibilite a
normalização da vida dos idosos e os afaste dos
fatores de risco comuns na terceira idade.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 O idoso médio passa 10 ou mais anos


a sofrer de um grau crescente de
deficiência física e apresenta um
declínio na capacidade de viver
independente, pelo que a atividade
física regular tem uma forte influência
sobre as capacidades funcionais,
qualidade de vida e saúde mental do
cidadão idoso beneficiando de um
aumento de 6 a 10 anos na expectativa
de vida ajustada à qualidade de vida.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Estudos indicam que se verifica uma significativa melhora funcional por meio
da estimulação psicomotora em idosos hospitalizados, momento em que a
tendência é de fragilidade e propício à dependência.

 Todas as atividades diárias, de rotina ou ocupacionais, devem privilegiar o


conforto do utente. Deve ter-se especial atenção ao posicionamento e
mobilidade.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Alguns idosos/doentes, incapazes de se movimentar sozinhos, dependem


completamente da/o técnica/o para mudar de posição.

 Movimentos delicados e seguros da parte da/o técnica/o baseados em


conhecimentos de mecânica corporal, não só ajudam o idoso/doente a se
movimentar mais facilmente, como lhe proporcionam uma sensação de
confiança na ajuda que recebe.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Ginástica

 A participação do idoso em programas de


exercício físico regular, influencia no processo
de envelhecimento com impacto sobre a
qualidade e expectativa de vida, melhoria das
funções orgânicas, garantia de maior
independência pessoal e um efeito benéfico no
controlo, tratamento e prevenção de doenças
como:
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

o Diabetes,
o Enfermidades cardíacas,
o Hipertensão,
o Arteriosclerose,
o Varizes,
o Enfermidades respiratórias,
o Artrose,
o Distúrbios mentais,
o Artrite,
o Dor crónica,
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 O objetivo da atividade física é manter o idoso ativo e independente.

 Nos casos em que o idoso seja dependente, ou seja em que se encontrem em


cadeiras de rodas, ou acamados, a atividade física deve centrar-se
especialmente no movimento dos músculos dos membros superiores e
inferiores, no caso de haver possibilidade de os movimentar.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 A atividade física nos idosos tem os seguintes objetivos:

o Melhorar as condições musculares (força e resistência) e articulares


(mobilidade).
o Melhorar a flexibilidade.
o Prevenir e melhorar as condições cardiorrespiratórias.
o Prevenir a obesidade.
o Prevenir a descalcificação óssea (osteoporose).
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

o Melhorar a postura, a coordenação motora e o equilíbrio.


o Desenvolver a autoconfiança, a autoimagem e a socialização, quando os
exercícios são feitos em grupo.
o Manter e promover a independência.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 As melhores atividades motoras para idosos são:

o Marcha (no mínimo 45 minutos por dia sem pausas).


o Musculação moderada.
o Ginástica.
o Natação.
o Hidroginástica.
o Bicicleta (normal ou estática).
o Yoga.
o Jogos populares.
o Massagem e dança.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 É importante ter em atenção, que


quando se inicia uma atividade mais
intensa, deve-se fazer exercícios de
aquecimento.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Exemplos de exercícios
de aquecimento que se
pode fazer com idosos:
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Exemplos de exercícios
de aquecimento que se
pode fazer com idosos:
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Tendo em vista um envelhecimento com qualidade e procurando prevenir o


agravamento de pequenos problemas, devemos estar atentos quando o idoso
apresentar alguns dos seguintes sinais:
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Durante a caminhada

o Apresentar dificuldade em elevar os pés do chão.


o Dar pequenos passos.
o Caminhar com flexão de joelhos.
o Desequilibrar-se, utilizando móveis e paredes como apoio.
o Apresentar aumento de cifose dorsal (dorso curvo).
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Na cadeira, poltrona ou sofá

o Senta-se com má postura.


o Tenta levantar-se muitas vezes até conseguir.
o Não consegue afastar o tronco do encosto.
o Quando se senta solta o corpo, sem conseguir sustentá-lo.
o Solicita auxílio para sentar-se e levantar-se.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Na cama

o Demonstra medo ao deitar-se.


o Apresenta pouco mobilidade para trocar de posição.
o Tem dor na coluna vertebral.
o Queixa-se de frio ou calor (dificuldade no manejo da roupa da cama).
o Tem dificuldade para deitar-se ou sair da cama.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 No banho, para vestir-se ou alimentar-se

o Deixa de gostar do banho.


o O corpo permanece molhado após enxugar-se.
o Corta-se facilmente a fazer a barba.
o Deixa cair copos ou talheres.
o Alimenta-se com dificuldade, deixando cair o alimento no trajeto
prato/boca.
o Apresenta dor e limitação de movimentos que dificultam o vestir/despir.
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Jogos
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 1º jogo

 Material

 Placa quadrada com várias filas de pregos, elásticos de várias cores e


grossuras diferentes
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Objetivo

o Fortalecimento dos músculos das mãos.

 Modo de jogar

o Esticar os elásticos ao longo dos pregos de modo a fazer desenhos.


2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 2º jogo

 Material

o Garrafas de plástico, cheias de areia, pintadas, com um cordel atado no


gargalo, por sua vez este cordel com um metro de fio está atado a um
pequeno pau
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Objetivo

o Fortalecimento dos músculos dos braços

 Modo de jogar

o Puxar as garrafas, enrolando o cordel num pequeno pau


2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 3º jogo

 Material

o Cinco garrafas de plástico cheias de areia e pintadas, uma bola pequena


2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Objetivo

o Concentração e coordenação óculo-manual

 Modo de jogar

o Atirar a bola para derrubar os pinos (garrafas) que estão de pé, a uma
certa distância
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 4ª jogo

 Material

o Três arcos e três discos ou malhas


2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Objetivo

o Coordenação óculo-manual

 Modo de jogar

o Tentar acertar com as malhas dentro dos arcos


2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 5º Jogo

 Material

o Quadro com vários quadrados (tabela de


dupla entrada), com símbolos, formas ou
cores, peças soltas com os mesmos
elementos
2. TÉCNICAS DE OCUPAÇÃO

 Objetivo

o Estimular a memória e a concentração

 Modo de jogar

o Fazer a correspondência entre os vários elementos


 ANIMAÇÃO EM INSTITUIÇÕES DE SAÚDE

 UFCD 3554

 ®2016