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O propósito do sistema de lubrificação do

motor e duplo, a saber:


l reduzir a um mínimo o atrito;
l reduzir a um mínimo o calor gerado,
mantendo a temperatura das pecas moveis
dentro dos limites toleráveis.
O sistema de lubrificação de um motor e composto por
diversos componentes que fazem circular o óleo no sistema,
controlam a pressão do mesmo e fazem a sua filtragem, de
maneira que haja uma lubrificação adequada em todas as
áreas de atrito sob as diversas condições de operação.
A seguir, uma lista dos principais componentes e fatores
que influem no funcionamento correto do sistema de
lubrificação.
l Filtro de sucção

l Bomba de óleo

l Válvula ali viadora de pressão

l Filtro de óleo

l Métodos para filtragem do óleo

l Folga de lubrificação das bronzinas e das buchas


O filtro de sucção se acha localizado na
entrada da bomba de óleo. Protege a
bomba de partículas grandes que podem
causar um desgaste excessivo.
O filtro de sucção, quando esta obstruído,
pode chegar a impedir a circulação do óleo,
através do motor.
O resultado desta falha de lubrificação será
um desgaste excessivo, podendo causar a
destruição definitiva de algumas pecas.
Bomba de óleo Mecanismo cuja finalidade e bombear o óleo do carter e enviado,
sob pressão, aos diversos pontos do motor que necessitam de lubrificação.
Existem vários tipos de bombas de óleo, sendo a de engrenagem a mais utilizada
BOMBA ROTATIVA BOMBA DE ENGRENAGENS
 Neste sistema uma bomba força a passagem do óleo
através de uma galeria principal contida no bloco do
motor, ao mesmo tempo que abastece as calhas de
lubrificação por salpico.

 Da galeria principal o óleo, sob pressão, é


direcionado a passar através do eixo de manivelas,
do eixo de comando de válvulas e do eixo dos
balancins.

 O óleo que escapa dos eixos é pulverizado na parte


superior das paredes dos cilindros, nos pistões e nos
pinos das bielas.
EIXO DE COMANDO DE VÁLVULAS

MANCAIS EXCÊNTRICOS
MANCAIS FIXOS

PESCADOR CALHA DE SALPICO

SUPRIMENTO
FILTRO
DE ÓLEO P/A
BANDEJA DE BOMBA
SALPICO
 Passa através dos eixos (manivelas, comando de válvulas e
balancins);

 A parte superior dos cilindros e dos pistões é lubrificada pelo


óleo que escapa de furos existentes nas conexões das bielas
com os pinos dos pistões;

 A parte inferior das paredes dos cilindros e dos pistões é


lubrificada pelo óleo pulverizado de furos existentes nas
conexões da árvore de manivelas com as bielas.

 Devido a longa distância e diversas galerias percorridas pelo


óleo neste sistema, o requerimento de pressão na maioria
dos motores dos tratores varia de 15 a 40 psi, podendo em
alguns casos chegar até 65 psi.
Sistema de válvulas Sistema de transmissão
Geralmente a bomba de óleo em um motor tem
capacidade para bombear uma quantidade de
óleo muito maior que a requerida.
Portanto, existe no sistema de lubrificação uma
válvula de alivio de pressão, com o objetivo de
regular o fluxo de óleo, de maneira que se
mantenha sempre a pressão requerida.
A pressão excessiva nos motores faz com que a
válvula de alivio se abra, permitindo que o
excesso de óleo regresse ao carter.
 Localizada no cárter;
 Acionada pelo movimento do eixo de manivelas ou
pelo eixo de comando de válvulas;
 Sua função é suprir óleo lubrificante sob
determinada pressão as diversas partes do motor;
 As bombas de óleo na sua maioria são do tipo de
engrenagens.
Localizado na parte externa do bloco do motor;
Tem como função reter partículas indesejáveis
visando promover a limpeza do óleo lubrificante;
As impurezas reduzem significativamente a vida dos
motores, desta forma os filtros devem sempre ser
trocados de acordo com a recomendação do fabricante
do trator.
FILTRO

ÓLEO
FILTRADO

ALÍVIO ÓLEO NÃO FILTRADO SOB


PRESSÃO
BOMBA DE ÓLEO

DEPÓSITO DE ÓLEO
O filtro de óleo tem a finalidade de reter impurezas em suspensão no óleo
lubrificante, evitando o desgaste prematuro das pecas do motor.
Métodos para filtragem do óleo nos motores mais
antigos era usado o que se conhece com o nome de
“Sistema de Derivação”, no qual o óleo se desvia pela
válvula ali viadora de pressão e passa através do
filtro de óleo em seu retorno ao carter.

Outras variações deste mesmo método, incluídas na


mesma categoria, são aquelas em que só uma parte
do óleo que circula pelo sistema passa através do
filtro de óleo.

Por exemplo: quando o filtro esta colocado na linha


que vai ao mecanismo
superior das válvulas (balancins), todas as demais
partes com lubrificação sob pressão recebem óleo
sem filtrar, diretamente da bomba.
Os sistemas de derivação filtram unicamente de 5 a 20% do óleo que circula
através do sistema de lubrificação.

No sistema de filtragem completa ou total, todo o óleo que passa através do


sistema de lubrificação e filtrado antes que atinja as áreas a serem lubrificadas.
Neste sistema, ha uma válvula de alivio dentro do filtro para desviar o óleo ao
redor do mesmo.

Esta preocupação se toma para o caso em que o filtro esteja obstruído devido
principalmente a manutenção inadequada .
SISTEMA DE DERIVACAO SISTEMA DE FILTRAGEM COMPLETA
Folga de lubrificação das bronzinas, buchas e a diferença entre o diâmetro
interno da bronzina ou da bucha e o diâmetro externo do respectivo eixo.

A folga de lubrificação e o fator mais


importante que influi na operação correta
do sistema de lubrificação sob pressão.
Cada fabricante de motor especifica
determinadas folgas para bronzinas e
buchas que devem ser observadas.
Com uma simples medição da pressão do óleo você pode avaliar o estado geral
do seu motor seja ele novo ou usado e evitar problemas de lubrificação que
diminuem a vida útil do motor.
É recomendável verificar a pressão do óleo quando o carro esta na oficina para
revisão e sempre quando for feito uma reforma ou retífica do motor. A medição
antes da retífica indicará se o motor funcionou com pressão baixa (possível causa
do desgate) e indicará se a mesma bomba poderá ser aproveitada no motor
depois da reforma. A medição da pressão depois da retífica é importante para
saber se o sistema de lubrificação esta funcionando corretamente após a
montagem do motor. Não adianta reformar um motor e instalar uma bomba com
defeito ou com baixa pressão.
Comece com o motor frio ou morno e verifique se o óleo esta no nível correto.
Localize a bomba de óleo fixado do lado esquerdo do motor abaixo do coletor de
escapamento. Retire o bujão de latão com cabeça sextavada localizado no
bloco do motor logo a direita da bomba de óleo usando a chave CORRETA.
Um pouco de óleo retido nas partes altas do motor poderá escorrer pelo furo mas
isto é normal e indica que o furo não esta obstruído.
Se não escorrer óleo o furo poderá estar obstruído e você pode girar o motor
durante 2-3 segundos com o motor de partida para causar pressão de óleo e
desobstruir o furo.
Não é necessário mexer na bomba de óleo. O bujão que foi removido da acesso a
uma rosca 1/4 NPT próprio para fixação do manômetro conforme descrito no
Manual. (Nota: a maioria dos outros veículos não dispõem deste
bujão para medição da pressão fazendo com que o ponto de medição seja no furo
de fixação do sensor de pressão do óleo).
Rosqueie o manômetro no bloco do motor no furo
onde foi retirado o bujão. O manômetro deve
rosquear facilmente algumas voltas com a mão e
não é necessário usar ferramentas.
Se o manômetro não rosquear não adianta forçar
porque a rosca poderá estar errado o que irá
danificar a rosca no bloco do motor.
É possível medir a pressão com um simples
manômetro mas é preferível usar um manômetro
especial para esta finalidade com mangueira
prolongador para facilitar a leitura. Coloque o
relógio do manômetro virado para cima numa
posição que facilite a leitura após ligar o motor.
Ligue o motor em marcha lenta através da chave de partida e certifique que a luz
espia do óleo apagou no painel de instrumentos. Verifique possíveis vazamentos
de óleo onde você instalou o manômetro.

Faça a leitura da pressão do óleo no manômetro com o motor em marcha lenta


(600 RPM) e em rotação média (aprox. 2000 RPM) a cada dois minutos e anote
os resultados num papel.

Repita as medições até que o motor atinge plenamente a temperatura normal de


trabalho no bloco e no carter que pode demorar 20 a 30minutos.

Quando o motor atingir a temperatura de trabalho verifique e anote a pressão


máxima com o motor acelerado.
Normalmente a pressão é maior com o motor frio logo depois da partida e depois
a pressão diminui conforme o óleo vai esquentando e perdendo viscosidade.

ATENÇÃO: O aquecimento do óleo no carter é mais lento do que o aquecimento


da parte alta do motor onde acorre a combustão. O indicador de temperatura no
painel poderá estar indicando 80 C° na água enquanto o óleo ainda esta com uma
temperatura bem mais baixa. Aguarde em torno de 30 minutos com o motor
ligado e de preferência dê uma volta com o veículo para aquecer o óleo.
Compare os valores que você mediu com os valores de pressão normais indicados
na tabela acima para saber se o seu motor esta com a bomba de óleo em ordem ou
com pressão muito alto ou baixo.

Cuidado com e coletor de escapamento quente. Retire o manômetro e recoloque o


bujão para fechar o furo no bloco do motor. Aperte o bujão com a chave. Ligue o
motor e verifique se a luz espia do óleo esta apagado e se não há vazamentos de
óleo no motor onde você trabalhou.

Pronto, agora que você mediu a pressão do óleo basta interpretar os resultados
para saber como esta o sistema de lubrificação do seu motor. Você pode repetir a
medição sempre que mudar o tipo de óleo e sempre que fizer alguma regulagem ou
troca da bomba de óleo.
Óleo do motor com viscosidade muito baixa (óleo muito fino).
Motor abastecido com óleo errado.
Água ou diesel diluído no óleo.
Motor com desgaste acentuado nos mancais do virabrequim, bielas e
eixo do comando de válvulas.
Bomba de óleo com desgaste interno no rotor e muita folga. Pode ser
causado por alta quilometragem.
Válvula de alívio (descarga) da bomba mal regulado ou com defeito
(mola quebrada ou travada na posição aberto).
Tela do filtro-boia de captura do óleo entupido impedindo a passagem do
óleo na entrada da bomba.
Temperatura do óleo muito alto e/ou motor superaquecido o que diminui
a viscosidade do óleo.
Nível do óleo muito baixo no carter.
Verificar o nível na vareta.
Motor montado errado causando vazamentos ou obstruções nos canais
internos de óleo.
Mangueira ou tubulação de óleo com vazamento
Óleo com viscosidade muito alta (óleo muito grosso). Motor abastecido
com óleo errado.
Temperatura do óleo muito baixo devido a pouco tempo de
aquecimento do motor.
A válvula termos tática também poderá estar com defeito ou faltando e
impedindo o aquecimento do motor.
Motor novo ou recondicionado com folgas muito pequenas nos
mancais (pode ser normal, falar com mecânico que fez a reforma do
motor)
Motor montado errado causando obstruções no circuito interno
de circulação do óleo.
Válvula de alívio da bomba de óleo mal regulado e com muita
pressão na mola.
Válvula de alívio ou orifício de saída da válvula entupido.
Circuito de passagem do óleo no bloco do motor entupido com
borra ou sujeira
Filtro de óleo entupido

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