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Perda de carga distribuída e

localizada em tubulações e
conexões conduzindo água
residuária da avicultura.
SILVIO C. SAMPAIO, JORGE A. WISSMANN, FÁBIO J. D. MACHADO, ADILSON L.
BORSSOI, MANOEL M. F. de QUEIROZ
 Alunos: Thobias, Eduardo, Cristiano e Jéssica.
RESUMO

 Este artigo visou estimar a perda de carga em tubulações comerciais


utilizando como fluído circulante água residuária de avicultura.
 Foram utilizadas tubulações de aço galvanizado e PVC, com diâmetros
variando entre 32 mm a 75 mm.
 Foi realizado testes em bancadas para perdas de cargas localizadas e
distribuídas.
 A ARA apresentou uma media de diminuição de 42% e 21% do coeficiente
C de rugosidade da equação de Hanzen-Williams, quando comparado a
água, para tubos PVC e Aço galvanizado, respectivamente.
 Na perda de carga distribuída, estimou-se um aumento que varia de 31%
a 8% com a ARA, porém essa variação esta sujeita a variação de vazão.
 Nas conexões soldáveis a perda de carga localizada com a ARA foi maior,
ao contrário das conexões rosqueáveis.
Introdução

 Futuras crises de escassez de água.


 Dados técnicos da situação encontrada na prática.
 Tipo de fluído e sua perda de carga.
 Características hidráulicas do escoamento de águas residuárias em
tubulações.
 Águas residuárias oriundas de atividades agrícolas e agroindustriais são
fluidos não newtonianos, pois tem de 5% a 15% de sólidos.
 Avaliar a perda de carga em tubulações comerciais provocadas pelo
escoamento de ARA.
MATERIAIS E MÉTODOS

 Duas bancadas, uma para perda de carga localizada e a outra para a


perda de carga distribuída, juntamente com reservatórios, tubulações,
registros, medidores de vazão e pressão.
MATERIAIS E MÉTODOS
MATERIAIS E MÉTODOS

 As conexões usadas foram do tipo luva rosqueável, para aço inoxidável e


soldáveis para PVC.
 O trecho de carga distribuída teve comprimento útil de 6 metros.
 Para perda de carga localizada foi usado apenas diâmetro comercial de
32 mm, registro de gaveta, registro de esfera, ampliação e redução. 32
mm a 50 mm.
 Os dados de vazão foram coletados com um hidrômetro magnético.
 Foi usado um conjunto moto-bomba.
MATERIAIS E MÉTODOS

 Cada ensaio foi executado da seguinte forma: o fluído era bombeado


para a tubulação através da bomba que trabalhava afogada. Escoava
pela tubulação e conexões, situados nas bancadas de ensaio, em
seguida era descarregado no próprio reservatório, fechando o ciclo.
 Foram coletados 5 dados de vazão e pressão em cada tubo.
 Os dados foram coletados quando o sistema estava estável.
 Antes dos testes foi feito realizado a circulação do fluído no sistema para
melhorar a homogeneização e revertes a decantação.
 O valor dos sólidos totais no fluido usado é de 3,49 g/L.
RESULTADOS E DISCUSSÕES

 Como o trabalho é experimental, os resultados são diretamente afetados


pelas características construtivas e pela metodologia aplicada.
 A vazão da moto-bomba não foi suficiente para produzir perda de carga
nas tubulações de maiores diâmetros.
 A decantação do ARA afetou algumas tubulações menores causando
entupimento, impossibilitando a leitura de alguns dados.
RESULTADOS E DISCUSSÕES

 No quadro 1, pode-se avaliar um valor médio de rugosidade dos tubos,


provenientes da equação de Hanzen-Williams.
RESULTADOS E DISCUSSÕES
 As equações potenciais para os respectivos tubos e fluidos considerando
as 5 observações, podem ser observadas no quadro 2.
RESULTADOS E MÉTODOS

 As equações apresentadas no quadro 2 foram comparadas com as


equações universais.
 O tubo que teve o resultado mais bem definido foi o de 32 mm de
diâmetro.
 Utilizando um tubo de PVC 32 mm, pode-se estimar uma porcentagem de
aumento de perda de carga em relação a água.
 Com uma vazão de 0,001 m³/s, estima-se uma perde de carga de 0,65 a
0,70 mca, um aumento de 8%. Já com 0,0005 m³/s, tem-se um aumento de
31%.
 Em geral pode-se definir que a diferença entre a perda de carga da ARA
em relação com a água é maior, porém varia com a vazão.
RESULTADOS E DISCUSSÕES

 O quadro 3, mostra os valores de k para diversas conexões, no


experimento, observou-se que nas conexões soldáveis a perda de carga
localizada com ARA foi maior que na água, ao contrario das conexões
rosqueáveis.
CONCLUSÕES

 A ARA apresentou em média uma diminuição de 42% e 21% no valor do


coeficiente C de rugosidade da equação de Hanzen-Williams, quando
comparado a água em tubos de PVC e Aço Galvanizado.
 A perda de carga distribuída apresentada pela ARA foi maior que para
água, porém o aumento é função do regime de escoamento.
 Para perda de carga distribuída, estima-se um aumento que varia de 31%
a 8% com a ARA, diferença que é sujeita a variação da vazão.
 Nas conexões soldáveis a perda de carga localizada com a ARA foi maior
que na água, ao contrário das rosqueáveis.